quarta-feira, 31 de outubro de 2007


O BOM GOSTO DE NATALIE PORTMAN!
Para quem viu o filme “Garden State” (2004) certamente recordará Natalie Portman a dizer a Zach Braff que os Shins mudariam a sua vida. A linda menina tem extremo bom gosto musical e decidiu agora aproveitá-lo para ajudar a organização FINCA na luta contra pobreza, promovendo uma compilação editada ontem no Itunes. Chama-se Big Changes: Songs for Finca e reune algumas bandas e músicos do circulo de amizades da actriz. Entre outros, estão lá alguns temas exclusivos de Devendra Banhart, M.Ward, Rogue Wave e Beirut, a banda favorita de Portman. Numa entrevista à Enterteinment Weekly, nomes como Nirvana, Jeff Buckley, CocoRosie, Sufjan Stevens, White Stripes e Radiohead aparecem citados como preferidos mas o seu nº 1 é Stevie Wonder! É este o fabuloso alinhamento do disco:

1 Tokyo Police Club: "Be Good"

2 Beirut: "My Night With the Prostitute From Marseille" [exclusive]
3 Tom Brosseau: "Plaid Lined Jacket"
4 Curumin: "Tudo Bem Malandro"
5 The Shins: "Australia (Bjorn Yttling Mix)" [exclusive]
6 Brett Dennen: "Ain't No Reason"
7 Sean Hayes: "Turnaroundturnmeon"
8 Thee More Shallows: "Oh Yes, Another Mother"
9 Angus & Julia Stone: "The Beast"
10 Antony & the Johnsons: "Paddy's Gone"
11 Vetiver: "Idle Ties"
12 Norah Jones: "Broken"
13 Devendra Banhart: "There's Always Something Happening" [exclusive]
14 M. Ward: "What Is a Soul?" [exclusive]
15 Wooden Wand: "Forgiveness Figg (Bethany Hotel Blues)"
16 Rogue Wave: "How We Landed" [exclusive]


FILÃO IRLANDÊS
Os U2, que não perdem uma oportunidade para ganhar dinheiro (é Natal, é Natal...), reeditam em Novembro o álbum “The Joshua Tree” na passagem do 20º aniversário. Estão previstas, nada mais nada menos, que 4 diferentes edições do disco, com remasterizações e bónus. Haverá uma edição especial com dois CD, DVD (concerto ao vivo no HippodrOme de Paris) e vinis com tudo e mais alguma coisa. Para a segunda fase parece guardada a reedição do filme/DVD “Rattle & Hum” que conta a digressão americana realizada aquando da edição do disco mas, tendo em conta o ritmo a que os U2 editam ou reeditam material, não deve estar a faltar muito. Já lá vão 20 anos... Será que vamos resistir?

CAZALS
Uma banda com nome de família de linhagem idêntica à gerência do condomínio tem que merecer destaque! Os Cazals, para além disso, tiveram a lata de realizar uma versão fabulosa de uma (única?) das grandes canções dos Spandau Ballett – To Cut A Long Story Short. São ingleses, já tocaram com os Babyshambles, os Bloc Party, Razorlight ou Rakes, tem dois ou três singles potentes e assinaram pela Kitsuné francesa para a qual gravam (já gravaram?), um álbum. O quinteto tem aquela atitude cool irreverente de início de carreira e prometem rebentar por todo lado em 2008. Mais “uns”?
Cazals – Poor Innocence Boys

terça-feira, 30 de outubro de 2007



THE SEA & CAKE
Mercedes..., Porto, 29 de Outubro
Os The Sea & Cake, mítica banda de Chicago, apresentaram-se no Mercedes com a sua tradicional e experiente formação: Sam Prekop, Archer Prewitt, Erik Claridge e John McEntire, fabuloso baterista e conceitudo produtor. Ao cruzamento das duas guitarras em tudo ritmadas pela bateria certeira e irrepreensível de McEntire, junta-se a voz inconfundível de Prekop, por vezes a necessitar de ser mais vincada e forte. O espectáculo decorreu sem grandes euforias, demasiado certinho e, às vezes, com alguns devaneios instrumentais. Estes foram, sem dúvida, os melhores momentos do concerto, de alguma crueza e ritmos mais arriscados e experimentais, onde o peso da experiência se faz notar na qualidade da execução. O novo disco “Everybody”, que serve de pretexto para a actual digressão, não difere muito de anteriores gravações, o que pode ser comprovado ao vivo, já que a diferença ente o novo e o antigo é quase impreceptível. Ou seja, concerto em velocidade de cruzeiro, em alguns momentos vibrante, mas sem ser excepcional. Quem conhece os discos dos The Sea & Cake, tem na versão ao vivo um complemento recomendável.






Na primeira parte tocaram os espanhois Litius, banda que acompanha os The Sea & Cake em toda a digresão ibérica. Encafuados com toda a parefernália de máquians, guitarras, teclados e bateria no reduzido palco granítico do Mercedes, a banda parecia querer que o espaço disponivel duplicasse para dar largas à sua energia. De sonoridade noise ou experimental, o alinhamento, praticamente instrumental, foi agradavelmente recebido pelos presentes. Boa surpresa!

O MUNDO É CHATO?
Como já por aqui foi referido, estivemos na apresentação do livro de Caetano Veloso em Serralves num Domingo à noite antes dos concertos do Porto. O motivo era uma conversa sobre o livro “O Mundo Não é Chato” onde esteve o autor, o organizador Eucanaã Ferraz e o editor da Quasi. O momento foi acolhedor e agradável. Tratava-se do lançamento em Portugal e o que nunca nos passou pela cabeça é que o livro já tinha sido editado por cá em 2004, facto nunca referido na altura ou sequer comentado! Agora, durante um fim de semana de arrumações, damos com com a tal edição anterior lançada pelo jornal Independente e que custou aí uns 3€... Ainda por cima, tem na capa um bonito desenho de Caetano da autoria de André Carrilho! Possivelmente a edição de 2007 tem mais textos, mas podiam pelo menos avisar que se tratava de uma reedição revista e aumentada... Tal como nós, muitos devem ter o livro em casa e não se lembram! É chato.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007


LUNARIDADES # 30

- a MariaRecords (editora de Rui Veloso) lembrou-se, inteligentemente, de editar os cd’s sob forma de livro! Como os livros só pagam 5% de IVA (pois é considerado um bem cultural de primeira necessidade) ao contrário dos 21% do cd (artigo de luxo), a edição ficará mais barata. Ou seja, a edição legal é de um livro com oferta de cd! O disco novo dos Azeitonas será o primeiro. Parece ter tudo para resultar...

