Depois de um disco/sortido de natal (2023) e de uma auto-reflexão biográfica (2022), estará publicado em Maio o resultado completo, então, obtido e que recebeu o nome de “Who’s Keeping Time?”. Floresce nele, desde logo, aquela notável voz que parece não sofrer qualquer desgaste com os anos, pelo contrário, surge ainda mais robustecida de vinco e cativação a adornar as canções de forma tão americana, sem truques desnecessários para marcar tempos estranhos...
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quarta-feira, 1 de abril de 2026
ALELA DIANE, MARCANDO TEMPOS!
terça-feira, 24 de março de 2026
JAMES BLACKSHAW, HORIZONTE PRIMAVERIL!
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| Fotografia: The Goat Review |
A presença de Blackshaw tem por motivo principal o novo trabalho "Fractures on the Horizon", que inclui o tema título e ainda um segundo instrumental denominado "Three Interlopers". O registo, que teve edição no final de Fevereiro, é mais um projecto solitário de escrita, registo e auto-produção, sendo esperado um esforço para que se concretiza uma limitada edição em vinil.
segunda-feira, 16 de março de 2026
JALEN NGONDA, DOUTRINA DO AMOR!
Nas palavras do próprio, o desafio é, pois, continuar a soar como se tivesse acordado em 1964 ao lado dos Funk Brothers, expressando o fascínio por uma época em que o amor e compaixão pelos outros ainda era o principal valor da humanidade. A elegância das novas canções, em jeito de doutrinação soul, estará bem audível em "Doctrine of Love", a seguidor natural do disco de estreia e que se afigura como um exercício de modernidade crua e envolvente, mas que ainda não experimentamos ao vivo. A digressão, já marcada, alcança Madrid em Julho (Mad Cool Festival), sem, no entanto, qualquer extensão prevista a poente...
quinta-feira, 5 de março de 2026
ÓLAFUR ARNALDS, LIÇÃO ISLANDESA!
A colaboração não é uma estratégia — é uma forma de ser.
A máxima, em jeito de autoajuda, é motivo de um terno documentário promovido por Ólafur Arnalds e escrito por John Meyer e a que se deu o nome de "Like Gravity: A Conversation On Creative Collaboration".
Tendo esse território fascinante que é a Islândia como cenário principal, são apresentadas conversas com diversos artistas, filmadas em Reiquiavique, Mosfellsbær, Selfoss e, também, Berlim, à volta da colaboração criativa vs o isolamento.
A importância de uma rede de amizades e de um ecossistema gerador, motivam óbvias fragilidades e contradições, mas também impulsos poderosos nas palavras de
Dustin O’Halloran, JFDR, Lilja Birgisdóttir, Ólafur Arnalds, RAKEL, Sandrayati, Sofi Paez, Terence Goodchild e The Vernon Springse.
Os testemunhos recolhidos, as suas envolvências e, caramba, as paisagens e cercanias, aguçam uma vontade de largar tudo e fazer de uma suposta solidão um fortalecido antónimo de infelicidade. Uma lição!
Entretanto e para para celebrar o solstício de Inverno (21 de Dezembro de 2025), Ólafur Arnalds reuniu na sua casa de Reiquiavique alguns amigos e familiares para mais uma notável sessão - Sunrise Session III - e onde se fazem notar as vozes de Sandrayati, RAKEL e Salóme Katrín. Quatro músicos de cordas acudiram ainda à perfomance, fazendo do momento uma deslumbrante memória.
terça-feira, 3 de março de 2026
ALDOUS HARDING, QUINTO ESTÍMULO!
A diversa ajuda instrumental veio de Joe Harvey-Whyte, da harpista Mali Llywelyn, Thomas Poli ou do baterista Sebastian Rochford. O principal auxílio centrou-se, contudo, no parceiro Huw Evans (H. Hawkline) e que se estendeu desde o baixo, o órgão, as guitarras e as vozes. Um dos dez temas novos ("Venus in the Zinnia") adivinha-se até em formato dueto...
