Sobre o tema "Nowhere to Run" de Mark Eitzel o amigo e dramaturgo inglês Simon Stephens diz o seguinte...
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
BUCHANAN DELUXE
Tal como seria de esperar o álbum "Mid Air" de Paul Buchanan não pára de tocar no nosso iPod e também lá por casa na versão de vinil. Mas como sempre, queremos mais! Já perdemos, por poucos dias, uma das duas mil edições especiais do disco vendidas no site do músico e onde estavam mais dez canções exclusivas (foto), mas surge agora nova oportunidade. É que por ocasião do lançamento no EUA, Canadá e Japão haverá uma outra versão a duplicar com com outras dez perolazinhas ao vivo, instrumentais, remisturas e até três inéditos. Só faltou mesmo incluir a remix feita para os The XX! Mas há mais boas novas. Vejam lá que os dois primeiros discos dos Blue Nile ("Walk Across The Rooftops" e "Hats") terão reedições com data marcada para 19 de Novembro e onde se juntam muitas raridades tão ao gosto dos fãs fervorosos onde nos incluímos. Entretanto espera-se que Buchanan entre em digressão (a vinda a Portugal seria um milagre maior que a redução de 20% da taxa de desemprego!) e que continue, como comprovado abaixo, a encantar com velhinhas canções...
VERSÕES DO CORAÇÃO
Enquanto aguardamos um novo disco e a visita à Casa da Música como atracção principal do próximo Clubbing (17 de Novembro), os The Pains Of Being Pure At Heart publicam um single de vinil com duas versões de duas das suas bandas favoritas: os The Magnetic Fields de que escolheram o tema "Jeremy" e os East River Pipe, projecto do talentoso músico Fred Cornog, com "My Life is Wrong". Ambas mais que aprovadas e com uma capa magnífica!
terça-feira, 30 de outubro de 2012
ROGO POR MADREDEUS!
Não sabemos se vai haver petições ou súplicas, mas vimos já aqui reclamar a exibição pelo Porto ou arredores do filme de Edgar Pêra chamado "Visões de Madredeus" que estreou a secção Heart Beat do Festival Doclisboa no passado sábado, um documento, ao que parece, sublime captado ao longo de vinte anos da banda. E já agora tragam também o do Bill Callahan em digressão...
VOZES FEMININAS
O que tem em comum, para além de excelentes vozes, as meninas Emmy The Great, Nina Kinert, Wendy McNeill, Sevigny, Basia Bulat, Dawn Landres, Hello Saferide, Victoria Williams, Simone White, Azure Ray, Sharon Van Etten, Jesca Hoop, Sarah Jaffe, Hannah Peel, Mina Tindle ou Laura Gibson? Todas passaram por Vigo nos últimos cinco anos no âmbito de um original festival chamado precisamente Voces Femininas que tem na edição de 2012 uma noite primorosa. Assim, a 24 de Novembro próximo, sábado, o Centro Cultural Caixanova (o antigo Teatro Garcia Bórbon) receberá a visita de Lisa Hannigan, Little Scream e Holly Miranda, alinhamento que antes terá apresentação em Madrid (20 Novembro, Teatro Lara) e Ourense (22 de Novembro, Teatro Principal). Pena que o IVA cultural em Espanha já chegue aos 21% mas mesmo assim por pouco mais de 20€ a magia parece ser certa. Basta ouvir baixinho este pequeno grito canadiano...
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
HOLIDAYS RULE, JÁ?
Faltam quase dois meses mas não há nada a fazer. As compilações natalícias são, apesar de incontornáveis, quase sempre sensaboronas. Não parece ser o caso desta organizada pela cadeia Starbucks e pela Concorde Music Group que tem saída marcada para amanhã. Já nem esperam pelo Halloween! E vejam lá que dois se juntaram...
TERRY CALLIER (1945-2012)
Numa noite quente de Agosto de 2002 fomos de propósito a Montemor-o-Velho para ver Terry Callier num palco junto do castelo no âmbito do Festival Citemor. Pena que pouca gente tenha comparecido para, já na altura, prestar homenagem a um dos maiores da soul, do jazz ou da folk. Sim, porque pela sua guitarra acústica passavam mesmo diversas influências de géneros e esse momento de partilha vivido em Montemor com tanta humildade e emoção ainda hoje, ao fim de dez anos, se tornou memorável. E depois há "Ordinary Joe", uma das canções da nossa vida e, certamente, de muitas vidas:
Pretty music, when you hear it,
keep on tryin’ to get near it
A little rhythm for your spirit
But that’s what it’s for- c’mon in here’s the door.
