quinta-feira, 9 de outubro de 2014
ROCKY RACOON #10
Quando passam 50 anos sobre a edição do álbum e estreia do filme "Hard Day's Night", que em português recebeu a incrível tradução de "Os Quatro Cavaleiros do Após-Caplypso", data que é hoje devidamente assinalada com um programa especial na RTP2, deixamos por aqui mais uma curiosidade sobre os Beatles em Portugal. Trata-se do boletim "Linguagem Cinematográfica" da responsabilidade do Cine Clube Universitário de Lisboa que dedicou o seu nº 7 ao filme "Help/Socorro", estreado entre nós em 1965 (?), e cuja projecção o Cine Clube promoveu entre 11 e 14 de Dezembro de 1968. Para o efeito havia sessões, julgamos, em duas salas distintas - às quartas no Cinema Imperial e aos sábados no Jardim Cinema mediante condições curiosas que podem ser consultadas por aqui. No interior deste boletim reproduzem-se excertos de textos anteriormente publicados na revistas "Seara Nova", "Positif" e "Nuestro Cine" onde se fala de non-sense, exagero ou produto excessivo. Talvez por isso, este seja mesmo o nosso filme dos Beatles preferido. Era um bilhete p.f.!
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
O UIVO DO LOBO!
Está já disponível no site do jornal Público o trailer do documentário "Uivo" sobre o mestre António Sérgio. Realizado ao longo do último ano por Eduardo Morais após uma bem sucedida campanha de crwodfunding, o filme tem estreia marcada para o próximo dia 1 de Novembro no Palácio Foz (Restauradores, Lisboa), data que assinala cinco anos sobre a morte do radialista e mentor. Prometidas estão outras projecções no Porto, Aveiro, Faro ou Guimarães. Ficamos ansiosamente à espera!
terça-feira, 7 de outubro de 2014
FAROL #113
Sabemos que Mark Kozelek gosta de escrever canções sobre acontecimentos reais, desde um banal dia de sol até à morte de um amigo ou parente próximo. Vai daí, da polémica com os War On Drugs, ficou prometida uma canção nova e basta ouvi-la para perceber a história e a inspiração... Chama-se "War On Drugs: Suck My Cock", assim, sem contemplações e está disponível para download livre. Ficamos à espera da resposta de Adam Granduciel. Fuck!
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
VASHTI BUNYAN, UM TESOURO!
Na ressaca neo-folk de meio da década passada, figurões como Devendra Banhart ou Animal Collective pegaram em "Just a Diamond" de Vashti Bunyan e sopraram-lhe o pó. Gravado em 1970, a aventura deixou marcas negativas profundas na cantautora que só em 2005, a muito custo, regressaria às canções com um segundo álbum de nome "Lookaftering". Entre merecidos elogios e vénias, houve até uma digressão na companhia de Gareth Dickson que nos anos seguintes passou, por exemplo, pelo Lux ou Vigo (Abril 2010). Sem desculpa, nós nem nos mexemos e à medida que o tal "Lookafetring" ia fazendo efeito ao longo de meses e meses de prazerosa audição mais "chicotadas nas costas" de arrependimento nos tolhiam a alma pela não comparência. Pois bem, a ilustre artista tem um trabalho novo gravado na intimidade do lar na natalícia Edimburgo, um retorno auto controlado que pretende fechar um ciclo. O tesouro chama-se "Heartleap", é um dos grandes discos deste ano e será editado na segunda feira via FatCat Records. Diz-se que será o último! Nós, suspirando por uma oportunidade para nos redimirmos, só esperamos que um qualquer milagre a traga até bem perto...
LOBO #7
Em tempos de oferta de discos (U2), semi-pirataria (Thom Yorke) e confusão estratégica da indústria da música, aqui fica o contributo de António Sérgio para uma discussão, na altura, importante - o IVA sobre os discos. Marcando o seu desacordo, Sérgio publicou no Independente de 13 de Julho de 2001 um manifesto claro sobre o peso excessivo de 17% sobre os discos em comparação com os 5% dos livros, ilustrado a propósito com um desenho de Tó Trips. A posição fundamenta-se na sua participação num debate público então promovido pela cadeia FNAC. Embora a situação se tenha alterado um pouco (o IVA sobre os livros é agora de 6%) seria curioso e interessante perceber a opinião do mestre agora que a venda de discos é quase residual, o peso do imposto já vai em 23% e o mercado do vinil é uma tábua de salvação muito fina sempre prestes a partir... Quanto a taxar as pen's, os discos rígidos ou leitores de mp3, temos a certeza que António Sérgio assinaria de cruz qualquer petição contra (mais) este roubo e incongruência!
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
TNP, O FILME!

