quarta-feira, 9 de março de 2016

GEORGE MARTIN (1926-2016)














O que teriam sido os The Beatles sem George Martin? A pergunta, talvez inconsequente no dia que marca a sua morte, terá múltiplas respostas. Uma delas, contudo, será comum e abrangente - a música dos Fab Four tem na produção de George Martin (o quinto Beatle...) o condimento milagroso da eternidade, o saber dar a ouvir e a fazer invisível em cima de um palco mas decisivo atrás de uma mesa de mistura. Sir George Martin esteve no Porto em 19 de Outubro de 1995 para conduzir a Orquestra Clássica do Porto num Coliseu cheio, mas não esgotado, num evento patrocinado pela Presidência da República chamado "Beatles Pela Paz". Nem mais... Peace!    


terça-feira, 8 de março de 2016

RECORD STORE PRAY 2016







Está já disponível a lista apreciável de edições exclusivas do próximo Record Store Day que se realiza dia 16 de Abril. Como sempre, a prece está dirigida a algumas lojas online e das redondezas onde pode ser que, com sorte, deitemos as mãos a algumas destas "guloseimas".  








JEFF BUCKLEY, ELE E ELAS!






















Está marcado para a próxima sexta-feira, dia 11, o lançamento do disco "You & I" de Jeff Buckley, uma colectânea de versões e raridades solitárias que aficionados antigos e atentos há muito tempo partilhavam em catadupa religiosa. A vantagem da edição oficial permite, obviamente, um "paladar" mais cristalino e rarefeito dessas pérolas, mas muito sinceramente nada acrescenta em particular ao conhecido e imbatível talento que Buckley, de guitarra em punho, aplicava a canções que, não sendo suas, soam como se o fossem... Aproveitando a "onda" e dando seguimento a uma estratégia previamente testada, o disco vem acompanhado por um novo 7" de vinil à venda no mesmo dia em algumas lojas especializadas, onde se destaca a versão "The Boy With The Thorn Is His Side" dos The Smiths e uma cover ao vivo de "If You Know" da eterna e sempre inspiradora Nina Simone. A propósito e em dia de iluminação feminina, aproveitamos para aqui deixar a melhor versão do disco, essa sim a merecer uma outra rodela pequena!



terça-feira, 1 de março de 2016

UAUU #306

RUFUS WAINWRIGHT, SÃO SONETOS!





















No ano em que se assinalam os 400 anos da morte de William Shakespeare, a paixão de Rufus Wainwright pelos seus sonetos merecerá a edição de uma selecção de 16 desses célebres 154 poemas em forma de disco na reputada Deutsche Grammophon já em Abril próximo. Para o efeito, Wainwright escolheu boas companhias quer para a execução vocal (para além dele próprio, há contribuições da irmã Martha, de Florence "And The Machine" Welsh e da soprano austríaca Anna Prohaska) quer para a recitação dos versos (onde pontuam os actores William Shatner, Carrie Fisher, Siân Phillips e a amiga Helena Bonham Carter), tudo devidamente orquestrado pela BBC Symphony Orchestra conduzida pelo maestro Jayce Ogren. A nova aventura dá continuidade a uma primeira abordagem ao poeta inglês quando em 2009 foi convidado por Robert Wilson a musicar alguns sonetos e cujo resultado Wainwright haveria de incluir em parte no disco "Songs For Lulu" do ano seguinte. Quatro deles surgirão novamente neste novo álbum "Take All My Loves" em diferentes versões produzidas por Marius de Vries como é caso deste magnífico "A Woman's Face" (Sonnet 20).

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

STRANDED HORSE, UM LUXO!













Passaram já cinco anos desde que o francês Yann Tambour aka Stranded Horse aterrou calmamente no escuro do Passos Manuel. Fomos uns dos poucos felizardos que comparecemos ao chamamento atraídos pela singular história de um músico que, da guitarra clássica, passou para a kora africana, adornando-a à sua maneira, aprendendo e gravando com os melhores (Ballaké Sissoko, p.ex.) e viajando para Dakar para que a inspiração o arrebatasse. Foi de lá que em 2012 se atirou, sem freio, a uma versão de "Transmission" dos Joy Division que repousa num obrigatório 7" em vinil, foi para lá que voltou em 2013 onde testou as suas próprias koras feitas em casa e que evoluíram para um género muito próprio e colorido do instrumento baptizado de "formikora". Já de regresso a lar gaulês, o capítulo seguinte, que está já registado e editado desde final de Janeiro, chama-se simplesmente "Luxe" e conta com colaborações, entre outros, do colega de editora Amaury Ranger dos François And the Atlas Mountains, de Bakoutoubo Dambakhate e Puolo K. com quem gravou o referido 7" e também da contrabaixista francesa Sarah Murcia. Há por lá, claro, uma nova versão que desta vez acertou em "My Name Is Carnival" do imortal Jackson C. Frank e muita sedução que precisava, obrigatoriamente, de ser (re)testada ao vivo. Seria um luxo!    







quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

THE HIGH LLAMAS, ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!





















