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sexta-feira, 17 de maio de 2019

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #24

































Para quem colecciona discos em vinil, principalmente os singles, este autocolante redondo e dourado com o desenho hippie de um jovem a tocar guitarra e o nome Telmira colado na parte traseira da capa é um sinal comum da proveniência original de compra. Trata-se de mais uma discoteca do grande Porto situada na maior artéria da cidade que tinha localização junto do jardim do Marquês e que, atendendo à quantidade de discos que nos surgem à frente com a tal referência, deverá ter tido muito sucesso comercial desde os anos setenta já que o número de telefone não apresenta indicativo, acrescento só oficializado no final dessa década.

Entre uma churrasqueira e uma loja de malas em liquidação, hoje no local está instalada uma ourivesaria e a loja foi já aparentemente modificada na fachada com um pórtico em granito que envolve um persiana metálica negra protectora do valioso recheio... Pelo hábito que vamos confirmando ao vasculhar discos antigos, o recheio de então não seria muito ecléctico mas apontando aos êxitos populares tal como é referido sem rodeios na embalagem - "os últimos sucessos em música ligeira e clássica". A nós calhou-nos este!

Nunca lá entramos ao contrário de, certamente, muitos clientes que chegavam e saiam do centro da cidade por essa rua em troleicarros vermelhos de dois andares, nomeadamente o 9 e o 29 que vinham de Ermesinde, Travagem ou Águas Santas, faltando saber se, numa das ruas com maior efervescência comercial da Invicta havia, ou não, mais alguma loja de discos...   

                          Discoteca Telmira, Rua Costa Cabral, 13, Porto


                               Telmira Discoteca, Rua Costa Cabral, Porto

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #23





















Mais um loja de discos e não só... Sobre a "Âmbito" e que aparentava usar um monograma de MON ou então MOV, não temos nenhuma recordação mesmo do espaço indicado no envelope situado na Rua do Campinho, aos Poveiros, zona por onde circulávamos com mais frequência. A loja principal na Rua do Bolhão tinha para vender móveis internacionais (!), candeeiros, equipamento doméstico e decoração a que se juntava a indispensável mistura de rádio e TV e também, como era habitual na época, os discos e o "hi-fi", a alta fidelidade, a aparelhagem, tão ao gosto de qualquer sala que se prezasse! A localização em três pisos virados para a rua leva-nos a supor que o negócio apostava na qualidade dos produtos e até algum requinte instalado num edifício inaugurado em 1973 pela mão do empresário e banqueiro Afonso Pinto de Magalhães, saudoso presidente do F. C. Porto entre 1967 e 1972. O hotel e a galeria comercial adjacente têm a assinatura dos arquitectos Pádua Ramos e Carlos Loureiro mas a solução sempre pareceu arriscada, motivando à época reacções de estranheza e repulsa. Ainda hoje, apesar do êxito da unidade hoteleira situada no actual ninho de turismo da baixa, o quase abandono e encerramento da maioria das lojas e o ambiente tristonho e sombrio do local confirmam o definhar dos negócios extra restauração e vestuário e onde o mobiliário, mesmo de qualidade, já não têm lugar. Tal como os discos...   

