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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

MEMÓRIAS #19















Concertos! A banalidade informal com que hoje encaramos uma ida a um espectáculo de música contrasta e muito com tempos idos onde a raridade do momento merecia da nossa parte um cuidado e cerimonial especiais. Ao acto de ir comprar a entrada a uma bilheteira a sério ou o nervoso miudinho nas horas que antecipavam a chegada à sala acrescentavam-se alguns cuidados pós-concerto que, nalguns casos, ainda mantemos. Guardar os bilhetes, por exemplo, é um desses rituais de que por a qui já fomos dando conta a que juntamos um outro bem mais rebuscado: gravar em VHS, sempre que possível, reportagens dos telejornais portugueses sobre esses momentos, memórias que hoje facilmente captamos num telemóvel! O jornalismo televisivo tinha uma agenda bem diferente e esses pequenos apontamentos que quase sempre terminavam o espaço informativo estão hoje praticamente fora de uso, excepção feita às grandes vedetas internacionais, aos reis do pimba ou a festivais de verão. Aqui ficam alguns desses exemplos.         









sexta-feira, 17 de outubro de 2014

MEMÓRIAS #18














Agora que correm tempos em que os U2 até pedem desculpa e prometem concertos em pavilhões (!), recordamos a nossa investida por Alvalade para a Pop Mart Tour de 1997. Bono e companhia tinham um disco novo, o tal "Pop", que marcava o começo de uma derrocada qualitativa notória que o último disco oferta não ajuda a disfarçar, arriscando canções e atitudes descartáveis sem olhar às consequências. Da bancada pareceu-nos, contudo, que a banda tinha ainda muita garra e irreverência que o aparato visual ajudava, eficazmente, a efervescer e o concerto acabou por arrebatar facilmente os 60 mil devotos. Era uma época de causas, da guerra na Bósnia à dívida do chamado Terceiro Mundo e o conforto de Bono nestas facetas mediáticas colide hoje com alguns contrassensos  sócio políticos que não lhe retiram mérito e, acima de tudo, como alguém fez notar, um merecido respeito! Até quando é que é difícil de prever...      








quarta-feira, 12 de março de 2014

MEMÓRIAS #17


















Bem podíamos esperar pelo Frank Sinatra Day, data duvidosa e nada consensual e, por isso, é mesmo hoje. Do magote de registos que vamos de vez em quando vasculhando, apareceu uma só K7 com "Sinatra" escrito na etiqueta com registos de 1998. Há duetos, filmes, reportagens, testemunhos e espectáculos que acabamos por compilar e editar em dois pedaços postados abaixo. Um deles é mesmo um "pedaço inteiro" com o tributo televisivo de 1995 onde, ao que parece, "A Voz" se fez ouvir pela última vez em público mesmo no final, mas onde há, entre escolhas lamentáveis e datadas, alguns "highlights" com Bruce Springsteen, Ray Charles, Bono (grande canção!) e até Bob Dylan! Aproveitem enquanto dura que os "senhores" do youtube acabarão, mais tarde ou mais cedo, por fazer das suas!
O outro é um aglomerado de elogios de telejornais portugueses de 14 de Maio de 1998, o dia a seguir à sua morte onde, entre algumas curiosidades, temos o Herman José a contar histórias sobre a passagem "aérea" de Sinatra pelo Estádio das Antas do Porto em 7 de Junho de 1992 e onde gostaríamos de ter estado... Sendo assim, o mais "perto da lenda" que estivemos foi um aperto de mão e um sorriso da sua simpática filha Nancy em plena sala grande da Casa da Música em 2005. E como ouvir Sinatra é como o Natal - é quando o homem quiser - vão lá buscar o CD, o vinil, o leitor de mp3 ou entrem no Spotify e ponham o Ol' Blue Eyes a fazer eternamente magia...   



