segunda-feira, 15 de setembro de 2014

REAL COMBO LISBONENSE+WALTER BENJAMIN+NORBERTO LOBO+FACHADA, Em D'Bandada, Porto, 13 de Setembro de 2014

Real Combo Lisbonense, Praça dos Poveiros
Walter Benjamin, Ateneu Comercial do Porto

Walter Benjamin + Fachada, Ateneu Comercial do Porto

Walter Benjamin + Fachada, Ateneu Comercial do Porto
Norberto Lobo, Ateneu Comercial do Porto

































































Fachada, Ateneu Comercial do Porto


























A D'Bandada pegou de estaca! O Porto parece já não passar sem (mais) uma tarde e noite de festa com data marcada a que só faltam os martelinhos e o fogo de artifício... Porque gente, tal São João, é aos magotes e de muitos países - sim, que a Invicta está mais cosmopolita do que nunca - e há até cheiro a pimentos e frango assado e muita, muita música para todas as idades. Nos Poveiros, famílias inteiras juntaram-se a uma curiosa mistura de juventude e terceira idade para se divertirem à grande com os Real Combo Lisbonense. Canções retro do yeah-yeah português, passando por Carmen Miranda, pelo cha-chá-chá, o "Timpanas" ou o irresistível "Les Cournichons", uma saborosa e concorrida matinée com direito a comboínho e muita dança que chegou às varandas das redondezas. Perfeito!

Atendendo à enchente previsível, a estratégia passava por antecipar a chegada aos locais eleitos e, sendo assim, o Ateneu Comercial do Porto parecia ter um alinhamento de luxo que valia o sacrifício de aguardar numa fila. Espaço majestoso que, depois de abertas as portas, se encheu num ápice para para três concertos de proximidade. 

Começaram os Walter Benjamin como seu rock mutifacetado cantado em inglês mas notoriamente enraizado lá pela América, comprovado em "Airports And Broken Hearts" ou na versão de "True Love Will Find You In The End" de Daniel Johnston que suou a despedida anunciada do projecto para breve. Será? Como bónus, houve Fachada em parte do concerto, cigarrinho no canto da boca, ajudando numa canção do tempo de faculdade ou dando forte num bombo da bateria. Uma desbundada!

De Norberto Lobo nunca se sabe o que esperar. Experimentando, arriscando, a genialidade comprova-se a cada concerto e o de sábado passado não fugiu à regra. Usando uma multiplicidade de pedais, a guitarra estica-se agora para novos sons quase eléctricos para entretanto regressar a um clássico emaranhado de tonalidades acústicas, lindas e que pareceram inéditas. Os fortes aplausos, merecidos, só podem ser um sinal que cada vez mais gente lhe reconhece o valor e só temos é que nos considerar uns sortudos por tê-lo por cá. Uma benção. 

Quem quer fumar com o B Fachada? Aparentemente a maioria, conhecedora e ruidosamente rendida a este one-man-show que, mesmo sem a guitarra doutros tempos, solta a cada canção ritmos agitadores de plateias. O calor da sala e a fumarada do "puxa passa" colectivo sem controlo aceleram o evento para uma festa suada e divertida ou não fossem canções como "Tó-Zé", "Dá Uma Música à Bófia" ou "Só Te Falta Ser Mulher" verdadeiros hinos de uma geração inconformada que tem em Bernardo Fachada um dos seus, melhor, um amigo de abraço!            

(videos cortesia HugTheDj)







sexta-feira, 12 de setembro de 2014

JAMES BLACKSHAW, Passos Manuel, 11 de Setembro de 2014
















Passa da meia noite e James Blackshaw está sorridente de braços cruzados sobre a guitarra e garrafa de cerveja pousada no chão à espera que o público desça para as cadeiras. Não parece haver pressa para que os luzes se apaguem e aos poucos a sala lá se acomoda para o que se adivinha um encontro descontraidamente íntimo. Logo que o dedilhar das doze cordas se cruza com a penumbra, o efeito sonoro torna-se inconfundível e a complexidade técnica que ressalta à vista desarmada não evita a magia do momento. Porque um só instrumento e um talento desmedido bastam para que o coração se aperte e a imaginação se espraie em tantas e tão boas direcções. Música deste calibre não tem preço nem idade e se foram só seis temas, um único só bastava para valer o esforço de não ter falhado à chamada. Se de uma próxima vez houver, por milagre, a companhia de um tal Lubomyr Melnyk prometemos acampar à porta... na véspera!      

(video cortesia HugtheDj)

SUSURROS!

Sem rasto de A Girl Called Eddy vamos tendo pelo menos isto e não é pouco! Tina Dico e os seus "Whispers", como este...  
    

UAUU #219

INNER LIGHT from Ty Olson on Vimeo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

FUJIYA NO PORTO!











