segunda-feira, 30 de junho de 2008

LUNARIDADES # 63


. sábado à noite em Barcelona, não em Madrid, não... no Porto, uma multidão ocupou a rua Galeria de Paris, num ambiente nocturno a lembrar terras mais a sul, num verdadeiro e até hoje inédito ambiente descontraído. O calor também ajudou, mas o “pobo” finalmente saiu para a rua... Sem porteiros nem consumos mínimos!

. ou muito nos enganamos ou o SBSR versão portuense vai ser uma daqueles flops monumentais, fazendo algumas cicatrizes na cidade de consequências obviamente negativas. Oxalá que não!

. nem sempre gostamos de “nuestros hermanos”, mas soube mesmo bem ver o bailarico que a Alemanha merecidamente teve direito! Nem sempre o futebol é justo, mas desta vez o vencedor assenta na perfeição numa verdadeira equipa de futebol, que joga e percebe de futebol. Olé!


. nunca mais chegam as férias! Já começamos a contar os dias...

RUFUS WAINWRIGHT, Casa das Artes de VNFamalicão, 29 de Junho de 2008


Podíamos começar por dizer que já nada nos surpreende num concerto de Rufus Wainwright, o que é mentira. Como por aqui já foi referido, ele é, com toda a certeza, um dos maiores intérpretes pop vivos, particularmente em cima de um palco. É ao vivo e na penumbra de uma sala que a sua voz parece não ser deste mundo, roçando algumas vezes a insustentável perfeição e que o seu virtuosismo inato ao piano alcança uma genialidade insuperável. Quando em 2004, também a solo, decidiu “atacar” corajosamente o nada fácil “Go or go ahead” somente com uma guitarra, perante uma Aula Magna lisboeta em perfeita rendição, passou a não haver fasquias niveladoras. Isto porque, desde aí e sempre que o vemos ao vivo, nunca conseguimos destacar um ponto alto ou momento de eleição. Ontem em Famalicão, num concerto calmo, sem fanatismos de parte a parte, Rufus esteve, como não podia deixar de ser, igual a si próprio. Isto é, brilhante! Algum humor e irreverência, alinhamento irrepreensível, três canções novas (destaque para uma nova homenagem à cidade onde vive com o tema “Who are you N.Y.?’) e, como sempre, boa disposição. Surpresas, também: a forma delicada e sofisticadamente calma com que interpretou à guitarra “Not ready to love” e, já no encore, uma indiscritível formula para, ao piano, fazer de “I’m leaving for Paris” o começo do clássico “Hallelujah”. Voltaria ainda para mais uma assombrosa dose dupla – “Milbrook” e o arrepiante “Poses”. Terminaria, em jeito de estratégia irónica de marketing para solo francês (onde diz vender metade dos discos que em Espanha), com o não habitual “Complainte de la Boutte”. Hipnoticamente, noventa minutos de encanto tinham já ficado para trás. Foi só preciso acender as luzes para a magia terminar! (+ videos HugTheDj)

FESTIVAL MESTIÇO – FREDDY LOCKS + TOOTS & MAYTALS + THE DYNAMICS, Casa da Música, 28 de Junho de 2008


A terceira noite do Mestiço concentrou sonoridades reggae com diferentes origens e idades. O ambiente fantástico do exterior da CDM pareceu perfeitamente adequado ao objectivo fulcral: uma mistura de tribos, classes, idades e credos, numa salutar mestiçagem, mas onde a gente nova, muita nova até, ganhava destaque bem na frente do palco. Coube ao português Freddy Locks iniciar e aquecer a noite, já que a brisa um pouco fresca convidava ao movimento. Enquanto o recinto se ia enchendo, eram cada vez mais os que não resistiam ao balanço. Freddy Locks e companhia apresentaram-se de forma bastante agradável, destacando-se os temas já conhecidos “Fazuma” e “Bring up the feeling” com que terminaram a actuação. O mote não podia ser mais adequado! É que a seguir os míticos Toots & The Maytals haveriam de, efectivamente, fazer o tal “feeling” pegar de estaca. Liderados por Frederick “Toots” Hibbert, o concerto foi uma festa contínua de reggae, ska e muito funk, numa “mestiçagem” imparável! Com uma já longa discografia e história, muitos sabiam de cor as letras dos temas apresentados: “Louie Louie”, “Funky Kingston”, “Take me Home Country Roads” foram cantados alto e bom som por uma imensa maioria onde se destacavam, como sempre, alguns divertidos espanhois! Os Maytals são ao vivo um colectivo rodado e experiente, uma verdadeira máquina sonora, liderados pelo vozeirão e atitude irrequieta de Hibbert – saudou continuamente a sua banda e o público com aquele toque de mão fechada/murro, dançou e fez dançar a plateia, distribuiu garrafas de água, num concerto marcante a que ninguém resistiu. Tal como se ouviu, um excelente regresso às origens: take me home country roads west…Jamaica!
A toda esta festa e potência, assistiram extasiados no backstage os franceses Dynamics, colectivo que fechou a noite. A tecnologia informática comandada pelo produtor Patchworks e alguns condimentos sonoros, suportam, em toada reggae, alguns hits históricos aleatórios que vão desde “Seven Nation Army” dos White Stripes a “Move on Up” de Curtis Mayfield, “Girls & Boys” de Prince e até um surpreendente “Whole Lotta Love” dos Led Zepplin. Talvez a melhor versão seja de facto “Miss You” dos Stones esticado aqui até à exaustão pelo trio de mc’s onde se destaca a negra Mounan. Uma onda fresca e com algum resultado (ainda não ouvimos o disco), mas uma receita ao vivo ainda a precisar de mais consistência (já agora, ninguém percebeu aquela guitarra portuguesa tocada de forma assassina...).

sexta-feira, 27 de junho de 2008

ALUCINANTE!


