Ficamos particularmente contentes com os primeiros nomes para o próximo NOS Alive lisboeta! Achamos até que o cartaz se começa a aproximar do imbatível e agora só falta juntar outros fenómenos aos de Taylor Swift e de uma tal Billie Eillish para que perigos maiores se afastem do nosso Parque da Cidade. Cruzes! Ainda não totalmente descansados, continuamos a ter, pelo menos para já, um pavimento muito mais natural para dançar. Uh, uh, uh, uh, uh...
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sexta-feira, 27 de setembro de 2019
terça-feira, 24 de setembro de 2019
BAL, BAL, BALTHAZAR!
Memorável o genérico dos desenhos animados do Professor Baltazar que, em miúdo, nos prendiam à televisão a preto-e-branco! É sempre dessa pequena canção que nos lembramos quando o nome da banda belga Balthazar reaparece em forma de grandes canções, uma consistência a que nos habituamos desde "Rats", um segundo álbum que lhes deu asas a partir de 2012.
O mais recente disco "Fever", o tal de capa icónica pela fotografia de uma matilha de cães selvagens africanos, está outra vez pleno de hinos de injecção dançável, uma agitação que perece ter contagiado a plateia de Paredes de Coura em Agosto passado. Já se sabia que viriam ao SuperBock em Stock lisboeta a 23 de Novembro repetir a boa vibração e agora sabe-se que também chegarão ao Porto no dia seguinte para um concerto no Hard Club. Bilhetes já disponíveis. Bal, Bal...
domingo, 22 de setembro de 2019
BILL CALLAHAN, SUSPIRANDO!
Ainda e sempre à espera de uma sagrada aproximação do venerável pastor Bill Callahan a um qualquer santuário purificador, aqui fica um paliativo para ir preparando a suspirada comunhão...
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
OUTONO/INVERNO: COLHEITA 2019!
Mesmo sem saber se e como nos vamos sentar por Braga, de quais os eventos apetecíveis para a mensalidade natalícia ou de muitos outros que continuam estranhamente por divulgar, aqui fica uma sugestiva e seleccionada colheita de concertos para os próximos dois meses. Como não temos dotes de ubiquidade, telecinesia ou multiplicação de euros, o melhor é mesmo ficar por aqui...
. LUBOMYR MELNYK
Culturgest, Lisboa, Quarta, 2 de Outubro (14€)
Culturgest, Lisboa, Quarta, 2 de Outubro (14€)
. KEIJI HAINO
Serralves, Porto, Quinta, 3 de Outubro (7€)
. NORBERTO LOBO
Assoc. da Pasteleira Torres Vermelhas, Porto, Sexta, 4 de Outubro (gratuito)
. JOZEF VAN WISSEM. NORBERTO LOBO
Assoc. da Pasteleira Torres Vermelhas, Porto, Sexta, 4 de Outubro (gratuito)
Teatro Rivoli, Porto, Understage, Sexta, 4 de Outubro (7€)
. GHOSTLY KISSES
Hardclub, Porto, Quinta, 10 de Outubro (20€)
. GHOSTLY KISSES
Hardclub, Porto, Quinta, 10 de Outubro (20€)
. THALIA ZADEK
Plano B, Porto, Sexta, 11 de Outubro (8€)
. EMMA RUTH RUNDLE
Hard Club, Porto, Amplifest, Sábado, 12 de Outubro (?)
. JAY-JAY JOHANSON
Auditório de Espinho, Sábado, 12 de Outubro (10€)
. THE ART ENSEMBLE OF CHICAGO
Casa da Música, Porto, Outono em Jazz, Terça, 15 de Outubro (20€)
. THE COMET IS COMING. JAY-JAY JOHANSON
Auditório de Espinho, Sábado, 12 de Outubro (10€)
. THE ART ENSEMBLE OF CHICAGO
Casa da Música, Porto, Outono em Jazz, Terça, 15 de Outubro (20€)
Hard Club, Porto, Quarta, 16 de Outubro (20€)
. SEBADOH
La Iguana, Vigo, Quarta, 16 de Outubro (17€)
. JULIE DOIRON
Radar Estudios, Vigo, Quinta, 17 de Outubro (14€)
. EFTERKLANG
Hard Club, Porto, Quinta, 24 de Outubro (25€)
. KELSEY LU
Musicbox, Lisboa, Quinta, 24 de Outubro (12€)
. JESSICA PRATT
Musicbox, Lisboa, Terça, 29 de Outubro (17€)
. HEAVY LUNGS
Festival Mucho Flow, Guimarães, Sexta, 1 de Novembro (?)
