quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
3x20 ESPECIAL 2016
20 CANÇÕES X 20 ÁLBUNS X 20 CONCERTOS
+ 10 Low + 10 High 2016
Do nosso 2016 elegemos isto... e já não é pouco!
20 Canções:
1. THE DIVINE COMEDY - To the Rescue »
2. DRUGDEALER - Suddenly »
3. CASS McCOMBS - Opposite House »
4. KEVIN MORBY - Drunk and on a Star »
5. THE LAST SHADOW PUPPETS - Aviation »
6. JULIANNA BARWICK - Beached »
7. WHITNEY - No Woman »
8. RYLEY WALKER - The Roundabout »
9. BIG THIEF - Interstate »
10. LAURA GIBSON - Not Harmless »
11. ANGEL OLSEN - Those Were the Days »
12. DAVID BOWIE - Dollar Days »
13. CAR SEAT HEADREST - Drunk/Killer Whales »
14. METRONOMY - Night Owl »
15. ANDY SHAUF - Eyes of Them All »
16. HOPE SANDOVAL & THE WARM INVENTIONS - Let Me Go There (feat. Kurt Vile) »
17. THE STROKES - Oblivious »
18. PETER BRODERICK - Sometimes »
19. BAT FOR LASHES - Sunday Love »
20. FOXYGEN - Follow the Leader »
20 Álbuns:
1. KEVIN MORBY - Singing Saw
2. DAVID BOWIE - Blackstar
3. BIG THIEF - Masterpiece
4. RYLEY WALKER - Golden Sings That Have Been Sung
5. JULIANNA BARWICK - Will
6. ANGEL OLSEN - My Woman
7. CASS McCOMBS - Mangy Love
8. LAURA GIBSON - Empire Builder
9. RADIOHEAD - A Moon Shaped Pool
10. WHITNEY - Light Upon the Lake
11. THE DIVINE COMEDY - Foreverland
12. ANDY SHAUF - The Party
13. JESU/SUN KILL MOON - Jesu/Sun Kill Moon
14. DRUGDEALER - The End of Comedy
15. BADBADNOTGOOD - IV
16. DEVENDRA BANHART - Ape In Pink Marble
17. CASE/LANG/VEIRS - Case/Lang/Veirs
18. ALEX CAMERON - Jumping the Shark
19. WEYES BLOOD - Front Row Seat To Earth
20. LEONARD COHEN - You Want It Darker
20 Concertos:
1. BRIAN WILSON, Primavera Sound, Porto, 10 de Junho »»
2. CAR SEAT HEADREST, Primavera Sound, Porto, 11 de Junho »»
3. KEVIN MORBY, Auditório de Espinho, 25 de Novembro »»
4. WILCO, Palácio de la Opera, A Coruña, 29 de Junho »»
5. PETER BRODERICK, Casa da Música, Porto, 3 de Novembro »»
6. SCOTT MATTHEWS, Casa da Criatividade, São João da Madeira, 28 de Outubro »»
7. ALEX CAMERON, Café Au Lait, Porto, 20 de Outubro »»
8. CATE LE BON, Primavera Sound, Porto, 11 de Junho »»
9. WEYES BLOOD, CCVila For, Guimarães, 3 de Dezembro »»
10. LAURA GIBSON, CAV, Coimbra, 16 de Setembro »»
11. PJ HARVEY, Primavera Sound, Porto, 10 de Junho »»
12. ORCHESTRA OF SPHERES, Teatro Rivoli, Porto, 3 de Junho »»
13. ALEX ZHANG HUNTAI, DAVID MARANHA, GABRIEL FERRANDINI, Serralves em Festa, Porto, 5 de Junho »»
14. JULIANNA BARWICK, GNRation, Braga, 28 de Novembro »»
15. HEATHER WOODS BRODERICK, Convento de São Francisco, Coimbra, 18 de Novembro »»
16. CASS McCOMBS, Primavera Sound, Porto, 10 de Junho »»
17. KRISTIN McCLEMENT, O Meu Mercedes..., Porto, 4 de Abril »»
18. WILD NOTHING, Primavera Sound, Porto, 9 de Junho »»
19. HANNA HEPPERSON, Maus Hábitos, Porto, 13 de Outubro »»
20. JACCO GARDNER, CCVila Flor, Guimarães, 23 de Janeiro »»
10 Low:
. a imprevisibilidade explosiva de uma Trumpalhada;
. a fatal arrogância tuga de um ministro da cultura ;
. a confusão brasileira a cheirar a golpe num país adiado;
. o cartaz fraquinho, fraquinho de Paredes de Coura;
. um incómodo Nobel literário;
. a lenta e tardia saída inglesa da UE;
. a confusão anárquica do trânsito na baixa do Porto;
. a degradante prisão de um fugitivo em directo televisivo;
. a quase extinção da crítica musical no "Ipsilon/Público";
. George Martin, Prince, Sharon, Cohen, Bowie... Peace!
10 High:
. o minuto 109, o chuto do Éder, o delírio colectivo, o melão francês;
. um presidente da república em modo pop eficaz;
. a conversa e os autógrafos com os seis Wilco, finalmente;
. o novo homem ONU, um português de consensos... esperemos;
. a polémica José Cid vs Bragança de que já ninguém se lembra;
. a menina Cate Le Bon no Parque da Cidade... uau!
. ter os famosos Miró depositados, mas à vista, na cidade;
. a boa onda colectiva embalada pelas canções de Brian Wilson;
. o regresso do bom vinil à radio pela mão de Joaquim Paulo/Antena3;
. a chegada serena dos 50 entre amigos e família!
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
PRIMAVERA SOUND PORTO: OS NOMES!
Vejam o filme rodado na Invicta e descubram os nomes para o próximo Primavera Sound Porto! Algumas boas surpresas e, como sempre, algumas desilusões. Check!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
JULIA HOLTER, PRIMEIRA SESSÃO!
A reputada casa inglesa Domino Records tem para o novo ano uma grande aposta - uma série de discos reunidos sob o nome de "Documents" onde alguns artistas do seu catálogo são registados em actuações ao vivo de grande qualidade e fidelidade mas sem a presença de público. A inspiração provem das clássicas BBC Sessions e os takes são resultado de um ou dois dias num estúdio londrino tal como acontece com o primeiro volume a editar no final de Março. A escolhida foi Julia Holter que em Agosto passado juntou a banda no lindíssimo Rak Studios para uma colecção de, pelo menos, dez canções sob o título de "In The Same Room", nome de um original saído no álbum "Ekstasis" de 2012. Aqui fica um primeiro e inebriante avanço...
MERCADO 48, DOIS ANINHOS!
O Mercado 48 na Rua da Conceição está a comemorar o segundo aniversário e depois do Chico Ferrão no passado sábado, chegou a nossa vez de tirar o pó aos discos entre compras únicas e lindas e um copito para aquecer. Haverá ainda a oportunidade de apreciar as novas ilustrações da amiga Cristina Costa, o que é sem dúvida um privilégio. Apareçam, é já amanhã!
JOSH ROUSE SEM PROBLEMAS!