Serão, provavelmente, estes os companheiros que ocuparão o palco ao lado da neozelandesa na próxima digressão europeia que chegará, finalmente, a 12 de Agosto, quarta-feira, a Paredes de Coura, no que sugere ser o primeiro dos dias, a sério, do festival.
Para já, "One Stop" é um mais que recomendável estimulante!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
CHANTAL ACDA E BRUNO BAVOTA, CONFIANÇA SEGURA!
Na nova paragem denominada "Safer Places" coube o afamado produtor inglês Phill Brown (Led Zeppelin, David Bowie, Cat Stevense ou os Talk Talk) e uma seleccionada e credenciada ajuda de outros músicos e vocalistas neerlandeses como Adam Wiltzie (A Winged Victory for the Sullen), Gerd Van Mulders, Beatrijs de Klerck e Niels Van Heertum. A atmosfera é, assim, de arquitectura sofisticada em que ganharam espessura, por exemplo, a delicadeza das cordas de violinos ou a subtileza de uma linha de contrabaixo.
Vincadas continuam, no entanto, as percussivas sequências de piano envoltas na voz de Acda, um registo de maior expansão e convicção que o desenvolvido no primeiro encontro à distância e que agora, numa sala e a três dimensões, ganhou profundidade e confiança.
O disco tem edição e distribuição da Challenge Records, casa ecléctica com base em Amersfoort, Países Baixos.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
BROKEN SOCIAL CLUB, LEMBRETE PARA COLAR!
Centrado numa, ainda, pertinente promoção da realidade analógica, evidenciam-se linhas de baixo, guitarras e vozes sem que a melodia seja sequer posta em causa, confirmando que é a vontade e técnica manual que escolhe o controle a aplicar às canções. Ao leme está o mestre Kevin Drew, coadjuvado pelo resto da comandita onde se incluem Hannah Georgas, Lisa Lobsinger e a fiel Leslie Feist.
O primeiro single "Not Around Anymore", tema que também abre o álbum, mantém aquele nível de sedução nostálgica em que os de Toronto sempre se especializaram e que acentua um protagonismo indie de validade carimbada. Lá para Março, fica o aviso, a Rough Trade começa a enviar, só para alguns, uma versão em vinil de cortar a respiração.
A banda está, por isso, viva e bem viva, apesar da distância considerável das últimas notícias, talvez porque a proximidade geográfica ao imperador Trump tenha multiplicado anti-corpus de resistência que, quase sem querer, tinham já transparecido na canção antiga "Canada vs America", um atrevimento que Drew, como confessado ao El País, estava longe de imaginar como profético...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
KEVIN MORBY, DESERTO IDEAL!
Em "Little Wide Open", um novo álbum registado ao longo do ano passado no Long Pond Studio de Aaron, perto de Nova Iorque, Morby tratou de fazer dessa beleza muito própria o seu "deserto" narrativo e libertador, aventura tecnicamente partilhada na produção com Aaron Dressner, o gémeo dos The National já muito experimentado na tarefa. Trata-se do aguardado seguidor do excelente "This Is A Photograph" já com data de 2022.
Entre o rol de colaborações e ajudas contam-se, entre outros, Justin Vernon, Katie Gavin, Lucinda Williams, Mat Davidson, Meg Duffy ou Amelia Meath aka Sylvan Esso/Mountain Man, dando vozes, neste caso, ao primeiro single "Javelin", um dos treze novos temas de um disco a sair em Maio pela Dead Oceans.
Lá para Julho, o músico chega a Europa para uma série de concertos de apresentação, uma volta que, mais tarde ou cedo, acabará por alcançar terra firme nacional.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
PULP, TRIPLA MEMÓRIA!
