segunda-feira, 20 de maio de 2019

WEYES BLOOD, REGRESSO AO MINHO!

É o regresso imperioso, necessário e inevitável de Natalie Mering aka Weyes Blood ao Minho - no GNRation de Braga há concerto marcado para dia 5 de Novembro, terça-feira, para apresentação de "Titanic Rising", disco que por essa altura estará na antecâmera de qualquer lista de álbuns do ano. Acreditem!

domingo, 19 de maio de 2019

CHARLES WATSON, Centro de Arte de Ovar,17 de Maio de 2019

Do duo inglês Slow Club e das suas canções perfeitas para playlists só temos saudades. As razões da separação ou pausa artística de Rebecca Taylor e Charles Watson em 2017 depois de uma intensa digressão e ao fim de cinco álbuns registados lado a lado motivaram até um documentário on the road que nunca vimos apesar de ainda não termos desistido da oportunidade... Aproveitando, lá está, a oportunidade demos um salto rápido a Ovar para a apresentação do disco que sabíamos existir e que Watson auto-produziu a solo e editou precisamente há um ano sob o título de "Now That I'm a River" mas a que não demos particular atenção. Fizemos mal.

Ao vivo, em modo quarteto completo, o serão deu direito a surpresas agradáveis na descoberta de uma sonoridade folk sonhadora de matriz sofisticada como facilmente se percebe ao ouvir canções como "Abandoned Buick" ou "Tapestry", toada que causou forte impressão e resposta firme do pouco público presente em cima do palco do espaço cultural que merecia outra envolvente, adesão e fruição. Contudo, para pelo menos vinte crentes o esforço valeu bem o risco e quase atrevimento...     

ARP FRIQUE, FUNKALHADA EM SERRALVES!





















A romaria habitual ao parque de Serralves tem no dia 1 de Junho, Sábado, motivo de festa maior - a estreia de Arp Frique na cidade do Porto serve de apresentação gratuita do álbum "The Colorful World of Arp Frique" lançado pelo holandês Niels Nieuborg o ano passado. Trata-se, obviamente, de um mundo colorido preenchido de sons africanos, caribenhos e até cabo-verdianos caldeados pelo funk e o disco de cepa e registo muito próprio. Vai ser freak Chic!

sábado, 18 de maio de 2019

FAZ HOJE (23) ANOS #02

















UNDERWORLD, Discoteca Rocks, Vila Nova de Gaia, 18 de Maio de 1996
. Público, por Rui Catalão, fotografia de Mário Marques, 20 de Maio de 1996, p.31



sexta-feira, 17 de maio de 2019

UAUU #488

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #24

































Para quem colecciona discos em vinil, principalmente os singles, este autocolante redondo e dourado com o desenho hippie de um jovem a tocar guitarra e o nome Telmira colado na parte traseira da capa é um sinal comum da proveniência original de compra. Trata-se de mais uma discoteca do grande Porto situada na maior artéria da cidade que tinha localização junto do jardim do Marquês e que, atendendo à quantidade de discos que nos surgem à frente com a tal referência, deverá ter tido muito sucesso comercial desde os anos setenta já que o número de telefone não apresenta indicativo, acrescento só oficializado no final dessa década.

Entre uma churrasqueira e uma loja de malas em liquidação, hoje no local está instalada uma ourivesaria e a loja foi já aparentemente modificada na fachada com um pórtico em granito que envolve um persiana metálica negra protectora do valioso recheio... Pelo hábito que vamos confirmando ao vasculhar discos antigos, o recheio de então não seria muito ecléctico mas apontando aos êxitos populares tal como é referido sem rodeios na embalagem - "os últimos sucessos em música ligeira e clássica". A nós calhou-nos este!

Nunca lá entramos ao contrário de, certamente, muitos clientes que chegavam e saiam do centro da cidade por essa rua em troleicarros vermelhos de dois andares, nomeadamente o 9 e o 29 que vinham de Ermesinde, Travagem ou Águas Santas, faltando saber se, numa das ruas com maior efervescência comercial da Invicta havia, ou não, mais alguma loja de discos...   