O regresso já por aqui anunciado de Josh Rouse aos EP's inclui a fabulosa versão de "Trouble", original de Lindsey Buckingham dos Fletwood Mac editado em 1981, que Rouse tinha somente incluído num single de vinil saído a meias com os The Autumn Defense em 2014. Um clássico nada problemático de um verdadeiro clássico!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
RE(LIDO) #84
LÍRICAS COME ON & ANAS
de Rui Reininho. Lisboa; Editora Palavra, 2006
Agora que os GNR perfazem a bonita idade de 35 anos já comemorados ao longo dos últimos meses com concertos seleccionados, agora que está prometida mais uma incursão apoteótica para o Coliseu do Porto marcada para Fevereiro, agora que até já regressamos em Março passado a um dos seus concertos de apresentação do mítico álbum "Psicopátria", agora que há já uma biografia oficial a que ainda não deitamos o olho, estava na hora de tirar da prateleira este livrinho! Comprado ao desbarato numa daquelas tendas livreiras instaladas junto ao metro ou comboio, a edição reúne as líricas que Rui Reininho foi inventando para as canções dos GNR desde o "Independança" de 1982 até "O Lado dos Cisnes" de 2002, uma colectânea notável de ironia, sarcasmo, humor e amor de um "poeta da canção" sem igual no que à pop portuguesa diz respeito. Impressas em papel couché que imita os antigos cadernos antigos de 30 linhas, foi ainda com surpresa e muito prazer que relemos as letras de muitas das canções que fomos durante largos anos trauteando em dezenas de espectáculos do grupo e que, instantaneamente, cantarolamos baixinho enquanto mudamos de página. Descobrimos, entretanto, muitas outras líricas de cançonetas mais recentes e que, por termos "desligado" dos discos desde "Valsa dos Detectives" em 1989, acabamos por só agora dar mais atenção - gostamos particularmente de um "Digital Gaia" em que quase nos reconhecemos... A veia poética e literária de Reininho é, por isso, uma torrente assinalável de modernidade e que, para o bem e para o mal, marcou uma certa "portugalidade" pop-rock que deixou marcas em várias gerações, principalmente aquela como a nossa que viu a banda passar dos pequenos palcos (o da noite na discoteca "Dacasca" ali para os lados de Esmoriz ficou-nos sempre na memória) para os estádios esgotados. Um percurso de proximidade, da Rua do Heroísmo até à Granja ou Leça, que esta obra ajuda a recordar de forma agradável e a que se junta uma segunda parte chamada "Retrato incompleto da vida do poeta enquanto estrela pop, a partir de recortes escolhidos mais ou menos ao acaso" em que se dá conta de uma série de fotografias, recortes de imprensa ou entrevistas de um artista ainda e sempre imprevisível e incontornável. Um verdadeiro camone...
domingo, 11 de dezembro de 2016
domingo, 4 de dezembro de 2016
WEYES BLOOD, CC Vila Flor, Guimarães, 03 de Dezembro de 2016
Demorou algum tempo a encontrar o caminho certo para um concerto de Weyes Blood! As anteriores visitas a Braga e Vila Real escorregaram-nos "entre os dedos" e desta vez não podíamos falhar a oportunidade dourada de uma data em nome próprio logo agora que há um magnífico disco para apresentar - "Front Row Seat to Earth" de 2016 - em suporte banda. A jovem Natalie Mering reúne todos os condimentos para um estrelato justo e merecido - grandes canções, líricas imagéticas e atraentes, uma voz cristalina e doce, uma sóbria e sábia presença em palco, todo um conjunto que arrasta uma dose certa de mistério e magia. Tudo isto foi rapidamente confirmado no pequeno auditório do espaço nobre de Guimarães, uma noite de final de tournée intensa e cansativa e, coindidência, de audiência sentada mais que pronta para o recital. O reportório desfiado quase seguiu o alinhamento do mais recente álbum, havendo ainda tempo para a recordação de alguns (já) clássicos como "Hang On" ou "Bad Magic", ficando para os encores em registo a solo e de guitarra em punho mais dois monumentos obrigatórios: "In the Beginning" e o arrepiante "Cardamom" a que se juntou uma extraordinária versão de "A Certain Kind", canção que Robert Wyatt escreveu para a estreia dos Soft Machine em 1968. Uma fascinante viagem sonora que prova o talento de uma artista sedutora que urge descobrir e divulgar sem rodeios. Cá a esperamos na primeira fila, possivelmente sentada e relvada, do principal festival da Invicta na Primavera...
Fotografias: Nuno Mendes / Luzimentos
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
(RE)VISTO #66
GIMME DANGER
de Jim Jarmusch. EUA, 2016.
porto/post/doc, Teatro Rivoli, 30 de Novembro de 2016
A admiração de Jim Jarmusch por Iggy Pop e pela sua figura revolucionária do pré-punk americano conduziu-o na aventura de realizar um filme sobre o assunto. Já o tinha feito com Neil Young em 1997 com "The Year of The Horse" sem grandes deslumbramento mas com enorme competência e, por isso, mais valia não arriscar demasiado. Concentrando a narrativa no período mais febril da banda iniciado em 1969 com o primeiro disco homónimo e o derradeiro "Raw Power" de 1973 e com esse monumento chamado "Fun House" de 1970 pelo meio, Jarmusch põe literalmente Iggy Pop a falar em nome próprio sobre os altos e baixos de um trajecto intenso, rápido, demasiado rápido, dos The Stooges, uns estarolas sem freio, sem medo e no fio da navalha do rock. Um perigo instalado numa época de "paz & amor" a precisar de rompimento, agressividade e assalto a um mundo da música demasiado comodista - banda nova, bons concertos, contrato imediato, vender muitos discos e... lucro! Iggy Pop, personagem que sempre nos sugeriu inexplicavelmente alguma antipatia, cedo tentou não se amarrar a este status quo dito capitalista e a ousadia teve obviamente consequências que são relatadas naturalmente e até de forma humorística em testemunhos diversos dos próprios músicos. Contudo, o documento mesmo socorrendo-se de variadas imagens de filmes antigos, banda desenhada e punch-lines que nos fazem sorrir, acaba por no final soprar uma baforada de tristeza em que o mundo do rock é pródigo e que alia o exagero à droga e, consequentemente, à morte. Mesmo que o resultado seja, mais uma vez, de uma enorme competência, só o facto de termos o privilégio, nos tempos que correm, de assistir à projecção de tamanha aventura numa sala de cinema composta, interessada e atenta é a melhor homenagem que se pode fazer a uma banda essencial que adubou sem fertilizantes (ok, houveram alguns...) muitas das boas raízes da música moderna.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
JENNY O. DE VOLTA AO TRABALHO
Já lá vão três anos desde que a menina Jeniffer Anne Ognibene de seu nome completo gravou um grande álbum na companhia do mago Jonathan Wilson a que chamou simplesmente "Automechanic". Ficou o mundo a conhecê-la por Jenny O. e esse trabalho tinha, pelo menos, uma viciante canção que andou meses a tocar nas nossas playlist - "Lazy Jane" ainda hoje causa o mesmo efeito de surpresa! Na altura, vasculhando mais um pouco, descobrimos "Home", um EP anterior registado a medo no cantinho lá de casa de Long Island e rodado com amigos pelos bares de Nova Iorque. Surge agora a suposta continuação - responde pelo título de "Work" e mesmo que o formato EP de vinil só esteja pronto em 2017, os cinco temas inéditos estão já há algum tempo prontinhos para deleite enquanto há já um outro disco longo pronto e gravado com o mesmo Jonathan Wilson, o que é, sem dúvida, um bom sinal.