O fim de semana nocturno que hoje começa é na cidade do Porto e arredores particularmente intenso. Ora reparem bem:
- hoje, para além da referida festa Dylan, o Passos Manuel recebe ainda um concerto de David Grubbs, enquanto fora e dentro da Casa da Música continua o Festival Mestiço que até Domingo apresenta argumentos fortíssimos (Amadou & Mariam, Extra Golden, Dynamics e outros...). Para acabar a noite estão na Invicta dois nomes de peso – Rui Vargas no Trintaeum e Felix da Housecat na Vogue;
- amanhã os Maus Hábitos preparam uma perfomance/concerto de homenagem “On the Road” a Jack Kerouac com Tiago Gomes (Revista Bíblia) e Tó Trips (Dead Como), Old Jerusalem está no Cinema Batalha, Diane Cluck apresenta-se no Passos Manuel, as Tits of Death (o mulherio da fotografia) rebentam com o PlanoB e Rufus Wainwright, na paz famalicense, dá o primeiro de dois recitais com toda a certeza inesquecíveis... Para terminar em beleza, o projecto The Field do sueco Axel Willner estará no Gare Club a fazer “estragos” com o seu disco “From Here We Go Sublime”. Ora nem mais!
Ufa...

DUETOS IMPROVÁVEIS #53

RUFUS WAINWRIGHT & SEAN LENNON
Across the Universe (The Beatles)

Ao vivo, Saratoga, California, 4 de Agosto de 2007

DYLAN DAY?


Qual será a razão para decorrerem hoje em Vigo e no Porto duas festas que apresentam Bob Dylan como pretexto? Não foi no dia de hoje que o músico nasceu, não foi no dia hoje que ele veio a primeira vez a Portugal ou Espanha e, que se saiba, não vai lançar disco novo. Só pode ser coincidência! Assim, no Passos Manuel haverá uma Dylan’s Party com o recomendável Legendary Tiger Man/Paulo Furtado a comandar as operações atrás dos pratos, enquanto na Fábrica de Chocolate de Vigo se assistirá à Fiesta Bob Dylan com um tal DjChou. Uma coisa é certa, este Dylan é incontornável...

DIANE CLUCK, Mercado Negro, Aveiro, 26 de Junho de 2008


A música de Diane Cluck não precisa de muitos intrumentos ou arranjos. A fórmula minimalista que junta uma guitarra em doses suaves e uma voz clara e cristalina, são mais que suficientes para preencher o espaço aconchegado do Mercado Negro. As canções, elogiadas por gente como Devendra Banhart, são de uma simplicidade notória, funcionando como “esqueletos” que não requerem orquestrações desnecessárias. Sempre em tons calmos e pausados e sem clichés de palco ou subterfúgios desnecessários, é nas letras e histórias que vai cantando que reside muito do encanto da sua presença. É certo que o concerto não foi linear, havendo, notoriamente, alguns temas que se destacaram, num alinhamento seleccionado da meia dúzia de discos que já produziu. Houve alguns pedidos do público, mas que acabaram por não ser satisfeitos por cansaço, como foi justificado e notado. Diane elogiou a cidade e o ambiente, que talvez um dia lhe sirvam de inspiração para novas melodias, o que, tendo em conta a delicadeza das suas composições, será certamente reconfortante. Tal como o concerto... (videos HugTheDj)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

CLÁSSICO #18


THE THE - Uncertain Smile
Este tema mítico de Matt Johnson está no segundo disco dos TheThe chamado “Soul Mining” e do qual consta ainda um outro clássico – “This is the Day”, canção obrigatória em qualquer sessão nocturna portuense na década de oitenta, particularmente no Bateau de Leça! O disco, onde colaboravam elementos dos Orange Juice, Jools Hoolland e até Tomas Leer, foi lançado em 1983 e o inesquecível desenho da capa de Andy Johnson, irmão de Matt, torna-o facilmente identificável em inúmeras colecções da nossa geração. O tema “Uncertain Smile” foi sempre a canção da nossa preferência, seja por aquele começo em loop, seja pela fabulosa letra, onde está a frase memorável “I've got you under my skin where the rain can't get in”...
Depois de “Infected” em 1986, Matt Johson juntar-se-ia a Johnny Marr dos Smiths e a Sinned O’Connor, produzindo em 1989 o álbum “Mind Bomb” e onde estava outra grande tema pop – “The Beat(en) Generation”. Nessa altura, vieram finalmente a Portugal e o antigo Pavilhão da Antas recebeu, num dia quente de Julho de 1989, o primeiro espectáculo da digressão, onde Jonnhy Marr também se estreava. Muita da multidão presente nas Antas estava lá para o ver, numa demonstração clara do imenso culto que os Smiths tinham por cá. Em 1993 surgiria “Dusk” (com “Slow Emotion Replay" outra grande canção…) e em 1995 um álbum dedicado a Hank Williams (“Hanky Panky”). Em 2000 ainda emergiram com “Naked Self”, um disco complexo, negro e, apesar das más criticas, um grande álbum. Uma coisa é certa, porque raio não temos nós nada dos TheThe no Ipod? Indesculpável…

TheThe – Uncertain Smile (live 1992)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

UM REGRESSO!


Já tinhamos saudades! Neil Halstead, voz inconfundível de bandas como os Slowdive e Mojave3, teve a sua estreia a solo em 2002 com o álbum “Sleeping on Roads”, espécie de tesouro escondido editado pela 4AD e onde se encontra, por exemplo, uma pérola precisosa chamada “Hi-Lo and In between”. Agora regressa novamente a solo com “Oh! Might Engine”, disco com edição prevista para Agosto próximo na editora americana Bruhsfire, casa de Jack Johnson, com quem fará, aliás, uma pequena digressão em Agosto. Um dos novos temas, “Paint a Face”, por sinal brilhante, pode ser já descarregado via Stereogum.

terça-feira, 24 de junho de 2008

... (BUT I LIKE IT)!


O Palácio de Belas de Artes de Bruxelas, uma espécie de centro cultural multifacetado e que é conhecido por Bozar, recebe até 14 de Setembro próximo uma curiosa exposição. Tratam-se de fotografias, desenhos, vídeos ou intalações de uma vintena de músicos que assim dão a conhecer outras vertentes artísticas de âmbito visual, justificando a expressão que dá título à mostra. Estão por lá originais de Devendra Banhart, Bianca Casady (Cocorosie), Pete Doherty, Kills, Fisherspooner ou das já consagradas Laurie Anderson, Patti Smith e Yoko Ono, existindo ainda uma programação musical paralela em colaboração com o Festival Rock Werchter. Que bom seria vê-la um dia num museu perto… À atenção óbvia de Serralves!