                          Discoteca Telmira, Rua Costa Cabral, 13, Porto


                               Telmira Discoteca, Rua Costa Cabral, Porto

quinta-feira, 16 de maio de 2019

RICKIE LEE JONES, VERSÕES & PONTAPÉS!





















Culto antigo aqui da casa, a notável e nunca resignada Rickie Lee Jones está de regresso com mais um álbum de versões a que chamou "Kicks" e onde contorna, à sua inimitável maneira, alguns standards da pop, do rock e do jazz dos anos 50 até aos 70.

O disco sai no dia 7 de Junho na editora OSOD (Other Side of Desire), selo da própria artista que desta forma cumpre o desígnio de publicar este projecto só possível em sistema de crowfounding e que foi registado em New Orleans com músicos e instalações locais. A produção dividiu-se entre Jones e Mike Dillon, vibrafonista da sua banda, e contempla dez abordagens a temas de Elton John, Louis Armstrong, Steve Miller Band ou Skeeter Davis e até os incontornáveis America de que se dá a conhecer a versão de "Lonely People" e o respectivo video alusivo.

Habituada a interpretar temas alheios, já em trabalhos semelhantes Jones nos tinha surpreendido com escolhas arriscadas vindo-nos à memória o grande "Pop, Pop" de 1991, uma dúzia de versões de alto calibre ou a parceria memorável com os The Blue Nile no Channel 4 britânico um ano antes e que não resistimos recordar. Essa e outras histórias estão contadas pela própria na recente auto-biografia "Rickie Lee" que vamos, obviamente, querer ler e reler...



terça-feira, 14 de maio de 2019

TIM BERNARDES, E VÃO CINCO!













Bem sabemos que antes ainda há o concerto dos O Terno no Primavera Sound da Invicta, mas já se anunciam cinco datas a solo de Tim Bernardes para Setembro! Lisboa, Santarém, Aveiro, Porto (CDM, 23, Segunda-feira) e Braga (Theatro Circo, 25, Quarta-feira) são as cidades escolhidas.

Recorda-se que Bernardes passou por perto em Junho passado, nomeadamente por Espinho e Lisboa onde registou esta maravilha junto ao Tejo. 

domingo, 12 de maio de 2019

KAMASI WASHINGTON, Hard Club, Porto, 10 de Maio de 2019

A audição de qualquer um dos grandes discos de Kamasi Washington para além de compensadora é também um bilhete de ida sem volta a um mundo por descobrir que, a partir do jazz, nos transporta em simultâneo para a soul, o funk ou o afro-latino. Essa dimensão plural tem na agregação de subtilezas instrumentais um trilho venoso que cada músico vai bombando meticulosamente de forma a que o resultado brilhe sem aparente dificuldade mas onde a qualidade extrema é um fito obrigatório e cerebral.

A transposição lubrificada desta máquina para cima do palco de uma sala onde se junta uma massa humana na expectativa de a ouvir a operar de fio a pavio - a bombar, como a agora se diz na gíria - é um momento sublime que ainda agora estamos a digerir gostosamente. Podem os puristas vir com os habituais e bafientos argumentos de profanação das regras ou das pautas, mas o espectáculo a que tivemos a felicidade de presenciar foi, na verdade, uma comunhão colectiva de amor e partilha à música que se eleva sem freio a uma espessura sonora caldeada de emoção, destreza, perícia e harmonia.

Para alcançar tamanha proeza unificadora Kamasi tem a seu lado no saxofone os parceiros e amigos certos a quem dá em concerto a tal visibilidade que os discos escondem e que, caramba, são de uma aptidão avassaladora. Para memória futura, foram eles, Ryan Porter no trombone, Miles Mosley no baixo tchhhh acústico, o pai Rickey Washington na flauta, Brandman Coleman nas teclas, um extraterrestre wonderiano de chapéu apropriado da NASA na cabeça que, aparentemente, substituiu uma vocalista em falta e Robert Miller e Tony Austin nas duas baterias, sim, duas baterias que se questiona para que servem mas que só ouvindo e vendo ao vivo, como no despique praticado, se pode tentar explicar de forma ligeira.

