domingo, 4 de dezembro de 2016

WEYES BLOOD, CC Vila Flor, Guimarães, 03 de Dezembro de 2016

















Demorou algum tempo a encontrar o caminho certo para um concerto de Weyes Blood! As anteriores visitas a Braga e Vila Real escorregaram-nos "entre os dedos" e desta vez não podíamos falhar a oportunidade dourada de uma data em nome próprio logo agora que há um magnífico disco para apresentar - "Front Row Seat to Earth" de 2016 - em suporte banda. A jovem Natalie Mering reúne todos os condimentos para um estrelato justo e merecido - grandes canções, líricas imagéticas e atraentes, uma voz cristalina e doce, uma sóbria e sábia presença em palco, todo um conjunto que arrasta uma dose certa de mistério e magia. Tudo isto foi rapidamente confirmado no pequeno auditório do espaço nobre de Guimarães, uma noite de final de tournée intensa e cansativa e, coindidência, de audiência sentada mais que pronta para o recital. O reportório desfiado quase seguiu o alinhamento do mais recente álbum, havendo ainda tempo para a recordação de alguns (já) clássicos como "Hang On" ou "Bad Magic", ficando para os encores em registo a solo e de guitarra em punho mais dois monumentos obrigatórios: "In the Beginning" e o arrepiante "Cardamom" a que se juntou uma extraordinária versão de "A Certain Kind", canção que Robert Wyatt escreveu para a estreia dos Soft Machine em 1968. Uma fascinante viagem sonora que prova o talento de uma artista sedutora que urge descobrir e divulgar sem rodeios. Cá a esperamos na primeira fila, possivelmente sentada e relvada, do principal festival da Invicta na Primavera...

Fotografias: Nuno Mendes / Luzimentos

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

UAUU #356

(RE)VISTO #66





















GIMME DANGER
de Jim Jarmusch. EUA, 2016. 
porto/post/doc, Teatro Rivoli, 30 de Novembro de 2016
A admiração de Jim Jarmusch por Iggy Pop e pela sua figura revolucionária do pré-punk americano conduziu-o na aventura de realizar um filme sobre o assunto. Já o tinha feito com Neil Young em 1997 com "The Year of The Horse" sem grandes deslumbramento mas com enorme competência e, por isso, mais valia não arriscar demasiado. Concentrando a narrativa no período mais febril da banda iniciado em 1969 com o primeiro disco homónimo e o derradeiro "Raw Power" de 1973 e com esse monumento chamado "Fun House" de 1970 pelo meio, Jarmusch põe literalmente Iggy Pop a falar em nome próprio sobre os altos e baixos de um trajecto intenso, rápido, demasiado rápido, dos The Stooges, uns estarolas sem freio, sem medo e no fio da navalha do rock. Um perigo instalado numa época de "paz & amor" a precisar de rompimento, agressividade e assalto a um mundo da música demasiado comodista - banda nova, bons concertos, contrato imediato, vender muitos discos e... lucro! Iggy Pop, personagem que sempre nos sugeriu inexplicavelmente alguma antipatia, cedo tentou não se amarrar a este status quo dito capitalista e a ousadia teve obviamente consequências que são relatadas naturalmente e até de forma humorística em testemunhos diversos dos próprios músicos. Contudo, o documento mesmo socorrendo-se de variadas imagens de filmes antigos, banda desenhada e punch-lines que nos fazem sorrir, acaba por no final soprar uma baforada de tristeza em que o mundo do rock é pródigo e que alia o exagero à droga e, consequentemente, à morte. Mesmo que o resultado seja, mais uma vez, de uma enorme competência, só o facto de termos o privilégio, nos tempos que correm, de assistir à projecção de tamanha aventura numa sala de cinema composta, interessada e atenta é a melhor homenagem que se pode fazer a uma banda essencial que adubou sem fertilizantes (ok, houveram alguns...) muitas das boas raízes da música moderna.