LUNARIDADES #62


. ainda de olhos cerrados e com a cerveja a destilar, estamos a trabalhar em dia de São João. Parece uma sina... Contudo, fica a satisfação de mais uma grande noite passada entre amigos que, apesar da chuva, foi de arromba. Contamos pelo menos seis dj’s que se aventuraram nas habituais e inenarráveis escolhas de singles. As “passagens” foram, por assim dizer, acima das de nível... Abraço especial para o grande Edu, responsável pela decoração ultra-conseguida do espaço jardim (um must!) e para a paciente, calorosa e dedicada dupla HugTheDj. Parabéns!

. começa a ser um case studie! Mais um bar notável na rua Galeria de Paris, onde já está a Casa do Livro e o Café Au Lait. Chama-se precisamente Galeria de Paris e afina pela onda descontraída e informal, funcionando dia e noite. Grande baixa!

. o que dizer da selecção? Para além da desilusão, fica a sensação que o mais importante foram os contratos milionários, os clubes, a imprensa, ficando o brio e o tal patriotismo esquecidos na gaveta. Temos bons jogadores mas, definitivamente, não temos equipa... nem treinador!

. depois de uma semana de pousio quanto a concertos, o regresso é em grande. Não é todos os dias que temos o Rufus Wainwright mesmo aqui ao lado. Ainda há bilhetes!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

CARTIERIDADES!


A prestigiada casa francesa Cartier lançou uma campanha de caridade que pretende angariar fundos para a luta contra a fome em Burma. Para tal produziu uma bracelete a preços reduzidos, denominada Love Bracelet, tendo ainda criado um conjunto de spots e campanhas promocionais com a participação, entre outros, de Lou Reed, Thomas Dybdahl, Grand National, Little Dragon ou os Phoenix. As canções entretanto criadas são todas exclusivas e podem ser descarregadas de forma gratuita no site oficial.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

DUETOS IMPROVÁVEIS #52

BRUCE SPRINGSTEEN & EDDIE VEDDER
No surrender (Springsteen)
East Rutherford, New Jersey,13 de Outubro de 2004

quinta-feira, 19 de junho de 2008

CAETANO EM AVEIRO!


Segundo a Blitz, a pequena digressão de Caetano Veloso prevista para Julho no nosso país passou a incluir, para além dos concertos já agendados para o Algarve e Oeiras (CoolJazz Fest), um espectáculo em Aveiro no dia 23. O mágico artista estará sozinho em palco mais a sua guitarra. O local é a Praça Marquês de Pombal e os bilhetes variam estre os 15€ e os 25€. Um dia depois dos Kings of Convenience, este é mais um momento imperdível!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

SWEET SIXTEES!


Podia estar num filme de Tarentino, num disco dos Beatles, na banda sonora de um 007 ou de um western spaghetti. Não é nada de novo, mas o single mais recente dos Last Shadow Puppets vicia e cobre-se de patine brilhante a cada audição. Sai a 7 de Julho e é uma das muitas e excitantes canções de “The Age Of The Understatement”, álbum mais que recomendável do duo Alex Turner (Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals). Os arranjos, fantásticos, são de Owen Pallet (Final Fantasy). Para Agosto estão marcadas as primeiras actuações ao vivo. Uma das surpresas do ano! O video, como não podia deixar de ser, exala a sixtees por todo o lado...
THE LAST SHADOW PUPPETS – Standing next to me

3 X 20 JUNHO



20 Canções:
. THE GLIMMERS – Intro+frantic
. FLYKKILLER - Shine
. THESE NEW PURITANS – Swords of truth
. CELEBRATION – Fly the fly
. LAST SHADOW PUPPETS – Standing next to me
. EL PERRO DEL MAR – Somedody’s baby
. FLEET FOXES – Quiet houses
. JOHN VANDERSLICE – The parade
. THE NATIONAL – Glad it’s over
. IRON & WINE – Lovesong of the Buzzard
. BILL CALLAHAN - Day
. THE RADIO DEPT. – Always a relief
. RADIOHEAD – Jigsaw falling into place
. BON IVER – Blindsided
. GOLDFRAPP – Road to somewhere
. GUILLEMOTS – Take me home
. PORTISHEAD – Hunter
. THE KILLS – Black balloon
. KINGS OF LEON – Knocked up
. BAND OF HORSES – Marry song

20 Versões:
. JOHN LEGEND – Pride in the name.. (U2)
. AUREVOIR SIMONE - Oh! You Pretty Things (David Bowie)
. THE NATIONAL – Without permission (Caroline Martin)
. RAVENS & CHIMES – So long, Marianne (Leonard Cohen)
. RICKIE LEE JONES - Low Spark of High Heeled Boys (Traffic)
. LOVE IS ALL - I Ran (A Flock Of Seagulls)
. MYSTERY JETS – One (Blake’s Got A New Face) (Vampire Weekend)
. THE WOMBATS – There’s she goes (The La’s)
. DEATH CAB FOR A CUTIE – Love song (The Cure)
. BABY CHARLES - I Bet You Look Good On… (Arctic Monkeys)
. BRUCE SPRINGSTEEN - I Want You (live - Bob Dylan)
. MATES OF STATE – These days (Nico)
. ELBOW - Back to Black (Amy Winehouse)
. KELLEY STOLTZ - Heaven Up Here (Echo & The Bunnymen)
. COLD WAR KIDS - Electioneering (Radiohead)
. EELS - Get Ur Freak On (Missy Elliot)
. FLEET FOXES – Dreams (Fleetwood Mac)
. SONDRE LERCHE – Humman hands (Elvis Costello)
. SCARLETT JOAHANSSON – I don’t want to grow up (Tom Waits)
. RUFUS WAINWRIGHT – My funny Valentine (Richard Rogers)