Ou seja, uma noite de celebração magistral onde uma corrente libertadora deu continuamente a volta do palco até ao fundo do recinto num imenso carrossel controlado e que só parou algumas vezes para ganhar fôlego sempre que o mestre levantou o punho, um gesto de comando mas, acima de tudo, de resistência e fúria em que a música sempre foi exemplar. És grande, Kamasi... e companhia!   

sábado, 11 de maio de 2019

TRACY BONHAM + RACHAEL YAMAGATA, Drogaria Bar, Porto, 9 de Maio de 2019
















A estratégia de promoção de um festival galego de feições atraentes e a que se deve estar atento (Jonathan Wilson a tocar numa esplanada!) trouxe até ao Porto uma dose dupla de artistas no feminino de elevada estirpe. A oportunidade improvável de ver Tracy Bonham e Rachael Yamagata a tocar num cosy bar da baixa não acontece todos os dias e, apesar do horário incomum, o espaço estava cheio e de frequência internacional, melhor, intercontinental! A mudança de recinto à custa da chuva insistente não espantou americanos, asiáticos ou sul americanos que cedo ocuparam os poucos bancos fronteiros entre goladas em copos de vinho ou cerveja para reparar o calor do recanto e na expectativa quanto a tamanha dádiva.

Começou Tracy Bonham que, desde logo, impôs boa-disposição em canções de voz segura, clássica até, e onde não faltou o hit "Mother, Mother" em versão a cappella e coro colectivo. Na estreia nacional tardia mas bem-vinda, ressaltou o domínio do violino - o pizzicato é sempre maravilhoso - e do piano e ficou-nos na retina auditiva temas de excelência como "Reciprocal Feelings" a encerrar (aquela destreza e classe com que ultrapassou a falha de memória quanto à letra só está ao alcance de alguns), mas, acima de tudo, uma canção que não precisamos o título (Where's My Village?) de acutilância activa quanto aos tempos estranhos em que vivemos... Bastava este pedacinho para dar a noite como ganha! 



Salas, teatros ou auditórios continuamente esgotados pela Ásia e Europa (na próxima semana há duas datas lotadas em Londres!) são uma realidade a que Rachael Yamagata se acostumou nos últimos anos ao lado de uma banda de músicos tarimbados sem, contudo, qualquer paralelo por cá. Notou-se, mesmo assim, a presença de alguns fãs nacionais mas, principalmente, a vibração e intensidade da maioria estrangeira em imediatas ovações estridentes e no soletrar incessante das letras, de todas as letras das canções! Animada, Yamagata respondeu com um alinhamento diverso e já profícuo retirado dos variados discos e no qual o teor de balada amorosa foi o mais audível e que a fez vingar como fenómeno internacional. Gostamos mais da versão que a aproxima de Regina Spektor ou Ray Lamontagne o que não pode embaciar a sua faculdade e condão em aproximar e encolher corações um pouco por todo o lado nem que seja no fundo de um bar simpático.

Vai, pois, haver sempre um dia ou um momento em que vamos continuar a lembrar uma lenda fidedigna que confirma que Yamagata e Bonham tocaram pela velhinha Rua Santo Ildefonso... 
      

sexta-feira, 10 de maio de 2019

RHYE, O ESPÍRITO DO PIANO!





















A música subliminar do projecto Rhye a cargo do canadiano Mike Milosh há muito que se entranhou na nossa veia pop. Ao excelente disco "Blood" do ano passado, que teve direito a apresentação pelo Parque da Cidade, junta-se agora um aparente regresso às origens com o novo álbum "Spirit" onde o piano ganha a primazia da composição em oito peças de amor à vida e ao espírito positivo que a prática do instrumento permitiu recuperar. Colaboram amigos como Thomas Barlett aka Doveman, Dan Wilson e Ólafur Arnalds no tema "Patience". Há também, a partir de hoje, um video dirigido pelo próprio Milosh para "Needed", avanço insuspeito de qualidade e sedução.

3X20 MAIO
















quarta-feira, 8 de maio de 2019

TORO Y MOI DE SECRETÁRIA!

HEATHER WOODS BRODERICK ENTRE PASTAS!