Callier faleceu ontem com 68 anos. Peace!
TWIN SHADOW, CCVila Flor, Guimarães, 28 de Outubro de 2012
Aquando da estreia em Vila do Conde em Maio do ano passado, alguma timidez e o conforto das cadeiras prolongaram, até ao último momento, a festa que devia ter sido imediata. Entretanto, os Twin Shadow já passaram por Coura ou pelo Mexefest portuense em quase apoteose no Coliseu e neste regresso a um auditório lotado, mas sentado, podia haver o perigo de relaxamento. Sabido e mais à vontade, George Lewis Jr. cedo jogou na antecipação e ao fim de três ou quatro temas poderosos ("Five Seconds" e "Slow" p. ex.) já a plateia se estendia gingona até à frente do palco mesmo que o som saído das colunas não primasse pelo equilíbrio. Antes, entre convites/desafios à dança, um fabuloso "The One" a solo, o momento da noite a merecer, esse sim, depois do consentimento dado, um curto recostar nas poltronas. Faltou, se bem nos lembramos, o "I Can't Wait" mas houve muitos outros agitadores espalhados pelos dois álbuns até agora editados e que nunca devem ser ouvidos ou testados separadamente. Jogando nessa complementaridade, a banda não deixou nunca que o fulgor se esbatesse e o resultado, como seria de esperar, traduziu-se numa agradável noite pop a que só faltou mesmo a versãozita da ordem (o "Under Pressure" teria sido uma boa escolha...). Mas pronto, para compensar tivemos a terminar um "Shooting Holes" já histórico!
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
LISBOA NA ONDA
Mais uma vez Lisboa! Está no disco a solo de Paul Banks (Interpol) e dá toques fadistas. Aquilo é o Tejo?
MINOGUE SONGBOOK
Não, não se enganaram no blog! Vamos falar da menina (senhora!) Kylie Minogue, um dos fetiches brejeiros da casa mas que agora deve ser levada um bocadinho mais a sério. Ao fim de 25 anos de carreira, Kylie tem em "The Abbey Road Sessions" um disco de consagração onde quinze dos seus temas mais conhecidos recebem um tratamento orquestral notável e até alguns arranjos surpreendente numa conclusão lógica de experiências anteriores. Ouça-se, por exemplo, "Slow" a la Massive Atack, um "I Should Be So Lucky" ao retardador, o indispensável "Can't Get Out Of My Head" ao jeito de Neil Hannon/Divine Comedy e o que dizer de um "The Loco-Motion" de base Motown? Há também algumas desilusões como o dueto com Nick Cave, novamente convocado para uma reinterpretação de "Where The Wild Roses Grow" sem melhoramentos notórios sobre o original. Claro que o penteado de dona casa, o brilho do sorriso, o microfone ao estilo clássico numa fotografia a preto-branco não enganam ninguém. Vem aí o Natal e há ainda muita gente a comprar discos, inclusive de vinil e muito mais a esgotar salas de espectáculos e se, supostamente, houvesse por perto uma noite Kylie com uma orquestra, tudo faríamos para estar na primeira fila...
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
EITZEL, THAT'S THE WRONG MENTALITY!
Calhou ao comediante Neil Hamburger pronunciar-se sobre "Break the Champagne", canção do mais recente disco de Mark Eitzel...
TIMIDAMENTE, KEATON HENSON
No início do ano demos conta por aqui do fenómeno Keaton Henson, um enigmático cantautor e ilustrador britânico afoito a entrevistas, nervoso em cima do palco e nada fácil de promover. Um verdadeiro Nick Drake moderno! A história do disco de estreia foi já contada muitas vezes e, entre videos surreais e retiros espirituais, o homem lá vai satisfazendo a procura frenética dos fãs por novos temas. Este ano já houve um EP de raridades e lados B, um outro de nome "Lucky", (mais) uma preciosidade em vinil embrulhada pelo artista e segue-se no início de Novembro uma outra investida no mesmo formato intitulado "Sweetheart, What Have you Done To Us" produzido por Joe Chiccarelli (The White Stripes ou Strokes). Surpresa na agressividade de "Kronos", uma das das duas canções aí incluídas mas a sedutora receita tormentosa que o revelou tem continuidade no tema título que também por aqui deixamos numa versão registada, a muito custo, no telhado de um conhecido armazém comercial londrino. Sem entrevistas, claro, para adensar o mistério.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
NA PURA!
