sexta-feira, 2 de maio de 2014

WILLIAM TYLER, NOVO EP





















O disco "Impossible Truth" de William Tyler que o ano passado nos deu base sonora de eleição para algumas viagens, tem desde esta semana uma pequena sequela. O EP "Lost Colony" apresenta uma nova canção chamada "Whole New Dude" onde o guitarrista se junta a uma banda completa, confirmando o seu enorme talento e aproveitando a ainda para reinterpretar "We Can't Go Home Again", tema originalmente incluído no tal "Impossible Truth". Há ainda, para surpreender, uma versão de "Karussell", tema escrito por Michael Rother dos Neu! em 1977.



quinta-feira, 1 de maio de 2014

UAUU #195

TRACEY THORN, SÃO PÉROLAS!

A surpreendente e tardia revelação das canções de Molly Drake continua a fazer efeito. Quando em 2013 o radialista Pete Paphides preparava uma emissão especial para a BBC Radio4 sobre a mãe de Nick Drake, convidou alguns artistas a reinterpretar algumas das canções originais de Molly. Entre eles contava-se uma rendida Tracey Thorn que escolheu os temas "How Wild The Wind Blows" e "Night Is My Friend" para se fazer acompanhar do parceiro Benn Watt ao piano e guitarra (que tem, a propósito, em "Hendra" um raro álbum a solo para ouvir e saborear) em duas simples e cruas versões. Aproveitando a onda do Record Store Day surgiu a oportunidade de editar tais pérolas num limitado single de vinil com capa cintilante de John Gilsenan, habituado que está a brilhar na sua iWant Design. Mais uma peça para a colecção drakeana!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

GUADALUPE PLATA NOS MAUS HÁBITOS





















Uma banda de blues a cantar em castelhano pode parecer estranho, mas ouvindo o terceiro disco dos Guadalupe Plata a rendição é imediata. O trio da Andaluzia, que adoptou o mesmo nome da virgem padroeira de terra natal Úbeda, apresenta uma consistência notável de um género intemporal e sem fronteiras que teremos oportunidade de ouvir no próximo dia 17 de Maio nos Maus Hábitos. Antes passam por Lisboa e Vila Real.



UAUU #194

terça-feira, 15 de abril de 2014

UAUU #193

(RE)LIDO #60





















OS BEATLES NA IMPRENSA PORTUGUESA 1963 - 1972
de Abel Soares Rosa. Lisboa; Blogue Beatles Forever, 2013
Este caderno colorido que nos chegou às mãos é mais uma aventura dos "tolinhos" dos de Liverpool que insistem em arriscar a edição cá pelo canto de matéria desprezível para muitos mas saborosa para mais alguns "tolinhos" como o aqui da casa. Nota-se, pelo entusiasmo do autor, que a "coisa" não vai parar e se o "assunto" parece esgotar-se a cada nova publicação é só uma questão de esperar pela próxima surpresa. Depois dos discos, o destaque cabe agora à imprensa portuguesa e ao florescimento do "fenómeno" por esse mundo fora. O conjunto de fac-símiles aqui incluídos incide em matéria leve e dita sensacional que revistas como a "Flama", "O Século Ilustrado", "Plateia" ou a "R&T Rádio Televisão" publicaram na época e que reflectem, quase sempre, um jornalismo acrítico mas também limitado por uma censura activa. Na edição da "Flama" de 28 de Agosto de 1964 (pag. 21), por exemplo, que na capa escreve "Os Beatles: Gente que faz pensar", recolhem-se no interior um conjunto de testemunhos curiosos e, certamente, controlados de alguns jovens estudantes e profissionais e onde um tal Armando Marques Ferreira, produtor radiofónico, conclui que "como pessoas e como artistas os "Beatles" reflectem o mais lamentável sector da época que atravessamos"! O padre João Cabeçadas, por seu turno, sobre esses "meninos ingleses, que já não se distinguem das meninas", afere, entre outras suposições, que "Não podemos julgar os nossos jovens por algumas centenas de meninos e meninas que se deixam arrastar por essa nova vaga". Está dito... e escrito! A imprensa, não fugindo à regra, preferiu a insistência no fait-divers à volta das namoradas, das mulheres, dos divórcios, das férias (como as Paul McCartney no Algarve em 1968), das fortunas e até um inacreditável artigo titulado "Os Beatles Conversam Com os Mortos" (pág. 109) onde se dá conta das conversas "espíritas" dos Fab Four com Brian Epstein falecido em Agosto de 1967 ("O Século Ilustrado" de 13 de Dezembro de 1969). Maldita cocaína! Não faltam, contudo, exemplos de bons artigos, ditos "mais sérios", sobre o importante - a música - como são o caso de "Beatles: Retrocesso ou Progresso?" assinado por Rui Manuel Pedroso Neves no "Século Ilustrado" de 4 de Janeiro de 1969 e a resenha certeira "The Beatles: recapitulação necessária ou quatro cabeça uma década" da autoria de Jorge Letria na revista "Diapasão" de Janeiro de 1972 onde profeticamente se atesta: "A influência desenvolvida pelos quatro Beatles na juventude da última década, é de certeza tão importante como assumida a um nível tecnológico pelas experiências espaciais. Quem duvidar que olhe bem para trás e responda então.". Ficamos, ansiosamente, à espera de um novo volume...     