Âmbito, Rua do Bolhão, Edifício Hotel D. Henrique, Porto

Âmbito, Rua do Bolhão, 193A, Ed. Hotel D. Henrique, Porto 

Âmbito, Rua do Bolhão, 221A, Ed. Hotel D. Henrique, Porto

Âmbito, Rua do Campinho, 36, Porto

terça-feira, 31 de julho de 2018

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #22






















A primeira investida nestas andanças das lojas de vinil recaiu precisamente na Melodia. Nessa abordagem com quase cinco anos fizemos notar que a casa original seria sem dúvida mais antiga, o que se confirma com o retomar do fio através deste envelope e que se relaciona directamente com a fundação da empresa Rádio Triunfo no Porto. A história está, em boa hora, contada e documentada e a abertura de um espaço comercial em 1955 na Rua Santa Catarina, nº 360, seria a primeira lança de um negócio que a partir de 1957 daria sobretudo primazia a discos de 45rpm através de etiquetas próprias como a "Alvorada", a "Carioca" ou a própria "Melodia" e de que podem ler mais pormenores neste link. No interior do envelope que recolhemos, onde se faz notar um harpa estilizada e um apelativo "Sempre Novidades Em Discos", encontramos meia dúzia de folhetos promocionais de Julho de 1959 de discos de João Villaret ou Simone de Oliveira (neste caso, trata-se do seu primeiro Ep datado de 1958) a que se acrescentam outros de Virginie Morgan, Irene Macedo, Roberto Valentino ou Manuel Fernandes. A empresa teria a partir de 1956 forte concorrência com a chegada da Arnaldo Trindade à mesma rua e a sede ou o escritório, como se comprova num dos lados do envelope, estava situada em plena Praça do Município, na última porta - a nº 309 - do majestoso edifício Capitólio atribuído aos arquitectos Eduardo Martins e Manuel Passos Júnior, seguidores do mestre Marques da Silva, e cuja construção deverá ter terminado pouco tempo antes do início da actividade da empresa em plena baixa. Em 1961 a Melodia abriria uma segunda loja na Rua de Santo António / Rua 31 de Janeiro que herdou, curiosamente, o mesmo número de telefone da loja original e, logo em 1962, a empresa chegaria a Lisboa e à Rua do Carmo para se tornar em definitivo uma das maiores e mais importantes fábricas portuguesas de discos e, já agora, de artistas!

Nota: comparando com a mesma perspectiva de há quase cinco anos atrás, esta primeira fotografia abaixo comprova que há negócios à moda antiga que ainda resistem milagrosamente à voracidade comercial e imobiliária da baixa!   

Melodia, Rua Santa Catarina, 360, Porto














folhetos da Melodia, Rua de Santa Catarina, 360, Porto 




Melodia, Rádio Triunfo Lda., Praça do Município, 309, Porto


Melodia, Radio Triunfo Lda., Praça do Município, 309, Porto

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #21





















Ao assistir ao video psicadélico que acompanha o novo single dos Beach House a dúvida foi instantânea. Aonde é que já vimos este grafismo? Depois de alguma procura, lá encontramos mais um dos pequenos envelopes de papel à moda antiga com um dos lados com o tal quadriculado a preto-e-branco semelhante ao que o video evidencia e que no verso apresenta a marca da Casa Ricardo Lemos da Rua Formosa, muito perto do cruzamento com Santa Catarina, hoje um negócio de pronto-a-vestir e acessórios. Vendia, aparentemente, só discos em pleno início dos anos 70 atendendo a que o número de telefone impresso não apresenta o indicativo geográfico (22) introduzido no final dessa década. O pequeno disco que estava no interior confirma a época - uma edição brasileira do hino oficial "Prá Frente Brasil" e a glorificação sonhada do país como potencia futebolística em 1970 que se viria a confirmar com a conquista do tri-campeonato na Cidade no México a que se acrescenta outro tema, no lado b, sobre a primeira vitória datada de 1958 e uma equipa mítica de Garrincha, Vavá, Mazolla e... Pelé!

Casa Ricardo Lemos, Rua Formosa, 265, Porto
Casa Ricardo Lemos, Rua Formosa, 265, Porto

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #20





















Em plena Rua de Santa Catarina, mesmo em frente ao Café Majestic, abriu em 1956 a Arnaldo Trindade e Cª Lda, casa onde se misturava, na altura e como era tradição, a venda de electrodomésticos e discos das principais editoras europeias e até da mítica Motown americana. Mas o empresário que deu nome à empresa, nascido em pleno Bonfim, tinha outros sonhos para o negócio - a produção musical e um selo próprio que agregasse artistas nacionais e assim, desde cedo, a Orfeu haveria de fazer história no panorama da edição em Portugal. A lendária editora teve este ano direito a uma excelente exposição retrospectiva que decorreu até ao início de Setembro na Casa do Design em Matosinhos e onde, para além do destaque óbvio aos muitos artistas que por lá registaram as suas composições, foram homenageados uma série de designers ou fotógrafos que contribuíram para a afirmação e consistência do selo da Orfeu visível nas capas dos muitos discos editados. Pena que da mostra não tenha resultado um catálogo notoriamente obrigatório... O envelope que acima reproduzimos talvez tenha o dedo de algum desses "gráficos" saídos da Faculdade de Belas Artes da cidade, concebido a pedido do empresário visionário em plenos finais dos anos cinquenta já que o disquinho que estava lá dentro quando o adquirimos esquecido numa loja de amontoados diversos em plena Rua do Almada data precisamente de 1959 e é um raro EP de Carl Dobkins Jr. onde estão pérolas do rockabilly como "Lucky Devil" ou "Class Ring"! O lindo prédio é hoje ocupado ao nível da rua por mais uma seta avançada do império espanhol Inditex com uma solução moderna de recuperação, no mínimo, questionável, mas, pelo menos, o restante edificado apresenta-se vistoso e com uma brancura luminosa que contrasta com a negritude de muitos dos prédios vizinhos. O local, onde a Orfeu se manteve aparentemente até 1983, mereceria, por tudo isto, mais atenção patrimonial e talvez um dia alguém se lembre de lá afixar uma placa evocativa que prestigie uma história mítica e, principalmente, faça justiça eterna ao seu promotor e mentor Arnaldo Trindade!     