20 Remixes:
. SEBASTIEN TELLIER - Divine (Midnight Juggernauts Remix)
. MARLENA SHAW - California Soul (Diplo remix)
. JAMES BROWN - There Was A Time (Kenny Dope Remix)
. ADELE - Cold Shoulder (Basement Jaxx Classic Remix)
. RATATAT - Mirando (MMMathias Remix)
. MUNK - Live Fast Die Old (The Juan Maclean Remix)
. SIMIAN MOBILE DISCO - Hustler (Joakim Remix)
. MGMT - Electric Feel (Justice Remix)
. HOT CHIP - One Pure Thought (Supermayer Remix)
. UNDERWORLD - Ring Road (Kris Menace Remix)
. THE WHIP - Blackout (Popular Computer Remix)
. VHS Or BETA - Burn It All Down (Fred Falke Remix)
. PENDELUM - Propane Nightmares (Van She Tech Remix)
. BABYTALK - Chance (Hercules & Love Affair Remix)
. SHOUT OUT LOUDS - Tonight I Have… (The Russian Futurist Remix)
. FLEET FOXES - White Winter Hymnal (Black Dominoes remix)
. MISTERY JETS - Two Doors Down (Duke Dumont Remix)
. DIGITALISM - Pogo (CSS Remix).
. THE TING TINGS - That's Not My Name (Doctor Werewolf Bmore Mix)

. THE ROSEBUDS - Get Up Get Out (Bon Iver Remix)

terça-feira, 17 de junho de 2008

LUNARIDADES #61



. por incrível que pareça, não temos na agenda nenhum concerto para esta semana! Aceitam-se sugestões...

. surgiu no Porto um movimento jovem que reclama a instalação na cidade de um polo da Cinemateca Nacional. Não seria mais pertinente e urgente ajudar na reabilitação do Cineclube do Porto, entidade com inúmeras dificuldades mas, certamente, com muita história e experiência? Atendendo aos bons exemplos de Aveiro e até Joane, onde os respectivos cineclubes contam com intensa colaboração de gente nova, talvez este fosse um caminho logicamente preferencial...

. ainda no Porto, a Rua Cândido dos Reis fecha ao trânsito a partir das 20.00h para festejar o São João como deve ser! Até final de Julho é um intenso programa de animação a que se associam bares, livrarias, etc. Excelente iniciativa!


. sempre que lá passamos o sorriso é automático. Ali na Rua Duque de Saldanha, perto do cemitério Prado do Repouso, existe a sede duma associação denominada Clube da Juventude Cansada! Atendendo à fadiga que por estes dias não nos larga, o melhor é preencher a ficha de sócio ;-)

RIPANÇO!

Uma fonte de surpresas estes Radiohead! Surgiu agora (não de certeza por acaso...) um video gravado no backstage de um concerto em St. Louis (EUA) no mês passado, onde Jonny Greenwood e Thom York se dedicam a fazer uma versão surpreendente do novo e lindíssimo tema ”The rip” dos Portishead, incluido no recente “Third” álbum. Uma verdadeira vénia!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

SEBASTIEN TELLIER, Casa das Artes de VNFamalicão, 14 de Junho de 2008


Surpreendentemente, no palco da Casa das Artes a multiplicidade de teclados e microfones parecia não oferecer dúvidas – Sebastien Tellier trouxe a banda! O que se assistiu a seguir não é fácil de descrever, embora tenha sido muito bom ter estado lá. Sem termos de comparação prévios, apesar da actuação no Festival da Canção ter dado o lamiré, o espectáculo foi uma pândega controlada, num misto cool de stand-up comedie, rock-electro, baladas franco-italianas de sabor kitch e até algum hard rock. Houve quem não gostasse (leia-se o Público de hoje) ou quem esteja à espera de uma nova oportunidade para tirar dúvidas. Quanto a nós, este pintas chamado Tellier que caiu de pára-quedas em Famalicão, ofereceu um espectáculo irrepetível que a água “Evian com álcool” ajudou, definitivamente, a toldar e marinar. Com aquele ar de estrela quarentão abastado e despreocupado, apesar dos seus 33 anos, Tellier é um multi-intrumentista e compositor notável que uma ajuda chamada Daft Punk permitiu recentemente firmar. Sexuality, o disco novo, não engana – sexo em doses delicodoces e retro-chunga (basta ver a maravilhosa capa do disco...) como “Roche” (em jeito balada de verão e onde canta “je reve toi et moi/main dans la main/amours de Sebastien”!!!), “Pomme” ou “Une heure” e onde o já famoso festivaleiro “Divine”, tocado logo no início, funciona como cocktail gelado e um tributo adequado aos Beach Boys. De outros discos, sentado ao piano fez questão de introduzir maravilhosamente o já clássico “La ritournelle” à qual se juntou a banda momentos depois num climax perfeito. O encore arrancou com o intrumental “Sexual Sportswear” em jeito de êxtase prelongado e que alguns aproveitaram para dar azo à dança já mais próximo do palco. Num concerto que parecia não acabar, Tellier brincou com os músicos, contratados, segundo ele, por caridade, fumou e bebeu em doses perigosas, simulou diversas posições sexuais com o cinzeiro, o microfone ou o piano, em crescente matreirice e desconcertantes poses. Espectáculo soft-core divertido, reflexo certamente de uma vida intensamente desfrutada, mas onde a música continua, ainda bem, a ter o papel principal. Um grande (des)concerto!

VETIVER + HOLA A TODO EL MUNDO, Passos Manuel, 13 de Junho de 2008


Como se fosse preciso, esta segunda visita dos Vetiver ao Porto serviu para confirmar uma grande banda. Menos efusivos que no concerto da Casa da Música em 2006, momento que Cabic fez questão em recordar saudosamente, o quarteto afinou pela sobriedade, pureza e limpidez das suas canções. Os três discos até agora editados demonstram produções cuidadas e interpretações irrepreensíveis que as actuações ao vivo ajudam a perpetuar. O concerto centrou-se no disco “To find me gone” de 2006, algumas versões incluidas no novo ”Thing Of The Past” e uma inesquecível cover de “Save me a place” do clássico álbum “Tusk” dos Fleetwood Mac. Ressaltou “You may be blue”, canção poderosa e que pareceu não “caber” no pequeno espaço do Passos Manuel! Pediu-se e sugeriu-se “Amour Fou” do primeiro disco, mas Cabic, cansado em falar de e do amor, não foi na cantiga e avançou para “Down at El Rio”, tema sobre a sua cidade de São Francisco, imaginada e composta a meias com o amigo Devendra... Pelo espaço não disponibilizar um backstage não houve encores e ainda bem! Assim o concerto ganhou ainda mais força e consistência, numa noite notável de amor à música! (video HugTheDj)
Na primeira parte, esteve o colectivo madrileno Hola a Todo el Mundo, que apesar do esforço e boa vontade, não prendeu atenções ou emoções. Canções a precisar de mais rodagem, treino e, já agora, mais afinação, num som folk primário multi-influenciado e que não deixou saudades.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

DUETOS IMPROVÁVEIS #51

RICHARD THOMPSON & DAVID BYRNE
Dirty old town (Ewan MacColl)
Ao vivo na St. Ann & The Holy Trinity, Brooklyn, NY

24 Março de 1992

quinta-feira, 12 de junho de 2008

BON IVER JÁ!


