domingo, 31 de agosto de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
THE DODOS+KURT VILE & THE VIOLATORS+HAMILTON LEITHOUSER+THE GROWLERS+BEIRUT+JAMES BLAKE, Festival Paredes de Coura, 23 de Agosto de 2014
| The Dodos, Palco Vodafone FM |
A dúvida sobre quantos anos precisos passaram sobre
a estreia dos The Dodos em Coimbra assaltou-nos a memória logo que os primeiros
acordes soaram na tenda. Dessa noite já com oito anos, está agora confirmado, é
impossível esquecer a energia e agitação contagiante do então trio que, muito
sinceramente, não tínhamos ilusões de tornar a testemunhar. Mesmo assim e
apesar do nítido cansaço causado pela intensa digressão que encerrou em Coura,
o duo agarrou de imediato e sem contemplações todos os presentes com velhos e
novos temas e onde o clássico desafio bateria vs guitarra fez constante faísca
ao longo de uns curtos (circuitos) mas intensos quarenta minutos.
Ver Kurt Vile no palco grande a tocar para uma
imensa plateia prova que há ainda neste mundo estranho da música um pouco de
justiça. Mais uma vez, pomo-nos a fazer contas para recordar o serão memorável
de estreia pelo Porto em tempos de ruidosas trips
sonoras de travo stoogiano mas onde,
como agora, o tio Neil Young é um dos principais “culpados”. Descontando a
pobreza do som, as canções de Vile de solos extensíveis e moldáveis preencheram
da melhor forma o fim de tarde soalheiro e de brisa fresca enquanto, colina
acima, muito do público ainda em modo-zen e de óculos escuros se espreguiçava
vagorosamente. A experiência pode e deve ser repetida virtualmente perante um
qualquer pôr-de-sol atlântico ou viagem pausada de longa duração – é só preciso
fazer soar suavemente “Wakin On A Pretty Daze” de princípio ao fim!
O disco solo de Hamilton Leithouser é um caso sério
de composição. Para o provar bastou a sua curta passagem pelo palco secundário
do festival replecto de fiéis seguidores. Do pré-hit “Alexandra”, ao swing de “The Silent Orchestra” passando
pela perfeição de “I’ll Never Love Again”, pedrada que encerra o disco e que
obrigou os mais esquecidos a recordar que os The Walkmen eram (são?) uma banda
do caraças, houve muito por onde escolher. Depois há, milagrosamente, um
vozeirão a alcançar níveis imbatíveis e arrebatadores e que levou o próprio
Leithouser a arriscar, sem receios, versões únicas de Sinatra e Cohen já que a
noite era de festa de encerramento de digressão. Um concerto surpreendente,
vibrante e a deixar, desde logo, muitas saudades.
Horário nobre, palco principal, plateia imensa.
Temos dúvidas que os The Growlers merecessem tamanha distinção e o concerto
acabaria por provar o risco (desnecessário?) da aposta. Bem que se esforçaram
por “fazer a festa” ou não fosse a sua música uma combinação bem-feita de
desordem sonora, líricas non-sense
(ouça-se, por exemplo, “Use Me For Your Eggs”) e um vocalista nasalado e
atrevido. Certo é que mesmo com as ondas à mexicana, da trupe de crocodilos
vindos da frente do palco e da noite marcar o fim da tournée (mais uns!), o
concerto nunca “levantou voo” efectivo, funcionando como um temporizador
divertido para o acto seguinte…
Finalmente! Temos os Beirut à nossa frente prontos
para fazer história ao fim de mais de uma década de espera infindável. Começar
com "Nantes" e “Vagabond” logo assim, de rajada, deu para desconfiar, mas Zach Condon e
companhia sabiam ao que vinham – estremecer muitas das almas, nós incluídos,
com canções únicas e intemporais e cedo se percebeu a magia do momento. Muitos
braços no ar, gargantas afinadas e um inusitado conjunto de metais onde o
cornetim de Condon se mostrou imparável no comando da orquestra. Foi bom? Claro. Podia ter sido melhor?
Óbvio, mas foi sem dúvida um privilégio ter lá estado.
A resposta à questão se
James Blake tem estatuto suficiente para encerrar Paredes de Coura pode não
fazer sentido. A sua música já foi devidamente assimilada pela maioria e no
Primavera Sound de 2013 em horário semelhante a receita acabou por funcionar. Mas
ali, outra vez perante uma enorme plateia, a subtileza das suas canções
perdeu-se por entre as árvores e muitos acabaram por desistir de participar,
funcionando o longo alinhamento (uma hora e meia) como fundo sonoro para
conversas sobre o frio da noite, a fila dos crepes ou desabafos do género “o
gajo só mete a 1ª e depois não desenvolve”. O cansaço físico generalizado ao
fim de quatro noites talvez merecesse um despertador e um isotónico de diferente espécie. Até pró ano!
(videos de alguns dos concertos em HugTheDj)
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
ELEANOR FRIEDBERGER, Praça Central da Cidade da Cultura, Santiago de Compostela, 16 de Agosto de 2014
Uma visita, várias vezes adiada, à Cidade da Cultura galega teve finalmente merecida concretização. Polémicas à parte sobre as virtudes deste "elefante branco" inacabado, um verdadeiro sorvedouro de dinheiros públicos (fala-se em 400 milhões de euros!), o espaço de perder de vista tem servido ao longo deste mês para uma série de concertos de fim de tarde de acesso gratuito na sua praça central. Com o monte Gaiás como pano de fundo, o espaço recebeu ontem Eleanor Friedberger para tocar canções para não mais de uma centena de privilegiados com direito a puf de aconchego, um pôr-de-sol magnífico, cerveja fresca a curta distância e até foguetório. A mana Friedberger brindou-nos com um excelente concerto de hora e meia (!) numa setlist entroncada nos seus dois discos a solo mas onde se intrometeram canções novas escritas na viagem de doze horas entre San Sebastian e Santiago e até o recitar de "Spaniolated", original do mano Friedberger nos Fiery Furnaces que fala em Sevilha e... São Tiago. Valeu!