Um dia depois dos Future Islands é a vez dos Fujiya Miyahi chegarem ao Hard Club! Confirma-se um Outubro em grande a Norte - Marissa Nadler, Swans, Ben Frost, Amen Dunes, Rodrigo Amarante, Peter Broderick, Plaid, Bonnie Prince Billy, Lee Ranaldo... Ufa!  


UMA NOITE NO FEMININO





















O mais que recomendável ciclo "Voces Femeninas" do país vizinho tem já cartaz completo para a edição deste ano. A noite que se repete três vezes, começa em Madrid, passa por Ourense e termina em Vigo dia 29 de Novembro próximo. A inglesa Tune-Yards (que na véspera andará pelo Mexefest Lisboa) e a islandesa Ólof Arnalds, prima do compositor Olafur Arnalds, são as escolhidas para o encantamento previsível. Os bilhetes para o sábado viguense estão já em venda online.    



DEERS, UMAS QUERIDAS!















Aos nossos queridos The Dears, em pousio canadiano prolongado, juntam-se agora as refrescantes Deers, a mesma pronúncia mas com significado e sonoridade bem diferentes! Com epicentro em Madrid, as amigas Ana Garcia Perrote e Carlota Cosals começaram por arranhar covers, perderam o medo e, com algumas ajudas estratégicas, gravaram duas canções originas para um single de vinil entretanto esgotado. Os temas "Bamboo e "Trippy Gum" entraram no goto de alguma imprensa atenta mas, como é habitual, exagerada nos elogios. O duo passou a quarteto, chegaram até alguns festivais alternativos por essa Europa fora e o fenómeno - chamam-lhe Blah Blah Blah Rock & Roll (!) - soa, como convém, fresquinho e inocente. O novo single "Barn" está já apontado para o início de Novembro e dele pode escutar-se "Castigadas en el Granero", mais uma irresistível canção pop que parece saída do barraco do jardim depois de um trago com o Mac Demarco! Ao vivo, haverá teste em Vigo no próximo dia 18 de Setembro.





quarta-feira, 10 de setembro de 2014

PURIFICAÇÃO EXPANDIDA!

Em Abril passado os These New Puritans reuniram-se com a Heritage Orchestra no palco do Barbican de Londres para um espectáculo a que chamaram TNP Expanded. Às canções do álbum "Field of Reeds" na totalidade (enorme disco!) juntaram-se alguns inéditos e temas mais antigos expressamente trabalhadas e reorquestradas para o evento especial e que vê agora a sua edição em formato CD e vinil. Para assinalar o feito a banda apresenta-se no próximo dia 19 de Setembro em Amesterdão durante o The Rest Is Noise Festival para tocar pela última vez este ano o notável reportório que será então conduzido pelo maestro André de Ridder. Entretanto, um pequeno filme captado durante a noite do Barbican foi projectado ontem durante uma sessão especial do London Short Film Festival o que faz adivinhar, talvez, uma futura edição em DVD da totalidade da actuação. Boa! 




terça-feira, 9 de setembro de 2014

iPOD CLASSIC (2001-2014)




















Rest in peace

NUNCA VISTO!
















Uma simples fotografia, linda, conta mais uma história de Nick Drake
É por aqui...

MARK EITZEL INÉDITO

"Estávamos em Guimarães. Mesmo ali no final do mês de Maio. Era o último dia da digressão de três datas de Mark Eitzel em Portugal, depois de concertos em Lisboa e Espinho. Antes dos testes do som para o concerto que daria horas depois no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor, arrastamos o norte-americano para fora do edifício e pedimos-lhes uma canção. Com uma generosidade cativante, Mark Eitzel, oferece-nos um tema inédito. Chama-se "No answer" e é uma daquelas canções com um intensidade que é perfeitamente característica da sua persona criativa. É um clássico Eitzel, na procura por uma verdade humana que parece nunca chegar, na demanda por uma consciência universal. É uma canção que, como dezenas de outras, provam que Mark Eitzel é um dos mais completos e fascinantes escritores de canções dos nossos tempos. Tirem as vossas provas."

Obrigada Bodyspace!  

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

RICHARD HAWLEY E O AMOR!

Richard Hawley em Chatsworth, UK, Junho 2014 














Mesmo sem disco novo na agenda, Richard Hawley não pára! Para além da azáfama da produção (no últimos tempos contam-se os The Merryllees ou Tom Hickox) o músico escreveu novo material e contribuiu com algumas das suas canções para a banda sonora de um documentário intitulado "Love Is All". O filme realizado por Kim Longinotto traça a história do amor, do namoro ou da libertação sexual através do celulóide inglês dos últimos 100 anos guardado por um dos principais arquivos de imagem do mundo - o BFI National Archive. A película teve estreia em Junho passado numa sessão ao ar livre em Chatsworth (Inglaterra) durante a edição do Sheffield Doc Fest onde Hawley devia ter acompanhado ao vivo a sua projecção mas que, segundo o relato do The Guardian, acabou por não acontecer... Aqui fica um amoroso primeiro trailer!       