O anunciado "TNP Expanded" dos These New Puritans, que documenta uma noite histórica no Barbican de Londres em Abril passado, tem agora o pequeno filme paralelo à disposição de todos. Nele brilha a nossa Elisa Rodrigues (foto) em vários momentos - ouça-se, por exemplo, "The Light in Your Name" ali ao minuto dezasete. Encantador!
KIZOMBADA!
A revista Ler é, no caso português, sinónimo de imperdível. Temos todos os números desde o primeiro e a colecção, dada a redução para duas edições por ano, tem diminuído a olhos vistos. A qualidade, essa, é ainda melhor e a última de Setembro tem um dos artigos mais fantásticos que tivemos o privilégio de ler nos últimos tempos. Kalaf Epalanga, o Kalaf dos Buraca que nos habituamos a ler no Público, escreve doze páginas magníficas sobre música, Lisboa e uma ideia de um Museu da Kizomba... Junta-se uma entrevista do mestre FJViegas. Vale muito a pena!
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #7
Sentados num sábado passado na concorrida esplanada da Leitaria da Quinta do Paço em plena movida portuense, recordamos os tempos em que acompanhados pela mãe ou a seu mando não havia uma ida à baixa que não passasse pela Padaria Ribeiro, situada uns metros mais à frente, para comprar biscoitos. Os "fidalgos", os "pirilampos" ou as estaladiças "delícias" eram depois devoradas em casa à hora do chã mas, logo passada a porta da padaria na saída, era impossível resistir a abrir os pacotes de papel... Do outro lado da praça (chamada Guilherme Gomes Fernandes, comandante dos bombeiros homenageado com um monumento no local pelos seus esforços aquando do incêndio do Teatro Baquet em 1888) havia uma discoteca cuja única memória, por inusitada, era um toldo de pano comprido de forte amarelo que protegia as capas dos discos do sol, a mesma cor do envelope natalício que acima se reproduz. Olhamos muitas vezes para essa montra da Bidisco a trincar um duro fidalgo mas nunca lá entramos! Hoje, dessa época, resta o número 22 naquele bonito esmaltado azul e branco por cima da porta, escondido atrás dum toldo plastificado que anuncia a Padaria Solar, mais uma, ou não fosse a praça também chamada Praça do Pão! Já agora e por coincidência, sabem qual é o número do eléctrico que (ainda) por lá passa? Pois, é o 22... amarelo!
| Bidisco, Pç. Guilherme Gomes Fernandes, 22, Porto |
| Bidisco, Pç. Guilherme Gomes Fernandes, 22, Porto |
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
SUMIE COM PETER BRODERICK!
Agora que os dias ficam mais pequenos e o Outono se entranha ao de leve, esta é uma notícia de aconchego: a suspirada primeira parte de Sumie do concerto de Peter Broderick em Lisboa, dia 11 de Outubro, sofreu uma extensão, por antecipação, à cidade de Coimbra para a véspera, dia 10, numa organização da Lugar Comum. Imperdível!
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
terça-feira, 23 de setembro de 2014
O DIA DA CASSETE?
"É um formato que já não tem futuro." Assim acabava a crónica "Disco Riscado" de Miguel Guedes no JN de 15 de Julho passado sobre o mercado discográfico, a Tubitek e o finar da cassete como suporte sonoro mas com válidas analogias sobre a sociedade ou a política. Certo é que o Cassette Store Day tem data marcada de comemoração, o próximo sábado, dia 27 de Setembro, um ano após a primeira e bem sucedida edição! Voltando à tal crónica, este parece ser um revival inconsistente, ao contrário do Record Store Day, já que a qualidade do suporte sempre deu mostras de fragilidades e constrangimentos (então quando a fita se enrolava no aparelho, tal como o VHS, não havia pachorra). Há um armário lá em casa a abarrotar de cassetes, a grande maioria gravadas com paciência de pedra e somente com um objectivo: poupar umas massas a comprar os vinis e, mais tarde, os cd's e alinhar canções para ouvir no carro ou no Walkman (lembram-se?). Sendo assim, estamos ainda para perceber o porquê deste aparente sucesso mas atendendo à lista de lojas e bandas/artistas aderentes a "coisa" tem que ter uma explicação...
domingo, 21 de setembro de 2014
THE BLACK KEYS, É AGORA!
Neste momento no canal Arte o concerto no Festival Eurockeénnes de Julho passado... Repete a 11 de Outubro à mesma hora!
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
iPOD, O RECOBRO!