3X20 ABRIL












segunda-feira, 14 de abril de 2014

BILL CALLAHAN EM SERÃO DE ALGIBEIRA













Entre as inúmeras propostas alternativas que a La Blogothéque oferece hoje em dia destaca-se a parceria com o canal Arte nomeada "Soirée de Poche". A ideia é ocupar um qualquer apartamento parisiense onde o anfitrião se junta a uma restrita plateia de sortudos para um concerto íntimo de um músico ou cantautor e por onde já passaram, por exemplo, Mac DeMarco, Jacco Gardner ou Angel Olsen! O último, o #39, gravado no passado dia 10 de Abril, diz respeito a Bill Callahan que, ao longo de meia-hora e em cinco canções, nos deixa roídos de inveja...  É só carregar e fechar os olhos!  

COURTNEY BARNETT DE SECRETÁRIA

FLEETWOOD MAC SOLO, COM COBERTURA





















Entre as centenas de edições do Record Store Day do próximo sábado haverá um split single muito especial com duas versões de canções de membros a solo dos Fleetwood Mac. Assim, num dos lados da rodela estará o clássico "Trouble" de Lindsey Buckingham interpretado por Josh Rouse e no outro "Sentimental Lady" de Bob Welch pela mão dos The Autumn Defense, banda paralela de John Stirratt e Pat Sansone, respectivamente o baixista e um dos guitarristas dos grandes Wilco e que recentemente editaram o magnífico "Fifth", o quinto disco em nome próprio. Aqui deixamos uma das covers e um dos originais para aguçar o apetite...    



sábado, 12 de abril de 2014

NOBODY FEELS OLD AT THE MUSEUM...

Podia a canção ter mais de quarenta anos, podia ter saído de uma isolada mansão no countryside inglês, podia estar escondida a fechar uma qualquer colectânea de folk, podia até ter sido tocada, sem que ninguém notasse, numa madrugada de um bar do Soho. Podia... Mas esta maravilha que fala de museus e jardins de inverno é do nosso tempo e de todos os tempos, foi escrita pela menina Hollie Fullbrook aka Tiny Ruins lá para os lados de Auckland na Nova Zelândia e o lamiré certeiro do amigo HugTheDj dá nisto - não há, por estes dias, manhã ou fim de noite sem esta boa dose de melancolia!      



sexta-feira, 11 de abril de 2014

SER DJ, O QUE É?

A propósito do hilariante video abaixo (reparem bem nas legendas/comentários) o The Guardian regressa à eterna questão do que é ser Dj por estes dias. Conclui o seguinte: "A good DJ is the medium rather than the message – and if the message is strong enough, it's OK to just press play." Será?
 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

ORCAS, O ESPLENDOR POP





















Se em 2012 o disco de estreia dos Orcas era já uma enorme contemplação sonora, o segundo agora editado está a caminho da adoração eterna. O duo norte-americano formado por Rafael Anton Irisarri e pelo irrequieto Thomas Melush, ou seja, Benoît Pioulard, regressa com "Yearling" onde, ao lado de Martyn Heyne dos Efterklang e Michael Lerner dos Telekenesis, apresentam uma brilhante lição de magia pop e bom gosto refinado. Um dos álbuns do ano, sem dúvida!   



quarta-feira, 9 de abril de 2014

JOHNNY CASH, HOMENAGEM EM FILME


O disco perdido "Out Among the Stars" de Johnny Cash editado em Março é o guião principal de um filme de pouco mais de quinze minutos promovido pela impoluta La Blogothéque no deserto da Califórnia e para onde foram convocados Brandon Flowers, Father John Misty (foto) e os Local Natives. Comentam-se influências, tocam-se covers ("I Came to Believe", "Baby Ride Easy" e "Out Among the Stars") e fica-se a gostar ainda mais do "homem de preto"...   

segunda-feira, 7 de abril de 2014

CIRCUIT DES YEUX EM GUIMARÃES















Antes do fabuloso concerto de Bill Callahan na Casa da Música em Fevereiro passado subiu ao palco a menina Haley Fohr que se esconde atrás do nome Circuit des Yeux. Um pouco mais de meia hora permitiu aferir a grandeza da voz e a fragilidade e intimidade de uma música praticamente desconhecida para a maioria das grandes plateias. A experiência, contada em nome próprio, valeu-lhe alguns sustos mas encorajaram-na a arriscar uma nova digressão pelo velho continente que chegará a Guimarães já no dia 16 de Maio, passando no dia a seguir pela Zé dos Bois de Lisboa onde terá a companhia de Sir Richard Bishop. Esperamos, obviamente, comparecer!