Sempre que o irlandês Sean O'Hogan se digna editar um disco em nome dos The High Llamas já sabemos o que nos espera. É assim há mais de vinte cinco anos desde que a interessante vida dos Microdisney se finou e uma nova receita sonora nasceu, infalível, sedutora e que imediatamente se reconhece em qualquer hora ou lugar - uma mistura de super-pop, tropicalismo e muita, mas mesmo muita, inocência. Saído em Janeiro passado, "Here Comes The Ratting Trees" é mais um bucólico álbum que dá continuidade à dúzia de outros discos entretanto editados e que resulta de um inédito espectáculo apresentado em Londres em 2014 onde a banda se misturou em palco com alguns actores para uma rábula crítica à vida contemporânea da cidade contada em historinhas. E pronto, tal como uma caixa de música macia que se fixa à caminha com umas fitinhas coloridas, andamos por estes dias embalados com estas doces melodias e um sorriso de "covinha a covinha" que se vai prolongando horas a fio... que bom soninho!        



terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

WILCO DE SECRETÁRIA!

DAMIEN JURADO, A CONSAGRAÇÃO!





















Agora sim, agora que já ouvimos devidamente o disco "Visions of Us on the Land" de Damien Jurado, não será difícil concluir que a trilogia prometida que começou com "Maraqopa" (2012) e teve continuidade com "Brothers and Sisters of the Eternal Son" (2014) tem um epilogo verdadeiramente épico. São dezassete canções de uma imensidão avassaladora onde o mundo muito próprio de Jurado recebe o abençoado e habitual "toque de Midas" de Richard Swift, transformando o álbum num requintado exercício de viagem interior onde se misturam influências, crenças e, acima de tudo, talentos. Como, erradamente, anunciamos há afinal uma data portuguesa (4 de Maio no Musicbox, Lisboa) na digressão prometida para a Primavera pela Península Ibérica (5 datas em Espanha!) e onde Jurado terá, como da última vez, companhia feminina de calibre elevado, cabendo à canadiana Tamara Lindeman aka The Weather Station fazer o obséquio da primeira parte. Aqui ficam, então, três maravilhas: o fresquinho video para a nova "QACHINA", a recordação acústica de "All For You" e uma grande canção do disco "Loyalty" de 2015 dos atraentes The Weather Station.    






sábado, 20 de fevereiro de 2016

MYLES SANKO, Casa da Música, Sala 2, Porto, 19 de Fevereiro de 2016
















O regresso de Myles Sanko ao Porto quatro meses depois do concerto com os Incognito não acontece por acaso. Notoriamente, há já um público adulto conquistado e de adesão espontânea que foi "passando a palavra" e o resultado foi uma sala cheia, bem disposta e pronta para a festa que não demorou muito a rebentar. É certo que as canções de Sanko, embebidas nas referências clássicas, não trazem de nada de novo ao sempre válido e intemporal mundo da soul, mas as letras das canções brandidas em coro particularmente pelo mulherio em pré-delírio injustificado, significava que a (alguma) rádio, a rede e a partilha facilitada conduziram Sanko a um fenómeno local (?) que, de inesperado, poderá rapidamente ganhar proporções mais abrangentes. Se os originais ao vivo, tal como nos discos, nos pareceram previsíveis já a cartada que Sanko jogou com uma escolha criteriosas de algumas versões elevou, em muito, o nível do espectáculo. Com a ajuda de um oleado combo de rectaguarda, foi com covers de Otis Redding, Marvin Gaye e até Edwin Collins (o óbvio "A Girl Like You") que o serão permitiu, como sempre, confirmar que o funk, o soul e os seus sempre novos e imortais caminhos mereciam um festival exclusivo onde estes géneros, sem dificuldade, teriam êxito assegurado... como o de ontem!    







sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

KEATON HENSON, (MUITO) BOM COMPORTAMENTO!





















Sobre Keaton Henson, e por muito que se resguarde na sombra, há sempre duas certezas - primeiro, que a actividade criativa é contínua e, segundo, tudo tem o carimbo da melhor qualidade. Exemplos? Podemos começar pelo luxuoso livro multifacetado chamado "5 Years" que reúne letras, fotografias e oito canções inéditas que se podem ouvir na totalidade abaixo, tudo adornado e ilustrado pelo próprio. Podemos saltar para o disco de nome "Behaving" que se (con)funde como um novo arrojo de veia electrónica, mas onde o piano continua a marcar o caminho e que recebeu, para além da edição exclusiva em vinil, um novo video para belíssimo tema "The River". Podemos ainda falar de um livro de poemas solitários inspirados nos concertos, em hotéis ou apartamentos e primorosamente catalogado como "Idiot Verse". Podemos acabar, por agora, com a exposição inaugurada ontem de forma privada na galeria londrina Lawrence Alkin onde repousam uma série de magníficos desenhos reunidos sob o título de "Almost Beautiful" e para os quais Henson escreveu uma banda sonora inédita só disponível como ambiente sonoro da mostra. Escusado será dizer que a maioria dos trabalhos já foram vendidos...





BAT FOR LASHES, MARQUEM NA AGENDA!

O dia, sexta, 1 de Julho. O disco, novo, de Bat For Lashes. O título, duvidoso, "Till Death Do Us Part". O primeiro single, encantador, "I Do". Parece uma boa data para casamento. Aqui fica o convite...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

MAYER HAWTHORNE, O DETECTIVE COOL!





















