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quarta-feira, 3 de julho de 2019
FIVE LEAVES LEFT, 50 ANOS!
Neste dia 3 de Julho de 1969 foi editado oficialmente o eterno álbum de estreia "Five Leaves Left" de Nick Drake, santo protector desta casa e de muitas casas. São cinquenta anos, podiam ser dez ou até cinco, este é "o" disco sem idade onde não pousa pó ou sequer saudade porque é como se tivesse sido lançado hoje. Serás sempre o maior, Nick!
sábado, 2 de março de 2019
JOAN SHELLEY, O PROMETIDO É DE VINIL!
Uma das grandes versões de Nick Drake compilada pela revista Mojo o ano transacto pertencia à americana Joan Shelley que decidiu incluir "Time Has Told Me" num EP exclusivamente digital saído logo a seguir em casa própria com o título de "Rivers & Vessels". Juntou-lhe ainda duetos com Bonnie "Prince" Billy e os amigos Julia Purcell, Doug Paisley e Daniel Martin Moore bem como uma líndissima colagem da sua autoria para embrulhar, mesmo de forma virtual, tamanha dádiva. A venda online revertia e ainda reverte na totalidade para a organização ambiental Kentucky Waterways Alliance.
Na passagem memorável por Gaia em Setembro passado não esquecemos de levar uma impressão dessa bonita gravura para receber o autógrafo merecido da autora que se mostrou surpreendida pela lembrança, uma conversa amiga sobre Drake e não só que terminou com a nossa pergunta - vai haver vinil deste EP? A resposta, um misterioso "who knows?" a soar a promessa, faz agora mais sentido com a saída no próximo Record Store Day de uma edição limitada a mil cópias da versão em vinil que vamos querer muito para que a nossa colecção drakeana fique, obviamente, mais bonita!
terça-feira, 19 de junho de 2018
NICK DRAKE, 70 PRIMAVERAS!
Rangum, Birmânia, 19 de Junho de 1948, nascia o menino Nick Drake...
o maior entre os maiores! Parabéns, Nick ;-)
Fame is but a fruit tree
So very unsound
It can never flourish
‘til its stock is in the ground
So men of fame
Can never find a way
‘til time has flown
Far from their dying day
quinta-feira, 22 de março de 2018
A MAGIA DE ROBERT KIRBY!
A vida do produtor e arranjador britânico Robert Kirby (1948-2009) ficou traçada no dia em que conheceu Nick Drake em Cambridge e quando ouviu pela primeira vez a intemporal orquestração para o poema sonoro "She's Leaving Home" dos The Beatles. Ao lado do amigo Nick haveria de gravar "Five Leaves Left" e "Bryter Later", discos onde repousam uma série de arranjos únicos e mágicos traduzidos em temas como "Day Is Done", "Hazey Jane" ou o instrumental "Introduction". É precisamente esse pedacinho que abre uma inédita e recente compilação da responsabilidade da casa inglesa Ace Records que dá conta dessa parceria e muito mais - bem notória no título do disco e até no desenho da capa muito ao jeito da de "Five Leaves Left" - mas entre os vinte temas há ainda uma notável variedade de colaborações datadas da década de setenta, de John Cale a Vashti Bunyan, de Ian Matthews a Sandy Denny, que confirmam o toque de Midas que Kirby emprestou ao chamado folk-rock inglês. Magia pura... basta ouvir abaixo os surpreendentes casos dos Spriguns ou Keith Christmas!
sexta-feira, 16 de março de 2018
MOLLY DRAKE, UM FILÃO INESGOTÁVEL?