domingo, 6 de abril de 2014

MATTHEW E. WHITE, Centro de Arte de Ovar, 5 de Abril de 2014

Há em "Big Inner", o álbum de estreia do norte-americano Matthew E. White, muito por onde escolher para nos seduzir. Como tiro de partida, o tal "beginner", devia ser mesmo um exemplo a seguir por muitos dos que pretendem vingar no mundo conturbado da música pelo caminho mais estreito - a qualidade. Para a medir convenientemente, basta ouvir com atenção a maioria das canções lustrosas que White construiu e gravou, uma amálgama gloriosa de soul e funk de arranjos magistrais que purificam mesmo os ouvidos mais exigentes. Mudar o registo para uma simples guitarra e voz é, assim, um "jogo de risco" paras os dois lados da "contenda" - o público conhecedor das tais canções e o próprio artista. Esta foi, aliás, a segunda vez que White o fez (a primeira, a estreia, tinha sido no concerto de véspera em Lisboa) mas ninguém pode ter razões de queixa. Pelo domínio da guitarra, pela voz potente e quente, pela simpatia e entrega, a noite foi de confirmação de um talento em bruto com uma "margem de progressão" inimaginável. Aqui ficam, para o provar, dois grandes exemplos!    



sexta-feira, 4 de abril de 2014

UAUU #192

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #4





















A Rua de Cedofeita era, em modo "roteiro de vinil", sinónimo de Jo Jo's. Instalada inicialmente no Centro Comercial situado ao fundo da rua para quem vêm da Praça Carlos Alberto e transferida, mais recentemente, para um pouco mais à frente, a Jo Jo's foi sempre uma referência para melómanos dependentes. No caminho de volta, percorrer a rua era uma oportunidade para uma olhadela às montras de outras casas de discos mas onde raramente entramos. A Sanky era um desses casos e, do que recordamos, só lá compramos um disco - o "Boy" dos U2 - porque a edição portuguesa estava na altura esgotada por todo o lado e trouxemos o que estava pendurado no escaparate! A dono da Sanky haveria de comprar a Melodia da Rua 31 de Janeiro e para lá se transferiu em meados da segunda metade da década de oitenta. Hoje, entalada entre duas casa de fotografia encerradas, o que é, por si só, mais um sinal dos tempos digitais, o local é uma loja de roupa e vestuário, dos poucos negócios ainda com alguma vitalidade pela baixa portuense...       

Discoteca Sanky, Rua de Cedofeita, 95, Porto

quinta-feira, 3 de abril de 2014

UM MUSEU, DUAS RARIDADES!














Há praticamente um mês, uma noite de encantamento pela cidade de Vigo confirmou todo o talento de Damien Jurado e a descoberta de uma senhora, melhor, menina voz de nome Courtney Marie Andrews. Pois bem, a mesma dupla esteve recentemente pelo atractivo The Andy Warhol Museum em Pittsburg na Pensilvânia onde gravou, separadamente, duas pequenas sessões acústicas promovidas pelo museu no seu próprio estúdio - o Silver Studio - uma ideia e prática que gostávamos de ver copiada cá pelos nossos lados...     



VINIL, PORQUÊ?

Já todos sabemos a resposta, todos podemos juntar argumentos e todos continuamos eternamente viciados. VINYL RULES! 

"Someone was trying to tell me that CDs are better than vinyl because they don't have any surface noise… I said, listen, mate, LIFE has surface noise" - John Peel

"On April 19th, Record Store Day, Jack White will record the World’s Fastest Released Record, studio-to-store, in the history of mankind. Jack will take the stage at 10am in Third Man Records' blue room for a full performance and to record a limited edition version of his official single, title track "Lazaretto," direct-to-acetate. The masters will be rushed over to United Record Pressing, who will immediately begin pressing 45s, and then the finished records will be whisked back to Third Man to sell to awaiting fans.
An extremely limited number of "Ultra Tickets," which includes admission to Jack and Whirlwind Heat's shows (yes, they will be playing too), plus copies of both The World's Fastest Released Record 7" and Whirlwind Heat's Do Rabbits Wonder? Colored Vinyl RSD Reissue LP, will be available exclusively through the Third Man Records Vault to Platinum Members only starting at 3pm CT TODAY. For those who can’t score tickets, The World’s Fastest Record will be made available for sale from the Third Man Records Nashville storefront on Record Store Day ONLY as soon as copies are pressed." 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