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

JENNY O. DE VOLTA AO TRABALHO

Já lá vão três anos desde que a menina Jeniffer Anne Ognibene de seu nome completo gravou um grande álbum na companhia do mago Jonathan Wilson a que chamou simplesmente "Automechanic". Ficou o mundo a conhecê-la por Jenny O. e esse trabalho tinha, pelo menos, uma viciante canção que andou meses a tocar nas nossas playlist - "Lazy Jane" ainda hoje causa o mesmo efeito de surpresa! Na altura, vasculhando mais um pouco, descobrimos "Home", um EP anterior registado a medo no cantinho lá de casa de Long Island e rodado com amigos pelos bares de Nova Iorque. Surge agora a suposta continuação - responde pelo título de "Work" e mesmo que o formato EP de vinil só esteja pronto em 2017, os cinco temas inéditos estão já há algum tempo prontinhos para deleite enquanto há já um outro disco longo pronto e gravado com o mesmo Jonathan Wilson, o que é, sem dúvida, um bom sinal.
Melhor ainda é saber que Jenny O. irá passar muito perto para apresentações ao vivo (Ourense, 16 de Dezembro, Café Pop Torgal), abrindo para as quatro datas de Robert Ellis em Espanha durante o próximo mês, eventos com direito a cartaz/poster simplesmente espectacular!


IMPRESSIONANTE... COMO SEMPRE!


terça-feira, 29 de novembro de 2016

JULIANNA BARWICK, GNRation, Braga, 28 de Novembro de 2016

A notável perfomance de Julianna Barwick na sala escura do espaço bracarense deveria servir, pelo menos, para confirmar que a música não é nem nunca foi um fenómeno exclusivamente sonoro. As camadas sucessivas de loops, vozes ou outras texturas levaram-nos, de olhos fechados, para longe dali ou, abrindo-os, para bem perto e imaginando como deve ser difícil, parecendo fácil, a Barwick alcançar tamanha beleza sensorial. Serviu ainda para constatar que "Will" é um dos grandes discos de 2016, uma aventura artística arriscada mas que ao vivo se transforma numa hipnose colectiva de felicidade que nos deixou perfeitamente rendidos e a sonhar... acordados!      

LONEY DEAR, REGRESSO EM FORÇA!
















Desde muito cedo, ou seja, 2007, caímos na rede lançada pela música do sueco Emil Svanängen que responde quase sempre pelo nome de Loney Dear. Canções pop atraentes, bem feitas que o trouxeram nesse ano até à tenda do Festival Sudoeste (bons tempos!) para rodar o álbum "Loney, Noir" reeditado pela recomendável Sup-Pop já que o disco tinha já saído em nome próprio dois anos antes. Seguiram-se ainda mais dois trabalhos longos, muitas boas recomendações e imprensa mas a atenção merecida nunca haveria de acontecer e o pobre o Emil, carpindo tristezas e incertezas, hibernou sem deixar rasto a partir de 2011. O retiro, felizmente, parece ter terminado! Animado pela excelente recepção à cover de Emmylou Harris que apresentou no espectáculo do Polar Music Prize do ano passado com a aprovação presencial da própria artista, está agora prometido um novo álbum de nome "#7" na casa sueca Whoa Dad, havendo já fortes sinais do seu conteúdo: "Shivering Green" em video caseiro, "Hulls" como primeiro avanço e com direito a video-oficial, "Sum & Violent" dois em um registado pela La Blogothèque em Setembro passado por terras francesas, "Hambug" como um fabuloso exercício de "human studie" segundo o próprio e "December Lilies", uma prendinha lindíssima para aquecer a época que se aproxima... Pois que seja bem-vindo!










UAUU #355

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

FUTILIDADES!
















