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quinta-feira, 22 de setembro de 2016
TODOS TEMOS UMA HISTÓRIA...
A eclética selecção que Keaton Henson apresentou pela primeira vez há uns dias atrás terminava de forma perfeita com o clássico "Stars"de 1974 na voz de Janis Ian. A canção andou, desde aí, a flutuar na nossa mente e acabamos a "escavar" um pouco mais. A autora desta pérola, que haveria depois por obter com "At Seventeen" um sucesso maior a que nem os Simpsons haveriam de resistir, tinha na altura uma forma quase estranha de se apresentar ao vivo como se comprova abaixo, um jogo onde a melodia e a lírica nos hipnotizam sem contemplações. Certo é que o tema deixaria um rastilho fumegante que no caso de Cher se dispensava mas que no caso de...
Nina Simone simplesmente se traduz num momento único da história da música popular! No Festival de Montreux de 1976, uma mítica apresentação gravada em video e editada posteriormente em DVD, inclui uma versão do tema de Ian onde Simone manda sentar energicamente alguém da assistência para depois, à sua maneira, dar ainda mais sentido a uma canção a que vai acrescentando versos e improvisos sobre o poder feminino ou a falta dele, uma genialidade que nos absorve e emociona. Ficamos à espera de uma oportunidade de um dia destes assistir ao documento "What Happened, Miss Simone?" que estreou no Netfix em Junho passado e onde se conta uma história que, sem ser de encantar, devia e podia ter sido cinco estrelas!
sábado, 12 de dezembro de 2015
SINATRA ETERNO!
Seriam 100 anos hoje mas como este homem não tem idade o melhor é dar-lhe os parabéns eternamente continuando a ouvi-lo de todas as formas e feitios como nestes maravilhosos trinta e poucos minutos!
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
CLÁSSICO #23
THE SUPREMES
Baby Love / Stop! In the Name of Love
No requentado Dia dos Namorados que se comemora no dia de hoje e que dá para tudo, devia ser obrigatório que em qualquer noite de festa fossem largadas alto e bom som estas pérolas das The Supremes. São duas das mais populares canções do século XX reeditadas no Record Store Day de 2012 num single especial de vinil em forma de coração a fazer lembrar um outro, mais recente, que o ano passado trouxemos até aqui no mesmo dia. A experiência de o fazer rodar no gira-discos pode ser simplesmente uma curiosidade, mas a força das canções elimina qualquer dúvida sobre a eternidade de "Baby Love", a comemorar 50 anos, e "Stop! In the Name of Love", fazendo da peça uma preciosidade. Saídas da magistral composição de Holland-Dozier e Holland na Mowton, ambos apresentam uma fantástica retaguarda instrumental a cargo dos Funk Brothers que nos impele sempre a pegar na agulha para repetir o balanço...
