quinta-feira, 29 de novembro de 2007

DUETOS IMPROVÁVEIS # 24
BRUCE SPRINGSTEEN & ARCADE FIRE

State Trooper (Springsteen)
Live in Ottawa, 14.10.2007

quarta-feira, 28 de novembro de 2007



JOSH ROUSE & BAND
Theatro Circo, Braga, 27 de Novembro

Foi um Josh Rouse nitidamente cansado e adoentado o que se apresentou em Braga. Para quem acompanhou as diversas actuações em Portugal desde 2004 (Museu dos Transportes, Porto) notaria, ontem, certamente, um músico mais abatido, pesado e desleixado, o que para alguém ainda com 35 anos (1972...) parecia, à partida, preocupante. Rodeado por três músicos experientes e motivados, particularmente notório no entusiasmante e brilhante baixista, o concerto percorreu a paleta já muito variada de discos de Rouse com particular incidência nos seus últimos quatro trabalhos. Exemplos: de “Country Mouse House” (2007) foram interpretados “Sweetie” ou o fabuloso “Hollywood Bass Player”, de “Subtitulo” (2006) “It looks like love” ou “Quiet town, de “Nashville”(2005) surgiu o adequado “It’s the nightime” e de “1972” (2003) os êxitos “Comeback”, “1972” ou “Love Vibration”, momento de invasão pacífica da frente do palco para sessão de dança e movimentação colectiva. Faltaram alguns “clássicos” como “Sunshine”, “Miracle”, “Winter in the Hamptons” e outros, como o diversas vezes pedido em alta-voz "Sad Eyes", mas a oferta qualitativa é já muita para tão pouco tempo de concerto, cerca de uma hora e meia. Assim, e longe da forma ideal, Josh Rouse arrebatou fãs e, sem dificuldades, prestou uma actuação linear, consistente e, quase sempre, vibrante. Mais um case study em Portugal sobre o merecido culto a um músico que não faz discos maus e cujo bom gosto é inatacável!
Na primeira parte surgiu Frederico Aubele, um equívoco inqualificável! Desconhecido para a maioria do público (também não foi avisado ou sequer informado do que estava a ver e ouvir), a longa actuação mostrou-se inapropriada, inoportuna e desnecesária. O conceito de aquecimento, introdução e divulgação a que está associada a realização de uma primeira parte não foi, neste caso, cumprido. Chato, monótono, longo e penoso, certamente que a maioria dos presentes não vai querer ouvir (falar) Frederico Aubele e companheira nos próximos tempos! Foi pena, porque os discos não são maus...

terça-feira, 27 de novembro de 2007


LUNARIDADES # 34

. o concerto de Peter Murphy em Gaia está esgotado! Cinco mil bilhetes desapareceram em meia dúzia de dias... Dir-se-ia que os anos 80 continuam a vender e a vencer!

. a notícia de que a Valentim de Carvalho vai reeditar uma série de discos há muito esgotados e que nunca foram editados em cd, surge a destempo. Agora que o vinil está em alta, os discos dos GNR “Independança”, de Mauela Moura Guedes ou até Jorge Palma fazia todo o sentido serem, agora, também reeditados em vinil. Lá virá o tempo...

. por falar em vinil, a loja Louie Louie do Porto está imparável e abriu esta semana um novo espaço em Lisboa, perto do Teatro da Trindade e do Chiado. Já são quatro (duas no Porto, Braga e Lisboa)!


. inércia, sono, frio e desmotivação! Qual será o melhor remédio?


CAZALS BALLET
Retomando as covers do final da semana passada, aqui ficam os “familiares” Cazals e a potente cover de “To Cut A long Story Short”! Sem dúvida a melhor música dos Spandau Ballet. Já lá vão 27 anos...
Cazals – To Cut a Long Story Short


Spandau Ballet - To Cut a Long Story Short

sexta-feira, 23 de novembro de 2007


ROISIN MURPHY CONTROL
O novo disco “Overpowered' de Róisin Murphy (a voz dos Moloko) ainda não foi por aqui devidamente ouvido, o que é pena. Agora, estamos perfeitamente rendidos a esta versão dos Gossip, o balanço perfeito para o fim de semana...

A SURPRESA RUI TRINTAEUM!
Uauu! Primeiro, desconhecíamos que o amigo Rui tinha uma página no Myspace, que tinha fotografias tão bonitas como esta e que hoje vai pôr música ao Plano B, um dos bares mais badalados da cidade! Prá frente é o caminho, Rui!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007


JOSÉ CID EM ALTOS E BAIXOS!
De vez em quando voltamos ao grande Cid. O músico vai dar um concerto em nome próprio no Campo Pequeno de Lisboa no próximo sábado dia 24 de Novembro onde terá o acompanhamento, entre outros, do Quarteto 1111 e de Luis Represas. Na segunda, dia 26 é a vez da recentemente inaugurada Fnac de Braga. A reabilitação da sua música parece imparável e até salutar, mas corre perigo de algum “achincalhamento” perigoso tipo Quim Barreiros como se pode comprovar pelo video abaixo...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007



FAROL # 40
Aproveitando a embalagem do post anterior, fica agora disponível uma ligação directa a duas gravações distintas de Bob Dylan, de 1963, editadas num só disco pirata. Pormenores acerca destes temas no site especializado...