Sobre o disco que marca o regresso de Mayer Hawthorne, que só chega em Abril, o conceito assenta na experiência própria de viver numa grande cidade (Los Angeles), as festas, os artistas e os romances e em que cada canção é um capítulo pessoal dessa vivência. Para o efeito, o homem largou os óculos, arranjou um chapéu à maneira, engraxou os sapatos e, pronto, dá para tudo, até para encarnar (vide video de "Cosmic Love abaixo) um género de David detective e protector de Maddie como no memorável "Modelo e Detective" do final dos anos oitenta... e que terá mais duas sequelas prometidas. A música, pelas amostras, continua macia, adorável e a puxar para pista de dança como convêm em que quase tudo ficou nas mãos do polivalente Mayer. Confissões e outras histórias - a obssessão por discos de 7", por exemplo - podem e devem ser confirmadas aqui. Cool!  





UAUU #304

MEMORABILIA #18





















Na chuvosa manhã de sábado passado, ali parados a contemplar a ruína à espera do verde do semáforo, o desgosto conduziu-nos involuntariamente a um leve abanar de cabeça... O quase irreconhecível edifício da Praça da República onde funcionou o Instituto Francês do Porto vai-se desfazendo e enegrecendo a olhos vistos, um encerramento e um posterior incêndio que nunca foram bem explicados e, pior, não devidamente solucionados. Por lá passamos horas infinitas de diversão no jardim traseiro, onde havia um espectacular retiro azulejado perfeito para umas futeboladas e correrias, e também importantes momentos de aprendizagem nas diversas salas do palacete, desde as da cave ate às dos dois andares superiores, as preferidas já que permitiam, à saída, percorrer as escadas sentados no corrimão de madeira em jeito de escorregão, desafio e hábito trazido do velhinho Liceu Rainha Santa Isabel da Rua do Heroísmo. A tradição familiar impôs-nos, desde o secundário, a frequência de verdadeiras lições de língua francesa, o que o Instituto cumpria rigorosamente já que a maioria dos professores, nativos de França, mantinham uma exigência pedagógica onde as acentuações e as regras gramaticais eram pedra de toque obrigatórias e tormentosas. Mas a essa formalidade juntava-se um imenso gosto pela cultura francesa onde as incontornáveis gastronomia, literatura e música ocupavam lugar destacado e que tinham na excelente biblioteca do Instituto um recurso permanentemente actualizado com livros, jornais, revistas e discos... em vinil!

Foi um deles que imediatamente nos veio à memória naquele momento. Trazido debaixo do braço da professora, Madame Millez de seu nome, enorme senhora de arqueado e intocável penteado branco, ela invadia a sala já a cantarolar o "La Bohême" de Charles Aznavour, canção que, como muitas outras de Brel, Piaf ou Bécaud, haveríamos de ouvir vezes sem conta até que a destrinça e a compreensão da letra não permitisse dúvidas. Repetido, muitas vezes a pedido, pelo mágico levantar da agulha do gira-discos previamente instalado na sala, esse clássico de Aznavour era (é!) um hino fascinante e intemporal à cidade de Paris e, já agora, à cultura gaulesa, que permitia ainda que a saudosa professora não dispensasse uns passos de valsa quando a canção se aproximava do fim para gáudio e sorriso colectivo da turma! Uma ida a Paris em 1985 (?), a primeira, numa viagem de uma semana organizada pelo próprio Instituto, foi o culminar desses tempos mas nessa época já os nossos gostos musicais começavam a apontar mais a Norte - os Smiths e os The Sound rolavam já em K7's gravadas em Campanhã onde o amigo HugTheDj mantinha e fazia crescer uma notável colecção de discos - lembramos bem que, a seu pedido, trouxemos da capital francesa o vinil do "Treasure" dos Cocteau Twins, uma verdadeira raridade por cá e que compramos numa enorme FNAC em pleno Centro George Pompidou.    

Quando retomamos o hábito do vinil, deparamos amiúde com singles de cantores franceses que fomos "catando" em catadupa, hábito que resultou já numa caixa inteira de referências desses tempos do Instituto Francês. Um dos primeiros que recolhemos, gasto e usado até à exaustão, foi a rodela pequena do "La Bohéme" editada em 1965 que acima se reproduz e que, mesmo assim, é a que menos vezes aparece entre os muitos que Aznavour editou, talvez porque a canção seja mesmo a que muitos procuram ou insistam em guardar, merecidamente, para sempre. Bem dita nostalgia!              

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

PROMISED LAND SOUND, IRRESISTÍVEL!

O disco, o segundo, dos Promised Land Sound saído em Outubro passado é um daqueles casos de crescimento sustentado em talento. Aveludado, o travo americano tem as castas certas em Dylan, America ou até Midlake e o título do álbum - "For Use And Delight" - deve ser, literalmente, cumprido, respeitado e apreciado. Irresistível!





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

CAR SEAT HEADREST DE SECRETÁRIA!

LIANNE LA HAVAS À GUITARRA!





