UAUU #218



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

(RE)LIDO #61





















UP AND DOWN WITH THE ROLLING STONES
MY ROLLERCOAST RIDE WITH KEITH RICHARDS 
de Tony Sanchez. London: John Blake Editions, 2010
A fotografia da capa não engana. Olhos vidrados e cigarro na ponta dos lábios, uma imagem de marca de Keith Richards que o tempo nunca há-de apagar. Dependente e truculento, o próprio tratou de explicar-se na biografia oficial para quem, como nós, quis acreditar. Muito antes (1979), contudo, já um tal Tony Sanchez tinha posto a boca no trombone com a edição deste livro revelador da sua íntima ligação a Richards desde os anos 60 no papel principal de dealer mas onde acumulou funções de guarda-costas, intermediário, motorista, mecânico ou enfermeiro... Filho de emigrantes espanhóis, Sanchez conhecia o sub-mundo de Londres como ninguém e cedo se viu envolvido pelas taras e manias de toda a entourage dos The Rolling Stones, iniciando uma amizade com Brian Jones rapidamente permeável aos The Glimmer Twins (Richards/Jagger), tendo presenciado, supostamente, todos os altos e baixos da banda, da noite negra de Altamont à mítica estadia em rodopio no Sul de França, passando pela suposta transfusão de sangue de Richards por terras suiças para limpar vestígios inadequados ou as atribulações do célebre concerto no Hyde Park. E depois há as mulheres, qual delas a mais bonita, qual delas a mais alucinada: Bianca Jagger, Marianne Faithfull, de quem foi amante e fornecedor e Anita Pallenberg, personagem chave em toda a história e com papel decisivo nos altos e baixos dos próprios Stones. Acredite-se ou não, o certo é que a sequência e teor dos factos relatados permite-nos penetrar numa montanha-russa de acontecimentos quase irreais que o próprio Richards classificou como exagerados sem os desmentir e que, ao que parece, teve ainda capítulos censurados. Diversas vezes reimpresso e alterado, o livro continua a fazer as delícias de uma grande maioria de fãs (basta conferir os comentários na página da Amazon inglesa) e na versão aqui em destaque a história prolonga-se até 1989, ano decisivo para reunião tremida da banda. Tony Sanchez, falecido em 2000, pode ter sido ajudado pelo próprio editor John Blake a escrevê-lo, pode ter sido vagamente biografado, pode até dar nome a uma banda espanhola (Spanish Tony Sanchez, como era também conhecido) e onde o livro foi traduzido o ano passado, mas o seu nome estará para sempre gravado, para o mal e para o bem, numa aventura ainda não terminada e onde a culpa involuntária tem o nome de "Brown Sugar" ou de "Dead Flowers", vulgo papoilas...  



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

THE LAKE, A RÁDIO DOS EFTERKLANG















Uma conversa com Nils Frahm, uma cerimónia voodoo do Haiti, uma récita de Peter Broderick (que, a propósito, tem concerto marcado para Bragança dia 9 de Outubro... eia!), sessões de membros dos Girls in Aiports ou de Julia Holter (próximo domingo em directo de Roskilde) e muita música sem amarras. Está tudo (in)convenientemente (des)alinhado numa plataforma de rádio chamada The Lake que emite 24 horas por dia desde Copenhaga e que tem por mentores o trio dos Efterklang (Mads Brauer, Casper Clausen e Rasmus Stolberg), o artista e curador Kasper Vang e o jornalista de rádio Jan Hogh Sticker. Sintonia obrigatória!  

UAUU #217

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

AGNES OBEL AINDA MELHOR

Aproximam-se duas edições especiais da maravilhosa Agnes Obel. A primeira junta num só pacote de vinil duplo os álbuns "Philarmonics" (2010) e "Aventine (2013)" enquanto a segunda diz respeito a uma versão ampliada deste último onde se darão a conhecer novas canções, registos ao vivo em Paris e Berlim e uma dose dupla de remixes. Uma delas, portentosa, a cargo de David Lynch mereceu o seguinte comentário do próprio:    

"I loved doing this remix, I was turned onto Agnes’ music through my record label… I think she has a most beautiful voice and can do things with her voice that are unique and extraordinary“!


