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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A MANIA DOS BEATLES!
É assim desde sempre! A palavra Beatles, no nosso caso, é incontornável. É por isso que não resistimos ou não vamos resistir:
- a novas e raras fotografias;
- a fait-divers especiais;
- a experimentar um jogo (argghh);
- a testar a diferença do mono e do novo estéreo;
- a um programa de televisão;
- a uma conversa inofensiva;
- a ligar o rádio mais vezes;
- a fechar os olhos a tributos;
- a comprar mais jornais e revistas.
A invasão parece não nos afectar, mas o que é certo é que chega a data e queremos sempre mais. Os Beatles são sempre surpreendentes. São os Surpreendentes, como lhe chamou o MEC no Público de sexta-feira passada. Nothing is gone change my world…
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
CULTO #5

BURT BACHARACH & ELVIS COSTELLO
Prestamos hoje culto ao disco “Painted from Memory” que estes dois magos da pop gravaram há dez anos. É com toda a certeza o álbum que mais vezes ouvimos no Ipod ou até no conforto do lar e sempre com efeitos positivos. É um estimulante, um relaxante, funcionando em muitos momentos como um verdadeiro cházinho aconchegante. Se não o conhecem, não sabem o que perdem... Esta magnífica colaboração é um culminar de um projecto inicial mais reduzido mas que, devido ao entusiasmo de ambos, resultou em algo mais duradoiro e consistente. Bacharach já não gravava há vinte e um anos e Costello mantinha, na altura, um silêncio de quase dois anos. Sendo um verdadeiro fã de Bacharach, mestre arranjador, Costello foi o principal impusionador desta aventura, embora todas as letras e músicas estejam creditadas a ambos. Do disco, não sabemos escolher o melhor tema, só funcionando em pleno quando há tempo para o ouvir de uma ponta à outra . No Ipod ainda acrescentamos quase outro disco, com os lados B dos singles e faixas ao vivo editadas em 1999 numa versão bonificada do disco que comemorava a então digressão mundial. Para além disso, saiu quase paralelamente um outro disco (“The Sweetest Punch”) com versões jazz dos temas da responsabilidade de Bill Frissell mas que, obviamente, não chega oas calcanhares dos originais, apesar das colaborações do próprio Costello e Cassandra Wilson. Quando foi possível, pedimos a mão amiga para “arranjar” via internet, o magnífico documentário ao vivo chamado “Sessions From W.54th”, gravado em 1998 com uma orquestra e com Bacharah a comandar o conjunto sentado ao piano. Nessa visualização percebe-se ainda melhor toda a beleza dos temas, a voz imensa de Costello, numa complementaridade que muito poucas vezes a pop music conseguiu atingir. Em 2004 tivemos a oportunidade de ouvir e ver Costello juntamente como o seu pianista Steve Vie, sentados nas primeiras filas do Coliseu do Porto. Os momentos maiores e inesquecíveis foram precisamente a interpretação de muitas destas canções, apesar de Costello ter na altura um grande disco (“North”) em mãos. Então quando Costello sem amplificação e sem qualquer acompanhamento se lançou a “I Still Have That Other Girl”, o tempo parou... Um disco eterno, editado faz hoje precisamente dez anos, que não nos cansamos de ouvir e que, mais uma vez, nos serve hoje de presente de aniversário!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

CULTO # 4
THE INNOCENCE MISSION
A atenção que sempre demos a esta banda americana começou ocasionalmente, ou seja e como muitas vezes acontece, pelo desenho de uma capa. Perdido no meio de promoções de vinil da loja Valentim de Carvalho de 31 de Janeiro, o disco “Umbrella” logo suscitou curiosidade. Na altura trouxemos também um maxi do tema “And Hiding away”, tudo perfeitamente às escuras! Estaríamos por volta de 1993 e ao fazê-los rodar no gira-discos lá de casa a surpresa e fascínio foram imediatos. Uma voz indescritivel e até estranha e canções graciosas e bonitas! As tentativas de saber mais sobre tão admirável banda não foram facéis. Com a tímida descoberta da Net em 1996, procuramos num computador online da Feira do