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
DENNIS WILSON, SABE BEM
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| Foto: The Guardian |
Pura coincidência ou não, uma viagem de carro no chuvoso Domingo passado foi de, certa forma, aconchegada com a audição de "Pacific Ocean Blue" via iPod, disco imenso de Dennis Wilson. Hoje, em zapping pela rede, demos com um excelente artigo no Guardian que recupera um encontro imediato com o malogrado baterista dos Beach Boys falecido há 30 anos em circunstâncias, claro, estranhas. Das virtudes milagrosas de um álbum tão sagrado que sabe sempre bem, deixamos aqui três bons exemplos, qualquer um deles que tantas e tantas vezes suspiramos encontrar perdidos entre molhos de rodelas pequenas de vinil sem capa e com o selo da Caribou Records ou então com um jovem barbudo a sorrir para nós... Peace!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
CLÁSSICO #22
MAYER HAWTHORNE
Just Ain't Gonna Work Out
Quando a Stones Throw pôs cá fora em 2008 o primeiro single de Mayer Hawthorne parece que estava a prever que "Just Ain't Gonna Work Out" tinha algo de especial. Em vinil vermelho em forma de coração, a peça é verdadeiramente única e não descansamos até a ver rodar no gira-discos lá de casa antes que esgotasse. O que é facto é que ela continua ainda hoje disponível para aquisição e em dia dito de namorados passaria, sem dúvida, por um vistoso presente amoroso! O mesmo não se poderá dizer do teor da lírica - uma suposta confissão de desamor e abandono que na voz em falsete de Hawthorne ganha uma carga quase de provocação e de brincadeira mas que uma camada soul irrepreensível logo transformou num clássico moderno. Nos últimos anos o artista, que ainda não tivemos a oportunidade de ver ao vivo, aproveitou e de que maneira esta e muitas outras canções do seu reportório para se afirmar como um dos expoentes de um saboroso retro-soul que tem pelo pequeno vinil um gostinho especial - vejam bem a apetecível caixinha que está prestes a sair onde cabem 12 singles com os temas originais e instrumentais do último álbum "How Do You Do"... Em versão reggae, com os The Roots ou na companhia de Daryl I Can't Go For That Hall, esta é uma daquelas canções reconhecidamente intemporais que, apesar de todo o sarcasmo, merecerá sempre dança obrigatória.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
12 DO 12 DE 2012 E 12 CANÇÕES
Em data tão duodecimal aproveitem para redescobrir uma dúzia de grandes canções do magistral Randy Newman. Saboroso!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
CLÁSSICO #22
OS RESENTIDOS - Galicia Canibal
Ontem, ao entrarmos no carro depois do almoço, o termómetro marcava 33º! O banco da viatura queimava que se fartava e não havia ponta de vento. Na estrada para o Freixo, uma extensa nuvem de fumo cobria o sol e ouviam-se sirenes dos bombeiros por todo o lado a caminho de mais um incêndio em Gondomar profundo. Tal cenário metereológico, por muito que nos tentemos lembrar, nunca se prolongou até tão tarde no Outono e, ao que parece, vai continuar mais uns dias... Fai un sol de carallo, sem dúvida! Recordamos imediatamente o tema mítico dos viguenses Resentidos que em plenos anos oitenta se tornou um must das matinées e noites dançantes. A canção tinha outro nome - "Galicia Canibal" - mas é o seu refrão sem papas na língua que o tornou popular um pouco por toda a península. A banda, liderada por Antón Reixa, tinha já um primeiro álbum badalado pela nossa imprensa, muito por culpa do título - "Vigo, Capital Lisboa" - mas o segundo trabalho, de capa e conteúdo brilhante, seria o seu ponto alto. Nome do disco: "Fai Un Sol De Caralllo". Do vinil que anda lá por casa, recordamos uma mistura de pop, funk e muito experimentalismo ao jeito do "Independança" dos GNR, a que se juntou um óbvio travo galego, com o som da gaita de foles e algumas indirectas socio-políticas sobre a Galiza vs Portugal. Há até um tema - "Alpinismo" - que brinca à má-fila com o "Felicidade" do Vinicius... O hit-single teria edição por cá, via EMI Portugal, mas na capa não há uma única referência ao refrão incendiário, para além do duplo S na palavra Resentidos (mal) impresso no rótulo interior! O lado b apresenta uma versão não tão conseguida da canção em inglês, mas mesmo assim o "It's So Fucking Sunny" fica sempre bem a seguir ao "Spanish Bombs" dos Clash. Oh yeah!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
CLÁSSICO #21
THE DIVINE COMEDY - The Summerhouse
É motivo de culto aqui por casa há já longos anos. Neil Hannon e os seus Divine Comedy gravaram, ao longo da sua já alargada discografia, muitas das músicas da nossa vida. Para além de brilhante compositor, algumas das líricas da sua autoria resultam num surpreendente exercício de saudade e recordação doutros tempos de infância e juventude. É o caso de "The Summerhouse", tema incluído no álbum "Promenade" de 1994, onde repousavam outras pérolas como "The Booklovers", "Tonight We Fly" ou o arrebatador "When the Lights Go Out All Over Europe". Pois bem, Hannon está de volta a Portugal, onde sozinho promete algum humor britânico e um desfilar de clássicos à guitarra e piano. Amanhã em Guimarães ou Domingo em Aveiro, esperamos, num momento raro e com emoção, poder ouvir e cantar assim:
Do you remember the way it used to be?