AINDA E SEMPRE BOB DYLAN!
Tem estreia marcada para hoje nos EUA o filme “I’m not there” que conta a história (será?) de Bob Dylan. Na película, realizado por Tod Haynes, diferentes fases da vida do músico são interpretadas por seis actores, de Richard Gere a Cristian Bale ou até Cate Blanchett! O trailer está já disponível no Itunes e as críticas iniciais parecem muito positivas. Entretanto, mais uma colectânea de êxitos foi lançada em Outubro, reunindo temas de cinco décadas de actividade e que, na versão mais robusta, apresenta, entre outros, 3 cd’s, postais exclusivos e réplicas das capas de vinil. Por falar em vinil, uma das surpresas foi a autorização dada a Mark Ronson para realizar, pela primeira vez, remixes de temas de Dylan, neste caso “Most Likely You Go Your Way (and I'll Go Mine)”. A remistura foi editada em single de vinil de tiragem “limitada” (o nosso já cá canta e tem o nº 5199!!!). Vejam o video no Youtube. Grande Dylan!
DUETOS IMPROVÁVEIS #23
KANYE WEST & PETER, BJORN & JOHN

Young Folks (PB&J)
Festival Way Out West, Gotemburgo, Suécia

10 de Agosto de 2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007


A PAUSA PORTUGUESA DOS COLD WAR KIDS!
Já por diversas vezes demos por aqui o toque elogioso aos norte-americanos Cold War Kids. Durante os últimos tempos, a primeira parte da digressão europeia, recebeu o contributo muito recomendável de Patrick Watson, outra maravilha. Talvez esteja na hora de alguém se lembrar de os trazer, ambos, até cá. Vontade parece não faltar... Ignoravamos, contudo, que o baterista dos Cold War Kids, de nome Matt Aveiro, tinha óbvia descendência portuguesa. Sendo assim, em Junho passado, aproveitou a digressão no velho continente para visitar os parentes na Madeira e levar os amigos. No site da banda a descrição da aventura começa assim:
and the rest of the band would head to Portugal to visit Matt Aveiro’s relatives on an island where they eat coconuts and have no or very few cars. This is wherethings began to get exciting

Certamente uma pausa bem ao jeito de “We used to do vacation”…

UMA NOVA SALA DE ESPECTÁCULOS EM GUIMARÃES!
Numa demonstração clara de afirmação e descentralização cultural, a cidade de Guimarães ganhará, já em Dezembro, uma nova sala de espectáculos! O antigo Cinema São Mamede foi transformado em Centro de Artes e Espectáculos, com galeria de exposições, livraria, auditório e café concerto. Situado no centro da cidade, o espaço, reconvertido por iniciativa privada, abrirá ao público já no próximo dia 7 de Dezembro com um espectáculo de Ana Moura e no dia 8, no tal café-concerto, os Nouvelle Vague. JP Simões, David Fonseca e outros estão também já programados. Pujante e animador!


ANTÓNIO SÉRGIO NA RADAR!
Finalmente! Dois meses depois da saída da Comercial, o regresso de António Sérgio à rádio vai acontecer a partir de 3 de Dezembro na Radar (Lisboa) com um programa de segunda a sexta-feira (23.00/01.00h) chamado “Viriato 25”. Infelizmente, a Radar emite só para a região de Lisboa, pelo que só a emissão online permitirá ouvir o “mestre”. Na Radar já estão Nuno Galopim, Zé Pedro Xutos e outros radialistas que mantêm a tónica na música alternativa. Curioso que a mesma rádio tem na sua grelha um programa chamado “A Hora do Bolo” enquanto um antigo programa de António Sérgio se chamava “A Hora do Lobo”...

MÚSICAS DA NOSSA MEMÓRIA
A RTP Memória apresentou ontem na rubrica com este nome um concerto de João Gilberto e Caetano Veloso gravado no Coliseu de Lisboa e editado em 1985. A realização era (como não podia deixar de ser) de José Nuno Martins e só vimos mesmo o final com Caetano sozinho em palco... A intenção da televisão pública é difundir alguns dos melhores concertos produzidos nos últmos 50 anos e por lá já passaram ou vão passar Chico Buarque, Tony Bennett ou Elis Regina. Pena não sabermos mais cedo, mas, apesar da hora tardia, o mesmo concerto repete hoje às 3.30h da madrugada!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007


LUNARIDADES #33

. um sábado noite em versão disco/jantar com malta amiga voleibolística deu para perceber que a geração mais nova (18/22) não conhece patavina de música! Cada single vinil que passamos dos anos 70 ou 80 a pergunta era sempre a mesma: “Conheço isto, mas quem são?” É que nem o “Funkytown”, já para não falar nos Rolling Stones. Uma tristeza!

. na sessão nocturna (claro...) de “Control” a que assistimos a média de idades era 99% preenchida por pessoas de 35/45 anos e, tendo em conta, que a maioria ficou absorta mesmo até ao último frame dos créditos finais, o mito realmente existe, facto que nunca percebemos. Será que o filme permitirá acabar com ele?

. a já por aqui comentada tentativa gorada da CMP em trazer os Da Wesel à passagem de ano na Avenida dos Aliados tem agora finalmente um nome confirmado: Marco Paulo. Tem tudo a ver... e vale tudo!

. a chuva finalmente apareceu e com ela a vontade de ficar por casa mais vezes será, talvez, a única maneira de actualizar leituras, discos e dvd’s. Afinal a chuvinha não serve só para encher barragens...