Tem poucos dias um novo EP da maravilhosa Lianne La Havas que pegou em algumas canções do álbum do ano passado "Blood", tirou-lhe os arranjos e orquestrações e sozinha com a guitarra, a fazer lembrar os tempos do início de carreira, torna a infringir-nos saborosas arritmias sonoras de alto calibre como este "Fairytale", um inédito simplesmente majestoso. La Havas vai partilhar uma digressão de Outono com Leon Bridges por terras americanas, numa parceria que, sem ser um conto de fadas, seria de bom gosto trazer até cá...    

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O AMOR ESTÁ NA CHUVA!

Chuva, namorados, amor, amor, namorados e chuva.
Dia perfeito para esta maravilha... 'cause hung-ups need company!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

UAUU #303

JULIA HOLTER, A MENINA DA RÁDIO!













O nosso fascínio pela música de Julia Holter é constante. Desde que deitamos os ouvidos a "Ekstasis", já lá vão quatro anos, que não há forma de disfarçar a paixão que, em boa hora, confirmamos ao vivo numa pequena mas vibrante sala de Guimarães. A norte-americana, para "castigo" nosso, tem elevado sempre a fasquia a níveis desmesurados com álbuns perfeitos como "Loud City Song" de 2013 e "Have You In My Wilderness" de 2015, ambos rotulados como os melhores de cada ano aqui na casa, não por não terem existido concorrentes de qualidade, mas porque a escuta certa derruba eventuais argumentos. Na marcação cerrada que mantemos à sua vida artística (já agora, há um novo video para "Everytime Boots"), é com satisfação que verificamos que tamanhas virtudes produzem efeitos imediatos para quem andava distraído e as sessões de rádio por onde Holter tem passado nos últimos meses confirmam este feitiço, seja na BBC inglesa ou nas míticas KEXP ou KCRW americanas, momentos que abaixo se reproduzem. Seria bom que a milagrosa vinda ao Porto para o Primavera Sound a levasse a uma rádio ou televisão qualquer para que uma merecida multiplicação do seu talento não deixasse dúvidas a ninguém. Ficamos, perdidamente, à espera!    





BILLY RIDER-JONES, VERSÕES CASEIRAS... MUITAS!





















Dono de um grande disco em 2015 intitulado "West Kirby County Primary", o profícuo e talentoso Billy Rider-Jones desde que deixou os The Coral não tem mãos a medir: bandas sonoras, álbuns instrumentais, colaborações e contribuições diversas com, entre outros, os Last Shadow Puppets ou Artic Monkeys (com quem tocou guitarra na digressão de "AM" e que, supostamente, andou pelo SBSR/Meco de 2013 e, talvez, no Alive de 2014) e até gravações caseiras, muitas, de versões. Neste último capítulo, há já três volumes disponíveis para aquisição no seu Bandcamp, não deixando de arriscar um "River Man" de Nick Drake de belo efeito (coincidência, ou não, Jones têm concerto marcado para o Lunar Festival em Junho que decorre em Tanworth-In-Arden, local onde Drake viveu e acabou por falecer). Entre altos e baixos da enorme variedade, enquanto não deve tardar novo volume, escolhemos estas três variações suspirando que a digressão europeia que em Março chega a Espanha se estenda um pouquinho mais até ao Atlântico...       






quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

BRUCE SPRINGSTEEN, NASCIDO PARA ESCREVER!





















O livro que há muito se pedia e adivinhava vai finalmente ver a luz do dia. A auto-biografia de Bruce Springsteen chama-se naturalmente "Born To Run" e estará nas livrarias no final do próximo mês de Setembro. Trata-se de uma aventura inédita que começou em 2009 após a actuação no intervalo do Super Bowl americano e o conteúdo restrito e privado do relato de uma vida promete revelações e confissões surpreendentes como a que rodeou a composição de "Born To Run", um hit planetário incluído no disco com o mesmo nome de 1975 e que, afinal, esconde outras histórias... Para quem, como nós, tem evitado livros não oficiais, não haverá então como resistir!

3X20 FEVEREIRO













SÃO DUETOS, SENHORES!















A amizade antiga de Sam Beam/Iron & Wine e Jesca Hoop terá finalmente direito a um disco inteiro de canções em jeito de duetos em que o tema principal será, evidentemente, o amor. A preciosidade está já baptizada de "Love Letter for Fire" tem selo da SupPop, data marcada de desenlace - 15 de Abril próximo - e regista a primeira vez que ambos partilham a até agora solitária tarefa da composição. Os treze temas foram gravados em Porland com a ajuda de diversos músicos de eleição como Glenn Kotche dos Wilco ou Eyvind Kend dos The Decemberists, tudo com uma classe que antecipadamente se adivinha e confirma neste maravilhoso "Every Songbird Says". Queremos mais, rápido!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

UAUU #302


CHARLES BRADLEY, AO VIVO E A PRETO E BRANCO!





















Enquanto não chega o novo álbum de Charles Bradley de nome "Changes" previsto para Abril, a Daptone Records inicia a edição de uma nova série de gravações ao vivo - Live From The House Of Soul - precisamente com o mestre da soul. O registo foi captado no pátio traseiro da sede da companhia em Brooklyn, Nova Iorque, onde em 2014 sete canções receberam um tratamento protector a preto e branco com a contribuição da Menahan Street Band e a produção do guitarrista e amigo Tommy Brenneck, ele próprio um elemento essencial dos The Dap King e da Budos Band. Aqui fica um bocadinho saboroso do filme a que juntamos, mais uma vez, o novo e irresistível "Changes".



