sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

IGGY SINATRA


Um tanto de surpresa, surge a notícia de um novo álbum de Iggy Pop! Trata-se de um curto disco de pouco mais de trinta minutos, em ambiente jazzy e é inspirado no livro “La Possibitité d’ un île” de Michell Houllebecq, que também realizou um filme com o mesmo nome. Iggy é há muito admirador do escritor e concebeu 7 canções para o documentário “Last Words” sobre este seu ídolo, temas que serão editadas em disco já em Maio sob o nome de “Preliminaires”. Nada como ver a apresentação que o cantor faz deste novo projecto. Quanto ao documentário, pode ser desde já apreciado por aqui...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

BECK RENASCIDO


Está já editado “How to Fall Down in Public”, o quarto álbum do canadiano Howie Beck. O músico, que já não gravava há cerca de quatro anos, tem neste disco a colaboração de Sarah Harmer (“Beside This Life”), Feist (“La, La, La...”) e Gonzalez, que também ajudou na produção. As nove canções soam mais soltas e animadas e o ambiente parece mais soalheiro. Beck parece assim renascido e motivado, longe de períodos depressivos que o atormentaram no passado e que foram ultrapassados na cidade de Paris... Um disco fresco e, certamente, inspirador.

BLACK PONY EXPRESS NO PLANO B


O bar portuense apresenta-os desta forma: “Melodramatic Australian Pop" é assim que os Black Pony Express são caracterizados no seu pais natal, onde com uma carreira de quase uma década, estabeleceram uma base sólida de seguidores. Em 2009 preparam-se para assaltar o velho continente com um som que encontra eco em figuras tão ilustres como Augie March, Tom Waits, Sparklehorse ou Pink Floyd”. É hoje, na sala palco do PlanoB, numa organização da Bang Records australiana. Apesar da imensa curiosidade, confessamos que não gostamos muito do rótulo melodramático...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

LUNARIDADES #93


. o site português da FNAC deve ser o mais odiado da rede! Até que alguma pesquisa resulte, até que se compre algum bilhete, até que se consiga consultar a agenda, até que se descubram os truques, já a paciência se esgotou! Arrrrreee...

. a badalada compilação da Red Hot chamada “Dark Was the Night” tem um conjunto consistente de temas e versões, mas a cover de “Cello Song” de Nick Drake concebida pelos The Books com a ajuda de José Gonzalez é um momento inesquecível. Lindooooo!

. via rádio, somos alertados para uma nova dupla inesperada – Tarantino e Brad Pitt! O novo filme chama-se “Inglorious Basterds” e estreia lá para Agosto. Promete...

. promete-se que estas “lunaridades” voltarão na próxima semana ao dia certo, ou seja, segunda-feira, sempre que possível ;-)

OOPS... MAIS UMA HISTÓRIA DE ESCARAVELHOS!


Aparentemente, uma nova versão do mítico tema “Revolution” dos Beatles circula (circulou...) na net há mais de um ano, mas só recentemente lhe foi dada a atenção devida. O tema original, incluído em duas versões (1 e 9) no mítico “White Album”, surge agora com quase onze minutos e, rezam as crónicas, tem Lennon a fazer as backing vocals deitado no chão do estúdio e conversas animadas por Yoko Ono mesmo no final! Estavamos em Junho de 1968 e a gravação recebeu o nome de “Revolution – Mama Papa”, mas aparece com o nome de “Revolution Take20”. Claro que a EMI já tratou de retirar de todos os locais a gravação, incluíndo a versão que estava no Youtube... Há quem diga que tudo não passa de um enorme logro, mas o que é certo é que há já um disco pirata pronto a fazer as delícias dos mais afoitos – custa quase 90 dólares e recebeu o nome de “Revolution take... your knickers off”!

BILL CALLAHAN PRIMAVERIL


O próximo mês de Abril marca o regresso de Bill Callahan aos discos a solo com o novo “Sometimes I Wish We Were An Eagle”. Quem já ouviu, descreve um ambiente calmo, de modos country a que se junta a inconfundível voz do ex- Smog. A editora Drag City já deu a conhecer o disco a alguns felizardos mas fê-lo de uma forma bizarra: nos cd’s enviados para pré-escuta e numa tentativa de reduzir a pirataria, juntou a cada um dos temas sons de buzinas de automóveis! Uma das novas canções pode ser devidamente escutada, em actuação ao vivo, no passado mês de Janeiro em Sidney.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

(RE)VISTO #26


SOUL MEN
de Malcom D. Lee, 2008, DVD/rip
Atraídos pelo título da película e pelos nomes envolvidos, gastamos algum do nosso tempo domingueiro neste argumento: dois antigos cantores de coro de música soul (Samuel L. Jackson e Bernie MAc), que não se falam há mais de vinte anos, decidem fazer uma longa viagem “coast to coast” para participar num concerto homenagem ao líder do grupo original entretanto falecido (John Legend). Pelo caminho, uma constante rivalidade acentua discussões, numa série de pripécias humorísticas de duvidoso gosto e qualidade e que só fazem (algum) sentido, precisamente, ao Domingo à tarde... Salvam-se os momentos musicais com Samuel L. Jackson e Bernie Mac, o duo soul The Real Deal, em verdadeiras actuações old school e Isaac Hayes a cantar “Never Can Say Goodbye” já mesmo no final. Note-se que a banda sonora contem uma série de hits, desde Isaac Hayes, passando por Sharon Jones & Dap Kings, Eddie Floyd e o próprio Samuel L. Jackson! Um filme pobre, dito de comédia, mas que não engana ninguém... Refira-se que esta película foi a última de Bernie Mac e Isaac Hayes, que haveriam de falecer ambos ainda antes da estreia. Confirma-se, ainda, que o argumento parece ter sido sorripiado da história verdadeira do duo soul Sam & Dave e a polémica está já instalada...


