quinta-feira, 29 de abril de 2010

APÊNDICES DE LUXO


O fantástico álbum de estreia de DM Stith foi, naturalmente, um dos nossos eleitos em 2009. Heavy Ghost exala magia e muito mistério e tem em “Morning Glory Cloud” e "Pity Dance" duas das canções mais bonitas dos últimos tempos. Depois da edição do disco, Stith dedicou-se a reinterpretar alguns dos seus originais e a afinar algumas versões de temas de Randy Newman, Dianne Cluck ou até David Byrne. O resultado traduziu-se em três EP’s digitais onde cabiam também algumas remisturas e que foram publicados ao longo do Verão e Outono do ano passado. A sua editora decidiu agora reunir num duplo CD estas gravações com o nome de “Heavy Ghost Appendices”, com saída marcada para o final do mês de Maio. O primeiro disco contem as versões e as reinterpretações e o segundo CD as já referidas remixes por gente tão diversa como Son Lux, Clark ou Rafter. Entretanto, está disponível online parte de um concerto do artista na cidade de Roterdão, uma prova irrefutável do seu enorme talento.

DM Stith- Pity Dance from Asthmatic Kitty on Vimeo.

terça-feira, 27 de abril de 2010

UM BACHARACH COM SAQUÉ


O sempre irrequieto Jim O’Rourke produziu um disco tributo a Burt Bacharach para o qual convidou alguns velhos amigos. Dos Sonic Youth, banda onde foi teclista e baixista entre 2000 e 2005, temos Thurston Moore a cantar “Always Something There to Remind Me” (!!!) e dos Wilco, para quem produziu, por exemplo, “The Ghost is Born”, surge o baterista Glenn Kotche. Destaque ainda para a presença de Donna Taylor, colaboradora do próprio Bacharach, que dá voz ao famoso “Walk on By”. São onze temas sob o nome de “All Kinds of People - Love Burt Bacharach” em que o próprio O’Rourke, para além de cantar, executa uma grande variedade de instrumentos, do banjo ao harpsichord. O álbum foi gravado e editado no Japão, tendo por isso a colaboração de mais sete artistas daquele país chamados Akira Sakata, Masaya Nakahara, Aoyama Youiti ou Kahimi Karie! Para quem, como nós, tem em Dionne Warwick a voz perfeita para os clássicos de Bacharach, o disco, que já anda no iPod, soa um pouco estranho e até bizarro. Talvez com mais umas boas audições primaveris ele acabe por se entranhar…

segunda-feira, 26 de abril de 2010

SINGLES #20


CONJUNTO BRECHA - Ó Liberdade!
No âmbito da montagem da exposição "Abril Vinil" que está patente no Museu Nacional da Imprensa no Porto, deparamos com este enigma. Infelizmente não temos a rodela de plástico para o fazer rodar e por isso nem sequer sabemos como soa. Na parte de trás desta capa, estão impressas estas pistas: o lado A é composto pelo tema-título "Ó Liberdade!" e ainda uma outra canção de nome "Pranto pelo dia de Hoje", um poema de Sophia de Mello Breyner. No lado B está (estaria...) o tema "Medo de ser coerente" cuja autoria é atribuída a Adelino Gomes. Não há referências a data de edição, editora ou sequer país. Em dia pós-revolucionário, seria bom que alguém desse lado tivesse memória de elefante...