Foram ontem anunciadas as próximas datas europeias dos/de Bon Iver, ou seja Justin Vermon e a sua banda. Depois de alguns concertos americanos em Agosto, onde vai abrir para os Wilco (uau!), durante Setembro e Outubro o músico andará por Inglaterra, França, Dinamarca, Noruega ou Alemanha, não havendo, para já, datas ibéricas. Seria pedir muito a algum promotor caridoso o obséquio impositivo de o trazer até cá? É que este é daqueles casos emergentes de dependência em estado acelerado. Enquanto o álbum “For Emma Forever Ago” vai justamente sendo elogiado por todo o lado, no Outuno será também relançado o single “For Emma”, desta vez em vinil de 7” e versão digital. Um dos temas do disco, por sinal a pérola perfeita, foi entretanto incluido no episódio 86 - Wilson's Heart (Part 2) - da série Doctor House, transmitido no passado dia 19 de Maio, ao lado dos "primos" José Gonzalez e Iron & Wine.... shhhhhhhhhhh!
Re: stacks

quarta-feira, 11 de junho de 2008

FEIST, Coliseu do Porto, 10 de Junho de 2008


A relação portuguesa de Leslie Feist, iniciada em 2005 com concertos a solo, parece ter sido marcante. A noite no antigo Hard Club de Gaia tornou-se inesquecível para a cantora que fez questão em recordar tamanha memória e lançar o repto de fazer história novamente. Em parte, o objectivo foi alcançado. Nesta primeira aparição com uma banda, Feist inicou o concerto sozinha por detrás de um biombo, ao estilo sombra chinesa, num momento lindíssimo e bastante teatral (video HugtheDj). As referidas sombras estiveram presentes ao longo de praticamente todo o espectáculo, projectadas e construidas no momento no ecrã de fundo por duas artistas num dos cantos do palco. Depois foi o esperado. Temas que todos conhecemos e temos vontade de cantar, pretensão que artista aproveita para nos "arrastar" para a participação nos coros colectivos previamente ensaiados. Foi assim em “Honey, honey”, “Secred heart” e “Intuition”, com Feist sozinha em palco a fazer lembrar o tal concerto do Hard Club. Do último disco passaram quase todas as canções, como os dançáveis “I feel it all”, “1234” ou “Sea Lion Woman”, potente, com a colaboração dos elementos dos Lawrence Arabia, banda que realizou a primeira parte. Gostamos particularmente de alguns arranjos light para “Gatekeeper”, com uma trompa a la Burt Bacharah, ou um quase irreconhecível “Inside Out”, em versão arastada e suave. Faltou, se não nos falha a memória, “Mushboom”... Terminou novamente por detrás do biombo, ao piano, contando histórias sobre a sua ferverosa vontade em tocar em Portugal, de que sente saudades afectivas, elogios que nos fazem sempre sorrir. Uma verdadeira e sedutora artista!

terça-feira, 10 de junho de 2008

VERSÕES DE UMA VIDA


Da mesma editora (Rapster Records) que em 2006 promoveu o projecto “Exit Music” com versões dos Radiohead, surge agora um novo desafio. O disco chama-se “Life Beyond Mars” e integra até uma cover de “Magic Dance“ do disco “Labyrinth”. Fazer versões de David Bowie não parece tarefa fácil, mas atendendo aos nomes envolvidos a expectativa é grande. É este o alinhamento:

. Au Revoir Simone – Oh! You Pretty Things

. Heartbreak – Loving The Alien
. Kelley Polar – Magic Dance (Harold and Baby O in Italy version)
. Leo Minor – Ashes To Ashes
. Carl Craig presents Zoos Of Berlin – Looking For Water
. Drew Brown – Sweet Thing
. Matthew Dear – Sound & Vision
. Susumu Yokota – Golden Years
. The Emperor Machine – Repetition
. Joakim & The Disco – A New Career In A New Town
. Richard Walters & Faultline – Be My Wife
. The Thing – Life On Mars

O brilhante desenho da capa (e do site?) está a cargo de Maria Tackman, artista de Berlim que já fez capas para o colectivo alemão Jazzanova. O disco é editado dia 8 de Julho.

LUNARIDADES #60



. sem tempo para ouvir discos novos, coisas boas que sabemos andam por aí e que vão engrossando uma lista interminável. O problema é contudo sempre o mesmo: andam no Ipod novidades desde Janeiro às quais ainda não demos atenção devida…

. começa a existir no Porto um roteiro de concertos baratos de novas bandas caídas de pára-quedas na cidade e que mereciam melhor atenção. Locais como o Passos Manuel, o PlaboB e o Mercedes…, por exemplo, arriscam-se a ser o palco de alguns dos concertos do ano. Atenção redobrada!

. por falar em oferta de concertos, muito pertinente o trolaró de Nuno Galopim no Sound & Vision. Aonde é que vamos parar?

