No caldeirão fantástico do Festival Música do Mundo de Sines há sempre uma imensidão de temperos e condimentos de chorar por mais. Este ano, entre outros, lá chegarão os Kokoroko, Nubya Gracia ou Keziah Jones mas há um concerto impiedoso da maravilhosa Melanie de Biasio no castelo de Sines no dia 24 de Julho, quarta-feira, que se afigura de atracção e encanto soberbos. Toca a tirar o pó à mochila...
sexta-feira, 28 de junho de 2019
quinta-feira, 27 de junho de 2019
FAZ HOJE (16) ANOS #06
CAT POWER, Festival do Porto, Bar Blá Blá, Matosinhos, 27 de Junho de 2003
. O Comércio do Porto, por Luísa Marinho, fotografia de Pedro Granadeiro, Domingo, 29 de Junho de 2003, p. 26
WILLIAM TYLER, AINDA NÃO É DESTA?
São já algumas as aproximações de William Tyler e da sua guitarra milagrosa ao nosso país quer em nome próprio (Lisboa, 2016), ao lado de Damien Jurado (Lisboa, 2013) ou até numa anunciada, falhada e nunca explicada colaboração ao vivo com os Lambchop (Vila do Conde, 2015). O regresso a solo para dois concertos em Novembro próximo em Portalegre (dia 9) e Lisboa (dia 10) deixa outra vez de lado um trilho nortenho que se afigurava propício no desfrutar do grande disco deste ano "Goes West". Será que ainda não é desta?
Actualização 23h00: 8 de Novembro, concerto marcado para Espinho. Eia!
Actualização 23h00: 8 de Novembro, concerto marcado para Espinho. Eia!
quarta-feira, 26 de junho de 2019
JONATHAN BREE, Maus Hábitos, Porto, 25 de Junho de 2019
No suadouro portuense, retirando a criminosa concentração de fumo ("quem fuma manda"), a desadequada elevação do palco por diminuta ("viesses mais cedo") ou a notória sobrelotação do espaço ("usa os bicos dos pés"), a noite, diria monsieur La Palice, teve perdas e ganhos. Vamos às contas.
Perdeu-se e muito na percepção completa de um jogo cenográfico que alia projecções de fundo a movimentos estudados e ensaiados por um trio onde Jonathan Bree se viu sempre rodeado de duas parteners de trajes brancos e touca vitoriana. Havia um baixista e um baterista a que não pusemos os olhos em cima mas também ainda agora não conseguimos perceber se os instrumentos eram efectivamente tocados. Mantemos também algumas dúvidas sobre se aquela voz por baixo da máscara têxtil era cantada ao vivo ou... Como é óbvio, não deu para confirmar olhos nos olhos.
Ganhou-se, no entanto, numa proximidade ideal para a fruição de uma sonoridade segura que emite canções pop quase vintage e de impacto misterioso envoltas numa vibrante nostalgia de sombras cinemáticas a preto-e-branco e de que "Say You Love Me Too", quase a começar e o hit "You're So Cool", quase a acabar, foram exemplares perfeitos de um serão algo longe de entusiasmos desmedidos mas muito perto de uma magia incontornável e sedutora.
Perdeu-se e muito na percepção completa de um jogo cenográfico que alia projecções de fundo a movimentos estudados e ensaiados por um trio onde Jonathan Bree se viu sempre rodeado de duas parteners de trajes brancos e touca vitoriana. Havia um baixista e um baterista a que não pusemos os olhos em cima mas também ainda agora não conseguimos perceber se os instrumentos eram efectivamente tocados. Mantemos também algumas dúvidas sobre se aquela voz por baixo da máscara têxtil era cantada ao vivo ou... Como é óbvio, não deu para confirmar olhos nos olhos.
Ganhou-se, no entanto, numa proximidade ideal para a fruição de uma sonoridade segura que emite canções pop quase vintage e de impacto misterioso envoltas numa vibrante nostalgia de sombras cinemáticas a preto-e-branco e de que "Say You Love Me Too", quase a começar e o hit "You're So Cool", quase a acabar, foram exemplares perfeitos de um serão algo longe de entusiasmos desmedidos mas muito perto de uma magia incontornável e sedutora.
terça-feira, 25 de junho de 2019
DAMIEN JURADO E UMA LENTE!
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| Fotografia de Tom Roelofs |
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| Fotografia de Tom Roelofs |
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| Fotografia de Tom Roelofs |
FAROL #132
Do memorável serão de Damien Jurado por Braga em Outubro último transpareceu de forma nítida o gosto por séries de televisão, mania que, pelo menos, numa das canções do disco do ano passado é vincada de forma sublime em "Marvin Kaplan", nome de actor famoso do sitcom "Alice". Temos agora mais uma evidência dessa fixação - são sete as versões de genéricos de séries dos anos setenta e oitenta disponíveis para descarga gratuita, de "Gimme a Break" a "Welcome Back, Kotter" ou "WKRP In Cincinatti" que nunca passaram por cá (?) até "Diff'rent Strokes" ou "Family Ties", as "nossas" e saudosas "O Príncipe de Bel Air" e "Quem Sai aos Seus"! Explicações e ofertas aqui.