LOBO #6





















Em dias de calor, precisamente a 6 de Julho de 2001, António Sérgio trazia ao jornal "Independente" duas revelações ditas nocturnas que tiveram posteriormente sortes diferentes. Dos Fuck perdeu-se o rasto mediático, embora ainda hoje gravem discos e saltem para cima de palcos americanos com alguma frequência. Quanto aos The Shins, a sorte seria um pouco diferente a que se deve a veia afinada de James Mercer que o mestre imediatamente pressentiu e também alguma sorte, como foi o facto da inclusão, em 2004, do tema "New Slang" na banda sonora do filme "Garden State" com Natalie Portman o que permitiria ao grupo levantar voo para outras altitudes.  

terça-feira, 2 de setembro de 2014

JENS LEKMAN: NOVAS CANÇÕES

O motivo para uma nova mixtape de Jens Lekman parece ter sido uma pulseira comprada num posto de gasolina americano com as iniciais WWJD. O resto da história, que pode ser devidamente conferida aqui, incluí lá pelo meio três canções inéditas de audição saborosa e obrigatória. Fresquinho! 
 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

THE DODOS+KURT VILE & THE VIOLATORS+HAMILTON LEITHOUSER+THE GROWLERS+BEIRUT+JAMES BLAKE, Festival Paredes de Coura, 23 de Agosto de 2014

The Dodos, Palco Vodafone FM
















A dúvida sobre quantos anos precisos passaram sobre a estreia dos The Dodos em Coimbra assaltou-nos a memória logo que os primeiros acordes soaram na tenda. Dessa noite já com oito anos, está agora confirmado, é impossível esquecer a energia e agitação contagiante do então trio que, muito sinceramente, não tínhamos ilusões de tornar a testemunhar. Mesmo assim e apesar do nítido cansaço causado pela intensa digressão que encerrou em Coura, o duo agarrou de imediato e sem contemplações todos os presentes com velhos e novos temas e onde o clássico desafio bateria vs guitarra fez constante faísca ao longo de uns curtos (circuitos) mas intensos quarenta minutos.            

Ver Kurt Vile no palco grande a tocar para uma imensa plateia prova que há ainda neste mundo estranho da música um pouco de justiça. Mais uma vez, pomo-nos a fazer contas para recordar o serão memorável de estreia pelo Porto em tempos de ruidosas trips sonoras de travo stoogiano mas onde, como agora, o tio Neil Young é um dos principais “culpados”. Descontando a pobreza do som, as canções de Vile de solos extensíveis e moldáveis preencheram da melhor forma o fim de tarde soalheiro e de brisa fresca enquanto, colina acima, muito do público ainda em modo-zen e de óculos escuros se espreguiçava vagorosamente. A experiência pode e deve ser repetida virtualmente perante um qualquer pôr-de-sol atlântico ou viagem pausada de longa duração – é só preciso fazer soar suavemente “Wakin On A Pretty Daze” de princípio ao fim!

O disco solo de Hamilton Leithouser é um caso sério de composição. Para o provar bastou a sua curta passagem pelo palco secundário do festival replecto de fiéis seguidores. Do pré-hit “Alexandra”, ao swing de “The Silent Orchestra” passando pela perfeição de “I’ll Never Love Again”, pedrada que encerra o disco e que obrigou os mais esquecidos a recordar que os The Walkmen eram (são?) uma banda do caraças, houve muito por onde escolher. Depois há, milagrosamente, um vozeirão a alcançar níveis imbatíveis e arrebatadores e que levou o próprio Leithouser a arriscar, sem receios, versões únicas de Sinatra e Cohen já que a noite era de festa de encerramento de digressão. Um concerto surpreendente, vibrante e a deixar, desde logo, muitas saudades.     
        
Horário nobre, palco principal, plateia imensa. Temos dúvidas que os The Growlers merecessem tamanha distinção e o concerto acabaria por provar o risco (desnecessário?) da aposta. Bem que se esforçaram por “fazer a festa” ou não fosse a sua música uma combinação bem-feita de desordem sonora, líricas non-sense (ouça-se, por exemplo, “Use Me For Your Eggs”) e um vocalista nasalado e atrevido. Certo é que mesmo com as ondas à mexicana, da trupe de crocodilos vindos da frente do palco e da noite marcar o fim da tournée (mais uns!), o concerto nunca “levantou voo” efectivo, funcionando como um temporizador divertido para o acto seguinte…

Finalmente! Temos os Beirut à nossa frente prontos para fazer história ao fim de mais de uma década de espera infindável. Começar com "Nantes" e “Vagabond” logo assim, de rajada, deu para desconfiar, mas Zach Condon e companhia sabiam ao que vinham – estremecer muitas das almas, nós incluídos, com canções únicas e intemporais e cedo se percebeu a magia do momento. Muitos braços no ar, gargantas afinadas e um inusitado conjunto de metais onde o cornetim de Condon se mostrou imparável no comando da orquestra. Foi bom? Claro. Podia ter sido melhor? Óbvio, mas foi sem dúvida um privilégio ter lá estado. 

A resposta à questão se James Blake tem estatuto suficiente para encerrar Paredes de Coura pode não fazer sentido. A sua música já foi devidamente assimilada pela maioria e no Primavera Sound de 2013 em horário semelhante a receita acabou por funcionar. Mas ali, outra vez perante uma enorme plateia, a subtileza das suas canções perdeu-se por entre as árvores e muitos acabaram por desistir de participar, funcionando o longo alinhamento (uma hora e meia) como fundo sonoro para conversas sobre o frio da noite, a fila dos crepes ou desabafos do género “o gajo só mete a 1ª e depois não desenvolve”. O cansaço físico generalizado ao fim de quatro noites talvez merecesse um despertador e um isotónico de diferente espécie. Até pró ano!  