. a sensação é a mesma ano após ano! No final de cada Festa de Serralves parece que estivemos noutro país, noutra dimensão. Depois, caímos na realidade e temos que esperar mais um ano…

. cumprimos hoje pela manhã a nossa terceira ”maratona” BTT (Bicleta Todo Terreno)! Foram 45km pelo meio de montes e vales, subidas e descidas, lama e pó. Existe camaradagem e entre ajuda, mas, acima de tudo, é tão recompensador aquele bem estar de, sozinhos, alcançar a meta… Porque é que não experimentam?

segunda-feira, 9 de junho de 2008

SERRALVES EM FESTA, Porto, 7 e 8 de Junho de 2008


Torna-se já lugar um comum falar do êxito desta iniciativa. De ano para ano e mantendo a estratégia e excelente organização, o Museu de Serralves ganha a cidade, o país e até turistas que já marcam a visita ao Porto na data da Festa... Sábado à tarde, numa mistura salutar de idades, línguas e tribos, o enorme palco gigante ao ar livre permite a descoberta, o repouso e a experiência, numa paleta de actividades lúdicas e educativas inigualável. Gratificante apreciar os olhos arregalados de um míudo na presença de músico com o seu alaúde ou a curiosidade de um avô a ser puxado pelo neto para junto dos grafittis. A esta hora, contudo, todos os caminhos iam dar ao prado. Aproximava-se a hora do Portugal x Turquia e mesmo Serralves não lhe pode passar ao lado. Na oportunidade, a organização aproveitou para ganhar adeptos para a música: ao mesmo tempo que decorria o jogo, um grupo de músicos – o Space Ensemble - com uma televisão à sua frente, improvisaria sons e tons em jeito de banda sonora emocional, plena de crescendos, desilusões, tensões e, obviamente, euforias. A surpresa foi a “contratação” de Gabriel Alves (excelente ideia!) para, em directo, realizar os comentários especializados... Já tinhamos saudades da catadupa de adjectivos sobre o peso, idade ou técnica de cada jogador e daquelas tiradas por vezes contraditórias e mordazes (a propósito, lemos hoje que já corre uma petição para que Gabriel Alves volte à RTP para fazer os comentários do Euro2008)! Foi e é o maior! Ponto (vejam os videos cortesia do Expresso e HugTheDj).

Quanto aos músicos, depois de um começo naturalmente à defesa, arrancaram para uma exibição bem conseguida, assente na experiência e destreza técnica, que culminaria num saboroso “gran finale” que o golo nos últimos segundos serviu às mil maravilhas. Resultado, a todos os níveis execelente!

Sem tempo a perder, passamos para outro recinto de jogo. No ténis do parque, tinha já começado a competição dos Clube dos Nadadores de Inverno, mesmo sem piscina... O colectivo de músicos junta, no fundo, três equipas: na bateria está João Pedro Coimbra dos Mesa, no contrabaixo e guitarra o duo Dead Combo, na outra guitarra Alexandre Soares e na voz, Ana Deus, ou seja, os Três Tristes Tigres. As letras das canções são facilmente reconhecidas como de Regina Guimarães e o resultado não anda muito longe da sonoridade marcante dos Três Tristes Tigres. Sobressai a guitarra prolongada de Alexandre Soares, adornada agora com complementos em riff característicos dos Dead Combo. Esta primeira apresentação pública do projecto, apesar de não trazer grandes novidades, deu o mote para que o disco não tarde! (video HugtheDj)

Por falar em discos, tempo ainda para uma volta pela recomendável exposição "Vinil - Capas de Artistas" antes dos Wire. Activos desde 1976 e depois de contínuos realinhamentos e paragens, a banda tem álbum novo em 2008 e decidiu voltar à estrada. Notou-se a presença de fãs ferrenhos e conhecedores, o que não é o nosso caso. Apesar da fama e das eternas referências, são, inexplicavelmente, uma banda que sempre nos passou ao lado... O concerto, contudo, foi musculado, salientando-se o baixo perfeito de Graham Lewis e a guitarra irrequieta de Colin Newman, em atitude irreverente. No fundo um bom concerto. (video HugtheDj)

Seguiu-se uma daquelas sessões dj para esquecer a cargo de uma tal dupla Ronnie Darko & Pase Rock. Tiques em desuso, escolhas mais que ultrapassadas e sofríveis a que a maior parte da multidão presente, já sem pachorra, rapidamente se alheou. Um erro de casting!



Dia de domingo agradável e recinto de ténis a abarrotar. Enorme expectativa na apresentação dos Dirty Projectors, mais uma banda em alta vinda de Brooklyn. Em tons de verão, que a prévia música dos Beatles ajudou a ambientar, a banda apresentou melodias do álbum “Rise Above”, justificando o brilho do sol durante todo o concerto. Foram servidos “refrescos” de fim de tarde, numa mistura de vozes de sabor africano (o afrobeat é decisivamente uma marca 2008) e até soul. No centro das atenções esteve Dave Lonsgstreth, esguio guitarrista e vocalista e principal mentor, mas com a ajuda preciosa das duas vozes femininas. Não faltou à “festa” os parabéns ao aniversariante baterista, cantados em coro pelos presentes. Notou-se muitos menos desistências que o ano passado, aquando do concerto de Panda Bear e foi lindo ver pequenos e graúdos, velhos e novos sorridentes e perfeitamente supreendidos. A banda ganhou certamente muitos fãs, bastava ver a quantidade de discos que os próprios elementos simpaticamente venderam no final. Lucramos todos! (video HugtheDj)

Para terminar a festa, os Neung Phak, ou seja e traduzindo do tailandês, Mono Pause. À frente do grupo está um louro personagem que ainda há poucas semanas esteve em Serralves no papel de narrador dos Nagativland e que comanda, sempre que se aplica a função, o colectivo. Misturam-se sons indonésios, vietnamitas e cambodjanos de cariz, por assim dizer, retro-chunga-fixe ou melhor, Thai/Lao pop! As letras são, claro, impreceptíveis, excepção para o tema, já no encore, “Fucking Usa”, single que saiu em versão 7” (atenção HugTheDj...). Em poucos minutos a frente do palco foi tomada pela dança e movimento em contínua desbunda controlada, fechando da melhor forma mais uma festa de Serralves. Para o ano há mais. Viva a “democracia” cultural. Viva!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

SERRALVES… É A FEEEEEESTA!


São 40 horas sem parar, à borla, num espaço magnífico! Do extenso programa, destacamos a música em doses diversificadas e para todos os gostos, ressaltando os seguintes concertos:

. CLUBE DOS NADADORES DE INVERNO, no ténis, Sábado, às 21h00
. WIRE, no prado, Sábado às 00h15
. DJ KOZE, no prado, Sábado às 2h45
. DIRTY PROJECTORS, no ténis, Domingo às 18h00
. NEUNG PHAK, no prado, Domingo às 23h00

Por motivos diferentes, as actuações previstas de Konono nº1 e Dan Decon foram canceladas. Da oferta imensa temos ainda muita curiosidade nas perfomances Vinil Com Laranjada e Música Tocada Por Telemóveis da responsabilidade da FBAUP... Durante o jogo Portugal-Turquia haverá "maluqueira" no Prado e, já agora, mais uma boa oportunidade para espreitar a magnífica exposição “Vinil - Capas de Artistas”. É um fartote!