Video cortesia HugTheDj.
JULIA HOLTER, VERSÕES DOS SITXIES
O álbum “Loud City Song” de Julia Holter, o melhor
de 2013 aqui para a casa, respira uma magia absolutamente contagiante que
obriga, quase sempre, ao carregar no botão de “repeat”. O tema “Hello
Stranger”, descobrimos agora como sendo uma cover
de uma canção de Barbara Lewis de 1963, é o exemplo perfeito dessa dependência e que
mereceu por estes dias a sua inclusão numa pequena rodela de vinil de dupla face
A ao lado de “Don’t Make Me Over”, versão de 1962, esta não incluída no disco, de
Burt Bacharach e Hal David. Maravilha… e alguém faça o favor urgente de trazer
a menina até uma salinha por perto!
terça-feira, 12 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
NICK DRAKE, O LIVRO OFICIAL

Já por aqui evidenciamos o nosso desagrado por algumas das opções comerciais de quem gere o legado de Nick Drake, neste caso, a sua irmã Gabrielle. O último dos lançamentos, a tal caixa de bolos com os CD's oficiais lá dentro, pareceu-nos mesmo despropositada. Mas eis que, com o consentimento e patrocínio oficial da família, surge a notícia do lançamento de um vistoso livro replecto de atractivos compilados precisamente pela irmã e que, na sua versão luxuosa, tem o acompanhamento de um 10" de vinil com cinco canções registadas na BBC para John Peel em 1969, sessão até à data dada como perdida. O "tesouro" estará disponível em Novembro mas aceitam-se desde já encomendas a um módico preço de 150£! Dá vontade de cometer uma loucura ou simplesmente antecipar a prenda de Natal...
terça-feira, 5 de agosto de 2014
NICK DRAKE EM SUSPENSO
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
YOUNG MAGIC + GINGER AND THE GHOST, Maus Hábitos, Porto, 30 de Julho de 2014
| Young Magic (foto HugTheDj) |
| Ginger And The Ghost (foto HugTheDj) |
A ressaca do Milhões de Festa barcelense teve ontem um notável despertar. Juntar no espaço dos Maus Hábitos, numa noite de verdadeiro verão, duas bandas amigas sequiosas por mostrar o que valem para uma sala cheia e de acesso livre resultou num momento ao vivo especialmente saboroso. Começaram os Young Magic, um trio que tem na voz hipnótica da indonésia Melati Malay um condutor de ambiente cinemático de laivos pop atraentes de que é exemplo "Holographic", canção que mereceu já um vistoso video. Incluída em "Breathing Statues", álbum deste ano, foi ele que serviu de alinhamento maioritário dos quarenta minutos do espectáculo mas onde couberam ainda "Night In The Ocean" ou "You With Air", grandes temas do disco de estreia "Melt". Magia, sem truques!
No mesmo palco, um pouco depois e já com a cenografia montada, surgiram os Ginger And The Ghost. Impossível não reparar na extravagância do guarda-roupa de Ginger, uma vistosa mistura afro-aborígena e do ambiente muito próprio visível na maioria dos videos das suas canções. Impossível também não associar o registo da sua voz que lembra a Kate Bush ou a Cindy Lauper e que preenche um espectáculo notoriamente rodado e testado. Sem álbum ainda, mas já com um par de EP's, o duo australiano rapidamente contagiou a plateia com algumas das suas canções como "The Mark of Hearts" ou "One Type of Dark", tema com que tudo começou em 2012. Entre elogios ao Porto e ao país, prometeram voltar o que atendendo à agradável recepção terá, certamente, um êxito merecido.
(fotos e videos cortesia HugTheDj)
terça-feira, 29 de julho de 2014
CALIFÓRNIA DA EUROPA?
Já não é a primeira vez que a Inrocks francesa dá destaque à música portuguesa, melhor, feita em Portugal, país classificado desta vez como a "Califórnia da Europa" climaticamente falando. E musicalmente?
Argumentos aqui.
domingo, 27 de julho de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
TOM HICKOX, FILHO DE PEIXE...
Nas listas de canções dos últimos meses há um nome que não tem dispensa. Chama-se Tom Hickox, nasceu em Londres há 33 anos numa família habituada a pianos, violinos e pautas ou não fosse Richard Hickox, o pai, um dos mais premiados e prestigiados maestros ingleses e a mãe uma reputada timpanista de orquestra. O disco de estreia "War, Peace And Diplomacy" que gravou com Collin Elliott, produtor e orquestrador de Richard Hawley, nos estúdios Yellow Arch de Sheffield está replecto de enormes canções, daquelas que Ed Harcourt, Thomas Feiner ou Patrick Wolf nos habituaram a não esquecer. Nota-se o toque do próprio Hawley, ele próprio envolvido na selecção dos músicos e na slide guitar que se pode ouvir em "Out Of the Warzone" e que resulta numa saborosa grandiosidade muito british que transparece em temas como "The Pretty Pride of Russia", "The Angel of North" ou na pérola "The Lisbon Maru". Fixem-lhe bem o nome!
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