Em 2013, a divulgação surpreendente de muitas canções caseiras e inúmeros poemas escritos por Molly Drake confirmou, desde logo, a fonte principal da veia artística do filho Nick Drake, dando aso nos últimos anos a edições de discos oficiais por vontade e comando da filha e actriz Gabrielle, a única herdeira de tão valioso património. Se o ano passado esse filão foi já devidamente explorado pelas irmãs Unthanks num grande disco de versões tranquilizadoras já por aqui sugerido a que se seguiu uma intensa digressão de apresentação por terras britânicas, surge agora disponível uma edição luxuosa, mais uma, em forma de livro vintage baptizada de "The Tide's Magificient" onde se guardam, para além de fotografias, setenta e nove poemas escritos entre 1935 e 1993 e vinte sete canções reunidas em dois cd's! Os temas são na sua maioria uma repetição do disco inicial mas há, contudo, sete inéditos passados a forma digital por John Wood, produtor e engenheiro responsável por "Pink Moon", o último álbum de Nick Drake editado em 1971. De referir que Molly Drake não se coibiu de compor canções sobre o filho como é o caso de "Poor Mum", uma aparente resposta materna ao excelente bossanoviano "Poor Boy" escrito por Nick para o disco "Bryter Later" ou um desconhecido "The Bath Song", tema não incluído nesta edição o que nos leva a especular sobre a dimensão do legado à espera de oportunidade...
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
NICK DRAKE, GRANDES VERSÕES!
Como foi já por aqui anunciado, o número de Março da revista Mojo dedicado a Nick Drake é acompanhado de um cd com versões do mestre, umas melhores, outras menores e ainda algumas que são verdadeiras maravilhas. Escolhemos três perfeitas para a chuvinha do dia de hoje...
Já agora e no mesmo âmbito, aqui deixamos mais duas rendições antigas mas verdadeiramente sublimes.
Já agora e no mesmo âmbito, aqui deixamos mais duas rendições antigas mas verdadeiramente sublimes.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
NICK DRAKE 70!
No ano em que faria 70 primaveras, a revista Mojo antecipa o aniversário (19 de Junho) e dedica o número de Março a Nick Drake e à magia das suas canções, prometendo desvendar alguns segredos (ainda?) escondidos através de testemunhos de músicos e amigos. Há também um cd chamado "Green Leaves" com catorze versões, umas novas como as cargo de Vashti Bunyan ao lado de Gareth Dickson, Bridget St. John, Joan Shelley, Bill Ryder Jones ou Field Music, outras já conhecidas como esta de Lisa Hannigan com os amigos Luluc. Compra e leitura obrigatórias!
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
THE UNTHANKS, UM TRANQUILIZANTE!
Será certamente um sacrilégio só agora prestarmos a devida atenção a mais um maravilhoso disco das The Unthanks mas mais vale tarde... Incluído na série de "desvios" iniciada há alguns anos, o volume quarto de "Diversions" recaiu em 2017 de forma surpreendente nas proto-canções e poemas de Molly Drake, a mãe afortunada de Nick Drake e pela qual Rachel Unthank desde cedo - isto é, desde 2013, altura da revelação surpresa dos seus temas - confessou uma imediata bondade e paixão. A parceria com Gabrielle Drake, a irmã mais velha e tutora do legado do malogrado cantautor, permitiu até transformar simples lembranças de melodias e alguns poemas em verdadeiras canções que não couberam num só álbum, havendo um outro disco companheiro com extras que pode ser adquirido em conjunto directamente no site da banda. Por isso, "The Songs and Poems of Molly Drake" tem de princípio ao fim aquele toque de classe e sedução sem truques que nos habituamos a confirmar nos arranjos de Adrian McNally, opções que teriam certamente a aprovação da própria Molly Drake. No âmbito da passada digressão inglesa para apresentação do projecto foram, entretanto, divulgadas filmagens inéditas da família Drake de que podem espreitar um pouco no video abaixo, uma saborosa e tocante sequência que emociona e, repetidamente, tranquiliza!
quinta-feira, 13 de abril de 2017
COISAS DISPERSAS DO NICK DRAKE...
Não temos a certeza se esta é a primeira referência explícita a Nick Drake numa lírica de uma canção portuguesa mas que sabe bem, disso não temos dúvidas!
terça-feira, 25 de outubro de 2016
NICK DRAKE, TRIBUTO DE LUXO!