SONS EM TRÂNSITO EM AVEIRO
A sexta edição do Festival Sons em Trânsito está programada para o Teatro Aveirense (21.30h) já para a próxima semana. Destacamos os concertos únicos de Jane Birkin e Gonzalez, na versão pianista a solo, o que demonstra a abertura do certame a outros tipos de música, mais moderna ou contemporânea. Por outro lado, o concerto da Fanfare Ciorcala servirá para a apresentação do seu novo disco “Queens and Kings” que contará, para além dos 12 músicos da banda, com 11 cantores ciganos! A programação é a seguinte, com bilhetes entre os 5 e os 12€:

28 Novembro, Quarta
. Fanfare Ciorcala

29 Novembro, Quinta
. Deolinda (Portugal)
. Sérgio Godinho (Portugal)

30 Novembro, Sexta
. Tcheka (Cabo Verde)
. Jane Birkin (Inglaterra?)

01 Dezembro, Sábado
. Gonzalez (Canadá)
. Vinicio Capossela (Itália)

Na medida do possível, lá estaremos!

(RE) VISTO #11
CONTROL

Direcção Anton Corbjin, 2007, em exibição
Torna-se difícil escrever sobre um filme como “Control”. A descoberta da música dos Joy Divison embora tardia (1984-85) marcou, como a muitos, as nossas influências e escolhas de outras bandas geradas pela sua dissolução. Como preconiza Vasco Câmara no “Público”, talvez quanto menos soubermos sobre os Joy Divison e Ian Curtis, mais vamos gostar da película. Coincidência ou não, Sam Riley, actor que interpreta (encarna...) o músico até à medula, não sabia até há pouco tempo, pelo que afirma, quem eram os Joy Divison, conseguindo, desta forma, uma intensa e brilhante composição da personagem/músico. No DN, João Lopes conclui, justamente, o evidente: “Num mundo perfeito, ele estaria entre os nomeados dos próximos Óscares”. A abordagem magistral (fotográfica...) que Anton Corbijin faz ao mundo mitificado e a preto/branco da banda de Manchester é, do ponto de vista narrativo, exemplar, funcionando como uma película momentânea que, durante duas horas, nos mantêm suspensos. Sem truques ou exageros, a depressão crescente de Curtis acompanha o desenvolvimento da sua música e poesia, num avolumar permanente de tristeza. A relação conturbada e depressiva com a esposa (“Love will tears us apart”), a descoberta de um novo amor, a luta contra a epilepsia (“She’s Lost Control”), ganham primazia em relação à formação da banda, à gravação dos discos, etc., sendo, deste ponto de vista, um filme mais pessoal, individual e biograficamente mais negro e auto-destrutivo. A pena que poderíamos eventualmente sentir no final, após o seu suicídio (“Isolation”), é substituida por um alívio profundo e redentor, dum epilogo mitificado que todos já conhecíamos e que no filme nos preenche com aquele soar arrepiante de “Walk in silence, Dont walk away, in silence” de “Atmosphere”. Sem exageros, um dos melhores filmes europeus dos últimos anos e um dos grandes de 2007 a que nenhum espectador, certamente, ficará indiferente.
JOY DIVISON – Atmosphere (dir. Anton Corbijin, 1988)

UM QUILO DE CULTURA!
Este é o slogan promocional da Inrockputibles especial disponível desde a semana passada que reune 140 entrevistas publicadas na revista francesa ao longo dos ultimos anos. De Jean Luc Godard a Pete Doherty, dos Radiohead aos Blur, trata-se, aparentemente, de um manancial de informação cultural e entretenimento a ter em conta. Mais uma, nos quiosques...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007






VASCULHAR # 9
A versão de “I Saw Her Standing There” da dupla McCartney-Lennon num single vinil de capa estranha, com inspiração punk/ska, logo nos chamou atenção. Os avisos bilingues, em inglês/português, contra a pirataria (!!) e a sede da editora WARM na Escócia, tornavam o single, editado em 1982, ainda mais estranho. A tal versão dos Beatles pelos The Studioz soava aquele electro-punk inicial característico dos anos oitenta. Há que vasculhar! Assim, da pesquisa resulta a informação que os Studioz foram uma banda de Edimburgo, que o single só foi editado em Portugal, que o grupo chegou a tocar no Algarve e para um programa da RTP e que Warm Records era uma label portuguesa da responsablidade duns irmãos Castro (não, não são os gémeos Castro...) radicados em Inglaterra. Outros singles já anteriormente tinham saído com as mesmas características e capa, de que é exemplo o 7” de 1981 dos desconhecidos The Pack... Os próprios irmãos Castro formariam uma banda chamada The Warm que gravou alguns singles, como o que aqui se mostra na edição portuguesa da Danova (Nova), uma bem conseguida cover de “Tired of Wainting for You” dos Kinks, com nítidas influências ska e reggae. Parece que gravaram também uma versão de “007” de Desmond Dekker que sofreu até uma segunda edição e mais alguns discos! Estamos sempre a aprender...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007


JAPANCAKES
Apesar de editarem discos desde 1999 só agora “tropeçamos” nos Japancakes. Tudo porque a banda decidiu gravar, na totalidade, uma versão do magnífico disco dos My Bloody Valentine (vamos ouvir falar muito deles nos próximos tempos...) “Loveless” (1991, Creation) e que foi recentemente editado pela Darla Records, sendo já o disco mais vendido pela editora. Aproveitaram também para, ao mesmo tempo, lançarem um novo disco chamado “Giving Machines” e a totalidade dos antigos discos, uma mão cheia! Apesar de tocarem ao vivo juntos, a banda tem um método de gravação pouco habitual, descrito desta forma:
“They do play together but when they record in studio they do so one at a time. Each player writes their own part and adds it to the part(s) recorded previously by fellow band members.The result of this practice is that the personality of each individual player is often better captured. Each player's individual performance is strengthened by the technique”.
Totalmente instrumental, de sabor indie-americana, com o pedal steel e o violoncelo a substituirem a voz, o resultado é surpreendente! Estes bolinhos japoneses sabiam bem no Mercedes...