UAUU #191

ELLIOTT SMITH, O FILME

A trágica vida de Elliot Smith (1969-2003) será finalmente retratada através de um filme com estreia marcada para 5 de Maio no Festival de San Francisco, EUA. Intitulado "Heaven Adores You", o documentário percorre três cidades - Portland, Nova Iorque e Los Angeles - onde o músico viveu e apresenta, entre canções e fotografias inéditas, uma série de testemunhos dos seus principais amigos e colaboradores, incluindo o da sua irmã Ashley Smith. Contrariamente a "Searching For Eliott Smith", tentativa bem intencionada mas não oficial publicada em 2009, o novo documento recebeu autorização formal para a produção através de uma campanha bem sucedida iniciada em 2011 via Kickstarter e tem já futuras estreias agendadas por outros festivais norte-americanos.    


terça-feira, 1 de abril de 2014

FAROL #112











Numa semana que marca o regresso de Cícero ao norte do país para dois concertos (sexta em Guimarães e sábado no Passos Manuel), aproveitem para descobrir a dupla de álbuns auto-produzidos e registados por este talento da nova MPB. É só carregar... legal(mente)! 

domingo, 30 de março de 2014

SUN KIL MOON + THURSTON MOORE, Casa da Música, Porto, 29 de Março de 2014
















Um dos primeiros pedidos de Mark Kozelek foi para que a luz de palco fosse reduzida, o que parecia um sinal. Não que ela fosse sequer em demasia, mas a penumbra e a música dos Red House Painters foram sempre, para a maioria dos presentes, uma boa parceria. Puro engano, que dos Painters não se ouviu uma única canção, mas sim a quase totalidade do último disco dos Sun Kil Moon, excelente por sinal, a que se juntaram dois temas do trabalho, também de trás da orelha, com Jimmy Lavelle. Apesar do som quase de caverna, o recital foi sempre bem recebido, com um Kozelek solto e saudoso do país de que elogiou a gastronomia (inspiradora da tal Caldo Verde Records) e até a edição de um livro que virou raridade. Quanto à anunciada, mas não concretizada, presença de Steve Shelley na bateria, estranha colaboração ao vivo pré-anunciada como exclusiva, deu até para brincar (era uma brincadeira, não?) com a plateia aquando da apresentação da banda na qual se integrou, com distinção, o guitarrista Vasco Espinheira dos Blind Zero. Confirmou-se, assim, a veia inspirada de um autor nem sempre devidamente valorizado por esse mundo fora, mas que Portugal soube desde o princípio, como ontem, receber de braços abertos.  

Pela primeira vez juntos em palco estiveram, agora sim, Steve Shelley na bateria, James Sedwards na guitarra e o mestre Thurston Moore (foto) para apresentar um conjunto inédito de canções em fase de ensaio mas com disco prometido para Setembro. Terá como nome "The Best Day" e será, pelo que se deu a ouvir, um álbum a solo com todos os tiques inconfundíveis dos Sonic Youth, nalguns temas esticados ao longo de quinze minutos de puro e aprazível delírio sonoro. Sem um baixo de adorno, Moore chamou-lhe "raw power" com dedicatória a Doris Lessing para gáudio de uma plateia privilegiada e que serviu para compensar alguma da orfandade que o abrupto rompimento dos Youth continua amargamente a prolongar. Seja como for, uma grande concerto!      
















sábado, 29 de março de 2014

LOBO #3





















Em Abril de 2001 o álbum "Old Ramon" via finalmente a luz do dia. Era o último assinado em nome de Red House Painters, colectivo refúgio de uma vincada persistência de Mark Kozelek que a partir daqui mudou o rótulo para Sun Kil Moon, mantendo, ainda bem, toda a pertinência. O merecido destaque que António Sérgio revelou no suplemento "Dependências" do semanário "O Independente" de 15 de Junho desse ano refere-se a uma feliz promoção de um passatempo onde os ouvintes eram convidados a realizar e conceber uma capa alternativa para o disco e que, como se pode atestar, obteve resultados magníficos. Temos verdadeiras saudades desses tempos em que respondíamos a muitos os desafios que o mestre lançava no ar e ainda hoje guardamos religiosamente muitos dos prémios de consolação que, por cortesia, ele acabava por nos enviar... Quanto aos Red House Painters, ou seja, os Sun Kil Moon, subirão logo à noite ao palco maior da Casa da Música com a ajuda de Steve Shelley dos Sonic Youth e também uma surpresa lusa na guitarra e, esperemos, que toquem bem alto este magnífico e felino "Woop-a-Din-Din" que abria o tal "Old Ramon"...

quinta-feira, 27 de março de 2014

DUM DUM BOY





















De Bret Easton Elllis não há novidades nas livrarias desde "Quartos Imperiais" de 2010. O polémico escritor parece entretido com outros afazeres mais inspiradores, principalmente os que dizem respeito à redacção de guiões para filmes (The Canyons, 2013) ou curtas-metragens. Neste âmbito e seduzido pela música das Dum Dum Girls, coube-lhe a tarefa do argumento para o video de "Are You Okay", single do novo álbum da banda saído na Sub-Pop em Fevereiro passado. As imagens, captadas em parte no parque de Joshua Tree na Califórnia, escondem um pequeno thriller que é agora devidamente, ou não, explicado pelo próprio. Quanto às Dum Dum Girls, cá as esperamos no Parque da Cidade...    





