sábado, 6 de junho de 2015
BANDA DO MAR+YASMINE HAMDAN+GIANT SAND+PATTI SMITH+TWERPS+THE REPLACEMENTS+BELLE & SEBASTIAN+ANTONY AND JOHNSONS+JUNGLE, Primavera Sound, Porto, 5 de Junho de 2015
A comichão de cabeça começava cedo! Enquanto a Banda do Mar alegrava a plateia junto ao mar, um formato descontraído que assenta na perfeição às canções do disco de estreia deste projecto luso-brasileiro de êxito comprovado por este país fora nos últimos tempos, não foi fácil virar-lhes costas para subir a colina até ao palco ATP. Mas havia um perfume oriental que não podíamos deixar de experimentar...
Esse inebriante apelo tem o nome de Yasmine Hamdan, sedutora actriz e compositora libanesa já com larga experiência na música mas com um disco recente de estreia a solo. No paradisíaco cenário natural do parque, a voz e presença de Yasmine fizeram efeito instantâneo a que não foi também alheio um guitarrista de eleição com pinta de Phil Lynott e um baterista a condizer. Grandes momentos, um concerto notável e obrigatório num suposto top five do festival.
Já lá vão trinta anos de vida dos Giant Sand, uma montanha russa de colaborações, músicos ou influências que Howie Gelb sempre soube comandar e renovar como ninguém. Para o comprovar basta ouvir o último "Heartbrak Pass", mais um disco marcante de rock e folk genuinamente americano e que ali, a partir do palco, conseguiu sem esforço de maior captar a atenção e, acima de tudo, deixar rendida a imensa moldura humana que antes da celebração principal teve aqui um primeiro acto de purificação.
Para descontrair, uma voltinha rápida pelo recinto ainda a tempo da última canção dos apelativos Viet Cong mas era já nela que, outra vez, a nossa mente se concentrava...
Não valerá de muito estar por aqui a discorrer sobre Patti Smith, sobre "Horses" ou sobre o momento ao vivo que vivemos ao final de sexta-feira na nossa cidade. Sentimos o tremor da emoção desde o início com "Gloria" até ao final fantástico com a dupla "Land" e "Elegie", contivemos mesmo as lágrimas em alguns momentos, mas quando, como bónus, a extraordinária artista fez o favor de repetir o "Because de Night" e o "People Have The Power" que também cantou na véspera, demos connosco a saltar de braços no ar e a trautear as letras num impulso colectivo irresistível. Dois concertos em dois dias para quem nunca a tinha visto foi uma dádiva maravilhosa, imensa e memorável. Obrigado Patti Smith, obrigado Primavera Sound!
Mais um giro entre palcos, uma cerveja saborosa para retemperar, uma olhadela curta aos Younghusband e decidimos assentar praça na tenda para apreciar os Twerps. Australianos, como muitas bandas nesta edição, há por aqui uma diversão pop de assinalável dimensão ainda a "alargar corpo" mas com forte margem de progressão. Vamos estar atentos.
Sempre que havia um disco novo a solo de Paul Westerberg no escaparate das diversas Valentins de Carvalho da Invicta era certo que o tínhamos que o trazer para casa. Já lá vão muitos anos e o hábito foi-se perdendo por culpa própria mas agora que cordão umbilical podia ser ligado não perdemos a oportunidade. Aos míticos The Replacements comandados por Westerberg foi-lhes dado o palco maior do festival e celebração começou cedo. Rock sem freio, canções que alguns conheciam e muitos nunca tinham ouvido não impediram a paródia e a felicidade notória de voltar a tocar juntos, com direito a falta de memória para algumas letras e brincadeiras rock & roll como o atirar perigoso de uma guitarra para o rodie que foi parar ao chão e, por isso, logo ali partida entre os joelhos! Festa da grossa como se esperava.
Festa certa era também esperada com os Belle & Sebastian ainda por cima com um último álbum a puxar à dança e ao balanço. Divertidos, alinharam novas canções e clássicos obrigatórios de efeito imediato e rápido que resultaram na perfeição com tentativas de interacção em português por parte de um esforçado Stuart Murdoch. Tal como em Coura em 2013, houve quarteto de cordas e um trompete portugueses (?) a ajudar e muito bem a que as canções brilhassem ainda mais. Alguns sortudos tiveram direito a divertimento extra convidados que foram a participar em palco na dança colectiva que, como sempre, acabou em anarquia positiva. Uma celebração curta mas bastante intensa.
Uma orquestra de músicos da cidade e um maestro, todos trajando de branco, um filme clássico japonês em projecção contínua, um silêncio obrigatório de todos os outros palcos do recinto e uma plateia imensa expectante. Tudo parecia previamente delineados para que o espectáculo de Antony fosse um projecto de não muito fácil execução. Pedia-se respeito, atenção e até concentração e, pelo menos do local de onde ao longe assistimos ao concerto, a perfomance valeu bem a pena. Voz sem mácula para canções já clássicas e entre as quais se destacou, pela surpresa, uma versão de "Blind" despida de batidas a merecer uma edição em disco. Uma prova de maturidade do festival, do seu público e programadores, no limite imprevisível do risco. Desafiante, como convêm...
O disco homónimo dos Jungle, já o sabíamos, está replecto de canções de travo quase neo-funk e algum psicadelismo que ao vivo são uma receita infalível. Não foi por isso uma surpresa o êxito obtido junto do público com uma orgânica instrumental irrepreensível e uma alinhamento em crescendo que culminou em êxtase. Grande momento e uma das grandes confirmações do festival. Vão voltar, isso é certo!
