Demorou a termos Nick Drake na capa de uma revista, demorou a dar-lhe o merecido destaque, demorou a fazer justiça ao seu talento, demorou a ouvi-lo como deve ser. Agora, a sua fotografia aparece regularmente num qualquer escaparate de aeroporto ou de estação de comboio como que desafiando uma improbabilidade que, em vida, lhe deveria ter trazido tanta satisfação e aquele sorriso... leve.
Uma vez mais, é a Uncut inglesa a decidir pela primazia (a terceira em onze anos!) a um músico que a, cada evocação e distinção, acaba homenageado pelos seus concidadãos, finalmente, orgulhosos de um dos seus heróis, mesmo que tardio. Warming!
A publicação referente a Julho, à venda por lá a partir de hoje, eleva a atenção que a irmã Mojo tinha realizado o mês passado, tudo a propósito da caixa a sair em breve com uma montanha de pérolas ainda não escutadas gravadas aquando de "Five Leaves Left". No mesmo número aponta-se ainda o curioso relevo à rainha Sharon Jones recordada pelos seus Dapt-kings e a reportagem de um concerto de Mark Eitzel.
O primeiro e fundamental disco de estreia de Nick Drake, lançado há mais de cinquenta e cinco anos, terá edição em caixa em Julho - "The Making Of Five Leaves Left" contempla quatro rodelas, ora de CD ora de vinil, com demos ou canções, um total de trinta outakes nunca ouvidos!
O novo conjunto foi masterizado por John Wood, produtor original dos três discos do mestre editados em vida, e terá por companhia um livro escrito por Neil Storey e Richard Morton Jack, autor da mais recente biografia oficial, onde se contam os detalhes de cada um dos temas e sua gravação.
Existem já vários sites que aceitam pré-encomendas, sendo certo que a versão de vinil rondará sempre uma quantia de aquisição acima de cento e dez euros. Seja como for, any Nick is good Nick!
Em Julho passado, o tributo orquestral a Nick Drake promovido pela BBC Symphony Orchestra, ao lado de uma série de artistas, obteve merecidos elogios e partilhas. Contudo, por não ter sido registado em video, não existem imagens oficiais, embora a totalidade do espectáculo esteja disponível para audição compensadora.
O amigo Scott Matthews, participante orgulhoso no evento, isolou agora uma das suas versões através da montagem de um video com registos dos ensaios e fotografias do homenageado, uma vénia em nome próprio que engrandece uma rendição magnífica de "Northern Sky", essa canção de limpidez inigualável saída do talento de "um dos mais venerados cantores e compositores de todos os tempos" (Matthews dixit). Obrigado, pal!
A probabilidade de existirem imagens em movimento de Nick Drake adulto guardadas em algum arquivo ou gaveta esquecida é, ainda hoje, muito ténue. Restam especulações quanto a ser ele num registo ocasional, supostamente, de passagem por um festival ao ar livre em Inglaterra, autenticidade negada pelo seu mais recente biógrafo, Richard Morton Jack.
O gif de acima, em que ele nos pisca o olho, é já, nos nossos dias, arqueologia digital, pois a imparável inteligência artificial tende a fazer milagres como estes três de abaixo que animam, de forma competente, fotografias clássicas do cantautor inglês. Todos, sem excepção, nos fazem sorrir...
Em dia de memória-vida e confirmando que a música de Nick Drake não tem fronteiras nem idade, aqui fica o caminho para uma colectânea antiga e gratuita de versões com reduto em Istambul, Turquia, que merece atenção, audição e fruição. Teşekkürler!
Não temos por hábito nem por agrado assinalar dias funestos de morte, mas a que aconteceu há cinquenta anos no dia de hoje haveria de, involuntariamente, fazer parte de muitas vidas, da nossa vida - desaparecia Nick Drake, 26 anos de idade, um génio quase incógnito que o mundo da música demorou a conhecer, reconhecer e venerar.