. MARK GUILIANA
Casa da Música, Porto, Outono em Jazz, Segunda, 4 de Novembro (18€)
. WEYES BLOOD
GNRation, Braga, Terça, 5 de Novembro (12€)
. BELLE & SEBASTIAN
Aula Magna, Lisboa, Quarta, 6 de Novembro (24€)
. PRIMAL SCREAM
Hard Club, Porto, Quarta, 6 de Novembro (35€)
. CHARLES LLOYD
CCVila Flor, Guimarães Jazz, Quinta, 7 de Novembro (15€)
. CASS McCOMBS
Auditório CCOP, Porto, Quinta, 7 de Novembro (15€)
. WILLIAM TYLER
Auditório de Espinho, Sexta, 8 de Novembro (8€)
. THE DIVINE COMEDY
Theatro Circo, Braga, Sábado, 9 de Novembro (32€)
. VIJAY IYER AND CRAIG TABORN
CCVila Flor, Guimarães Jazz, Sábado, 9 de Novembro (15€)
. GODSPEED YOU! BLACK EMPEROR
Hard Club, Porto, Domingo, 10 de Novembro (30€)
. JOE LOVANO TAPESTRY TRIO
CCVila Flor, Guimarães Jazz, Quarta, 13 de Novembro (15€)
. HOLLY HERNDON
Culturgest, Lisboa, Quinta, 14 de Novembro (16€). JONATHAN WILSON
Theatro Circo, Braga, FPGSentada, Sexta, 15 de Novembro (?)
. JOAN AS POLICE WOMAN
Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima, Sábado, 16 de Novembro (?)
. ROBERT FORSTER
Passos Manuel, Porto, Sexta, 22 de Novembro (15€)
. THE MOUNTAIN GOATS
Cafe & Pop Torgal, Ourense, Sábado, 23 de Novembro (15€)
. AMANDA PALMER
Theatro Circo, Braga, Domingo, 24 de Novembro (20/25€)
. JOSH ROUSE
Hard Club, Porto, Quinta, 28 de Novembro (20€)
COURTNEY MARIE ANDREWS, Auditório CCOP, Porto, 15 de Setembro de 2019
Já lá vão cinco anos sobre uma noite galega onde uma jovial Courtney Marie Andrews nos apareceu à frente para nos encantar sem piedade. Apesar de algum nervosismo, a voz e a beleza das canções passaram a merecer desde então a nossa particular atenção em discos de qualidade extrema a que muitos chamam country mas que, facilmente, ultrapassa essa ou outras etiquetas de género.
A estreia no Porto só veio confirmar o perfume de talento que há muito exala das suas canções, uma fragrância já longínqua para quem começou na adolescência a tentar a vida artística como suporte do dia-a-dia mas que, não o conseguindo, a projectou para diversos empregos e experiências, um mundo americano de proximidade inspirador de muitas dos seus temas como "How Quickly Your Heart Mends", o espelho de "muita vida" como bartender e que podemos confirmar em imagens na ternura do respectivo video...
Ao contrário da afronta política e social dos últimos tempos, foi uma América positiva e solidária que pairou na penumbra da sala e que se desfez pela claridade dos temas de voz fascinante, acelerando cenários, sons e paisagens saídos de um qualquer auto-rádio instalado num enorme convertível a caminho do mar. Era essa a travessia americana que sonhamos há muito realizar mas que nunca sequer planeamos a não ser no suporte e fundo musical que teria em Andrews a eleição perfeita. Valha-nos que, à sua custa e durante mais de uma hora, viajámos por lá sorridentes e de bom grado sem sair sequer do lugar!
A estreia no Porto só veio confirmar o perfume de talento que há muito exala das suas canções, uma fragrância já longínqua para quem começou na adolescência a tentar a vida artística como suporte do dia-a-dia mas que, não o conseguindo, a projectou para diversos empregos e experiências, um mundo americano de proximidade inspirador de muitas dos seus temas como "How Quickly Your Heart Mends", o espelho de "muita vida" como bartender e que podemos confirmar em imagens na ternura do respectivo video...
Ao contrário da afronta política e social dos últimos tempos, foi uma América positiva e solidária que pairou na penumbra da sala e que se desfez pela claridade dos temas de voz fascinante, acelerando cenários, sons e paisagens saídos de um qualquer auto-rádio instalado num enorme convertível a caminho do mar. Era essa a travessia americana que sonhamos há muito realizar mas que nunca sequer planeamos a não ser no suporte e fundo musical que teria em Andrews a eleição perfeita. Valha-nos que, à sua custa e durante mais de uma hora, viajámos por lá sorridentes e de bom grado sem sair sequer do lugar!
sábado, 14 de setembro de 2019
DRAHLA, Plano B, Porto, 12 de Setembro de 2019
O disco de estreia dos Drahla, banda de Leeds que não brinca em serviço quanto ao legado pós-punk que os Sonic Youth ou os Wire semearam sem pousio, segue todas as instruções que essa recreação sonora foi reinventando. As canções, como já foi sugerido, percorrem os tradicionais elementos instrumentais de baixo vincado a comandar a guitarra e a puxar a bateria que se reorganizam em novos padrões ao jeito de um jogo de Tetris mas há, contudo, um pormenor infeccioso que advêm do uso de um saxofone em alguns temas a cargo de um tal Chris Duffin, tornando a dose anda mais saborosa e suculenta tal como acontece no recomendado disco new wave dos French Vanilla.