Ainda pernas para algum movimento e, por isso, levamos com uns tais Movement que, surpreendidos, quase não acreditavam que tinham vindo da Austrália para tocar para tamanha moldura humana na tenda Pitchfork! Para fim de noite até que não foi mau...
sexta-feira, 5 de junho de 2015
BRUNO PERNADAS+CINERAMA+MIKAL CRONIN+PATTI SMITH+FKA TWIGS+INTERPOL+THE JUAN MACLEAN+CARIBOU, Primavera Sound Porto, 4 de Junho de 2015
Aí está mais uma vez o Primavera Sound Porto, o melhor festival do país e talvez de muitos países. Ao fim de quatro edições cumprimos a promessa e fomos de bicicleta do Freixo até ao Parque da Cidade, gozando a beleza da paisagem, o sol e o vento e o bulício ribeirinho e marítimo de uma cidade única que, compreendemos bem, é surpreendente até para os nativos quanto mais para os estrangeiros!
E eles já lá estavam, copo de vinho ou cerveja na mão, desfrutando desde o início e aproveitando ao máximo os três dias do evento. Soube bem, por isso, o jazz espacial de Bruno Pernadas ajudado por gente diversa de alguns projectos portugueses, jogando na descontracção sem perder a competência e com resultados de agrado notório de um plateia ainda a acomodar-se mas atenta. Tivemos até direito à estreia de um novo tema ("Galaxy") que confirma o talento de um multi-instrumentista português com nível suficiente para continuar a surpreender.
No regresso de David Gedge ao Porto, coube desta vez aos Cinerama animar as hostes. O projecto paralelo aos The Wedding Present sempre foi mais açucarado e pop e, atendendo ao cenário e ao horário diurno, parecia ser até uma boa ideia mas o concerto deslizou sem efeitos de maior entre o enorme relvado e o palco talvez grande demais para a pretensão. Agradável.
Rodando com o amigo Ty Segall ou em bandas paralelas, o californiano Mikal Cronin aparenta estar sempre em forma. O concerto de ontem foi a prova da sua enorme garra em quarenta e cinco minutos cativantes, arrojados e de uma consistência admiravelmente luminosa. Sem surpresas, um grande concerto!
E chegava a hora da primeira de muitas opções. Mac DeMarco foi, desta vez e a muito custo, o preterido mas não havia como perder a senhora Patti Smith na tenda do palco Pithcfork, uma oportunidade quase irreal. Na companhia, entre outros, do guitarrista Lenny Kaye, o concerto de teor acústico cedo fez uma série de arrepios emotivos só ao alcance de uma lenda viva deste calibre. Quando, logo a abrir, se ouviram os acordes de "Dancing Barefoot" o público que enchia o recinto não resistiu a levantar-se - sim, houve até o cuidado de instalar uma gigante plateia de cadeiras - para nunca mais se sentar! Notável a simpatia e a presença de uma artista de causas, de longínqua luta e rigidez que ali, à frente de todos, confirmava a vitalidade da sua música e da sua eterna força. Brincou com a cidade na introdução de "My Blakean Year", orgulhou-se da sua condição de avó em "Beautiful Boy" de Lennon e fez-nos sem esforço levantar o punho e soltar a garganta em hinos como "Because the Night" e, principalmente, no eterno e sempre actual "People Have the Power". Enorme!
Da britânica FKA Twigs não faltavam elogios ao disco de estreia mas estava por confirmar como tamanha façanha resultaria ao vivo. Poder-se-ia adivinhar que a subtileza desse registo se iria esvaziar mas mesmo sem muito deslumbramento as canções não perderam vitalidade e, surpresa, ganharam até uma camada fina de brilho muito à custa de uma sensual presença em palco e uma voz sem falhas. A menina promete.
O que é feito dos Interpol? Sim, onde pára um dos principais grupos impulsionadores do rock quando se dizia que ele estava a morrer? Atendendo à qualidade do concerto de ontem, a resposta só pode remeter para parte incerta. Sensaborões, desinspirados e demasiado desafinados, Paul Banks estava mesmo a precisar de um cházinho para a garganta e Daniel Kessler de um retiro inspirativo. Atendendo à qualidade do último "El Pintor", pedia-se mais, pedia-se melhor, mas o mais engraçado é que tamanha desmotivação até pareceu propositada. Uma desilusão!
A versão banda de The Juan Maclean tem o mesmo propósito de uma das suas sessões dj assentes numa tradição DFA que não engana - dançar! Quanto a esse desígnio, o objectivo de fim de noite foi plenamente alcançado sem grande esforço já que malhas como "Happy House" não deixaram parar a plateia já com muito "combustível" acumulado e energia ainda para gastar. Mesmo assim, faltou arriscar um pouco mais num concerto previsivelmente agitador.
Bem melhor foi o espectáculo dos Caribou no palco maior. A enchente de público não saiu de maneira nenhuma desfraldada com o que ouviu, com um alinhamento que assentou principalmente no excelente "Our Love" mas onde não foram esquecidos "êxitos" mais antigos a que Daniel Snaith nos habituou desde os tempos de "Andorra". Nitidamente, um dos vencedores do dia!
quinta-feira, 4 de junho de 2015
terça-feira, 2 de junho de 2015
MEDEIROS/LUCAS + MARK ERNESTUS' NDAGGA RHYTHM FORCE + ORA COGAN, Serralves em Festa, Porto, 31 de Maio de 2015
| Mark Ernestus' Ndagga Rhythm Force, prado de Serralves |
O disco "Mar Aberto" do duo Medeiros/Lucas é um daqueles "objectos tocadores não identificados" que parece ter aterrado algures entre os Açores e o continente. Esse pouso programado e sem pressas permitiu iniciar diversas viagens sem rumo certo mas com muitas histórias de final desconhecido que cabem em melodias simples e profundas e onde uma só guitarra, alguns samples e a voz do sr. Medeiros acabam em surpresa e descoberta. Parece não ser deste tempo tamanha aventura, uma onda inqualificável mas sedutora de uma "portugalidade" (seja lá o que isso fôr) macia e penetrante que a plateia, primeiro, estranhou e, logo depois, se fez entranhar até ao final... feliz!