Melhor ainda é saber que Jenny O. irá passar muito perto para apresentações ao vivo (Ourense, 16 de Dezembro, Café Pop Torgal), abrindo para as quatro datas de Robert Ellis em Espanha durante o próximo mês, eventos com direito a cartaz/poster simplesmente espectacular!
Melhor ainda é saber que Jenny O. irá passar muito perto para apresentações ao vivo (Ourense, 16 de Dezembro, Café Pop Torgal), abrindo para as quatro datas de Robert Ellis em Espanha durante o próximo mês, eventos com direito a cartaz/poster simplesmente espectacular!
terça-feira, 29 de novembro de 2016
JULIANNA BARWICK, GNRation, Braga, 28 de Novembro de 2016
A notável perfomance de Julianna Barwick na sala escura do espaço bracarense deveria servir, pelo menos, para confirmar que a música não é nem nunca foi um fenómeno exclusivamente sonoro. As camadas sucessivas de loops, vozes ou outras texturas levaram-nos, de olhos fechados, para longe dali ou, abrindo-os, para bem perto e imaginando como deve ser difícil, parecendo fácil, a Barwick alcançar tamanha beleza sensorial. Serviu ainda para constatar que "Will" é um dos grandes discos de 2016, uma aventura artística arriscada mas que ao vivo se transforma numa hipnose colectiva de felicidade que nos deixou perfeitamente rendidos e a sonhar... acordados!
LONEY DEAR, REGRESSO EM FORÇA!
Desde muito cedo, ou seja, 2007, caímos na rede lançada pela música do sueco Emil Svanängen que responde quase sempre pelo nome de Loney Dear. Canções pop atraentes, bem feitas que o trouxeram nesse ano até à tenda do Festival Sudoeste (bons tempos!) para rodar o álbum "Loney, Noir" reeditado pela recomendável Sup-Pop já que o disco tinha já saído em nome próprio dois anos antes. Seguiram-se ainda mais dois trabalhos longos, muitas boas recomendações e imprensa mas a atenção merecida nunca haveria de acontecer e o pobre o Emil, carpindo tristezas e incertezas, hibernou sem deixar rasto a partir de 2011. O retiro, felizmente, parece ter terminado! Animado pela excelente recepção à cover de Emmylou Harris que apresentou no espectáculo do Polar Music Prize do ano passado com a aprovação presencial da própria artista, está agora prometido um novo álbum de nome "#7" na casa sueca Whoa Dad, havendo já fortes sinais do seu conteúdo: "Shivering Green" em video caseiro, "Hulls" como primeiro avanço e com direito a video-oficial, "Sum & Violent" dois em um registado pela La Blogothèque em Setembro passado por terras francesas, "Hambug" como um fabuloso exercício de "human studie" segundo o próprio e "December Lilies", uma prendinha lindíssima para aquecer a época que se aproxima... Pois que seja bem-vindo!
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
FUTILIDADES!
Já aquando do cancelamento dos concertos de Charles Bradley em Portugal ocorrido no início de Outubro manifestamos o nosso desagrado quanto à notícia do "Jornal de Notícias" que fazia alusão errada a mais que um espectáculo em Lisboa, esquecendo-se que havia também datas marcadas para o Porto e Coimbra. Pois, não contentes com a falta de rigor, no dia em que supostamente esse concerto devia acontecer na Invicta não fosse o cancelamento por força maior, o mesmo jornal volta à carga destacando o suposto evento na secção adequada - "útil & fútil". Sem emenda! Respect, please.
domingo, 27 de novembro de 2016
MEG BAIRD + KEVIN MORBY, Auditório de Espinho, 25 de Novembro de 2016
A noite de sexta-feira em Espinho prometia. A expectativa elevada para apresentação de um dos grandes discos do ano tinha, afinal, uma primeira parte de luxo a convidar à calma. Meg Baird, dona também ela de um álbum de nota elevada editado em 2015 e senhora de um curriculum intocável com os Espers ou, mais recentemente, com o projecto psicadélico Heron Oblivion onde se assume como baterista (!), deu ao serão um toque de classe assinalável. Em alguns dos temas soou ainda a guitarra de Charlie Saufley, parceiro nos tais Heron Oblivion e colaborador bem presente na gravação de "Don't Weight Down the Light", o tal disco maravilha do ano passado. Pena que tivessem sido poucas as canções eleitas desse trabalho (contamos três), optando-se por outros mais rebuscados e longos como um tema tradicional que pareceu algo enfadonho. Mesmo assim, uma excelente oportunidade para confirmar ao vivo uma talentosa artista e um aquecimento à altura do que se iria seguir...
O regresso ao Porto ou arredores de Kevin Morby prometia consagração. Sem contemplações, ela aconteceu naturalmente junto de um público conhecedor e fã de longa data, uma admiração recíproca que levou Morby a ter na Invicta uma fonte de inspiração da sua música e um local de acolhimento. O momento para esse reconhecimento e partilha adivinhava-se como perfeito: sala cheia, aconchegante, som e luz sem reparos e um alinhamento a dar primazia a "Singing Saw", um dos grandes discos do corrente e que muitos de nós trauteamos, já nesta altura, de fio a pavio (ok, faltou o "Drunk and on a Star" mas houve o novíssimo "Beautiful Strangers"). Acresce a coincidência do final da tournée com uma banda em notório domínio dos momentos, dos arranjos, dos tiques que cunharam muitas das canções de forma irrepreensível e soberba, quer nos muitos aguardados novos temas quer nos muitos que escolheu do reportório mais antigo. A este propósito, fica desde já aqui a confissão - da fila da frente, os dez minutos de "Harlem River", tema título do álbum de estreia de 2013 e o terceiro do alinhamento, constituíram um dos melhores abanões sonoros a que tivemos a felicidade de assistir durante o corrente ano e que sozinho poderia e deveria elevar Kevin Morby a um patamar muito alto no actual panorama do chamado folk-rock alternativo. Como prevemos, uma nova estrela no firmamento ameaçava sair do eclipse e, sendo assim, o concerto de sexta-feira serviu para a tornar, de forma merecida, definitivamente mais brilhante!