Ao vivo, no recanto portuense perante meia centena de curiosos, desse toque soprado não se ouviu sequer um laivo e o trio assentou a apresentação na tal receita habitual mas cuja qualidade de execução nos surpreendeu pela excelência de atributo, entrega e competência talvez fruto de alguns anos de muita estrada e boas companhias como os Ought ou os Metz. Pena alguma frieza da plateia, pouco reactiva e algo frouxa, surpreendida pelo vigor e poderio de um som pleno e bem calibrado que durou quarenta e cinco bons e intensos minutos. Zás, voos mais altos se adivinham para os Drahla e que bem os merecem!
Ao vivo, no recanto portuense perante meia centena de curiosos, desse toque soprado não se ouviu sequer um laivo e o trio assentou a apresentação na tal receita habitual mas cuja qualidade de execução nos surpreendeu pela excelência de atributo, entrega e competência talvez fruto de alguns anos de muita estrada e boas companhias como os Ought ou os Metz. Pena alguma frieza da plateia, pouco reactiva e algo frouxa, surpreendida pelo vigor e poderio de um som pleno e bem calibrado que durou quarenta e cinco bons e intensos minutos. Zás, voos mais altos se adivinham para os Drahla e que bem os merecem!
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
HAND HABITS JUNTA-SE A ANGEL OLSEN!
O telefonema de um amigo atento que ainda não se apressou na aquisição de bilhete para o concerto de Angel Olsen no Porto em 24 de Janeiro próximo trazia a boa-nova - nas primeiras partes de todas as quase vinte datas programadas para Europa e que servem de apresentação do novo álbum "All Mirrors" a sair em Outubro, teremos o previlégio de ver e ouvir o projecto Hand Habbits a cargo da guitarrista Meg Duffy! A parceria repete uma digressão realizada por algumas cidades americanas em 2018 em que ambas se apresentaram sozinhas.
Este dois em um quase milagroso servirá assim também para a estreia em palcos nacionais de um conjunto maravilhoso de canções que preenche todo o álbum "placeholder" já por aqui merecidamente destacado, uma torrente talentosa que nos habituamos a ver ao vivo ao lado de Kevin Morby e em discos de William Tyer ou Weyes Blood. Adivinha-se, obviamente, um qualquer dueto ao longo de tamanho e prometedor serão...
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
KEVIN MORBY, UM FILME DE OMG!
Disponível desde meados de Agosto no imenso tubo colectivo, os trinta minutos de "Oh My God" em filme merecem uma visualização pausada e, que se aconselha, despreocupada.
A tenacidade de Kevin Morby em conceber um acompanhamento visual para o trabalho deste ano com o mesmo nome funciona como um delírio criativo de pitada psicadélica alusiva, tal como o disco, à religião e às suas implicações metafísicas ou até filosóficas. Registado em Kansas City pelo amigo realizador Christopher Good e não God, foi com ele que escreveu um guião fantasioso que preenche de imagens algumas das grandes canções do álbum mas onde submergem situações e cenas de vincada e salutar alucinação como o diálogo fascinante com uma empregada de bar!
Resumindo, um projecto arriscado e certamente inspirador mas que deve ter custado uma pipa de massa, tanta de que até nem o site oficial escapou à cativação!
O músico tem regresso marcado a Portugal para 23 de Novembro, sábado, no Super Bock Em Stock lisboeta mas suspeitamos que ainda haverá tempo, nos dias a seguir, para um salto à amada cidade do Porto, tal como prometido em Julho passado!
A tenacidade de Kevin Morby em conceber um acompanhamento visual para o trabalho deste ano com o mesmo nome funciona como um delírio criativo de pitada psicadélica alusiva, tal como o disco, à religião e às suas implicações metafísicas ou até filosóficas. Registado em Kansas City pelo amigo realizador Christopher Good e não God, foi com ele que escreveu um guião fantasioso que preenche de imagens algumas das grandes canções do álbum mas onde submergem situações e cenas de vincada e salutar alucinação como o diálogo fascinante com uma empregada de bar!
Resumindo, um projecto arriscado e certamente inspirador mas que deve ter custado uma pipa de massa, tanta de que até nem o site oficial escapou à cativação!
O músico tem regresso marcado a Portugal para 23 de Novembro, sábado, no Super Bock Em Stock lisboeta mas suspeitamos que ainda haverá tempo, nos dias a seguir, para um salto à amada cidade do Porto, tal como prometido em Julho passado!
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
TINY RUINS, UM CHAMAMENTO!
Caros e prezados promotores abençoados,
Tem esta casa primado por manter segredo quanto ao efeito das canções da menina Hollie Fullbrook aka Tiny Ruins. Estávamos a brincar. Queremos que a habituação de origem nos antípodas neozelandeses se espalhe sem contemplações por entre almas sensíveis e bondosas como quase todas as que se sentam no escuro dos vossos teatros, salas ou auditórios e que têm, certamente, o gosto e prazer em acolher e bem receber.