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

MEMÓRIAS #16





















Estamos mortinhos por deitar a mão à última Mojo onde Prince diz algumas verdades sobre a indústria musical, uma rara entrevista que marca a sua digressão por terras britânicas. Há até, a propósito, um novo video registado em Manchester a semana passada. Aliás, os ingleses sempre gostaram deste pequeno grande homem, como comprovam alguns prémios que a indústria local lhe concedeu no passado, nos tempos em que Prince era The Artist, Victor ou simplesmente The Symbol... Lembramos bem esta fase, quando Alvalade (com o palco numa das laterais!) em uníssono e em pulgas começou a gritar "Victor, Victor" já que o artista nunca mais subia ao palco, ao que parece por se estar a divertir com uma bola de basquetebol! Marcantes também, uns anos mais tarde, as três horas de espectáculo no agora rebaptizado Pavilhão Atlântico de onde saímos de "papo cheio"!   







sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

MEMÓRIAS #15





















Em 1995 Emmylou Harris editou "Wrecking Ball", um grande disco que recebeu a ajuda do então afamado Daniel Lanois, produtor e guitarrista conhecido pela colaboração com os U2. Aliás, Larry Mullen foi o baterista oficial de estúdio onde foram gravadas versões de temas de Neil Young, Bob Dylan, Jimmy Hendrix, Gillian Welsh ou Steve Earle. Para além de Lanois, e aproveitando as sinergias, Jools Holland convidou para o mesmo dia de programa o próprio Earle, que se juntou a Emmylou para um raro dueto, com tempo ainda para uma entrevista onde se falou de Young e Pete Seeger e para uma apresentação em nome próprio do tema "Deeper Well", onde, reparem bem, é magnífico o grande baixo de Daryl Johnson!



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

MEMÓRIAS #14

Ao ouvir a entrevista de Nuno Rebelo na TSF sobre o regresso dos Mler If Dada recordamos o quanto penamos já na altura, isto é, há trinta anos, para comprar o primeiro maxi então editado pela Dança do Som. Sentia-se, desde logo, que esta não era mais uma banda mas sim um projecto assente em alguma ousadia e risco que, a partir da pop, pretendia levantar voo para outras altitudes. Os Mler If Dada, apesar de alguns êxitos essencialmente radiofónicos, durariam meia dúzia de anos e Nuno Rebelo dedicou-se à improvisação e música para bailados como testemunhado a Henrique Amaro (?) no programa "Spray" da RTP2 de boa memória. Para hoje à noite está, então, marcado o primeiro de alguns concertos que, sem saudosismos bacocos, assinalam a data. Em breve, esperamos ter a oportunidade de comparecer nalgum anfiteatro mais próximo porque, felizmente, ainda há coisas que (nos) fascinam... 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

MEMÓRIAS #13





















Os Xutos... xii, tantas recordações! Começamos com o single do "Remar, Remar" e o "Cerco" por encomenda postal via Blitz, o melhor e mais importante disco! Concertos, alguns, em discotecas manhosas do Porto, nas queimas e até o de aniversário dos 15 anos no Coliseu do Porto. Lemos de bom grado a excelente biografia da Ana Cristina Ferrão, mas a explosão desmedida do "Circo de Feras", o massacre dos "Contentores" e da "Casinha" guinou-nos para outras rotas. Quando dos 20 anos editou-se um disco de versões que nunca compramos, apesar de lá estarem as principais bandas nacionais. A comemoração passou pela RTP num inesperado programa especial do Miguel Ângelo que tinha a virtude de não ser em playback e que juntou os próprios Xutos a alguns contemporâneos como os raros Mão Morta ou os GNR e o Reininho a partir a loiça sem contemplações! Agora que se aproximam os 35 anos os parabéns são mais que justos e merecidos e só temos é que agradecer os "Barcos Gregos", o "Homem do Leme" e o "Remar, Remar", esse pedaço eterno de rock que ainda hoje nos arrepia!        





sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

MEMÓRIAS #12

Foto: Camera Viajante















A longa espera por um concerto ao vivo de David Sylvian acabou em Setembro de 2001. Vivia-se a fase da colectânea "Everything And Nothing" mas foi o magnífico "Dead Bees on a Cake" que serviu de fio condutor de uma noite memorável sentadinho numa tribuna do Coliseu. O bocadinho abaixo, do tempo em que os telejornais ainda se davam ao trabalho de fazer reportagem, apresenta imagens do Coliseu de Lisboa mas os testemunhos de músicos portugueses perfeitamente rendidos, tal como nós, foram captados no átrio do Coliseu do Porto...           