DUETOS IMPROVÁVEIS #83

CAETANO VELOSO & ROBERTO CARLOS
Garota de Ipanema (Jobim)
50 Anos de Bossa Nova, Teatro Municipal, São Paulo, Brasil

22 de Agosto de 2008

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

IGUAL < DIFERENTE = U2


We want to believe… A máxima do saudoso Fox Mulder dos “Ficheiros Secretos” parecia aplicar-se às expectativas criadas em torno do novo álbum "No line on the horizon" dos U2. Os rumores e posteriores entrevistas davam conta “que agora é que era”, que o som do grupo se tinha reinventado, que estavam de volta os verdadeiros e inovadores U2, que o disco rompia com o passado recente e monótono, etc., etc. Já ouvimos o disco e, mais, ouvimos hoje na rádio alguns desses temas e o resultado é desolador: mais do mesmo, sem um pingo de arrojo, o que para uma banda inteligente como a dos irlandeses nos deixa tristes. As canções podiam fazer parte de qualquer um dos dois menores discos anteriores, embora ainda tivéssemos “acreditado” um pouco aquando do single “Vertigo”, sem dúvida a mais arrebatadora canção vinda dos U2 nos últimos tempos. Bem que nos apetecia colocar, definitivamente, um traço sobre o sinal de = que a nova e copiada capa apresenta, no sentido de acreditar que desta vez tudo ia ser . Não há mesmo linha nem luz no horizonte... Vai vender que nem ginjas!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

BACALHAU COM TODOS


A rapaziada texana do Grupo Fantasma faz, como muitos lhe chamam, o chamado Latin Funk. Rótulos à parte e em tempos de tropelias e Carnaval, o que se ouve tem um ritmo alucinante! Em concerto a festa torna-se incontrolável muito à custa de temas como “Bacalao com Pan” ou “Arroz com Frijoles”! O que é certo é que o grupo foi nomeado este ano para um Grammy na categoria de “Best Latin Rock/Alternative Album' com o disco do ano passado “Sonidos Gold”, o quarto desde 2000. Provem lá deste bacalhau...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

FRIDA HYVONEN EM BRAGA


Já com três álbuns gravados, Frida Hyvonen é uma jovem cantora e compositora sueca com provas dadas! No final do ano passado editou o disco “Silence is Wild”, comprovativo definitivo do seu talento. Para trás ficaram digressões com Jens Lekman ou José Gonzalez e uma grande versão de "Everybody Hurts" dos R.E.M, respondendo a um repto do site Sterogum. Pois bem, a digressão europeia do corrente ano contempla uma única data portuguesa, precisamente no Theatro Circo de Braga em pleno dia 25 de Abril, Sábado. Uma experiência ao piano que se espera intensa e libertadora.

ROCK E A CIDADE


O mais que recomendável canal Arte inícia no próximo sábado a repetição dos episódios da série “Rock & City” da responsabilidade e apresentação de Philipe Manouvre, editor da revista Rock & Folk. Trata-se de um conjunto de cinco documentários sobre a música em Nova Iorque, Berlin, Paris, Kingston e Liverpool, as suas identidades, tradições e influências, que tem vindo a ser apresentado todas as segundas feiras de Fevereiro. O primeiro programa é sobre Nova Iorque e por lá aparecerão Sean Lennon, MGMT, Radio4 ou Herman Dune em locais tão diferentes como o Bronx, Brooklyn ou Queens. Durante o mês do Março, está prometida a edição de um DVD com os documentários e será ainda lançada uma colectânea de música. Imperdível!

LUNARIDADES #92


. Michael Jackson está falido. Já o sabíamos e cada um tem o que merece... Agora o músico tenta recuperar alguns dos investimentos feitos e decidiu leiloar quase 2000 objectos da sua colecção e pertença. Se quiserem podem comprar o portão do rancho “Wonderland” por 15.000 libras... Uma tristeza;

. o rock está de volta à cidade. Abriu mais um bar com música suportável! Chama-se Wait, está ali na Rua das Oliveiras mesmo ao lado do Teatro Carlos Alberto. Na mesma rua já está o Pherrugem e o Rendez Vous já rola, há alguns meses, um pouco mais abaixo. Todos sem nada a esconder: pop e rock com fartura;

. o Fantasporto começa a sério na Sexta-feira e, para já, existem duas boas novidades:
. os cartazes que a SuperBock concebeu para a edição deste ano e que são incomparavelmente mais bonitos que o cartaz oficial;
. já existe um Twitter independente para críticas, debates e obviamente, bocas;

