Mostrar mensagens com a etiqueta Rocky Racoon. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rocky Racoon. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

McCARTNEY, OLHA O SINGLE!















Uma das grandes canções do ano é, sem surpresas, "I Don't Know", mais uma das muitas a que Paul McCartney nos habituou ao longo de décadas e que, ao lado de "Come In To Me", foi um dos primeiros sinais vintage do novo álbum "Egypt Station" saídos digitalmente em Junho passado. Como era urgente e desde ontem, há agora um bonito single de vinil com os dois temas que serve para assinalar a próxima e irritante Black Friday e o melhor é que da peça há por aí espalhados 5000 exemplares o que, aparentemente, espanta qualquer demanda apressada e inatingível.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

ROCKY RACOON #14


Como anunciado, o dia de hoje marca o lançamento da versão especial "The White Álbum" dos The Beatles que assinala os cinquenta anos de um monumento sonoro inigualável. Atentos ao burburinho estão todos os que, jogando por antecipação, despertam nos muitos aficionados da banda impulsos recoletores de memórias coleccionáveis de qualidade superior. É o caso da Snap Galleries de Londres que, repetindo a gracinha quanto a fotografias dos Fab Four, tem à venda uma série limitada de cinco originais do fotógrafo Ian Macmillan, o tal da passadeira londrina que resultou na capa de "Abbey Road", o álbum seguinte e que, lá está, em 2019 fará também cinquenta anos. São cinco imagens icónicas devidamente assinadas que contam uma história rebatida a que se acrescentam constantemente pormenores deliciosos mas curioso é o facto destas mesmas reproduções terem já sido notícia há quatro anos atrás por estarem em leilão conjunto com as expectativas de venda a chegarem às 70 000 libras! O acaso raro que agora se repete (!) tem o módico preço fixo de 25 000 libras esterlinas o que se afigura depreciativo quanto ao efectivo fervor da chamada beetlemania. Estranho. Mesmo assim e se nos dessem a escolher uma delas, a eleita seria a do "frame 2" (acima) onde McCartney tem ainda (já?) as sandálias calçadas e os quatro atravessam a estrada no sentido contrário ao da fotografia original o que faria um vistoso pendant afixado numa parede ao lado da nossa velhinha capa do disco português gasto até à exaustão! 



terça-feira, 25 de setembro de 2018

THE BEATLES, SIMPLESMENTE!

Para sempre eternizado como "The White Álbum", chega agora a vez do disco oficialmente apelidado de The Beatles conhecer uma carrada de versões e adições já no próximo dia 9 de Novembro que o Natal está quase aí! No seu 50º aniversário, prometida está uma nova mistura e limpeza a cargo de Glies Martin e Sam Okell a que se acrescentaram as demos acústicas registadas no bungalow londrino de Georges Harrison e que, por si só, valem uma audição atenta e demorada. O ano de 1968 marca a chegada controversa de Yoko Ono, a estadia indiana que inspiraria as novas canções e muitas, muitas outras peripécias que não retiram um único mérito a um dos melhores discos de sempre da história da música popular. É só escolher quanto querem, ou não, gastar! Simples...





segunda-feira, 25 de junho de 2018

O SUBMARINO AMARELO 50 ANOS DEPOIS!
















Não, este submarino amarelo nada tem a ver com um clube de futebol espanhol, agora que vivemos dias de imersão na bola, mas trata-se sim do regresso aos grandes ecrãs do clássico filme "Yellow Submarine" lançado em 1968 pelos The Beatles e dirigido pelo realizador e animador canadiano George Dunning. Inspirado na canção com o mesmo nome que McCartney e Lennon escreveram dois anos antes, o tema apresentava-se na sua aparente inocência e nonsense infantil para um destinatário previamente escolhido, ou seja, a voz do baterista Ringo Starr, num conto fantástico que um conjunto de técnicas inovadoras de animação e de design analógicas e manuais transformariam num espectáculo visual intemporal. Restaurado, melhorado, aprumado, o documento regressa a algumas salas seleccionados dos E.U.A. e do Reino Unido já no próximo mês de Julho (não sabemos se haverá projecções por cá), precisamente cinquenta anos depois da estreia, aproveitando a "máquina" para relançar a banda sonora e a película em todos os formatos possíveis e imaginários paralelamente a uma diversidade de merchandising bastante apelativo. We all live in a yellow submarine...
yellow submarine



sábado, 23 de junho de 2018

McCARTNEY VINTAGE!