SÃO LINDOS...
...os flyeres/cartazes de promoção dos concertos de Au Revoir Simone e Josh Rouse em Braga. Ainda por cima, Federico Aubele fará a primeira parte do trovador americano radicado em Espanha! Afinal, quantos bilhetes são? Respostas efectivas válidas até amanhã às 12.00h...

CONTROL – ESTREIA HOJE
O filme que conta a história do carismático e mítico vocalista dos Joy Division, Ian Curtis, estreia hoje em Portugal. Baseado no livro de Deborah Curtis, sua esposa, "Control" é a primeira aventura do conceituado fotógrafo Anton Corbjin na direcção cinematográfica. Aparentemente e tendo em conta as (só) boas críticas recebidas, a expectativa é enorme. Logo que possível, em comentário, daremos o nosso veredicto... Digam coisas!

TUNGG NO SÁ DA BANDEIRA!
Sobre o novo festival a acontecer em Dezembro no Sá da Bandeira (14 e 15) duas novidades. Uma boa outra má. Começando pela pior, os New Young Pony Club não estarão na versão concerto, mas sim para realizar um dj set! A melhor, é que os Tunng são uma das bandas que vão tocar ao vivo!! Para quem não conhece este colectivo inglês de experimental/folk/electronica (tal como se classificam...), descubram rapidamente no myspace o que andam a perder! Ou seja, um concerto imperdível!
DUETOS IMPROVÁVEIS #22
DEAN MARTIN & NANCY SINATRA
Things (Martin)
Nancy Sinatra TV Special, 1968

quarta-feira, 14 de novembro de 2007


40 ANOS DE PEDRA ROLANTE
A revista Rolling Stone faz este mês 40 anos e publica uma edição especial com uma capa prateada/laminda já muito cobiçada. Perdemos o ano transacto a edição 1000, também ela com uma capa especial, inspirada no álbum “Sgt. Pepper…” e esperamos, agora, estar mais atentos. No âmbito das comemorações e pela primeira vez, a publicação está inteiramente disponível em versão digital online. Entre entrevistas e listas, destaca-se uma eleição das 40 canções que mudaram o mundo que tem em nº 1 o tema “That’s All Right” de Elvis Presley. Nada a dizer... Olho nos quiosques, parte 2!

terça-feira, 13 de novembro de 2007


NOVO SINGLE DOS BLOC PARTY GRÁTIS!
O NME desta semana oferece um cd/ep com 4 remixes exclusivas do novo single dos Bloc Party "Flux", tema não incluido no novo disco, bem como outros goodies (pormenores no site da banda). Entretanto, o álbum "A Weekend in te City" será reeditado no dia 19 de Novembro e já terá o referido single e ainda, numa edição especial, um DVD com a actuação da banda no Festival de Reading deste ano. Olho nos quiosques...

CLÁSSICO #13
THE LIGHTNING SEEDS – Pure

(1989)

Apesar do enorme talento para construir pérolas pop, Ian Broudie foi sempre um músico esquecido e seus The Lightning Seeds não passaram de um fenómeno tipicamente inglês. Em 1989 com o álbum “Cloudcukooland” o êxito parece despertar imparavelmente. No disco estavam “Pure” (aquele riff new order lá no meio é inesquecível) e “All I Want”, dois hinos pop eternos a que se seguiriam, já em plenos anos 90, inúmeros outros “clássicos”: "Sense", "Lucky you", "Change" ou "Perfect", singles com capas e design apelativos e que, na medida do possível, acabamos por coleccionar (bons tempos os da Virgin no Via Catarina...). Seria, no entanto, com o hino para a selecção inglesa de futebol do Euro96 que os Lightning Seeds subiriam pela primeira vez ao nº 1 do top britânico com “Three Lions”... Broundie, um produtor classificado, mexeu os cordelinhos para gente tão diversa como Frazier Chorus, Icicle Works, The Coral, Echo & The Bunnymen, The Fall, Zutons, etc., tendo em 2004 lançado o seu primeiro disco a solo chamado “Tales Told”. Aclamado pelos fãs e pela crítica, infelizmente, nunca lhe deitamos a mão e o ouvido...


FAROL # 39
Os Radiohead continuam particularmente activos e surpreendentes! Na sexta-feira passada promoveram no seu estúdio um programa na Radiohead.TV a que chamaram “Thumbs Down” e onde, para além de tocarem alguns temas dos seu novo disco “In Raibows”, arriscaram ao vivo a interpretação de três versões de New Order, Smiths e Bjork! Revejam e ouçam tudo aqui. No fim, nada como um djset irrepreensível:

Burial: "Near Dark"
M.I.A.: "Pull Up the People"
Tomas Anderson: "Happy Happy"!!!: "Heart of Hearts"
Kings of Leon: "My Party"
Asian Dub Foundation: "Model Apprentice"
Jorge Ben: "Take It Easy My Brother Charlie"
Les Baxter: "The Ancient Galleon"
The First Edition: "Just Dropped in (To See What Condition My Condition Was in)"
Iggy Pop: "Nightclubbin'"
Squarepusher: "My Red Hot Car"
Bauhaus: "Bella Lugosi's Dead"
Iron and Wine: "Pagan Angel and a Borrowed Car"
Captain Beefheat: "Sun Zoom Spark"Bonnie Prince Billy: "Lessons From What's Poor"
Asian Dub Foundation: "Naxalite"
Ray Charles: "It Should've Been Me"
Juana Molina: "Micael"
Fela Kuti & the Africa 70: "Alu Jon Jonki Jon"
Como eles se divertem!