- o canal americano de alta definição pertencente à MTV, o exclusivo MHD, está a passar o documentário “A Skin too few” dedicado a Nick Drake. Como o canal só apresenta um oferta de 20 programas espera-se que o filme passe 14 mil vezes! Só este fim-de-semana parece que já rodaram meia dúzia! Quem diria! O Drake, esteja onde estiver deve estar às voltas...

- no meio de praches irritantes e vampiros/pinguins por todo o lado, ainda há algumas universidades com tino. A Universidade do Minho decidiu oferecer bicicletas aos seus estudantes a começar pelos estrangeiros que estão em Braga e depois em Guimarães. A bicla chama-se BUTE (Bicicleta de Utilização Estudantil), custará 25€ durante 3 anos podendo no fim ser adquirida pelo estudante, professor ou funcionário. Grande ideia! Bute?

- Típico! A C.M.Porto decidiu anunciar na sua Agenda Cultural um concerto dos Da Weasel na passagem de ano que se aproxima. Só que o concerto já foi negado pela banda que nunca chegou a acordo com a autarquia... Como é hábito na cidade, o carro anda sempre à frente dos bois!

- O Teatro de Vila Real esgotou para ver o baterista de jazz Billy Cobham, o Centro Cultural VilaFlor em Guimarães esgotou para ver Rodrigo Leão e já tem lotação esgotada para concerto de Seu Jorge, o Theatro Circo em Braga esgotou para o David Sylvian, a Casa da Música esgotou o seu útimo Clubbing com os Tuxedmoon e tinha também esgotado com os Zero7 instrumentais, o Coliseu do Porto esgotou com Caetano Veloso, etc, etc. Havendo qualidade pergunta-se, aonde está a crise?
DUETOS IMPROVÁVEIS # 19
LISA GERMANO & OP8

(HOWIE GELB + CALEXICO)
Sand (Lee Hazlewood cover)
1997


WHO MADE WHO
Indústria, Porto, 26 de Outubro
A receita é simples e dada pela própria banda! Junta-se um dj de house a quem se ensina tocar bateria, um baixista cantor vidrado em Bowie e ainda um guitarrista avantgarde de bigode tipo treinador de futebol e temos um colectivo de potência elevada ao quadrado. Ao concerto dos dinamarqueses Who Made Who na Indústria, apesar de curto, não faltou intensidade, entrega e muito suor. Casa composta e conhecedora, surpreendentemente feminina, que não parou de vibrar e cantar, principalmente nos já clássicos “Space for rent”, “Out the Door” ou “Satisfaction” já no final da festa. Inesquecível o baixo condutor que percorre todos os temas de uma forma sólida e arrebatadora, que nos faz balançar de forma expontânea e continua e ainda a simpatia e humildade de tradição nórdica de todos os músicos. Integrado nos 20 anos da Indústria, o concerto provou a aptidão do espaço para este tipo de eventos de que se espera repetição. Um senão, no entanto! Quer os bilhetes quer outro tipo de divulgação não apresentam a hora de início do espectáculo, que tanto pode começar às 23h como às 3h da madrugada o que foi o caso. Ainda bem que, durante este tempo, Paulo Furtado/Legendary Tiger Man esteve brilhante à volta dos pratos...(+ em Hugthedj)

INTERPOL RADICAL
A Sic Radical apresenta hoje, em antecipação do concerto de dia 7 de Novembro no Coliseu de Lisboa, um programa especial sobre os Interpol. Integrado na rubrica Max Music Live que passa às 23.00h, não são divulgados muitos pormenores daquilo que efectivamente vai ser transmitido, mas trata-se de um concerto ao vivo. Entretanto e com o Natal já perto, a banda vai lançar um DVD que vai acompanhar uma reedição do seu mais recente álbum “Our Love to Admire” que incluirá imagens e músicas registadas ao vivo, como 'Pioneer', 'Narc', 'The Heinrich Manoeuvre', 'Mammoth', 'Slow Hands' e 'Evil' e ainda dois videoclips dos temas 'The Heinrich Manoeuvre' e 'No I In Threesome'.
Interpol - No I In Threesome (Directed by Patrick Daughters)

quinta-feira, 25 de outubro de 2007


NOITES DA DOIS...
Para que não nos passem ao lado mais algumas pérolas que a RTP2 continua a programar, avisamos que amanhã, sexta, passa, outra vez, o fantástico documentário “No Direction Home” realizado por de Martin Scorcese sobre Bob Dylan. São quase três horas e meia de filme mas vale muito a pena! Está já programada para a madrugada de 3 de Novembro a passagem do concerto de Rufus Wainwrigth “Live at Filmore” e, no mesmo dia, um especial PJ Harvey chamado “On Tour Please Leave Quietly” sobre a gravação do álbum “Uh Huh Her” e algumas actuações ao vivo.