Se há concerto para a história da festa de Serralves, o furacão trazido pelos senegaleses Mark Enestus' Ndagga Rhythn Force terá, de certeza, menção honrosa e capítulo de destaque. O ritmo e frenesim do irrequieto colectivo começou atrasado, é certo, mas não mais parou entre acelerações, guitarradas e muito balanço saído de um sabar, de uma bateria forte e outras percursões que parecem in(de)termináveis. Depois há ainda o espectáculo chamado Wore Mboup, uma bailarina esguia e acrobática que aguça a dança e o balanço a que foi impossível resistir, transformando o prado de Serralves numa extensa sessão de step... qualquer coisa! Uma "aula" para todas as idades com crianças em palco e até uma voz feminina de ocasião que não se saiu nada mal. Confirmem abaixo o fenómeno ao longo de trinta minutos que colam partes da memorável festarola! Wha wha's merecidos para todos eles!
Para fazer baixar o ritmo cardíaco e recuperar calorias, o concerto de Ora Cogan surgiu na melhor hora. Início tímido, público ainda escasso mas rapidamente o espaço se aconchegou para ouvir canções de travo folk que a canadiana há muito vem espalhando. Há disco novo na forja e, com a ajuda de um baterista, Cogan foi ganhando segurança, acertou o timbre e não foi difícil perceber a sua satisfação pela adesão, pelo espaço e pela cada vez mais elogiada cidade do Porto. E sim, estamos e continuamos abertos a adopções de qualidade e, por isso, volta sempre!
segunda-feira, 1 de junho de 2015
OS PRÍNCIPES + THE PYRAMIDS & GUESTS + PEGA MONSTRO, Serralves em Festa, Porto, 30 de Maio de 2015
| Os Príncipes, ténis de Serralves |
Em ano de verdadeira coroação, Os Príncipes aproveitaram bem a tarde soalheira e a excelente presença de público para desfilarem algumas das criações sonoras da sua cumplicidade musical multifacetada e até arriscada. Percebe-se bem a versão dos Repórter Estrábico, também eles uns inovadores irreverentes da cidade que mereciam mais vénias deste calibre. A jogar em casa, trouxeram os seus amigos mais pequenos para uma experiência final que só não foi mais certeira porque, coitados, as vozes dos miúdos pouco se ouviram... Ficou a boa intenção!
Há uma tradição salutar das tardes da festa de Serralves que incide há já alguns anos em propostas colectivas quase sempre em volta do jazz, da sua irreverência e, acima de tudo, da sua actualidade penetrante. Os The Pyramids, para não fugir à regra, cumpriram na perfeição este desígnio em sessenta minutos de contínua roda livre de nítida influência africana, um tal free jazz de difícil definição e, ainda bem, limite. Juntaram-se desta vez ao desafio cinco jovens músicos portugueses que, sem medos, ajudaram a que o concerto resultasse numa empolgante e inédita experiência rapidamente recebida de braços abertos pela larga plateia do prado de Serralves. Destaque para a harpa de Angélica Salvi, um contributo inusitado e, talvez por isso, devidamente elogiado e apresentado como "heaven must be missing an angel"!
A fama dos duos rock vem de longe no tempo, mas o que irmãs Reis trazem da capital só agora começa a fazer mossa mais alargada. São rápidas canções toca-e-foge que tornam as Pega Monstro um caso sério de sedução, apesar do som pelo pelo espaço do ténis não lhes ter sido nada favorável. Há por aqui aquele travo rude de rock e uma aura só ao alcance dos predestinados e, por isso, não será difícil prever voos mais altos e longínquos. O monstro pegou, definitivamente...
sábado, 30 de maio de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
DEVENDRA BANHART & ANDY CABIC, Auditório de Espinho, 27 de Maio de 2015
| Fotografias HugtheDj |
Quando, pouco depois da hora marcada, as luzes se apagaram e um amarelado brilhante caiu em cima de Devendra Banhart e do amigo Andy Cabic respirou-se fundo no anfiteatro! O momento esperado, esgotado, ansiado, tinha finalmente chegado e merecia concentração colectiva e também muito respeito por um duplo legado musical deste calibre. E isso notou-se no silêncio sepulcral do público ao longo dos primeiros temas, uma sequência alternada de originais de ambos os músicos que se manteria ao longo da noite e que, desde logo, se mostrou divinal, imensa, uma perfeita onda sonora que o magnífico som da sala ajudou a desfrutar e que teve em "Daniel" o primeiro de muitos momentos cintilantes. Até que Devendra tirou a camisola e pediu mais descontracção, mostrando-se receptivo a pedidos, brincando com o seu "portunhol" ao longo de "Los Pajaros del Rio", talhando o ar, como sempre, com a mão direita ao jeito de um maestro numa sala de ensaio. Dos tais "requests" acedeu em parte a um "Seahorse" reinventado, cumpriu e bem o magnífico "Bad Girl", mas mesmo sem qualquer solicitação lá apareceram, lindos, o "Santa Maria da Feira" ou o incontornável "Little Yellow Spider" antes dos encores. Ou seja, uma noite rara de partilha tinha ficado para trás e, logo depois das luzes se acenderem, daríamos tudo para ver a dose repetida. Por isso, matem-se por um bilhete para o recital lisboeta de amanhã que uma celebração de amizade como esta merece qualquer loucura... ou então fiquem à espera do registo que o amigo de sempre há-de, mais tarde ou mais cedo, fazer cair no sítio do costume.
terça-feira, 26 de maio de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
DESTROYER, VENENO ESTIVAL!