June to September,
In a cottage by the sea.
Distant cousins, local kids -
We climbed every tree together,
And it never ever rained
'Til we climbed back on the train
That would take us so far away
From the village and the rain,
And the summerhouse
Where we found new games to play.
Do you remember Sunday lunch on the lawn?
Daring escapes at midnight,
And costumeless bathes at dawn.
You were only nine years old,
And I was barely ten -
It's kind of weird to be back here again...
Do you remember
The summerhouse?
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
A NOSSA SHARONA

Lemos no DiárioDigital que o vocalista dos norte-americanos The Knack, Doug Fieger, faleceu ontem com 57 anos, vítima de cancro. Era o co-autor do indispensável “My Sharona” (1979), nome duma ex-namorada chamada Sharona Alperin e que acabou fotografada para a capa do disco. Foi o primeiro e único single de sucesso da banda. O tema era obrigatório em muitas festas de liceu desses tempos e escolha lógica de qualquer (bom) revivalismo dos anos oitenta. Versões são já muitas e nem os Pearl Jam ("My Verona"), Yo La Tengo, Veruca Salt ou Nirvana resistiram. Dos The Knack não conhecemos mais nada e o único single de vinil da nossa colecção é, claro, o referente à tal Sharona Alperin. E chega muito bem! Peace… Ooh you make my motor run, motor run.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
CLÁSSICO #20

SHRIEKBACK - Faded Flowers
Um dia frio e cinzento como o de hoje fez-nos lembrar uma misteriosa banda inglesa dos anos oitenta chamada Shriekback. Formados desde 1981 por Barry Andrews, Dave Allen e Carl Marsh, que tiveram passagens pelos XTC ou Gang of Four, a sua música teve algum sucesso nas pistas de dança com temas potentes como “My Spine (Is the Bass Line)” ou “Nemesis”. Contudo, sempre que ouvimos o nome Shriekback a recordação só pode ser uma: as canções “This Big Hush” e “Fadded Flowers”, uma a seguir à outra e que não podiam, nem deviam, ser ouvidas separadamente. Incluídas no álbum “Oil & Gold” de 1985, o primeiro onde o careca Barry Andrews assumiu as vocalizações e o único que conhecemos detalhadamente, estes temas passavam amiúde e desta maneira no saudoso “Som da Frente” do António Sérgio. Fizeram parte, durante muito tempo, das escolhas do mestre e dos ouvintes na chamada “Lista Rebelde” do tal programa, mas não era difícil ouvi-las em casa de amigos ou em cassetes gravadas. Foram, com toda a certeza, dos temas mais solicitados por amigos de liceu e de voleibol, tendo sido às dezenas os pedidos de reproduções e gravações a partir do vinil que pacientemente tivemos que efectuar em casa do amigo Zé Carlos ali em Campanhã! Curiosamente, estas duas pérolas não foram editadas como singles de um álbum com alguns desequilíbrios e cujas escolhas viriam a ser o já referido “Nemesis” e “Fish Below the Ice". Ainda agora, numa procura no Youtube e apesar de existirem alguns vídeos ao vivo da banda retirados de uma edição antiga em VHS, as tais canções raramente são referenciadas e são quase nulos os videos disponíveis. Os Shriekback separar-se-iam em 1988 e depois de algumas reformulações, ainda andam por aí. Contudo, a magia, mistério e beleza daqueles dois pedaços de dark pop (We had some good machines/ but they don't work no more/ I loved you once don't love you anymore) são atributos que muito dificilmente se repetirão. Memorável!