É certo que o nosso segundo iPod Classic comprado em 2006 não saiu grande pistola! Problemas desde praticamente a data da compra resolvidos com muita paciência permitiram, no entanto, atestá-lo no limite dos seus 80 gb até que em Março de 2012 decidimos pela sua substituição por um irmão mais capacitado e funcional. Desde aí, pousado na cabeceira da cama, ele serve de soporífero/arquivo sonoro perfeito, permitindo recordar, entre as suas 11445 canções, muitas bandas, álbuns e listas que a memória já atraiçoa... Há meses e porque a bateria nem chegava a cinco minutos de vida, só ligado constantemente à corrente via carregador o aparelho lá mantinha a sua função. Desligado da electricidade a "morte" passou a ser imediata. Haveria sempre a hipótese de substituição da bateria, mas só de pensar nas playlists que iríamos perder preferimos manter o "esquema". Até que, oh alvíssaras, por estes dias reparamos que o volume verde da bateria se manteve no máximo quando retiramos o conector do carregador e, a medo, lá fomos percorrendo os menus, clicando nas músicas, para trás para a frente, mais alto mais baixo sem que aquele irritante colapso se desse! E agora é assim que, reanimado e renascido, o velhinho companheiro com o número de série 9C6411FFV9P volta de um coma profundo para alegrar os nossos sonhos. Amigo, ainda estamos à espera de te conhecer... melhor!
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
NORBERTO LOBO, NOVO ÁLBUM!
Como se confirmou sábado passado no Ateneu Comercial do Porto, há novos temas de Norberto Lobo que, sabemos agora, irão fazer parte de "Fornalha", um disco que sai no início de Novembro com a etiqueta three:four Records de Lausanne, Suiça. O primeiro avanço "Fran" foi mesmo um dos momento altos da noite. O álbum, gravado e misturado por Cristiano Nunes com a ajuda de Eduardo Vinhais, foi posteriormente remasterizado no estúdio holandês Jetlag e tem na capa uma fotografia de António Júlio Duarte captada no Sri Lanka em 1994 a que se acrescentam desenhos do próprio artista. Haverá uma edição em vinil, o que no caso de Norberto Lobo acontecerá pela primeira vez! Um texto alusivo da autoria de Eric Chenaux, parceiro de digressão em Maio passado, pode ser lido aqui.
JONH PEEL E A MONTANHA DOURADA
A colecção de discos (mais de 20 mil Lp's e 40 mil singles!) que John Peel deixou nas prateleiras da sua casa começa finalmente a ser devidamente explorada. Falecido em 2004, Peel era um explorador nato e um divulgador sem amarras e por isso as raridades e surpresas do seu legado são infindáveis. O arquivo oficial tem feito um excelente trabalho de divulgação e organização (vejam só esta maravilha referente à colecção de singles de David Bowie disponibilizada online) e nesse âmbito lançou o desafio a algumas figuras para seleccionarem a sua Record Box de eleição. O primeiro sortudo foi Joe Boyd, mítico produtor e já uma lenda viva, que escolheu 20 discos em que ele próprio trabalhou como os Pink Floyd, Fairport Convention ou Nick Drake mas a que acrescentou nomes como Bob Dylan, Brian Jones, Talking Heads, Moby Grape ou Geof Muldaur (na foto). Sobre a tarefa Boyd acabaria por confessar: "Once I started looking through the shelves I kept on stumbling upon things, "Oh my god he's got this", "Oh! I remember that... John's record collection has always been a golden mountain in the distance so it's a honour to finally be here."
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
DUETOS IMPROVÁVEIS #189
CONOR OBERST & FIRST AID KIT
Lua (Oberst)
Haldern Pop Festival, Alemanha, Agosto de 2014
Lua (Oberst)
Haldern Pop Festival, Alemanha, Agosto de 2014
MAC DeMARCO, É SÓ CROMOS!
A banda de Mac DeMarco recebeu Andy White, um novo guitarrista vindo dos Tontartssbandht e, vai daí, nada como uma deliciosa cover de "This Guy Is In Love With You" de Burt Bacharach e Hal David (1968) para apresentar o cromo numa voltinha por Nova Iorque!
terça-feira, 16 de setembro de 2014
NICK DRAKE NO ESPANTA ESPÍRITOS
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| campainhaelectrica.blogspot.com |
Estávamos a 2 de Junho de 1997 e ouvir Nick Drake na rádio portuguesa era um milagre que só António Sérgio podia fazer acontecer. No seu "Grande Delta" da saudosa XFM a presença da esposa, Ana Cristina Ferrão, traduzia-se em várias colaborações, sendo a rubrica "Espanta Espíritos" a mais (re)conhecida pelos apelativos conteúdos e pelo inesquecível genérico onde vibrava "Ahr-skidar", tema dos Thin White Rope. Nessa data coube um destaque, talvez o primeiro numa rádio portuguesa, a Nick Drake. São quase trinta minutos de canções e o contar da sua história desgraçada naquela (também) inconfundível voz da Ana Cristina. O momento, raro, mereceu da nossa parte gravação obrigatória em k7 (foto) mesmo que tenha sido no programa da noite "Café Virtual" de Ricardo Saló que repetia a emissão original. A autora desta saborosa meia-hora no éter ficou, nota-se, eternamente apaixonada por Drake classificando os seus discos como os "três álbuns mais belos de sempre" (sic). Ainda não tínhamos reparado, mas a emissão pode e deve ser recordada no recomendável site da Lista Rebelde ou directamente neste Mixcloud. Que saudades!
