terça-feira, 15 de outubro de 2019

A GIRL CALLED EDDY, É DESTA!





















Passou quase um ano sobre uma suposta boa-nova que Erin Moran aka A Girl Called Eddy iria finalmente editar, ao fim de um retiro de quinze anos, um segundo e suspirado disco em Janeiro de 2019. Nos meses seguintes o entusiasmo foi-se esfumando quer por não existirem quaisquer sinais de movimentação em forma de canções quer também porque a senhora se foi tornando, outra vez, invisível!

Mas agora, como que brotada de uma espessa bruma, surge a confirmação com direito a capa e tudo que se reproduz acima - o tal disco sairá em 20 de Janeiro de 2020, terá o nome desafiante de "Been Around" e uma edição em pré-encomenda de vinil branco. Os pormenores que o antecipam são excitantes mas vamos esperar pela audição do disco para, com calma, o sorvermos em jeito de um clássico como é já descrito. Por falar em clássicos... obscuros!





SHARON VAN ETTEN DE SECRETÁRIA!

NILS FRAHM, SÓ ENCORES!





















A trilogia de pequenos discos que o alemão Nils Frahm começou a publicar em 2018 terá em breve a respectiva compilação. Num só álbum nomeado de "All Encores" a sair para a semana na milagrosa Erased Tapes com capa esbelta agregadora das cores da respectiva sequência, alinham-se uma dúzia de temas e mais de oitenta minutos de música surpreendente e elegante. A densidade do efeito é um pouco mais leve que a que se espalha pelo anterior e magnífico "All Melody", registo que serve de comparação mas, acima de tudo, de complemento e prolongamento circular e atmosférico.

Assim e nas palavras do músico, estaremos perante um projecto de espaço próprio e isolado ao jeito de uma ilha sonora que acabará, contudo, por ser conceptualmente inseparável do predecessor trabalho. Um (encore), dois (encores), três (encores) é para ouvir muita vez! 





segunda-feira, 14 de outubro de 2019

WILCO, THEY DIT IT AGAIN!

Tal como em 2013 por terras australianas, os Wilco emitiram em directo o seu concerto de madrugada no Brooklyyn Steel de Nova Iorque. Ouça-se, pois então!

sábado, 12 de outubro de 2019

DANIEL KNOX, O REGRESSO DE UM NOCTÍVAGO





















Uma das boas surpresas do Record Store Day passado recaiu na edição de um inédito 7" polegadas de Daniel Knox com duas novas canções não incluídas no álbum "Chasescene" saído no final de 2018. Irrequieto, o norte-americano prossegue activo na composição que terá em meados de Dezembro um acrescento digital de quatro temas na sua própria editora sob o título de "I Had a Wonderful Time", formato a que alguns chamam EP e outros mini-álbum.

A cidade de Chicago, em modo nocturno, serviu de inspiração solitária por percursos e locais alternativos e inesperados, tudo devidamente registado em imagens fotográficas que se transformam em sons e, posteriormente, em canções de cenário escuro e citadino. O primeiro avanço "Hollow" que se ouve abaixo é disso um exemplar cinematográfico com video dirigido e editado pelo próprio.

Recorda-se que Knox visitou-nos no início do ano para diversos concertos pelo país, estadia que, segundo um passarinho avisador, se irá repetir no mesmo mês de Janeiro de 2020...             

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

MOLLY BURCH, A MÃE PRÉ-NATAL!





















Com o já habitual prolongamento do verão traduzido em temperaturas mais que amenas e a ausência preocupante de chuva e frio, nem notamos que o Natal está perto. Primeiro foi John Rouse a avivar a lembrança, agora chega a vez da menina Molly Burch antecipar a época com o anúncio de um disco inteiro de canções natalícias, doze docinhos onde se incluem versões de "Happy New Year" dos Abba ou "Last Christmas" dos Wham na qual conta com a ajuda do actor e comediante John Early e da actriz Kaye Berlant.

Ainda sem nenhum avanço oficial que sirva para testar o registo, recorremos a uma versão do clássico "I'll Be Home For Christmas" popularizado por Bing Crosby e também escolhido para o integrar o novo álbum, em imagens captadas em 2010 numa galeria de Asheville na Carolina do Norte, onde a jovem Burch começava timidamente a brilhar...

3X20 OUTUBRO


















quarta-feira, 9 de outubro de 2019

RUSSELL & BRODERICK INCORPORATED!





