Bem sabemos que a fasquia está muito alta, tendo em conta que "Kaputt" de 2011 é um daqueles discos que parece imbatível, mas certo é um novo álbum dos Destroyer, ou seja, do canadiano Dan Bejar, lá para o fim de Agosto. Anuncia-se como "Poison Season", é um disco comprido e, por isso, duplo, e terá ainda a companhia de 12" de vinil com remixes e orquestrações alternativas. Há já uma intensa digressão europeia a partir de Novembro mas a rota ainda não passa perto... para já! Aqui fica, à maneira, o primeiro single "Dream Lover".
quarta-feira, 20 de maio de 2015
THE ACORN, O REGRESSO!
E eis que ao fim de cinco longos anos e para nosso gáudio, os fabulosos The Acorn decidiram gravar um disco de originais! Chama-se "Vieux Loop", tem oito canções deliciosas de pop sonhador a que o mentor Rolf Klausener nos habituou, respeitando aquela folk modernaça que provoca saudade e paz de espírito. O hiato na composição, percebe-se agora, permitiu uma leve variação de sonoridade que alguns loops e electrónica light ajudam a refrescar e a pedir repetição. Grande álbum!
terça-feira, 19 de maio de 2015
FAROL #119
Para os mais distraídos serve esta "farolada" para lembrar que o excelente álbum de 2014 que marcou a estreia do brasileiro Castello Branco continua ao serviço... é só carregar!
segunda-feira, 18 de maio de 2015
domingo, 17 de maio de 2015
ÓLOF ARNALDS, Auditório de Espinho, 16 de Maio de 2015
Ao fim de trinta segundos da primeira canção do concerto de Olóf Arnalds a dúvida dissipasse finalmente - aquela voz é mesmo real! Ao lado do amigo e velho colaborador Skúli Sverrisson, Arnalds dedilha sem falhas a sua guitarra acústica a que junta a tal voz timbrada de fada encantada que nas canções em islandês nos transporta para fantásticos cenários nórdicos e até para algumas personagens que Hugo Mãe inventou no romance "A Desumanização". Surpresa a versão de "Maria Betânia" de Veloso, afinal uma cover antiga editada até em single de vinil! Pena a curta duração do recital mas valeu bem esperar, pacientemente, pelo encore para sairmos todos a cantarolar uma maravilhosa "Patiente", uma daquelas canções irresistíveis que culminou da melhor forma um concerto de pura beleza. Takk!
sexta-feira, 15 de maio de 2015
B.B.KING (1925-1915)
Foram mais de dez mil actuações ao vivo (!), 15 prémios Grammy e muitas guitarras Gibson que tinham todas os mesmo nome, Lucille. Morreu B.B. King, o verdadeiro rei dos blues, habituado a tocar com os melhores, habituado a partilhar sem medo o seu talento. Lembramos bem uma memorável noite no "galinheiro" do Coliseu do Porto em 1990 na companhia da amiga Ana Cristina (que saudades!) com um B.B. King endiabrado e, às tantas, um sortudo Rui Veloso no palco que não se saiu nada mal e que ainda hoje se deve beliscar para recordar tamanho momento. Peace!
quinta-feira, 14 de maio de 2015
ÍPSILON + DOC
Ao Ipsilon, suplemento obrigatório do jornal Público das sextas-feiras, junta-se a partir de amanhã a edição de um série imperdível de oito documentários musicais a preço de amigo. A colecção começará assim...
quarta-feira, 13 de maio de 2015
MAC DeMARCO, MAIS UM!
O incontornável Mac Demarco estará de volta aos discos, mais um, em Agosto com a edição de um EP bem recheado - 8 canções! - chamado "Another One". Antes, aguarda-se a passagem em festa pelo primeiro dia do Primavera Sound Porto no dia 5 de Junho, quinta-feira, onde certamente alguns destes novos temas serão degustados. Aqui fica o primeiro, o fresquinho "The Way You'd Love Her" e também um surreal making of... mais um!
segunda-feira, 11 de maio de 2015
SUSANNA, (MAIS) CINCO VERSÕES
A magnífica voz de Susanna Wallumrod que nos habituamos a ouvir no colectivo norueguês Susanna & The Magical Orchestra está de regresso aquilo que melhor sabe fazer - versões! Não que os originais sejam de deitar fora, longe disso, basta ouvir as mais recentes colaborações com Jenny Hval gravadas o ano passado para o comprovar, mas o seu timbre tem aquele dom raro de encaixar na perfeição em variados estilos e formatos de canção. Continua, por isso, a ser surpreendente o que ela faz a "Who By the Fire" de Cohen ou "What's Love Got To Got To Do With It" de Tina Turner incluídas num novo EP denominado "Songs Revisited" e onde haverá, para além de duas covers de canções suas ("Death Hanging" e "Travelling"), uma versão de "Everything Is Everything" dos franceses Phoenix!