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

MEMORABILIA #17





















A história que aqui trazemos no dia de hoje há muito que estava para ser escrita. O novelo que ela encerra começa a desenrolar-se a partir de uma simples mas saborosa coincidência com mais de dezassete anos e, por isso mesmo, de difícil memória e a pedir paciência da vossa parte. Começa assim...
Era uma vez quatro primos, entre os quais nos incluímos, que decidiram em 1998 marcar uma viagem de verão à Irlanda e Irlanda do Norte. Nada de transcendente atendendo à beleza do território mas com uma condicionante de última hora - uma semana antes da data da partida (15 de Agosto de 1998) o Reino Unido sofreu um dos piores atentados terroristas perpetrados pelo IRA na localidade de Omagh em pleno Ulster, onde um carro bomba tirou a vida a 29 pessoas e feriu mais de 200! A família sobressaltada recomendou o adiamento, a agência de viagens avançava com algumas reservas, mas a inquietude juvenil e alguma persistência levou-nos a manter o plano.
Chegada a Londres, aluguer de carro, descida até sul de Inglaterra, subida ao País de Gales, ferry para atravessar para a República da Irlanda, visita a Dublin, tudo em regime atraente de bed & breakfast, alguns sobressaltos de condução, paisagens fabulosas, cervejas e carnes da melhor qualidade e entrega do carro final marcada para Belfast de onde viajaríamos até Londres em trânsito para o Porto. O ponto de entrega já aquando do processo de aluguer no Aeroporto tinha merecido por parte do funcionário local alguns reparos atendendo ao período tenso que se vivia, o que rapidamente constatamos quando, no fim-de-tarde agendado, chegamos à cidade - ruas sem vivalma, carros patrulha em circulação lenta e um natural regime de recolhimento. Foi a única dormida em sete dias num chamado hotel e antes do sono, ainda em pleno dia, decidimos dar uma volta ao quarteirão. Aqui começa, então, a história que interessa para tão prolongado intróito!

Numa das ruas e sem cafés abertos decidimos, por insistência nossa, entrar numa das poucas lojas em funcionamento - uma loja de discos, claro, para passar tempo e, já agora, talvez comprar algumas pechinchas. No auge do CD e depois de algum tempo a percorrer as prateleiras, pegamos em dois discos de Andy White que desconhecíamos e fomos pagar. O homem por detrás do balcão ficou de boca aberta! Iniciou-se então um inquérito estranho mas natural - de onde éramos, como raio é que viemos ali parar e um carregado "caramba, em tantos discos escolheste logo dois do amigo Andy White!". Seguiu-se uma série de confissões - que Portugal era excelente, que a comida era a melhor do mundo e que tinha sido aqui o único local do planeta onde tinha ouvido uma canção de Andy White na rádio! Lá confessamos gosto pelas suas canções, que o tínhamos visto ao vivo há alguns anos atrás (29 de Novembro de 1990) na primeira parte de um concerto dos Vaya Con Dios no Porto e que até acabamos a beber uns copos com ele no bar do pavilhão Infante Sagres... Quanto ao privilégio radiofónico, teria sido de certeza no "Som da Frente" do António Sérgio, ele mesmo um aficionado do cantautor natural de Belfast e que, quase que juramos, teria comparecido nessa altura no programa do mestre para tocar algumas canções e trocar algumas palavras (quem ajuda?). Vai daí, o nosso entusiasmado anfitrião mandou-nos esperar um pouco, abriu a porta de um pequena arrecadação e, na volta, ofereceu-nos dois discos de vinil de Andy White, um deles o que acima se reproduz editado pela própria loja, o 12" do tema "Six String Street" com desenho de capa do próprio White, entre um forte aperto de mão e votos de boa viagem!

Pois bem, no retomar desta verdadeira memorabilia e com o novelo a desenrolar-se sem freio, acabamos por confirmar o agora óbvio - a loja e editora em questão chamava-se Good Vibrations e o homem desse encontro imediato, bastou ver uma das fotografias pela rede para o confirmar, era Terry Hooley, uma lenda viva do panorama punk-rock de Belfast e do Reino Unido que gravou e contratou os tenros Undertones de "Teenage Kicks", a icónica canção preferida de John Peel. A sua vida já deu um filme de nome "Good Vibrations" estreado em 2013, há planos para uma versão teatral e a loja com o mesmo nome só encerrou o ano passado por doença do próprio Hooley depois de vários contratempos e vicissitudes, como um inexplicável incêndio em 2004 que destruiu o quarteirão, queimando literalmente todos os discos e a história da música local. Da viagem a Portugal há um curioso vestígio, um galo de Barcelos colado no frigorífico lá de casa enquanto se mantêm activo na rede e a rodar música nos bares da cidade!

Quanto a Andy White, emigrado na Austrália, continua felizmente a gravar discos e numa das fotografias surgida nesta nossa pesquisa parece-nos estar à porta da tal loja a tocar para os transeuntes certamente a pedido do amigo Hooley. O disco oferecido da nossa colecção continua disponível, entre quase todos, para venda e agora só falta mesmo ver a película que rapidamente acabamos por encomendar na expectativa de fechar um curioso círculo em que a sempre vibrante história rock & roll é fértil...