SONIC YOUTH, Coliseu do Porto, 23 de Abril de 2010


Ao fim de quase trinta anos, eis que o Coliseu da cidade recebeu, finalmente, os Sonic Youth. Por lá já passaram tantos e tantos talentos, de Bob Dylan aos Pixies, de Philip Glass a Radiohead, que parecia um sacrilégio a banda de Nova Iorque ainda não nos ter brindado com a sua visita. E que visita! Duas horas de intensidade avassaladora, que reduziu a cinzas qualquer outro concerto onde estivemos nos últimos tempos. A magia da banda funcionou, desta vez, na perfeição, muito longe da passagem falhada pelo Sudoeste em 1998 e ainda melhor que Paredes de Coura em 2007, a que não é alheio o magnífico som de sala difundido, uma dádiva nada habitual em concertos rock naquele recinto. O fantástico “No Way”, logo abrir, deu o tiro de partida para um alinhamento centrado no último “The Eternal”, disco repleto de grandes canções e que ao vivo cresceram ainda mais. O duelo permanente, mas quase impreceptível, entre Ranaldo e Moore, teve o seu momento eterno, quando, já no final do encore, as guitarras em feedback se encostaram ao alto, depois de vaguearem de forma controlada pelo público em delírio. Uma nota para a potência recatada da bateria e do baixo de Steve Shelley e Mark Ibold, respectivamente, e uma grande vénia para a fantástica Kim Gordon e o arrepiante “Cross the Breeze”. Uma verdadeira “tareia”, como reportava o Público sobre o concerto lisboeta e que nos vai deixar marcas saborosas durante muito e muito tempo. Como prova final, aqui fica um nada habitual “Candle”, captado com a perícia magistral do amigo HugThe Dj. Escusam de procurar mais. Este é, sem dúvida, o melhor vídeo disponível duma memorável noite portuense. Long live Sonic Youth!

Sonic Youth "Candle" @ Coliseu do Porto from hug the dj on Vimeo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

DUETOS IMPROVÁVEIS #139

JEFFREY LEWIS & LAURA MARLING
Brain Damage (Eminem)
Jeffrey Lewis & The News, The Guardian Newspaper
15 de Março de 2010

3 X 20 ABRIL



20 canções:
. THEM CROOKED VOLTURES – Dead end friends
. THE WHITE STRIPES – Blue orchid (live)
. GET WELL SOON – Angry young woman
. FANFARLO – Drowning men
. KAKI KING – Communist friends
. FIELD MUSIC – Something familiar
. MGMT – Siberian breaks
. LALI PUNA – Remember?
. HOT CHIP – One life stand
. PREFAB SPROUT – Earth, the story so far
. THE RADIO DEPT. – Heaven’s on fire
. BILL CALLAHAN – Our anniversary
. SAMBASSADEUR – Small parade
. TUNNG – October
. ANE BRUN – My lover will go
. CLOGS feat. Matt Berninger – Last song
. MAVIS feat. Ed Harcourt – Puzzles & Riddles
. RUFUS WAINWRIGHT – A woman’s face
. ALI FARKA TOURÉ & TOUMANI DIABATÉ – Be Mankan
. BALLAKE SISSOKO & VINCENT SEGAL – Histoire de Molly

20 versões:
. RICHARD THOMPSON – Time has told me (Nick Drake)
. PETER GABRIEL – Flume (Bon Iver)
. BON IVER - Come talk to me (Peter Gabriel)
. PATRICK WOLF - Army dreamers (Kate Bush)
. FLORENCE AND THE MACHINE - I Dont Wanna Know (Mario Winan)
. FOUR TET – Iron Man (Black Sabbath)
. M. WARD - Sadie (Joanna Newsom)
. BECK feat. St. Vincet+ Liars+Os Mutantes - Devil’s inside (INXS)
. THE BIRD AND THE BEE – Kiss on my list (Hall & Otes)
. BORN RUFFIANS - Knife (Grizzly Bear)
. HOT CHIP – She wolf (Shakira)
. LE TIGRE – I’m so excited (Pointed Sisters)
. NOISETTES – Ever fallen in love (Buzzcokcs)
. JEFFREY LEWIS & LAURA MARLING – Brain damage (Eminem)
. MATES OF STATE - Laura (Girls)
. MILLY BEAU – Yoshimi… (Flaming Lips)
. BILLY BRAG & CARA TIVEY – She’s leaving home (The Beatles)
. BOW WOW WOW - I started something I couldn’t finish (Smiths)
. JAH DIVISION – Dub Will Tear Us Apart (Joy Division)
. ANI DI FRANCO & JACKIE CHAN – Unforgettable (Nat King Cole)