Os incontornáveis Pulp passaram ontem à noite pela Piano Room do estúdio de Maida Vale da BBC2 no oeste de Londres acompanhados pelo BBC Concert Orchestra.
Como seria esperado, fizeram memórias a triplicar - uma potente interpretação de "Hymn Of The North", uma recordação de "Something Changed" do álbum "Different Class" (1995) e uma versão de "Day Before You Came" dos Abba de 1982. Estava a pedi-las...
sábado, 31 de janeiro de 2026
SÉBASTIEN TELLIER, UMA FERA AMBICIOSA!
A etiqueta há muito que se agarrou a Sébastian Tellier de forma irremediável - nela pode ler-se em letras estilizadas "French Touch", um movimento de exploração pop que na primeira década do século, a partir de Paris, levantou voo em várias rotas continentais. Tellier, em jeito de guru da torrente, nunca se desprendeu do bom gosto que a sonoridade aportava e que fez espalhar por bandas sonoras, perfomances para desfiles de moda fina ou muitos dos discos em nome próprio que continuou a bombar.
O último, já com cinco anos, tem agora herdeiro irresistível baptizado de "Kiss the Beast" e assume-se como um capítulo avançado de maturidade e luz, somando à editora parisiense Because Music um artista de nível superior e que se eleva, pairando, ao lado de uns Justice, Parcels, London Grammar, Connan Mockasin ou os saudosos Les Rita Mitsouko.
As colaborações esticam-se, desta vez, a Nile Rodgers, a Kid Cudi ou à cantora Slayyter, numa produção partilhada com SebAstian, Oscar Holter e Victor Le Masne e orquestrações do sempre recomendável Owen Pallett concretizadas entre Londres e Paris. Tudo multi-sugestivo, tudo de frequente extravagância, mas ainda tudo de infindável e feroz ambição.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
HELP, URGÊNCIA SOLIDÁRIA 2!
Nos tempos que correm, em que a ajuda na educação, no suporte especializado e na protecção infantil resultante de conflictos de guerra se mostra ainda insuficiente, uma segunda vaga solidária terá edição no início de Março pela mesma organização.
Reunidas foram vinte e quatro canções gravadas numa semana de Novembro passado nos míticos estúdios Abbey Road londrinos e onde se notam laços diversos e inesperados entre Arooj Aftab & Beck ("Lilac Wine"), Ezra Collective & Greentea Peng ("Helicopters"), English Teacher & Graham Coxon ("Parasite"), Anna Calvi, Ellie Rowsell, Nilüfer Yanya & Dove Ellis ("Sunday Light") ou Damon Albarn, Grian Chatten & Kae Tempest ("Flags").
O espírito é, por isso, o mesmo a juntar outros tantos como Arlo Parks, Bat For Lashes, Beabadoobee, Beth Gibbons, Big Thief, Black Country, New Road, Cameron Winter, Depeche Mode, Ellie Rowsell, Foals, Fontaines D.C.,King Krule, Olivia Rodrigo, Pulp, Sampha, The Last Dinner Party e Wet Leg.
Coube aos Artic Monkeys, com este excelente "Opening Night", abrir a porta desta urgência solidária que se espera frutuosa e sem encerramento previsto... Help!
sábado, 17 de janeiro de 2026
BARWICK E LATTIMORE, DIVINA TRAGÉDIA!
Um álbum colaborativo entre Juliana Barwick e Mary Lattimore só deverá pecar por tardio. Apesar da longínqua troca de experiências sonoras e ambientais e com o suporte da Philarmonie de Paris - Musée e la Musique, só agora se concretiza um trabalho de exploração e arqueologia instrumental passada oficialmente para vinil e suportes digitais a cargo da editora InFiné.
O que temos em "Tragic-Magic" é, pois, filigrana de porosidade imersiva em sete composições, cinco originais e duas reconversões de temas de Vangelis ("Rachel's Song") e Roger Eno ("Temple of the Winds"), todas executadas e arranjadas pelo duo e co-produzidas por Trevor Spencer, colaborador e milagreiro de estúdio ao lado dos Beach House ou Fleet Foexes.