Um dia frio e cinzento como o de hoje fez-nos lembrar uma misteriosa banda inglesa dos anos oitenta chamada Shriekback. Formados desde 1981 por Barry Andrews, Dave Allen e Carl Marsh, que tiveram passagens pelos XTC ou Gang of Four, a sua música teve algum sucesso nas pistas de dança com temas potentes como “My Spine (Is the Bass Line)” ou “Nemesis”. Contudo, sempre que ouvimos o nome Shriekback a recordação só pode ser uma: as canções “This Big Hush” e “Fadded Flowers”, uma a seguir à outra e que não podiam, nem deviam, ser ouvidas separadamente. Incluídas no álbum “Oil & Gold” de 1985, o primeiro onde o careca Barry Andrews assumiu as vocalizações e o único que conhecemos detalhadamente, estes temas passavam amiúde e desta maneira no saudoso “Som da Frente” do António Sérgio. Fizeram parte, durante muito tempo, das escolhas do mestre e dos ouvintes na chamada “Lista Rebelde” do tal programa, mas não era difícil ouvi-las em casa de amigos ou em cassetes gravadas. Foram, com toda a certeza, dos temas mais solicitados por amigos de liceu e de voleibol, tendo sido às dezenas os pedidos de reproduções e gravações a partir do vinil que pacientemente tivemos que efectuar em casa do amigo Zé Carlos ali em Campanhã! Curiosamente, estas duas pérolas não foram editadas como singles de um álbum com alguns desequilíbrios e cujas escolhas viriam a ser o já referido “Nemesis” e “Fish Below the Ice". Ainda agora, numa procura no Youtube e apesar de existirem alguns vídeos ao vivo da banda retirados de uma edição antiga em VHS, as tais canções raramente são referenciadas e são quase nulos os videos disponíveis. Os Shriekback separar-se-iam em 1988 e depois de algumas reformulações, ainda andam por aí. Contudo, a magia, mistério e beleza daqueles dois pedaços de dark pop (We had some good machines/ but they don't work no more/ I loved you once don't love you anymore) são atributos que muito dificilmente se repetirão. Memorável!
Faded Flowers
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
CLÁSSICO #19

XTC – Generals & Majors
Os ingleses XTC, apesar de alguns êxitos, nunca tiveram o reconhecimento que mereciam. Do génio de Andy Partridge sairam temas brilhantes como “Making Plans for Nigel”, “Senses Working Overtime” ou este inesquecível “Generals & Majors” de 1980. No video, um dos generais é precisamente Sir Richard Branson, dono da Virgin Records, label para a qual a banda gravava e que faz aqui uma perninha promocional tão ao seu gosto. Ao ritmo de um hit-single por álbum, os XTC haveriam de parar de tocar ao vivo por esgotamento de Partridge a que se acrescenta alguma dependência de medicamentos e problemas familiares. No entanto e como banda de estúdio, os XTC teriam arrojo e destreza para mais meia dúzia de discos, destacando-se “Oranges & Lemons” de 1989 e um outro memorável tema chamado “King for a Day”. Uma banda a redescobrir, autores de algumas daquelas canções que tornam qualquer pista de dança em três minutos de extâse! É claro que em Portugal este “Generals & Majors” foi, na altura, nº1 no top do “Rock em Stock”. Que saudades... do assobio!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
CLÁSSICO #18

THE THE - Uncertain Smile
Este tema mítico de Matt Johnson está no segundo disco dos TheThe chamado “Soul Mining” e do qual consta ainda um outro clássico – “This is the Day”, canção obrigatória em qualquer sessão nocturna portuense na década de oitenta, particularmente no Bateau de Leça! O disco, onde colaboravam elementos dos Orange Juice, Jools Hoolland e até Tomas Leer, foi lançado em 1983 e o inesquecível desenho da capa de Andy Johnson, irmão de Matt, torna-o facilmente identificável em inúmeras colecções da nossa geração. O tema “Uncertain Smile” foi sempre a canção da nossa preferência, seja por aquele começo em loop, seja pela fabulosa letra, onde está a frase memorável “I've got you under my skin where the rain can't get in”...