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

MEMÓRIAS #11





















Corria o ano de 1994 quando ouvimos na rádio a Kate Bush a cantar o clássico "The Man I Love" no que parecia uma versão de estúdio bem gravada e superiormente produzida. A curiosidade levou-nos ao disco "The Glory of Gershwin", uma demanda arriscada que reuniu artistas famosos dessa época para livremente escolherem canções do famoso compositor destinadas a um álbum evocativo dos oitenta anos de Larry Adler, um amigo dos próprios Gershwin's. A aventura, produzida por Sir George Martin, era uma saborosa surpresa que, para além de Bush, tinha nomes como Elvis Costello, Peter Gabriel, Courtney Pine ou Sting, embora Meat Loaf ou John Bon Jovi também se tenham juntado sem desprimor à festa. Mais tarde, a RTP2 passou um documentário longo onde se contava a história íntima de cada um dos temas entre diversos depoimentos dos próprios George Martin e Larry Adler e dessa oportunidade conseguimos "salvar" dois momentos - o da jovem Sinéad O'Connor a sair brilhantemente de alguns apuros e o do experimentado Robert Palmer a acelerar, sem receio, o ritmo!      



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

MEMÓRIAS #10

Já por aqui falamos dos Violent Femmes e da ansiedade que era vê-los ao vivo nos anos oitenta. A sede só seria finalmente satisfeita a 3 de Dezembro de 1999, fez ontem catorze anos, num Coliseu do Porto à pinha, com os Ornatos Violeta a realizar a primeira parte e com um Gordon Gano a atravessar-se a cantar em português como se comprova abaixo. Temos algumas saudades destes momentos pré-concertos que envolvia ir comprar o bilhete bem cedo ao Coliseu, ouvir os discos ou cassetes nas noites anteriores e, no dia, partir a tempo e horas para a baixa na procura do melhor lugar! O ritual merecia ainda uma escolha rigorosa da roupa, um café tomado no Autronauta e um encontro nada casual com uma trupe de amigos e amigas. O cerimonial foi-se perdendo com a idade e o mesmo se poderá dizer dos próprios Violent Femmes sujeitos desde essa época a uma banalização mortífera. 
Day after day, 
I will walk, and I will play
But the day, after today...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

MEMÓRIAS #9

Dedicado a todos os simpáticos suecos e que continuem a fazer boa música...
É a vida!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

MEMÓRIAS #8

Durante anos e anos, terça-feira era sinónimo de Blitz, publicação que preencheu muito do nosso imaginário pop-rock dos anos oitenta e seguintes. Concorrência não havia e o jornal era quase a única fonte de informação algo actualizada sobre os álbuns, os artistas e, principalmente, os concertos. Gostávamos do cheiro papel e da tinta de impressão fresca que sujava as mãos enquanto devorávamos de fio a pavio as suas páginas e, por isso, fomos sempre entusiastas do milagre que era um jornal de música em Portugal. Acompanhamos todas as modificações, as novas rubricas ou escribas e só desistimos a sério quando em 2006 o projecto se transformou em revista com supostas pretensões expansivas, opção compreensível mas definitivamente arriscada. Temos bem vivo o primeiro número com a Siouxie na capa que apanhamos no dia de hoje há vinte nove anos à borla no quiosque junto da paragem do autocarro para o Rainha Santa e que guardamos religiosamente junto da colecção quase completa. Como prenda de aniversário aqui fica um clip de um programa da SIC em visita à redacção em 1995 onde se apresentam algumas caras que nos habituamos a ver assinar muitos dos artigos, entre eles o Miguel Cadete, director da actual Blitz. Seja como for, parabéns!                