I wanna holdher, wanna hold her tight
Get teenage kicks right through the night
Alright

                                        
                 






quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

PRIMAVERA SOUND PORTO: BINGO FLOP!

























A nossa aposta de ontem foi quase perfeita - acertamos em 3 números (PJ Harvey, Savages, Brian Wilson) e duas estrelas (Julia Holter e Destroyer). Fica um grande amargo de boca pelos Last Shadow Puppets e o Richard Hawley não estarem no alinhamento, o que torna o cartaz deste ano no mais fraquinho até à data. Pelo menos vamos finalmente ouvir e sentir isto ao vivo...



PS: contamos, por alto, 8 repetições (Beach House, Wild Nothing, Ty Segall, Deerhunter, Explosions In Th Sky, Savages, Dinosaur Jr., Shellac) o que para um festival na quinta edição nos parece demasiado... triste. Percebe-se agora porque é que não houve este ano cerimónia de apresentação pública do evento!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

PRIMAVERA SOUND PORTO: AMANHÃ ANDA À RODA!





















Amanhã, dia 4 de Fevereiro, veremos a nossa sorte no euromilhões dos concertos.
A nossa aposta simples é esta:
5 números: PJ Harvey, Last Shadow Puppets, Richard Hawley, Brian Wilson, Savages
2 estrelas: Julia Holter, Destroyer.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

OUGHT MEU DEUS!





















Os canadianos Ought foram uma das surpresas do Primavera Sound portuense do ano passado, um concerto de fim de noite rugoso e lustroso que serviu para destapar um pouco do novo álbum. Esse disco chamado "Sun Coming Down" talvez seja um daqueles casos de falta de atenção colectiva onde desgraçadamente nos incluímos já que a grandeza do registo vai aumentando a cada audição. O tema "Beautiful Blue Sky" merecia mesmo fazer parte da nossa ou outra qualquer lista de canções de 2015 e sempre que o ouvimos damos connosco a matutar o que o saudoso António Sérgio faria com tamanha pérola... Meu Deus!  

UAUU #301

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

EL VY DE SECRETÁRIA!

CHK CHK CHK, SEMPRE EM FESTA!





















O colectivo californiano Chk Chk Chk (!!!) comandado pelo irrequieto Nic Offer editou em 2015 o seu sexto registo longo a que chamou "As If". Quem, por acaso, ouviu nas nossas selecções 3X20 dos últimos meses pode reparar que há por lá quase obrigatoriamente um tema retirado desse disco, um vício a que não conseguimos resistir muito à custo de uma balanço funk-dance-punk a que a banda nos foi habituando ao longo dos anos. Então ao vivo, muito por culpa do espectáculo Offer, tamanha agitação ganha contornos caóticos como os que aconteceram no Primavera Sound portuense de 2014 e que, talvez, se venha a repetir num fim de noite de um qualquer festival nacional (certo é que eles já estiveram em quase todos, só faltará o Serralves em Festa!). A última "aparição" tem poucos dias e resume-se a uma paródia a cargo, claro, de Offer em versão "emplastro" que serviu para fazer saltar mais um single gingão e a que decidimos juntar outros dois mais antigos, é certo, mas igualmente irresistíveis. Party!!!         





BEN WATT, A TERCEIRA VEZ!













A sugestão do início do mês caída na rede pareceu-nos irresistível - tornar a ouvir o primeiro álbum a solo de Ben Watt editado em 1983 e onde cabia também um fabuloso EP com Robert Wyatt. Tem sido nas últimas semanas um prazer renovado a sua escuta, canções sem tempo nem lugar em que a cara metade dos Everything But The Girl se mostrava timidamente ao mundo. Foi preciso esperar por 2014 para que Watt gravasse novamente um disco a sério e "Hendra" foi, sem dúvida, uma boa surpresa que contava com a colaboração decisiva de Bernard Butler, fundador e mentor dos saudosos Suede. Aproveitamos para recordar uma das canções primaveris que resultou desta colaboração, aqui numa versão ao desafio, parceria que se estende no corrente ano a uma intensa digressão com paragem no Primavera Sound Barcelona mas infelizmente já sem espaço (agenda!) para se repetir no Porto. Ah, é verdade, Ben Watt que também se dedica de alma e coração à escrita, gravou já um terceiro disco de originais chamado "Fever Dream", sai em Março, e tem neste fabuloso "Gradually" um primeiro avanço com direito a pequeno filme registado em Hackney e Islington no Norte de Londres pelo jovem realizador galês John Jeanes.    



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

JEFF BUCKLEY, UMA PESSOA COMUM!





















O anunciado disco de versões de Jeff Buckley chamado "You And I" que a Columbia Legacy promete para Março próximo teve já uma antecipação irresistível. No âmbito da Black Friday de Novembro passado e com o selo da "Record Store Day" saiu um single de 7" com a cover de "Everyday People", canção de 1968 da Sly And The Familly Stone, um dos primeiros êxitos da banda a alcançar o número um de vendas americano e que seria incluído no álbum do ano seguinte "Stand". É essa malha que surge no lado B da pequena rodela o que a torna numa saborosa peça de colecção onde a inédita interpretação de Buckley surge quase acústica e sem a veia pop-soul do original, mas definitivamente clássica. A mensagem ("no better / and neither are you / we are the same / whatever we do"), essa continua mais que actual e necessária!