É certo que também temos a Jacklin, a Bedouine, a Tomberlain, a Pratt ou a Russack mas atendendo à dependência emitida pelo último disco "Olympic Girls", aqui fica o apelo para que, mesmo não desprezando uma qualquer oportunidade para fazer chegar perto alguma dessas feiticeiras, não se distraiam nos chamamentos logo agora que a menina Hollie tem uma rara digressão a solo no Outono marcada para a Europa que só termina em meados de Novembro.
Bem hajam!
Assinado,
Um depedente desesperado
terça-feira, 10 de setembro de 2019
HOLLY MIRANDA, Festival Manta, C. C. Vila Flor, Guimarães, 7 de Setembro de 2019
Não há fome que não dê em fartura! Se Holly Miranda era até há pouco mais de um ano uma artista que perecia distante do norte do país, desde a sua estreia no Hard Club em Novembro passado que a curiosidade e atenção sobre as suas canções cresceu a olhos vistos, sendo esta dádiva do Manta a oportunidade para o culto se confirmar e alastrar.
Em sessenta minutos, só houve tempo para três originais, um deles inédito e posicional em relação à política norte-americana ("Exile in Alicante"), já que a bem disposta Miranda decidiu descomprimir de um outro concerto na mesma tarde por Espanha ao alinhar um série de dez versões distintas e poderosas! Queixou-se da voz, alérgica a um qualquer gramínea galega, mas não notamos o defeito já que a continua catadupa de covers recebeu um exemplar tratamento e afago quer ao piano quer à guitarra, uma invejável colecção que dispensou Jeff Buckley mas triplicou no songbook de Cohen, entre George Harrison, Sam Cooke, Van Morrison, Irving Berlin, Springsteen, Nina Simone e, caramba, Portished! Só faltou, diríamos, o "Under a Blanket of Blue" do Sinatra... Obrigato!
Em sessenta minutos, só houve tempo para três originais, um deles inédito e posicional em relação à política norte-americana ("Exile in Alicante"), já que a bem disposta Miranda decidiu descomprimir de um outro concerto na mesma tarde por Espanha ao alinhar um série de dez versões distintas e poderosas! Queixou-se da voz, alérgica a um qualquer gramínea galega, mas não notamos o defeito já que a continua catadupa de covers recebeu um exemplar tratamento e afago quer ao piano quer à guitarra, uma invejável colecção que dispensou Jeff Buckley mas triplicou no songbook de Cohen, entre George Harrison, Sam Cooke, Van Morrison, Irving Berlin, Springsteen, Nina Simone e, caramba, Portished! Só faltou, diríamos, o "Under a Blanket of Blue" do Sinatra... Obrigato!
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
O BOM, O MAU E O AZEVEDO + JP SIMÕES/BLOOM, Piquenique Dançante Sobre a Relva, Casa da Artes, Porto, 7 de Setembro de 2019
Como cantava Lou Reed, o dia era perfeito para um copo de sangria pelo parque, neste caso, o frondoso jardim da Casa das Artes. A oferta de bebidas era diversa e o ambiente descontraído, um misto de passeio de pais e filhos ou amigos em fim ou início de férias e um encontro informal de músicos e outros artistas, todos a pôr a conversa e as brincadeiras em dia sem pressões desde que houvesse música de fundo e sombra para juntar cerveja ou chá gelado aos snacks trazidos de casa.
No palco, quando chegamos, soava um género de surf-rock de guitarrada vincada quase em jeito de homenagem ao pioneiro Dick Dale, falecido este ano mas eternizado em "Pulp Fiction". A receita vintage a cargo de O Bom, O Mau e o Azevedo nada tem de novo ou moderno e ainda bem já que o quarteto do Porto pretende recriar-se sem sacrilégios no género e, nesse sentido, quer os originais apresentados quer a triologia de versões com que finalizaram a subida ao palco funcionaram na perfeição para ajudar a abanar a ramagem e disfarçar o calor. Só faltou o barulho das ondas!
Já lá vão três anos desde que JP Simões criou o alter ego Bloom para percorrer canções originais cantadas em língua inglesa incluídos no disco "Tremble Like A Flower". É a guitarra, contudo, que continua a comandar uma composição mais despida mas notoriamente mais exuberante na atitude e animação, um género pop experimental que inclui até caixa de beats e camadas sobrepostas de acordes. Mantêm-se, claro, as histórias entre canções, os sarcasmos e as larachas que fazem sempre falta e que, desta vez, tornearam sorrisos entre cigarros sobre participações chuvosas em festivais brasileiros ou encomendas de outros concursos como o do Festival da Canção tuga para o qual escreveu e cantou "Alvoroço", um género de repto transformado em desabafo... que não tem cales é preciso cantar, sempre!
Entre subidas e descidas do palco, coube ao David Freitas animar as hostes com as suas curtas mas animadas versões pimba de imediata replicação colectiva a que ninguém resiste ou não fossem José Malhoa ou Marco Paulo verdadeiros monumentos de imaterialidade. O momento serviu ainda para, mais a sério, promover o seu projecto Ambulance For Hearts que visa levar até a um orfanato da Guiné Bissau um carregamento generoso de leite de substituição materno. Toca a divulgar e/ou ajudar!