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MEMÓRIAS #7

Faz hoje precisamente quatro anos, dia na época feriado, que a notícia repentina da morte de António Sérgio causou consternação entre toda uma geração de seguidores para sempre "formados" por este divulgador musical e na qual tivemos e temos orgulho em pertencer. Na altura, entre diversos e sentidos testemunhos, prometerem-se inúmeras homenagens futuras - por exemplo e entre outras, a atribuição do seu nome a um palco de um qualquer festival - de que, infelizmente, não se conhecem concretizações... Entre as fitas VHS que nos últimos tempos temos vasculhado, foi com agradável surpresa que deparamos com esta ida do António Sérgio ao programa "O Senhor Que Se Segue" da SIC. Apesar da má qualidade do registo, de alguns discursos e comentários de parte do quarteto feminino e de termos que editar/cortar, por razões de direitos de autor, os primeiros momentos onde foram apresentados excertos de clips de Seal, PJ Harvey e Portished, sobram quase quarenta e cinco minutos de um raro testemunho do amor pela música, pelos discos em vinil, pela família, pelos ouvintes e, acima de tudo, pela rádio e o éter, uma radioterapia sem a qual não conseguiria viver. Às tantas, mesmo antes do final da primeira parte, Paula Moura Pinheiro afirma "O António Sérgio faz falta" o que, passado todo este tempo, não podia ser mais verdadeiro e que faz crescer ainda mais as já muitas saudades!           



terça-feira, 29 de outubro de 2013

MEMÓRIAS #6

Em 1995 os Radiohead, ainda em fase limbo, editavam "The Bends" na ressaca do mortífero "Creep" e o efeito fazia-se sentir um pouco por todo o lado. O disco dos Whipping Boy tresandava aos de Oxford mas, caramba, na altura ficamos agarrados à maioria das suas canções ouvidas pela primeira no "Grande Delta" do mestre António Sérgio na XFM. Foi com particular agrado que lhes pusemos as vistas em cima num final de noite da RTP2 onde habitualmente se enchia a programação com a retransmissão dos programas de Jools Holland da BBC e onde tocaram dois temas, entre eles "We Don't Need Nobody Else" com a sua enigmática frase "They built portholes for Bono, so he could gaze/out across the bay and sing about mountains. Maybe." Dos Whipping Boy não rezam histórias de muito mais sucesso mas "Heartworm", o álbum saído pela Columbia de então, é ainda hoje um grande disco!  



sábado, 26 de outubro de 2013

MEMÓRIAS #5

Não fomos com toda a certeza os únicos a registar para a posteridade os programas do Herman José. São horas e horas de fita com episódios seguidos de entrevistas e pantominas para todos os gostos de um artista que, infelizmente, se emaranhou em si mesmo, perdendo acutilância ao ponto de hoje quase ter caído no esquecimento. Entre muitos sketchs, que agora tem edição encaixotada em DVD cheios de extras, seleccionamos dois curtos momentos sobre música e, de propósito, o universo pimba e sua perversa amplitude. Deixa estar! 



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

MEMÓRIAS #4

Uma das grandes surpresas do ano 2000 foi a edição do disco "Punishing Kiss" de Ute Lemper, um trabalho de estúdio resultante de diversas colaborações mas onde Neil Hannon/The Divine Comedy assumiu um papel principal. Entre canções de Nick Cave, Elvis Costello, Tom Waits, Philip Glass e até Scott Walker, Hannon ajudou em muitos dos arranjos orquestrais e vocais do disco, assumindo duetos com a diva alemã e escrevendo alguns originais como "The Case Continues". Não temos notícia que na época Lemper tenha agendado qualquer concerto para o nosso país, sendo a sua vinda exclusiva ao programa "Herman Sic" um acaso feliz e por onde passeou a sua classe com uma notável presença em palco mesmo com um Herman José a roçar o irritável. De Dietrich a Kurt Weil, passando pelo "All That Jazz", estes foram quinze minutos de excelente televisão culminados com o tal "The Case Continues" de fino recorte e boa memória... 
("why did the blood-stained sheets that burned quite so cold
my only crime was passion wild and uncontolled
if sex were an Olympic sport we'de won the gold)!     