20 Remixes:
. PASSION PIT - Little Secrets (Plus Move Remix feat. Future Kidd)
. OWEN PALLETT - Lewis Takes Off His Shirt (Dan Deacon Remix)
. TUNNG – Hustle (Bloc Party Remix)
. CHARLOTTE GAINSBOURG - Time of the Assassins (Matthew Dear Remix)
. FOALS – Spanish Sahara (Mount Kimbie Remix)
. MONARCHY – Gold in the fire (Screendeath Remix)
. TEGAN & SARA - Alligator (Toro Y Moi Remix)
. MARINA & THE DIAMONDS - I Am Not a Robot (Fool's Gold Remix)
. CRYSTAL CASTELS - Untrust Us (Alex Zelenka Remix)
. CARIBOU - Sun (Mondkopf Remix)
. SEAMONSTER – Oh Appalachia (Railcars remix)
. TWO DOOR CINEMA CLUB – Something good can work (The Twelves remix)
. FOOL’S GOLD – Nadine (Acid Girls the Vibes Are Free remix)
. MAVIS feat. Candi Staton – Revolution (Heavy Soul Extended mix)
. GIL SCOTT HERON feat. Nas – New York is killing me (remix)
. BLOC PARTY – Letter To My Son (Gold Panda Remix)
. THE GOLDEN FILTER – Hide me (Clock Opera remix)
. LINDSTROM – Paaskelyd (Bottin Remix)
. COLD CAVE – Life magazine (Pantha du Prince remix)
. THE XX – Basic Space (Mount Kimbie Remix)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

AMANHÃ É FERIADO


O evento internacional denominado Record Store Day tem nos últimos dois anos crescido a olhos vistos quer no número de lojas aderentes, mais de 700, quer, acima de tudo, nas edições exclusivas que as editoras e os artistas promovem. A escolha do vinil é, neste sentido, o formato ideal para atrair os amantes da música, havendo este ano muito por onde escolher, inclusive um novo single dos Blur. Infelizmente, a maioria das tentativas de compra online acabam goradas, devido à muita procura e pouca (em nº de exemplares) oferta.
Por cá, apesar de tímida, a adesão não tem desmerecido. Amanhã, sábado, por estas bandas assinala-se o dia com desconto de 20% na Loja Louie Louie da Rua do Almada, o mesmo se passando na Jo Jo’s de Cedofeita, onde paralelamente estão agendados concertos gratuitos dos Soaked Lamb (12h), Cavalheiro (16h), Complicado (17h) e Andrew Thorn (18h30). Promete-se ainda a disponibilização de algumas das edições internacionais referentes a esta data. Boa sorte!

GRANDES MESTRES!


A jogada tem algum grau de risco, mas o que é certo é que dupla Inara George e Greg Kurstin, que conhecemos por The Bird and The Bee, se lançou num desafio arrojado: reinterpretar nove originais de Hall & Notes e lançar o resultado no iTunes sob o nome de Interpreting the Masters, Vol. 1: A Tribute to Daryl Hall and John Oates. O disco está em audição livre por aqui. O duo há muito que vai rodando este reportório ao vivo, sempre com excelentes reacções do público. Uma boa canção pop não tem idade e a prova é esta versão de “I can’t go for that” com a colaboração do próprio John Oates.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

TRIBUTO A NICK DRAKE NA BBC4



Em Janeiro passado decorreu no Barbican de Londres um concerto de homenagem a Nick Drake que recebeu o nome de “The Songs of Nick Drake: Way to Blue”. Tal como demos conta por aqui, o evento da responsabilidade de Joe Boyd, produtor e amigo do malogrado cantautor, culminou uma série de idênticos espectáculos que decorreram na Escócia e noutras cidades inglesas, sempre com diferentes artistas. A noite londrina foi filmada oficialmente pela BBC que transmite na próxima sexta-feira, no seu canal 4, um registo de noventa minutos comandados por Danny Thompsom, baixista dos dois primeiros discos de Drake. A emissão poderá ser captada online. A orquestra presente interpretou os arranjos originais de Robert Kirby e na voz por lá passaram Vashti Bunyan, Green Gartisde, Lisa Hanning, Teddy Thompson ou Scott Mathews. Muitos destas contribuições foram captadas não oficialmente pelos fãs e muitas delas estão há muito no Youtube. Aqui fica um exemplo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