No palco, quando chegamos, soava um género de surf-rock de guitarrada vincada quase em jeito de homenagem ao pioneiro Dick Dale, falecido este ano mas eternizado em "Pulp Fiction". A receita vintage a cargo de O Bom, O Mau e o Azevedo nada tem de novo ou moderno e ainda bem já que o quarteto do Porto pretende recriar-se sem sacrilégios no género e, nesse sentido, quer os originais apresentados quer a triologia de versões com que finalizaram a subida ao palco funcionaram na perfeição para ajudar a abanar a ramagem e disfarçar o calor. Só faltou o barulho das ondas!
Já lá vão três anos desde que JP Simões criou o alter ego Bloom para percorrer canções originais cantadas em língua inglesa incluídos no disco "Tremble Like A Flower". É a guitarra, contudo, que continua a comandar uma composição mais despida mas notoriamente mais exuberante na atitude e animação, um género pop experimental que inclui até caixa de beats e camadas sobrepostas de acordes. Mantêm-se, claro, as histórias entre canções, os sarcasmos e as larachas que fazem sempre falta e que, desta vez, tornearam sorrisos entre cigarros sobre participações chuvosas em festivais brasileiros ou encomendas de outros concursos como o do Festival da Canção tuga para o qual escreveu e cantou "Alvoroço", um género de repto transformado em desabafo... que não tem cales é preciso cantar, sempre!
Entre subidas e descidas do palco, coube ao David Freitas animar as hostes com as suas curtas mas animadas versões pimba de imediata replicação colectiva a que ninguém resiste ou não fossem José Malhoa ou Marco Paulo verdadeiros monumentos de imaterialidade. O momento serviu ainda para, mais a sério, promover o seu projecto Ambulance For Hearts que visa levar até a um orfanato da Guiné Bissau um carregamento generoso de leite de substituição materno. Toca a divulgar e/ou ajudar!
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
TIM BERNARDES, O RECOMEÇO DE RECOMEÇAR!
Antecipando a digressão a solo que se aproxima de Tim Bernardes, está agora disponível uma curta metragem evocativa do álbum "Recomeçar" editado em 2017, um género de making off dirigido por André Dip e José Menezes, os mesmos que realizaram há mais de um ano o video oficial que conhecíamos dessa fabulosa canção. O hábito em divulgar os processo de criação e filmagem foi também já aplicado à sua banda O Terno, com a promoção em Julho de uma pequeno documentário sobre o álbum mais recente "atrás/além".
O novo filme, que sugere até paisagens portuguesas, foi registado em película de formatos antigos (S16 e S8) e posteriormente aprimorado digitalmente e nele podemos ainda ouvir novas versões dos temas "Não", "Pouco é Pouco" e "Calma". O novo Tim da canção brasileira regressará ao Porto no dia 23 de Setembro depois de ter passado por Loulé, Lisboa, Santarém e Aveiro, culminando a digressão em Braga dois dias depois.
O novo filme, que sugere até paisagens portuguesas, foi registado em película de formatos antigos (S16 e S8) e posteriormente aprimorado digitalmente e nele podemos ainda ouvir novas versões dos temas "Não", "Pouco é Pouco" e "Calma". O novo Tim da canção brasileira regressará ao Porto no dia 23 de Setembro depois de ter passado por Loulé, Lisboa, Santarém e Aveiro, culminando a digressão em Braga dois dias depois.
HANIA RANI, HOJE HÁ SESSÃO DE TERAPIA!
A jovem pianista polaca Hania Rani namora há muito com o piano vertical, dito de armário, com quem se arrolhou em definitivo para vida. De vez em quando ainda o troca por um mais comprido e imponente ao lado de orquestras ou quartetos de cordas mas é o conforto do primeiro amor que a inspirou no registo das suas composições plasmadas no álbum de estreia "Esja" editado este ano
na eclética Gondwana Records de Manchester ao lado, por exemplo, dos enormes Portico Qurtet.
Esses pedacinhos sonhadores já por cá tinham sido apresentados aquando da estreia por Vila Real e Portalegre no início do ano mas o regresso era inevitável e quase previsível. Hoje, na penumbra perfeita do auditório do Círculo Operário Católico, ali na rua Duque de Loulé, a sessão de terapia encantada afigura-se um momento de hipnose levitante de fazer espantar qualquer réstia de sonolência. Levem amor!
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
DEVENDRA BANHART, NOVO VOO!