A cidade luz foi, por isso, em 2025, o berço como que pré-destinado para, em nove dias, se fazer "telepatia musical" que nem anos de amizade e digressões conjuntas tinham permitido assentar e encaixar, para o que se utilizaram peças raras de museu - Lattimore abraçando e dedilhando harpas de 1728 e 1873 e Barwick ligando sintetizadores analógicos como o Roland JUPITER e o Sequential Circuits PROPHET-5.
Da interacção sonora surgiu uma criativa meditação trágica, mesmo assim, longe de qualquer densidade depressiva que divertidas visitas a museus e monumentos de Paris ajudaram a pairar e a arejar espirituosamente. Magia, é o que é...
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
SONDRE LERCHE McALOON!
Cumprida a tradição, isto é, uma versão de "Die With A Smile" de Lady Gaga e Bruno Mars como prenda de Natal, o norueguês Sondre Lerche aposta num novo EP surpresa.
O material original, que se segue a uma variação do disco "Avatars of Love" e um trabalho de ambiência instrumental, recebeu o nome de um dos três temas ("Turning Up The Heat Again") e, embora seja exclusivo para esta edição, não esconde uma veia melódica a la Paddy McAloon que nunca foi disfarçada e que se saúda... sempre!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
DRY CLEANING, O ASSEIO DO COSTUME!
A força inusitada desta torrente britânica iniciada em 2018 continua duradoira, se bem que as lenga-lengas irresistíveis de Florence Shaw sugiram estar em fase de refinamento irónico e até literário, mas de assumido pessimismo. São conhecidas quatro das onze canções, todas com imagens coreografadas por BULLYACHE, duo formado por Courtney Deyn e Jacob Samuel consagrado em videos conceptuais de dança para temas musicais, e todos dirigidos por Cuan Roche. Um tratado!
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
ED HARCOURT, ORFEUZINHO!
Gravado em Janeiro passado nos moldes, agora, tradicionais, isto é, sozinho a tocar quase todos os instrumentos no seu estúdio Wolf Cabin, o inglês confessa que a primazia foi dada à guitarra em detrimento do piano, uma onda de conforto destinada a meses de outono e inverno. São, por isso, tempos certos para este cházinho de orfeu...
BRUNO PERNADAS, (IM)PROVÁVEL TRIUNFO!
A (pro)fusão de sonoridades, em que o polvilhado nipónico se torna condimento saboroso, mantêm-se numa abrangência que só talvez o jazz abarque, mas que a pop continua a comandar. O gosto antigo pela experiência aporta, por isso, diferentes instrumentos e secções rítmicas cruzadas e comandadas em estúdio no verão passado pelo próprio Pernadas e onde se mesclam vozes de Margarida Campelo, Leonor Arnaut, Maya Blandy e Livia Nestrovski. Esta complementaridade e cumplicidade estão prometidas esticarem-se, como sempre, para cima dos palcos, o que é provável ser triunfal!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
CHILLY JARVIS, BEIxINHO DE NATAL!
Cantado por Jarvis, tocado ao piano por Chilly, o docinho foi misturado pelo amigo canadiano Howie Beck (o que e feito?) e tem um solo de piano de Stella que faz também vozes de fundo com Nely Allarabaye. Beijinho!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
ZECA VELOSOS, BOAS NOVAS!
O esperado disco de estreia do caçula Zeca Veloso teve, finalmente, edição em final de Novembro pela Sony. Chama-se "Boas Novas" e tem ajudas óbvias dos irmãos Tom e Moreno e do pai Caetano, todos juntos no single "Salvador" e em diversas imagens antigas no video para o tema título lançado há uma tripla de semanas. Tudo abençoado, tudo prometedor!
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