3 X 20 NOVEMBRO

20 canções:
. BAND OF HORSES – Is there a ghost
. MAPS – So low so high
. KASPER BJORKE – Back & Spine (feat. FM Belfast)
. FELIX DA HOUSECAT – Like something for porno
. MUSCLES – Sweaty
. BLACK KIDS – I’m not gonna teach your boyfriend how…
. JENS LEKMAN – Sipping on the sweet nectar
. RILO KILEY – Breakin’ up
. THE MOST SERENADE REPUBLIC– A mix of sun and cloud
. RADIOHEAD – Weird fishes/Arpeggi
. BRUCE SPRINGSTEEN – Last to die
. RA RA RIOT – Each year
. MATT POND PA – Locate the pieces
. EFTERKLANG – Mirador
. BEIRUT – Cherbourg
. ROBERT WYATT – A beautiful war
. MARC COLLIN – Dreaming my life
. JONI MITCHELL – If
. FINK – This is the thing
. JOSÉ GONZÁLES – Cycling Trivialities

20 versões:
. CANSEI SER SEXY - Knife (Grizzly Bear)
. SHINICHI OSAWA feat. Au Revoir Simone – Star guitar (Chemical Brothers)
. CONAN AND THE MOCKASINS – Starlett Johasson (The Teenagers)
. THE PUPPINI SISTERS – Crazy in Love (Beyonce)
. THE STROKES - Mercy, mercy me (Marvin Gaye)
. COUNTING CROWS - Ghost in You (Psychedelic Furs)
. TRAVIS - Killer Queen (Queen)
. ANTONY AND THE JOHNSONS - Knockin' On Heaven's Door (Bob Dylan)
. AT THE DRIVE-IN - This Night Has Opened My Eyes (The Smiths)
. BEN KWELLER – Today (Smashing Pumpkins)
. IRON & WINE – Such great highs (Postal Service)
. SARAH BLASCO - Don't Dream It's Over (Crowded House)
. ASTRID SWAN - When You Were Young (The Killers)
. SLOWBEAR THE GREAT - Banquet (Bloc Party)
. LEONA LEWISUN - Run (Snow Patrol)
. MARK KOZELEK - Whiskey In A Jar (Thin Lizzy)
. JOSH RITTER - Blame It On the Tetons (Modest Mouse)
. ROGUE WAVE – Seconds (U2)
. THE LUCKYSMITHS - I Started A Joke (Bee Gees)
. NATIONAL - Pretty In Pink (Psychedelic Furs)

20 remixes:
. PLAID - White's Dream (Shinichi Osawa Remix)
. LCD SOUNSYSTEM - Time To Get Away (Gucci Soundsystem Remix)
. ASOBI SEKSU - Strawberries (CSS remix)
. 4HERO - Morning Child (Daddy G Massive Attack Full Length Mix)
. EDITORS - Munich (Pase Rock Bip Remix)
. MATHEW DEAR - Don And Sherri (Hot Chip version)
. QOTSA - No One Knows (Unkle Remix)
. THE RAKES - Binary Love (Loving Hands Remix)
. THE LITLE ONES - Lovers Who Uncover (CSS Mix)
. SHOUT OUT LOUDS - Tonight I Have To Leave It (Rusian Futurists Remix)
. CAZALS - To Cut A Long Story Short (Xtopher Fiction Remix)
. TOKYO POLICE CLUB - Your English (Shy Child Remix)
. INTERPOL – Mammoth (Erol Alkan remix)
. BATTLES - Tonto (Four Tet Remix)
. MUSCLES - One Inch Badge Pin (Bag Raiders Protein Shake Up Radio Edit)
. BLOC PARTY - The Prayer (Fabian Remix)
. THE WIP - Muzzle NO.1 (Shadow Dancer Remix)
. KYLIE MINOGUE - 2 Hearts (Alan Braxe Remix)
. DATAROCK - I Used To Dance With My Daddy (Karma Harvest Remix)
. THE GO! TEAM - Huddle Formation (RJD2 Mix)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007


LUNARIDADES # 32

. já devem ter lido por aí sobre a pretensão do governo italiano em querer tutelar os blogues italianos, obrigando-os a um registo numa entidade governamental e a pagar uma taxa! Justificação: os blogues são um meio de comunicação social... A reacção foi (é) obviamente feroz e esta situação espelha o medo que os politiqueiros demonstram quando algo (a informação) não está sob o seu controlo. Lirismos perigosos!

. por falar em blogues a pergunta está na Revista Atlântico deste mês: um blogue melhora a vida das pessoas? Tendo em conta que quem faz a pergunta (Carla Quevedo) também gosta do “Rufinho” é evidente que sim...