Cinco anos depois, Paul McCartney regressa em plena forma ao que sempre soube fazer, ou seja, canções. São logo duas, qual delas a melhor, e que anunciam um álbum novo de nome "Egypt Station" a sair em Setembro. Puro vintage pop!




sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

CID, HAJA CORAÇÕES!

























Isto sim é uma capa potente para embrulhar o novo álbum "Clube dos Corações Solitários" do tio Cid. Bora lá identificar! Cada um de nós pode fazer parte do cenário no espaço em branco... genial, mas, oh lá, falta o Salvador Sobral! Um dos novos temas chama-se "The Fab 4" e é uma versão moderna de "Ode To The Beatles", magistral original do Quarteto 1111 de 1971. Para a semana há apresentação ao vivo e a cores. Haja corações...

segunda-feira, 3 de julho de 2017

(RE)VISTO #67













SGT. PEPPER'S: A REVOLUÇÃO MUSICAL
Dir. de Francis Hardly, Apple Corps. Ltd, RTP1, Portugal, 30 de Junho de 2017
A ideia de um documentário comemorativo dos cinquenta anos de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos The Beatles destinado a televisão generalista sugere, à primeira vista, uma insistência nos clichés e imagens que nos fomos habituando a ver ou ler em tantos outros programas e revistas da especialidade. Mas o que compositor inglês Howard Godoall se deu ao trabalho de escrever é um guião diferente e bastante inovador sobre um álbum que parece infindável de pormenores, histórias e inspirações e, por isso, a revolução musical que dá título ao documento é mesmo um desafio que se acaba por provar com bastante pertinência e sem muitos truques. Peça a peça, instrumento a instrumento, canção a canção, ficamos absortos com a sequência escorreita dos factos e informações que, de forma simples e inédita (os instrumentos tocados em separado ou as conversas de estúdio são aqui utilizados na perfeição), nos agarram desde as duas peças extra iniciais ("Strawberry Fields Forever" e "Penny Lane") até esse pedaço em miniatura chamado "A Day In The Life" que, como referido, é o espelho contido de todo um disco ainda e sempre notável. Não percam a oportunidade e andem lá para trás até sexta-feira na vossa caixa de televisão ou então sigam a ligação já disponível online. Não se vão arrepender.      

sexta-feira, 26 de maio de 2017

ROCKY RACOON #14





















Passam hoje precisamente cinquenta anos sobre a edição em Inglaterra do álbum "Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band" dos The Beatles. Ao oitavo disco de estúdio os de Liverpool faziam história eternamente sedutora e realmente inovadora, embora a nossa adesão e a este álbum tenha sido, no que ao amor pela sua música diz respeito, um tanto tardia... Desde a capa, à sequência dos temas, passando por alguns misticismos referentes a mensagens escondidas e de leitura difícil - bem tentamos várias vezes andar com o disco para trás sem grandes resultados - há muito para escolher quanto ao valor simbólico de um disco classificado como intemporal, mágico e, acima de tudo, imbatível e que conhece agora uma edição plena de extras, inéditos e coisa e tal. It's getting better all the time... sempre!



quinta-feira, 13 de abril de 2017

ROCKY RACOON #13





















Aproxima-se a passos largos a edição brutal que assinala os cinquenta anos do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos The Beatles, uma excepção autorizado pela própria Apple já que o mítico disco nunca foi alvo de qualquer versão luxuosa. Aproveitando a onda, a galeria londrina Snap tem já disponíveis para venda uma série de imagens da autoria do fotógrafo francês Jean-Marie Perier obtidas durante as sessões de gravação em Abbey Road. Inicialmente e com um limitado tempo disponível para o registo, Perier tentou que o momento se tornasse inolvidável para os próprios Fab Four e, sendo assim, distribuiu entre eles cigarros e isqueiros que mandou acender no tempo certo para um efeito inspirador de uma mítica fotografia posteriormente usada na capa do single "Strawberry Fields Forever/Penny Lane". O convite para outras sessões acabou naturalmente por acontecer e, montando um estúdio improvisado no local ao longo de uma semana, o francês lá foi fazendo história que agora pode ser obtida em número e tamanho limitado e assinado mas com preços só mesmo para coleccionadores insanos - aproximadamente 2500, 5000 e 12000 libras esterlinas dependendo do formato e da disponibilidade (entre 5 e 15 exemplares de cada uma)! Valha-nos o melhor, a música!