Anunciam-se dois concertos de Devendra Banhart em Portugal para apresentar o novo disco "Ma", trabalho com data de saída prevista para 13 de Setembro. Como qualquer frente a frente com o artista é sempre uma experiência de intensidade compensadora, nada como repetir a viagem sonora a 15 de Fevereiro de 2020 no Hard Club e que no dia seguinte desce em vertigem até ao Capitólio lisboeta. Três dias antes de uma outra descolagem prevista para o mesmo "aeroporto" (Big Thief, 18 de Fevereiro), não arrisquem um qualquer overbook flight...
domingo, 4 de agosto de 2019
THE KVB + THE PSYCHOTIC MONKS + TOY, Festival L' Agosto, Guimarães, 2 de Agosto de 2019
As centenárias festas gualterianas que transformam Guimarães num arraial permanente no primeiro fim de semana de Agosto têm no seu programa oficial desde 2017 um evento alternativo que concorre de forma salutar com o folclore, o fado ou os grupos de bombos. Ao percorrer as ruas iluminadas e apinhadas de gente até ao Museu Alberto Sampaio, as misturas de todas estes sons como que se esvaziaram ao entrar no histórico jardim, local onde o Festival L'Agosto assentou de forma perfeita entre muralhas o seu epicentro festivo de kitsch e altaneira lagosta insuflável!
Na segunda noite deste "marisco auditivo" com uma plateia bem composta, abriram as hostilidades os The KVB, duo britânico já com diversas passagens por perto mas a que nunca demos a devida atenção. Passaram-nos de raspão há alguns anos no Parque da Cidade e, por isso, a oportunidade afigurava-se ideal para um teste mais a sério que, sem louvor, acabou por ser positivo. Não que a receita se eleve a uma primazia destacada já que a mistura de electrónica com algum psicadelismo ou até shoegaze tem outros praticantes mais abonatórios, mas o concerto acabou por funcionar como um bom carburante inicial de octana darkwave sem que, para isso, fosse preciso carregar muito no acelerador...
De França e em boa hora chegaram os The Psychotic Monks. A fama das suas frenéticas actuações ao vivo sugeria que o espaço vimaranense tinha condições ideais para pôr rapidamente o caldeirão a ferver, uma entrega que logo vingou numa energia sem freio e a roçar o descontrole. Há por aqui muito de anarquia em forma de (não) canção onde não há refrões ou outras métricas de compêndio que são esmagadas pelo rolo compressor de um colectivo sem frontman ou outro protagonista mas em que o ruído é uma fórmula claustrofóbica de agitação e intensidade. Em palco, pareceu exagerado o caos de cabos, microfones e trocas de posição a lembrar a banda de Ty Segall ou os incontornáveis Bad Seeds, e que, na penumbra obrigatória, acabou por despertar uma brilhante perplexidade e uma experiência de nos fazer encostar à parede, melhor, à muralha!
Finalmente, os Toy! Adiada, sem conta, a comparência a um concerto dos de Brighton desde o cancelamento da data no malogrado festival Indouro da Serra do Pilar em 2015, a noite confirmaria as nossas piores suspeitas - há uma banda com excelentes discos, mesmo que o último e anteontem quase esquecido "Happy in the Hollow" trilhe um novo caminho, grandes canções e bons músicos mas o modo apressado e de semblantes sério e fechado, sugeriu-nos um colectivo apressado em esgotar o tempo. Só mesmo o baixista "Panda" Barron foi disfarçando algum do marasmo mas a plateia, é certo, também não lhe concedeu muitas ovações ou vénias já que o espaço entre canções quase que não deixava ninguém respirar ou prolongar o gole na cerveja. Ou seja, a máquina estava ligada, tinha o temporizador on e mesmo com alguns desacertos instrumentais, havia que cumprir o programa definido sem desalinhos ou desvios. Cumpriram? Sim. Brilharam? Pouco.
Na segunda noite deste "marisco auditivo" com uma plateia bem composta, abriram as hostilidades os The KVB, duo britânico já com diversas passagens por perto mas a que nunca demos a devida atenção. Passaram-nos de raspão há alguns anos no Parque da Cidade e, por isso, a oportunidade afigurava-se ideal para um teste mais a sério que, sem louvor, acabou por ser positivo. Não que a receita se eleve a uma primazia destacada já que a mistura de electrónica com algum psicadelismo ou até shoegaze tem outros praticantes mais abonatórios, mas o concerto acabou por funcionar como um bom carburante inicial de octana darkwave sem que, para isso, fosse preciso carregar muito no acelerador...
De França e em boa hora chegaram os The Psychotic Monks. A fama das suas frenéticas actuações ao vivo sugeria que o espaço vimaranense tinha condições ideais para pôr rapidamente o caldeirão a ferver, uma entrega que logo vingou numa energia sem freio e a roçar o descontrole. Há por aqui muito de anarquia em forma de (não) canção onde não há refrões ou outras métricas de compêndio que são esmagadas pelo rolo compressor de um colectivo sem frontman ou outro protagonista mas em que o ruído é uma fórmula claustrofóbica de agitação e intensidade. Em palco, pareceu exagerado o caos de cabos, microfones e trocas de posição a lembrar a banda de Ty Segall ou os incontornáveis Bad Seeds, e que, na penumbra obrigatória, acabou por despertar uma brilhante perplexidade e uma experiência de nos fazer encostar à parede, melhor, à muralha!