. em tardes soalheiras de fim de semana experimentem ouvir de uma assentada o novo disco de Beirut “The Flying Club Cup” logo seguido do também novo disco de Jens Lekman “Night Falls Over Kortedela”. A pop está salva e funciona!


. “Por que no te callas?” desabafou Juan Carlos quando Chavez em pose habitual largava mais uns desaforos. Boa, quantos de nós ao ouvi-lo na televisão ou a na rádio já não lhe atiramos inconsequentemente com o mesmo... Só que desta vez ele ouviu de certeza!

. Incrivel! Sintonizando hoje os "Bons Rapazes" da Ant3na o Quintão decidiu passar de uma assentada o "Yah Mo B There" de James Ingram e Michael MacDonald seguido de "Aja" dos Steely Dan... E não é que soa bem e deixa saudades!

PORTO RECEBE NOVO FESTIVAL!
O Jornal de Notícias anunciou ontem a promoção de um novo festival no Porto! Intitulado "Heineken Paredes de Coura Club", o certame decorrerá a 14 e 15 de Dezembro no Teatro Sá da Bandeira e está a cargo da organização de Paredes de Coura, ou seja a Ritmos. Confirmados parecem estar os escoceses Sons and Daughters e os seus compatriotas 1990s, um trio de indie-rock por onde passaram membros dos Franz Ferdinand, os Black Strobe, o DJ Jean Nippon e os New Young Pony Club (foto) que estiveram, precisamente, em Coura em Agosto passado. O cartaz ainda não está fechado...
Entretanto, o mesmo jornal adianta ainda que a terceira edição do Festival para Gente Sentada, que se realiza habitualmente em Santa Maria da Feira durante o mês de Novembro, foi adiada para data a confirmar, sendo provável que aconteça em Fevereiro de 2008. A cantora britânica Polly Paulusma e a norueguesa Anja Garbarek são nomes susjeitos a confirmação...

NOVO BAND OF HORSES
Foram uma das apostas da Campainha para 2007 e parecem confirmar as expectativas! O novo disco da Band of Horses chamado “Cease To Begin”, editado pela Sub-Pop, está repleto de grandes e inpirados temas. O primeiro single anda em loop no Ipod há já duas semanas e torna-se irresistível . A rádio, via Antena 3, parece já estar também “contaminada”.... Ainda bem!
BAND OF HORSES – Is there a ghost

sexta-feira, 9 de novembro de 2007


INTERPOL + BLONDE REDHEAD
Coliseu de Lisboa, 07 de Novembro
Em Julho passado os Interpol, integrados numa avalanche imparável de bandas do SBSR, tinham apresentado um concerto sem falhas e imaculado. Sem devaneios ou desnortes, o relatório final tinha-os deixado atrás de momentos mais vibrantes dos LCD Soundsystem e Arcade Fire. Agora, em nome prório, com sala esgotada e em vigília, a banda afinou pelo mesmo azimute. Os acordes iniciais de “Pioneers to the falls” que abre o novo disco serviu, como em Junho, para assentar expectativas e acalmar delírios (“You fly straight into my heart / but here comes the falls...”). As diferenças, contudo, entroncaram agora num maior e deversificado setlist que abrange a totalidade da discografia ainda curta e consistente. Curiosamente é nos temas mais antigos que a parte de trás da plateia e galerias mais efusivamente reage já que é aí onde, notoriamente, os admiradores de longa data se concentram: “Stella...”, “Narc”, “Obstacle 1”, “Evil”, “Slow hands”, “Not even jail” e (ufa, finalmente...) “Cmere” funcionam agora, em versão ao vivo, como água fresca para a matar a sede que foi crescendo ao longo de tão prolongada espera. No oposto, os temas mais recentes parecem prontamente reconhecidos e cantados por um público mais jovem situado, em extâse, na frente do palco. Estará o novo disco ainda “atravessado” para uma boa parte dos fãs? Será esse disco mais fraco que os primeiros? Ao vivo, notam-se, sem dúvida, algumas diferenças, já que, sem rodeios, os temas novos apresentam algum deficit de Interpolaridade... No entanto, o tom aveludado e típico dos Interpol de que tanto gostamos, esteve sempre lá, com uma banda em entrega absoluta, desde a potente bateria de Fogarino, às guitarras em esticanço do irrequieto Kessler, aquela voz (nem sempre, infelizmente, nítida) de Paul Banks e um dos baixos mais cool rock de sempre, em pose, de Carlos Dengler! Tal como afirmamos aquando do SBSR se é “isto” que os Interpol valem é, então, muito. Faltou, no entanto, em ambas as oportunidades, aquele click diferencial que ao vivo ainda não aconteceu e que permite transformar um bom concerto num momento memorável e inesquecível.