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
REAL COMBO LISBONENSE+WALTER BENJAMIN+NORBERTO LOBO+FACHADA, Em D'Bandada, Porto, 13 de Setembro de 2014
| Real Combo Lisbonense, Praça dos Poveiros |
| Walter Benjamin, Ateneu Comercial do Porto |
| Walter Benjamin + Fachada, Ateneu Comercial do Porto |
| Walter Benjamin + Fachada, Ateneu Comercial do Porto |
| Norberto Lobo, Ateneu Comercial do Porto |
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| Fachada, Ateneu Comercial do Porto |
A D'Bandada pegou de estaca! O Porto parece já não passar sem (mais) uma tarde e noite de festa com data marcada a que só faltam os martelinhos e o fogo de artifício... Porque gente, tal São João, é aos magotes e de muitos países - sim, que a Invicta está mais cosmopolita do que nunca - e há até cheiro a pimentos e frango assado e muita, muita música para todas as idades. Nos Poveiros, famílias inteiras juntaram-se a uma curiosa mistura de juventude e terceira idade para se divertirem à grande com os Real Combo Lisbonense. Canções retro do yeah-yeah português, passando por Carmen Miranda, pelo cha-chá-chá, o "Timpanas" ou o irresistível "Les Cournichons", uma saborosa e concorrida matinée com direito a comboínho e muita dança que chegou às varandas das redondezas. Perfeito!
Atendendo à enchente previsível, a estratégia passava por antecipar a chegada aos locais eleitos e, sendo assim, o Ateneu Comercial do Porto parecia ter um alinhamento de luxo que valia o sacrifício de aguardar numa fila. Espaço majestoso que, depois de abertas as portas, se encheu num ápice para para três concertos de proximidade.
Começaram os Walter Benjamin como seu rock mutifacetado cantado em inglês mas notoriamente enraizado lá pela América, comprovado em "Airports And Broken Hearts" ou na versão de "True Love Will Find You In The End" de Daniel Johnston que suou a despedida anunciada do projecto para breve. Será? Como bónus, houve Fachada em parte do concerto, cigarrinho no canto da boca, ajudando numa canção do tempo de faculdade ou dando forte num bombo da bateria. Uma desbundada!
De Norberto Lobo nunca se sabe o que esperar. Experimentando, arriscando, a genialidade comprova-se a cada concerto e o de sábado passado não fugiu à regra. Usando uma multiplicidade de pedais, a guitarra estica-se agora para novos sons quase eléctricos para entretanto regressar a um clássico emaranhado de tonalidades acústicas, lindas e que pareceram inéditas. Os fortes aplausos, merecidos, só podem ser um sinal que cada vez mais gente lhe reconhece o valor e só temos é que nos considerar uns sortudos por tê-lo por cá. Uma benção.
Quem quer fumar com o B Fachada? Aparentemente a maioria, conhecedora e ruidosamente rendida a este one-man-show que, mesmo sem a guitarra doutros tempos, solta a cada canção ritmos agitadores de plateias. O calor da sala e a fumarada do "puxa passa" colectivo sem controlo aceleram o evento para uma festa suada e divertida ou não fossem canções como "Tó-Zé", "Dá Uma Música à Bófia" ou "Só Te Falta Ser Mulher" verdadeiros hinos de uma geração inconformada que tem em Bernardo Fachada um dos seus, melhor, um amigo de abraço!
(videos cortesia HugTheDj)
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
JAMES BLACKSHAW, Passos Manuel, 11 de Setembro de 2014
Passa da meia noite e James Blackshaw está sorridente de braços cruzados sobre a guitarra e garrafa de cerveja pousada no chão à espera que o público desça para as cadeiras. Não parece haver pressa para que os luzes se apaguem e aos poucos a sala lá se acomoda para o que se adivinha um encontro descontraidamente íntimo. Logo que o dedilhar das doze cordas se cruza com a penumbra, o efeito sonoro torna-se inconfundível e a complexidade técnica que ressalta à vista desarmada não evita a magia do momento. Porque um só instrumento e um talento desmedido bastam para que o coração se aperte e a imaginação se espraie em tantas e tão boas direcções. Música deste calibre não tem preço nem idade e se foram só seis temas, um único só bastava para valer o esforço de não ter falhado à chamada. Se de uma próxima vez houver, por milagre, a companhia de um tal Lubomyr Melnyk prometemos acampar à porta... na véspera!