BEDOUINE, CANÇÕES DE PASSARINHO!
Na senda do excelente primeiro disco homónimo de 2017, prova-se agora que Azniv Korkeijan aka Bedouine não é um ocaso inspirativo mas sim uma notável fazedora de canções que servem de banda sonora a uma qualquer estação do ano, seja ele qual for.
Saído na Spacebomb de Mathew E. White na passada semana, "Bird Songs of a Killjoy" recebeu a produção de Gus Seyffert, uma parceria intocável que visou aprimorar doze temas de imediata irradiação criativa e certeira sedução e que tem em "Bird Gone Wild" um auto-biográfico exemplar de talento intemporal.
Quanto a uma suspirada estreia em palcos portugueses, depois de uma passagem lúdica pela capital portuguesa, não há aparentemente boas-novas apesar de Setembro próximo contemplar uma aproximação a Barcelona...
Saído na Spacebomb de Mathew E. White na passada semana, "Bird Songs of a Killjoy" recebeu a produção de Gus Seyffert, uma parceria intocável que visou aprimorar doze temas de imediata irradiação criativa e certeira sedução e que tem em "Bird Gone Wild" um auto-biográfico exemplar de talento intemporal.
Quanto a uma suspirada estreia em palcos portugueses, depois de uma passagem lúdica pela capital portuguesa, não há aparentemente boas-novas apesar de Setembro próximo contemplar uma aproximação a Barcelona...
segunda-feira, 24 de junho de 2019
sexta-feira, 21 de junho de 2019
terça-feira, 18 de junho de 2019
BILL CALLAHAN, UMA IMENSIDÃO!
Confirmando e extravasando todas as expectativas, o regresso prolongado e subtil de Bill Callahan é disco do ano e de todos os anos. Uma imensidão!
segunda-feira, 17 de junho de 2019
FAZ HOJE (20) ANOS #05
BRUCE SPRINGSTEEN, À PATRÃO!
Isto de fazer grandes discos aos setenta anos não está ao alcance de todos! Bruce Springsteen, ao jeito de Dylan ou McCartney, continua inflexível quanto à manutenção de uma fasquia de qualidade surpreendente que alia coragem a bom gosto num punhado de treze canções reunidas em "Western Stars", o 19º álbum de estúdio editado pela Columbia/Sony sexta-feira passada.
Ao longo do disco, há como um jogo de subtilezas orquestrais onde brilham, por vezes, os metais a lembrar os mestres Roy Orbison ou Bacharach, o "novato" Richard Hawley ou até a pop dos Last Shadow Puppets e no qual aquela voz cada vez mais marcante e segura conta, encantada, histórias do Oeste americano de forma a nos hipnotizar e fixar na escuta. À patrão, como só ele sabe e podia fazer!
Ao longo do disco, há como um jogo de subtilezas orquestrais onde brilham, por vezes, os metais a lembrar os mestres Roy Orbison ou Bacharach, o "novato" Richard Hawley ou até a pop dos Last Shadow Puppets e no qual aquela voz cada vez mais marcante e segura conta, encantada, histórias do Oeste americano de forma a nos hipnotizar e fixar na escuta. À patrão, como só ele sabe e podia fazer!
domingo, 16 de junho de 2019
JOAN AS POLICE WOMAN, Auditório de Espinho, 14 de Junho de 2019
Na voracidade do tempo vamos desprezando uma série de artistas com obra feita e notável perseverança que são muitas vezes substituídos por outros de forma incompreensível e até injusta. O caso da americana Joan Wasser aka Joan As Police Woman é um desses exemplos em que a memória nos vai atraiçoando o reconhecimento e é preciso uma qualquer apresentação a solo para a avivar de forma clara.
Apesar de algumas dificuldades na voz suavizadas por constantes goles no chã (?) e notórias e indisfarçáveis contrariedades de espírito, a presença e classe com que Joan se apresentou em Espinho só veio confirmar o que já há muito tempo - onze anos! - tínhamos registado em Guimarães: uma composição muito própria que se adapta de forma perfeita ao piano ou à guitarra eléctrica e que recebeu pontualmente a ajuda da amiga drum machine vintage. Agora que a carreira está formalmente resumida numa colectânea tripla ("Joanthology"), o serão foi aproveitado para vincar que à quantidade e qualidade de álbuns (8) da discografia se junta uma diversidade de pérolas por descobrir e polir de forma urgente. São disso exemplo o inédito "What a World", a incontornável cover de "Kiss" e "Your Song", um lado B finalmente valorizado que serviu de suave pedra de toque final a uma noite de aparente leveza mas onde transpareceu sempre um assinalável requinte artístico.