Depois de “Infected” em 1986, Matt Johson juntar-se-ia a Johnny Marr dos Smiths e a Sinned O’Connor, produzindo em 1989 o álbum “Mind Bomb” e onde estava outra grande tema pop – “The Beat(en) Generation”. Nessa altura, vieram finalmente a Portugal e o antigo Pavilhão da Antas recebeu, num dia quente de Julho de 1989, o primeiro espectáculo da digressão, onde Jonnhy Marr também se estreava. Muita da multidão presente nas Antas estava lá para o ver, numa demonstração clara do imenso culto que os Smiths tinham por cá. Em 1993 surgiria “Dusk” (com “Slow Emotion Replay" outra grande canção…) e em 1995 um álbum dedicado a Hank Williams (“Hanky Panky”). Em 2000 ainda emergiram com “Naked Self”, um disco complexo, negro e, apesar das más criticas, um grande álbum. Uma coisa é certa, porque raio não temos nós nada dos TheThe no Ipod? Indesculpável…
TheThe – Uncertain Smile (live 1992)
quinta-feira, 20 de março de 2008

CLÁSSICO #17
JOE JACKSON – It’s Different for Girls
O tema está no segundo disco de Joe Jackson “I’m the man” de 1979, mas lá por casa rodava no meio de uma daquelas colectâneas gravadas em cassete. Um dos lados reunia clássicos como “Look Sharp”, “Is She Really Going Out with Him?" ou ”Steppin Out” e no outro era vez de Elvis Costello. Curiosamente estes dois nomes da pop inglesa sempre andaram juntos nas nossas referências musicais muito à custa da tal cassete.... A última vez que ouvimos falar de Joe Jackson foi a propósito do single de Susanne Vega “Left of Center” da banda sonora de Pretty in Pink e onde tocava, obviamente, piano. Já esteve diversas vezes em Portugal mas, inexplicavelmente, nunca assistimos a nenhum dos seus concertos. Um deles, no Dramático de Cascais em 1980, parece ter sido mítico! O tema clássico que escolhemos “It’s different for girls” tem aquela aura intocável da new wave mas o baixo que o rodeia acrescenta-lhe uma camada protectora surpreendente e brilhante. Não é um direct hit, mas há que o ouvir muitas vezes para se tornar eterno. Joe Jackson, is the Man, com especial dedicatória para a aniversariante Cris (bem sei que, às tantas, gostas mais do Look Sharp). Whatever…
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

CLASSICO # 16
FLEETWOOD MAC – Gypsy (1982)
Sem razão aparente, voltamos durante o fim de semana passado ao disco vinil “Rumours” (1977) dos Fleetwood Mac e... que saudades. Aproveitando a onda, fomos confirmar quais os singles da banda que estavam lá por casa e no lado B de “Coolwater” (curiosamente, um tema que não está no disco) lá estava a canção! Durante os anos oitenta toda gente dita “alternativa” fugia a sete pés dos Fleetwood Mac muito por culpa da bem sucedida carreira a solo de Stevie Nicks e, certamente, pelo enorme sucesso do álbum “Tango in the Night” (1987) e dos singles “Little Lies” e “Seven Wonders”. Para trás ficava esquecido o disco “Mirage” de 1982 onde este “Gypsy” repousa. Agora que os Fleetwood Mac são citados como influentes por gente como os Radiohead ou os novatos Cut Copy, soube mesmo muito bem ouvir para aí uma meia dúzia de vezes este “guilty pleasure” e o eterno verso inicial “So I'm back, to the velvet underground”...