(video cortesia HugtheDj)
SUSURROS!
Sem rasto de A Girl Called Eddy vamos tendo pelo menos isto e não é pouco! Tina Dico e os seus "Whispers", como este...
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
FUJIYA NO PORTO!
Um dia depois dos Future Islands é a vez dos Fujiya Miyahi chegarem ao Hard Club! Confirma-se um Outubro em grande a Norte - Marissa Nadler, Swans, Ben Frost, Amen Dunes, Rodrigo Amarante, Peter Broderick, Plaid, Bonnie Prince Billy, Lee Ranaldo... Ufa!
UMA NOITE NO FEMININO
O mais que recomendável ciclo "Voces Femeninas" do país vizinho tem já cartaz completo para a edição deste ano. A noite que se repete três vezes, começa em Madrid, passa por Ourense e termina em Vigo dia 29 de Novembro próximo. A inglesa Tune-Yards (que na véspera andará pelo Mexefest Lisboa) e a islandesa Ólof Arnalds, prima do compositor Olafur Arnalds, são as escolhidas para o encantamento previsível. Os bilhetes para o sábado viguense estão já em venda online.
DEERS, UMAS QUERIDAS!
Aos nossos queridos The Dears, em pousio canadiano prolongado, juntam-se agora as refrescantes Deers, a mesma pronúncia mas com significado e sonoridade bem diferentes! Com epicentro em Madrid, as amigas Ana Garcia Perrote e Carlota Cosals começaram por arranhar covers, perderam o medo e, com algumas ajudas estratégicas, gravaram duas canções originas para um single de vinil entretanto esgotado. Os temas "Bamboo e "Trippy Gum" entraram no goto de alguma imprensa atenta mas, como é habitual, exagerada nos elogios. O duo passou a quarteto, chegaram até alguns festivais alternativos por essa Europa fora e o fenómeno - chamam-lhe Blah Blah Blah Rock & Roll (!) - soa, como convém, fresquinho e inocente. O novo single "Barn" está já apontado para o início de Novembro e dele pode escutar-se "Castigadas en el Granero", mais uma irresistível canção pop que parece saída do barraco do jardim depois de um trago com o Mac Demarco! Ao vivo, haverá teste em Vigo no próximo dia 18 de Setembro.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
PURIFICAÇÃO EXPANDIDA!
Em Abril passado os These New Puritans reuniram-se com a Heritage Orchestra no palco do Barbican de Londres para um espectáculo a que chamaram TNP Expanded. Às canções do álbum "Field of Reeds" na totalidade (enorme disco!) juntaram-se alguns inéditos e temas mais antigos expressamente trabalhadas e reorquestradas para o evento especial e que vê agora a sua edição em formato CD e vinil. Para assinalar o feito a banda apresenta-se no próximo dia 19 de Setembro em Amesterdão durante o The Rest Is Noise Festival para tocar pela última vez este ano o notável reportório que será então conduzido pelo maestro André de Ridder. Entretanto, um pequeno filme captado durante a noite do Barbican foi projectado ontem durante uma sessão especial do London Short Film Festival o que faz adivinhar, talvez, uma futura edição em DVD da totalidade da actuação. Boa!
terça-feira, 9 de setembro de 2014
MARK EITZEL INÉDITO
"Estávamos em Guimarães. Mesmo ali no final do mês de Maio. Era o último dia da digressão de três datas de Mark Eitzel em Portugal, depois de concertos em Lisboa e Espinho. Antes dos testes do som para o concerto que daria horas depois no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor, arrastamos o norte-americano para fora do edifício e pedimos-lhes uma canção. Com uma generosidade cativante, Mark Eitzel, oferece-nos um tema inédito. Chama-se "No answer" e é uma daquelas canções com um intensidade que é perfeitamente característica da sua persona criativa. É um clássico Eitzel, na procura por uma verdade humana que parece nunca chegar, na demanda por uma consciência universal. É uma canção que, como dezenas de outras, provam que Mark Eitzel é um dos mais completos e fascinantes escritores de canções dos nossos tempos. Tirem as vossas provas."
Obrigada Bodyspace!
Obrigada Bodyspace!
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
RICHARD HAWLEY E O AMOR!