TRAMA 2007
Talvez como resposta à tal “falta de animação” da AMP, a segunda edição do Festival TRAMA – Teatro de Artes Performativas surge em 2007 melhorado e recheado. Entre os dias 2 e 4 de Novembro o festival, resultado de uma parceria entre diversas instituições e associações da cidade do Porto – Fundação de Serralves, Casa da Música, Matéria Prima, brrr_ Live Art e a produtora Lado B -apresenta novas propostas nas áreas da música, da dança, da live art, etc. Destaca-se a perfomance «The destiny’s cars play 8ways 32wheels», espectáculo de música proporcionado por oito veículos tunning coordenados, o «Ghost Dance», onde dois “cowboys” dançam durante doze horas até à exaustão, a música de Cui Cui, com o espectáculo Cui Cui Box na Praça dos Poveiros e ainda a actuação de Jimi Tenor. O festival irá decorrer em simultâneo em instituições como a Casa da Música ou Fundação de Serralves e a própria cidade, no “Maus Hábitos, Pitch, Passos Manuel, Hotel D. Henrique, o parque de estacionamento do Castelo do Queijo e o centro da cidade, convertendo a cidade em território de acção onde confluem artistas e públicos”. Estamos felizmente “tramados”...

PETER MURPHY, o tapa buracos!
A notícia reza assim:
O vocalista dos Bauhaus, Peter Murphy, regressa a Portugal para um concerto único no Pavilhão Municipal de Gaia em 30 de Novembro, anunciou ontem a produtora Porteventos. O concerto, ao preço único de 10 euros, é promovido pelo Pelouro da Juventude da Câmara de Gaia com o objectivo de “colmatar a lacuna existente no campo da animação na Área Metropolitana do Porto”. Colmatar?

quarta-feira, 24 de outubro de 2007





DAVID SYLVIAN
Theatro Circo, Braga, 23 de Outubro
Após o cancelamento dos concertos de Moscovo, San Sebastian e Lisboa por fadiga, David Sylvian apresentou-se ontem em Braga num Theatro Circo repleto de conhecedores e devotos como nós. Ambiente calmo e relaxado, adornado por música intemporal de voz inconfundível, apesar de, inicialmente, se denotar algum cansaço. Rodeado pelo seu irmão baterista Steve Jansen, por um baixista e um pianista, Sylvian senta-se num banco alto, no centro do palco, onde vai sucessivamente pegando e dedilhando diferentes guitarras. Sem quebras ou conversas de circunstância, o recital começa em “Wonderful World” e “It’ll Never Happen Again” e passa, brilhantemente, por “A Fire in the Forest” onde o refrão “There is always sunshine/Above the grey sky” nos faz levitar. Estamos nas nuvens… Pela primeira vez toca guitarra eléctrica que serve para “Jean the birdman”, clássico tema composto com Robert Fripp e especialmente reconhecido pelo público. Curtos “thank you’ simpáticos, mantêm-se a toada calma e, em alguns momentos, algo monótona. Nos encores ri-se dos imensos pedidos dos fãs (“you’re optimistic”) e acaba na perfeição com um “Wanderlust” outonal. Numa palavra, lindo! Tal como em anteriores ocasiões, a actual digressão “The World Is Everything” disponibiliza a venda nos locais do concerto de um bonito livro/cd que inclui três inéditos de Sylvian para além de outros artistas da sua própria editora, a Samadhisound. Depois de algum esforço e paciência conseguimos um up-load desta edição que contempla agora o seu autógrafo e os da restante banda. Mais um para a colecção!
(Fotos possíveis: Campainha Eléctrica)

LUNARIDADES # 29
Atrasadas por motivos profissonais (desculpa que fica sempre bem...)

- de repente parece que os Radiohead descobriram a pólvora, ou seja, como vender musica nos tempos que correm! A imprensa não os larga, as discussões e debates multiplicam-se e outros artistas aderem ao processo. Mas e então da música, do álbum novo, ninguém fala?

- na sexta-feira sai um semanário gratuito chamado... Sexta-Feira. Mais um! O volume de publicidade para este tipo de edições está em ritmo crescente e se pensarmos que o jornal musical “Um” teve curta duração, continuamos sem perceber porque é que música não vende papel... impresso. Será que somos assim tão poucos?

- sem aviso prévio, pelo menos que tivese sido notado, passou na sexta ao fim da noite na RTP2 o documentário “Brava Dança” sobre os Heróis do Mar, ainda, infelizmente, não visto aqui por estes lados. A exibição esteve incluida numa parceria de antecipação do Festival DocLisboa que contemplou a passagem de cinco documentários inéditos. A pedido de várias famílias, podiam repetir?

- uma ida a concertos uma vez por semana parece ser hábito que está de regresso para os próximos tempos! Destacam-se Josh Rouse, Sea & The Cake, Interpol, Rufus e muitos outros. Na medida do possível, vamos tentar não falhar!

- esta nossa mania do vinil tem consequências. A maioria das prendas trocadas com amigos e familiares contempla agora a oferta de rodelas musicais mais ao menos adequadas aos gostos dos aniversariantes. Todos lamentam já não ter o gira-disco a funcionar mas logo se mostram com vontade de o reactivar. As prendas de Natal já estão decididas...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007


SINGLES #10
ULTRAVOX – Sleepwalk

Chrysalis, Polygram, Portugal, 1980

Os Ultravox tiveram outros êxitos como “Vienna” ou “Dancing With Tears in My Eyes” mas é este single que sempre nos ficou na memória. Pop dançante, chamada electrónica, tipicamente anos oitenta, associado ao movimento romântico. Sintetizadores em força e alguma inspiração no punk, fizeram da banda uma referência da pop inglesa. Midge Ure, o vocalista de bigodinho fanhoso, que tinha vindo dos Visage (“Fade to grey” é outro grande single), viria depois, através de uma carreira a solo desapontante, a provocar um sentimento de distância em relação a um conjunto de grandes temas inesqueciveis. E agora toca a mexer durante três minutos... que se faz tarde!
Ultravox – Sleepwalk (TOTP, 1980)

FAROL #37
O sueco Jens Lekman é um talentoso músico que editou em Setembro o seu terceiro disco de nome “Nights Fall Over Kortedela”, inspirado num subúrbio problemático (sim também na Suécia...) com o mesmo nome e onde colaboram, entre outros, os recomendáveis El Perro del Mar. Pop bem feita e que podem agora confirmar numa sessão de rádio recentemente emitida. Particular atenção para a excelente versão de “You can call me Al” de Paul Simon.