SAVAGES, JÁ CÁ FALTAVA!

















Passado que está quase um ano sobre a edição de "Silence Yourself", o grande álbum de estreia das Savages, fazia falta a edição em vinil de uma da faixas que, apesar de não estar incluída no disco, mas frenesim causa ao vivo. Chama-se "Fuckers", costuma encerrar os espectáculos ao fim de dez intensos minutos e terá finalmente uma versão oficial plasmada num 12" de vinil registada no Forum de Londres a 6 de Novembro de 2013. No lado B, outra excelente rendição, a versão também live de "Dream Baby Dream" dos Suicide. Ambos foram momentos altos da passagem da banda pelo Hard Club em Fevereiro passado e que agora aproveitamos para recordar já com saudade...


quarta-feira, 26 de março de 2014

NICK WATERHOUSE, É SÓ CLASSE!















Podemos chamar-lhe o que quisermos - neo soul, retro soul, soul revival - que o resultado é o mesmo: perninhas a mexer e ancas a dar-a-dar que isto é música da melhor mesmo que feita em 2014 por um miúdo maduro que ainda não chegou aos trinta. De Nick Waterhouse só se esperava classe e o recente "Holly" confirma todas as expectativas, ou seja, nada de novo e tudo barrado com aquela patine rock e soul sem idade nem dono! Ao vivo, o colectivo deve ainda ser mais apelativo e dá mesmo vontade de amanhã fazer o "caminho de Santiago" para a festarola...      



EXCELENTE!

O velhinho "Johnny and Mary" de Robert Palmer ganha nova vida!

terça-feira, 25 de março de 2014

UAUU #189

(RE)VISTO #57





















À PROCURA DE SUGARMAN
de Malik Bendjelloul. Red Box Films/Passion Pictures/Protagonist, DVD, 2012 
Já muito se disse e escreveu sobre a incrível história de Sixto Rodriguez, fonte inspiradora do melhor documentário de 2013 para a academia americana. Sem conhecer qualquer outro dos concorrentes, não duvidamos da justeza do prémio para este "À Procura de Sugarman", um notável e feliz registo das várias vidas de um músico e da sua música, um emaranhado nebuloso de coincidências e fervilhantes acasos mesmo à espera da luz do dia... Agora que a "poeira maior" já assentou, nada como pegar na edição DVD saída com um jornal diário e, finalmente, comprovar todos os pormenores que fomos ouvindo de boca em boca ou os muito relatos que a imprensa escrita não resistiu a destacar ao longo do ano passado. O busílis não é novo mas é sempre sedutor - o "artista vs sucesso" ou, melhor, a "qualidade vs indiferença" em que o universo humano é pródigo e que, no caso particular da música, é germinador de verdadeiras lendas. Apelidado de "novo Dylan", Rodriguez gravou dois álbuns fabulosos, tocou em algumas salas e muitos bares e, como muitos, desistiu. Sem vender discos e sem editora, voltou ao seu dia a dia de simples trabalhador por Detroit enquanto o tempo tratou de apagar esta sua faceta por esquecimento ao longo de vinte e cinco anos. Mas, há sempre um "mas" que conta, havia um país noutro continente onde a sua música se tornou obrigatória e influente - numa África do Sul ditatorial as canções passaram de casa em casa, de geração em geração até que o advento da Internet permitiu uma "ressurreição" inesperada para quem, por lá, era dado como morto. A história de tão inverossímil rapidamente nos agarra, mesmo que o realizador exagere no mistério, ao mesmo tempo que os temas originais do próprio Rodriguez fazem o resto. E o resto, neste caso, é história, feliz por sinal, o que trouxe o músico novamente para cima dos palcos. Primeiro na ávida África do Sul e depois, mais recentemente, até à Europa como aconteceu em 2013 muito por culpa do sucesso deste filme. O orelhudo "I Wonder" serviu até de banda sonora dos spots televisivos do Festival Primavera Sound portuense mas um cancelamento nunca muito bem explicado acabou por adiar a estreia portuguesa que, esperemos, venha em breve a confirmar-se (o artista, diga-se, está por esta altura em digressão europeia). Hoje, há agora muito mais para ver e comparar - antigos programas de televisão, concertos ao vivo na totalidade, entrevistas reveladoras, etc. - e a sensação que tudo nos sugere é que esta aparente história de uma vida esconde ainda muitas outras facetas e omissões que estão ainda por contar... Vai dar (outro) filme!       