. começou, finalmente, a época desportiva ao ar livre com uma tenisada de fim-de-semana e o primeiro passeio de bike do ano. Para Março, em Vila do Conde, estão prometidos 70 km pela bonita paisagem do concelho... Já estamos inscritos. Alguém aceita o desafio?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

RUSSIAN RED + MANUEL CRUZ + JOSH ROUSE, Festival Para Gente Sentada, St. Maria Feira, 14 de Fevereiro de 2009


Casa cheia (esgotada) e expectante no segundo dia do festival. Início simpático com o projecto espanhol Russian Red, banda da menina Lourdes Hernadez, que se fez acompanhar por dois multi-instrumentistas competentes. Sobressaiu a voz cristalina e jovial que cobre bonitas melodias, numa prenuncia inglesa perfeita. Encerrou com uma canção que nos pareceu uma versão de um tema antigo (anyone?). Faltou, no entanto, a versão de Cindy Lauper... A surpresa do festival.

A estreia de Manuel Cruz e do seu projecto Foge Foge Bandido teve que aguardar longos minutos. Notava-se algum frenesim na sala, que, agora percebemos, estava repleta de jovens fãs em êxtase. O concerto demorou a começar, mas finalmente, Manuel Cruz lá apareceu, acompanhado de mais dois amigos, sob ruídosa ovação. Por detrás de uma parefernália imensa de instrumentos e aparelhos, o músico parecia querer esconder-se da plateia que aguardava o momento há já largos meses. Notou-se potencialidade nas canções e nas letras, mas a maioria delas suou a demos inacabadas tal como no disco. Aguardado com expectativa, o concerto mostrou um Manuel Cruz algo nervoso e perfeccionista, discreto na postura e contido nas palavras, mas concentrado em supreender. Muitos pediram “Borboleta” mas, o que é certo, é que ele não fez parte do alinhamento para desilusão dos muitos dos tais jovens fãs. Prometedor!

A Josh Rouse coube terminar a noite, já longa, facto que o músico lamentou – vestido a rigor, de gravata e tudo, resmungou por já estarmos no dia seguinte ao Dia dos Namorados, já que tinha preparado um alinhamento especial para o efeito! Rouse, nitidamente mais gordo, apresentou-se simpático, motivado e acutilante. Desfile de temas por muitos aguardados, com particular destaque no álbum “1972” donde saíram o tema título, “Sunshine” e “Comeback”, mas não faltaram “clássicos” como “Quiet Town”, “It Looks Like Love” ou “Winter in the Hamptons”. A acompanhar Rouse surgiu o músico espanhol Raul Hernandez (?), cúmplice perfeito na guitarra e, ainda mais brilhante, ao piano. Tempo para uma nova canção chamada (?) “Valência”, em ritmo flamenco e uma outra de travo bossa-nova. Como o próprio confessou, a recente descoberta da banda brasileira Novos Baianos (anda a aprender português, mas não se notou nada...) parece indicar nova influência na sua música a que a proximidade da praia e o calor do sol certamente não são alheios. Já para não falar no arroz e parrilhada à valenciana ;-). Já com a plateia em pé e em festa, Rouse terminou, como é habitual, com “Love Vibration”, tema que teria ainda feito mais sentido duas horas, durante o tal dia...


Fotos, a partir de vídeo, cortesia HugTheDJ.

DYLAN: NOVO ÁLBUM!


Dentro de dois meses está prevista a edição de um novo álbum de Bob Dylan, com canções inéditas gravadas em Outubro passado na Califórnia. Segundo a fonte, os temas fariam parte, inicialmente, da banda sonora do filme ”My Own Love’s Song”, mas o resultado em estúdio foi tão impressionante que o músico decidiu por cá fora os temas em nome próprio. Bob Dylan começa uma intensa digressão europeia já em Março com quase trinta datas em dez países diferentes. Neste caso, a Península Ibérica ficou de fora...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

CHUCK PROPHET + CHRIS ECKMAN + GIANT SAND, Festival Para Gente Sentada, St. Maria da Feira, 13 de Fevereiro de 2009


Cumprindo um hábito salutar dos últimos anos, o principal festival de Inverno a norte do país, cumpriu na sexta-feira cinco anos de existência, embora tenha havido uma interrupção (que nunca ninguém percebeu...) em 2007. O antigo guitarrista dos Green On Red, Chuck Prophet, iniciou a noite em toada informal, fazendo uso da boa disposição e desafio constante ao público. Uma só guitarra acústica e voz forte serviram canções “americanas” nitidamente biográficas mas algo inconsistentes. Para terminar, os Giant Sand apareceram em palco e a festa animou. Já com Prophet na guitarra eléctrica, o momento funcionou como despertador do ambiente sonolento entretanto instalado.

O ex- lider dos Walkabouts, voltaria, contudo, à toada calma. Chris Eckman, que viveu perto do Bairro Alto lisboeta durante alguns anos (o primeiro disco a solo tinha o nome de “Janela”), reside actualmente na Eslovénia onde gravou o ano passado um disco a solo chamado “Last Side of The Mountain”. Desse disco seleccionou a maioria dos temas apresentados, bem cantadas, irrepreensíveis na composição e cujas letras foram retiradas de poemas de Dane Zajc, poetisa eslovena. Pareceu-nos algo exagerado no dramatismo empregue na interpretação e talvez isso não tenha aproximado mais o público às suas canções. Quando cantou “Fadista”, do tal disco português, algum do “gelo” quebrou-se e a reacção foi mais efusiva e expontânea. Faltaram mais alguns momentos idênticos.