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

ROCKY RACOON #12

























Este anúncio do jornal "Público" de 23 de Dezembro passado era impossível passar-nos despercebido - página ímpar inteiramente a preto e branco, uma icónica fotografias dos The Beatles e uma marca de relógios prestigiada, aguçaram-nos a curiosidade para tentar saber mais e... sonhar. O produto, um clássico da casa suiça chamado maestro, recebeu os treze títulos dos álbuns da banda ao redor do mostrador substituindo os números e na posição das 4 horas a reprodução da célebre capa do disco "Help" editado em 1965 com logótipo oficial bem centrado no mostrador. Simples, clássico, eterno! A edição limitada pretendeu em 2016 comemorar os quarenta anos da Raymond Weill e dizem que foram somente produzidos três mil exemplares da peça anunciada por cá estrategicamente na ante-véspera de Natal! Pena o preço de tamanha tentação - andar no pulso com 1400€ não é para todos - e por isso, a paixão foi rápida e passageira ao contrário do que cantou John Lennon...

It's a love that last forever
It's a love that has no past

quinta-feira, 5 de maio de 2016

THE BEATLES, HAVEMOS DE IR A VIANA!





















Está patente no Museu do Traje de Viana do Castelo desde o passado dia 30 de Abril uma exposição dedicada em exclusivo aos The Beatles. Não sabemos se esta é primeira mostra do género em Portugal, mas a iniciativa é certamente a mais recheada já que apresenta 2600 discos raros de todo o mundo do grupo britânico pertencentes à colecção de Vítor Coutinho, um aficionado a "juntar" quase à 50 anos! No espaço do museu um tratamento cenográfico cuidado e atractivo aguça a curiosidade e a partilha e, por isso, havemos de lá ir... até 26 de Junho.

quarta-feira, 9 de março de 2016

GEORGE MARTIN (1926-2016)














O que teriam sido os The Beatles sem George Martin? A pergunta, talvez inconsequente no dia que marca a sua morte, terá múltiplas respostas. Uma delas, contudo, será comum e abrangente - a música dos Fab Four tem na produção de George Martin (o quinto Beatle...) o condimento milagroso da eternidade, o saber dar a ouvir e a fazer invisível em cima de um palco mas decisivo atrás de uma mesa de mistura. Sir George Martin esteve no Porto em 19 de Outubro de 1995 para conduzir a Orquestra Clássica do Porto num Coliseu cheio, mas não esgotado, num evento patrocinado pela Presidência da República chamado "Beatles Pela Paz". Nem mais... Peace!    


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

(RE)LIDO #70





















OS BEATLES POPULARES
Os Beatles na Imprensa Portuguesa
1963-1970: Os Jornais
de Abel Soares Rosa. Lisboa: Blogue Beatles Forever, 2015
A saga de Abel Rosa tem neste final do ano um novo capítulo, talvez o último: mais uma compilação de notícias em jornais onde os The Beatles como banda ou a solo tiveram destaque, principalmente numa triologia de diários lisboetas constituída pelo "Diário de Lisboa", o "Diário de Notícias" e o "Diário Popular", tendo este último servido de inspiração para o cabeçalho da capa e título do livro. Pena que a diversidade não seja mais abrangente, talvez mesmo porque não existiu, mas atendendo a que só no Porto saíam neste período três jornais centenários que amiúde lá vão aparecendo reproduzidos (de "O Comércio do Porto" não há uma única referência!), significa que pela Invicta os Fab Four não seriam assim tão populares... ou então a linha editorial era de certeza mais conservadora. Tal como anteriormente, a primazia recai, obviamente, sobre o fait-divers, o superficial ou sensacional mas há excepções: por exemplo, a interessante entrevista de Joaquim Letria a Paul McCartney em Albufeira ("O Sansão era da Bíblia... a nossa força não reside nos cabelos" in "Diário de Lisboa", 30 de Maio de 1965) mas é bom constatar que a unanimidade da época sobre os ingleses era, mesmo entre os mais jovens, inexistente. Uma jovem loura portuguesa responde mesmo que os Beatles "não têm qualquer interesse. Não gosto deles. Não me satisfazem, nem como estilo de música nem como figuras. Prefiro, então, a Françoise Hardy ou a Sylvie Vartan" ("Diário de Lisboa", 31 de Maio de 1965). Ora toma! Um dos textos introdutórios da autoria de Afonso Cortez ("A popularidade dos Beatles Nunca Foi Grande Entre Nós", pág 2 e 3) ajuda talvez a perceber o fenómeno invertido, mas a conclusão a que já fomos aludindo aquando da leituras dos capítulos anteriores desta série é que, como fenómeno musical e social importantes, os The Beatles foram por cá simplesmente ignorados e desprezados, contrariando o vaticínio da época de Mahrashi Maresh, guru da meditação transcendental, sobre os seus pupilos: "Os Beatles são os maiores filósofos práticos deste século..." (in "Diário de Lisboa", 29 de Agosto de 1967). Helllo!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