São já várias as homenagens prestadas pela imprensa, quer em inglês ou espanhol e até em português, todas elogiosas e sinceras, todas, ainda e sempre, tardias. Imaginar, por isso, o que seria Nick Drake vivo nos nossos dias é de uma angústia infindável. Bastaria, contudo, esta única canção para o perpetuar e amar. Obrigado, amigo, pela semente de vida!
Como anunciado, decorreu ontem o concerto promenade dedicado a Nick Drake, uma noite de celebração orquestral mas com várias surpresas e excelentes contribuições vocais em pleno Royal Albert Hall londrino. São mais de duas horas de magia, desde logo, bastante elogiadas e que se podem ouvir de fio a pavio através da gravação da BBC Sounds agora disponibilizada. Intemporal!
A série de concertos promenade do Royal Albert de Londres para 2024, que começa na próxima sexta-feira, apresenta no programa deste ano uma soirée dedicada a Nick Drake denominada "An Orchestral Celebration" marcada para dia 24 de Julho, quarta-feira, pelas 19h30.
Canções como "River Man", "Cello Song" ou "Time Has Told Me" serão interpretadas pela BBC Symphony Orchestra conduzida pelo maestro Jules Buckley ao lado de um leque de artistas convidados e onde se contam Scott Matthews, Marika Hackman e as The Unthanks.
Prometida está a transmissão em directo pela BBC Radio 3 e a retransmissão futura via BBC Radio 2. Pena não haver indicações de nenhuma BBC TV. Isso é que era! Há mais de catorze anos foi assim...
Em 1974, um último esforço de Nick Drake no regresso ao estúdio para a gravação de alguns temas não escondia um certa dose de desespero. Entre os despojos de luxo então registados destacaram-se quatro canções que só em 1979 veriam a luz do dia. Uma delas, "Black Eyed Dog", sugeria uma profecia que se confirmaria com a sua trágica morte em Novembro desse ano. Magnífico mas duro...
(a sessão e alguns complementos está por aí à mão de semear mas foram oficialmente incluídos na compilação "Made To Love Magic" de 2004)
Não admira, pois, que a revista inglesa Record Collector, na edição de Janeiro, tenha escolhido o negro como pano de fundo para um destaque de capa a esses tempos escuros ao lado Syd Barrett, um outro problemático iluminado que no mesmo ano foi persuadido a um regresso a Abbey Road para uma esperançosa sessão de composição. Tal como Nick Drake, essa foi também a última tentativa.
Os cinquentenário da morte de Nick Drake que se assinala em 2024 deverá motivar continuados destaques da imprensa especializada ao longo dos próximos meses, últimos tempos de vida de que não existem filmagens ou sequer fotografias - na notável montagem concebida para a capa da revista que coloca, frente a frente, Barrett e Drake a tocar quase na mesma sala, foi usada uma imagem de finais dos anos sessenta obtida no "music room" caseiro de Tanworth-in-Arden.
O amado Nick Drake faria setenta e cinco anos no próximo dia 19 de Junho e, por isso, a revista inglesa Uncut de Julho dá-lhe mais uma vez o privilégio da capa. Acrescenta-lhe um CD a que chamou "Time Has Told Me" com temas de artistas embuidos do mesmo espírito e onde se destacam Joan Shelley, Cass McCombs, Adrianne Lenker ou Jessica Pratt.
No interior, há um artigo de fundo sobre as viagens que realizou em 1967 e o impacto na sua música, uma recensão à nova biografia da autoria de Richard Morton Jack - agora nomeada "Nick Drake - The Life" depois do adiamento - e uma apreciação ao novo disco de tributo/versões "Endless Coloured Ways" também prometido para o mesmo mês.
A figura de Nick Drake tem em território italiano uma expressão e culto surpreendentes. Pelo menos, é isso que transparece da inusitada quantidade de livros e recensões sobre a sua vida, canções e discos que nos últimos anos por lá florescem de surpresa mediante uma atenção ferrenha quanto à sua música. Temos por aqui feito nota dessa inquestionável perdição, centrando a visibilidade em diversas edições impressas que se sobrepõem nas informações e tratamentos das vicissitudes biográficas de uma lenda, ainda e sempre, misteriosas e sedutoras. Pena que as revelações sejam sempre inconsequentes...