AMERICAN MUSIC CLUB - A IDADE DOURADA?
O melhor clube americano de música liderado por Mark Eitzel, um dos santos cá da casa, terá novo album em Fevereiro de 2008. O trabalho está concluído, chama-se ironicamente “The Golden Age” e terá distribuição europeia através da Cooking Vinil. O alinhamento é o seguinte:
1. All My Love
2. The Victory Choir
3. The Decibels and the Little Pills
4. The Sleeping Beauty
5. The Stars
6. All the Lost Souls Welcome You to San Francisco
7. Who You Are
8. The Windows of the World
9. One Step Ahead
10. The Dance
11. I know that's not really you
12. On My Way
13. The Grand Duchess of San Francisco
Notam-se alguns temas já rodados a solo por Eitzel (The Sleeping Beauty p.ex.) e dois temas com “San Francisco” no título, cidade mãe da banda mas que foi trocada por LA para a gravação dos novos temas. Danny Person e o baterista Tim Mooney acabaram por sair mantendo-se Eitzel e Vudi do alinhamento original. Como sempre, esperam-se grandes canções e já agora uma apresentação ao vivo. Já existem muitas datas para a Europa, incluindo Espanha. Mais uma curiosidade! O anterior disco dos AMC “Love Songs for Patriots” tinha uma pérola chamada “Myopic books” e descreve uma livraria, o seu ambiente e os seus livros. Será que é esta livraria em Chicago?

MÚSICA E ARTE
De passagem pele blog No Mundo dos Museus encontarmos uma nota sobre a recente tese de mestrado defendida na Universidade de Leicester chamada ”Is there a Place for Music in Art Galleries?” da autoria de Giles Teixeira. A sinopse reza assim:

Como o título sugere, a tese visou (re)considerar qual o lugar e o papel da música nos museus de arte da cultura ocidental de hoje. O objectivo principal da investigação foi compreender e analisar porquê, de que modo e até que ponto a música influencia ou interfere na experiência museológica (de arte) do público. Concluiu-se que a introdução de música no espaço expositivo cria novos enquadramentos interpretativos, o que permite que diferentes públicos questionem e estabeleçam diversas relações e negociações no sentido com a arte. A música pode contribuir, assim, para uma experiência museológica mais enriquecedora, seja ela de natureza emocional, educativa, recreativa ou mesmo social. (in Newsletter Outubro 2007, N.º 87, p.20 - Fundação Calouste Gulbenkian)


Sempre questionamos se a música deve ou pode estar em todo o lado, mas será que nos museus ou galerias de arte ela é sempre necessária? Já agora ficamos ansiosamente à espera da publicação de tão arrojado estudo...

3 X 20 OUTUBRO 2007

20 canções
. EDITORS – Bones
. INTERPOL – No I in threesome
. THE LITLE ONES – Lovers who uncover
. GOOD SHOES – Blue eyes
. THE MAGIC NUMBERS – Running out
. MODEST MOUSE – Dashboard
. ART BRUT – Direct hit
. MYSTERY JETS – Zoo time
. HEADLIGHTS – TV
. JOSH ROUSE – Nice to fit in
. LUCKY SOUL – A kiss don’t make a summer
. AIR – Mer du Japon
. CORNELIUS – Breezin’
. MATT HARDING – Basic pain
. LITTLE DRAGON – No love
. MOCKY – Extended vacation
. DUKE SPECIAL – Wake up Scarlett
. RUFUS WAINWRIGHT – Sanssouci
. LAMBCHOP – Crackers
. KELLY STOLTZ Words


20 versões
. KINGS OF CONVENIENCE – Manhatan Skyline (Ah-Ah)
. LOFREQ – Blow out (Radiohead)
. TRAVIS – River (Johnny Mitchel)
. ERLAND OYE - No Train To Stockholm (Lee Hazlewood)
. THE BIRD AND THE BEE – How deep is your love (Bee Gees)
. KYLIE MINOGUE – Love is the drug (Roxy Music)
. AZTEC CAMERA – Jump (Van Hallen)
. THE KOOKS – All that she wants (Ace of Bass)
. KATE NASH - Fluorescent Adolescent (Arctic Monkeys)
. EDITORS – Lullaby (The Cure)
. KLAXONS – Nodiggity (Dr. Dre)
. CORINNE BAILEY RAE – Steady as she goes (Raconteurs)
. JOSH ROUSE – For the turnstiles (Neil Young)
. JOAN AS A POLICE WOMAN – Sweet thing (David Bowie)
. ELVIS COSTELLO – Brilliant Disguise (Bruce Springsteen)
. JENS LEKMAN – You can call me Al (Paul Simon)
. LILY ALLEN – Don’t get me wrong (The Pretenders)
. RACONTEURS – Teenage kicks (Undertones)
. FATBOYSLIM – Radioactivity (Kraftwerk)
. ARCADE FIRE - Poupee de Cire, Poupee de Son (Serge Gainsbourg)


20 remixes
. MADONNA – Love profusion (Headcleanr Rock mix)
. WHO MADE WHO - Satisfaction (Benny Benassi Remix)
. THE CULT - Love Removal Machine (Peace Remix)
. THE DECEMBERISTS - The Perfect Crime (Diplo's Doing Time Remix)
. SOULWAX - NY Excuse (Justice Remix)
. THE CURE - Fire In Cairo (Digitalism Remix)
. SEBASTIAN TÉLLIER - Sexual Sportswear (SebastiAn Remix)
. KRAFTWERK - Aerodynamik (Hot Chip's Intelligent Design Mix)
. KARL BARTOS - I'm The Message (Orbital Remix)
. MIDNIGHT JUGGERNAUTS - Road to recovery (Miami Horror Remix)
. JUSTICE - D.A.N.C.E. (Les Rythmes Digitales Remix)
. FATBOYSLIM - Don't Let the Man (Justice Remix)
. NEW YOUNG PONY CLUB - Get Lucky (MSTRKRFT Remix)
. CHROMEO - Bonafied Lovin (Riot in Belgium Remix)
. BATTLES - Tonto (The Field Remix)
. DEATH FROM ABOVE 1979 - Blood On Our Hands (Chromeo Remix)
. EDITORS - An End Has A Start (The Whip Remix)
. MATHEW DEAR - Elementary Lover (DJ Koze Remix)
. GOSSIP - Yr Mangled Heart (Tiga Mix)
. BEN WATT Feat. ESTELLE - Pop A Cap In Yo' Ass (Full Mix)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007