Livro do Palácio de Cristal as tais informações. O disco comprado em saldo era então o segundo álbum de uma banda iniciada por Karen & Don Peris, marido e mulher e alguns amigos duma comunidade enraizadamente cristã. Formados em 1986 na Pensilvânia, assinaram pela major A & M, pela qual tinham editado em 1989 o primeiro e homónimo álbum. Numa viagem a Londres em 1996 não foi mesmo assim fácil arranjá-lo (em cd, entretanto reeditado), o que milagrosamente aconteceu numa pequena loja de Portobello acompanhada pelo comentário certeiro “nice choice” do dono. A permanente atenção nas lojas de discos da altura permitiu comprar os raros discos seguintes: “Glow” de 1995 e “Birds of My Neighborhood" de 1999, este uma verdadeira obra-prima. Entre outras “gemas”, destaca-se o single “Lakes of Canada”, canção intemporal e viciante, que recebeu já muitas versões de outros artistas tal como Sufjan Stevens. Muitas vezes comparados aos defuntos 10.000 Maniacs, principalmente pela semelhança da voz de Natalie Merchant, os Innocence Mission sempre se mantiveram como uns outsiders da pop, apesar de contínuos elogios da imprensa especializada e outros músicos como Joni Mitchell. A dedicação a causas sociais e de solidariedade de inspiração cristã é um modo de vida contínuo. Neste âmbito, lançaram em 2000 o ep “Christ is My Hope” com receitas a favor do combate à pobreza na Pensilvânia, estratégia repetida em 2004 com o excelente disco de versões “Now the Day is Over” (“Moon River” de Mancinni é arrepiante). Em 2007 lançaram nos EUA o fantástico “We walked in song”, o sexto álbum que foi recentemente editado na Europa, um conjunto assinalável de temas e que alguém já classificou de “Dream Pop”. Música que é um sonho!
The Innocence Mission – Bright as Yellow (1995)
quinta-feira, 19 de abril de 2007

CULTO #3
THE BLUE NILE
Não é fácil catalogar a música dos Blue Nile. Ainda bem, porque esse é um pormenor singelo tendo em conta a sua qualidade e as vibrações que continuam a provocar na nossa vivência. Estes escoceses que há mais de 25 anos tocam juntos, tem em Paul Buchanan a sua trave mestra e inspiradora. São também conhecidos por editarem poucos discos, quatro ao longo de todo este tempo, um de sete em sete anos. A nossa paixão começou no saudoso programa da Rádio Comercial chamado “Morrison Hotel” da responsabilidade de Rui Morrisson, estavamos então em 1989 ou 1990. O programa, da meia-noite à uma da manhã, era brilhante, esteticamente irrepreensível e foi lá que aprendemos a gostar de tantas outras coisas, tempos em que a boa música passava na rádio... De Rui Morrison perdeu-se o rasto, mas ainda o vimos no cinema em diversos filmes de João Botelho. Numa estratégia preparada deixávamos a aparelhagem ligada, sintonizada e cassette orientada para gravar o tema “Let’s go out tonight”. Escusado será dizer que esses tempos eram de paixão assolapada, mas intermitente (!), por uma colega de faculdade... Quando aquela voz de Rui Morrison anunciava o tema corríamos para o hi-fi para carregar no rec... Depois passávamos os dias seguintes a ouvir a canção! Decidimos não esperar muito e entramos pela Tubitek dentro e compramos o vinil com aquela fabulosa capa e que ainda hoje guardamos religiosamente.
Os primeiros tempos do Napster e afins serviram para guardar algumas preciosidades ao vivo da banda e muitos temas que nos faltavam na colecção. Cada disco dos Blue Nile tem sempre, pelo menos, uma daquelas músicas que queremos só nossa, que evitamos ouvir para não despertar sensações e memórias intensas e que não se apagam! É o caso da referida “Let’s Go Out Tonight” de Hats (1989), “Stay Close” de High (2006), “Family Life” de Peace at Last (1996) ou “Easter Parade” do primeiro Blue Nile (1982). Este tema na versão dueto com Rickie Lee Jones é ainda mais inesquecível e quando Rickie a decidiu cantar em Lisboa no seu único concerto em Portugal foi indescritível... Bem, os Blue Nile continuam a fazer música, algumas digressões problemáticas e, por isso, pode ser que o milagre aconteça e eles apareçam por cá. Seria único!