O colectivo internacional The Colors Bars Experience com sede em França reúne cerca de uma dezena de músicos clássicos que em 2015 se lançou na aventura de recriar ao vivo o disco "Figure 8", derradeiro registo lançado em vida por Elliott Smith em 2000. Receberam, então, a ajuda de três artistas do mundo da pop como seja o grande Jason Lytle dos Grandaddy e o resultado parece ter entusiasmado as plateias e, consequentemente, o próprio projecto que volta agora à carga, sendo "Pink Moon", o último de Nick Drake editado em 1972, o álbum a recriar. Desta vez terão a companhia nos ensaios e em cima do palco de Eric Pulido, guitarrista e vocalista dos norte-americanos Midlake, Mark Gardener dos ingleses Ride e Brian Lopes dos Giant Sand. Um projecto que se nota sério e cuidado (por exemplo, no pormenor do cartaz de cima que aproveita as riscas do poncho/manta mítica que Nick Drake tinha pelas costas numa célebre sessão fotográfica) e que tem já agendadas quatro datas (únicas?) para o mês de Dezembro por França, Inglaterra e Suécia. Um luxo!
domingo, 19 de junho de 2016
NICK DRAKE 68
Seriam hoje os 68 anos de Nick Drake... Peace!
When I was young, younger than before
I never saw the truth hanging from the door
And now I'm older, see it face to face
And now I'm older, gotta get up clean the place
I never saw the truth hanging from the door
And now I'm older, see it face to face
And now I'm older, gotta get up clean the place
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
WHAT WOULD NICK DRAKE DO?
A resposta à pergunta que surge quase imperceptível e em coro logo no início de uma canção chamada "Nick Drake" é inconsequente... A autora da façanha nada inédita (por exemplo, já os Mogwai o tinham feito há muito) tem o nome artístico de Miynt, uma jovem sueca que escreve e produz os seus próprios temas ao jeito dos MO, Oh Land ou Lana Del Rey. Ao longo de 2015 foi fazendo um pequeno furor na rede que resultou num sete polegadas em vinil e uma versão orelhuda de "Baby One More Time" de Britney Spears. Certo é que a tal Miynt não se sai nada mal e a inspiração confessada em Drake talvez não seja descabida... mas, já agora, alguém arrisca hipóteses sobre o que Nick Drake faria ao ouvir isto?
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
NICK DRAKE 40 #9
O excelente texto "Nick Drake - um desconhecido entre nós" de Pedro Adão e Silva saído na última edição da revista "Actual" do semanário "Expresso", está já disponível para leitura online. Com ele, encerra o destaque especial a propósito dos 40 anos da morte do músico inglês, embora Nick Drake, como facilmente percebem, seja sempre motivo de destaque nesta casa onde nunca precisa de tocar à campainha...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
SINGLES #35
BEAUTIFY JUNKYARDS
FROM THE MORNING/FUGA Nº2
Fruits de Merre Records, UK, CRUSTACEAN 30, 2012
Os lisboetas Beautify Junkyards escolheram "From the Morning" de Nick Drake para juntar a uma série de outras versões no álbum de estreia. Logo à primeira escuta, como demos conta por aqui, percebeu-se a distinção da jogada, um risco assumido mas que resulta numa sonoridade muito própria e vincadamente moderna. Quando soubemos que havia uma casa de discos inglesa que pretendia lançar uma edição limitada de um single com a tal cover, não descansamos enquanto não o tivemos na mão. Na altura, percebemos que o vinil escolhido, para além de alta qualidade, teria várias cores e, sendo assim a simples encomenda às escuras alterou-se para uma dose dupla. As bonitas peças que acima se reproduzem são hoje pérolas queridas da nossa colecção e, confirmam, que a música de Drake não tem país, língua ou dono. Os Beautify Junkyards vão estar pela Invicta ao longo do mês de Dezembro em, lá está, dose dupla e por isso façam o favor de não lhes perderem o rasto para ajudarem a cantar bem alto:
"And now we rise / we are verywhere"!
NICK DRAKE 40 #8
Artigo da BBC News que desfoca o errado estatuto de "Nick Drake, o Patrono dos Miseráveis" e, a propósito da edição do já referenciado livro coordenado por Gabrielle Drake, revela que até Chris de Burgh se quis juntar à festa.