Já aquando do cancelamento dos concertos de Charles Bradley em Portugal ocorrido no início de Outubro manifestamos o nosso desagrado quanto à notícia do "Jornal de Notícias" que fazia alusão errada a mais que um espectáculo em Lisboa, esquecendo-se que havia também datas marcadas para o Porto e Coimbra. Pois, não contentes com a falta de rigor, no dia em que supostamente esse concerto devia acontecer na Invicta não fosse o cancelamento por força maior, o mesmo jornal volta à carga destacando o suposto evento na secção adequada - "útil & fútil". Sem emenda! Respect, please.   

domingo, 27 de novembro de 2016

MEG BAIRD + KEVIN MORBY, Auditório de Espinho, 25 de Novembro de 2016

A noite de sexta-feira em Espinho prometia. A expectativa elevada para apresentação de um dos grandes discos do ano tinha, afinal, uma primeira parte de luxo a convidar à calma. Meg Baird, dona também ela de um álbum de nota elevada editado em 2015 e senhora de um curriculum intocável com os Espers ou, mais recentemente, com o projecto psicadélico Heron Oblivion onde se assume como baterista (!), deu ao serão um toque de classe assinalável. Em alguns dos temas soou ainda a guitarra de Charlie Saufley, parceiro nos tais Heron Oblivion e colaborador bem presente na gravação de "Don't Weight Down the Light", o tal disco maravilha do ano passado. Pena que tivessem sido poucas as canções eleitas desse trabalho (contamos três), optando-se por outros mais rebuscados e longos como um tema tradicional que pareceu algo enfadonho. Mesmo assim, uma excelente oportunidade para confirmar ao vivo uma talentosa artista e um aquecimento à altura do que se iria seguir...        



O regresso ao Porto ou arredores de Kevin Morby prometia consagração. Sem contemplações, ela aconteceu naturalmente junto de um público conhecedor e fã de longa data, uma admiração recíproca que levou Morby a ter na Invicta uma fonte de inspiração da sua música e um local de acolhimento. O momento para esse reconhecimento e partilha adivinhava-se como perfeito: sala cheia, aconchegante, som e luz sem reparos e um alinhamento a dar primazia a "Singing Saw", um dos grandes discos do corrente e que muitos de nós trauteamos, já nesta altura, de fio a pavio (ok, faltou o "Drunk and on a Star" mas houve o novíssimo "Beautiful Strangers"). Acresce a coincidência do final da tournée com uma banda em notório domínio dos momentos, dos arranjos, dos tiques que cunharam muitas das canções de forma irrepreensível e soberba, quer nos muitos aguardados novos temas quer nos muitos que escolheu do reportório mais antigo. A este propósito, fica desde já aqui a confissão - da fila da frente, os dez minutos de "Harlem River", tema título do álbum de estreia de 2013 e o terceiro do alinhamento, constituíram um dos melhores abanões sonoros a que tivemos a felicidade de assistir durante o corrente ano e que sozinho poderia e deveria elevar Kevin Morby a um patamar muito alto no actual panorama do chamado folk-rock alternativo. Como prevemos, uma nova estrela no firmamento ameaçava sair do eclipse e, sendo assim, o concerto de sexta-feira serviu para a tornar, de forma merecida, definitivamente mais brilhante!
      