FLEETWOOD MAC – Gypsy (1982)
Sem razão aparente, voltamos durante o fim de semana passado ao disco vinil “Rumours” (1977) dos Fleetwood Mac e... que saudades. Aproveitando a onda, fomos confirmar quais os singles da banda que estavam lá por casa e no lado B de “Coolwater” (curiosamente, um tema que não está no disco) lá estava a canção! Durante os anos oitenta toda gente dita “alternativa” fugia a sete pés dos Fleetwood Mac muito por culpa da bem sucedida carreira a solo de Stevie Nicks e, certamente, pelo enorme sucesso do álbum “Tango in the Night” (1987) e dos singles “Little Lies” e “Seven Wonders”. Para trás ficava esquecido o disco “Mirage” de 1982 onde este “Gypsy” repousa. Agora que os Fleetwood Mac são citados como influentes por gente como os Radiohead ou os novatos Cut Copy, soube mesmo muito bem ouvir para aí uma meia dúzia de vezes este “guilty pleasure” e o eterno verso inicial “So I'm back, to the velvet underground”...
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

CLÁSSICO # 15
SOFT CELL – SEX DWARF
Do álbum “Non Stop Erotic Cabaret” de 1981 dos Soft Cell todos conhecemos “Tainted Love”, uma versão de um tema de Gloria Jones de 1964. O disco construído à volta do sexo, erotismo e excesso foi acompanhado, na altura, com a saida de um video chamado "Non-Stop Exotic Video Show" com pequenos filmes dirigidos por Tim Pope, um (outro) icon dos oitenta. A polémica estalou precisamente sobre o filme do tema “Sex Dwarf” onde Marc Almond e David Ball apareciam rodeados de personagens despidos e, obviamente, anões em vestimentas arriscadas... Uma nova versão light haveria de ser gravada com Almond no papel de maestro dirigindo uma orquestra de anões! Tudo isto pode ser (re)visto no DVD editado em 2006 que recupera a versão original. Agora e tendo escutado o tema em ambiente electro-festivo de passagem de ano e também dedicado ao AntóNIo Lima que fez anos ontem (ninguém escapa..), aqui fica uma versão live já que o tal video polémico ainda não circula na rede...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

CLÁSSICO # 14
JONI MITCHEL – River
(1971)
Sempre que o Natal se aproxima e a “loucura” comercial se torna insustentável, lembramo-nos desta música. Não somos conhecedores especializados na obra, já longa, de Joni Mitchel, mas o álbum “Blue” (1971) é, com toda a certeza, um dos nossos favoritos de sempre, muito à custa deste tema dito natalício. Reparem na acutilância:
Its coming on christmas
Theyre cutting down trees
They're putting up reindeer
And singing songs of joy and peace
Oh I wish I had a river
I could skate away on
But it dont snow here
It stays pretty green
Im going to make a lot of money
Then Im going to quit this crazy scene
I wish I had a river
I could skate away on
Nota-se o desapontamento perante “este” Natal que dá vontade de deslargar (“To quit this crazy scene”) e “fugir” ou regressar para outros Natais (“I wish a had a river / I could Skate on”). A voz inesquecível de Mitchell e quele piano que percorre a canção na totalidade fazem deste tema um clássico insubstituível e uma das melhores canções de sempre. Depois de cinco anos sem gravar, Mitchell regressou este ano aos discos com o também brilhante “Shine”, onde se repete a melancolia e intimidade. Ainda sobre “River” é curioso que, pela negatividade e tristeza, são raras as compilações natalícias que o seleccionam... Talvez porque, afinal, esta não seja uma canção de Natal! Não descobrimos um video oficial ou com uma interpretação da cantora, por isso aqui fica o menos mau, uma montagem com imagens de patinagem artística...