O regresso ao Porto ou arredores de Kevin Morby prometia consagração. Sem contemplações, ela aconteceu naturalmente junto de um público conhecedor e fã de longa data, uma admiração recíproca que levou Morby a ter na Invicta uma fonte de inspiração da sua música e um local de acolhimento. O momento para esse reconhecimento e partilha adivinhava-se como perfeito: sala cheia, aconchegante, som e luz sem reparos e um alinhamento a dar primazia a "Singing Saw", um dos grandes discos do corrente e que muitos de nós trauteamos, já nesta altura, de fio a pavio (ok, faltou o "Drunk and on a Star" mas houve o novíssimo "Beautiful Strangers"). Acresce a coincidência do final da tournée com uma banda em notório domínio dos momentos, dos arranjos, dos tiques que cunharam muitas das canções de forma irrepreensível e soberba, quer nos muitos aguardados novos temas quer nos muitos que escolheu do reportório mais antigo. A este propósito, fica desde já aqui a confissão - da fila da frente, os dez minutos de "Harlem River", tema título do álbum de estreia de 2013 e o terceiro do alinhamento, constituíram um dos melhores abanões sonoros a que tivemos a felicidade de assistir durante o corrente ano e que sozinho poderia e deveria elevar Kevin Morby a um patamar muito alto no actual panorama do chamado folk-rock alternativo. Como prevemos, uma nova estrela no firmamento ameaçava sair do eclipse e, sendo assim, o concerto de sexta-feira serviu para a tornar, de forma merecida, definitivamente mais brilhante!
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
HOWE GELB, Auditório de Espinho, 24 de Novembro de 2016
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
KEVIN MORBY COM MEG BAIRD!
Ao milagroso concerto de amanhã de Kevin Morby no Auditório de Espinho junta-se um outro milagre: Meg Baird fará a primeira parte, o que é certamente uma dádiva resultante do alinhamento do Mexefest de Lisboa para o fim-de-semana. Eia!
SÃO DUETOS, MUITOS!
Há certamente em Matthew E. White uma faceta de produtor e colaborador que tem um enorme poder de atracção! Depois de Justin Vernon, Sharon Van Etten ou mais recentemente Natalie Prass, surge agora o anúncio de mais uma parceria indisfarçável e até devidamente documentada como se comprova abaixo. É um álbum inteiro de duetos com a menina inglesa Flo Morrissey registado no seu estúdio da Virgínia em duas semanas e onde cabem dez clássicos sem idade sob o título de "Gentlewoman, Rubyman". Há originais, entre outros, de Leonard Cohen, George Harrison, Gainsbourg, James Blake, Frank Ocean, Bee Gees e Little Wings com Feist. Esta lindíssima parceria de nome "Look What The Light Did Know", que foi divulgada aquando da edição em 2010 do DVD de Feist com o mesmo nome, é a primeira aposta. Tudo boa gente, tudo de alto nível!
WILCO NO MUSEU!
A recente passagem da digressão dos Wilco pelo centro da Europa levou a malta atenta da La Blogothèque até Utrech na Holanda para o registo de mais um grande momento antes ou depois da actuação no Festival Le Guess Who?, evento em que a banda de Chicago foi responsável pela curadoria de um dos três dias de concertos. Aproveitando uma sala de restauro do incrível Museum Speelklok - museu para miúdos e graúdos dedicado exclusivamente a instrumentos musicais antigos e brinquedos que tocam sozinhos - aqui fica a acústica rendição de "Normal American Kids" e "If I Ever Was a Child", temas incluídos no último álbum "Schmilco"... e muita vontade de visitar o museu!
CASS MCCOMBS, CORRER COM A HIPOCRISIA!
O novo video para o tema "Run Sister" de Cass McCombs conta uma história infelizmente verídica que envolve o desaparecimento ou assassinato de mais de 4000 jovens mulheres, muitas delas indígenas, numa estrada de British Columbia no Canadá! Ainda sem explicações e com o "fechar de olhos" hipócrita dos responsáveis, a atleta Tracey Léost decidiu percorre quase 200 quilómetros dessa via para alertar a comunidade para o problema, o que inspirou McCombs para compor o tema e, mais tarde, ser o foco central do video que agora é lançado. Uma história triste, quase inverossímil e que precisa de urgente combate nem que seja pela música...
terça-feira, 22 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
domingo, 20 de novembro de 2016
HEATHER WOODS BRODERICK, Convento de São Francisco, Coimbra, 18 de Novembro de 2016
A lindíssima Heather Woods Broderick tem emprestado ao longo dos últimos anos muito do seu talento para acompanhar em digressão os Efterklang, Alela Diane ou Sharon Van Etten e, por isso, os discos em nome próprio resumem-se a dois simples álbuns. Poucos e raros mas de uma qualidade extrema que requerem, sem dúvida, suspiradas apresentações ao vivo como as que aconteceram em 2010 em Coimbra e Braga aquando da edição de "From The Ground" e que agora, com a saída o ano passado de "Glider", se tornaram obrigatórias repetir. Na intimidade da sala pequena do novo espaço coimbrão, foi precisamente uma sequência de canções desses trabalhos que percorreu o serão, embora o tema de abertura ("Slow Dazzle") e uma outra canção nos pareçam ainda inéditos. Calma, afável e simpática, Heather teve desta vez a companhia de um baterista para a ajudar a reproduzir alguns dos temas o que, em alguns casos, nem sempre resultou na perfeição. O som da sala, como se comprova pela gravação abaixo, é certo que não esteve muito apurado sem que, contudo, pudesse beliscar a grandeza de pérolas como "A Call For Distance", "The Colors" ou o indispensável "Wyoming". No regresso para o encore surgiu a habitual pergunta "Bill Withers, who knows Bill Withers?" no sentido de apresentar uma cover do músico norte-americano ("Hope She’ll Be Happier" costuma ser o eleito) mas um aparente fanico do amplificador da guitarra levou-a pela segunda vez ao piano para um improviso em jeito de recordação dos tempos de aprendizagem musical para logo se lançar, entre agradecimentos, na beleza imensa de "From the Ground", um clássico embalador de uma noite rara e primorosa!
sábado, 19 de novembro de 2016
SHARON JONES (1956-2016)
Sem que se pretenda que este blog pareça um obituário contínuo, foi como imensa tristeza que soubemos hoje da morte de Sharon Jones. A americana, corajosa, bem lutou para o evitar mas o destino... Vamos sempre recordá-la de sorriso aberto, com uma irrequieta postura em palco e uma inegualável energia a que se juntava uma voz de outro mundo que a família Dap-Kings sabia magistralmente adornar. Quer no Porto em 2011 quer em Vigo em 2014 foram momentos únicos de diversão, partilha e muita vibração que só o funk e o soul conseguem alcançar e dos quais, instantaneamente, se multiplicam as saudades... muitas. Peace!
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
JEFF BUCKLEY, COLHEITA 1966!
Se fosse vivo, Jeff Buckley faria 50 anos no dia de hoje o que confirma 1966 como um ano de colheita mais que vintage! A comemoração passa pela disponibilização online da sua larga colecção de discos de vinil, uma parceria da Sony Legacy Recordings e da sua mãe e tutora Mary Guilbert. Uma perdição... e, sim, ele tinha o "Pink Moon"! Paralelamente, há ainda um lançamento digital de "You & I" em versão melhorada, disco de versões e demos lançado no início deste ano. Seja como for e ao fim de quase oitenta e três milhões de visualizações e perto de quinhentos mil comentários, ainda e sempre "Hallelujah". Parabéns!
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
JOSH ROUSE, SOL DE INVERNO!