MATT JOHNSON I


O mentor dos saudosos The The tem mantido ao longo dos últimos anos uma assinalável descrição, escrevendo bandas sonoras e empenhando-se em causas políticas locais. O site de Matt Johnson intitulado "This is the day" é o espelho dessa postura, já que não há por ali quaisquer ligações a Facebook, Myspace ou videos no Youtube. Trata-se de um projecto à moda antiga, ao jeito de um jornal, com secções tradicionais de biografia, discografia, fotografias e videos e que está online desde 2001. No início do ano apareceu uma nova secção, um fantástico podcast mensal de nome "Radio Cinéola" onde Matt vai apresentando, entre alguns devaneios, os seus mais recentes trabalhos, material inédito e entrevistas com amigos e colaboradores. Na edição de Fevereiro coube a Thomas Feiner confessar a sua antiga admiração pelas canções de Johnson e explicar a sua contribuição para o futuro, mas ainda obscuro, projecto "The End of The Day". Trata-se, ao que parece, de um álbum de versões de temas dos The The e Feiner não faz a coisa por menos - escolheu logo o mítico "This Is The Day" para nos estilhaçar... Não percam, por nada, estes momentos mágicos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

MATT JOHNSON II

Habituamo-nos a ver e ouvir Matt Johnson junto a uma bateria. Foi assim que fez história com Jeff Buckley ao vivo e no mítico “Grace”. Depois deu a sua preciosa colaboração a artistas tão diversos como Beth Orton, Richard Thompson e o filho Teddy Thompson, Susanne Vega, Doveman ou mesmo Marc Ribot. Em Portugal já esteve com Rickie Lee Jones na Aula Magna (2000) ou com Rufus Wainwright nos Coliseus (2005). Entre inúmeras digressões e parcerias, Matt teve finalmente tempo para gravar o seu segundo álbum a solo de nome “Cagefighter” onde, para além da bateria, toca também guitarra e canta. Colaboram, entre outros, Rich Hinman da banda de Rosanne Cash, Oren Bloedow que toca com Meshell N'Degeocello e Jonathan Maron dos Groove Collective. Na primeira aventura, “Dry Vein”, as ajudas foram também de peso: Joan Wasser "Police Woman", Catherine Popper (Ryan Adams), Thomas Bartlett (Antony and the Johnsons), Gerry Leonard (David Bowie) ou Jeff Hill (Rufus Wainwright). Para descobrir.

DUETOS IMPROVÁVEIS #138

JENS LEKMAN & ERLAND OYE
You can call me Al (Paul Simon)
Slotts Festival, Tonsberg, Noruega
20 de Julho de 2007

PARABÉNS!


É certo que a capa não ajuda muito, mas o novo álbum dos MGMT vale pelo recheio. Para quem estava à espera de "mais do mesmo", a estratégia de ruptura que o duo empreendeu em relação ao êxito obtido como "Oracular Spectacular" pode ser considerada despropositada. Quanto a nós, o disco é, ao contrário, uma pedrada certeira num charco pop-rock cabulento e preguiçoso e, no fundo, uma jogada inteligente e coerente. O disco surpreende pela arrojada mescla de estilos, sendo muito mais que uma "Ode ao Psicadelismo" como lhe chamou o Ipsilon. Basta para o efeito ouvir bem alto os doze minutos de "Siberian Breaks", um tema/resumo para história. As palmas leves que se ouvem no final de "Congratulations" são, no nosso entender, poucas. As reacções continuam, contudo, a ser diversas e ferozes...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