Directamente dos arquivos e estúdios de Manhattan da Paste, uma antiga revista impressa convertida em versão digital, temos vinte minutos na companhia de Heather Woods Broderick com tempo para explicações ou desabafos sobre o último e grande disco "Invitation" e três canções ao vivo, sendo que a primeira, "A Stilling Wind", é desde já uma das pérolas do corrente ano...   

terça-feira, 7 de maio de 2019

FAZ HOJE (15) ANOS #01




































ELVIS COSTELLO, Coliseu do Porto, 7 de Maio de 2004
. Diário de Notícias, por Marcos Cruz, fotografia de Pedro Correia, 9 de Maio de 2004, p. 41
. Público, por Rui Baptista, 9 Maio de 2004, p. 42

Nota: da era pré-blog (2006) e depois dos respectivos bilhetes e (alguns) videos televisivos, iniciámos hoje uma escavação documental resultante dum achado recente: uma pasta repleta de recortes de imprensa com críticas e reportagens de concertos em que estivemos presentes e que tivemos a paciência de guardar para mais tarde recordar. Chegou a hora... e a que acrescentaremos, se possível, uma canção ou momento marcante dessa noite ou desse dia. Velharias!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

ANNA ST. LOUIS, TAGV, Coimbra, 4 de Maio de 2019

Sobre a estreia coimbrã de Anna St. Louis em pleno palco invertido do teatro académico, uma inédita e estranha opção cenográfica e logística, podíamos talvez reclamar do desconforto das cadeiras, do ruído exterior de fundo ou da reduzida plateia aderente em noite de fitados e (ainda pouco) queimados...

Contudo, o concerto não deu é direito a duvidar da perfumante emissão de subtileza e sensibilidade das canções que, mesmo poucas, soaram sempre perfeitas e muito ao jeito do amigo Kevin Morby com quem Louis partilha, certamente, influências e alguns esgares vocais e que o primeiro álbum oficial "If Only There Was a River" editado o ano transacto acelera na confirmação.   

A penumbra do local, que só poucas vezes foi tenuemente aclarada, só veio somar mais mistério a uma alquimia clássica de voz e guitarra em que a folk americana é imbatível e que pairou ofuscante em versões cirúrgicas de Van Zandt ou Dylan mas que na voz e timidez da figura de Anna St. Louis cresce primorosamente em sedução e beleza. Ficamos feridos de... vida! 

THE DIVINE COMEDY, O REGRESSO DO CHEFE!





















O anunciado e prometedor disco novo de Mr. Hannon com os The Divine Comedy a sair em Junho terá o devido prolongamento ao vivo nas redondezas com datas em Lisboa, Coimbra e Braga (9 de Novembro, Sábado, Theatro Circo), cidade onde encerrará a digressão europeia. Ok, chefe!


domingo, 5 de maio de 2019

RAMI KHALIFÉ + LONNIE HOLLEY, Festival Respira, Theatro Circo, Braga, 3 de Maio de 2019

Fotografia: facebook do Theatro Circo 














O segundo de três dias do festival Respira!, que coloca o piano como ponto de partida e chegada de diferentes viagens sonoras, teve no franco-libanês Rami Khalifé uma primeira etapa com alguns altos e baixos embora cedo se tenha percebido o excelente domínio das oitenta e oito teclas do instrumento e mais alguns dos seus prolongamentos de cordas, prática enraizada desde cedo numa família libanesa martirizada pela guerra civil e cujo refúgio europeu permitiu verter na música uma forma de vida

Foi nas peças instrumentais que Khalifé melhor conseguiu expressar a contemporaneidade e validade da sua composição, momentos sublimados por forte ovação da plateia que contrastaram com alguma sensibilidade mais fria expressa na quase totalidade das canções cantadas em libanês que, mesmo em menor número, nos sugeriram um pouco de sensabor e até banalidade. Valeram, por isso e sem vacilação, os crescendos e decrescendos de uma forte dinâmica de ritmado impacto onde até um inesperado sapateado-beat quase nos levantou da cadeira...
     