Ao fim de oito anos, Josh Rouse está de regresso a uma série de discos a que foi chamando "Bedroom Classics". O quarto volume foi registado em Espanha, reduto do americano desde 2006 e inclui cinco temas inéditos com direito até um 10" de vinil que devem ser perfeitos para estes dias amenos e solarengos. Ouça-se só esta maravilha chamada "A Winter's Day".
domingo, 13 de novembro de 2016
FAROL #123
O disco regresso de Agnes Obel anda a fazer-nos companhia desde a semana passada e escusado será dizer que "Citizen of Glass" vai encantando o tempo de algum desencanto. Para lhe fazer companhia e recordar pérolas mais antigas da dinamarquesa é só dar um salto aos site oficial, preencher o e-mail e eles aí estão - três clássicos ao vivo de uma imensidão notável no iTunes Festival de 2013! É por aqui...
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
LEONARD COHEN (1934-2016)
Num ano verdadeiramente tenebroso para o mundo da música, a morte de Leonard Cohen parece que se adivinhava... Andamos anos à procura do "nosso" Cohen, tentamos sempre saber mais, fomos ouvi-lo em peregrinação há muito prometida com receio que essa fosse a última oportunidade mas certo é que ele continuou a compor, a editar grandes discos (o último "You Want It Darker" é um clássico anunciado) e a apresentar-se ao vivo como um artista qualquer. Não era. Era simplesmente o mestre da melancolia, da sedução e do amor e que será impossível substituir por muitos boas que sejam as versões das suas canções. Peace!
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
SINGLES #41
PATTI SMITH - People Have the Power/Wild Leaves
Inglaterra; Arista Records, 109 877, 45 RPM, 1988
A tragicomédia aparente das eleições americanas fez-nos resgatar, numa das muitas caixas de rodelas pequenas, uma canção ainda e sempre poderosa. Em Junho de 1988, Patti Smith regressava com este single ao fim de nove anos de silêncio, tema surgido de uma colaboração com o seu marido Fred "Sonic" Smith e, nessa altura, consentiu pela primeira vez que um video alusivo fosse então produzido, cabendo a responsabilidade da direcção a Meiret Avis, um irlandês a dar os passos iniciais no mundo dos chamados telediscos. Chamou ainda o amigo Robert Mapplethorpe para a fotografar, séria, de tranças e blusão de couro onde prendeu um simples pin com as iniciais "PHTP". Mas foi, acima de tudo, a lírica que transformou o tema numa arma intemporal de protesto e coragem quando canta, entre outros, "People have the power to dream, to rule" a que acrescenta quase sempre em versões ao vivo - como comprovamos duplamente e de braços no ar no Primavera Sound da Invicta em 2015 - "to vote, to occupy, to strike... Don't forget it: use your voice!". Ao ver ontem as lágrimas de alguns dos apoiantes democráticos recordamos o oposto, as lágrimas de alegria de há oito anos atrás aquando da primeira eleição de Obama, sinais de esperança numa América mais solidária e unida. Mas, para o bem e para mal, os regimes democráticos são o que são e o voto do povo é que conta - a realidade americana que parece que conhecemos através das redes sociais, dos talkshows e programas de humor é bem diferente e nitidamente mais profunda nos seus ódios penetrantes e silenciosos. Sendo assim, talvez esteja na altura certa de começar a fazer cumprir a quase "profecia" que Patti Smith cantou bem alto há vinte e oito anos atrás:
And the people have the power
To redeem the work of fools
From the meek the graces shower
It's decreed the people rule
terça-feira, 8 de novembro de 2016
TORO Y MOI, PERDÃO, CHAZ BUNDICK + 2
Em nome próprio, ou seja, Chaz Bundick aka Toro Y Moi estará de regresso aos discos em Março de 2017 na companhia do duo Mattson 2, banda dos gémeos Jared e Jonathan Mattson e par de virtuosos instrumentistas do sul da California habituados a explorações sonoras em volta do jazz psicadélico, da pop e alguma world music. Do disco "Star Stuff" está já disponível o incrível tema título para saborear abaixo.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
sábado, 5 de novembro de 2016
(RE)LIDO #83
IS TINY DANCER REALLY ELTON'S LITTLE JOHN?
Music's Most Enduring Mysteries, Myths, And Rumors Revelead
de Gavin Edwards. Nova Iorque; Three Rivers Press, 2006
O saudoso jornal "Blitz", que por sinal faria amanhã trinta e dois anos, para além da mítica secção "Pregões & Declarações", tinha na rubrica "Dona Rosa" uma das suas referências populares onde alguém respondia semanalmente a perguntas dos leitores sobre bandas, artistas, canções ou discos. Esse alguém era principalmente o jornalista Luís Pinheiro de Almeida e onde, sem certezas, o Jorge Mourinha fazia também uma perninha. A demanda exigia, certamente, pesquisa e troca de informações telefónicas intensas em tempos onde a Internet nem sequer era ainda um sonho...
O livro que agora aqui trazemos é como uma versão internacional da velhinha "Dona Rosa" da autoria de um tal Gavin Edwards que assegurou por largos anos na revista "Rolling Stone" uma coluna semelhante. Habituado a conviver de perto com inúmeras das vedetas e cromos da música, principalmente em entrevistas programadas e backstages anárquicos, a informação recolhida e a experiência adquirida permitiram-lhe, aparentemente, questionar directamente os envolvidos ou colocar-se em contacto com entourages dos visados na procura de respostas. Estamos então perante um livro infalível e rigoroso? Longe disso. O tom é bastante ligeiro e até exageradamente informal, tornando a obra num repositório de dados curiosos divididos nos habituais capítulos em que a música é pródiga - nomes de bandas, sexo, drogas & rock, nomes de canções, mortes míticas, etc., etc., catorze capítulos curtos sem ser incisivos. Há repetições, (re)descobertas e novidades que poucas vezes nos surpreenderam mas onde destacamos dois "assuntos" - a de que o "Dark Side Of The Moon" dos Pink Floyd foi escrito para uma suposta banda sonora do filme "Feiticeiro do Oz", experiência que qualquer dia vamos ter que realizar - isto é, por o disco a tocar durante a projecção dos primeiros quarenta e cinco minutos da película - e a revelação que o Joe Strummer correu não uma, nem duas, mas três maratonas sem efectuar qualquer treino, sempre no final da gravação de um dos álbuns dos The Clash! A história, mal contada, pode e deve ser lida por aqui. Uma inspiração para a corrida de amanhã onde a indecisão - "Should I Stay or Shoud I Go" - já está há muito ultrapassada. Quanto à pergunta que dá título à obra e atendendo à subtileza do desenho da capa, a resposta do livro é não...