sexta-feira, 21 de março de 2014

UAUU #188

A POESIA NUM DISCO




















Corria o ano de 2005 quando, envolvidos na pesquisa, selecção e montagem de uma exposição evocativa do Dia Mundial da Poesia, ficamos a saber que até o Herberto Hélder gravou discos! Em 1968 (?) o poeta registou dois singles de vinil na série (a merecer um estudo) "Poesia Portuguesa" da Philips (com os números 431 991 PE431 999 PE) e uma das raridades, precisamente a que se reproduz acima, fez parte dessa curiosa mostra intitulada "A Poesia em Vinil" que incluía ainda outros inusitados registos de Pablo Neruda, Ary dos Santos, Natália Correia, António Gedeão, Mário Cesariny e até Dylan Thomas. Se um livro de Hélder já é raro, imaginem um disco! Assim, entre algumas das rigorosas obrigações que o coleccionador detentor da peça envolvido no projecto realizou estava a proibição expressa de colocar a pequena rodela a rodar num gira-discos, evitando o perigo de riscar e por isso nunca tivemos a oportunidade de o ouvir. Hoje, dia da poesia, a curiosidade levou-nos ao youtube e, claro, foi revelador confirmar toda a originalidade e mistério das suas palavras contidas em tais negras estrias de vinil...

RECORD STORE PRAY 2014










A menos de um mês de mais um Record Store Day, estas são algumas das tentações que, por muitas preces rogadas, gostaríamos de deitar a mão! Por cá há algumas lojas aderentes e, atendendo à extensão da lista em constante actualização, pode ser que sobre alguma coisa... 




























quarta-feira, 19 de março de 2014

LOBO #2

























A estreia em álbum dos I Am Kloot mereceu destaque de António Sérgio nas páginas do semanário "O Independente" de 8 de Junho de 2001. A banda teria por terras britânicas um êxito moderado mas o que é certo é que lhe perderíamos, sem razão aparente, o rasto. Fica a recordação de algumas grandes canções, principalmente este "Sunlights Hits The Snow" que o mestre tinha por hábito rodar no éter...    

KURT VILE EM COURA!













Só não acertamos no Euromilhões porque quanto a outras apostas... Kurt Vile estará no Festival Paredes de Coura deste ano (onde já esteve em 2011) juntando-se aos já confirmados Black Lips, Cut Copy, Yuck, The Dodos, Franz Ferdinand e Mac DeMarco, outro dos nossos suspiros concretizados! Paredes parece ter regressado, ainda bem, ao rock!

DIA DO PAI DIABATÉ





















Na cidade de Bamako no Mali nasceu há quase cinquenta anos Toumani Diabaté. Estava assim assegurada a continuidade de uma linhagem secular de músicos e instrumentistas encarnada pelo seu pai, Sidiki Diabaté (1922-1996), também conhecido pelo "Rei da Kora". Em algumas ocasiões estiveram os dois em cima do palco como aconteceu há vinte e cinco anos no Royal Festival Hall de Londres, não se perdendo nunca a virtuosidade e grandiosidade do estilo, uma magia comprovada, já lá vão uns anos, na sala grande da Casa da Música. É dessa altura um dos videos abaixo, onde o filho Sidiki, que ganhou o nome do avô, acompanha o pai Toumani numa parceria que se concretiza em disco via World Circuit Records já em Maio próximo. O diálogo em jeito de duetos, algo a que Toumani já nos habituou (ouça-se, por exemplo, as colaborações magistrais com Ali Farka Toure ou Ballake Sissoko), chama-se simplesmente "Toumani & Sidiki" e tem uma digressão conjunta com algumas datas já marcadas. Espera-se, suplica-se, por uma noite por perto!          



sexta-feira, 14 de março de 2014

NEIL YOUNG, O PAI DO PONO. PAI DO QUÊ?



























"Steve Jobs was a pioneer of digital music. (...) His legacy is tremendous. But when he went home, he listened to vinyl. And you gotta believe that if he lived long enough, he would have eventually done what I'm trying to do."

Estas palavras sábias de Neil Young são a pedra de toque de um movimento criado por ele em 2011 com o nome de PonoMusic e que, na sua essência, pretende recriar a experiência de ouvir o som de um disco de vinil mas de forma digital. Confuso? Talvez, mas se pensarmos que o poder de um simples mp3 está ainda por explorar de forma convincente e que a compressão digital e a sua portabilidade retiraram uma certa magia a muita da música que ouvimos, às tantas este projecto é um virar de página vital. O leitor entretanto criado recebeu o nome de "Pono", que traduzido do havaiano quer dizer "bom", "justo" ou "honrado" e lê em FLAC de alta resolução seis vezes mais informação musical que o tradicional mp3, reconstruindo, ao que parece, de forma incomparável o que se dá a ouvir. O projecto esteve em "banho-maria" durante três anos, mas na actual edição do festival SXSW o tio Young regressou à carga com enorme êxito já que projecto recebeu, para além de outra visibilidade, um incentivo monetário de peso através da recolha de fundos via Kickstarter. Haverá edições limitadas do aparelho com assinatura do próprio Neil Young e de, entre outros, Beck, Arcade Fire, Pearl Jam, My Morning Jack ou Patti Smith, mas os preços finais do produto são ainda uma incógnita. As dúvidas, algumas, podem ser retiradas aqui. Uma coisa é certa: vamos ter que experimentar!