Fotografia: facebook do Theatro Circo















O curriculum de Lonnie Holley há muito que impressiona pelas dificuldades de uma infância miserável contornada pela descoberta de uma expressão artística a três dimensões traduzida em formas escultóricas concebidas com restos de lixo urbano e que muitos museus norte-americanos acabaram por incorporar. Quando Holley encontrou um velho teclado Casio e o conseguiu pôr a funcionar, a música improvisada passou a ser mais um grito incontido e prolongado sobre a "situação" americana nas suas injustiças sociais ou atentados ambientais, um agitar consciente contra o status quo que artistas como Bill Callahan ou Bon Iver ou bandas como Animal Collective ou Deerhunter cedo ajudaram a trazer a públicos mais alargados.

O último álbum "MITH" editado em 2018 é já o resultado desse reconhecimento, um manifesto visionário produzido por Richard Swift e registado ao longo de cinco anos em várias cidades americanas como a natalícia Atlanta, Nova Iorque ou Cottage Grove mas também o Porto, sim, o Porto, onde esteve em 2016 como convidado do Fórum do Futuro no Rivoli e onde passou alguns tempos em estúdio na companhia do trombonista Dave Nelson e do baterista Marlon Patton - o duo de jazz Nelson Patton.

Foi tão brilhante parelha que o acompanhou na estreia bracarense onde Holley começou ao piano, como que cumprindo o desígnio do evento, mas rapidamente se instalou sentado num género de púlpito central onde se escondia o tal teclado inicial (?). Foi daí que, até ao fim, nos lançou uma impressionante poética de vivência pessoal e de efabulação mitológica contagiante expressa de forma vincada por uma voz quase rouca e trinada que lembra Armstrong, isso mesmo, forte e segura na urgência de mudar o mundo ou conter a destruição ambiental como cantou sofregamente em "I'm A Supect in America" logo a abrir no único momento ao piano de cauda.

Embora alguns dos presentes mostrassem sinais de enfado, a maioria como que se hipnotizou por esse homem-lenda de olhos esbugalhados a profetizar com energia sobre opressão, racismo ou consumismo de fundo instrumental notável, um retrato vivo e distendido da conturbada realidade de um país que nos habituamos a reduzir a um ecrã de televisão mas que ali, na sala magnífica do teatro centenário, se transformou num toque a rebate universal de urgência caducada. Uma perfomance memorável e, acima de tudo, necessária. Acordai!



quinta-feira, 2 de maio de 2019

BILL CALLAHAN, TU ÉS O NOSSO PASTOR!





















Apresentado de surpresa como um álbum duplo de vinte canções a sair já em Junho pela Drag City, o regresso de Bill Callhan aos originais ao fim de cinco ("Dream River" de 2013) tem capa alusiva devidamente misteriosa e metafórica relativa ao próprio título, "Shepherd In a Sheepskin Vest".

O pastor tem, assim, um imenso rebanho na expectativa quanto a uma intensa digressão norte-americana logo a seguir e que chegará à Europa a partir de Outubro. Só bons sinais mas ainda sem audições disponíveis a não ser o barulho das máquinas....

UAUU #486

MARVIN GAYE, UM ACHADO PERDIDO!

Em 1972 do génio de Marvin Gaye parecia que mais um grande álbum se aproximava logo a seguir a "What's Going On" (1971). Teria o nome de "You're The Man" mas a Tamla Motown sem razões conhecidas descartou o projecto. Já com algumas canções gravadas em Los Angeles com a colaboração dos The Funk Brothers, custa a creditar nesse aparente sacrilégio com Gaye a responder à altura, partindo contrariado para o magistral "Let's Get On" e remetendo o tal "You're The Man" para o baú do esquecimento.

Em Março passado a editora, via Universal, pôs finalmente cá fora uma edição póstuma mas oficial desse "You're The Man" que descobre alguns dos tesouros e dá brilho ainda mais intenso a outros. É o caso do tema "Where Are We Going?" já previamente lançado em 12" de vinil em 2014 com versões do mesmo tema de Donald Byrd no lado B e que foi lançado em single de 7" dois anos depois, peças que atingem agora preços proibitivos. A canção perdida de tão grande merecia, por todas as razões, nova prensagem em rodela... uma perdição !