sexta-feira, 8 de maio de 2015
PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #13
E ao #13 voltamos à casa de partida, isto é, ao primeiro post desta série dedicada a um roteiro de casas de discos do Porto onde se destacou a Melodia. É que antes dela existiu no mesmo local - supostamente, já que o nº da porta é o mesmo - uma outra discoteca chamada Teixeira de Brito Lda. mas, infelizmente, a história acaba aqui. Não temos qualquer outra referência a não ser o bonito envelope de papel de cima e a certeza de que a passagem para a Melodia terá acontecido antes de 1974 já que o nome da Rua de Santo António só voltaria à designação inicial de Rua de 31 de Janeiro depois do 25 de Abril. Certo é, no entanto, a imperiosa reconversão desta clássica artéria da Invicta, um verdadeiro ninho de discotecas ao longo de décadas mas hoje muito degradada e abandonada - lembram-se de uma logo esquecida sugestão de umas escadas rolantes centrais e até de uma pista de ski que efectivamente aconteceu em 2007!
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| Discos Teixeira de Brito Lda., Rua St. António, 35, Porto |
quinta-feira, 7 de maio de 2015
CINERAMA, DATA MISTÉRIO?
Os Wedding Present de David Gedge (foto) acabam de anunciar que o seu projecto paralelo Cinerama tocará no Porto Primavera Sound a 4 de Junho, o primeiro dia do festival, o que será o regresso de Gedge e companhia à Invicta dois anos depois da estreia. Ora, tendo em conta que para essa data inicial o programa está já definido ou este é um bónus inesperado ou então algum artista ou banda vai saltar fora do alinhamento... Mistério?
YES, LAMBCHOP EM VILA DO CONDE!
No final do ano passado ao saber da digressão dos Lambchop pela Europa em 2015 para tocar na integra o fabuloso "Nixon" lançamos o repto a quem de direito no sentido de Portugal e, principalmente, o norte do país não deixar passar esta oportunidade. Ora bem, soube-se hoje que no âmbito do notável festival Curtas de Vila do Conde a banda de Kurt Wagner foi convidada a musicar um filme de Bill Morrison, uma estreia mundial alusiva ao cinema mudo português que aproveita o arquivo da Cinemateca Portuguesa. Numa segunda parte os Lambchop tocarão temas da sua autoria que poderão ser, ou não, do tal "Nixon" de fio a pavio. Tudo marcado para dia 12 de Julho. Yes, what else?
quarta-feira, 6 de maio de 2015
BELLE & SEBASTIAN, HISTÓRIAS PARALELAS
Quando Stuart David saiu dos Belle & Sebastian em 2000 já os Looper davam cartas. O projecto paralelo do baixista escocês com a sua esposa e artista Karn David manteve uma vida discreta e intermitente que está agora reunida numa caixa de cinco álbuns e onde se inclui um inédito disco intitulado "Offgrid:Offline" e do qual há já um video oficial para "Oh, Skinny Legs" realizado precisamente por Karn David. Entretanto, a veia de escritor cedo revelada por Stuart David (tem já dois romances publicados) tem agora um novo texte documental com a edição de "In The All Night Cafe. A Memoir of Belle and Sebastian's Formative Year", uma história na primeira pessoa que regressa a 1994 e ao berço do colectivo escocês o que motivou o destapar do inédito "Paper Boat" escrito em 1997 pelo próprio David. Junta-se um video que recupera imagens de Stuart Murdoch, Isobel Campbell, Stuart e Karn David numa viagem a Banchory (Aberdeenshire) na Escócia. Tudo com aquela memorável patine de inocência...
terça-feira, 5 de maio de 2015
PATRICK WATSON: SIM, SÃO CANÇÕES DE AMOR!
"I wanted to make a science fiction R'nB meets Vangelis erotica with a zest of folk kind of record"
O quê? Pois, não é fácil explicar mas para Patrick Watson chegou a hora de reinventar as emoções e ouvindo o novo álbum "Love Songs For Robots" é mais fácil perceber a intenção. Temos disco e concertos esgotados! Aqui fica a primeira grande prova.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
LUBOMYR MELNYK CONFIRMADO!
Marquem na agenda: 4 de Julho, Sábado, Lubomyr Melnyk tem concerto confirmado na Sé Catedral de Viseu no âmbito do Festival Jardins Efémeros que continua a recolher apoios e contributos. Imperdível!
BEAUTIFY JUNKYARDS, LEGAL E GRATUITO!
Finalmente chegou o disco de originais dos Beautify Junkyards, a prova definitiva da consistência e arrojo deste projecto luso com catavento sonoro multi-nacional que pode soprar da Alemanha, Inglaterra ou Brasil. Em "The Beast Shouted Love" há 12 canções em inglês e português com edição pela NOS Discos, o que o transforma numa irresistível prenda de primavera de descarga gratuita e obrigatória. Legau!
TWIN SHADOW, A IDADE DAS TREVAS!
Sobre o disco novo de George Lewis Jr. aka Twin Shadow que se chama "Eclipse" não sabemos bem por onde começar. A "coisa" ouvida e espremida torna-se um momento longo, aborrecido e penoso, notando-se que o homem andou mal inspirado e fora de tempo, ouvindo rádio FM para aí nos anos 80, sendo o resultado intragável e até incompreensível atendendo aos dois bons álbuns anteriores. É certo que o projecto "Under the Cvrs" que lhe serviu de "pousio" apontava mudanças, mas estávamos longe de imaginar que o destino fosse um "azeite" de ph tão alto que parece ter atraído, ainda por cima, vários azares: o acidente de viação do mês passado, no âmbito da nova tournée, com graves sequelas e o inqualificável video estreado ontem que, de fininho, deixamos abaixo. Ou seja, o artista até era (é) um bom artista, não havia necessidade e esperemos que o eclipse seja, pelo menos, parcial...