(videos de alguns dos concertos em HugTheDj)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

domingo, 17 de agosto de 2014

ELEANOR FRIEDBERGER, Praça Central da Cidade da Cultura, Santiago de Compostela, 16 de Agosto de 2014



















Uma visita, várias vezes adiada, à Cidade da Cultura galega teve finalmente merecida concretização. Polémicas à parte sobre as virtudes deste "elefante branco" inacabado, um verdadeiro sorvedouro de dinheiros públicos (fala-se em 400 milhões de euros!), o espaço de perder de vista tem servido ao longo deste mês para uma série de concertos de fim de tarde de acesso gratuito na sua praça central. Com o monte Gaiás como pano de fundo, o espaço recebeu ontem Eleanor Friedberger para tocar canções para não mais de uma centena de privilegiados com direito a puf de aconchego, um pôr-de-sol magnífico, cerveja fresca a curta distância e até foguetório. A mana Friedberger brindou-nos com um excelente concerto de hora e meia (!) numa setlist entroncada nos seus dois discos a solo mas onde se intrometeram canções novas escritas na viagem de doze horas entre San Sebastian e Santiago e até o recitar de "Spaniolated", original do mano Friedberger nos Fiery Furnaces que fala em Sevilha e... São Tiago. Valeu! 

Video cortesia HugTheDj.

JULIA HOLTER, VERSÕES DOS SITXIES





















O álbum “Loud City Song” de Julia Holter, o melhor de 2013 aqui para a casa, respira uma magia absolutamente contagiante que obriga, quase sempre, ao carregar no botão de “repeat”. O tema “Hello Stranger”, descobrimos agora como sendo uma cover de uma canção de Barbara Lewis de 1963, é o exemplo perfeito dessa dependência e que mereceu por estes dias a sua inclusão numa pequena rodela de vinil de dupla face A ao lado de “Don’t Make Me Over”, versão de 1962, esta não incluída no disco, de Burt Bacharach e Hal David. Maravilha… e alguém faça o favor urgente de trazer a menina até uma salinha por perto!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

UAUU #214

NICK DRAKE, O LIVRO OFICIAL





















Já por aqui evidenciamos o nosso desagrado por algumas das opções comerciais de quem gere o legado de Nick Drake, neste caso, a sua irmã Gabrielle. O último dos lançamentos, a tal caixa de bolos com os CD's oficiais lá dentro, pareceu-nos mesmo despropositada. Mas eis que, com o consentimento e patrocínio oficial da família, surge a notícia do lançamento de um vistoso livro replecto de atractivos compilados precisamente pela irmã e que, na sua versão luxuosa, tem o acompanhamento de um 10" de vinil com cinco canções registadas na BBC para John Peel em 1969, sessão até à data dada como perdida. O "tesouro" estará disponível em Novembro mas aceitam-se desde já encomendas a um módico preço de 150£! Dá vontade de cometer uma loucura ou simplesmente antecipar a prenda de Natal...          

terça-feira, 5 de agosto de 2014

NICK DRAKE EM SUSPENSO













O aguardado leilão de uma fita com canções de Nick Drake na posse de Beverly Martin, uma história que já contamos por aqui, foi suspenso! Bem nos parecia cheirar a esturro... 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

YOUNG MAGIC + GINGER AND THE GHOST, Maus Hábitos, Porto, 30 de Julho de 2014

Young Magic (foto HugTheDj)
Ginger And The Ghost (foto HugTheDj)












A ressaca do Milhões de Festa barcelense teve ontem um notável despertar. Juntar no espaço dos Maus Hábitos, numa noite de verdadeiro verão, duas bandas amigas sequiosas por mostrar o que valem para uma sala cheia e de acesso livre resultou num momento ao vivo especialmente saboroso. Começaram os Young Magic, um trio que tem na voz hipnótica da indonésia Melati Malay um condutor de ambiente cinemático de laivos pop atraentes de que é exemplo "Holographic", canção que mereceu já um vistoso video. Incluída em "Breathing Statues", álbum deste ano, foi ele que serviu de alinhamento maioritário dos quarenta minutos do espectáculo mas onde couberam ainda "Night In The Ocean" ou "You With Air", grandes temas do disco de estreia "Melt". Magia, sem truques!       
No mesmo palco, um pouco depois e já com a cenografia montada, surgiram os Ginger And The Ghost. Impossível não reparar na extravagância do guarda-roupa de Ginger, uma vistosa mistura afro-aborígena e do ambiente muito próprio visível na maioria dos videos das suas canções. Impossível também não associar o registo da sua voz que lembra a Kate Bush ou a Cindy Lauper e que preenche um espectáculo notoriamente rodado e testado. Sem álbum ainda, mas já com um par de EP's, o duo australiano rapidamente contagiou a plateia com algumas das suas canções como "The Mark of Hearts" ou "One Type of Dark", tema com que tudo começou em 2012. Entre elogios ao Porto e ao país, prometeram voltar o que atendendo à agradável recepção terá, certamente, um êxito merecido.      