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| Richard Hawley em Chatsworth, UK, Junho 2014 |
Mesmo sem disco novo na agenda, Richard Hawley não pára! Para além da azáfama da produção (no últimos tempos contam-se os The Merryllees ou Tom Hickox) o músico escreveu novo material e contribuiu com algumas das suas canções para a banda sonora de um documentário intitulado "Love Is All". O filme realizado por Kim Longinotto traça a história do amor, do namoro ou da libertação sexual através do celulóide inglês dos últimos 100 anos guardado por um dos principais arquivos de imagem do mundo - o BFI National Archive. A película teve estreia em Junho passado numa sessão ao ar livre em Chatsworth (Inglaterra) durante a edição do Sheffield Doc Fest onde Hawley devia ter acompanhado ao vivo a sua projecção mas que, segundo o relato do The Guardian, acabou por não acontecer... Aqui fica um amoroso primeiro trailer!
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
(RE)LIDO #61
UP AND DOWN WITH THE ROLLING STONES
MY ROLLERCOAST RIDE WITH KEITH RICHARDS
de Tony Sanchez. London: John Blake Editions, 2010
A fotografia da capa não engana. Olhos vidrados e cigarro na ponta dos lábios, uma imagem de marca de Keith Richards que o tempo nunca há-de apagar. Dependente e truculento, o próprio tratou de explicar-se na biografia oficial para quem, como nós, quis acreditar. Muito antes (1979), contudo, já um tal Tony Sanchez tinha posto a boca no trombone com a edição deste livro revelador da sua íntima ligação a Richards desde os anos 60 no papel principal de dealer mas onde acumulou funções de guarda-costas, intermediário, motorista, mecânico ou enfermeiro... Filho de emigrantes espanhóis, Sanchez conhecia o sub-mundo de Londres como ninguém e cedo se viu envolvido pelas taras e manias de toda a entourage dos The Rolling Stones, iniciando uma amizade com Brian Jones rapidamente permeável aos The Glimmer Twins (Richards/Jagger), tendo presenciado, supostamente, todos os altos e baixos da banda, da noite negra de Altamont à mítica estadia em rodopio no Sul de França, passando pela suposta transfusão de sangue de Richards por terras suiças para limpar vestígios inadequados ou as atribulações do célebre concerto no Hyde Park. E depois há as mulheres, qual delas a mais bonita, qual delas a mais alucinada: Bianca Jagger, Marianne Faithfull, de quem foi amante e fornecedor e Anita Pallenberg, personagem chave em toda a história e com papel decisivo nos altos e baixos dos próprios Stones. Acredite-se ou não, o certo é que a sequência e teor dos factos relatados permite-nos penetrar numa montanha-russa de acontecimentos quase irreais que o próprio Richards classificou como exagerados sem os desmentir e que, ao que parece, teve ainda capítulos censurados. Diversas vezes reimpresso e alterado, o livro continua a fazer as delícias de uma grande maioria de fãs (basta conferir os comentários na página da Amazon inglesa) e na versão aqui em destaque a história prolonga-se até 1989, ano decisivo para reunião tremida da banda. Tony Sanchez, falecido em 2000, pode ter sido ajudado pelo próprio editor John Blake a escrevê-lo, pode ter sido vagamente biografado, pode até dar nome a uma banda espanhola (Spanish Tony Sanchez, como era também conhecido) e onde o livro foi traduzido o ano passado, mas o seu nome estará para sempre gravado, para o mal e para o bem, numa aventura ainda não terminada e onde a culpa involuntária tem o nome de "Brown Sugar" ou de "Dead Flowers", vulgo papoilas...
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
THE LAKE, A RÁDIO DOS EFTERKLANG
Uma conversa com Nils Frahm, uma cerimónia voodoo do Haiti, uma récita de Peter Broderick (que, a propósito, tem concerto marcado para Bragança dia 9 de Outubro... eia!), sessões de membros dos Girls in Aiports ou de Julia Holter (próximo domingo em directo de Roskilde) e muita música sem amarras. Está tudo (in)convenientemente (des)alinhado numa plataforma de rádio chamada The Lake que emite 24 horas por dia desde Copenhaga e que tem por mentores o trio dos Efterklang (Mads Brauer, Casper Clausen e Rasmus Stolberg), o artista e curador Kasper Vang e o jornalista de rádio Jan Hogh Sticker. Sintonia obrigatória!
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
AGNES OBEL AINDA MELHOR
Aproximam-se duas edições especiais da maravilhosa Agnes Obel. A primeira junta num só pacote de vinil duplo os álbuns "Philarmonics" (2010) e "Aventine (2013)" enquanto a segunda diz respeito a uma versão ampliada deste último onde se darão a conhecer novas canções, registos ao vivo em Paris e Berlim e uma dose dupla de remixes. Uma delas, portentosa, a cargo de David Lynch mereceu o seguinte comentário do próprio:
"I loved doing this remix, I was turned onto Agnes’ music through my record label… I think she has a most beautiful voice and can do things with her voice that are unique and extraordinary“!