Arnaldo Trindade & C.ª. L.da, Rua Santa Catarina, 117, Porto 

Arnaldo Trindade & C.ª. L.da, Rua Santa Catarina, 117, Porto 


quarta-feira, 3 de maio de 2017

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #19





















Desde a infância sempre ouvimos falar da Casa Caçador na Areosa, uma espécie de "têm tudo" inclusivamente móveis musicais e, claro, discos. Ocupando o rés do chão de um prédio tipicamente "anos 60" revestido com aquele ladrilhado de época, a loja teria duas entradas e duas montras - e, como se comprova, duas linhas telefónicas - precisamente as que hoje são ocupadas pelo inevitável negócio asiático de nome "Chinês Prazeres" no número 338 e uma espécie de pronto a vestir soturno no número 326 da Rua D. Afonso Henriques. Este troço da longa artéria que começa no cruzamento da Areosa pertence ainda à freguesia de Paranhos e é a prova que nem tudo o que fica para lá da Circunvalação já não é Porto embora a rua atravesse ainda nas imediações as freguesias de Rio Tinto, Gondomar e Águas Antas, Maia! Quando compramos este envelope inédito o vendedor confirmou que a loja terá fechado já em plenos anos 90 mas o que é certo é que o enorme e vertical reclame luminoso está ainda por lá bem preso ao prédio, centrado entre duas montras e mesmo por cima da entrada para os apartamentos cimeiros. Outra boa razão para a sua aquisição foi precisamente o disco que estava lá dentro, nada mais nada menos que o enorme "Tin Soldier" dos Small Faces e que na edição portuguesa de 1968 não tinha capa oficial, servindo o envelope de aconchego perfeito a uma malha de enorme calibre... e com direito até com a uma curiosa coloração a lápis da palavra "DISCOS"!  

Casa Caçador, Rua D. Afonso Henriques, 326-338, Areosa-Porto

Casa Caçador, Rua D. Afonso Henriques, 326-338, Areosa-Porto




























segunda-feira, 23 de maio de 2016

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #18





















Nascido há quarenta anos, o Shopping Brasília da Rotunda da Boavista é o mais antigo espaço comercial do género em toda a Península Ibérica. Desde a abertura - 6 de Outubro de 1976 - aí se instalou a Discoteca Lira, um clássico portuense na venda de discos e que inicialmente também vendia electrodomésticos, hi-fi e afins. Aquando da ampliação do espaço, a Lira transferiu-se para o piso 0, mesmo à entrada traseira do shopping, ocupando a loja nº 121 onda vendia exclusivamente discos em vinil e depois CD's que ainda hoje estão por lá escondidos atrás dos cabides com roupa em segunda mão, negócio que desde há seis anos veio substituir definitivamente a música! O nome, esse é ainda o mesmo, um estratagema burocrático que não deixa de ser curioso, prolongando no tempo uma marca facilmente reconhecida pelos muitos clientes que durante muitos anos tinham no Brasília e nas suas 250 lojas uma referência de qualidade comercial. Tal como a Peggy, a Melody e a Valentim de Carvalho, as outras discotecas que singraram no Brasília, a Lira é hoje uma simples memória impressa num envelope de papel para todo o sempre...      

                       Discoteca Lira, Shopping Brasília, Porto
Discoteca Lira, Shopping Brasília, Porto