DUETOS IMPROVÁVEIS #50

BEN GIBBARD & JENNY LEWIS (Rilo Kiley)
Nothing better (Postal Service)
Ao vivo, Seattle, 20 de Maio de 2007

LE VOLUME


Está hoje nas bancas francesas uma nova revista de música. Chama-se Volume e é da responsabilidade da equipa treinada da Inrockputibles, funcionando como um exclusivo mensal de cruzamento de géneros, épocas e artistas musicais. Em tempos de explosão digital, este é sem dúvida um acto de coragem! Quem melhor que os Radiohead para começar...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

WHAT'S GOING ON?


Poupar água, reciclar rolhas de cortiça, papel, radiografias, andar a pé ou de bicicleta, imprimir folhas dos dois lados, colocar as pilhas no pilhão, substituir os sacos de plástico, etc, etc, etc... Mudar hábitos não é fácil e por isso demora tempo. Esta é sempre a desculpa, embora o prazo já se tenha esgotado. Culpados somos e seremos nós todos. No Dia Mundial do Ambiente que se comemora hoje, desde 1972 (!), recordamos sempre o génio de Marvin Gaye e as suas perguntas sem resposta despertados pelo eterno disco “What’s Going On?”. O tema “Mercy, mercy, me (The Ecology)” de 1971, uma das maiores canções alguma vez escritas, continua pertinentemente actual mas, infelizmente, continuamos todos a assobiar para o lado... What's happening brother?

FAROL #55



Mantendo a onda retro rock desta semana, aqui fica o caminho para a passagem dos Raconteurs pelo programa de Jools Holland (BBC) no mês passado e mais dois temas tocados no início do ano no Conan O’Brian (com direito a video e tudo). Keep on rocking...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

AWESOME COLOR, Passos Manuel, Porto, 3 de Junho de 2008


A sugestão amiga da dupla HugTheDj não era para esquecer. Aterrava ontem no Cinema Passos Manuel (e não no Liceu...) um power trio poderoso e imperdível. Os norte-americanos Awesome Color, que editaram o seu segundo disco “Electric Aborigines” na editora de Thurstoon Moore (a Ecstatic Peace Label), não enganam ninguém - rock fresco de teor clássico onde os trejeitos dos Zepplin, AC/DC, Black Sabath e outros são, ainda bem, indisfarçaveis. Pena a fraca resposta do público portuense, pouco habituado a concertos tardios a meio da semana, já que na plateia do cinema só se encontravam perto de duas dezenas de corajosos. O jovem grupo bem pediu para lhe atirarmos pipocas ou charros, mas os presentes estavam mais interessados na pedra/rock. E que pedra... Guitarrista excelente e virtuoso, baixista endiabrado e uma incomum baterista mais que habilitada. Uma verdadeira aula de garra e pica em tocar rock puro e duro (basta ver que depois do concerto de hoje em Lisboa e em trânsito para Paris solicitam no seu myspace a marcação de um concerto para amanhã...), que o próprio “professor” Jack Black do filme “School of Rock” aprovaria e teria sugerido obrigatoriamente as seus alunos. Uma verdadeira lição. Awesome!

O REGRESSO DO (AO) GATO


O sempre inventivo Barry Adamson, dono de um vozeirão assinalável, editou em Abril o novo disco “Back to The Cat”. Rezam as informações que a boa forma regressou, num misto caótico de soul-jazz-funk à moda antiga (o virus Winehouse deve ser contagioso) e uns pozinhos de Bacharah! Pelo que se pode ouvir no myspace a viagem cinemática por diversos estilos de música tem tudo para resultar e a coisa ao vivo ainda deve ser melhor...

AMERICAN MUSIC CLUB NO BARREIRO?


Os American Music Club anunciaram as datas da próxima digressão europeia a começar em Setembro e nela consta um concerto em Portugal. Tal como eles próprios referem “(…) some fans asked for Finland and Portugal so we came through”. A data anunciada é 19 de Setembro no Barreiro (Barriero....) embora todos estes dados apareçam ainda interrogados. Alguém tem mais pormenores?

terça-feira, 3 de junho de 2008

BILL CALLAHAN, Theatro Circo, Braga, 3 de Maio de 2008


Ao fim de mais de dez discos, Bill Callahan decidiu deixar cair os Smog, para em nome próprio apresentar, em 2007, o álbum “Wake on a Whaleheart”. Esta excelente gravação, prolonga o trilho de temas brilhantes iniciado em 1990, onde a complexidade das letras e o humor negro são recorrentes. Transparece ainda algum desequilibrio emocional (ouça-se só “A Man Needs a Woman or a Man to be a Man”, tema que encerra o disco), o que para quem já namorou ou namora as lindíssimas Cat “Power” Marchall ou Joanna Newson deveria ser um case studie... Ao vivo e tal como no “Mercedes” em 2003, nota-se algum desconforto na relação com o público, valendo a qualidade da música, onde, aí sim, está perfeitamente à vontade. O conjunto pareceu algo cansado (esta era a última data da digressão europeia com catorze datas em pouco mais de quinze dias) mas o alinhamento foi eficaz – pérolas como “Diamond Dancer” e “Sycamore” do recente disco misturaram-se com clássicos como ”Rock Botom Rider” (momento da noite) e “Cold Blooded Old Times”. Sem direito a encore, apesar das palmas incessantes do público, tudo acabaria já com a ajuda (?) de Alasdair Roberts em palco, num esticado e intenso desvairo de nome “Bloodflow”.
A enfadonha primeira parte a cargo do referido Roberts pareceu-nos dispensável, tal como tinha acontecido, alías, aquando do concerto de Joanna Newson o ano passado no mesmo espaço. Para “esse” peditório...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

LUNARIDADES # 59



. semana intensa de concertos, viagens, encontros e desencontros diversos, em ritmo desaconselhável. Mesmo assim o grande Toumani venceu todos os outros aos pontos...

. a juntar à já referida coincidência na data de Rickie Lee Jones e Tom Waits temos ainda, no mesmo dia, o Neil Young em Lisboa. É demais!