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

LA SERA, MÚSICA PARA OUVIR MÚSICA!





















O regresso da menina Katy Goodman e o seu alter-ego La Sera está marcado para o mês de Fevereiro. A onda é desta vez mais pop, sem o vinco quase punk do anterior disco ("Hour Of The Dawn" de 2014) muito à custa da parceria com Todd Wisenbaker, guitarrista e co-autor das canções que surgirão neste novo "Musis For Listening To Music To". O agora duo e, ao que parece, casal oficial, tem a colaboração de Ryan Adams na produção, uma ajuda que resulta da colaboração de Wisenbaker com o próprio Adams no registo das guitarras do inusitado álbum de versões de Taylor Swift. Aqui ficam as primeiras notas...

UAUU #300

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

THE ARCS DE SECRETÁRIA!

LITTLE WINGS, UMA LENDA VIVA!





















O nome Little Wings era aqui na casa, até há pouco tempo, um projecto com quem Feist tinha realizado um dueto em 2010 para incluir num DVD retrospectivo da canadiana e que, na altura, não deixamos de partilhar por aqui. Só que atrás desse nome está Kyle Field, um multifacetado artista californiano que também é ilustrador ou pintor e que gravou já mais de uma dúzia de discos de uma doçura inexplicável, seja pela ambivalência da voz seja pela remarcável beleza dos temas que balançam entre o intemporal Brian Wilson, Bonnie Prince Billy, Devendra Banhart ou o incontornável Bill Callahan. O último álbum "Explains" lançado em Maio de 2015 é o exemplo perfeito desta grandeza, uma pérola de onze nichos/canções que o elevam a um estatuto de "lenda viva" por gente como os Real Estate ou Kevin Morby. Agarrem-no logo que possam...






segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

domingo, 24 de janeiro de 2016

JACCO GARDNER, Café Concerto CCVF, Guimarães, 23 de Janeiro de 2016

















Desde que se estreou em 2011 por terras lusas ainda encoberto no duo The Skywalkers, o holandês Jacco Gardner tem repetido a visita em diversas ocasiões ora em salas da Invicta (Hard Club em 2015 e Passos Manuel em 2014) ora em ambiente de festival como no Milhões barcelence de 2013. Só desta vez, contudo, tivemos a felicidade de comparecer à celebração nocturna, um serão bem preenchido de público e com ambiente bastante acalorado a puxar à bebida, onde, sem contemplações, desfilaram as canções do último "Hypnophobia", expressão alusiva a um certo medo de dormir que funciona como um exercício de psicadelismo sem idade e de elevado calibre. O álbum em versão ao vivo é ainda mais vibrante muito à custa de um poderoso colectivo instrumental que rapidamente espalhou uma dose de intensidade eficaz em canções como "Outside Forever" ou "Before Down", quase dez saborosos minutos de transe hipnótico! Simples, eficaz e, acima de tudo, cativante e sem rodeios, tamanha receita sonora estava bem espelhada nos rostos de um plateia satisfeita e que, sem esforço, se tornou já um público fiel. É só esperar pela próxima oportunidade que, como prometido, estará já agendada para muito em breve...        








sábado, 23 de janeiro de 2016

(RE)LIDO #74



















SÓ DESISTO SE FOR ELEITO
de Manuel João Vieira. Lisboa: Artemágica, 2004
"Só desisto de beber se for eleito"
"Mais sério do que isto já não é política, já é vida real"
"Portugal está uma pia. Vieira promove utopia"
Em dia de reflexão para a eleição presidencial de amanhã, estes três slogans do candidato Vieira da campanha de 2001 continuam e, certamente, continuarão a fazer todo o sentido. Atendendo à qualidade da discussão entre os dez cidadãos candidatos em 2016, atendendo ao (não) estado do país, atendendo à nossa indecisão em quem votar, é pena que o candidato Vieira não tenha desta vez avançado seriamente para Belém apesar de não ter deixado de comparecer nas ondas hertezianas. Teria elevado em muito o dia-dia dos penosos últimos quinze dias. Como diria o próprio, "vou ser eleito porque é impossível ganhar", o que nos remete para a brilhante crónica de Ferreira Fernandes no "Diário de Notícias" de hoje, uma utopia sarcástica que responde a esta verdadeira pantomina em que se transformou a política e, acima de tudo, a classe dos políticos. O Pacheco Pereira disse que não sabia ainda em quem iria votar, o que é o estado de alma de uma imensidão de portugueses envergonhados com quem os poderá a vir a presidir. Talvez a leitura deste repositório de "ideias", as tais que os candidatos dizem sempre apresentar, permitisse melhorar a colorir o cinzentismo do debate. É que se for para nos dar música como a que foi "tocada" nos últimos oito anos, então que seja música de qualidade... sempre vamos, pelo menos, sorrindo!            





quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

WHITE DENIM, PRONTOS A ESTOURAR!





