ROCKY RACOON #11













A reedição luxuosa, mais uma, da compilação "1" dos The Beatles lançada em 2000 para além dos habituais bonús, refinamentos e afins inclui uma série de cinquenta (!) videos chamados "mini-movies" inéditos e restaurados. O primeiro a ser divulgado refere-se à magnífica canção "A Day In The Life" e, só por ele, a "coisa" já valeu a pena. Gravado a cores sempre entre as 8 da noite e a 1 da manhã dos meses de Janeiro e Fevereiro de 1967, percebe-se a anarquia reinante de uma banda, uma orquestra idosa, confusa mas cooperante e até a presença dos "amigos" Keith Richards, Mick Jagger, Marianne Faithfull ou Donovan! Imperdível!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

(RE)LID0 #69





















OS BEATLES ILUSTRADOS

Os Beatles na Imprensa Portuguesa 
1963-1972 Vol. II
de Abel Rosa. Lisboa: Blogue Beatles Forever, 2014
Um previsível segundo volume que recolhe artigos de imprensa portuguesa sobre os The Beatles surgido no final do ano passado deve ser já uma peça de colecção! Organizado pelo blogue Beatles Forever, a tiragem inscrita é de 250 exemplares que, certamente, já desaparecem das bancas. A receita é a mesma e, ao que parece, resulta: facsimiles de alto a baixo de mais uma série de reportagens e artigos de época com o relato a incidir nos habituais fait-divers sobre as namoradas, os casamentos e o dia-a-dia cada vez mais atribulado da banda, tudo sem muita profundidade ou cuidado já que as fontes, indirectas, repetiam até à exaustão a mesma coisa - gostamos da referência a uma tal "Banda Plastic Omo" (sic) e da "nossa perninha" de um rebuscado artigo da revista "AZ"! Há, como sempre, excepções como o da revista "Flama" de 15 de Agosto de 1969 onde, em 10 páginas (!) se revela o "império dos Beatles", descrevendo o caos controlado de um dia de trabalho da sede londrina da "Aple"... Surreal. Surreal é também, quanto a nós, a relação dos quatro de Liverpool com Portugal! Como banda nunca por cá passaram e a única entrevista ao grupo foi feita na Suécia em pleno verão de 1964 por César Faustino para o "Diário de Lisboa", jornal que surge por aqui, e muito bem, em destacável bónus. Parece que para tocar por cá os Beatles pediam 160 contos mas atendendo à bonomia de alguns deles, às tantas a coisa até podia ter sido melhor negociada. É que se fossem todos como o Paul McCartney que em 1968 se juntou aos Jotta Herre, banda do Porto, em pleno bar do Hotel Penina no Algarve e lhes ofereceu uma boa canção que a voz de Carlos Mendes havia de eternizar, talvez os Beatles não tivessem acabado... Atendendo a que McCartney foi o primeiro a "abandonar o barco", conclui-se então que o que ele devia ter feito é ter comprado, na altura, uma casa junto ao mar deste nosso jardim. A brincar, a brincar... 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ROCKY RACOON #10








































