Os vencedores da noite seriam, obviamente e sem dificuldades, os Giant Sand. Em formação quadrangular, Howe Gelb foi o principal “distribuidor de jogo”: ao piano a cantar PJ Harvey, no contrabaixo acompanhando Lonna Kelly em parte do espectáculo, na “guitarra ao desafio” já no fim acompanhado por Chuck Prophet, Gelb e sua voz radiofónica, comandou um colectivo rodado, mas que, mesmo assim, podia (devia?) ter dado mais. Não porque as canções apresentadas não soassem perfeitas, mas percebeu-se algum cansaço, que impediram que a noite fosse memorável. Sabemos que os anos são já muitos em cima dos palcos (quase trinta...) e que nem sempre a motivação atinge o máximo, mas esperavamos algo mais. Um bom concerto, só!

AR DE PRAIA!


Com este calorzinho disfarçado, o dia de hoje só nos faz pensar em praia e esplanadas! Desse modo, nada como uma banda sonora a condizer. Proveniente de Gotemburgo, Suécia, a dupla de dj’s Air France faz pop ambiental sinónima de brisa, sol, papagaios de papel e dolce fare niente... Visto que os saudosos Avalanches nunca mais deram notícias e os Lemmonjelly parecem ter hibernado, os Air France surgem como os seus naturais substitutos. Um EP de seis temas foi editado o ano passado pela Sincerely Yours, em cujo site se pode ler uma estranha mensagem datada de Maio e localizada em Setúbal! O primeiro tema a despertar as atenções chama-se “Beach Party” e há um vídeo fantástico, não oficial, da canção. Concebido com uma técnica denominada “Tilt-shift miniature faking”, trata-se de uma manipulação fotográfica que reduz um local ou objecto a uma escala reduzida, distorcendo a fotografia original. A montagem foi utilizada de forma ilegal e o fotógrafo lesado já fez a respectiva reclamação. Por isso, espreitem enquanto é tempo...

DUETOS IMPROVÁVEIS # 82

WILLIE NELSON & BECK
Peach Picking Time Down In Georgia (Jimmie Rogers)
The Tonight Show with Jay Leno (TV Show), 29 de Setembro de 1997

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

3 X 20 FEVEREIRO



20 Canções:
. LATE OF THE PIER – Space and the woods
. KASABIAN – Seek & destroy
. THE BIG SLEEP - Pinkies
. LONEY, DEAR – Summers
. BLAKE EEE – The great rescue episode
. OF MONTREAL – Disconnet the dots
. MALUJABE - Casablanca
. THE WHITEST BOY ALIVE – Courage
. FRIENDLY FIRES – Strobe
. EMPIRE OF THE SUN – We are the people
. PAUL WELLER – Cold moments
. BRUCE SPRINGSTEEN – Outlaw Pete
. ANDREW BIRD – Fitz & dizzyspells
. PETER BJORN & JOHN – At the seaside
. PETER ADAMS – In the great green room
. M. WARD – To save me
. LITTLE JOY – Keep me in mind
. HERE WE GO MAGIC – Everything’s big
. MAXIMO PARK - Warehouse
. FEVER RAY – Now’s only time I know

20 Versões:
. AU REVOIR SIMONE – Here is the news (ELO)
. CLEAST EATWOOD - Electric Feel (MGMT)
. BRUCE SPRINSGSTEEN – Baby dream (Suicide)
. DAWN LANDES - Young Folks (Peter Bjorn & John)
. JACK JOHNSON – My doorbell (White Stripes)
. BIKINI – Every little thing she does… (The Police)
. SOULWAX – Wouln’it be good (Nik Kershaw)
. HOT CHIP – Transmission (Joy Divison)
. TV ON THE RADIO – Heroes (David Bowie)
. HEADLIGHTS – Making plans for Nigel (XTC)
. THE RUBY SUNS – Arm around you (Arthur Russell)
. THE GLASS – 2CV (Lloyd Cole)
. THE BOTICELLIS – Here I go again (Withesnake)
. MOBIUS BAND – Say you will (Kanye West)
. ROGUE WAVE – Maps (Yeah Yeah Yeahs)
. VETIVER – Save me a place (Fleetwood Mac)
. A.C. NEWMAN – Take on me (A-Ha)
. JESSICA LEA MAYFIELD – Words of love (Buddy Holly)
. DEVENDRA BANHART – Forget about him (Kath Bloom)
. SUPERSUCKERS – Hey yah (Outkast)