Com dois grandes discos já editados ("D" e "Corsicana Lemonade") que aqui pela casa continuam a fazer furor, os White Denim regressam em 2016, ano que, esperamos, lhes faça finalmente justiça e multiplique o êxito. Reconhecidos como uma máquina de rock psicadélico e de todos os outros afluentes, que impressionam também ao vivo - que o digam os Tame Impala que o confessaram de viva voz para a posteridade - o álbum receberá o simples título de "Stiff", sai em Março e a digressão que se segue promete agitar grandes plateias como as que estão já agendadas para vários festivais americanos e que certamente também dará a volta à Europa. Aqui fica o primeiro estouro...

UAUU #298

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

IRRESISTÍVEL PROFESSOR GONZALEZ!















Ao longo de 2014 e 2015 e a convite do canal alemão WDR1, o irrequieto Chilly Gonzalez tem desconstruído algumas canções pop ao piano num programa intitulado "Chilly Gonzalez Masterclasses: Pop Music". Será difícil escolher um destes hilariantes momentos de pedagogia musical, uma mistura confluente de classicismo, antiguidades ou pérolas sem idade, que só o talento arrebatador do "musical genius" canadiano permite e que nos cola ao ecrã instantaneamente. Irresistível! Aqui deixamos duas abordagens em que se eleva o génio de Bowie, um deles integrante do documentário "David Bowie, L'Homme Cent Visages" que o canal France4 emitiu no passado da 6 para assinalar o lançamento do disco "Blackstar" (para ver na sua totalidade já no Youtube).



NATALIE MERCHANT DE SECRETÁRIA!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ELEANOR FRIEDBERGER, NOVO OLHAR



















Estará cá fora dia 22 de Janeiro o novo álbum de Eleanor Friedberger chamado "New View". Para além de um recente video para o tema "Sweetest Girl" a artista passou pelo estúdio/arquivo improvisado da revista Paste e deixou-nos alguns pedacinhos a solo que talvez se repitam por perto na digressão que a trará à Europa já em Fevereiro. Pode ser que...





BOWIE, RECORDANDO ALVALADE!

                                          Arquivo "Diário de Notícias"










Arquivo "Diário de Notícias"




















14 de Setembro de 1990. Rumo ao Estádio de Alvalade, que era para ser o Restelo, viajamos à bolina do Porto para Lisboa na companhia dos amigos HugTheDj, mastigamos qualquer coisa rápido numa "lanchonette" e saltamos para o meio dos vinte mil que esperavam David Bowie há muito tempo. Ontem, via RTP Memória, foi com um nozinho na garganta e um brilhozinho nos olhos que recordamos essa noite para todos os efeitos memorável que, na altura, a RTP transmitiu (em directo?) e onde desfilaram as canções que todos queríamos sentir! Não percam (grande serviço público)!



segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

DAVID BOWIE (1947-2016)
















Não saberíamos nunca como dar esta notícia porque, mesmo não parecendo, David Bowie era mesmo deste mundo de terra azul. A sua morte, tal como a sua vida, será sempre um misterioso ponto de partida... Peace!    

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

FAMÍLIA VOLEIBOLÍSTICA!




















Estes quatro miúdos de Cheltenham, Filadélfia, E.U.A., andam a estudar juntos (?) na mesma escola e decidiram formar uma banda, o que acontece, e ainda bem, um pouco por toda a parte. Surpresa agradável e inédita (?) é o nome artístico escolhido para o projecto - Family Volleyball! Nós que durante anos a fio sempre fizemos parte de uma dita família voleibolística, ligação umbilical cada vez mais informal que ainda mantemos às sextas-feiras à noite, só temos é que que lhes dar os parabéns mesmo não sabendo se são praticantes da modalidade mais bonita à face da terra ou se, simplesmente, escolheram o nome porque soa bem. Quanto à música, há já dois Ep's editados cheios de guitarras atraentes e uma sessão no programa "The Key Studio Sessions " da WXPN, rádio universitária da cidade, onde se confirmam todas as esperanças... voleibolísticas!              

THE INNOCENCE MISSION, DE OLHOS EM BICO!





















Sobre os The Innocence Mission é melhor tentar não dizer muito... basta ouvir as suas canções e os seus discos como o último editado em Outubro passado para os transformar num caso de avareza sonora que queremos só nosso, só para nós! Para acompanhar a edição desse último álbum pela Ásia, a editora japonesa P-Vine convidou o crítico musical Yuki Yamamoto para escolher duas dúzias de canções da dupla Karen e Don Peris a incluir numa compilação exclusiva chamada "For Quiet Corner" com a habitual e linda capa a cargo da própria Karen. Entre versões e um inédito, há pérolas atrás de pérolas para ouvir enquanto a chuva cai ao jeito de um desumidificador sonoro que nos aquece sem contemplações. Não resistimos, contudo, a trazer até aqui este encantador "When the One Flowered Suitcase" do recente "Hello I Feel The Same" numa versão radiofónica enquanto suspiramos por uns raios de sol...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

BOWIE VINTAGE!

É puro deleite...

STONES EM EXIBIÇÃO














É uma das grandes exposições marcadas para o novo ano e promete! Os Rolling Stones e tudo à volta a partir de 5 de Abril na Saachi Gallery de Londres num projecto apropriadamente intitulado "Exhibitionism". Já há bilhetes. Dá mais que vontade de regressar a terras britânicas...