"I loved doing this remix, I was turned onto Agnes’ music through my record label… I think she has a most beautiful voice and can do things with her voice that are unique and extraordinary“!
LOBO #6
Em dias de calor, precisamente a 6 de Julho de 2001, António Sérgio trazia ao jornal "Independente" duas revelações ditas nocturnas que tiveram posteriormente sortes diferentes. Dos Fuck perdeu-se o rasto mediático, embora ainda hoje gravem discos e saltem para cima de palcos americanos com alguma frequência. Quanto aos The Shins, a sorte seria um pouco diferente a que se deve a veia afinada de James Mercer que o mestre imediatamente pressentiu e também alguma sorte, como foi o facto da inclusão, em 2004, do tema "New Slang" na banda sonora do filme "Garden State" com Natalie Portman o que permitiria ao grupo levantar voo para outras altitudes.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
JENS LEKMAN: NOVAS CANÇÕES
O motivo para uma nova mixtape de Jens Lekman parece ter sido uma pulseira comprada num posto de gasolina americano com as iniciais WWJD. O resto da história, que pode ser devidamente conferida aqui, incluí lá pelo meio três canções inéditas de audição saborosa e obrigatória. Fresquinho!
domingo, 31 de agosto de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
THE DODOS+KURT VILE & THE VIOLATORS+HAMILTON LEITHOUSER+THE GROWLERS+BEIRUT+JAMES BLAKE, Festival Paredes de Coura, 23 de Agosto de 2014
| The Dodos, Palco Vodafone FM |
A dúvida sobre quantos anos precisos passaram sobre
a estreia dos The Dodos em Coimbra assaltou-nos a memória logo que os primeiros
acordes soaram na tenda. Dessa noite já com oito anos, está agora confirmado, é
impossível esquecer a energia e agitação contagiante do então trio que, muito
sinceramente, não tínhamos ilusões de tornar a testemunhar. Mesmo assim e
apesar do nítido cansaço causado pela intensa digressão que encerrou em Coura,
o duo agarrou de imediato e sem contemplações todos os presentes com velhos e
novos temas e onde o clássico desafio bateria vs guitarra fez constante faísca
ao longo de uns curtos (circuitos) mas intensos quarenta minutos.
Ver Kurt Vile no palco grande a tocar para uma
imensa plateia prova que há ainda neste mundo estranho da música um pouco de
justiça. Mais uma vez, pomo-nos a fazer contas para recordar o serão memorável
de estreia pelo Porto em tempos de ruidosas trips
sonoras de travo stoogiano mas onde,
como agora, o tio Neil Young é um dos principais “culpados”. Descontando a
pobreza do som, as canções de Vile de solos extensíveis e moldáveis preencheram
da melhor forma o fim de tarde soalheiro e de brisa fresca enquanto, colina
acima, muito do público ainda em modo-zen e de óculos escuros se espreguiçava
vagorosamente. A experiência pode e deve ser repetida virtualmente perante um
qualquer pôr-de-sol atlântico ou viagem pausada de longa duração – é só preciso
fazer soar suavemente “Wakin On A Pretty Daze” de princípio ao fim!
O disco solo de Hamilton Leithouser é um caso sério
de composição. Para o provar bastou a sua curta passagem pelo palco secundário
do festival replecto de fiéis seguidores. Do pré-hit “Alexandra”, ao swing de “The Silent Orchestra” passando
pela perfeição de “I’ll Never Love Again”, pedrada que encerra o disco e que
obrigou os mais esquecidos a recordar que os The Walkmen eram (são?) uma banda
do caraças, houve muito por onde escolher. Depois há, milagrosamente, um
vozeirão a alcançar níveis imbatíveis e arrebatadores e que levou o próprio
Leithouser a arriscar, sem receios, versões únicas de Sinatra e Cohen já que a
noite era de festa de encerramento de digressão. Um concerto surpreendente,
vibrante e a deixar, desde logo, muitas saudades.
Horário nobre, palco principal, plateia imensa.