Milagre! O Clubbing de Novembro na Casa da Música tem The Pains of Being Pure At Heart, uma daquelas bandas que não merecia passar ao lado de um maior reconhecimento. Pena o concerto ser na sala grande, um espaço disfuncional para estas ocasiões mas, mesmo assim, já não é mau. Dia 17 de Novembro, sábado, é a data que encerra a tournée europeia e esperamos comparecer...
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
JONATHAN JEREMIAH DOURADO

Não temos remédio! Gostamos mesmo muito deste neo-pop-soul não sei quê de Jonathan Jeremiah e que um segundo álbum vem agora confirmar como irresistível. Chama-se "Gold Dust", foi gravado quase na totalidade na Holanda com a Metropole Orchestra, colectivo com quem tem partilhado o palco em sessões de rádio e que numa ocasião muito especial, programada para o próximo dia 4 de Novembro em Amesterdão, receberá ainda a contribuição do rapaz Michael Kiwanuka! Uma primeira amostra soalheira dá pelo nome de "Lazin In The Sunshine" e dá vontade de afastar as nuvens e prolongar o pôr-de-sol...
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
ABRAÇAÇO!
"Meu disco vai se chamar "Abraçaço". Uso essa palavra às vezes para finalizar emails. Acho graça. É como "golaço", "jogaço", "filmaço"... Ouço as pessoas dizerem também "cansadaço", "feiaço", "tardaço". Achei "golaço" no Houaiss, mas não "aço" como sufixo aumentativo. "Abraçaço" é o mais lindo porque há a repetição do cê-cedilha. Parece um eco, um reverb verbivocovisual. E sugere não só um abraço grande, mas um abraço espalhado, abrangente ou múltiplo. Tudo isso tem a ver com como percebo o disco. E tem uma canção que contém a palavra (foi o que me decidiu)".
Pronto, é assim que Caetano Veloso apresenta na sua conta do Twitter o disco a editar antes do fim do ano, o 49º e o terceiro com banda Cê (foto) e que terá uma canção inédita gravada com Rogério Duarte, designer, poeta ou compositor que foi uma das principais influências do chamado "Tropicalismo". Um "discaço", apostamos.
MEMORABILIA #14
O último poster/conjunto de bilhetes que ainda tivemos paciência de (des)organizar é um espelho da época, ou seja, de 1996 a inícios de 1999. Começa com os Underworld no Rock's de Vila Nova de Gaia (18 de Maio de 1996), evento excursionista com camionetas em peregrinação desde Lisboa e arredores para ver a banda do momento com baterista e tudo, num evento que abriu os ouvidos a muito boa gente para novas sonoridades e tendências. Estivemos na estreia de Bjork por cá (Coliseu de Lisboa, 25 de Junho de 1996), evento adiado, salvo o erro, para uma semana depois (2 de Julho) por doença/indisposição (?) da islandesa. Magnífico o Sakamoto em trio no Coliseu portuense (13 Julho 1996), intensos os Pearl Jam em estreia frenética pelas nossas bandas (24 de Novembro de 1996) com o Dramático de Cascais a assistir à queda livre do irrequieto Eddie Vedder, num super crowd-surf falhado que só parou no solo! O rei BB King, mais uma vez no Coliseu (22 de Março de 1997), mas sem o Rui Veloso, Bodycount, Morphine e Nada Surf num camarote das portas de Santo Antão (1 de Maio de 1977) entre muitas idas ao bar, o Shane MacGowen & The Popes a resvalar e a Neneh Cherry na Queima do Porto. Em Julho, no Parque da Alfândega à pinha e no limite do caos, despedimo-nos para sempre dos Smashing Pumpkins, demos as boas-vindas ao Beck, uma estreia há muito aguardada e, depois de um dia de interregno para uma noite metaleira, voltamos para dançar até mais não com os Fluke e os Prodigy de boa colheita. A "coisa" chamava-se Festival Imperial ao Vivo. Vimos os U2 de uma bancada de Alvalade (11 de Setembro de 1997) a sair de um limão gigante e a dizer adeus e é mesmo verdade - fomos ver os Bush (Coliseu do Porto, 1 de Novembro de 1997 ou 98?), os Offspring, os Foo Fighters (24 de Junho) e os Faith No More (6 de Abril) todos no mesmo sítio e numa onda rock mais dura que não durou muito tempo... Inauguramos