(fotos e videos cortesia HugTheDj)





terça-feira, 29 de julho de 2014

CALIFÓRNIA DA EUROPA?











Já não é a primeira vez que a Inrocks francesa dá destaque à música portuguesa, melhor, feita em Portugal, país classificado desta vez como a "Califórnia da Europa" climaticamente falando. E musicalmente? 
Argumentos aqui.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

TOM HICKOX, FILHO DE PEIXE...





















Nas listas de canções dos últimos meses há um nome que não tem dispensa. Chama-se Tom Hickox, nasceu em Londres há 33 anos numa família habituada a pianos, violinos e pautas ou não fosse Richard Hickox, o pai, um dos mais premiados e prestigiados maestros ingleses e a mãe uma reputada timpanista de orquestra. O disco de estreia "War, Peace And Diplomacy" que gravou com Collin Elliott, produtor e orquestrador de Richard Hawley, nos estúdios Yellow Arch de Sheffield está replecto de enormes canções, daquelas que Ed Harcourt, Thomas Feiner ou Patrick Wolf nos habituaram a não esquecer. Nota-se o toque do próprio Hawley, ele próprio envolvido na selecção dos músicos e na slide guitar que se pode ouvir em "Out Of the Warzone" e que resulta numa saborosa grandiosidade muito british que transparece em temas como "The Pretty Pride of Russia", "The Angel of North" ou na pérola "The Lisbon Maru". Fixem-lhe bem o nome!      







quinta-feira, 24 de julho de 2014

WILLIS EARL BEAL, O INDEPENDENTE!





















Seguindo à risca a máxima "I'm Nothing. Nothing is Everything" o multifacetado artista Willis Earl Beal levanta, mais uma vez, a cabeça e não espera sentado. O prometedor contrato com a XL Recordings, que resultou em 2013 no grande disco "Nobody Knows", foi rasgado a meio entre acusações de aproveitamento de talento ou apropriação indevida de dinheiro, para além de um inexplicado cancelamento de digressões ou falta de apoio para o projecto "Church Of Nobody" que, mesmo assim, teve ainda a participação do amigo King Krule. Novamente independente, Beal prepara-se para lançar digitalmente na CDBaby uma inédita colecção de canções auto-produzida a que chamou "Experiments In Time". Minimalismo soul, ambiente negro e, como sempre, uma voz de outro mundo. Aqui ficam três pedaços desse potente conjunto!    





SÉBASTIEN TELLIER DÁ-NOS ASAS!















Agora que Sébastien Tellier se rendeu aos encantos da bossa nova e dos tropicalismos no novo álbum "L´Aventura" nada como descomprimir em jeito acústico. Junta-se um acordeão parisiense a uma percursão carioca e aí temos o cromo a "bater as asas" ou não fosse a sessão registada no estúdio Red Bull de Paris. E depois, no fim, há o "La Ritournelle" para voar bem alto...   

terça-feira, 22 de julho de 2014

DUETOS IMPROVÁVEIS #188

EDDIE VEDDER & CAT POWER
Tonight You Belong To Me (Vedder)
Festival SBSR, Meco, 18 de Julho de 2014

DIAMANTE TWEEDY
















Enquanto não chega "Sukierae", o tal álbum que Jeff Tweedy gravou com o filho numa parceria familiar, vão-se conhecendo aos poucos algumas das canções. Assim e como primeiro single oficial há agora "Diamonds Light Pt.1" que tem na versão de vinil de 10" a respectiva continuação no lado B, ambas com direito a cintilar, como se prova pela imagem, num 10" de vinil esfumado já disponível para engrandecer a colecção de dois mil sortudos.  

MUSEU ABERTO PARA OS AIR















Até ao final de Agosto quem visitar o Palais des Beaux-Arts em Lille terá como fundo sonoro da magnífica exposição permanente a música dos saudosos Air. A reinvenção da visita a cargo de Jean-Benoît Dunckel e Nicolas Godin passa por nove momentos originais, ou seja, nove temas inéditos associados a uma selecção de peças do museu e que em alguns espaços tem a contribuição de um quarteto de artistas contemporâneos - Linda Bujoli, Mathias Kiss, Yi Zhou e Xavier Veihan. A experiência audio-visual "Open Museum", que pode ser devidamente explorada aqui, tem agora um resultado prático atraente com a edição limitada de um vinil a cargo da Vinyl Factoryestando prometidos convites semelhantes a outras bandas num futuro próximo. 
     