BEN E. KING (1938-2015)
Haverá certamente outras memórias, mas a voz de Ben E. King será sempre recordada pelo "Stand By Me", uma daquelas canções eternas que o grande filme de Rob Reiner com o mesmo nome fez o favor de engrandecer. Peace!
quarta-feira, 29 de abril de 2015
domingo, 26 de abril de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
SINGLES #36
DUARTE MENDES - Madrugada/Entre Espanha e o Mar
Portugal, Orfeu, KSAT 522, 1975
Um filho a guerrear a mãe ou uma revolução sem sangue, Portugal é, se houvesse dúvidas, um país sui generis. Medindo as distâncias, tivemos até um capitão de Abril que era também cantor! Passam agora 40 anos sobre a ida ao Festival da Eurovisão da canção "Madrugada" interpretada por Duarte Mendes, o tal herói que ajudou a derrubar um regime de quase 50 anos mas com uma veia artística notável e muitas vezes esquecida. Em anteriores participações no certame português cantou "Então Dizia-te" em 1970, "Adolescente" em 1971, a lindíssima "Cidade Alheia" em 1972 e "Gente" em 1973. Apesar da insistência, não teve, é certo, muita sorte que viria no entanto a sorrir-lhe um ano depois da revolução, relegando Paulo de Carvalho para o 2º lugar... Esta "Madrugada" tem aquele travo de época bem notório, de lírica libertadora e vincada e é vê-lo abaixo, de cravo ao peito, a defender de cabeça levantada as cores nacionais em Estocolmo. O exemplar da nossa colecção tem a capa amarfanhada e gasta mas atendendo à raridade da rodela é como se estivesse novo e serve para homenagear, como sempre nesta data e na tal madrugada que Sophia "esperava/o dia inicial inteiro e limpo", todos os que, como diz a canção, morreram sem saber porquê.
LOBO #14
Quando António Sérgio fazia soar os Sparklehorse o tempo, lembramos bem, parecia parar. Quando chegou "It's A Wonderful Life", que o mestre fez questão de destacar n' O Independente de 31 de Agosto de 2001, a magia das canções, a sua corrosão sensorial e afectiva cedo as transformou em clássicos eternos. Bem nos enterramos na cadeira do António Lamoso na Feira em 2006, prestes a comover-nos sem saber que Linkous partiria poucos anos depois e ficamos à espera que ela, a canção, uma das tais que nos corre no sangue, aparecesse... Houve outras, lindas, mas esse tormento sonhado chamado "Sea of Teeth" não quis Linkous que aterrasse no escuro da sala para se evitarem as lágrimas. Afinal, a vida é bela!
Stars will always hang, in summer's bleeding fangs
Seas forever boil, Trees return to soil
terça-feira, 21 de abril de 2015
LIANNE LA HAVAS, IMPARÁVEL!
O segundo álbum de Lianne La Havas anuncia-se para o início de Julho, chama-se "Blood", há versões de vinil autografadas em pré-encomenda, inspira-se na sua herança familiar jamaicana e numa viagem/descoberta a esse país e tem já um imparável single de apresentação - "Unstoppable", nem mais...
domingo, 19 de abril de 2015
ACTION RECORDS, ACÇÃO!
Uma das nossa principais "fornecedoras online" de discos em vinil chama-se Action Records, está situada em Preston, centro de Inglaterra, desde 1979 e tem uma tradição que desconhecíamos na totalidade. Há agora um pequeno filme que conta a história e, indirectamente, nos orgulha como clientes. Parabéns!
The Action Records Story: Chased by Nuns from Levy Park Productions on Vimeo.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
(RE)VISTO #62
A CANTIGA ERA UMA ARMA
de Joaquim Vieira. Lisboa: Nanook/RTP, 2014
RTP2, Quarta-feira, 15 de Abril de 2015
Sentados no sofá a saborear uma noite de futebol em cheio após algumas aulas nocturnas e um dia pelo Ribatejo para a montagem da mostra "Abril Vinil", foi com curiosidade que ouvimos a voz do Fernando Pessa a introduzir uma série de músicos em cima de um palco em imagens cintilantes a preto e branco! Numa coincidência feliz, começava na RTP2 a transmissão do documentário dirigido e concebido por Joaquim Vieira sobre a chamada música de intervenção estreado em televisão em Maio do ano passado aquando das comemorações dos 40 anos da revolução e que, na altura, nos escapou sem desculpa. Nos últimos dias tinham-nos passado pelas mãos tantos discos e histórias que agora nos entravam pelos olhos dentro numa notável recolha documental de imagens de época a que se juntam entrevistas recentes com muitos dos principais protagonistas. Saber que o hino do PPD foi escrito por Paulo de Carvalho sem custos, que o arrojo do "Tourada" do Fernando Tordo e do Ary dos Santos foi mesmo um desafio arriscado só posteriormente detectado, que o "Somos Livres" da Ermelinda Duarte que aprendemos a cantar na sala de aula (!) foi composto para uma peça de teatro, são só alguns dos muitos factos que vimos confirmados na primeira pessoa a que se se podem juntar muitos outros pormenores que ajudam a perceber, como sempre, que não é só o acaso que faz a história. A resposta colectiva dos chamados cantautores exilados quer no estrangeiro quer no próprio país ao novo ar que se respirava, partindo em digressão por todo o lado para espalhar "a palavra" num corropio sufocante foi, certamente, responsável para que muitas das canções se transformassem em hinos que, ao jeito de "discos pedidos", eram avidamente requisitados pelo povo - lembramos bem a massiva rodagem radiofónica do "Liberdade" do Sérgio Godinho e até do "Força Força Companheiro Vasco" da Carlos Alberto Moniz e da Maria do Amparo e que, ingenuamente, muitas vezes trauteamos sem saber quer era o tal Vasco! O desabafo de José Mário Branco que fundou o GAC-Grupo de Acção Cultural, lançando discos como "A Cantiga é uma Arma" por circuitos alternativos mas cujo dinheiro solidário das vendas nunca viu o rasto, é o retrato perfeito de um país que por muitas revoluções que aconteçam e se continue a cantar que o país é uma terra da fraternidade onde o povo é quem mais ordena, será sempre uma nação adiada. Seja como for, ficaram as canções e este documento é a prova da sua eterna força bélica!