quinta-feira, 24 de março de 2016

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #17





















Nas férias escolares da Páscoa e com a chegada da Primavera, era certa uma ida à baixa do Porto para uma série de afazeres e compras da época na companhia da nossa mãe e, já agora, uma escapadela à Valentim de Carvalho da Rua 31 de Janeiro. Foi lá, afinal, que tudo começou com duas K7's dos The Beatles, uma história que já contamos por aqui e que nunca mais parou... Mantemos é uma dúvida sobre o efectivo local da loja que julgamos se ter situado, descendo a rua à esquerda, entre os números 210 e 220. Temos a memória de um espaço comprido e com um andar superior que os actuais e enormes vidros destes dois prédios sugerem, embora a Vadeca (as duas iniciais do nome da empresa) fosse um "acrescento" posterior da casa mãe situada mais abaixo no número 176, mesmo ao lado da vistosa Casa Vicent. Lá foi instalado um estúdio de gravação, como se comprova pelo anúncio de imprensa dos anos 40 recolhido pelo blog Restos de Colecção, mas não temos a certeza se funcionou também como espaço comercial. O famoso logótipo da empresa  - um V e um C embutidos num disco de vinil - é atribuído ao arquitecto Conceição e Silva e a empresa fundada em 1824 marcou a história de toda a música do país, um assinalável sucesso que teria um final trágico em 2009. Antes, a aposta forte na abertura de lojas - em 2001 eram 24 mas já em dificuldades- de oferta múltipla, de livros a instrumentos musicais, passando pelo DVD ou jogos de computador e espaços de cafetaria, seria uma fuga para a frente que o advento do mp3 haveria de ferir de morte tal como aconteceu a projectos quase paralelos semelhantes (é só lembrar os casos da Virgin, da Bulhosas ou a Megastore Roma no Bolhão). Nesta loja da baixa portuense compramos discos em vinil sem conta - o mais importantes dos Beatles, Pink Floyd e alguns Rolling Stones - e em plenos anos 90, aquando do definhar do formato, acabamos por adquirir uma imensidão de outros bandas e artistas cujos catálogos (da Island, nomeadamente) estavam ao desbarato (p. ex. John Cale). Fizemos, neste âmbito, algumas boas descobertas (os The Innocence Misson!), corremos riscos, cometemos gaffes e vasculhamos com êxito até em K7's VHS, mas rapidamente o monstro FNAC haveria de se instalar (1998) confortavelmente no negócio, aniquilando qualquer concorrência que só mesmo o Carrefour de VNGaia aguentou durante algum tempo.  

Vadeca (?), Rua 31 de Janeiro, 210 ou 220, Porto













Estúdio Valentim de Carvalho, Rua St. António, 176, Porto














sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #16





















Agora que a Rua de 31 de Janeiro parece voltar a estar "in" com a reabertura de mais alguns espaços comerciais, o nosso roteiro chega hoje à Discoteca Santo António, talvez a loja de discos com a fachada mais bonita da cidade! Situada logo no início da rua num prédio de colunas marmoreadas, era por isso a primeira visita da nossa deambulação por aquela artéria, nem que fosse só para ver os álbuns das montras pendurados por uns esticadores de aço, o que lhe conferia um aspecto primoroso e arejado. Temos ainda a dúvida, mas na versão original a loja de discos ocupava ainda o espaço que antecipava a actual entrada, hoje um pronto-a-vestir, como se depreende olhando para a geminação do edifício original. Como (quase) todas, fechou para dar lugar a um restaurante de cozinheiro/sorveteiro plastificado à porta, o que retira nobreza e beleza a um espaço que merecia mais cuidado e requinte, tendo o negócio antigo, em fase mais recente, passado para o 1º andar, letra F, como ainda se pode confirmar hoje na rede. Nada mais sabemos sobre o seu proprietário, data de encerramento ou qualquer outro pormenor, mas a história da Santo António não terá sido muito diferente de todas as outras discotecas da cidade - um lento definhar com o advento do Cd e do mp3 à espera de melhores dias que parecem ter, em boa hora, chegado à mítica Rua de 31 de Janeiro, antiga Rua de Santo António.

Disco. Santo António, Rua 31 de Janeiro, 231-235, Porto
Disco. Santo António, Rua 31 de Janeiro, 231-235, Porto
Disco. Santo António, Rua 31 de Janeiro, 231-235, Porto