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
PETER BRODERICK, Casa da Música, Sala 2, Porto, 3 de Novembro de 2016

Na simplicidade aparente de um piano e de uma voz, atingir a perfeição não está obviamente ao alcance de todos. Só alguns atingem um patamar que poderemos designar por "sublime" já que transcender a normalidade implica talento e... medo. Peter Broderick, sentindo o peso do nome da sala principal da cidade, cedo iniciou um "espanto-espíritos" que quebrasse algum do "gelo" de ambas as partes, começando a preceito com "Begin" e "Diverge", peças de composição mais pausada e a servir de "aquecimento" para outros andamentos. Com "Red Earth", juntou então a sua voz que se tornou plena em "Human Eyeballs on Toast", tema em que tantas vezes caímos na rede só para sonhar que um dia teríamos a felicidade de o ouvir de viva voz. Começava, então, uma sequência memorável que passou, entre outros, pelo tradicional irlandês "As I Roved Out" cantado entre o público, saltando literalmente do piano para a plateia, pelo lindíssimo "In a Landscape" do último disco "Partners" e por "Below It", tema que já por si é uma maravilha na versão original à guitarra, mas que ali, ao piano, se transformou num momento de inebriante levitação colectiva. Mas o arrepio, longe de terminar, obrigaria ainda a um adequado fechar de olhos com "Eyes Closed and Travelling", composição que Broderick gravou este ano para o primeiro volume da "Piano Cloud Series" e que, de forma cirúrgica, encerrou o recital. Obrigado pela intensidade das palmas a regressar duas vezes ao palco, o sorriso aberto e a sua notória satisfação levaram-no a confessar, humildemente, o temor e o nervosismo que sentiu até meio do concerto que o fez até esquecer partes da cover que apresentou de John Cage - certamente, notada por poucos - e a elogiar a plateia que soube da melhor forma recebê-lo. Embalado pelo carinho e a pedido, tocou um pedacinho de céu chamado "Sometimes" e a noite, como às vezes acontece, acabou de forma... sublime!
(Fotografias: Filipe da Silva Coelho/InfoCul)
Videos cortesia HugTheDj
DUETOS IMPROVÁVEIS #198
KEATON HENSON & LISA HANNING
How Could I Have Known (Hanning)
Mahogany Sessions, 2016
How Could I Have Known (Hanning)
Mahogany Sessions, 2016
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
UIVO: 1, 2 e 3!
O excelente documentário "Uivo" sobre António Sérgio da autoria de Eduardo Morais teve estreia em livro/DVD em 2014 que foi acompanhada por uma seleccionada digressão por auditórios de todo país. Ontem, dia do sétimo aniversário da morte do mestre da rádio, passou finalmente em televisão via RTP2 e hoje passa a estar disponível no site da Antena3. Saudades...
WILCO TOTAL!
Óptimo para matar saudades, o site da Ancienne Belgique disponibilizou uma das duas passagens dos Wilco por Bruxelas a semana passada, o que prefaz vinte cinco canções em quase duas horas transmitidas, na altura, em directo. Grande cenário, grande som!
domingo, 30 de outubro de 2016
SCOTT MATTHEWS, Casa da Criatividade, São João da Madeira, 28 de Outubro de 2016
A primeira incursão pela Casa da Criatividade não podia ter tido melhor estreia. A sala para além de bonita, tem condições acústicas de excelência a condizer com uma outra estreia, a do desejado Scott Matthews em Portugal, uma delonga com mais de dez anos que finalmente teve uma noite à altura! Mesmo que o arranque tenha sido a solo com o incrível "Virginia", canção que abre o disco "Home Part 1", a noite comprovou a cumplicidade de quatro músicos em engrandecer um reportório notável de temas antigos (2003!) e recentes (2016 e o novo disco "Home Part 2) mas em que todos, sem excepção, podiam ser apresentados como exemplos perfeitos de como construir uma canção pop. Mesmo com alguma demora para acertos e afinações, o serão de duas horas encantou pela pureza do som, pelo cintilante jogos de luzes e pela simpatia e bondade do artista, ingredientes finos que mereciam uma plateia mais composta que, mesmo desfalcada, não deixou de vincar bem forte a sua satisfação. Pena que uma das sequências mais inesquecíveis de "Home Part 2" tenha passado ao lado - experimentem ouvir "86 Floors from Heaven" e "Dear Angel" no escuro... - mas a recompensa não haveria de tardar - "Elusive" é um daqueles clássicos sem tempo nem idade que Scott Matthews (com "S", como fez questão de vincar no final de "Passing Stranger" antes do encore) deixou mesmo para o fim para que o momento ficasse a pairar saborosamente na nossa memória. Encantador!
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
MARK EITZEL, UM SLOW NA COZINHA!
Ainda ontem deixava-mos a dúvida sobre uma das novas músicas de Mark Eitzel chamada "An Answer" quando hoje, por coincidência, o músico nos lança a todos um desafio que envolve o tal tema e que parece tirar as dúvidas - é quase de certeza a mesma canção. Cada vez faz mais sentido haver sempre um gira-discos (prato!) na cozinha!
Reza assim:
I wrote a song called An Answer about dancing in the kitchen. I thought it would be cool to ask people for a 30 second clip of them dancing with someone or something they love. It can be a parent, a child, husband, wife, boyfriend, girlfriend, dog, cat, hug pillow. What ever.
All you have to do is film yourself dancing to 'An Answer' in your kitchen for 30 seconds.
Slow dancing.
It would be FANTASTIC this Halloween to have people dance in costume.
It would work by emailing me at the address on this page. I'll send you the song and a legal release form and you can send me a video from your phone, or computer - or anything. I would recommend using YouSendIt but you can also upload the video to YouTube and I can take it from there. Videos on Facebook are really hard up download - so please don't do that!
For every submission Merge has OK'd a discount code for their site.
Then I would edit together a video using the clips. I won't make anyone look funny or anything - I'll just use the clips as I get them.
Email: eitzelvideo@outlook.com
HAWTHORNE, EP DE OUTONO!
Verdadeira retro-máquina do tempo, Mayer Hawthorne está de volta com um novo EP de três canções - "Someone Like You", "A New Love" e "Time For Love" - todas com aquele irresistível groove outonal de pinta melancólica e a que se acrescentam versões instrumentais na aquisição digital. Ainda no início do mês Hawthorne surpreendeu com a apresentação de uma versão de "La Javanaise" de Gaisnsbourg gravada em Paris aquando do registo em estúdio da último álbum "Man About Town" em 2015 e que está disponível mesmo à mão de semear...
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
MARK EITZEL, ÁLBUM DEZ!
Vem aí um álbum a solo, o décimo, do incontornável Mark Eitzel, o segundo pela Merge Records depois do anterior e fabuloso "Don't Be A Stranger" de 2013. Terá o título de "Hey Mr Ferryman", foi inteiramente registado em Londres nos estúdios 355 com a ajuda preciosa de Richard Butler, um ex-Suede habituado a produzir grandes artistas (Bert Janch, Ben Watt, Tricky...) e que completou ainda a guitarra eléctrica, baixo e bateria em todas as canções. Os treze temas da versão "bónus" do disco contam histórias em nome próprio sobre anseios e conflitos em torno da felicidade, da natureza e da morte mas também se assumem como uma celebração da música, dos músicos e das suas "perdições", como o comprova o single de avanço "The Last Ten Years", canção escrita há muito anos para os American Music Club e inspirada em tempos de forte "toxicidade" em Nova Iorque. O disco estará cá fora no dia 27 de Janeiro (na Europa terá selo da Decor Records) mas a pré-venda já disponível contempla, para os mais rápidos, a oferta de um poster devidamente autografado. Fica ainda uma dúvida: o tema "No Answer", um inédito que Eitzel registou para uma sessão da Videoteca da Bodyspace aquando da sua passagem por Espinho e Guimarães em Maio de 2014 é o mesmo que se incluirá no novo trabalho com o nome de "An Answer"? Resposta para breve...
terça-feira, 25 de outubro de 2016
NICK DRAKE, TRIBUTO DE LUXO!