A paixão de Peter Broderick pelas canções de Arthur Russell (1951-1992) já nos valeu no Natal do ano passado um surpreendente e excelente disco de versões a cargo do próprio com a ajuda de alguns amigos. O contacto privilegiado com incontáveis horas de gravações do músico norte-americano teve ainda outra virtude - tempo, muito, para melhorar, editar, mexer e remexer em delicadas demos e proto-canções de Russell registadas em sessões de seleccionadas colaborações, um conjunto de tarefas descritas como sonhadoras ao lado de Tom Lee, parceiro em vida de Russel e Steve Knutson da editora Audika Records.

Ao fim de dez anos, o resultado final tem o nome de "Iowa Dream", uma colectânea que fará emergir dezanove canções tratadas e cuidadas de forma exemplar para fazer cintilar a composição e talento de um artista singular e empolgante que o mundo deve continuar a acarinhar e descobrir. Para isso, haverá no álbum muito para escolher, da pop-groove ao disco passando pela amada folk e até o funk como o prova o primeiro avanço "You Did It Yoursel". Dia 15 de Novembro é a data de lançamento.



Entretanto, Peter Broderick prepara-se também para a publicação de um novo trabalho - "One Hear Now" foi composto em onze partes para violino, piano, sintetizador, voz e percussão numa sessão de dezaseis horas no Sirius Art Centre de Cobh, Irlanda. A inspiração adveio dos murais restaurados do artista Brian O'Doherty nomeados de "One Hear Now: The Ogham Cycle", tendo Broderick associado as suas cores e geometrias aos sons pretendidos a que lhe juntou gravações captadas nos locais exteriores.

O álbum estará somente disponível (300 vinis 250 cd's) na residência ao vivo que se anuncia para Londres marcada para a London Served Jazz Quarters entre 11 e 14 de Novembro próximos, estando agendada a participação especial de Richard Youngs e Douglas Dare e de uma convidada surpresa na última noite. Cada concerto/evento e, já agora, o acesso aos discos exclusivos, só estará ao alcance de cinquenta sortudos...

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

NICK CAVE, PALAVRAS PARA QUÊ?

Muito já foi escrito e muito já foi vasculhado mas sobre "Ghosteen" de Nick Cave há pouco a dizer a não ser que se trata de um monumento à espera que o tempo o cubra daquela patine sofrida e verdadeira que só o vento afeiçoado e a chuva purificada permitem envelhecer. Uma agonia excepcional! 

HELADO NEGRO PARA SABOREAR EM VIGO!





















O nome equateriano de Roberto Carlos Lange é aqui na casa um perfeito desconhecido. Contudo, se lhe mudarmos o baptismo para Helado Negro, o seu epíteto artístico de base americana, o cenário muda de figura atendendo à qualidade das canções e dos discos, uma dupla virtude que vamos descobrindo cada vez melhor e que tem um passado de mais de uma década.

O último álbum "This Is How You Smile" editado em 2109 é um exemplar vitorioso desse charme e sedução que junta temas multi-sabor em espanhol e inglês ao jeito de Devendra Banhart com quem apresenta óbvias semelhanças sonoras e vocais. Faltaria, então, um teste ao vivo e a cores. A oportunidade parece estar disponível a 22 de Novembro por Vigo no âmbito da segunda edição do festival SuperBock Under Fest, evento ainda sem nomes ou outros pormenores conhecidos mas onde o próprio artista confirmou a presença, precisamente um dia antes de descer ao SuperBock Em Stock lisboeta. Pena que a data galega coincida com a vinda do senhor Robert Forster ao Porto... ups! Seja como for, aqui deixamos dois dos sabores fresquinhos!





THURSTON MOORE, SEMPRE A BOMBAR!

















Em constante tourneé ou contínua entrada e saída de estúdios, Thruston Moore apresenta-se imparável depois da implosão dos Sonic Youth em 2011. Discos, bandas sonoras, escritos ou colaborações diversas reafirmam nos últimos anos a polivalência e efervescência da sua irreverência, um agitado bem/mal estar a que Portugal têm quase sempre assistido a três dimensões - por exemplo, em 2016 passou pelo Manta vimaranense em formato trio e ainda este ano esteve sozinho a dar música a uma curta-metragem em Vila do Conde.

Agora há um novo testamento - "Spirit Counsel" saído no mês passado é uma trilogia longa e instrumental que se inicia com "Alice Moki Jayne", impressionante na sua rudeza de estrutura sónica e andamento diferenciado, experiência de onde emerge negritude e, vá lá, tristeza pacificadora. A seguir, homenageia-se Glenn Branca falecido em 2018 em "8 Spring Street" e encerra-se o testemunho com uma hora de "Galaxies", ensemble de doze guitarristas a tocar em doze cordas... 