O caso deste pequeno livro de bolso é o perfeito exemplo desse repetido díssono. Bem feito e paginado, usando papel de qualidade e apostando num desenho sóbrio e cuidado, as suas noventa páginas percorrem-se, no entanto, num ápice decepcionante em partes de separação vulgar - uma pequena biografia em dez datas marcantes, um ensaio do autor que dá lhe título, uma compilação de traduções para italiano de algumas das líricas, intercaladas com uma vintena de fotografias icónicas, e a selecção de sentenças elogiosas de figuras como Robert Kirby, Joe Boyd, Robin Frederick ou Vashti Bunyan. Nada de novo, nada de significativo e inédito já que, por exemplo, a totalidade das letras de Drake mereceram já uma tradução total em italiano apesar da pobreza da publicação!
Seria, pois, o referido ensaio de Pipo Russo a parte mais saborosa do esforço. Chamou-lhe "Il ragazzo sotto la quercia", ou seja e numa transcrição livre, "O rapaz debaixo do carvalho", o que poderia remeter para a série de fotografias de Keith Morris obtidas no Regents Park londrino em 1970, quatro delas usadas no interior para encerrar o livro sem qualquer anotação, tal como as restantes, quanto ao seu autor ou proveniência! A socapa talvez explique o porquê de não ter sido usada, como parecia óbvio, uma delas para a imagem de capa mas a referência é, afinal, uma alusão à tumba do próprio Drake no cemitério de Santa Maria Madalena de Tanworth-in-Arden, situada por baixo de um imponente carvalho. Mas o que esconde um título tão romântico?
A tentativa literária começa com um "Olá Nick e obrigado pela melancolia". Estamos, assim, perante uma abordagem veneradora de feições poéticas de (in)disfarçado género epistolar pleno de perguntas e inquirições a um destinatário suspirado. Porquês sobre o "céu do norte", o "que disse o tempo" ou "um sítio para estar" que, invariavelmente, esbarram num acumular de futilidades à volta das letras, das suas eternas metáforas e significados. Nas trinta páginas de suposta conversa é como se o músico estivesse do outro lado de uma mesa ou sentado no sofá receptivo a confissões e dúvidas - "Cada um de nós teve sua própria maneira de conhecer a tua música, Nick." (pág. 28) -, uma viagem tristonha que resulta num monólogo de devoção compreensível ainda que de dimensão confusa e préstimo duvidoso, mesmo que o nosso parco italiano possa ter condicionado na exaltação.
Se há virtude que podemos apontar a esta publicação, foi na filmografia final, de três menções, que a encontramos - chama-se "Nick Drake - Songs in a Conversation", é um documentário realizado por Giorgio Testiestreado na Festa del Cinema de Roma em 2019 e aparenta seriedade maturada no gosto e amor de Roberto Angelini e Rodrigo d’Erasmo por Nick Drake, convocando outros artistas italianos para uma série de confissões e versões de canções registadas por John Wood, o mítico produtor dos três álbuns que Drake gravou em vida. Ao filme soma-se a edição de um disco de edição recente mas já audível na sua totalidade.
Se le canzoni fossero battute in una conversazione, la situazione andrebbe bene...
Ao longo do próximo verão será editado "The Endless Coloured Ways: The Songs Of Nick Drake", um tributo em formato de cinco singles e/ou um álbum duplo a cargo da Chrysalis Records com o beneplácito oficial do Estate of Nick Drake.
Não são conhecidos muitos dos pormenores do projecto a não ser o nome de alguns dos artistas aderentes que pertencem ao catálogo da editora como Emeli Sandé e muitos outros de que destacamos Feist, Aldous Harding, John Grant, os Fontaines D.C. ou Craig Armstrong. É dele uma versão instrumental a la U2 de "Black Eye Dog" que enche o trailer hoje divulgado.
ACTUALIZAÇÃO, 1 de Março:
"Cello Song" pelos Fontaines D.C. com filme da autoria do fotógrafo Bill Jackson.