(RE)LIDO #68
YO VI A NICK DRAKE
de Eduardo Jordá. Madrid: Rey Lear, 2014
Reunidos neste recente livro estão quatro contos publicados nos últimos anos pelo escritor maiorquino no "Diário de Sevilla" e outros jornais andaluzes na secção "Relatos de Verano". Uns sofreram alterações, outros somente correcções estilísticas, mas há um deles, o que dá o título à obra e abre a narração, que permanecia inédito. Em jeito de homenagem a Nick Drake, somos transportados para a mansão-mãe de Far Leys, cenário imaginado para um argumento ficcionado mas perfeitamente verossímil, tanto assim que Jordá, segundo confessado ao "ABC", teve que explicar a um amigo incrédulo que nunca lá esteve ou viu sequer Nick Drake! Efectivamente, o autor passou o verão de 1973 numa casa de um outro amigo inglês em Birmingham, muito perto de Far Leys, residência onde Drake gastou os últimos e depressivos dias de vida, mas apesar de ser dos poucos que na altura admirava as suas canções e tinha os discos todos, não fez nenhuma visita ao local. Pelos pormenores usados, nota-se que estudou afincadamente a biografia, as fotografias, as histórias que relacionam a casa, os seus jardins e divisões aos personagens principais da trama - o próprio Nick, que supostamente viu de relance e do exterior numa primeira e fugaz visita em 1973 juntamente com a empregada Birmanesa de nome Naw e a quem perguntou pelo cantor, e o pai, Rodney Drake, que numa segunda visita em 1980, depois da morte do filho, o recebe e encaminha para o interior da mansão. Aqui, para todos os aficionados como nós, o conto ganha uma dimensão peregrina e misteriosa com a descrição pormenorizada das salas e dos seus adereços, entre diálogos respeitantes à anterior tentativa de visita ou argumentos fundamentados sobre a condição física e mental de Nick na voz do pai, até que entram no "Musicroom", o local onde estava um gravador de fita e o quadro original da capa de "Pink Moon". Mostra-lhe então uma folha pautada com a palavra "Unknown" em maiúsculas e mais algumas palavras soltas como "visita", "verano", "recordar" ou "que queria de mí?" ao lado de algumas notas musicais que correspondem a alguns trechos de uma gravação de fita que ouviram momentos antes... Concluem então que o filho teria tentado escrever uma canção sobre aquele "desconhecido" que o procurou em 1973 e que ele, afinal, também viu! Tudo termina com uma demanda inglória junto da editora, do biógrafo Patrick Humphries e da própria irmã Gabrielle Drake, sobre o paradeiro da tal fita. De facto, uma história bem contada, um sonho inconcretizável de ver um herói venerado e amado, tal como cantou o ex-Soft Boys Robyn Hitchcock no álbum "A Star for Bram" de 2000:
I saw Nick Drake
At the corner of time and motion
I caught his eye and he caught mine
NICK DRAKE 40 #7
O nome Paul Wheeler que nos habituamos a ver referido em múltiplas biografias de Nick Drake, nomeadamente na de Patrick Humphries ou em artigos referentes à época, envolve uma série de coincidências notáveis. Compositor e guitarrista, amigo de John Martyn e colega de Drake em Cambridge, chegou a convidá-lo para visitar a mansão de John Lennon e Yoko Ono em Tittenhurst Park, Ascot, onde a sua esposa Diane era assistente pessoal. Pensar que Nick Drake talvez se tenha demorado nas teclas dum famoso piano branco é uma suposição sem confirmação desta curiosa incursão... Mais tarde, como professor de inglês no estrangeiro, chegou a Portugal, país onde se inspiraria para escrever canções. No álbum "Seachages" de 2001, baseado na chegada da internet e noutras "navegações", há dois temas com raizes lusas: "No Wonder" primeiro e "Planet", mais tarde, seriam escritas por cá, sendo a segunda o resultado da sua passagem pela Expo 98 dedicada precisamente aos oceanos (pormenores por aqui). Vive hoje junto ao mar, em Brighton, sudoeste de Inglaterra, continua a compor e escrever canções e é um dos muitos colaboradores e participantes no novo livro "Remembered for a While" onde tem um pequeno capítulo de conversa com Gabrielle Drake (pág. 198 a 202).
domingo, 30 de novembro de 2014
NICK DRAKE 40 #6
Mais um excelente artigo, desta vez nas páginas do Telegraph, e a confirmação da história surreal de Marrocos! Imaginem o que terá sido o Nick Drake a tocar para os Rolling Stones...