Mas há mais outro terceto! Através da sua editora Ecstatic Peace o músico prepara ainda uma série de três 7" de vinil com excertos de gravações ao vivo de concertos do seu grupo ao longo de 2019, a saber, "Spring Swells", "Three Graces" e "Pollination". Haverá ainda um labo B comum a todos eles, neste caso, uma fantástica versão de "Leave Me Alone" dos New Order registada com um grupo de músicos em Salford, Manchester, cidade natal dos Joy Division. Moore estará, aliás, em digressão por terras britânicas já a partir da próxima semana... a bombar!




sexta-feira, 4 de outubro de 2019

SEAN O'HAGAN, UMA PROVA DE VIDA!















Com a bonita idade de sessenta anos bem marcada no rosto, o irlandês Sean O'Hagan desde os vinte anos que não larga a pop seja ao comando de bandas como os Microdisney ou os High Llamas, agrupado aos Stereolab, ao lado de Paul Weller, Cornelius e St. Etienne ou do próprio guru Brian Wilson. Muitas das pausas permitem ainda dar vida a muitas imagens de filmes ou documentários, um género profissional de arranjador que lhe serve de laboratório e teste numa pulsante e acurada veia que desde sempre foi reconhecida aqui pela casa.

Foram preciso, no entanto, trinta anos para que um novo álbum em nome próprio há muito prometido veja a luz do dia. No final do mês a Drag City terá o privilégio de editar "Radum Calls, Radum Calls", um segundo esforço como prova de vida a que, mesmo assim, não escapa a colaboração com Cathal Coughlan, o vocalista dos tais Microdisney de boa memória e ventura. Podem começar, desde já, a carregar na campainha... ding, dong!


ANGEL OLSEN, UMA ÚLTIMA CHANCE!

O magnífico "All Mirrors" de Angel Olsen acaba assim, de forma sublime, e as asas da boa melancolia começam logo a crescer...

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

WILL SAMSON, MISTERIOSO REGRESSO!















Nos últimos anos a vida atribulada do jovem Will Samson tem servido para cimentar uma carreira artística de prudência assinalável que pairava já no último disco "Welcome Oxygen". A morte do pai em 2012 ou um acidente traumatizante numa estadia por Portugal levou-o a terapias arriscadas como uma tal "psilocybin", mistura natural que agrega mais de duzentas espécies de cogumelos na tentativa de acalmar a ansiedade ou até uma desordem pós-traumática. 

Para a gravação de um novo álbum, para o que foi lançada previamente uma recolha de fundos, Samson teve finalmente a ajuda decisiva de uma casa de discos salvadora, a britânica Wichita Recordings, que se prepara para lançar "Paralanguage" no início de Dezembro. Registado em estúdio próprio de Bruxelas, nele colaboram alguns músicos da banda de S. Carey e Beatris De Klerc, a violinista de A Winged Victory For the Sullen, numa sonoridade que parece aportar a paz e a calma ao seu dia-a-dia e um sentido e misterioso tributo memorial ao seu pai e à natureza. Ficamos à espera de uma visita, naturalmente...     


ERLAND OYE, IL COMANDANTE!















Na passagem por Guimarães do ano passado Erland Oye fez-se acompanhar de um trio de amigos músicos da Sicília a que carinhosamente chamou La Comitiva. É com eles que tem andado em digressão a tocar canções antigas, é com eles que registou já alguns temas em italiano como "Estate" ou "Paradiso", uma perdição que tem agora imagens captadas nesse paraíso mediterrânico que lhe serve de refúgio e onde não faltaram, segundo o próprio, multas, polícia, correira e muita animação. Um verdadeiro comandante Erland! Quanto aos Kings of Convenience, continuamos a ver navios...





quarta-feira, 2 de outubro de 2019

UAUU #505

FAZ HOJE (15) ANOS #12





















DEVENDRA BANHART + KATE WALSH + ROBERT FISHER, Festival Para Gente Sentada, Cine-Teatro António Lamoso, Santa Maria da Feira, 2 de Outubro de 2004
. O Primeiro de Janeiro, fotografia de Cristina P. Pinto, 4 de Outubro de 2004, p. 23





terça-feira, 1 de outubro de 2019

JOHN GRANT JUNTA-SE AOS SENTADOS!





















Quem espera... Demorou tempo até se saber o alinhamento da edição deste ano do Festival Para Gente Sentada em Braga mas o cartaz que parece agora fechado é assinalável: sexta-feira, dia 15 de Novembro, teremos os Sensible Soccers e Jonathan Wilson em versão acústica e no dia seguinte, sábado, 16 de Novembro, aos brasileiros O Terno junta-se agora John Grant. Eia, eia!

CUP, VAI UMA XÍCARA?


