20 Remixes:

. RATATAT - Mirando (Animal Collective remix)
. EMPIRE OF THE SUN - We Are The People (Burns remix)
. VAMPIRE WEEKEND - The Kids Don't Stand a Chance (Chromeo Remix)
. THE STILLS - Being Here (MANSION Remix)
. DAVID BOWIE - Rebel Rebel (Soulwax Re-Edit)
. LATE OF THE PIER - Heartbeat (Hot Chip remix)
. TELEPATHE - Devils-trident (xiii/Foals remix)
. PETER BJORN & JOHN - Lay It Down (Golden Filter Remix)
. LADYTRON – Tomorrow (Vector Lovers mix)
. dEUS - Everybody's Weird (Soulwax Remix)
. LOVE GRENADES - Young lovers (Sam Sparro remix)
. MGMT - Off birds moons & monsters (Holy Ghost remix)
. ROYKSOPP - Happy up here (Datassette remix)
. MERCY ARMS - 17 Kept Low (Cut Copy Remix)
. LEMONADE - Big weekend (Delorean remix)
. JAMES YUILL - No surprise (The Operators remix)
. ANIMAL COLLECTIVE - My Girls (Dave Wrangler remix)
. THE NATIONAL – Alligator (remix)
. KINGS OF LEON - Knocked up (Like Li vs rodeo remix)
. GOLDFRAPP - Little Bird (Animal Collective Remix)

RUBY SUNS VEZES TRÊS


O boato já corria há algumas semanas, mas só agora se confirmou. Os neo-zelandeses The Ruby Suns tem três datas marcadas para Portugal em Março. Assim, a 26 actuam no Salão Brazil em Coimbra, a 27 nos Maus Hábitos no Porto e a 28 na Galeria Zé dos Bois em Lisboa. Actualmente, os Ruby Suns andam em digressão australiana com Of Montreal e El Guicho, banda de que fizeram uma maravilhosa versão de “Palmito's Park” disponível para audição no myspace. Os espectáculos servem para apresentação do disco “Sea Lion”, onde despontou uma das grandes canções do ano passado chamada “Oh Mojave”.

AMOR GRATUITO


Em vésperas de um sábado amoroso e numa sexta-feira treze, aqui fica uma meia dúzia de versões bem gostosas! Tal como o ano transacto, a Mobius Band disponibiliza gratuitamente um EP de São Valentim com covers de TV On The Radio, Kanye West, Dixie Chicks, Tom Petty, Everly Brothers e Townes Van Zandt. Os temas foram gravados em quatro dias em distintos sítios, contando-se, entre eles, uma enorme casa de um amigo completamente vazia. A prenda recebeu o nome de “Empire of Love”. Já agora, descarreguem também a oferta de 2008 de nome “Love Will Reign Supreme”. Nem mais!

FAMÍLIA BANHART!


Aproveitando a onda, dá-se agora conta de um apetecível livro a editar lá mais para a Primavera. Durante alguns anos Lauren Dukoff fotografou o seu amigo Devendra Banhart, bem como um conjunto de bandas e outros artistas com ele relacionados do mundo do folk e da chamada “Tropicalia”. Cerca de 100 desses retratos privados ou em concertos, aparecem agora reunidos na obra “Family”, comentada por Devendra, a que se acrescentam textos, biografias e design dos próprios artistas. Há ainda um download exclusivo de temas desses músicos, num livro com quase 200 páginas coloridas. Entre os 33 artistas e bandas registadas contam-se, entre outros, Vashti Bunyan, Bat For Lashes, Cibelle, Espers, Jana Hunter, Bert Jansch, Little Joy, Megapuss, Joanna Newsom, Rio en Medio, Spleen, Vetiver e, claro, Devendra Banhart. O lançamento está previsto pela Chronicle Books para Maio, mas a Amazon já aceita reservas! Com início a 20 de Fevereiro, está também agendada uma exposição em São Francisco, na Galeria Eleanor Harwood, onde algumas dessas fotografias poderão ser adquiridas. É só escolher!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

KATH BLOOM - A HOMENAGEM


Para quem viu o filme Before Sunrise/Antes de Amanhecer (1995) com July Delpy, notou uma cena, sem diálogo, passada num loja de vinil onde soa uma canção antiga. Quem canta é Kath Bloom, cantora folk americana já com largos anos de carreira, mas esquecida por todos e que só em 2005 editou o primeiro disco a solo, apropriadamente, chamado “Finally”. Pois bem, a sua editora australiana, Chapter Music, decidiu investir agora num álbum duplo em sua homenagem, convidando diversos artistas para realizar algumas versões, acrescentando os originais da própria cantora. Entre os que aceitaram o repto, temos Bill Callahan, Mark Kozelek, The Dodos, Scout Niblett e... Devendra Banhart! O tema por si escolhido, “Forget About Him”, pode ser, desde já, escutado por aqui. Como sempre, fantástico! O álbum, que recebeu o nome de “Loving Takes This Course - A Tribute to the Songs of Kath Bloom”, sai no início de Abril.

BOATICES


Já existe um local onde se podem ouvir algumas das novas/velhas canções ao vivo de JP Simões referentes ao anunciado disco “Boato”. Nota para um original de “Chico de Matos” chamado “Canção do Jovem Cão” a meias com o candidato Vieira. O notório atraso na edição, ainda sem data nem editora definidas, leva-nos a pensar se tal disco não será, efectivamente, um boato bem engendrado! O que é certo é que o álbum teve já animada apresentação no Musicbox lisboeta em Janeiro passado, onde o músico chegou a afirmar: “…Um falso lançamento de um falso disco novo, chamado Boato, porque não chega a ser um disco novo…”! Simões voltará ao Brasil já em Maio para uma série de concertos. Será boato?