O colectivo internacional The Colors Bars Experience com sede em França reúne cerca de uma dezena de músicos clássicos que em 2015 se lançou na aventura de recriar ao vivo o disco "Figure 8", derradeiro registo lançado em vida por Elliott Smith em 2000. Receberam, então, a ajuda de três artistas do mundo da pop como seja o grande Jason Lytle dos Grandaddy e o resultado parece ter entusiasmado as plateias e, consequentemente, o próprio projecto que volta agora à carga, sendo "Pink Moon", o último de Nick Drake editado em 1972, o álbum a recriar. Desta vez terão a companhia nos ensaios e em cima do palco de Eric Pulido, guitarrista e vocalista dos norte-americanos Midlake, Mark Gardener dos ingleses Ride e Brian Lopes dos Giant Sand. Um projecto que se nota sério e cuidado (por exemplo, no pormenor do cartaz de cima que aproveita as riscas do poncho/manta mítica que Nick Drake tinha pelas costas numa célebre sessão fotográfica) e que tem já agendadas quatro datas (únicas?) para o mês de Dezembro por França, Inglaterra e Suécia. Um luxo!
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
ANAÏS MITCHELL+SOLEY=VOCES FEMENINAS 2016
O já clássico festival do país vizinho "Voces Femeninas" tem, como é habitual, uma noite pela cidade de Vigo que no dia 26, sábado, do próximo mês recebe um concerto das meninas Anaïs Mitchel e Sóley. Um serão que se pretende de homenagem a Kate Bush e de estreia por Espanha de duas excelentes artistas. Será que alguém as "agarra" para junto da Invicta?
sábado, 22 de outubro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
THE FLAMING LIPS, O REGRESSO A SÉRIO!
O anunciado mas, até hoje, obscuro regresso aos discos dos The Flaming Lips está finalmente marcado para dia 13 de Janeiro de 2017 com o álbum "Oczy Mlody", título ainda a precisar, ou não, de explicação. Wayne Coyne e companhia já não gravavam um disco inteiro desde 2013 ("The Terror"), tempos, como sempre, de parcerias (Miley Cyrus!), colaborações e, certamente, alucinações... Paralelamente, a banda decidiu, como era obrigatório, editar a sua versão de "Space Oddity" em vinil pequeno mas que pode e deve ser adquirido em conjunto na mesma data com o novo longa duração. Aqui fica um primeiro e prometedor avanço chamado "The Castle".
CASS McCOMBS, CONCERTO EM OVAR!
A mágica passagem de Cass McCombs pelo Primavera Sound Porto em Junho passado terá a devida sequência já no próximo mês no Misty Fest lisboeta (3 de Novembro) mas o norte do país só vai ter que esperar mais um pouco - Ovar é a única cidade portuguesa escolhida para a intensa digressão europeia dos dois primeiros meses de 2017, estando o Centro de Arte da cidade reservado para que no dia 1 de Fevereiro, quarta-feira, o magnífico disco "Mangy Love" de McCombs e da sua banda receba o conveniente e merecido aplauso! Entretanto, recordemos a "aparição"...
ALEX CAMERON, Café Au Lait, Porto, 20 de Outubro de 2016
Em 2014 o australiano Alex Cameron gravou uma série de canções que reuniu num álbum gratuito acessível no seu site sob o título de "Jumping The Shark". Os oito temas cedo começaram a fazer efeito e a sempre atenta Secretly Canadian decidiu arriscar o seu lançamento oficial em 2016, uma abençoada decisão que deu a oportunidade ao artista de levantar voo para outras latitudes como seja uma pequena sala numa noite de quinta-feira bem no centro do Porto. Na companhia do amigo Roy, saxofonista e cúmplice aparente de inúmeras aventuras, o primeiro concerto da actual digressão pela Europa encantou rapidamente uma casa cheia que, mesmo sem grandes promoções, ansiava por ouvir as tais canções que se colam à pele à primeira audição. Sob um simples fundo encarnado, à figura em silhueta de Cameron e aos seus trejeitos e movimentos amplamente ensaiados, juntou-se um vozeirão a la Nick Cave, por vezes, ou a la Springsteen, noutras vezes, uma irresistível receita electro-pop a fazer lembrar ainda um Daughn Gibson de boa cepa. Pelo meio, surgiram muitas historietas surreais em que o sarcasmo e a sátira serviram na perfeição de interacção com o público - pode ser conversa sobre o amigo Roy e as suas semelhanças com o Brad Pitt ("onde está a Angelina?" alguém perguntou da plateia), sobre uma bola de espelhos do tecto em rodopio, a língua portuguesa e as suas palavras matreiras ou a faceta vendedor de feira fazendo circular uma K7 do álbum pelo público, um dos poucos objectos de memorabilia sobrantes para venda e que regressou à sua mão mesmo no fim do "pegajoso" tema "The Comeback"! Uma noite divertida que dificilmente se esquece e que terminou de forma apoteótica com uma saborosa cover de Ray Conniff, um dos mestres do easy-listening como convêm. Ainda vamos ouvir falar deste Alex Cameron muitas vezes... o segundo disco está gravado e pronto a estourar.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
É UMA AVE... É UM AVIÃO... SÃO OS FOXYGEN!
O duo Jonathan Rado e Sam France que gostamos de ver e ouvir juntos e encaixados nos Foxygen estão, afinal, de regresso com uma nova canção! Dados como "mortos" e "enterrados" desde o ano passado, a banda torna a apostar no psicadelismo desenfreado para surpreender, juntando uma orquestra de mais de trinta elementos para registar "America", uma canção de imensidão teatral e trágica em que os Beatles ou o Frank Sinatra descem facilmente do altar. Uma sátira de "época" cuja subtileza nos remete para tempos natalícios e de enormes "trumpalhadas"...
Merry Christmas from the pines
Hallelujah, and then
Just another wish, just another dream
Just a witch who conforts you when you're dying
When you're dying
America
Merry Christmas from the pines
Hallelujah, and then
Just another wish, just another dream
Just a witch who conforts you when you're dying
When you're dying
America
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
THE LAST SHADOW PUPPETS, NOVO EP!
Um novo EP dos The Last Shadow Puppets estará nas lojas já em Dezembro mesmo a tempo do Natal! São seis temas, quatro deles versões de artistas favoritos - a saber, "Le Cactus" de Jacques Dutronc, "Totally Wired" dos The Fall, "This is Your Life" dos Glaxo Babies e "Is This What You Wanted" de Leonard Cohen - e a reinterpretação de "Aviation" e "The Dream Synopsis" do disco "Eveything You've Came To Expect", tudo devidamente registado num só dia no estúdio Future Past em Hudson, Nova Iorque. Ficamos à espera, pacientemente, da visita em modo concerto...
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
JULIA HOLTER, ESTREIA NOS FILMES!