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

MEMÓRIAS #3

Tínhamos nos The Cult um caso sério de devoção. Quando decidiram antecipar a primeira parte dos Metallica em Alvalade com um concerto na Gartejo lisboeta para trezentas almas, não descansamos enquanto não conseguimos os bilhetes mágicos. Corria o mês de Junho de 1993 e em andanças de formação superior pela capital, lá fomos para o fim da imensa fila na tentativa de lhes poder chegar, o que viria a acontecer "à má fila" encomendando as entradas a um "porreiraço" da frente a troco de umas cervejas! O espectáculo valeu todo o "esforço", uma torrente de calor em cima e fora do palco, com um Astbury endiabrado e uma banda acesa ao ponto do baterista ter partido a cabeça por uma queda nas escadas, dizem uns, ou porque levou com um microfone atirado pelo próprio Astbury, dizem outros. Voltariam no ano seguinte para espectáculos em nome próprio no Coliseu do Porto, onde comparecemos, e em Cascais. São dessa ocasião estas imagens e a respectiva entrevista, mas fomos ganhando uma distância cada vez maior à banda e ao seu principal personagem. Então quando Astbury supostamente substitui Jim Morrison numa daquelas digressões recentes dos The Doors versão século XXI fechamos definitivamente a porta. Mas ele anda por aí...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

MEMÓRIAS #2

A XFM foi a nossa rádio desde que começou em 1993 até que se calou em 1997. Curiosamente o site ainda existe e nele podem ler-se as razões oficiais relativas à sua extinção, uma situação repentina e inesperada que motivou inúmeras reacções e protestos em Julho de 1997. No ano anterior, no "Falatório" da RTP2 o director e principal impulsionador do projecto, Luís Montês, tinha prometido que a rádio nunca fecharia e teria longa vida porque "os ouvintes nunca deixariam" que isso acontecesse... Viu-se! Neste curioso programa, fala-se das tais imensas minorias, das tendências da música, dos problemas relativos à sua distribuição física ou do caos do panorama radiofónico e onde participa, para além de três representantes da rádio, o músico Nuno Rebelo, ex-Mler Ife Dada, autor vencedor da música oficial da Expo'98. Passaram 16 anos e mesmo com as alterações profundas verificadas no acesso e partilha da música que a Internet promoveu, certo é que o espectro radiofónico português sofre ainda dos mesmos males e, com a excepção de Lisboa (Radar e Oxigénio), as "imensas minorias" continuam órfãs, a nível nacional, de rádios que façam sentido...  

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

MEMÓRIAS #1

O que fazer das cassetes em VHS, gravadas principalmente nos anos 90, a apanhar pó na arrecadação ou na garagem? Muitos de vós já se questionaram sobre o destino a dar a essas centenas de registos analógicos de filmes, séries e tudo o que pudesse "encher" os 240 minutos de fita. No nosso caso, resistimos algumas vezes a que fossem parar ao lixo na esperança de talvez um dia as tornar a ver e vasculhar, não os filmes ou séries que o esplendor do DVD veio muitas vezes preencher, mas sim os "enchimentos" com o universo da música que tínhamos a mania de fazer: clips, programas ao vivo, reportagens de concertos, entrevistas e outras selecções aleatórias que os 4 canais de televisão da época permitiam escolher. 

Alertado por um amigo, adquirimos a semana passada numa grande superfície um conversor barato de video VHS para imagens digitais e, após algumas dificuldades técnicas não completamente ultrapassadas, começamos a tarefa de visionar, seleccionar e capturar pedacinhos de história que julgamos interessantes e pertinentes juntar a essa televisão imparável e com "cobertura de sinal" planetário que se chama Youtube, mesmo que a qualidade de alguns dos registos e do próprio antigo video-gravador não permitam grandes resultados. 


Assim, aqui fica o primeiro ficheiro do novo Canal Eléctrico II com link aqui ao lado e onde iremos colocando toda esta tralha analógica da qual não temos obviamente direitos de autor, estando por isso sujeitos a que nos seja dada ordem de encerramento compulsivo sem hipótese de recurso. Esperemos que gostem das memórias... enquanto durarem! 


O projecto Jazzmatazz (e não Jazzbatazz como foi mal traduzido) de Guru e onde colaborava o grande Donald Byrd no programa de Jools Holland em 1995 serve, assim, de tiro de partida e serve ainda de homenagem a dois músicos entretanto falecidos. Não por acaso, o tema tem por título "Feel the Music"...