RAINHA PRISCILLA


Dia lindo, música linda! A menina chama-se Priscilla Ahn, é americana mas com sangue sul coreano e, à moda antiga, canta sozinha com uma guitarra e harmónica. Um conjunto de circunstâncias levou-a a gravar para a Blue Note Records, tendo o álbum “A Good Day” saído já em 2008. O single “Dream” foi tocado ao vivo no Jay Leno e mais alguns temas fizeram parte da banda sonora da “Anatomia de Grey” e outras séries. Actualmente, faz a primeira parte dos concertos europeus de Ray Lamontagne, onde encanta plateias. Com esta voz não deve ser muito difícil...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

UM GRANDE DISCO DOS MAXIMO PARK


Um novo e estranho álbum dos Máximo Park “caiu” no Ipod. Chama-se “I can’t Sleep Without Music” e numa primeira audição pareceu-nos, sinceramente, magnífico! Como não somos especialistas da banda inglesa, embora gostemos muito da maior parte daquilo que fazem, não notamos o “engodo”. Trata-se, afinal, de uma colectânea não exaustiva que algum benemérito concebeu, onde estão reunidos 16 lados B, faixas bónus e versões, mas que, todas juntas, resultam em algo tendencialmente conceptual. Quanto ao tema título, trata-se de um original dos Modelselektor com colaboração vocal dos Máximo Park. Quanto às (óptimas) versões, surgem “Was There Anything I Can Do?” dos The Go-Betweens, doação da banda aquando do Independents Day de 2008 e uma outra cover de “Like I Love You” de Justin Timberlake que tinha sido editada digitalmente em Dezembro passado. Realmente surpreendentes são, contudo, um conjunto de canções denominadas “obituary songs”. Saídas em lados B de singles, apresentam-se como homenagem póstuma a diversos nomes entretanto desaparecidos - Mary O’ Brian (Dusty Springfield), Robert Altman (realizador), George Brown (cantor), Jean Baudrillard (filósofo francês), Don McPhee (fotojornalista) ou (I Remember) Joe Brainard (artista americano). Resultado: um novo rosto de uma banda a que associavamos energia e ritmo forte, aqui em versão surpreendentemente planante e introspectiva. Ouçam só o original “Warehouse”... Experimentem!

P.S: o tal terceiro álbum deve estar para breve, já que banda marcou ainda para este mês uma série de concertos de apresentação exclusiva dos novos temas.

FAZER PARAR O TEMPO


Em semana de Festival Para Gente Sentada, é uma pena que Matt Ward não seja um dos escolhidos para St. Maria da Feira. Fazia todo sentido um teatro no escuro, como que parado no tempo, para ouvir esta música. Depois do êxito da parceria com Zooey Deschanel nos She & Him o regresso a solo de M. Ward é, no mínimo, brilhante. O novo “Hold Time” roda já com alguma frequência no Ipod porque é impossível não regressar diariamente a este conjunto de canções suaves que nos afaga e embala. Pop, folk, country em doses adultas e inatas que atingem nota máxima nos temas “To Save Me” e “Hold Time” e ainda na cover em dueto de “Oh Lonesome Me” (Don Gibson), onde uma saudosa Lucinda Williams surge em aparição. Um disco saboroso.

LUNARIDADES #91


. numa troca de impressões com amigos conclui-se: nunca se fez tão boa música como agora! Mas como fazer para a digerir? É que se for tipo fast-food corremos o risco de “engordar” sem crescer. Propomos, desde já, o mês “Anti-lançamento do Disco”, período em que nenhuma banda podia editar nova música e dedicar-se a ouvir os discos dos outros...

. o mês de Fevereiro é tradicionalmente, pelo menos para nós, o mês do cinema. O procedimento é sempre o mesmo: antes do Fantasporto e dos Óscares, fazemos maratonas diárias caseiras na tentativa de recuperar terreno perdido. Tem valido a pena, mas as olheiras acentuam-se. Ah, e a “Valsa de Bashir” é potente!

. por falar em cinema, está para breve (dia 19?) a estreia de “Maradona por Kusturica”. Enquanto aguardamos, nada como uma espreitadela a um destaque que a Inrocks fez sobre El Pibe e as razões porque o adoramos. Vejam bem o vídeo “Maradona Samba”... É o maior!

. o atraso nesta edição das Lunaridades foi propositado. É que assim já podemos dar vivas ao sol que finalmente apareceu! Foram quase quatro semanas sem ver o azul do céu, o traço dos aviões ou espelhado do rio. E, caramba, é destes pequenos nadas de que sentimos falta. There’s always the sun...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

BAT FOR LASHES COM SCOTT WALKER!


O muito esperado segundo disco de Natasha Khan sob o nome de Bat For Lashes chama-se “Two Suns” e estará nas lojas no início de Abril. Há já um single de antecipação – “Daniel” – para ouvir no próximo mês. Rezam as crónicas que neste novo disco Natasha desdobra-se em dois seres descritos desta forma: “Envisioning herself as two separate yet ultimately attached beings,we discover her inner character Pearl, the destructive blonde femme fatale that represents one extreme of her personality.
Algumas das explicações foram já dadas à MTV. Para além disso e da participação dos Yeasayer em alguns dos novos temas, a grande novidade é um dueto com Scott Walker em “The Big Sleep” que encerra o ábum! Natasha remeteu o tema para um dos seus ídolos sem grandes expectativas, mas recebeu de volta a canção com algumas surpresas... Ouçam-na por aqui!