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #15





















Ao ler o excelente artigo que a Patrícia Carvalho redigiu para o "Público" em Maio passado sobre a Rua do Paraíso do Porto ainda tivemos a esperança que a referência a uma discoteca, melhor, a esta ou a outra casa de electrodomésticos e afins fosse aparecer... Nada. É certo que não lemos o livro que Zilda Cardoso escreveu sobre esta mesma artéria portuense com muito para contar, mas nada sabemos sobre a "Electro C." ("C" de quê?) pertencente a um tal Arnaldo J. Rodrigues, casa, pela amostra, especializada em reparações eléctricas e tudo à volta e onde, aparentemente, se vendiam discos. Talvez o tal comércio se concentrasse na loja do Centro Comercial de Cedofeita que a embalagem ostenta (sem nº de telefone!), o que remete para tempos posteriores a 1978, ano de inauguração daquele espaço de comércio com características de shopping (sim, o CCCedofeita já tem 37 anos e só é batido pelo Brasília com 39!). O nº 277 da Rua do Paraíso é hoje uma florista, casa antiga de friso em granito, azulejos típicos e novas portas verdes, emparedada entre prédios recentes mas com um "moderno" piso superior do tipo marquise. Apesar da expressão "Electro", etiqueta de um certo tipo de música muito em voga nos 80's e recuperada em plenos anos 2000 (lembram-se do chamado Electroclash?), para nós, um passeio nesta zona de Camões, Lapa e Cedofeita, teria como banda sonora perfeita este paraíso... beijos!      

                         Electro C., Rua do Paraíso, 277, Porto

Electro C., Rua do Paraíso, 277, Porto


























sexta-feira, 3 de julho de 2015

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #14






A venda de discos misturada com electrodomésticos ou mobiliário tinha na Electro-Visão um verdadeiro clássico comercial espalhado pelo Porto. Temos algumas memórias da pequena discoteca de St. Catarina, mas o negócio estava já implantado desde finais dos anos 60 por outras artérias da cidade e até de Vila Nova de Gaia como o prova o anúncio de imprensa disponibilizado pelo blog Musica a Preto e Branco. Interessante a referência a uma loja na Rua do Bonfim, zona por onde "vagueamos" parte da nossa juventude mas da qual não temos qualquer memória. Depois, como atesta a embalagem de cima, a sede assentou na Praça do Marquês onde hoje está uma dependência da Caixa Geral de Depósitos, a loja da rua de St. Catarina transformou-se inevitavelmente num pronto-a-vestir e o local do estabelecimento da Rua de St. Ildefonso encontra-se encerrado à espera de melhor sorte, ou seja, de melhor... visão!      

               Electro-Visão, Praça do Marquês, 58, Porto

                   Electro-Visão, Rua St. Catarina, 62, Porto

Electro-Visão, Rua St. Ildefonso, 51, Porto






sexta-feira, 8 de maio de 2015

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #13





















E ao #13 voltamos à casa de partida, isto é, ao primeiro post desta série dedicada a um roteiro de casas de discos do Porto onde se destacou a Melodia. É que antes dela existiu no mesmo local - supostamente, já que o nº da porta é o mesmo - uma outra discoteca chamada Teixeira de Brito Lda. mas, infelizmente, a história acaba aqui. Não temos qualquer outra referência a não ser o bonito envelope de papel de cima e a certeza de que a passagem para a Melodia terá acontecido antes de 1974 já que o nome da Rua de Santo António só voltaria à designação inicial de Rua de 31 de Janeiro depois do 25 de Abril. Certo é, no entanto, a imperiosa reconversão desta clássica artéria da Invicta, um verdadeiro ninho de discotecas ao longo de décadas mas hoje muito degradada e abandonada - lembram-se de uma logo esquecida sugestão de umas escadas rolantes centrais e até de uma pista de ski que efectivamente aconteceu em 2007!         

Discos Teixeira de Brito Lda., Rua St. António, 35, Porto
















sexta-feira, 10 de abril de 2015

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #12





















A loja Foto Coimbra continua, com surpresa, no mesmo local da Rua St. Ildefonso! Faz revelação tradicional de fotografia e é conhecida no Porto pelos retratos de pose que insiste em efectuar pela mão de Augusta e A. de Oliveira, história já contada num artigo do "Diário de Notícias". Aí, em 2006, fala-se que a casa tinha 18 anos na família mas a sua instalação deve ser bem anterior atendendo a que o negócio era bem diferenciado! Electro-domésticos, cinema para amadores, t.s.f/rádio, fotografia e... discos, como se imprimia a letras fortes na embalagem de papel que envolvia os singles. O exemplar de cima parece ter servido para alguém levar para casa o mítico "São Francisco" do Scott MacKenzie o que nos leva a supor que o negócio vem já de finais dos anos 60 ou inícios dos 70... 
There's a whole generation with a new explanation
People in motion people in motion


Foto Coimbra, Rua St. Ildefonso, 6, Porto

                   Foto Coimbra, Rua St. Ildefonso, 6, Porto

                    Foto Coimbra, Rua St. Ildefonso, 6, Porto