Na primeira parte tocaram os Blonde Redhead, trio expressamente convidado para abrir a digressão europeia dos Interpol e que tem em “23” um dos discos do ano, facto aliás elogiado em palco por Paul Banks. Bem recebidos e com inúmeros conhecedores presentes, a actuação, apesar de curta aguçou o apetite para, em nome próprio, saciarem, um dia, uma curiosa e crescente plateia de admiradores. Kazu Makino, a irrequieta e sensual vocalista, tem uma voz inconfundível de tradição 4AD, embora alguns dos temas tenham sido cantados pelo guitarrista Pace, um dos irmãos. Faltou o “Dr. Strangeluv” mas acabaram em grande com o já clássico “23”. Queremos mais!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007


RUFUS WAINWRIGHT
Coliseu de Lisboa, 6 de Novembro

Desde a solitária e atribulada estreia em Vilar de Mouros em 2003 que temos acompanhado a totalidade das prestações ao vivo de Rufus Wainwright em Portugal: actuações a solo na Aula Magna de Lisboa (2004), a curta primeira parte dos Keane no Coliseu lisboeta (é verdade... Março de 2005) e o concerto no Coliseu do Porto (um mês depois) com banda e muita festa! As oportunidades de, ao vivo, testar o talento de Rufus patente em todos os discos já editados não pode (não deve) ser deixada ao acaso! O concerto de terça-feira em Lisboa serviu para, mais uma vez, confirmar o óbvio, mas o músico continua, felizmente, a supreender tudo e todos. Rodeado por excelentes músicos, que vão de um novo trio de metais polivalente à enorme e já habitual bateria de Matt Johnson (com um cv impressionante, vide banda de Jeff Buckley com que gravou o eterno “Grace” e seguinte, até Rickee Lee Jones), Rufus continua sempre a ser o centro das atenções. O alinhamento mistura temas de todos os discos que, na primeira parte, passam pelo novo “Sanssouci” e por “Cigarettes & Chocolate Milk” e “Art Teatcher”, cantados de forma arrepiante (levitante?) só ao piano. Depois do intervalo (sim, Rufus tem sempre que mudar de roupa...), em trajes tiroleses, o músico conta histórias, piadas (“My god, is this another Lisbon earthquake?” aquando da pateada habitual do público) e convida a sua professora de ioga para cantar/declamar a parte de spoken word do tema “Between my Legs”, já que não houve nenhum corajoso português que tivesse respondido ao desafio lançado (nós por aqui bem demos o toque...)! Oportunidade ainda para, todos, cantarmos os parabéns a Matt Johnson com direito a velas e bolo em palco! Os três temas do espectáculo retrospectivo de Judy Garland em 1961 no Cornegie Hall, são mais um dos momentos da noite e que, brevemente, poderemos devidamente ver e ouvir em DVD. Verdadeira surpresa a interpretação impressionante e sem amplificação de “Macushla”, uma canção tradicional irlandesa, com um simples acompanhamento de metais, que todo o Coliseu ouviu/sentiu em silêncio sepulcral. Em ritmo marcado pelo público, “Beautiful Child” serviu de despedida faseada da totalidade dos músicos, mas novas surpresas se adivinhavam! De roupão branco, o encore leva Rufus a convidar a mãe Kate, para, ao piano, o acompanhar em “Somewhere Over the Raibow” e ainda no raro “Barcelona”, tema do primeiro disco que nunca tinhamos ouvido ao vivo! Respira-se fundo e “Poses”, ao piano, ainda mais acelera o ritmo cardíaco...O finale prometido está perto! Rufus pinta os lábios, calça saltos altos, tira o roupão e à la Liza Minelli com chapéu de côco, rodeado dos elementos da banda em coreografia pândega, interpreta de forma brilhante um tema (qual? anyone...) cabaret! De volta aos originais,“Gay Messiah” leva o artista à apoteose! Já de luzes acesas, do som ambiente do Coliseu surge o lendário Frank Sinatra a cantar “Fly me to the moon (in other words)” e, damos connosco a pensar, que outra lenda, esta bem viva, esteve ali bem perto de todos nós, durante quase duas horas e meia com os pés bem assentes na terra! Para que não restem dúvidas, Rufus Wainwiright é um dos maiores músicos/compositor e intérprete da actualidade e, com 34 anos, tudo continua em aberto. Vamos esperar pela prometida e original ópera...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

DUETOS IMPROVÁVEIS #21
ELVIS COSTELLO & EMMYLOU HARRIS

Heart Shaped Bruise (Costello)
Irish Gala, Kennedy Center, Washington, 2001


NOVO/VELHO LIVRO DE DYLAN
É lançado amanhã e Portugal o único livro de ficção de Bob Dylan - “Tarântula”. A edição da Quasi Edições tem tradução de Vasco Gato e um bocadinho do pano pode começar já a ser decoberto online. O músico escreveu o livro durante a produção do disco “Blonde on Blonde”, em 1966, período contorbado e polémico a que se junta um acidente de moto, que o obrigou a um período de recuperação. A publicação inicial foi sendo adiada várias vezes, circulando durante anos em versões fotocopiadas a partir das provas dos revisores e só seria oficialmente publicado em 1971. Mais um ano em cheio para Dylan, enquanto aguardamos ansiosamente o 2º volume das "Crónicas" e a estreia do filme biográfico de Tod Haynes "I'm not there".

segunda-feira, 5 de novembro de 2007


DAMON & NAOMI + THE MARZIPAN MAN
Mercedes…, Porto, 4 de Novembro

Casa pouco preenchida na primeira visita da dupla americana ao Porto. Em palco são acompanhados pelo japonês Michio Kurihara na guitarra eléctrica e Bhob Rainey no pequeno saxofone (soprano sax?) com quem gravaram o álbum "Within These Walls" saído em Setembro. O concerto centrou-se nos novos temas, em tom linear, por vezes enfadonho e particularmente irritante em alguns momentos quer da guitarra do músico japonês quer do tal sax. Do conhecido, apreciamos a calma e limpeza das composições, escorreitas, que ao vivo não transpareceram e pareciam prolongar-se incompreensivelmente. Os momentos mais agradáveis, como o velhinho “Turn of the century”, talvez nos levem a pensar que só Damon e Naomi chegavam para dar conta do recado. Versões ouve só uma (dispensável?), a de “Araça Azul” de Caetano Veloso, com dicção impreceptível! Esquecida ficou a cover de “Song to the Siren” de Tim Buckley, tocada ao vivo ao final da tarde na Jo Jo’s, talvez à espreita de um encore que não aconteceu e que também ninguém pediu... O novo disco soa e resulta, ao que parece, melhor que tudo isto.