Finalmente, os Toy! Adiada, sem conta, a comparência a um concerto dos de Brighton desde o cancelamento da data no malogrado festival Indouro da Serra do Pilar em 2015, a noite confirmaria as nossas piores suspeitas - há uma banda com excelentes discos, mesmo que o último e anteontem quase esquecido "Happy in the Hollow" trilhe um novo caminho, grandes canções e bons músicos mas o modo apressado e de semblantes sério e fechado, sugeriu-nos um colectivo apressado em esgotar o tempo. Só mesmo o baixista "Panda" Barron foi disfarçando algum do marasmo mas a plateia, é certo, também não lhe concedeu muitas ovações ou vénias já que o espaço entre canções quase que não deixava ninguém respirar ou prolongar o gole na cerveja. Ou seja, a máquina estava ligada, tinha o temporizador on e mesmo com alguns desacertos instrumentais, havia que cumprir o programa definido sem desalinhos ou desvios. Cumpriram? Sim. Brilharam? Pouco.
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
THE WEDDING PRESENT, NOVO SINGLE!
Na capa está um desenho da Apollo 8 da responsabilidade de Darren Hayman, artista multifacetado conhecido pela sua banda Hefner mas que tem também dotes de pintor como se nota na recente exposição "12 Astronauts" dedicada à chegada à lua e que também inspirou um novo álbum a solo. O original em tela, um extra que não foi seleccionado para a mostra, foi já vendido online.
Os The Wedding Presente regressam ao Norte do país para um concerto em Vilar de Mouros no dia 22 de Agosto e, às tantas, não vamos resistir...
terça-feira, 23 de julho de 2019
ERA UMA MANTA PARA HOLLY MIRANDA, PF!
A sempre apetecível edição do festival Manta no relvado do Centro Cultural Vila Flor em Guimarães já tem datas e cartaz: Bruno Pernadas será o destaque de sexta-feira, dia 6 de Setembro e a menina Holly Miranda fará o obséquio a solo no Sábado, dia 7. Em Novembro passado na Invicta foi assim...
YAMANDU COSTA & ORQUESTRA CLÁSSICA DE ESPINHO, Espinho, 20 de Julho de 2019
Foram precisas quarenta e cinco edições para a nossa estreia no conceituado festival de música clássica espinhense... em boa hora, nossa!
Habituado a experiências semelhantes em solo europeu que implicam ensaios prévios em regime acelerado, o descontraído "violonista" brasileiro Yamandu Costa teve na jovem orquestra um suporte imaculado. O propósito de evidenciar a guitarra do virtuoso pelos arranjos simples cedo prendeu a atenção de uma plateia generosa que, mesmo atravessada pela brisa fria do espaço público, não deixou de ovacionar a sucessão de partituras sinfónicas.
Jogou-se num tabuleiro cruzado de influências sul-americanas em diversos andamentos e variações de estilos e sempre que, a solo, Yamandu nos prendeu pela inata capacidade de desdobramento e virtude técnica na interpretação dos seus originais, respondeu a orquestra com uma clara e harmoniosa capacidade técnica onde as cordas dos violinos e violoncelos ganharam uma dimensão onírica expressiva e facilitadora da partilha e do consequente sucesso. Nossa!
Habituado a experiências semelhantes em solo europeu que implicam ensaios prévios em regime acelerado, o descontraído "violonista" brasileiro Yamandu Costa teve na jovem orquestra um suporte imaculado. O propósito de evidenciar a guitarra do virtuoso pelos arranjos simples cedo prendeu a atenção de uma plateia generosa que, mesmo atravessada pela brisa fria do espaço público, não deixou de ovacionar a sucessão de partituras sinfónicas.
Jogou-se num tabuleiro cruzado de influências sul-americanas em diversos andamentos e variações de estilos e sempre que, a solo, Yamandu nos prendeu pela inata capacidade de desdobramento e virtude técnica na interpretação dos seus originais, respondeu a orquestra com uma clara e harmoniosa capacidade técnica onde as cordas dos violinos e violoncelos ganharam uma dimensão onírica expressiva e facilitadora da partilha e do consequente sucesso. Nossa!
terça-feira, 16 de julho de 2019
ELZA SOARES + FERRO GAITA, FESTA, Parque Urbano de Ovar, 13 de Julho de 2019
A insistência de Elza Soares nas temáticas sócio-políticas que envolvem o racismo, o preconceito de género e, principalmente, a condição da mulher, ganha nos dias de hoje uma urgência fulcral. A realidade brasileira obriga a uma contundência ainda mais efectiva que o disco do ano passado "Deus é Mulher" tem escancarado de forma corajosa e cuja partilha ao vivo é essencial para se estranhar.
Assim, a resposta da comunidade brasileira à sua presença em Ovar foi visivelmente sentida e notada, com coros colectivos e saudações estridentes principalmente em "Banho", primeiro single do referido álbum que começou e terminou o espectáculo de forma amotinada e a que a restante plateia se viu obrigada a acompanhar espontaneamente. Agora, a ousadia não se resume a único género e percebeu-se que ao samba se juntam outros polvilhados de rock, electrónica e até frevo que um notável conjunto de músicos e cantores eleva, de fio a pavio, a uma fasquia libertadora.