Nick Drake in 1974, Kevin Coyne in 1978, Gaffa in 2022.
A memoir.
de David Belbin. Nottingham, UK; Five Leaves Publications, 2022
A descoberta da música de Nick Drake é um momento marcante e, quase sempre, inesquecível. Bem o sabemos. Em 1974, o jovem estudante inglês David Belbin comprou um vinil barato e, aparentemente, promocional ("white label") com canções de Claire Hammil e dos Sunderland Brothers, nomes manuscritos num dos lados do rótulo central. Do outro, sem indicações ou sinais, só quando em casa o pôs a rodar pode ouvir dois temas de um desconhecido de voz suave e brilhante composição. Não mais descansou até conseguir identificar o autor das líricas enigmáticas e da magia das canções que só mais tarde confirmaria ("Pink Moon" e "Things Behind The Sun"). Sem ainda saber quem era, sabia que lhe seria eternamente devoto.
A demanda coeva por Drake coincidiu com a sua morte nesse mesmo ano, facto de que só se apercebeu posteriormente pela leitura e pesquisa na imprensa da época. A música passou a fazer parte de seu dia a dia, escrevendo para revistas locais, fazendo entrevistas, críticas de concertos ou de discos e nesse frenesim foi dos primeiros a publicar um texto póstumo sobre o malogrado músico e o disco "Pink Moon", o último que Drake editou em vida em 1972, no fanzine Liquorice (Outono de 1975, nº 3) da cidade de Notthingham. O texto original seria incluído nas memórias organizadas pela irmã, Gabrielle Drake. O assunto "Drake" passou a fazer parte das suas cogitações futuras, uma curiosidade que levou até John Martin que, entrevistado por si nesses tempos, recusou dar explicações sobre o amigo falecido ou sobre "Solid Air", tema que escreveu e editou em sua homenagem no álbum homónimo de 1973.
As primeiras trinta páginas destas memórias são, assim, uma prazerosa jornada pelos meandros de uma vida irrequieta e condutora a uma actividade de escritor que se foi acentuando até aos dias de hoje e que tem no papel de editor de uma publicação musical uma tarefa efervescente e empolgante contada na primeira pessoa. Mas há ainda neste pequeno livro muito mais sumo rock & roll...
A parte seguinte afigura-se mais intensa na descrição e na novidade. Com Kevin Coyne (1944-2004) o autor conviveu de perto na presença em concertos, nas conversas de backstage ou na ascensão, mesmo que tímida, da sua carreira e da sua sua onde blues rock de penetração underground. Já como jornalista estabelecido, o gosto e conhecimento sobre os discos, as canções ou as influências de um artista em constante inquietude são expressos de forma emocional e vibrante, críticas e confissões que são verdadeiras manifestações de entusiasmo com naturais altos e baixos, mas que ainda hoje não esfriaram. Basta ouvir este "The World is Full of Fools" para o compreender.
A terceira parte refere-se à banda local Gaffa, um projecto da cidade de Nottingham que apesar da separação em 1980 nunca, verdadeiramente, terminou na sua sonoridade early punk. A amizade e cumplicidade entre os seus membros e o próprio Belbin alcança momentos descritivos de saboroso deleite, percurso contado desde o início em 1977 até à recente reunião do grupo de Junho passado.
Misturando detalhes da sua própria vida, o autor consegue que a leitura das três memórias se afigure de inesperado agrado mesmo para nomes e bandas de que não conhecíamos as circunstâncias e percursos. Meritório, no mínimo.
O dia de hoje estava marcado como data de edição de "Nick Drake: The Authorised Biography", da autoria de Richard Morton Jack, pela clássica editora londrina John Murray Publishers Ltd. A capa e arranjo gráfico estão, aparentemente, aprovados e onde se faz notar um sorridente e tímido Drake perante a máquina fotográfica de Keith Morris. O conteúdo (352 páginas) adianta-se como inédito e abrangente mas sinalizado e aprovado pela família facilitadora no acesso a arquivos e outros documentos originais.