(RE)VISTO #32


JEFF TWEEDY – SUNKEN TREASURE
LIVE IN THE PACIFIC NORTHWEST

de Christoph Green e Brendan Canty, Nonesuch, DVD, 2006
Como líder dos Wilco, Jeff Tweedy tem à sua volta um conjunto notável de músicos que transformam qualquer experiência ao vivo numa máquina inatacável de prestígio e eficácia. Quem esteve em Braga em Maio passado certamente terá a mesma opinião. Tweedy, com uma já longa carreira musical, com passagens por bandas como os Uncle Tupelo ou os Loose Furs, escreveu até hoje centenas de canções que conhecemos, principalmente, em versões robustas dos Wilco. Expor esse património despido de arranjos é uma faceta bastante arriscada, mas, ao mesmo tempo, apelativa e saborosa. Em Fevereiro de 2006, após uma reabilitação de dependência de álcool, Tweedy decidiu partir sozinho para a estrada, por povoações quase desconhecidas como Arcata ou Eugene, enfrentando audiências diversas e turculentas. Este documento retrata essa aventura de forma escorreita e terna, captando atmosferas e paisagens entre concertos, mas acima de tudo, confirmando a excelência das vinte duas canções que o DVD oferece. Podiam ser muitas outras, mas estas bastam para nos rendermos ao seu génio e talento. Em duas delas – “Heavy Metal Drummer” e “War on War” – Tweedy recebeu a ajuda de Nels Cline e Glenn Kotche, o guitarrista e o percursionista dos Wilco, acrescentando ao registo ainda mais intensidade. Realce para a faceta “comediante” presente em muitas das conversas entre temas, mas também o reverso da medalha, com um Tweedy agastado com o barulho de fundo incomadativo que todos nós já vivemos em concertos, quando alguns dos presente decidem conversar durante as canções… Um filme simples, sincero e, por isso mesmo, raro.

MALCOM McLAREN (1946–2010)


Foi o empresário e descobridor dos Sex Pistols, namorado de Vivienne Westwood, amigo dos New York Dolls, numa história interminável de arrojo. Maclcom McLaren sempre esteve à frente do seu tempo e para quem, como nós, viveu o início dos anos oitenta em frente à televisão à espera de novos clips e ar fresco, são memoráveis temas como “Madame Buterfly”, odiado por muitos, “Double Dutch” ou o inesquecível “Buffalo Gals”. As rodelas de 7” ainda andam lá por casa, mas o que é certo é que desde há muito que não lhe tiramos o pó. McLaren faleceu hoje vítima de cancro. Fica a memória. Peace!

ALICE RUSSELL NO PORTO


A rainha do novo soul/funk, a britânica Alice Russell, está de volta a Portugal em Junho para uma pequena digressão. O Teatro Sá da Bandeira parece o cenário perfeito para, no dia 3, receber tamanho vozeirão, numa noite onde não deveriam ser permitidas cadeiras ou outros adereços de descanso. Seguem-se, nos dias seguintes, actuações em Guimarães e Lisboa. Esperemos que este seja um verdadeiro espectáculo, nada comparável ao triste ambiente que rodeou a anterior passagem pela Invicta em 2006, aquando de uma actuação inapropriada numa discoteca da zona industrial. Para aquecer, aqui fica o último single "Let Us Be Loving" do álbum de 2008 "Pot of Gold".


terça-feira, 6 de abril de 2010

NME X 10


A anunciada maquilhagem do jornal inglês NME- New Musical Express não brinca em serviço. Há por aí não uma, não duas, não três, mas dez (10) capas diferentes nas lojas! Um exagero?