Quando passam 50 anos sobre a edição do álbum e estreia do filme "Hard Day's Night", que em português recebeu a incrível tradução de "Os Quatro Cavaleiros do Após-Caplypso", data que é hoje devidamente assinalada com um programa especial na RTP2, deixamos por aqui mais uma curiosidade sobre os Beatles em Portugal. Trata-se do boletim "Linguagem Cinematográfica" da responsabilidade do Cine Clube Universitário de Lisboa que dedicou o seu nº 7 ao filme "Help/Socorro", estreado entre nós em 1965 (?), e cuja projecção o Cine Clube promoveu entre 11 e 14 de Dezembro de 1968. Para o efeito havia sessões, julgamos, em duas salas distintas - às quartas no Cinema Imperial e aos sábados no Jardim Cinema mediante condições curiosas que podem ser consultadas por aqui. No interior deste boletim reproduzem-se excertos de textos anteriormente publicados na revistas "Seara Nova", "Positif" e "Nuestro Cine" onde se fala de non-sense, exagero ou produto excessivo. Talvez por isso, este seja mesmo o nosso filme dos Beatles preferido. Era um bilhete p.f.!

sábado, 3 de maio de 2014

FRAMED BEATLES!





















Iniciado e pronto há meses, o quebra cabeças dos The Beatles só hoje foi colocado na moldura e na parede. Venha o próximo!

terça-feira, 15 de abril de 2014

(RE)LIDO #60





















OS BEATLES NA IMPRENSA PORTUGUESA 1963 - 1972
de Abel Soares Rosa. Lisboa; Blogue Beatles Forever, 2013
Este caderno colorido que nos chegou às mãos é mais uma aventura dos "tolinhos" dos de Liverpool que insistem em arriscar a edição cá pelo canto de matéria desprezível para muitos mas saborosa para mais alguns "tolinhos" como o aqui da casa. Nota-se, pelo entusiasmo do autor, que a "coisa" não vai parar e se o "assunto" parece esgotar-se a cada nova publicação é só uma questão de esperar pela próxima surpresa. Depois dos discos, o destaque cabe agora à imprensa portuguesa e ao florescimento do "fenómeno" por esse mundo fora. O conjunto de fac-símiles aqui incluídos incide em matéria leve e dita sensacional que revistas como a "Flama", "O Século Ilustrado", "Plateia" ou a "R&T Rádio Televisão" publicaram na época e que reflectem, quase sempre, um jornalismo acrítico mas também limitado por uma censura activa. Na edição da "Flama" de 28 de Agosto de 1964 (pag. 21), por exemplo, que na capa escreve "Os Beatles: Gente que faz pensar", recolhem-se no interior um conjunto de testemunhos curiosos e, certamente, controlados de alguns jovens estudantes e profissionais e onde um tal Armando Marques Ferreira, produtor radiofónico, conclui que "como pessoas e como artistas os "Beatles" reflectem o mais lamentável sector da época que atravessamos"! O padre João Cabeçadas, por seu turno, sobre esses "meninos ingleses, que já não se distinguem das meninas", afere, entre outras suposições, que "Não podemos julgar os nossos jovens por algumas centenas de meninos e meninas que se deixam arrastar por essa nova vaga". Está dito... e escrito! A imprensa, não fugindo à regra, preferiu a insistência no fait-divers à volta das namoradas, das mulheres, dos divórcios, das férias (como as Paul McCartney no Algarve em 1968), das fortunas e até um inacreditável artigo titulado "Os Beatles Conversam Com os Mortos" (pág. 109) onde se dá conta das conversas "espíritas" dos Fab Four com Brian Epstein falecido em Agosto de 1967 ("O Século Ilustrado" de 13 de Dezembro de 1969). Maldita cocaína! Não faltam, contudo, exemplos de bons artigos, ditos "mais sérios", sobre o importante - a música - como são o caso de "Beatles: Retrocesso ou Progresso?" assinado por Rui Manuel Pedroso Neves no "Século Ilustrado" de 4 de Janeiro de 1969 e a resenha certeira "The Beatles: recapitulação necessária ou quatro cabeça uma década" da autoria de Jorge Letria na revista "Diapasão" de Janeiro de 1972 onde profeticamente se atesta: "A influência desenvolvida pelos quatro Beatles na juventude da última década, é de certeza tão importante como assumida a um nível tecnológico pelas experiências espaciais. Quem duvidar que olhe bem para trás e responda então.". Ficamos, ansiosamente, à espera de um novo volume...