Air investit le Palais des Beaux Arts de Lille por lesinrocks

quinta-feira, 17 de julho de 2014

UAUU #209

GARETH DICKSON: REGISTO AO VIVO



















O ano de 2012 foi uma verdadeira odisseia para Gareth Dickson. Em digressão a solo pela Europa, que passou por Bragança para uma data única por cá, o músico acabou por tocar em locais inusitados, desde as margens do Bósforo em Instambul até telhados parisienses com vista para o Sacre Couer. Talvez pelo desafio ou o inesperado êxito, algumas dos temas escolhidos na altura estão agora editados em vinil via Unwork Inc., uma bonita edição chamada "Invisible String" que reproduz na capa um fantástico óleo de Simon Keeny. Juntam-se versões registadas no aconchego do lar: "From the Morning" de Nick Drake, "Nunca Jámas" do argentino Atahulpa Yupanqui e ainda o conhecido "La Bamba".            





quarta-feira, 16 de julho de 2014

MAGNÍFICOS LULUC!





















Temos o duo Luluc debaixo de mira desde que Joe Boyd decidiu dar-lhe a oportunidade de gravar uma versão de "Things Behind The Sun" de Nick Drake para um álbum de homenagem ao vivo e até a primazia de um dos lados de um single em vinil editado no Record Store Day do ano passado. A associação à música de Drake é infalível e a participação nestes concertos (reveja-se o dueto com Lisa Hanning num backstage de Melbourne) permitiu a redescoberta do disco de estreia "Dear Hamlyn" de 2008, ao que parece, uma obra prima do minimalismo folk registado na natalícia Austrália em homenagem ao pai de Zoe Randell, a metade feminina do duo que se junta a Steve Hassett. Algumas das canções desse álbum rodaram em episódios da "Anatomia de Grey" e serviram nas primeiras partes de concertos dos Fleet Foxes, Lucinda Williams e os The National, com quem partilharam o palco nos antípodas em 2013. Radicados em Brooklyn desde 2010, foi na já famosa garagem da casa de Aaron Dressner, um dos manos-gémeos dos mesmos The National, que se registou "Passerby", segunda aventura de longa duração com selo Sub-Pop e onde não faltam ajudas de Bon Iver, Beirut, Sufjan Stevens e, claro, do próprio Dressner. Ouvindo o disco, é certo que chegou o hora do mundo se render sem hesitações aos seus encantos!       





REGRESSA O BRILHO DO DIAMANTE!





















Aproveitando a magnífica série de concertos "Mason Jar Music", inspirados na tranquilidade e beleza dos edifícios históricos de Nova Iorque, a menina Sarah Worden dá agora a conhecer um novo tema do seu projecto My Brightest Diamond. Chama-se "Dreaming Awake", está incluído no EP de cinco canções "None More Than You" e nele colaboram o saxofonista Colin Stetson (Bon Iver, Arcade Fire, The National...) e Ryan Lott aka Son Lux, músico que remisturou no passado um álbum inteiro da amiga Sarah. Esta nova pérola não fará parte de "This Is My Hand", disco prometido para Setembro na Asthmatic Records e que tem já em "Pressure" o primeiro single de avanço. 



segunda-feira, 14 de julho de 2014

sexta-feira, 11 de julho de 2014

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #6

São poucas ou mesmo nenhumas as recordações da Rapsódia, mais uma loja de discos que existia na Rua 31 de Janeiro. Temos uma vaga ideia do local, logo abaixo da Valentim de Carvalho mas mantemos a dúvida se ela existia ainda em plenos anos 80 embora a marca esteja ainda na rede como prestadora de serviços de comércio de discos! Vasculhando um pouco mais, percebe-se a importância da casa que para além de editar e distribuir uma série de marcas estrangeiras tinha ainda o próprio selo e no qual, por exemplo, lançou José Afonso em 1960 o EP "Balada de Outono" e uma série de EP's chamada "Baladas de Coimbra" nos anos seguintes. Outros nomes que por lá passaram foram os Tártaros e o seu raro EP "Tartaria" e uma lista infindável de grupos folclóricos e artistas populares. Quanto à localização do estúdio de gravação, seria possivelmente no mesmo edifício, mas este é o exemplo perfeito de uma história certamente curiosa que está ainda por desvendar e descobrir.  

Discos Rapsódia, Lda., Rua 31 de Janeiro, 66, Porto













quarta-feira, 9 de julho de 2014

UAUU #207

TIMBER TIMBRE DE SECRETÁRIA

ETA, ETA, ETA, É A LUZ NEGRA!


















Era uma vez uma selecção alemã, nada fria e introvertida, que fez um video inofensivo da sua estadia na Bahia em jeito de antecipação à copiosa vitória de ontem. Como banda sonora nada melhor que "A Luz de Tieta" de Caetano Veloso numa versão acelerada não identificada. Vai daí a empresária do cantor, atenta e controladora, reclamou por direitos de autor e explicações directas à federação alemã, declarando em bicos de pés a um jornal "Quem sabe eles não fazem hoje (ontem) um video indo embora?" Viu-se...        

terça-feira, 8 de julho de 2014

COISA BOA!





