The Blue Nile - Downtown Lights
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

CULTO #2
Neill Hannon / The Divine Comedy
Um senhor! Desde o primeiro álbum “Liberation” (1993) que nunca mais lhe perdemos o rasto. Os álbuns que se seguiram, “Promenade” (1994) e “Casanova” (1995), fecharam uma trilogia única e com uma qualidade inquestionável. O disquinho seguinte “A Short Álbum About Love” (1997), saído como companheiro de “Casanova”, foi a pedra de toque. Com uma verdadeira orquestra de 30 elementos o disco foi gravado ao vivo no Shepherds Bush Empire e é o culminar de uma fase brilhante. De inspiração multifacetada, de Nyman a Kraftwerk, Neil Hannon faz música para todas as estações do ano, para todos os momentos especiais ou corriqueiros. Algumas das suas músicas/letras são como replays em câmara lenta de momentos da nossa vida desde “Summerhouse”, “Commuter Love” a “Your Daddy's Car” e “Our Mutual Friend “. A sua destreza está comprovada na diversidade de versões que já realizou quase todas elas fenomenais: Bowie, American Music Club, Kraftwerk, Roxy Music, Queens Of The Stone Ange (!), Sacha Distel ou Talk Talk. Ao vivo já os apreciamos algumas vezes, mas continuamos a preferir os discos. O do ano passado “Victory For the Comic Music” é mais um clássico. A sua versão especial tem um DVD magnífico onde é decomposta a realização do disco e todo o processo de composição de um músico polifacetado. Irresistível!
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
CULTO #1
RICKIE LEE JONES
Decidimos incluir uma rubrica referente a músicos aos quais, por variadas razões, prestamos culto e não conseguimos descolar ou disistir, muitas vezes sem explicação. Fazemos, entre outros, por coleccionar os discos todos, ler biografias e, se possível, vê-los em concerto. Rickie Lee Jones desde “Magazine” de 1984, o terceiro album, é um destes exemplos. Apelidada de Tom Waits feminina, a senhora é algo de inclassificável. A sua voz suave ou estridente, ao piano ou com guitarra, arrepia-nos o corpo e já nada podemos fazer. Quando em 31 de Janeiro de 2000 veio até cá para o, até agora, seu único concerto em Portugal ficamos, na poltrona da Aula Magna de Lisboa, pura e simplesmente esmagados. Então quando decidiu cantar “Easter Parade”, uma musiquinha dos Blue Nile da qual já tinha feito um dueto com Paul Buchannan, caímos por terra. Já com 52 aninhos, a sua carreira é fora de série seja na pop, no jazz ou no folk. Não admira que a antologia editada o ano passado se chame “Duchess of Coolsville”...
Rickie Lee Jones - Magazine
RICKIE LEE JONES
Decidimos incluir uma rubrica referente a músicos aos quais, por variadas razões, prestamos culto e não conseguimos descolar ou disistir, muitas vezes sem explicação. Fazemos, entre outros, por coleccionar os discos todos, ler biografias e, se possível, vê-los em concerto. Rickie Lee Jones desde “Magazine” de 1984, o terceiro album, é um destes exemplos. Apelidada de Tom Waits feminina, a senhora é algo de inclassificável. A sua voz suave ou estridente, ao piano ou com guitarra, arrepia-nos o corpo e já nada podemos fazer. Quando em 31 de Janeiro de 2000 veio até cá para o, até agora, seu único concerto em Portugal ficamos, na poltrona da Aula Magna de Lisboa, pura e simplesmente esmagados. Então quando decidiu cantar “Easter Parade”, uma musiquinha dos Blue Nile da qual já tinha feito um dueto com Paul Buchannan, caímos por terra. Já com 52 aninhos, a sua carreira é fora de série seja na pop, no jazz ou no folk. Não admira que a antologia editada o ano passado se chame “Duchess of Coolsville”...
Rickie Lee Jones - Magazine
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