7" S.O.S.
Solicita-se a quem souber o paradeiro na net de um local onde este single em vinil de 7” esteja disponível para venda, que toque a campainha as vezes que forem precisas... Trata-se de uma edição limitada ao continente americano onde os Arcade Fire e os LCD Soundsystem partilharam uma tournée em Setembro e início de Outubro. O disquinho, limitado, era vendido nos locais do concertos e tem duas versões: os LCD a cobrirem “No love lost” dos Joy Divison e os Arcade Fire a fazerem o mesmo ao tema “Poupée de cire, poupee de son” de Serge Gainsbourg. Os discos que sobraram (?!!!) seriam vendidos nos sites oficiais das bandas mas, pela consulta realizada, obviamente que nada restou. Please...

NOVO SINGLE DE SEBASTIEN TELLIER
O novo single do músico francês chama-se “Sexual Sportswear” e foi produzido, notoriamente, por Guy-Manuel de Homem-Christo dos Daft Punk. São quase oito minutos instrumentais de sabor a Krafwerk, um pouco diferente do som habitualmente associado a outro inesquecivel tema chamado “La Ritournelle”. Excelente para condução soalheira, vidro aberto e óculos escuros... O disco saiu em vinil 12” cor de rosa transparente e já tem remix de SebastiAn. O álbum sai no início de 2008. Estamos viciados!

QUARENTA ANOS DA RADIO1
A rádio inglesa comemora este ano 40 anos e decidiu editar um disco duplo de versões, uma por cada ano, onde cabem uma variedade de artistas. Como em qualquer disco de covers há algumas particularmente felizes mas outras, enfim, são horriveis. Do que ouvimos, gostamos dos Hard-Fi a gozar com Britney Spears em Toxic, Lily Allen brilhante em Don’t get me wrong dos Pretenders, ou os Foo Fighters dando a volta a Band on the run dos Wings/Paul MacCartney. Ou seja, vale tudo menos tirar olhos!
DUETOS IMPROVÁVEIS #18
AMP FIDDLER & CORINE BAILEY RAE
If I don’t
Animated video inspired by Mos Eisley Cantina
(the alien bar where Luke Skywalker first meet's Han Solo

and Chewbacca in Star Wars), 2007

quarta-feira, 17 de outubro de 2007


QUEM QUER CANTAR COM RUFUS WAINWRIGHT?
O desafio foi lançado pelo próprio músico que pretende ter em cada concerto da sua actual digressão a colaboração de um fã corajoso que interprete em palco a parte da letra spoken word do tema “Between my legs”. Para ser seleccionado, terão que ter um bilhete para o concerto e seguirem as indicações exigidas. Anyone para Lisboa?
Já agora, mais outra novidade. Em Dezembro estará cá fora um CD gravado ao vivo em Nova Iorque chamado “Rufus Does Judy at Carnige Hall” ao mesmo tempo que em DVD sairá uma semelhante perfomance londrina de nome “Rufus! Rufus! Rufus! Does Judy! Judy! Judy!". Estes concertos pretenderam recriar as actuações de Judy Garland no Carnige Halll em 1961 e decorreram em 2006. Ou seja, mais duas boas prendas de Natal!

Between My legs (w/ kate)

CAETANO VELOSO
Coliseu do Porto, 17 de Outubro 2007
A longa digressão de promoção do disco “” teve ontem, num Coliseu esgotado e à partida rendido, uma noite primorosa mas com algum desequilibrio. O músico mandou para trás das costas os seus 65 anos, pulou e dançou na frente do palco, numa postura pouco habitual que incendiou parte da plateia e causou surpresa. Vestido casualmente, Caetano parece contente com a sua nova banda de três jovens músicos rock (bateria, guitarra e baixo) e arriscou transformar alguns clássicos da MPB em rock pesado. Apresentou quase todas as músicas do novo disco, desde o bailarico de “Chão da Praça” ao já clássico “Odeio”, que repetiu no final, ou a lindíssima “London, London”, escrita no exílio e que recentemente reconhecemos na voz de Cibelle e Devendra Banhart. Pelo meio senta-se no meio do palco só com o violão para cantar Amália de “Estranha Forma de Vida” ou “Menino do Rio”, que causa sempre arrepio, mas que, tendo em conta as características do restante alinhamento, pareceu algo deslocado. Claro que “Cucurucucu Paloma”, um dos momentos mais altos do concerto, suspende a nossa a respiração e faz-nos encolher na cadeira. Como lembrou a mana Aglidole no momento, a alma parece que estremece recordando Almodovar... Um concerto arriscado e surpreendente de um Caetano reinventor, corajoso, atento e, para todos os efeitos, brilhante.

terça-feira, 16 de outubro de 2007


EM FORMA...
A menina Kylie está de volta e o video já rola, pelo menos no Youtube. A sugestão veio na aragem marítima de Miramar o que prova que ninguém lhe fica indiferente! O novo disco sai em Novembro, chama-se “X” e se for do calibre do single a coisa promete. O look minoguiano continua irresistível a fazer lembrar Marilyn e outra divas...

Kylie Minogue “2 Hearts”

segunda-feira, 15 de outubro de 2007


LUNARIDADES #28

. a idade continua a ser um posto! Curiosidade imensa para escutar os novos álbuns de originais de Bruce Springsteen, Ray Davies, Neil Young, Robert Wyatt e, surpresa, Johnny Mitchell! Tendo em conta as excelentes referências críticas nas mais diversas publicações, confirma-se que velhos... são os trapos!