Quando os amigos brasileiros Domenico, Moreno e Kassin decidiram formar um trio em que cada disco assumia um rosto, coube a Moreno Veloso, sim, o filho de Caetano, dar o tiro de partida. Em 2000 saía o grande "Music Typerwiter" de Moreno+2 e só em 2005, aquando de "Sincerely Hot" de Domenico+2, o trio veio ao Porto para um inesquecível concerto na Casa da Música. A amizade, essa, manteve-se ao longo dos anos e está à flor da pele no novo "Coisa Boa", o primeiro álbum a solo oficial de Moreno editado no Brasil no mês passado. Com inspiração no estado da Bahia, tem fotografia de capa a praia de Porto da Barra na sua capital, Salvador, a única naquele país onde o sol se põe no mar! O disco foi produzido a meias com Pedro Sá e conta com "perninhas" especiais de, entre outros, Rodrigo Amarante, Arto Lindsay, Domenico Lancellotti, Kassin e da amiga japonesa Takako Minekawava num tema especialmente gravado para a ocasião (Moreno tem, aliás, um disquinho a solo registado ao vivo no Japão e onde chega a cantar em japonês e que é obrigatório ouvir). Só coisas boas!

LER É ROCKAR!

























Oh yeah!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

COURTNEY BARNETT É TRIPEIRA!

Antes do palco do Primavera Sound, Courtney Barnett passeou pela Cordoaria e Virtudes de SuperBock na mão, subiu ao telhado do Era Uma Vez no Porto nos Clérigos e tocou o "Depreston"! Como bónus a Pitchfork gravou ainda o "History Eraser" com que findou a noite no Parque da Cidade. Bib'o Porto!  

UAUU #205

WTF!

The Flaming Lips + Miley Cyrus + Moby = alucinação!  

sexta-feira, 4 de julho de 2014

TUBITEK, O REGRESSO DESEJADO


















Este logo da Tubitek impresso nas sacas que envolviam muitos dos discos que compramos na loja de Dom João I tornou-se mítico. Não sabemos quem o desenhou e, já agora, o porquê do nome.. Certo é que o espaço, como prometido na prévia apresentação durante o Primavera Sound, reabre amanhã com festa marcada para as 17h00 e com as prateleiras recheadas de vinil e cd's. Parabéns pela coragem e felicidades!  

quinta-feira, 3 de julho de 2014

UAUU #204

SONDRE LERCHE PARA AGRADAR





















O regresso de Sondre Lerche aos discos é, certamente, uma das melhores notícias do Verão. Quase sempre fresca, apetitosa e saltitante a pop deste norueguês radicado nos EUA mistura-se na perfeição com areia, água salgada e caipirinha de fim-de-tarde. Atendendo ao single de avanço "Bad Law", que tem um video oficial inspirado em factos reais, vamos ter que duplicar a dose... O álbum chama-se "Please" e sai em Setembro via Mona Records, casa do próprio Lerche com nome da ex-mulher, a lindíssima modelo Mona Fastvold, um género de Agneta Faltskog dos Abba em versão anos 2000!

NICK DRAKE, QUEM DÁ MAIS?















A notícia que anuncia o leilão de uma inédita fita com seis canções de Nick Drake é, desde logo, uma surpresa. O valor de seguro da preciosidade - 250.000 libras esterlinas - assusta ainda mais! Mas mesmo estranha é a proveniência - a cantora Beverly Martin, amiga do próprio Drake e esposa do malogrado John Martin, herdou-a e guardou-a, ao que parece, religiosamente e em tempos de austeridade e alguma penúria pretende desfazer-se da relíquia ainda em vida, temendo que se lhe perca o rasto... Legítimo?
Beverly tem, a propósito, um novo álbum de originais onde está pela primeira vez e oficialmente a belíssima "Reckless Jane" escrita a meias com o amigo Nick e, sem surpresa, a melhor canção do disco.         

terça-feira, 1 de julho de 2014

CARLOS DO CARMO, PARABÉNS!













A inédita atribuição de um Grammy, mesmo que latino, a Carlos do Carmo como reconhecimento da sua carreira de 50 anos merece aplausos de pé! Um verdadeiro homem na (nossa) cidade, melhor, un hombre en la ciudad... 


UAUU #203

LOBO #5





















O figurão David Thomas teve merecida atenção do mestre a 29 de Junho de 2001 nas páginas de "O Independente". Nas pausas dos Pere Ubu surgia em trio com mais Two Pale Boys continuando a saga da provocação e improvisação traduzida num disco chamado "Surf's Up" e onde o tema título era, nem mais nem menos, um versão do velhinho original dos Beach Boys saído do génio de Brian Wilson. Vale a pena ouvir e reler!