Calma, a maravilhosa Julia Holter não vai, para já, virar actriz mas a aventura no cinema começa na faceta que a tornou irresistível - a música. A convite do realizador Ben Younger, seduzido pelo que ouviu em viajem numa emissão de rádio da KCRW, Holter compôs a quase totalidade da banda sonora do filme "Bleed For This" mas onde há ainda inéditos Willis Earl Beal e até um clássico de George Michael! A estreia da película está marcada para o próximo mês de Novembro nos E.U.A. e nela se conta a história de um boxeur em ascenção que, após um traumático acidente de viação, acciona uma recuperação furiosa e, claro está, ganhadora. Uma temática aparentemente não convencional ao "mundo" a que Holter nos habituou mas, por isso mesmo, desafiadora. Aqui fica um primeiro laivo...
HANNAH EPPERSON, Maus Hábitos, Porto, 13 de Outubro de 2016
Perdida que foi a estreia portuguesa de Hannah Epperson em Espinho em Fevereiro passado, desta vez não havia desculpa. Concerto por perto e acessível, sala pequena a motivar aconchegos, público interessado e desperto, conduziram o momento por assinaláveis trilhos de intimidade e brilhantismo apesar da rouquidão da artista, percalço involuntário que se espalhou na penumbra do recinto de forma ainda mais sedutora. Surgiram, claro, associações fáceis a Andrew Bird ou Owen Pallett mas o virtuosismo de Epperson alcança um patamar diferente de orquestração onde pizzicatos e loops que retira por magia do seu violino se cruzam na perfeição com uma bateria certeira do companheiro de palco, uma música sonhadora que nos transformou a todos em borboletas, desafio lançado mesmo antes da maravilhosa "Story (Amelia)". Foi só bater as asas e voar... de olhos fechados!
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
DYLAN É NOBEL!
Até que gostamos muito do Bob Dylan, dos seus discos, das suas canções, das letras das suas canções, das suas crónicas e até de um (único?) dos seus livros de devaneios. Mas daí até ser considerado Prémio Nobel da Literatura 2016 há uma distância que soa a brincadeira. Há certamente por aí um Robert Zimmerman que se deve estar a rir... baixinho!
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
terça-feira, 11 de outubro de 2016
BIG THIEF, MAIS UMA PÉROLA!
Só agora, mas em boa hora, afinamos os ouvidos para uma nova canção dos Big Thief, banda americana com um álbum de estreia indispensável. O tema chamado "Dandelion" comprova a veia sedutora de Adrianne Leker que desta vez recebeu a ajuda do líder dos Here We Go Magic, banda parceira de digressão, tendo Luke Templer produzido e gravado dois temas a solo em estúdio destinados a um 7" de vinil editado em exclusivo pela Rough Trade inglesa. Não contente, Templer é ainda o autor da pintura da capa... um must have!
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
CAMPAINHA ELÉCTRICA, BODAS DE ZINCO!
10 de Outubro de 2006... um primeiro toque da Campainha Eléctrica surgia resultado de um amor mais que amadurecido pela MÚSICA. Entre muitas surpresas, desilusões, devaneios e recompensas, estes foram sempre tempos reconfortantes no rasto das canções, discos, bandas, artistas ou concertos, uma "doença" sem cura mas que, cada vez mais, requer "vacinas" e "descontaminações". O entusiasmo, esse continua o mesmo de há dez anos, uma comemoração que, ficamos hoje a saber, se designa por Bodas de Zinco, um metal que não enferruja, como convêm. Tchhhhhhhhhhhhh... pum!
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
TO THE RESCUE, AGAIN AND AGAIN!
"é a precisão com que cada arranjo sublinha a melodia"!
GET WELL SOON, SUPER-POP!
Agora que, oficialmente, o verão já findou, temos pelo menos música nova para espairecer... É o caso de um recente EP dos alemães Get Well Soon onde o jovem mentor e guru Konstantin Gropper se diverte a brincar com super-pop aos anos 80 em cinco temas de suposta homenagem a um tal Zoltán D, um intratável casamenteiro caçador de fortunas. O disco precisamente chamado "Born With Too Much Love (The Collected Confessions Of Zoltán D.)" junta-se ao excelente disco "Love" saído no início do ano e serve de tonificante de digressões, encontros imediatos e videos vintage...
terça-feira, 4 de outubro de 2016
AVISO: TRINTA DIAS TEM NOVEMBRO...
AVISO - EDITAL
Concertos de Novembro de 2016
1. Os espectáculos agendados para o próximo mês de Novembro destinam-se a todos os melómanos com abertura de espírito residentes a norte do país;
2. Serão admitidos todos os espectadores com disponibilidade efectiva e recursos logísticos e financeiros adequados à programação abaixo discriminada;
3. Não serão permitidos recursos ou reclamações, devendo os participantes efectuar as suas reservas e deslocações com antecipação e segurança recomendadas;
4. À programação que se antecipa poderão ser adicionados ainda outros concertos que a direcção promete divulgar por este meio se a qualidade assim o justificar;
5. A lista de eventos que agora se divulga está sujeita a alterações que não poderão em qualquer circunstância ser da responsabilidade deste blogue:
. PETER BRODERICK, Quarta, 2 de Novembro, Teatro Aveirense;
. PETER BRODERICK, Quinta, Casa da Música, 3 de Novembro, Casa da Música;
. THE KILLS, Sexta, 4 de Novembro, Hard Club, Porto;
. ANDREW BIRD, Terça, 8 de Novembro, Casa da Música;
. LAURE BRIARD + MICHELLE BLADES, Terça, 8 de Novembro, Club de Vila Real;
. SARAH NEUFIELD (Arcade Fire), Sábado, 12 de Novembro, GNRation, Braga;
. SARAH NEUFIELD (Arcade Fire), Domingo, 13 de Novembro, Casa da Música;
. HEATHER WOODS BRODERICK, Sexta, 18, Convento de São Francisco, Coimbra;
. TOM BROSSEAU, Sábado, 19, Convento St. Cruz, Bussaco, Mealhada;
. BLOOM (JP Simões), Sábado, 19, Auditório de Espinho;
. PIXIES, Segunda, 21 de Novembro, Coliseu do Porto;
. RYLEY WALKER, Quinta, 24 de Novembro, La Iguana Club, Vigo;
. HOWE GELB, Quinta, 24 de Novembro, Auditório de Espinho;
. ELZA SOARES, Quinta, 24 de Novembro, Casa da Música;
. KEVIN MORBY, Sexta, 25 de Novembro, Auditório de Espinho;
. WILLIAM TYLER, Sexta, 25 de Novembro, Café Pop-Torgal, Ourense;
. NORBERTO LOBO, Sexta, 25 de Novembro, GNRation, Braga;
. AISHA DEVI, Sábado, 26 de Novembro, Teatro Rivoli, Porto
. CHARLES BRADLEY, Segunda, 28 de Novembro, Coliseu do Porto;
. JULIANNA BARWICK, Segunda, 28 de Novembro, GNRation, Braga.
6. A direcção fará todos os esforços para acompanhar com entusiasmo e atenção a referida programação mediante a disponibilidade então verificada;
7. Para o mês seguinte de Dezembro, cuja agenda está em fase de construção, promete esta direcção uma idêntica adesão que terá início no primeiro sábado daquele mês na cidade Berço.
Porto, 4 de Outubro de 2016
A Direcção Uninominal
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
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