. fim-de-semana rematado, Domingo à noite, por uma conversa de Caetano Veloso em Serralves a propósito da recente edição pela Quasi de uma colectânea de textos seus saídos em diversas publicações brasileiras entre 1961 e 2005. Compilados por Eucanaã Ferraz, também presente no Museu, o livro recebeu o título de “O Mundo Não é Chato” o que ficou provado, ao longo da conversa, pela ironia, inteligência, argúcia e até humildade de Caetano. Política, racismo, cultura e, obviamente, música foram alguns dos temas de opiniões descontraídas mas certeiras. Notória a sua constante preocupação socio-política com o mundo que o rodeia e que, brilhantemente, vai traduzindo em música. Pena que não tenha havido tempo para perguntas da plateia e alguns autógrafos... Amanhã à noite no Coliseu o mundo, sem chatices, será dele e nosso!
. por falar em Caetano, Teresa Salgueiro edita ainda este mês (+) um disco de versões, numa moda que parece imparável. Como se sairá a cantar o "Leãozinho"?

. só mesmo no desporto encontramos os nosso limites físicos e mentais. Pela primeira vez participamos numa prova de ciclismo/BTT (40 km pelo meio de montes e vales...) e, em certas alturas, a vontade de parar e desistir foi sempre ultrapassada pelo querer em chegar ao fim, pelos incentivos de outros participantes e pelo espírito de entre-ajuda. Que bom se a vida fosse sempre assim!

. mais um ódio de estimação: o dueto ironicamente intitulado “Boa Sorte” de Vanessa da Mata com Ben Harper é irritante, inaudível e, desculpem lá, doentio. Será só (d)efeito nosso?

LINDOS...
No âmbito do 30º aniversário da morte de Marc Bolan (16 Setembro 1977), foram recentemente editados, entre colectâneas e shows ao vivo, três singles 7" em vinil colorido dos temas "Metal Guru", "Childern of The Revolution" e "20th Century boy". Os lados B apresentam todos gravações inéditas recentemente reveladas por um fã norueguês e a edição é de 1500 exemplares. Estes goodies podem (devem!) ser aquiridos no site da editora Edsel/Demon Music. Glam it!
T-Rex (Marc Bolan) - 20th Century Boy (French TV 1973)


sexta-feira, 12 de outubro de 2007


VASCULHAR #8
Nas tais deambulações à procura de gravações vinílicas surgem, amíude, alguns ovnis! Este single gravado em Portugal em 1983 pertence a um grupo chamado ETTA e foi fabricado e distribuído pela Rádio Triunfo. A capa da autoria de uma tal Amável Anastácio é, desde logo, a razão pela qual o disquinho não nos passou despercebido no meio de centenas de outros singles. A fotografia de quatro homens de t-shirts pretas de manga cavada, todos de fitas pretas no braço esquerdo e com a cabeça tapada por um carapuço negro à la terrorista, impressiona e pode até assustar. Agora, o verdadeiro susto é mesmo a música! São autores um tal Eduardo Anastácio (irmão do disigner da capa?) e Pedro Martins, com notórias guitarras de influência Fisher-Z, uns sintetizadores bem vincados e uma voz típica de qualquer banda portuguesa incluida no boom do chamado rock português, ou seja, de tom irritado... Verdadeiras pérolas são ainda as letras dos dois temas do single. Tivemos a canseira de, quanto possível, as (tentar) reproduzir...

Lado 1
JUNTOS ADJUNTOS
Franqueiam a porta à existência
Alienam a clara decadência
Fogem ao credo envelhecido
Para construirem um clã (?) proibido
À custa do fogo e de cedência

Acabam a viver juntos
Cheios de reflexos adjuntos
Da querida amiga e amante
Só da cintura à fundura
Satisfação distante
Hoje acreditam em máquinas (?)
Na virgem desvirginada
(repete)

Lado 2
ETTAFASE
Fizeste travado (?) em mim
E não me quiseste
Disseste que era um miudo
E eu não te moleste

Agora que eu já não te quero
Já cresci, uso bigode, tenho salero
Naaa, naaa, naaa

Tens esperado por mim,
Ficaste admirada
Como esta foi a semente
Ficou transformada em jasmim
Mas já não te quero para mim
(repete)

Dois verdadeiros momentos zen, injustamente desconhecidos e que deviam merecer uma edição especial do Laboratolarilolela do Nuno Markl na Antena3. G'andes malucos! Queremos (saber) mais...

FAROL #36
Os Kraftwerk editaram um novo single, incluindo um 12” em vinil, com duas músicas remisturadas por membros dos Hot Chip. As faixas foram lançadas originalmente no álbum “Tour de France”, em 2003. Alexis Taylor e Joe Goddard trabalharam na música “Aerodinamik”, enquanto Al Doyle e Felix Martin remisturaram “La Forme”. Estas e outras mararavilhas podem ser descarregadas por aqui...

VASCULHAR VALE SEMPRE A PENA!
Para quem, como nós, tem por hábito vasculhar velharias em vinil, entre outros, em casa dos amigos e até desconhecidos, nas lojas de segunda mão e na inevitável Vandoma, a notícia da passada terça feira do DN é simplesmente fantástica. Reza assim:

Primeira gravação portuguesa tem 107 anos
Nuno Passos
O disco foi produzido por um inglês no Porto
Foi há 107 anos. A primeira gravação feita em Portugal chama-se Cantos do Minho, pertence à Banda da Guarda Municipal do Porto, data de Outubro ou Novembro de 1900 e foi produzida por William Darby. Este engenheiro britânico produziu naqueles dois meses, em visita ao Porto, um total de 85 discos de zinco de sete polegadas, todos de uma faixa, interpretados por bandas, tenores, fadistas, actores de teatro, mas também uma cantora de ópera e um guitarrista. A história recua assim três anos, já que a gravação mais antiga que se conhecia entre nós era de 1903.A informação foi dada ao DN pelo investigador alentejano José Moças, que recentemente achou num vendedor de discos nas ruas do Porto, "por mero acaso", dois dos 85 registos do pacote - Fado Hylario, do "señor Duarte Silva, portuguese baritono", e Oh Julia, do "señor José Brito, portuguese tenor". As duas "rodelas" têm selo Berliners, a antecessora da Gramophone, depois transformada na His Master Voice e, hoje, na EMI.
"Vi um monte de discos velhos no chão, separei o que era música portuguesa e, só quando cheguei a casa, reparei que dois eram diferentes. Fiquei louco, nem queria acreditar", exclamou Moças. O também responsável da editora Tradisom contactou de imediato um perito inglês e confirmou que as raridades (marcadas a "00", ou seja, do ano 1900) se deveram à vinda de William Darby, especificamente ao Porto, no périplo de 13 cidades que correu pela Europa de Dezembro de 1899 a Novembro de 1900.
"Não há hipótese de haver mais gravações para trás em Portugal, Darby foi dos primeiros a gravar no velho continente, pois o gramofone tinha sido inventado três, quatro anos antes", sustentou José Moças. Em termos de investigação recuou-se quatro anos em Portugal, o que "é muito tempo" face à época avaliada. "A sorte persegue-nos quando a procuramos, basta persistir e gostar das coisas", vincou ainda José Moças. Assumiu, aliás, ter já conhecimento de outros álbuns de 1902 e 1903 ligados ao fado, à revista, a teatros populares e a bandas. Até aqui, a primeira gravação de fado conhecida datava de 1902, do cantor brasileiro Manuel Pedro dos Santos, chamado Bahiano. Não se sabe do disco, mas um arquivo no Brasil tem a cópia da gravação.


Há que continuar a ser persistente!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007


EFTERKLANG EM AVEIRO?
O sofisticado colectivo dinamarquês Efterklang tem novo álbum a ser lançado dia 15 de Outubro. Chama-se “Parades” e merece referências elogiosas em todo lado. No disco transparecem coros por vezes operáticos e melodiosos e violinos em catadupa, que podem ser confirmados nas audições disponíveis do myspace. Quanto a uma já badalada digressão ibérica solicitada pela banda e prevista para este mês, surgem alguns rumores digitais de um concerto no dia 20 de Outubro em Aveiro (Mercado Negro). Como no dia seguinte estão agendados para Madrid... Mais um exemplo de música feita na Europa fresquinha e que certamente fará parte da nossa outonal banda sonora.
Efterklang – Parades (teaser)

DUETOS IMPROVÁVEIS #17
ELTON JOHN & PETER DOHERTY
Children of the Revolution (Marc Bolan)
Live8, Hyde Park, Londres, 2 de Julho de 2005

quarta-feira, 10 de outubro de 2007


U
M
Este cantinho da aldeia digital faz hoje, dia 10 de Outubro, um ano! Sem pretensões e sem ser uma resposta a ninguém, sentimos que só de uma forma descomprometida, sem prazos e pressões faz sentido continuar! Devaneios e incoerências à parte, tentaremos, à nossa maneira, continuar a alimentar o quadro eléctrico e a pagar a conta da electricidade para que a campainha não deixe de tocar. Continuamos a tratar deste blog como uma brincadeira animada, apartidariamente musical, mas com defeitos especiais assumidos e contínuos. Queremos, no entanto, saber mais dos que aqui caem de pára-quedas, dos que irregularmente aparecem e dos que, certamente muito poucos, já não dispensam o toque diário na campainha. Digam coisas, coisas!

terça-feira, 9 de outubro de 2007


LUNARIDADES #27

. fim de semana prolongado por terras de França permitiu concluir que não é só em Portugal que a rádio é musicalmente má (do pior...), que os franceses gostam muito deles próprios a que se soma uma vitória da selecção de rugby egocentricamente celebrada e massivamente noticiada (em plena TF1 vimos a apresentadora da metereologia vestida com a camisola da selecção!!), que as raparigas portuguesas continuam a ser mais bonitas e de bom gosto refinado, que a comunidade gay masculina está espalhafotasamente por todo o lado, que um cd novo custa 9/10€ mas a gasolina é ainda mais cara que em Portugal! Enfim, Paris é sempre Paris mas não a trocavamos pelo Porto... Uma coisa, no entanto é brilhante: o surto na adopção da bicicleta como meio de transporte, seja dia seja noite. Numa arrojada jogada da mairie de Paris existem bicicletas disponíveis em todo lado, multiplicaram-se as vias específicas e a Velib é respeitada por toda a gente. Que inveja!

. expectativa enorme na estreia do filme “Control” sobre Ian Curtis que em Paris faz furor, é tema de capa de revistas (Rock & Folk p. ex.), cartazes por todo o lado e excelentes críticas. Can’t wait! Por cá estreia quando?

. já agora, a tal Rock & Folk traz uma cd oferta com 22 bandas e nomes recomendáveis, contando-se entre eles os Wraygunn com o tema "She's a gogo dancer" em que Paulo Furtado é nomeado o Jack White português. Uauuuu!

. de algumas semanas para cá, é sempre com enorme satisfação que revemos na RTP Memória, ao princípio da noite, a série “A Balada de Hill Street”. Desde o mítico tema musical no início, passando pelo quadro de personagens inesquecível, de Belker (grrrrrrrr.....), a Renko ou Phil, o capitão Furillo e a sua ex-mulher ou a sua namorada advogada Joyce Davenport, por quem muitos de nós suspiramos, tudo nos trás à memória as noites de sexta à noite, uma TV a preto e branco e o embalo dos blues de Hill Street. Apesar de terem já passado mais de 25 anos, a série mantêm-se ternurenta, atraente e imperdível. Hey, Hey, just be careful out there!!