Da colaboração artística do casal Nels Cline, virtuoso guitarrista dos Wilco e Yuka C Honda, multi instrumentista dos saudosos Cibo Matto, resultou finalmente uma "Sipinning Creature" sob alçada de uns tais CUP. O álbum, cujo tema-título se dá agora a conhecer, foi registado em pouco mais de três dias por Brooklyn, sede da editora independente Northern Spy Records que o fará chegar às lojas no primeiro dia de Novembro, data de concerto único de lançamento. 

Podem discutir-se os géneros, as influências ou até as virtudes, mas o duo marido e mulher anda há anos a realizar experiências sonoras sem amarras de impregnação electrónica diluída com o folk e o rock e onde a improvisação é condimento obrigatório e, diríamos, essencial para a degustação. Podem-lhe ir tomando o gosto...     


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

NÓS, BEM VIVOS!

Ficamos particularmente contentes com os primeiros nomes para o próximo NOS Alive lisboeta! Achamos até que o cartaz se começa a aproximar do imbatível e agora só falta juntar outros fenómenos aos de Taylor Swift e de uma tal Billie Eillish para que perigos maiores se afastem do nosso Parque da Cidade. Cruzes! Ainda não totalmente descansados, continuamos a ter, pelo menos para já, um pavimento muito mais natural para dançar. Uh, uh, uh, uh, uh...

TINY RUINS, MAIS UM CHAMAMENTO!













Prometemos que é o último! Aos anteriores alertas aqui deixados sobre Hollie Fullbrook aka Tiny Ruins não resistimos a lembrar que é hoje oficialmente lançada a versão a solo da totalidade das canções do álbum "Olympic Girls" a que se juntam duas outras novidades radiofónicas...

A menina passou há dias pelos estúdios da RNZ - Radio New Zeland em Auckland ao lado de Jen Cloher, a ex-companheira de Courtney Barnett com quem vai partilhar a digressão australiana no final de Novembro, para uma versão impossível de, é lá, "Impossible Germany" dos Wilco e, aproveitando o ensejo, uma variação do tema título "Olympic Girls", tudo com uma banda a preceito. É isto!




quarta-feira, 25 de setembro de 2019

DUETOS IMPROVÁVEIS #220

DEVENDRA BANHART & VASHTI BUNYAN
Will I See You Tonight? (Banhart)
Állbum "Ma" de Devendra Banhart, Setembro de 2019

FIELD MUSIC, TODO UM NOVO MUNDO!





















Já vos dissemos o quanto gostamos dos Field Music? Parece que sim, mas nada como insistir na tecla a cada álbum novo dos manos Brewis, uma parelha britânica de genialidade imparável mesmo em projectos paralelos como You Tell Me ou School of Language com discos recentes editados.

Anuncia-se agora o regresso em nome próprio com a chegada em Janeiro de "Making a New World", mais uma aventura conceptual sobre os efeitos da Primeira Guerra Mundial, temática acidental que reflecte abordagens surpreendentes referentes à higiene feminina, à pesquisa sobre ultra-sons ou operações cirúrgicas para mudança de sexo! Aqui fica "Only In A Man's World", sobre pensos higiénicos... 

terça-feira, 24 de setembro de 2019

ITASCA, OUTRO DESLUMBRAMENTO!
















Reza a história que a menina Kayla Cohen aka Itasca escreveu as canções do novo álbum numa centenária casa de adobe do Novo México americano onde a paisagem rural e as lendas à volta dos Four Corners, região mítica que junta quatro estados do país de forma única, inspiraram toda a composição. A pairar esteve sempre o sol, muito sol e o correr das escassa fontes de água mesmo com o deserto ali ao lado...

A tudo isto chamou-lhe simplesmente "Spring", o sucessor do aclamado "Open To Chance" ouvido até à exaustão aqui pela casa, que conta com colaborações diversas como as de Chris Cohen ou dos Sun Araw no que parece ser, tal como a cada primavera, um renovado deslumbramento!




BAL, BAL, BALTHAZAR!














Memorável o genérico dos desenhos animados do Professor Baltazar que, em miúdo, nos prendiam à televisão a preto-e-branco! É sempre dessa pequena canção que nos lembramos quando o nome da banda belga Balthazar reaparece em forma de grandes canções, uma consistência a que nos habituamos desde "Rats", um segundo álbum que lhes deu asas a partir de 2012.

O mais recente disco "Fever", o tal de capa icónica pela fotografia de uma matilha de cães selvagens africanos, está outra vez pleno de hinos de injecção dançável, uma agitação que perece ter contagiado a plateia de Paredes de Coura em Agosto passado. Já se sabia que viriam ao SuperBock em Stock lisboeta a 23 de Novembro repetir a boa vibração e agora sabe-se que também chegarão ao Porto no dia seguinte para um concerto no Hard Club. Bilhetes já disponíveis. Bal, Bal...