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

HOWE GELB, Auditório de Espinho, 24 de Novembro de 2016

É certo que a noite de ontem convidava ao conforto do lar, mas para os que corajosamente se deslocaram a Espinho para ouvir Howie Gelb o reconforto valeu mesmo a pena. Mais de vinte canções ao jeito de standars, novos e velhos, reciclados dos Giant Sand, pilhados a Cohen ou a Dylan, aqueceram a sala na penumbra de um palco semi-iluminado de onde Gelb, sentado ao piano, comandou o serão ao jeito de um trio de bar a que só faltou o barulhinho dos copos... Já presenciamos o homem noutros tempos, por acaso numa noite dispensável, já vibramos com os Giant Sand na Casa da Música ou no Primavera Sound do ano passado, mas nunca como ontem e de tão perto tínhamos assistido a tamanha dose de classe e talento, com um Gelb bem disposto e notoriamente a gostar muito de estar ali e, também ele, a disfrutar dos seus standards que gravou para o novo álbum "Future Standards", um desafio natural já que idade vai pesando e teve até direito a comemoração. Os Giant Sand finaram oficialmente no começo do ano e, portanto, há agora mais coragem - estatuto - para brincar aos clássicos sem que as diferenças, como fez questão de frisar, entre os velhos e novos temas sejam verdadeiramente latentes. Tempo ainda para algumas recriações de temas à guitarra de enorme songbook resultante de uma carreira com mais de trinta anos e onde não faltam pérolas para delapidar. Apesar de alguns pedidos insistentes ("You can listen on Spotify", brincou), Gelb escolheu o que muito bem quis... a idade é um posto!      


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

KEVIN MORBY COM MEG BAIRD!















Ao milagroso concerto de amanhã de Kevin Morby no Auditório de Espinho junta-se um outro milagre: Meg Baird fará a primeira parte, o que é certamente uma dádiva resultante do alinhamento do Mexefest de Lisboa para o fim-de-semana. Eia!

SÃO DUETOS, MUITOS!





















Há certamente em Matthew E. White uma faceta de produtor e colaborador que tem um enorme poder de atracção! Depois de Justin Vernon, Sharon Van Etten ou mais recentemente Natalie Prass, surge agora o anúncio de mais uma parceria indisfarçável e até devidamente documentada como se comprova abaixo. É um álbum inteiro de duetos com a menina inglesa Flo Morrissey registado no seu estúdio da Virgínia em duas semanas e onde cabem dez clássicos sem idade sob o título de "Gentlewoman, Rubyman". Há originais, entre outros, de Leonard Cohen, George Harrison, Gainsbourg, James Blake, Frank Ocean, Bee Gees e Little Wings com Feist. Esta lindíssima parceria de nome "Look What The Light Did Know", que foi divulgada aquando da edição em 2010 do DVD de Feist com o mesmo nome, é a primeira aposta. Tudo boa gente, tudo de alto nível!





WILCO NO MUSEU!

A recente passagem da digressão dos Wilco pelo centro da Europa levou a malta atenta da La Blogothèque até Utrech na Holanda para o registo de mais um grande momento antes ou depois da actuação no Festival Le Guess Who?, evento em que a banda de Chicago foi responsável pela curadoria de um dos três dias de concertos. Aproveitando uma sala de restauro do incrível Museum Speelklok - museu para miúdos e graúdos dedicado exclusivamente a instrumentos musicais antigos e brinquedos que tocam sozinhos - aqui fica a acústica rendição de "Normal American Kids" e "If I Ever Was a Child", temas incluídos no último álbum "Schmilco"... e muita vontade de visitar o museu!





CASS MCCOMBS, CORRER COM A HIPOCRISIA!

O novo video para o tema "Run Sister" de Cass McCombs conta uma história infelizmente verídica que envolve o desaparecimento ou assassinato de mais de 4000 jovens mulheres, muitas delas indígenas, numa estrada de British Columbia no Canadá! Ainda sem explicações e com o "fechar de olhos" hipócrita dos responsáveis, a atleta Tracey Léost decidiu percorre quase 200 quilómetros dessa via para alertar a comunidade para o problema, o que inspirou McCombs para compor o tema e, mais tarde, ser o foco central do video que agora é lançado. Uma história triste, quase inverossímil e que precisa de urgente combate nem que seja pela música...




domingo, 20 de novembro de 2016

HEATHER WOODS BRODERICK, Convento de São Francisco, Coimbra, 18 de Novembro de 2016