Entretanto, Neil Young prometeu um novo álbum só com versões que se irá chamar "A Letter Home" e onde participa Jack White. Cool! 

UAUU #186

quinta-feira, 13 de março de 2014

MARK EITZEL A DOBRAR!

















Num ano em que já tivemos Cass McCombs, Bill Callahan, Damien Jurado e com Mark Kozelek já na calha, a confirmação de dois concertos por perto de Mark Eitzel é uma maravilha! Assim, no dia 29 de Maio, quinta, em Espinho e no dia seguinte em Guimarães, o ex-lider dos American Music Club apresentará (com banda?) o mais recente "The Konk Sessions" gravado o ano passado com a agora nomeada The Mark Eitzel Ordeal. Antes, a 28, passará pelo Musicbox lisboeta e no sábado aguarda-o um enorme desafio no Parc del Fòrum de Barcelona durante o Primavera Sound. Pela nossa parte, não vamos falhar esta dupla dose de bons momentos!    



FUTURE ISLANDS, O FUTURO É HOJE





















Há no mundo da música uma série de bandas das quais só se espera o óbvio, ou seja, que continuem simplesmente a gravar discos. Os Future Islands são um desses casos, com álbuns cheios de grandes canções como acontecia com "On The Water", o terceiro de originais editado em 2011 pela Thrill Jockey e que rendeu uma série de singles fabulosos com "Balance" ou "Before the Bridge". O regresso faz-se agora com "Singles", um trabalho quase a sair pela 4AD e que tem no single, lá está, de apresentação "Seasons (Waiting On You)" (e já com um lindo 7"...) uma forte candidata a canção de verão com direito até a coreografia a preceito do vocalista cromo Samuel Herring para gáudio do próprio David Letterman... E depois há também "A Dream Of You And Me" que só está à espera de um pôr-do-sol para se juntar à lista. Despretensioso e, mesmo assim, obrigatório!



3X20 MARÇO












quarta-feira, 12 de março de 2014

MEMÓRIAS #17


















Bem podíamos esperar pelo Frank Sinatra Day, data duvidosa e nada consensual e, por isso, é mesmo hoje. Do magote de registos que vamos de vez em quando vasculhando, apareceu uma só K7 com "Sinatra" escrito na etiqueta com registos de 1998. Há duetos, filmes, reportagens, testemunhos e espectáculos que acabamos por compilar e editar em dois pedaços postados abaixo. Um deles é mesmo um "pedaço inteiro" com o tributo televisivo de 1995 onde, ao que parece, "A Voz" se fez ouvir pela última vez em público mesmo no final, mas onde há, entre escolhas lamentáveis e datadas, alguns "highlights" com Bruce Springsteen, Ray Charles, Bono (grande canção!) e até Bob Dylan! Aproveitem enquanto dura que os "senhores" do youtube acabarão, mais tarde ou mais cedo, por fazer das suas!
O outro é um aglomerado de elogios de telejornais portugueses de 14 de Maio de 1998, o dia a seguir à sua morte onde, entre algumas curiosidades, temos o Herman José a contar histórias sobre a passagem "aérea" de Sinatra pelo Estádio das Antas do Porto em 7 de Junho de 1992 e onde gostaríamos de ter estado... Sendo assim, o mais "perto da lenda" que estivemos foi um aperto de mão e um sorriso da sua simpática filha Nancy em plena sala grande da Casa da Música em 2005. E como ouvir Sinatra é como o Natal - é quando o homem quiser - vão lá buscar o CD, o vinil, o leitor de mp3 ou entrem no Spotify e ponham o Ol' Blue Eyes a fazer eternamente magia...   



segunda-feira, 10 de março de 2014

NOVA AVENTURA DE SÉBASTIEN TELLIER















A calcinha branca, as lonas nos pés e uma camisa florida não enganam! Sébastien Tellier anda com calor e prepara-se para uma viagem inédita - editar um álbum de sabor tropical a que chamou "L' Aventura" registado entre o Rio de Janeiro e Paris nos estúdios de Arthur Verocai, conhecido arranjador de Marcos Vale. A aposta centra-se desta vez na recriação da sua infância para o que escolheu o agora muito badalado Brasil, um país, segundo o próprio, de esplendor e alegria. Para o confirmar basta, então, ouvir este "Ma Calypso" e esperar que a temperatura aumente até Maio!  