DEVOTCHKA EM FAMALICÃO!


A programação da Casa das Artes de Famalicão continua a surpreender! Depois de um ano de 2008 imparável (Rickie Lee Jones, Rufus Wainwright ou John Cale p.ex.) juntam-se para este ano, aos já anunciados Simon Bookish, Fujiya Miyagi, Yan Tirsen ou Joan Collins, os maravilhosos DeVotchka! O concerto acontece a 8 de Maio e servirá de consolação a quem, como nós, perdeu a actução da banda em Paredes de Coura há dois anos! Aqui ficam em sessão na KCRW com este lindíssimo “The Clockwise Witness”.

"O" LIVRO SOBRE TOM WAITS


Como devem já ter reparado, somos perdidinhos por biografias rock! A nova história de Tom Waits escrita por Barney Hoskyns tem saída prevista para Maio, mas já fizemos a pré-reserva... Trata-se, de certeza, de um livro intenso e sério, escrito por um dos mais experientes críticos e connaisseurs ingleses, fundador do indispensável site “RocksBackcpages”, uma babel imensa! O autor esteve no Fantasporto de 2002 onde fez parte do júri da secção de videoclips e com quem travamos agradável conversa sobre Nick Drake e outro herói comum – Arthur Lee! Quanto ainda ao novo “Lowside of the Road”, Hoskins teve acesso ao longo dos anos a informações e dados importantes, o que associado ao seu calibre, eleva ainda mais a expectativa e curiosidade.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

UM VIRTUOSO!


Chama-se Andy McKee e tornou-se um dos melhores executantes mundiais de guitarra acústica e guitarra harpa (?). Para além disso, escreve as suas próprias composições, tendo já editado três álbuns. Por ano chega aos 200 concertos um pouco por todo o mundo e já em Abril aterra em Portugal. Dia 8 é mesmo aqui ao lado no Auditório de Espinho! Imperdível e incrível...

OS PERIGOS DO AMOR


O novo disco dos The Decemberists promete. Concebido como um “rock opera”, o álbum conta a história de Margeret, o namorado William e uma rainha de uma floresta assombrada! Tem o nome de “Hazards of Love” e a capa apropriada é da autoria de Carson Ellis, esposa do irrequieto Collin Melloy. Podem fazer o download do primeiro single “The Rake’s Song” no site oficial da banda. O anterior álbum “The Cranes Wife” era também algo weird e baseava-se num conto japonês mas que o líder Melloy decidiu não testar ao vivo por achar que as canções eram impraticáveis... Desta vez e pela data já marcada para o próximo Festival Bonarooo em Junho, a disposição é diferente!

CLUBBING COM METRONOMY


Os ingleses Metronomy fazem companhia aos X –Wife e aos interessantes Modernaire no Clubbing da Casa da Música que acontece a 14 de Março. Na oportunidade será apresentado o grande disco “Night Out” de 2008, onde se podem escutar temas como “Holiday”ou “Heartbreaker”. Conhecidos pelas imensas remisturas que produzem, os Metronomy lançaram-se em 2007 em versão banda tendo actuado na primeira parte dos Klaxons, CCS, Bloc Party ou Justice. Espera-se uma noite de dança e a talvez a confirmação se será, efectivamente, uma guitarra portuguesa que soa no tema “Nights Outro” que encerra o disco...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

DUETOS IMPROVÁVEIS #81

JAMIE LIDELL & SHARLEEN SPITERI (TEXAS)
I heard it through the gravepine (MGaye)
Programa Taratata, France 4, 5 de Novembro de 2008


VALENTE!


No próximo sábado, 14 de Fevereiro, tradicionalmente nomeado dia dos Namorados, acontecem ao mesmo tempo uma série de concertos de difícil escolha! Assim, em Famalicão teremos uma noite de novas bandas e projectos portugueses, na CDM é noite de clubbing com os Tindersticks, em St. Maria da Feira o segundo dia do FPGSentada enche para ouvir Josh Rouse e o Passos Manuel recebe uma dupla actuação dos Alla Polacca e de Old Jerusalem, artistas da mais que recomendável Borland. Ou seja, uma dia valente/im!

ELES (SOBRE)VIVEM!