terça-feira, 13 de novembro de 2007

CLÁSSICO #13
THE LIGHTNING SEEDS – Pure
(1989)
Apesar do enorme talento para construir pérolas pop, Ian Broudie foi sempre um músico esquecido e seus The Lightning Seeds não passaram de um fenómeno tipicamente inglês. Em 1989 com o álbum “Cloudcukooland” o êxito parece despertar imparavelmente. No disco estavam “Pure” (aquele riff new order lá no meio é inesquecível) e “All I Want”, dois hinos pop eternos a que se seguiriam, já em plenos anos 90, inúmeros outros “clássicos”: "Sense", "Lucky you", "Change" ou "Perfect", singles com capas e design apelativos e que, na medida do possível, acabamos por coleccionar (bons tempos os da Virgin no Via Catarina...). Seria, no entanto, com o hino para a selecção inglesa de futebol do Euro96 que os Lightning Seeds subiriam pela primeira vez ao nº 1 do top britânico com “Three Lions”... Broundie, um produtor classificado, mexeu os cordelinhos para gente tão diversa como Frazier Chorus, Icicle Works, The Coral, Echo & The Bunnymen, The Fall, Zutons, etc., tendo em 2004 lançado o seu primeiro disco a solo chamado “Tales Told”. Aclamado pelos fãs e pela crítica, infelizmente, nunca lhe deitamos a mão e o ouvido...
THE LIGHTNING SEEDS – Pure
(1989)
Apesar do enorme talento para construir pérolas pop, Ian Broudie foi sempre um músico esquecido e seus The Lightning Seeds não passaram de um fenómeno tipicamente inglês. Em 1989 com o álbum “Cloudcukooland” o êxito parece despertar imparavelmente. No disco estavam “Pure” (aquele riff new order lá no meio é inesquecível) e “All I Want”, dois hinos pop eternos a que se seguiriam, já em plenos anos 90, inúmeros outros “clássicos”: "Sense", "Lucky you", "Change" ou "Perfect", singles com capas e design apelativos e que, na medida do possível, acabamos por coleccionar (bons tempos os da Virgin no Via Catarina...). Seria, no entanto, com o hino para a selecção inglesa de futebol do Euro96 que os Lightning Seeds subiriam pela primeira vez ao nº 1 do top britânico com “Three Lions”... Broundie, um produtor classificado, mexeu os cordelinhos para gente tão diversa como Frazier Chorus, Icicle Works, The Coral, Echo & The Bunnymen, The Fall, Zutons, etc., tendo em 2004 lançado o seu primeiro disco a solo chamado “Tales Told”. Aclamado pelos fãs e pela crítica, infelizmente, nunca lhe deitamos a mão e o ouvido...
terça-feira, 25 de setembro de 2007

CLÁSSICO #12
THE POLICE - Message in a Bottle
Não podíamos deixar passar despercebida a passagem da polícia por Portugal. A primeira música que nos chegou ou ouvido foi certamente “Message in a Bottle”. Estaríamos para aí em 1980 e os bailaricos de turma no Rainha Santa nos anos seguintes não dispensavam a sua passagem entre o “Enola Gay” e o “Back in Black” dos eternos AC/DC... O single vinil está lá no meio de outros tantos mas não foi comprado na altura. Aliás, os Police sempre nos passaram um bocadinho ao lado e, muito sinceramente, não prestamos atenção nenhuma ao concerto de Lisboa em 1980, tal como agora nos causa indiferença o de hoje. Preferimos ficar com aquele gostinho bom sobre um grupo com grandes temas (Walking on the Moon, Roxanne, Do do do, da da da, etc.) mas do qual, via carreira a solo de Sting, nos distanciamos estrategicamente!