o Hard Club com o Mick Taylor dos Stones (20 de Fevereiro de 1998) mas voltamos lá mais algumas vezes: Ocean Colour Scene (9 de Março), The Men They Couldn't Hang (12 de Junho 1998), Deus (9 de Maio), Young Gods, Theraphy? (2 Novembro 1998) e recordamos particularmente os Divine Comedy (9 de Janeiro de 1999), de que só vimos metade do concerto devido a atrasos voleibolísticos e um dos últimos concertos dos Morphine (22 de Outubro de 1998) com Mark Sandeman, com o clube de Gaia a abarrotar por todos os lados! Antes, estivemos na festarola que o Beck deu para a MTV em directo no Coliseu de Lisboa (28 de Maio de 1998) e em três festivais de verão memoráveis: o último Imperial ao Vivo (1 e 2 de Julho de 1998) no chamado Rockódromo das Antas com destaque, entre outros, para o Nick Cave, os Pulp, o Moby e um grande Ben Folds ao piano; a primeira vez no Sudoeste da Zambujeira (7 a 9 de Agosto de 1998) com os inesquecíveis, pela positiva, Portishead e PJ Harvey, uns desequilibrados Sonic Youth e, pelas piores razões, os The Cure; a estreia em Coura numa saltada de um só dia (já é habitual...) para ir ver os desprezados Red House Painters (14 de Agosto de 1998). Acompanhamos a família para assistir ao longe ao Plácido Domingo no relvado de Belém (15 de Julho de 1998) por dez contos ou a Carmen de Bizet no Coliseu, hábitos mais clássicos infelizmente perdidos, mas fomos a outros recitais: o dos Bauhaus em versão missa de consagração (Coliseu do Porto, 15 de Novembro de 1998) e o do Prince no Pavilhão Atlântico (15 de Dezembro de 1998), uma benesse de mais de três horas com continuação no Lux e a que, infelizmente, não pudemos aderir. Para terminar, um dia muito especial passado na EXPO 98 escolhido a dedo para ver o Lou Reed na Praça Sony (23 de Setembro de 1998) com oportunidade de ter o homem à distância de um aperto de mão e de uma pequena conversa de circunstância durante a tarde de soundcheck. Pena não termos o "Transformer" à mão para o autógrafo da praxe mas o concerto da noite haveria de ser o único até hoje em que o nosso pai foi a um concerto de rock... A Perfect Day!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
WILCO NO LICEU
Os Wilco passaram segunda-feira pelo mítico Teatro del Liceu nas Ramblas de Barcelona para mais de duas horas de encantamento num alinhamento de 27 canções! Por lá ainda há serviço público de rádio e por isso a Radio3 transmitiu o evento em directo com um grande som o que mereceu uma catrefada de comentários nas redes e até Xabi Alonso, jogador do Real Madrid, meteu a sua colherada no Twiter! Se a montanha não vai a Maomé... imperdivel.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
HALLELUJAH AO DESAFIO
A habitual "Sexta-Feira Negra" comercial que se realiza a 23 de Novembro próximo foi nos últimos anos também adoptada pela organização do Record Store Day e, como não podia deixar de ser, está previsto um conjunto de goodies em vinil de elevado calibre. Destaca-se, para já, o "The Jean Genie" de Bowie em picture-disc, um dos primeiros EP's dos Stones, três reedições de singles dos White Stripes, a passagem de Mayer Hawthorne pela KCRW em formato 10" e até um 7" de Bert Jansch! Mas a melhor prendinha do dia é a publicação de um split-single de "Hallelujah" com o original de Leonard Cohen e a versão mítica de Jeff Buckley incluída no álbum "Grace" e que vê a luz no âmbito da publicação do livro "The Holy or the Broken: Leonard Cohen, Jeff Buckley, and the Unlikely Ascent of Hallelujah" de Alan Light, editor da revista Rolling Stone. Relembra-se que a própria Legacy, responsável pelo split, tinha já em 2007 posto cá fora um outro 7" com a versão de Buckley secundada por uma outra cover de "I Know It's Over" dos Smiths. E pronto, a resposta à eterna dúvida de qual das versões é melhor não é consensual mas podemos sempre recomeçar as comparações...
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