(RE)LIDO #67
NICK DRAKE
PERPÉTUEL AUTOMNE - BIOGRAPHIE
de Laurent Toquet. Paris: Éditions Publibook, 2012
A edição francesa de um livro inédito sobre Nick Drake teria, à partida, fortes motivos de atracção. O músico teve uma ligação importante a França por onde andou à boleia na companhia de amigos de colégio (Verão de 1965), sendo a sua passagem por Aix-la-Provence (Verão de 1966) uma fase decisiva de inspiração, aprendizagem e crescimento da sua personalidade e, consequentemente, da sua música. Neste âmbito, diga-se desde já, este pequeno livro é uma desilusão. Ao longo de 65 páginas o autor limita-se a copiar e repetir histórias e factos banais, o que nos leva a questionar a sua pertinência e contributo. A biografia pioneira de Patrick Humphries está traduzida para francês desde 2009 e, assim, a utilidade da edição só pode ser uma: concretizar o desejo de alguém que um dia leu que Robert Smith era fã de um tal Nick Drake que ele desconhecia, partir à descoberta difícil da sua música numa França dos anos 80 e sem discos editados, ler alguns artigos de jornal e revista e, quase em auto-publicação como se depreende da editora em causa, contar a história insossa e sem qualquer rasgo de inspiração. Pretensioso, especulativo e inconsequente, até o suposto humor negro é de um mau gosto atroz. Para riscar da lista e esconder atrás da estante! Cruzes...
sábado, 29 de novembro de 2014
SINGLES #34
NICK DRAKE - RIVER MAN
IS871, England, 7" vinil, Universal Island, 2004
Quando no final de 1994 compramos a compilação "Way to Blue" de Nick Drake para, pela primeira vez, confirmarmos os elogios que alguma imprensa mais atenta jurava a pés juntos serem todos muito poucos para classificar o génio britânico, foi à quinta faixa, precisamente com "River Man", que caímos para o lado... A canção pertence a "Five Leaves Left" o disco de estreia de 1969 mas poderia ter sido, sem rodeios, registada nos nossos dias que o seu brilhantismo de composição não tem idade nem tempo. Há sobre ela uma aura romântica e misteriosa que uma lírica genial adensa e confunde - quem é a "Betty" do argumento e do suposto diálogo, quem é o "River Man" a quem pretende contar "about the plan for lilac-time", etc., etc. Em Cambridge, Drake atravessava um rio para ir a pé para as aulas onde lia poesia afincadamente, de Alfred Noyes até William Wordsworth, e a pista será simultaneamente poética e biográfica. Certo é que foi lá, na universidade, que o tema foi composto e dado a ouvir pela primeira vez ao amigo Robert Kirby, futuro arranjador de muitas das suas canções. Curiosamente, o arranjo sublime que seria incluído no disco pertence a Harry Robinson, um dos poucos que sobreviveu a uma primeira sessão de cordas, havendo também uma versão, preterida na altura, dirigida por Kirby. São precisamente estas duas variantes sonoras que fazem parte de um single de vinil editado pela Island Records em Outubro de 2004 aquando da saída da compilação "A Treasury". Drake nunca teve direito, em vida, à edição de singles mas este era já o segundo que nesse ano a Island arriscava promover ("Magic" tinha saído em Maio) para nosso gáudio. Embrulhado numa capa simples de cartão com imitações de rasgos e marcas de chávena de café, evoca-se um tempo nostálgico de época que o video oficial dirigido pelo multi-premiado Tim Pope consegue vincar maravilhosamente. Ver, mas, preferencialmente, ouvir "River Man" provoca ainda hoje um leve calafrio na espinha, o mesmo que sentimos há vinte anos!
Nick Drake - River Man from fullrange on Vim
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