Não podíamos deixar passar despercebida a passagem da polícia por Portugal. A primeira música que nos chegou ou ouvido foi certamente “Message in a Bottle”. Estaríamos para aí em 1980 e os bailaricos de turma no Rainha Santa nos anos seguintes não dispensavam a sua passagem entre o “Enola Gay” e o “Back in Black” dos eternos AC/DC... O single vinil está lá no meio de outros tantos mas não foi comprado na altura. Aliás, os Police sempre nos passaram um bocadinho ao lado e, muito sinceramente, não prestamos atenção nenhuma ao concerto de Lisboa em 1980, tal como agora nos causa indiferença o de hoje. Preferimos ficar com aquele gostinho bom sobre um grupo com grandes temas (Walking on the Moon, Roxanne, Do do do, da da da, etc.) mas do qual, via carreira a solo de Sting, nos distanciamos estrategicamente!
terça-feira, 12 de junho de 2007

CLÁSSICO #11
Na sequência do desabafo das Lunaridades, aqui fica este verdadeiro clássico oitenta, menos conhecido que o eterno “Video Killed the Radio Star”. Os Buggles eram Geoff Downes e Trevor Horn e o disco “Age of Plastic”, de 1980, era uma daquelas obras conceptuais sobre as mudanças técnológicas e o seus efeitos no mundo. Horn viria depois a ser fulcral como produtor de alguns icons pop como os ABC, os Frankie Goes to Hollywood e os saudosos Art of Noise.
Neste single canta-se:
Living in the ...
Na sequência do desabafo das Lunaridades, aqui fica este verdadeiro clássico oitenta, menos conhecido que o eterno “Video Killed the Radio Star”. Os Buggles eram Geoff Downes e Trevor Horn e o disco “Age of Plastic”, de 1980, era uma daquelas obras conceptuais sobre as mudanças técnológicas e o seus efeitos no mundo. Horn viria depois a ser fulcral como produtor de alguns icons pop como os ABC, os Frankie Goes to Hollywood e os saudosos Art of Noise.
Neste single canta-se:
Living in the ...
Living in the plastic age
Looking only half my age
Hello doctor lift my face
Premonição?
Buggles – Living in the plastic age
sexta-feira, 4 de maio de 2007

CLÁSSICO # 10
The Passions
The Passions
I’m in love with a german film star
Às voltas com os vinis lá de casa (re)encontramos o disco cuja capa reproduzimos acima. Dos Passions não fazíamos nenhuma ideia quantos eram, de onde vieram, que aparência tinham ou quantos discos fizeram. Nada. A única coisa que nos lembramos é deste tema, da sua insistência para aí em 1981/82 no Som da Frente do António Sérgio, e da letra curta e misteriosa, em loop:
I'm in love with a German film star/I once saw in a movie /Playing the part of a real troublemaker /But I didn't care / It really moved me, it really moved me
Às voltas com os vinis lá de casa (re)encontramos o disco cuja capa reproduzimos acima. Dos Passions não fazíamos nenhuma ideia quantos eram, de onde vieram, que aparência tinham ou quantos discos fizeram. Nada. A única coisa que nos lembramos é deste tema, da sua insistência para aí em 1981/82 no Som da Frente do António Sérgio, e da letra curta e misteriosa, em loop:
I'm in love with a German film star/I once saw in a movie /Playing the part of a real troublemaker /But I didn't care / It really moved me, it really moved me
I'm in love with a German film star / I once saw in a bar /Sitting in a corner in imperfect clothes /Trying not to pose /For the cameras and the girls / It's a glamorous world
Obviamente que não resistimos e tocamos o vinil. Só reconhecemos esta música e o resto da álbum ouvimos como pela primeira vez. One hit wonder? Este é o exemplo perfeito. O tema foi novamente lançado no final de 2006 como single digital só em versão descarregável. São os sinais do tempo! Se alguém tiver por aí o single em vinil, compramos...
Obviamente que não resistimos e tocamos o vinil. Só reconhecemos esta música e o resto da álbum ouvimos como pela primeira vez. One hit wonder? Este é o exemplo perfeito. O tema foi novamente lançado no final de 2006 como single digital só em versão descarregável. São os sinais do tempo! Se alguém tiver por aí o single em vinil, compramos...
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