A lindíssima Heather Woods Broderick tem emprestado ao longo dos últimos anos muito do seu talento para acompanhar em digressão os Efterklang, Alela Diane ou Sharon Van Etten e, por isso, os discos em nome próprio resumem-se a dois simples álbuns. Poucos e raros mas de uma qualidade extrema que requerem, sem dúvida, suspiradas apresentações ao vivo como as que aconteceram em 2010 em Coimbra e Braga aquando da edição de "From The Ground" e que agora, com a saída o ano passado de "Glider", se tornaram obrigatórias repetir. Na intimidade da sala pequena do novo espaço coimbrão, foi precisamente uma sequência de canções desses trabalhos que percorreu o serão, embora o tema de abertura ("Slow Dazzle") e uma outra canção nos pareçam ainda inéditos. Calma, afável e simpática, Heather teve desta vez a companhia de um baterista para a ajudar a reproduzir alguns dos temas o que, em alguns casos, nem sempre resultou na perfeição. O som da sala, como se comprova pela gravação abaixo, é certo que não esteve muito apurado sem que, contudo, pudesse beliscar a grandeza de pérolas como "A Call For Distance", "The Colors" ou o indispensável "Wyoming". No regresso para o encore surgiu a habitual pergunta "Bill Withers, who knows Bill Withers?" no sentido de apresentar uma cover do músico norte-americano ("Hope She’ll Be Happier" costuma ser o eleito) mas um aparente fanico do amplificador da guitarra levou-a pela segunda vez ao piano para um improviso em jeito de recordação dos tempos de aprendizagem musical para logo se lançar, entre agradecimentos, na beleza imensa de "From the Ground", um clássico embalador de uma noite rara e primorosa!  


sábado, 19 de novembro de 2016

SHARON JONES (1956-2016)
















Sem que se pretenda que este blog pareça um obituário contínuo, foi como imensa tristeza que soubemos hoje da morte de Sharon Jones. A americana, corajosa, bem lutou para o evitar mas o destino... Vamos sempre recordá-la de sorriso aberto, com uma irrequieta postura em palco e uma inegualável energia a que se juntava uma voz de outro mundo que a família Dap-Kings sabia magistralmente adornar. Quer no Porto em 2011 quer em Vigo em 2014 foram momentos únicos de diversão, partilha e muita vibração que só o funk e o soul conseguem alcançar e dos quais, instantaneamente, se multiplicam as saudades... muitas. Peace!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

JEFF BUCKLEY, COLHEITA 1966!














Se fosse vivo, Jeff Buckley faria 50 anos no dia de hoje o que confirma 1966 como um ano de colheita mais que vintage! A comemoração passa pela disponibilização online da sua larga colecção de discos de vinil, uma parceria da Sony Legacy Recordings e da sua mãe e tutora Mary Guilbert. Uma perdição... e, sim, ele tinha o "Pink Moon"! Paralelamente, há ainda um lançamento digital de "You & I" em versão melhorada, disco de versões e demos lançado no início deste ano. Seja como for e ao fim de quase oitenta e três milhões de visualizações e perto de quinhentos mil comentários, ainda e sempre "Hallelujah". Parabéns!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

JOSH ROUSE, SOL DE INVERNO!





















Ao fim de oito anos, Josh Rouse está de regresso a uma série de discos a que foi chamando "Bedroom Classics". O quarto volume foi registado em Espanha, reduto do americano desde 2006 e inclui cinco temas inéditos com direito até um 10" de vinil que devem ser perfeitos para estes dias amenos e solarengos. Ouça-se só esta maravilha chamada "A Winter's Day".

UAUU #353

domingo, 13 de novembro de 2016

FAROL #123











O disco regresso de Agnes Obel anda a fazer-nos companhia desde a semana passada e escusado será dizer que "Citizen of Glass" vai encantando o tempo de algum desencanto. Para lhe fazer companhia e recordar pérolas mais antigas da dinamarquesa é só dar um salto aos site oficial, preencher o e-mail e eles aí estão - três clássicos ao vivo de uma imensidão notável no iTunes Festival de 2013! É por aqui...

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