RICKIE LEE JONES, NOVO ÁLBUM!
Um novo álbum de Rickie Lee Jones será lançado no próximo dia 23 de Junho com o título de "The Other Side Of Desire". O projecto resulta de uma campanha de recolha de donativos através da disponibilização de uma série de suportes, documentos, adereços ou outra memorabilia atractiva e exclusiva como, por exemplo, a pintura original da capa do álbum "Flying Cowboys" de 1989 e que foi já vendida por cerca de 15.000 €! O disco, o primeiro de originais em dez anos, será acompanhado por um filme auto-retrato com o mesmo nome realizado por Gail Harvard e com estreia anunciada para o final deste ano. Aqui fica um pequeno trailer que anuncia este duplo regresso bem-vindo!
quinta-feira, 16 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
COURA, A PRASS(A) DA CANÇÃO!
Primeiro foram os Tame Impala, os Pond, Father John Misty e até Charles Bradley duma assentada. Pouco tempo depois juntaram-se ao grupo os excitantes The War On Drugs. Hoje, para que não restem dúvidas sobre a edição histórica do Festival de Paredes de Coura de 2015, soube-se que Mark Lanegan, os White Fence e, oh alvissaras, a menina Natalie Prass também estão alinhados para o anfiteatro junto do Tabuão. Quando é que a benção vai parar?
sexta-feira, 10 de abril de 2015
CASA DA MÚSICA, 10 ANOS É MUITO TEMPO...

muitos dias, muitos horas a cantar, diria o Paulo de Carvalho! A Casa da Música faz hoje dez anos e só à nossa conta são já, pelo menos, 88 concertos como comprova a lista abaixo. Fomos bastante entusiastas deste projecto (reparem bem na lista de 30 espectáculos do primeiro ano) mas o fulgor foi-se esvaziando e hoje a Casa resume-se aos famigerados Clubbings já que a programação pop-rock é praticamente inexistente! A variedade de estilos, que era uma imagem de marca, estreitou, mantêm-se, e muito bem, um serviço educativo activo e actuante, uma programação clássica notável e ciclos de jazz apreciáveis mas a Casa não soube ou não conseguiu marcar a cidade com uma única iniciativa de referência de música moderna... Não ficou e não existe um único festival, um ciclo de rock, indie, pop ou world-music. É pena, mas, apesar de tudo, os parabéns são mais que merecidos com a certeza de que a fotografia de cima continuará a ser, orgulhosamente, a nossa imagem de fundo do telemóvel!
2005 (30)
Radio 4/Ellen Allien/Vladislav Delay/I Wolf/Ellie/Nancy Sinatra/Richard Hawley/Roy Ayres/Funkateers/American Music Club/Warp Rec Night/Marc Moulin/Antony & Johnsons/Howe Gelb/Giant Sand/Shaeik Amad Al T/Talvin Singh/Sun Ra Arkestra/LCD Soundsystem/Carl Hanck Rux/Matthew Herbert/Plat Du Jour/Alan Courtis/Kimmo Pohjonen/Domenico+2/Seu Jorge/Irmin Schmidt/Kumo/Reel People/Giles Peterson
2006 (8)
Sofa Surfers/Kronos Quartet/Undertow Orchestra/Laurie Anderson/Antibalas Afrobeat Orchestra/Tchakare Kanye/Vetiver/Archie Shepp & Dar Gnawa
2007 (6)
Fujiya & Miyagi/Spektrum/Marcos Vale/Kassim+2/The Heritage Orchestra/Giles Peterson
2008 (11)
The Go! Team/The Whip/The Kills/Toumani Diabaté/Young Marble Giants/Vampire Weekend/These New Puritans/Lightspeed Champion/Toots & The Maytals/Dynamics/Kings of Convenience
2009 (9)
The Fall/Metronomy/Modernaire/Kid Kongo Powers/Télepathique/Konono Nº1/Batida/Rakes/Ebony Bones/
2010 (1)
Gil Scott-Heron
2011 (7)
Brad Mehhldau & Sofie Von Otter/Sharon Jones And The Dapkings/Torto/Laetitia Sadier/No Kids/Lee Ranaldo/Dean Wareham
2012 (4)
Aloe Blacc & The Grand/Darkside/Matthew Herbert/Pains of Being Pure At Heart
2013 (9)
Au Revoir Simone/Eleanor Friedberger/Sérgio Godinho/Rodrigo Amarante/Devendra Banhart/I Have a Tribe/Anna Calvi/Archie Bronson Outfit/Unknown Mortal Orchestra
2014 (3)
Bill Callahan/Sun Kill Moon/Thurston Moore
PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #12
A loja Foto Coimbra continua, com surpresa, no mesmo local da Rua St. Ildefonso! Faz revelação tradicional de fotografia e é conhecida no Porto pelos retratos de pose que insiste em efectuar pela mão de Augusta e A. de Oliveira, história já contada num artigo do "Diário de Notícias". Aí, em 2006, fala-se que a casa tinha 18 anos na família mas a sua instalação deve ser bem anterior atendendo a que o negócio era bem diferenciado! Electro-domésticos, cinema para amadores, t.s.f/rádio, fotografia e... discos, como se imprimia a letras fortes na embalagem de papel que envolvia os singles. O exemplar de cima parece ter servido para alguém levar para casa o mítico "São Francisco" do Scott MacKenzie o que nos leva a supor que o negócio vem já de finais dos anos 60 ou inícios dos 70...