Temos dúvidas que os The Growlers merecessem tamanha distinção e o concerto
acabaria por provar o risco (desnecessário?) da aposta. Bem que se esforçaram
por “fazer a festa” ou não fosse a sua música uma combinação bem-feita de
desordem sonora, líricas non-sense
(ouça-se, por exemplo, “Use Me For Your Eggs”) e um vocalista nasalado e
atrevido. Certo é que mesmo com as ondas à mexicana, da trupe de crocodilos
vindos da frente do palco e da noite marcar o fim da tournée (mais uns!), o
concerto nunca “levantou voo” efectivo, funcionando como um temporizador
divertido para o acto seguinte…
Finalmente! Temos os Beirut à nossa frente prontos
para fazer história ao fim de mais de uma década de espera infindável. Começar
com "Nantes" e “Vagabond” logo assim, de rajada, deu para desconfiar, mas Zach Condon e
companhia sabiam ao que vinham – estremecer muitas das almas, nós incluídos,
com canções únicas e intemporais e cedo se percebeu a magia do momento. Muitos
braços no ar, gargantas afinadas e um inusitado conjunto de metais onde o
cornetim de Condon se mostrou imparável no comando da orquestra. Foi bom? Claro. Podia ter sido melhor?
Óbvio, mas foi sem dúvida um privilégio ter lá estado.
A resposta à questão se
James Blake tem estatuto suficiente para encerrar Paredes de Coura pode não
fazer sentido. A sua música já foi devidamente assimilada pela maioria e no
Primavera Sound de 2013 em horário semelhante a receita acabou por funcionar. Mas
ali, outra vez perante uma enorme plateia, a subtileza das suas canções
perdeu-se por entre as árvores e muitos acabaram por desistir de participar,
funcionando o longo alinhamento (uma hora e meia) como fundo sonoro para
conversas sobre o frio da noite, a fila dos crepes ou desabafos do género “o
gajo só mete a 1ª e depois não desenvolve”. O cansaço físico generalizado ao
fim de quatro noites talvez merecesse um despertador e um isotónico de diferente espécie. Até pró ano!
(videos de alguns dos concertos em HugTheDj)
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
ELEANOR FRIEDBERGER, Praça Central da Cidade da Cultura, Santiago de Compostela, 16 de Agosto de 2014
Uma visita, várias vezes adiada, à Cidade da Cultura galega teve finalmente merecida concretização. Polémicas à parte sobre as virtudes deste "elefante branco" inacabado, um verdadeiro sorvedouro de dinheiros públicos (fala-se em 400 milhões de euros!), o espaço de perder de vista tem servido ao longo deste mês para uma série de concertos de fim de tarde de acesso gratuito na sua praça central. Com o monte Gaiás como pano de fundo, o espaço recebeu ontem Eleanor Friedberger para tocar canções para não mais de uma centena de privilegiados com direito a puf de aconchego, um pôr-de-sol magnífico, cerveja fresca a curta distância e até foguetório. A mana Friedberger brindou-nos com um excelente concerto de hora e meia (!) numa setlist entroncada nos seus dois discos a solo mas onde se intrometeram canções novas escritas na viagem de doze horas entre San Sebastian e Santiago e até o recitar de "Spaniolated", original do mano Friedberger nos Fiery Furnaces que fala em Sevilha e... São Tiago. Valeu!
Video cortesia HugTheDj.
JULIA HOLTER, VERSÕES DOS SITXIES
O álbum “Loud City Song” de Julia Holter, o melhor
de 2013 aqui para a casa, respira uma magia absolutamente contagiante que
obriga, quase sempre, ao carregar no botão de “repeat”. O tema “Hello
Stranger”, descobrimos agora como sendo uma cover
de uma canção de Barbara Lewis de 1963, é o exemplo perfeito dessa dependência e que
mereceu por estes dias a sua inclusão numa pequena rodela de vinil de dupla face
A ao lado de “Don’t Make Me Over”, versão de 1962, esta não incluída no disco, de
Burt Bacharach e Hal David. Maravilha… e alguém faça o favor urgente de trazer
a menina até uma salinha por perto!
terça-feira, 12 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
NICK DRAKE, O LIVRO OFICIAL

Já por aqui evidenciamos o nosso desagrado por algumas das opções comerciais de quem gere o legado de Nick Drake, neste caso, a sua irmã Gabrielle. O último dos lançamentos, a tal caixa de bolos com os CD's oficiais lá dentro, pareceu-nos mesmo despropositada. Mas eis que, com o consentimento e patrocínio oficial da família, surge a notícia do lançamento de um vistoso livro replecto de atractivos compilados precisamente pela irmã e que, na sua versão luxuosa, tem o acompanhamento de um 10" de vinil com cinco canções registadas na BBC para John Peel em 1969, sessão até à data dada como perdida. O "tesouro" estará disponível em Novembro mas aceitam-se desde já encomendas a um módico preço de 150£! Dá vontade de cometer uma loucura ou simplesmente antecipar a prenda de Natal...
terça-feira, 5 de agosto de 2014
NICK DRAKE EM SUSPENSO
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
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