Apesar de algumas dificuldades na voz suavizadas por constantes goles no chã (?) e notórias e indisfarçáveis contrariedades de espírito, a presença e classe com que Joan se apresentou em Espinho só veio confirmar o que já há muito tempo - onze anos! - tínhamos registado em Guimarães: uma composição muito própria que se adapta de forma perfeita ao piano ou à guitarra eléctrica e que recebeu pontualmente a ajuda da amiga drum machine vintage. Agora que a carreira está formalmente resumida numa colectânea tripla ("Joanthology"), o serão foi aproveitado para vincar que à quantidade e qualidade de álbuns (8) da discografia se junta uma diversidade de pérolas por descobrir e polir de forma urgente. São disso exemplo o inédito "What a World", a incontornável cover de "Kiss" e "Your Song", um lado B finalmente valorizado que serviu de suave pedra de toque final a uma noite de aparente leveza mas onde transpareceu sempre um assinalável requinte artístico.
sexta-feira, 14 de junho de 2019
BILL RYDER-JONES, Hard Club, Porto, 12 de Junho de 2019
Há dezasseis anos atrás, numa noite do mesmo mês, a menina Chan Marshall aka Cat Power subia ao estrado do bar Blá Blá em Matosinhos para um concerto memorável pelas más razões. Em mais de uma hora, que nos lembremos, tocou uma única canção a muito custo perdida entre devaneios, nonsense talk, bebida e mais bebida com o engrossar notório e ameaçador das reclamações, bocas e tensão, o que levou no final a uma montanha de pedidos de reembolso do preço do bilhete ao desgraçado do promotor. Não teve piada nenhuma!
Quando Bill Ryder-Jones entrou, atrasado, em palco munido de água tónica para ir misturando com as garrafas de gin britânico Tanquerey que, tínhamos notado, já há muito que se encontravam à espera ao lado do teclado, tememos o pior. Confessado o gosto pela bebida logo que se levantou para tocar guitarra, o perigo de descontrolo como que se foi evaporando entre excelentes canções, histórias, piadas, provocações e um elevado nível de stan-up-comedy a que o público bondoso, cool, como reconhecido, foi respondendo, encaixando e apreciando.
Certamente que a set-list previamente definida não foi totalmente cumprida, mas, who cares, o serão cargo de Jones e do parceiro Liam mesmo não sendo num pub inglês acabou por resultar numa partilha tão próxima e informal que envolveu ofertas de bebidas nos dois sentidos, empréstimo de palhetas vindo do público, pedidos de canções - quem solicitou a versão de "Something Like You" de Mick Head que acabou mesmo por ser tocado merecia uma dose extra de bebida - e a fatal discussão inglesa sempre que a sineta toca na hora do fecho: para onde é que vamos a seguir? A sugestão foi para montar a "tenda" um pouco mais acima... Tudo com imensa piada!
Quando Bill Ryder-Jones entrou, atrasado, em palco munido de água tónica para ir misturando com as garrafas de gin britânico Tanquerey que, tínhamos notado, já há muito que se encontravam à espera ao lado do teclado, tememos o pior. Confessado o gosto pela bebida logo que se levantou para tocar guitarra, o perigo de descontrolo como que se foi evaporando entre excelentes canções, histórias, piadas, provocações e um elevado nível de stan-up-comedy a que o público bondoso, cool, como reconhecido, foi respondendo, encaixando e apreciando.
Certamente que a set-list previamente definida não foi totalmente cumprida, mas, who cares, o serão cargo de Jones e do parceiro Liam mesmo não sendo num pub inglês acabou por resultar numa partilha tão próxima e informal que envolveu ofertas de bebidas nos dois sentidos, empréstimo de palhetas vindo do público, pedidos de canções - quem solicitou a versão de "Something Like You" de Mick Head que acabou mesmo por ser tocado merecia uma dose extra de bebida - e a fatal discussão inglesa sempre que a sineta toca na hora do fecho: para onde é que vamos a seguir? A sugestão foi para montar a "tenda" um pouco mais acima... Tudo com imensa piada!
quinta-feira, 13 de junho de 2019
DUETOS IMPROVÁVEIS #215
TIM BERNARDES & MALLU MAGALHÃES
Quis Mudar (Bernardes)
Estúdios Canoa, Torres Vedras, Portugal.
Novembro de 2018
Quis Mudar (Bernardes)
Estúdios Canoa, Torres Vedras, Portugal.
Novembro de 2018
quarta-feira, 12 de junho de 2019
terça-feira, 11 de junho de 2019
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