There's a whole generation with a new explanation
People in motion people in motion
| Foto Coimbra, Rua St. Ildefonso, 6, Porto |
| Foto Coimbra, Rua St. Ildefonso, 6, Porto |
| Foto Coimbra, Rua St. Ildefonso, 6, Porto |
quarta-feira, 8 de abril de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
FAROL #118
A oferta tem já algum tempo mas continua a valer a pena: Ólof Arnalds, a menina do extintos (?) Múm, a (en)cantar em islandês quatro temas num EP denominado "Matador". É só preencher o email... Ficou-se ainda a saber hoje que para apresentar o novo disco "Palme" haverá concerto no auditório de Espinho a 16 de Maio próximo. Eia!
segunda-feira, 6 de abril de 2015
SHARON JONES, MAIS UMA RODELA MÁGICA!
O tema inédito "Little Boys With Shiny Toys" de Sharon Jones & The Dapkings lançado em Janeiro passado e que foi gravado durante as sessões do álbum de 2014 "Give the People Waht They Want", terá uma apetecível edição em single de vinil no próximo Record Store Day. Mais um para acrescentar à lista dos desejados, sendo que 200 exemplares aleatórios terão uma edição colorida. Funky!
THE TALLEST MAN ON EARTH, O DESCOBRIDOR!
Ao tentarem ver o audio-video do novo single de The Tallest Man on Earth não se espantem se a publicidade que antecipa a visualização disser respeito a uma conhecida marca de cerveja portuguesa! É que a canção chama-se "Sagres", estará incluída no quarto álbum do sueco Kristian Matsson que sai em Maio pela Dead Oceans e onde o músico faz o relato sonoro de diversas viagens dos últimos três anos. Em 2010 Matsson passou por Coura e talvez tenha repetido a incursão por terras lusas, onde, muito provavelmente, visitou e se inspirou no mítico promontório algarvio, o local mais ocidental da Europa. Aqui fica a "pista"...
sexta-feira, 3 de abril de 2015
ED HARCOURT, AJUDA CRIATIVA!
Um dos grandes entusiastas do Dia do Piano que se comemorou no Domingo passado foi o britânico Ed Harcourt, ele próprio um dependente assumido das teclas. O músico decidiu usar o seu estúdio para uma maratona criativa que foi transmitida em streaming e o resultado final é um tema inédito de dezassete minutos que está já disponível para audição ou compra. A peça recebeu o nome de "Restoration" depois de Harcourt ter visto o tocante documentário da BBC News sobre o único grande piano que resistiu à guerra do ano transacto na cidade de Gaza e que a organização belga Music Fund se lançou a recuperar. Para o efeito, toda e qualquer contribuição é bem-vinda. Música notável e um documento televisivo precioso e emotivo!
quarta-feira, 1 de abril de 2015
JOAN BAEZ, Coliseu do Porto, 31 de Março de 2015
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| Fotografia TVI/Reuters |
O concerto podia ter acabado ali que a noite tinha já valido a pena - sozinha em palco, guitarra nas mãos, Joan Baez desfila logo no início e duma assentada o "Donna, Donna", o "God is God" de Steve Earl e a sublime "There But Fortune" de Phil Ochs. Claro que o dedilhar das cordas já não é tão acentuado nem a voz tão cristalina, como humildemente reconhece, mas as canções tem ainda a força e a marca para fazer estremecer toda uma geração que praticamente encheu o Coliseu e que, aos primeiros versos a cappella de "Grândola Vila Morena", não se esqueceu de atirar cravos vermelhos para o palco ao mesmo tempo que entoava a todo o fôlego a canção de Zeca Afonso. Damos connosco a imaginar outros tempos de fervilhante pulsão política e cívica e o significado de pôr os seus discos a rodar no gira-discos da sala ou de uma canção a sair do rádio entre conversas inspiradoras e, talvez, conspiradoras... Por isso é que Baez se mantêm, como um prumo, na frente actual do activismo socio-político a cantar na Casa Branca para Barack Obama, a receber prémios da Amnistia Internacional ou a evocar incessantemente Joe Hill, operário lutador e nome de canção que Baez faz questão de homenagear desde Woodstock com uma versão de Earl Robinson. Mas o serão de ontem foi, acima de tudo, uma lição de história da música popular - "It' All Over Now Baby Blue" de Dylan, "Suzanne" de Cohen, "Imagine" de Lennon ou "House of The Rising Sun" dos Animals foram só alguns dos clássicos que se juntaram a (outras) pérolas como "Diamonds and Rust", "Where All The Flowers Gone", "Here's To You" e os indispensáveis "Gracias A la Vida" e "Blowing In The Wind" já no encore final, tudo com grande serenidade e mestria do trio em palco, num respeito mútuo que só a magia da música, sem idade, consegue alcançar e em tempos em que as "respostas", como sempre, continuam a soprar no vento...
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