Os suecos Peter Bjorn & John prometeram regressar em grande e, ao que parece, vão cumprir a promessa. Depois do massivo e até irritante êxito de “Young Folks”, a canção do assobio, o trio alinhou durante muito tempo em digressão um pouco por todo o mundo e, obviamente, cansou-se! O vocalista Peter Morén lançou o seu álbum a solo e a banda, para relaxar, pôs cá fora em 2008 um disco instrumental chamado “Seaside Rock” que, apesar de ter passado completamente despercebido, merece uma audição atenta. Pois bem, está agendada para final de Março a edição de “Living Thing”, um novo disco de canções, de onde se conhecem para já alguns temas bastante apelativos: o single “Nothing to Worry About” e um outro conhecido por “Shut the Fuck Of”, mas cujo verdadeiro nome é “Lay It Down”. Numa atitude de auto-confissão, o vídeo parece gozar com o enorme êxito de “Young Folks” numa paródia humorística subtil. Quanto aos três alces da capa do álbum, eles lá saberão porquê...
Peter Bjorn & John – Shut the fuck off / Lay It Down

(RE) VISTO #25


JOY DIVISION
de Grant Gree, Universal Pictures, 2008, DVD

Os Joy Division continuam a ser, passados quase trinta anos da morte de Ian Curtis, uma fonte inesgotável de inspiração. Este documentário realizado por Grant Gree (“Meeting People Is Easy/Radiohead”) culmina, da melhor forma, uma triologia não programada de ficção e realidade que se iniciou em 2004 com “24Hour Party People” de Michael Winterbottom e teve sequência em “Control” de Anton Corbjin em 2007. Recorrendo, entre outros, a testemunhos separados dos companheiros de Curtis na banda, em confissões sentidas e irreprensivelmente filmadas, a que não deve ser alheia a produção e cumplicidade de John Savage, amigo de longa data, o filme como que junta num só os dois filmes ficcionais anteriores. A cidade de Manchester com as sua agruras e paisagens, servem de pano de fundo a uma história que já todos conhecemos, mas da qual sempre tivemos curiosidade (mórbida?) em saber mais. Todos aqueles mitos ou coincidências associados à figura de Ian Curtis, têm neste documentário uma abordagem fria, sincera e quase confrangedora. Esta é uma história que nos entristece e comove, mas que nos aproxima mais da vida e das suas tropelias. As palavras e as canções dos Joy Division são a prova de uma genialidade de efeitos raros, onde a distância entre ser músico ou poeta, amigo ou amante é de muito difícil precepção. Um filme que
não sendo uma resposta a ninguém, é uma janela escancarada de amor e amizade. Brilhante!

Joy Division – documentary trailer

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

CRICKET POP!


Na procura de novidades quanto aos Divine Comedy, deparamos com algo de exótico! Para o verão está prometido um disco de um projecto chamado The Duckworth Lewis Method que junta Neil Hannon e Thomas Walsh dos Pugwash à volta do mundo do cricket! O próprio nome refere-se a um método usado naquele desporto para calcular a pontuação. Desde já, pode ser escutada uma primeira e prometedora amostra no myspace. Teremos, assim, em 2009 dois discos de Neil Hannon, já que está também na calha um novo álbum dos Divine Comedy. Boa!

LUNARIDADES #90


. Morrissey deve andar a precisar de que se fale muito dele! Depois do enigma da capa do novo disco, surge agora novo sururu no inlay do single “I’m Throwing My Arms Around Paris” onde só um vinil tapa parte do seu corpo, bem como a restante banda. Será que todas estas “subtilezas” só servem para esconder a pobreza do novo disco?

. claro, cinco datas em Espanha, nenhuma em Portugal! Bruce Springsteen só mesmo em peregrinação – é em Santiago de Compostela dia 2 de Agosto. Walking on a dream... Já agora, foi grande a actuação no Superbowl!

. livros e mais livros a preços atractivos estão espalhados por uma nave inteira do Pavilhão Rosa Mota até ao fim do mês! Só de banda desenhada trouxemos uma dúzia a 1€. A não perder.

. as estatísticas de 2007 no que se refere à cultura já foram publicadas pelo INE. Como sempre, dão que pensar...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

AMOR


A mega-cadeia de lojas Starbucks não vende só café e muffins! Também por lá se podem adquirir discos, dvd’s, filmes, etc. No âmbito do Valentine's Day e tal como em 2005, acaba de ser disponibilizada uma nova compilação “Sweetheart (our favorite artists sing their favorite love songs)” onde repousam14 canções ditas de amor em versões de gente como Death Cab For Cutie, Rogue Wave, DeVotchka, She & Him ou Richard Hawley. Muita curiosidade para escutar os Department of Eagles que escolheram o tema “Love Me” de Elvis Presley. Bendito dia dos namorados…

FAROL #67



O colectivo de dj’s do site Buffetlibre disponibiliza gratuitamente um segundo conjunto de versões eléctricas dos anos oitenta de variadas bandas e projectos. Denominado “Rewind 2” as covers são para todos os gostos e algo desiquilibradas, destacando-se os temas “Arm Around” de Arthur Russel pelos Ruby Suns, “Every little thing she does is magic” dos Police pelos canadianos Bikini, “Making Plans for Nigel” dos XTC pelos Headlights ou “2CV” de Loyd Cole pelos The Glass. Uma fartura!

BEAT IT!


A versão de inverno do Festival BEAT IT acontece na próxima quinta e sexta-feira no PlanoB. Depois dos Ladytron em Agosto passado, a electrónica continua a marcar o ritmo, agora com destaque, no primeiro dia, para The Juan Maclean (DFA) e os Thieves Like Us (Kitsune) no dia seguinte. Pena é que Juan Maclean seja só em versão DJ set...

DUETOS IMPROVÁVEIS #80

DIONNE WARWICK & BOY GEORGE
Say a little prayer (BBacharach)
Solid Gold TV Program, EUA, 1985