A primeira parte do evento recebeu a visita de Marzipan Man, personagem de banda desenhada que vive no sul da Inglaterra (não acreditem...), escondida/inventada por um jovem catalão (?) chamado Jordi e que lhe permite, segundo ele, tocar e cantar. A meia hora disponivel para apreciação não permitiu grandes conclusões, com baladas de travo americano e de postura dylaniana com harmónica e uma versão sofrida de “Mysteries” de Beth Gibbons. A voz um pouco insegura também não ajudou mas e mais uma vez, segundo fonte bem informada, o disco é muito melhor. Vamos esperar que sim...

STARLETT, A TAL...
Para quem toca na campainha há já algum tempo, certamente recordará um tal post inflamado sobre uma musiquinha chamada "Starlett Johansson" da autoria de um tal grupo chamado The Teenagers. Agora, quase oito meses depois, a banda está em plena ascenção, faz remixes para toda a gente boa (Air, New Young Pony Club, Lo-Fi-Fnk, Au Revoir Simone, Good Books, etc).) e lança, finalmente, o tal tema em single. O vinil 7” já saiu no final de Outubro (a must have...) e o tal video já está disponivel. Pena que a tal Starlett não apareça... Ficamos à espera das remixes!

LUNARIDADES #31

. já sentimos na mão o novo brinquedo Ipod Touch. É lindo, atraente e ergonómico, de fácil e viciante utilização mas... dar quase 400€ por 16g de memória é um exagero! Classicamente, continuamos em sintonia com o Ipod... Classic!

. a exposição Dali no Porto atraiu imensa gente ao Palácio do Freixo, espaço magnífico e ainda, ingloriamente, desconhecido! Mas a visita às obras de Dali teve algum travo a desilusão. Originais únicos não existia nenhum, obras marcantes idem aspas, sendo a mostra maioritariamente constituida por litografias e xilogravuras editadas em diversas séries numeradas bem ao jeito do negócio/arte dos anos sessenta e setenta. Mesmo assim, valeu a pena!

. O bares como o Mercedes...na Ribeira ou a Tertúlia na Maia deviam ser classificados de interesse público! É que são cada vez mais raros os locais tão acolhedores e únicos, que aliam bom gosto a interessante programação ao vivo!

. já lá vão quase três meses que António Sérgio deixou a Rádio Comercial. Nunca mais se ouviu falar dele o que pode ser bom ou mau sinal. Assinamos qualquer petição para um regresso rápido. Já!

. Rufus + Interpol + Rufus + Rufus + Interpol + Interpol + Rufus + Interpol + Rufus + Interpol... Qual deles vais ser melhor?

NORBERTO LOBO + LOBSTER
Passos Manuel, 3 de Novembro

Uma editora corajosa chamada Bor-land, com sede ali na Srª da Hora e por onde já editam Old Jerusalem e outras promessas confirmadas, apresenta agora ainda mais argumentos “pesados” - Norberto Lobo e Lobster, ambos com discos instrumentais já editados e que discos... A prova foi tirada no Sábado no Passos Manuel onde os dois projectos se apresentaram distintamente. Norberto Lobo, primeiro, no espaço do auditório/cinema, sozinho à guitarra, num registo íntimo lindíssimo e aconchegante tal como o seu disco “Mudar de Bina”. Para quem esteve, como nós, no Sudoeste de 2005, certamente reparou que durante o (excelente) concerto de Devendra Banhart foi dada oportunidade a um músico de se apresentar, primazia que coube, na altura, a um desconhecido Norberto Lobo... Depois de intensas digressões americanas e boas companhias (vide Ypsilon de 2 de Novembro), o músico gravou um conjunto de instrumentais tocadas à guitarra com influência (dizem) de John Faye e Nick Drake (dizemos nós), onde o mestre Carlos Paredes paira de princípio ao fim (inclui fabulosa versão de “Mudar de Vida”) e a quem o disco é dedicado. Melodias consistentes e já maturamente interpretadas/dedilhadas resultam em 45 minutos de sonho, num palco quase vazio mas a rebentar de intensidade. Ficamos fãs!
Meia hora depois na cave do Passos o registo é o oposto. Uma simples bateria e uma guitarra em desafio contínuo e explosivo. O reduzido recinto está ao rubro, pleno de jovens amigos e conhecidos dos Lobster (geração MySpace?) para quem, certamente, os temas são já familiares e aos quais reagem energicamente! O nome do disco “Sexually Transmitted Electricity” diz tudo... Curto, incisivo e arrebatador, vamos de certeza ouvir falar muito dos Lobster. Perfeito para pegar fogo a qualquer plateia. Keep it Brutal!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007




FAROL #38
Dos canadianos Caribou, alter ego de Dan Snaith, saiu em 2007 o disco “Andorra”, um bom exemplo da nova pop/rock. Estão agora disponíveis diversos videos de um concerto no The Pink Room ou a actuação recente no Morning Becomes Eclectic da KCRW. Tudo muito bom...