sábado, 8 de março de 2014

COURTNEY MARIE ANDREWS + DAMIEN JURADO, Auditorio do Concello, Vigo, 7 de Março de 2014

















Aqui pela casa "gasta-se" muito Damien Jurado. É uma daquelas "nascentes" sonoras básicas que desde 1997 (com "Waters Aves") se foi avolumando ano após ano até se transformar em "produto de primeira necessidade". Passados que estão nove (!) anos sobre a passagem por Vila da Feira e perdidas que foram outras oportunidades de "beber na fonte", a data galega da actual digressão a solo merecia desta vez, sem desculpas, uma comparência obrigatória. Ainda por cima havia um bónus prévio de nome Courtney Marie Andrews, jovem menina de Phoenix já com cinco álbuns editados e que prometia alguns mimos. Com meia dúzia de temas de puro folk a que se juntou uma voz tão anos sessenta que, fechando os olhos, se imagina Baez, Emylou Harris ou a grande Judy Collins, este foi um perfeito e encantador intróito a motivar fortes aplausos e merecidos elogios. 
Há na música de Damien Jurado algo de misteriosamente cativante. Quer nos discos quer em palco, a incomparável voz que jorra em todas as canções torna-se tão absorvente que rapidamente hipnotiza qualquer sistema auditivo. Podem ser novas pérolas como "Mettalic Cloud" ou "Silver Joy" do último álbum ou outras mais antigas, tal como "Beacon Hill" ou "Everything Trying", Jurado dá-lhe um tratamento tão sublime com uma simples guitarra e a ajuda de dois ou três pedais que o conjunto sugere tanta facilidade que, claro, está somente ao alcance de predestinados. Sem rodeios ou contemplações, exceptuando um curto discurso de elogio à Galiza, a preferida entre todas as regiões espanholas por ter semelhanças (?) com a sua Washington natal, o desfile de gala demorou uma rápida hora e meia de puro enlevo e sedução que foi bastante aplaudida por uma plateia rendida mas não eufórica, sim, que estes galegos são muito contidos e respeitadores! A repetir sem restrições...        

















quinta-feira, 6 de março de 2014

UAUU #184

LA SERA ROCK'S!

Agora que passaram poucos dias sobre o que dizem ter sido o último concerto das Vivian Girls, a menina vocalista Katy Goodman aproveita para anunciar o regresso do seu magnífico projecto a solo La Sera. Aposta para o sucesso num rock mais cru e duro, tal como se pode ouvir no primeiro single "Losing to the Dark" a incluir no álbum "Hour of the Dawn" a sair em Maio e que terá apresentação dupla por Barcelona durante o Primavera local. São uns sortudos estes catalães...
 

terça-feira, 4 de março de 2014

MICAH P. HINSON, REGRESSOS MÚLTIPLOS

O sétimo álbum de Micah P. Hinson que na Europa é editado ainda este mês é um verdadeiro regresso às origens. No teor das canções, nos instrumentos utilizados ou em grande parte da sonoridade é o caminho entre o Texas e o Tenessee que inspira o músico de Memphis por tradicionais caminhos americanos como o bluegrass ou o country. Intitulado "Micah P. Hinson & The Nothing" o trabalho marcará também o regresso à Europa para uma digressão que passará em Maio pelo país vizinho e talvez pelo nosso cantinho. Para já ouça-se esta maravilha de nome "On The Way Home (To Abilene)". 


MIDLAKE POW WOW!





















Quantos de nós sonharam já com isto: uma banda ou artista de eleicão sentados num sofá ou cadeirão a tocar só para meia dúzia de sortudos, respondendo a pedidos de canções, fotografias, autógrafos e, já agora, uma cervejita para animar o momento. Pois bem, os Midlake decidiram arriscar cumprir estes anseios de alguns fãs a troco de uma boa maquia que os tempos estão difíceis. Antes de alguns espectáculos da actual digressão europeia prometem tocar no backstage canções em jeito acústico com direito a retratos com velhinhas Polaroidposters assinados! Limitado a dez pessoas por noite, o "encontro imediato" de nome "Pow Wow" custa por alto 50€ e não inclui o bilhete para o concerto principal que terá de ser comprado antecipadamente. Atendendo a que os Midlake estarão no Porto para o Primavera apetece mesmo organizar uma "vaquinha" para os ouvir cantar no meio da relva ou então bem junto da barraquinha da "Padaria Ribeiro"...  Isso é que era!

segunda-feira, 3 de março de 2014

UAUU #183

SUPERNOVA DE RAY LAMONTAGNE

Sem dar notícias desde 2010, anuncia-se finalmente o regresso de Ray Lamontage aos discos: "Supernova" assim se chama o álbum gravado no estúdio de Nasville de e com Dan Auerbach dos The Black Keys e com saída marcada para Maio. Esse é também o nome do primeiro single a que só falta um grande dia de sol para soar ainda melhor...

OS BEATLES EM 2014!

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