LISA GERMANO + PHILIP SELWAY, Festival SinSal.Oito, Teatro Caixanova, Vigo



O clássico e bem tratado auditório galego recebeu ontem um concerto algo desiquilibrado. Desde o início, destacou-se de forma nítida o talento de Lisa Germano, presente em todas as canções que magistralmente acompanhou ao piano. Os restantes parceiros não precisaram de se esforçar muito para as tornar vibrantes e suculentas, parecendo muitas vezes dispensável a sua presença ou contribuição. Neste particular e embora sentado em frente a dois tambores, a ajuda de Phil Selway, baterista dos Radiohead, foi quase impreceptível. Destaque para algumas das novas canções do álbum "Magic Neighbor" e das pequenas histórias à volta do gato Suli-Mon ou da má vizinhança. Mas foi com "The Prince of Plati" e "Snow" que Germano fez ainda mais "estragos", a que se juntou a pérola "Guillotine" mesmo no final do encore. Pena que a disposição ou inspiração para acabar um "Electrified" ainda iniciado não se tenha concretizado.
Intervalando com Germano, Phil Selway desfilou, à frente do palco, a maioria dos temas dum álbum já gravado mas ainda não editado. Há por ali um travo a folk de toada acústica ainda a precisar de muito vinco e lixa. Pareceu-nos tudo prevísivel e semsaborão, a que se junta uma lírica redundante e pobrezinha. Talvez o disco, que recebeu a ajuda de alguns Wilco e da própria Germano, se afigure mais atraente, mas pela amostra de ontem não será de esperar uma grande revelação. Logo a meio do espectáculo, demos connosco a pensar o que anda Lisa Germano a fazer no meio de tanta banalidade, tocando violino, guitarra ou flauta em canções tão deslavadas. Mas tal como confessou em entrevista ao jornal i de hoje, há contas para pagar... Dá vontade de pedir "Meio bilhete, por favor!".

ELE (TAMBÉM) CANTA!


O primeiro disco da "One Triology" do genial Mathew Herbert é editado este mês. Tem o nome de "One One" e nele nada é deixado em mãos alheias. Herbert toca todos os instrumentos e aventura-se, de forma inédita, na voz. Ao longo do ano mais dois álbuns estão prometidos: o segundo, "One Club", foi já gravado durante uma noite de Setembro passado no Robert Johnson Nigh Club de Frankfurt e o terceiro, o famoso e polémico "One Pig" a editar mais para o fim do ano, teve por inspiração o ciclo de vida/morte do porco! Herbert tem ainda tempo para a produção de outros artistas, bem como para actuar como Dj ou na companhia da Big Band, como acontecerá em Junho próximo no Sonar de Barcelona e A Coruna. Aqui fica "Leipzig", o primeiro single do novo "cantor".


segunda-feira, 5 de abril de 2010

DUETOS IMPROVÁVEIS #137

THE FLAMING LIPS & THE WHITE STRIPES
We're going to be friends + Seven Nation Army (Stripes)
Chicago, EUA, 31 de Dezembro de 2004

quinta-feira, 1 de abril de 2010

UMA DÁDIVA CRESCENTE


Uma irresistível amostra do novo álbum de James Yuill está a ser amavelmente oferecido pelo artista. O tema tem, curiosamente, o nome de "Give You Away" e está à curta distância dum simples formulário, mas há ainda meios mais rápidos de lá chegar. Em Junho, a editora Moshi Moshi porá cá fora "Movement is a Storm", o sucessor do já clássico "Turning Down Water From Air" de 2008. Antes, a 15 de Maio, James Yuill vai passar pelo MUAU - Museu Urbano de Arte Urbana de A Coruna (Espanha) no âmbito dum atraente festival. Interessante...

BON IVER vs PETER GABRIEL


Um dos primeiros resultados da operação "Scratch My Back" de Peter Gabriel já deu frutos. Como sabem, o álbum de versões do ex-Genesis terá uma resposta denominada "I'll Scratch Yours", onde os artistas "cobertos" farão versões de temas de Gabriel. Justin Vernom / Bon Iver foi um dos primeiros a responder e a sua cover de "Come Talk to Me", cujo original está em "Us" (1992), já rola por aí. O tema foi entretanto eleito para single digital e também para um exclusivo split single de vinil somente disponível no próximo Record Store Day que se realiza dia 17 de Abril. O outro lado da rodela incluirá a versão que Gabriel fez para o fantástico "Flume". Podem ver o video alusivo a esta colaboração no site oficial.
Entretanto, decorre uma petição online para trazer
Bon Iver a Portugal, aspiração mais que justificada, apesar do autor não se encontrar de momento em digressão. Vamos lá, todos juntos...