Certo é, contudo, que a data de saída do livro não vai ser cumprida. O autor continua envolvido numa demanda intrincada e vamos ter que esperar até Setembro do próximo ano para que uma prometida claridade sobre tão curta e enigmática vida do pobre do rapaz ganhe, finalmente, mais alguns contornos de nitidez.
Está no The Guardian de hoje uma entrevista a John Wood, o produtor do álbum "Pink Moon" de Nick Drake que chegou em Fevereiro passado aos cinquenta anos. Entre curiosas memórias mas sem particulares novidades, descobrimos que o magnífico "Pink Moon" tem um video oficial desde o referido mês... Qualquer motivo é bom para se ouvir a perfeição!
A revista mensal italiana de música com nome de filme "Blow Up" escolheu Nick Drake para capa da edição de Março (nº 286), uma opção a preto e branco que utiliza a página inteira uma das míticas fotografias de Keith Morris obtidas em Londres num dia soalheiro de 1970 em local incerto e não confirmado. São seis páginas escritas por Emanuele Sacchi a propósito dos cinquenta anos de "Pink Moon", provando o interesse crescente pelo músico inglês no país. O look retro da publicação dá-lhe um charme irresistível. Bello!
de Ennio Speranza. Giulianova (Itália); Galaad Edizioni, 2020
Il ragazzo inglese alto e magro baptizado de Nicholas Rodney Drake editou há cinquenta anos neste dia um disco chamado "Pink Moon". Retirou-se depois, tragicamente, em casa dos pais e deixou que o vento do destino soprasse incerto nas onze canções que tinha gravado em duas noites de estúdio quase solitário e silencioso.
Il ragazzo inglese alto e magro que todos conhecemos por Nick Drake não teve sorte mas a História haveria de lhe fazer justiça, passando a nomear-se o tal álbum como um dos melhores de sempre ao ponto de se querer escrever livros sobre estes vinte e oito minutos de mistério. Ennio Speranza, professor de história da música em universidades transalpinas, é um dos que quis cumprir essa vontade, insistindo que a pretensão teve na música de Drake, e não na sua atribulada vida, o único e primordial desígnio da publicação. Verdade?
Arrumando contextos biográficos em forma de fragmenti e iniciando parágrafos repetindo a referência Il ragazzo inglese alto e magro, denota-se uma certa sofreguidão em chegar às considerações sobre as canções - framenti di analisi - e onde coloca toda a sua evidente cientificidade musical com a reprodução das pautas e respectivos gráficos de acordes, o que no nosso caso acaba por ser uma codificação inútil mas compreensível. Há, no entanto, comentários e sentenças que transparecem pela proeminência das considerações e certezas em confronto com autores, biógrafos ou jornalistas citados e nomeados em demasia. Um risco que seria bom ter evitado.
Mesmo que a leitura em italiano não seja a melhor - a primeira e única tentativa teve uma prática longínqua mas, obviamente, sobre o mesmo assunto - sobressai na narrativa uma arrogância que entendemos como propositada e intencional. Por exemplo, em "Road", a terceira das pérolas, envolve-se com Robert Kirby, o amigo e arranjador de muitas das canções dos dois primeiros álbuns de Drake e que considerou o tema como imperfeito, para tecer comentários abusivos sobre competência ou destreza! Atendendo ao subtítulo do livro que remete para um suposta desagregação ou desintegração, talvez não houvesse necessidade da afronta. Aprende-se alguma coisa?
Não será fácil retirar deste ensaio editorial muitos ensinamentos ou novidades. A matéria tem merecido aturado esforço na procura de ineditismo profícuo mas ele não mora aqui ou sequer nas mais recentes pesquisas (leia-se, por exemplo, o sensaborão artigo do "Independent" irlandês saído esta semana), valendo a esperança em diligências de profundidade e certificação superior que aguardamos com expectativa elevada. Por agora, o melhor é mesmo esquecer a escrita e regressar ao talento d'il ragazzo inglese alto e magro e ao brilho da sua luna rosa...