Pede-se, então, que os muitos gritos pedidos e atendidos sirvam de homenagem festiva a todos que sofrem na pele as injustiças e afrontas de um mundo às avessas mas também de esperança em dias melhores que o endireitem à força de uma convicção inabalável - Eu quero é cantar eu vou cantar até ao fim...
A combinação dos dois instrumentos que dão nome à banda cabo-verdiana é enganadora. Ferro Gaita são, afinal, um pedaço de metal tocado com uma faca e um pequeno acordeão que há muito são usados tradicionalmente no arquipélago africano para tocar funaná, um género festivo proibido durante o período colonial e que se distancia da coladeira ou morna pelo seu irresistível balanço contínuo.
Equipado a rigor, o colectivo rapidamente atingiu esse desígnio, estendendo a dança e a festa pelo relvado do parque onde uma plateia de várias gerações se mostrou em plena forma e estilo na resposta, sem contemplação, a tamanha agitação. Percebeu-se que os mais de vinte anos do conjunto permitem uma facilidade no entrosamento instrumental que induz, por onde passa, alegria e boa-disposição em doses generosas e que uma boa maioria não queria que terminassem. Um regresso a Ovar de sucesso previsível mas de merecido e repetido forte aplauso.
Assim, a resposta da comunidade brasileira à sua presença em Ovar foi visivelmente sentida e notada, com coros colectivos e saudações estridentes principalmente em "Banho", primeiro single do referido álbum que começou e terminou o espectáculo de forma amotinada e a que a restante plateia se viu obrigada a acompanhar espontaneamente. Agora, a ousadia não se resume a único género e percebeu-se que ao samba se juntam outros polvilhados de rock, electrónica e até frevo que um notável conjunto de músicos e cantores eleva, de fio a pavio, a uma fasquia libertadora.
Pede-se, então, que os muitos gritos pedidos e atendidos sirvam de homenagem festiva a todos que sofrem na pele as injustiças e afrontas de um mundo às avessas mas também de esperança em dias melhores que o endireitem à força de uma convicção inabalável - Eu quero é cantar eu vou cantar até ao fim...
A combinação dos dois instrumentos que dão nome à banda cabo-verdiana é enganadora. Ferro Gaita são, afinal, um pedaço de metal tocado com uma faca e um pequeno acordeão que há muito são usados tradicionalmente no arquipélago africano para tocar funaná, um género festivo proibido durante o período colonial e que se distancia da coladeira ou morna pelo seu irresistível balanço contínuo.
Equipado a rigor, o colectivo rapidamente atingiu esse desígnio, estendendo a dança e a festa pelo relvado do parque onde uma plateia de várias gerações se mostrou em plena forma e estilo na resposta, sem contemplação, a tamanha agitação. Percebeu-se que os mais de vinte anos do conjunto permitem uma facilidade no entrosamento instrumental que induz, por onde passa, alegria e boa-disposição em doses generosas e que uma boa maioria não queria que terminassem. Um regresso a Ovar de sucesso previsível mas de merecido e repetido forte aplauso.
segunda-feira, 15 de julho de 2019
JOE ARMON-JONES, Matosinhos em Jazz, 13 de Julho de 2019
Na tradição e quase obrigação de qualquer comunidade jazzística que se preze, a partilha fraterna de experiências artísticas é meio caminho andado para o reconhecimento e o sucesso. Foi assim ao longo da história do jazz, é certamente assim que na cidade de Londres se enfrenta uma vaga talentosa de novos músicos que rodam ao vivo ou em estúdio sem preconceitos ou medos desde que a qualidade e a fruição vinguem sem truques.
Ao fresco parque matosinhense, com público desperto e receptivo à novidade, Joe Armon-Jones trouxe os tais parceiros certos para facilmente fazer exalar um eclestismo sonoro irresistível de dub, fusão ou soul que se espalhou sem contemplações do alto do coreto. A mestria do sexteto, onde se notou a presença de Nubya Garcia no saxofone vinda, certamente, de Braga onde actuou na véspera, teve a virtude de vincar que ao jazz dito moderno não faltam talentos, trilhos e ouvintes sem complexos ou espartilhos geracionais que, como convêm, só fazem sentido numa mesma onda de harmonia. Agradecidos!
Ao fresco parque matosinhense, com público desperto e receptivo à novidade, Joe Armon-Jones trouxe os tais parceiros certos para facilmente fazer exalar um eclestismo sonoro irresistível de dub, fusão ou soul que se espalhou sem contemplações do alto do coreto. A mestria do sexteto, onde se notou a presença de Nubya Garcia no saxofone vinda, certamente, de Braga onde actuou na véspera, teve a virtude de vincar que ao jazz dito moderno não faltam talentos, trilhos e ouvintes sem complexos ou espartilhos geracionais que, como convêm, só fazem sentido numa mesma onda de harmonia. Agradecidos!
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