. a moda dos singles oferta em vinil já chegou a Portugal. É só comprar a revista Blitz deste mês e recebem um lindo e exclusivo single cor-de-laranja de Tiago Bettencourt. Queremos mais e já agora, um bocadinho melhores, musicalmente falando!

DEVENDRITA o BANHARTITA
A sempre recomendável revista inglesa Uncut oferece na edição de Novembro um disquinho compilado por Devendra Banhart intitulado “Love Above All”. Trata-se de uma selecção de temas a que se convencionou chamar folk, novo folk ou acid-folk (!) e que se encontram devidamente comentadas e “explicadas” pelo próprio Devendra no interior da revista. De Jana Hunter a Rodrigo Marante, passando por ilustres desconhecidos como Eliza Douglas ou Matheh Baim, o disco acaba com o fabuloso Bert Jansh a cantar “Life Depends on Love”, perolasinha orquestral de 1967! Obrigadinho, ò Devendrita o Banhartita!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

DUETOS IMPROVÁVEIS # 16
Michael Jackson & Britney Spears

The way you make me feel
The Solo Years 30th Anniversary Celebration
Madison Square Garden, Nova Iorque

7 de Setembro de 2001

terça-feira, 2 de outubro de 2007



MEMORABILIA #4
Ora aqui está uma dupla inseparável! O rádio com leitor de cassetes, um luxo na altura, apareceu lá em casa nos finais de 70. É um National Panasonic e ainda resiste lá para Mindelo, servindo hoje em dia para uma contínua sintonização na Antena 2, onde a música clássica inspira uma certa veia de pintor que o nosso pai redescobriu recentemente.
Quanto ás cassetes, também resistentes e a funcionar, foram a nossa primeira fonte verdadeiramente musical! De tanto ouvir falar nos Beatles e com aqueles inesquecíveis desenhos animados a aparecer na TV, convencemos, eu e a irmã, a mãe a oferecernos este clássico da música moderna. Foram compradas, como não podia deixar de ser, na Valentim de Carvalho da Rua 31 de Janeiro (St. António) e só muito mais tarde foram efectivamente substituidas pelas versões de vinil e depois em cd. Durante anos e anos, principalmente nas férias, não era fácil gerir as preferências, minhas pelo Volume II (Azul) onde estavo a magnífico “While My Guitar Gently Weeps” e da mana pelo Volume I (Vermelho) onde se encontrava o eterno “Yesterday”. A seguir a estas maravilhas, passamos, entre outras, pelas fases ABBA, Supertramp e os grandes Queen, para rapidamente os horizontes se abrirem para uma multiplicidade de bandas já em plenos anos 80. Mas dos Beatles nunca mais e ainda bem, nos livramos!
FAROL #35
Alguns dos bons concertos do Festival de Paredes de Coura de 2007 encontram-se disponíveis no blog amigo Não Digo Nada. Por lá, já podem ouvir as actuações, gravadas da rádio, de Peter Bjorn & John, Gogol Bordello e CSS. Cool!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007


O VÍRUS DA VIDA
Foi apresentado, sábado passado, por Sérgio Godinho, na Fnac Chiado, o novo livro de contos de JP Simões intitulado sugestivamente “O Vírus da Vida”. A obra recebe ainda ilustrações de André Carrilho, um dos cartoonistas/ilustradores portugueses mais apreciados por estas bandas. Sessões idênticas irão acontecer esta semana na Fnac Coimbra (dia 5 de Outubro, com apresentação de Jorge Melícias) e na Fnac NorteShopping (dia 6 de Outubro com apresentação de Rui Reininho). O músico estará na primeira parte dos concertos de Seu Jorge em Portugal, previstos para diversas datas de Novembro. A não perder e por antecipação a actuação de JPSimões na Tertúlia Castelense, no Castêlo da Maia, a 31 de Outubro. Tal como o seu disco “1970”, espera-se que o livro nos surpreenda positivamente.
JP Simões – Inquietação (Fnac Chiado Jan. 2007)


LUNARIDADES # 26

. os dinossauros continuam a ameaçar! Entre outras, contam-se as reuniões dos Police, dos Led Zepplin e agora dos Sex Pistols! Ainda se fala dos Pink Floyd... De que é que os dois Beatles estão à espera?

. notícias de Kylie Minogue! Uma canção rejeitada por ela para o novo álbum “X” está (esteve?) disponível online no site do seu autor, nada mais que Mylo. Durante alguns dias o Youtube e outros sites disponibilizaram também a música, mas a EMI mandou retirar todos os links. O título é sugestivo: “In the mood for love”. Pois...

. a conhecida produtora com sede no Porto/Matosinhos chamada precisamente Portoeventos tem na sua agenda a promoção de dois concertos no Coliseu... de Lisboa! No Porto, népias. Triste, mas com os pés na terra, tendo em conta o vigor e animação a que a cidade nos habitou nos últimos tempos. Um dos concertos, o de Patti Smith, será de certeza um excelente momento.

. mais um aniversário! Sem tempo para respiriar e pumba, já cá canta mais um em cima... Ou como vaticinava um título imortal e certeiro de um disco dos It’s Immaterial - Life's Hard and Then You Die!

MÚSICA!
Assinala-se hoje o Dia Mundial da Música. Como nesta casa a música não precisa de ser festejada ou sequer lembrada, fazemos dela uma comemoração contínua! Porque para nós todos os dias são musicais, porque todas as casas são da música, porque ela é, sem dúvida, o combustivel diário da nossa viagem chamada vida, só temos um caminho: ouvir cada vez mais, nem que seja só o barulhinho eléctrico da campainha!

NOVO RADIOHEAD!
Depois de algumas contradições informativas que apontavam só 2008 para a saída do novo álbum dos Radiohead eis que, supreendentemente, ele aí está! Chama-se In Rainbows e segundo o blog Sound & Vison, o disco saíra dentro de dez dias em versão digital, tal como se pode confirmar no site oficial da banda. Já quanto à versão objecto do disco e tendo em conta os pormenores divulgados, estamos perante mais um grande objecto de colecção!