. a qualidade dos festivais de música em Portugal, com excepção do Rock&Rio, é deveras assinalável. Ora vejam lá este cartaz do Cool Jazz Fest!

. nunca é demais lembrar que a Festa de Serralves, a maior da cidade a seguir ao São João, é já no próximo fim de-semana. Imperdível e já agora com bom tempo ainda será melhor!

. as televisões enlouqueceram com a Selecção ou será ao contrário? O melhor é colocar a fasquia por baixo. É que maior desilusão que há quatro anos atrás é impossível!


. não, não vamos falar da Amy Winehouse...

LIGHTSPEED CHAMPION + YOUNG MARBLE GIANTS + VAMPIRE WEEKEND + THESE NEW PURITANS, Clubbing, Casa da Musica, Porto, 30 de Maio de 2008

Incompreensivelmente, quando Devont Hynes e companhia entraram na sala grande da CDM à hora marcada, não deviam estar sentadas mais de 50 pessoas. Para uma banda em começo de carreira não deve ser fácil enfrentar um fabuloso auditório despido de entusiasmo, mas os Lightspeed Champion parecem não se ter importado. Embalados pelo violino de Mike Siddel, arrancaram para quarenta minutos de pop sóbria que as boas companhias (de Bright Eyes a Final Fantasy) tem ajudado a vingar. Lá para o fim choveram pedidos ("Midnight Surprise" ou "Galaxy of the Lost"), que já tinham sido devidamente tocados no ínicio. “Deviam ter vindo mais cedo” respondeu ironicamente Hynes. Seguiram-se, para terminar, dez minutos apoteóticos de uma espécie de StarWars Jam. Agora sim, a sala estava cheia.

Ver os Young Marble Giants num palco parece mentira! Esta primeira mini-tour desde 1980 (o vespertino concerto de Vigo, Porto e Barcelona no sábado) é um período de férias familiares, a única forma de conjugar empregos e filhos, que tinham ficado tranquilamente a dormir. O bem estar transpareceu na simpatia, bondade e calma com que a banda se apresentou. Para além de Alison Statton, de vestido bem colorido e veraneante (chocante para alguns puristas dark?), aos irmão Stuart e Phil Moxham junta-se agora na bateria um outro irmão, Andrew. Desde o primeiro tema (Searching for Mr. Right?), o tempo parece ter parado. A voz pausada, o baixo inconfundível, a guitarra em slide e a bateria/caixa metrónica causam o mesmo efeito de há quase trinta anos atrás – atmosfera relaxante, simples, intemporal que fez de “Colossal Youth” um disco eterno. Não há, e ainda bem, lugar a subterfúgios ou truques. Alguns chamam-lhe minimalismo pós-punk, mas recordar “Brand-new life”, “Choci Loni”, “Wurlitzer Jukebox” ou os repetidos “Music for evenings” e “Include Me Out” é para nós simplesmente música afectiva. Entre esses afectos faltou o instrumental “The Clock” (que servia de separador a uma rúbrica do Som da Frente do António Sérgio) mas um outro, o líndissimo “N.I.T.A.” enterrou-nos ainda mais na cadeira... No final, conversa simpática com todos a um canto da sala e o “Colossal Youth” devidamente autografado! Inacreditável, mas saboroso.



Sem respirar, subimos à Sala2, mesmo a tempo do tiro de partida – I see a Mansard Roof through the trees... A festa não mais parou. Os Vampire Weekend, apesar do hype, são (também) ao vivo um caso sério. Tocaram o disco de estreia de fio-a-pavio de forma electrizante, segura e eficaz. Onze temas delirantes que toda a sala conhece, que terminou em “Walcott” em versão chuva de estrelas, com dezenas de canetas de luz laranja que o patrocionador destribuiu à entrada do recinto a serem arremessadas, perigosamente, para o palco. Não sabemos se a banda gostou ou não, sendo certo que o encore previsto não se realizou... O verão aproxima-se, os Vampire Weekend vão voltar, e pelo andar da carruagem, devem receber nessa altura um merecido disco de ouro (ainda existem?) de vendas... ou downloads. Tal como aconteceu há uns anos atrás com os Franz Ferdinand no Sudoeste, ficou aquela boa sensação de os ver no sítio certo na altura certa. Good vibes!

Para encerrar a noite... os These New Puritans. Começaram com “Numerology” mas as contas não estavam a bater certo. Faltavam os sintetizadores de Sophie Sleigh Johnson, vertente feminina que tinhamos testemunhado num “Tracks” do canal ARTE. Reduzidos a trio, o comandante Jack Barnett, de colete romano (?) e tudo, liderou um concerto consistente, intenso e eficaz. A banda tem um enorme potencial e temas como “Swords of Truth” e “Elvis” fazem mossa em qualquer pista de dança. Também muito bom, no melhor Clubbing que passou pelo cubo.

NOTA: as incongruências da CDMúsica (ainda) continuam! As senhas de bebidas não dão para todos os bares, as fotografias podem-se tirar numa sala mas já não em outras (não há por isso imagens de YMG ou LightSpeed..) e a concentração de seguranças disfarçados por m2 não faz nenhum sentido. Já agora, as tais canetas de luz são, como ficou provado, o maior perigo. Mas como são autoria do patrocionador, não requerem autorização!

ESCOLHAS…


Sexta-feira na CDMúsica, voz amiga deu-nos a maravilhosa notícia de que Rickie Lee Jones viria tocar a Famalicão muito em breve! Entusiasmados, fomos confirmar a boa nova e de facto, dia 12 de Julho, Sábado, a Casa das Artes receberá um concerto raríssimo onde será apresentado o brilhante disco do ano passado “The Sermon on Exposition Boulevard”. Great! Mas como Jones nos lembra sempre Tom Waits, até por diversas “histórias” que os aproximam, fomos também confirmar a data de Tom Waits em San Sebastian e cujos bilhetes começam a ser vendidos amanhã – pumba, dia 12 de Julho!!! Tanto tempo à espera destas lendas aqui por perto e agora, separados por 700 kms, acabam a tocar precisamente no mesmo dia! Díficil é escolher, mas atendendo à dificuldade em “chegar” aos bilhetes de Waits - por sinal, esta visita a Espanha é também a primeira, o que eleva a procura a niveis insuportáveis - parece não haver alternativa...