quinta-feira, 29 de setembro de 2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

UAUU #344

O BOSS EM PORTUGUÊS!





















A edição da autobiografia de Bruce Springsteen que anunciamos já em Fevereiro passado tem desta vez uma incrível actualização - é que o livro sai hoje nos E.U.A. e simultaneamente em vários países, incluíndo Portugal! São quase seiscentas páginas que a editora Elianore da Amadora pôs hoje à venda por pouco mais de 20€ e que, atendendo aos que já leram o relato, vale muito pena. Paralelamente, o músico colocou no mercado a compilação de temas "Chapter & Verse", certamente uma imprescindível banda-sonora de dezoito canções, cinco delas inéditas.  

WEYES BLOOD, REGRESSO EM DISCO E CONCERTO!





















O regresso aos discos de Natalie Mering que admiramos escondida atrás do nome Weyes Blood faz-se já no final de Outubro com "Front Row Seat to Earth" na casa Mexican Summer. São nove as harmoniosas canções de embalar, uma folk futurista mas que não disfarça a tradição e, principalmente, a beleza. Há já, por isso mesmo, dois belos singles e dois belos videos disponíveis - o mais recente "Do You Need My Love" e também "Seven Words" - e o melhor é que a digressão europeia que começa em Novembro termina a 3 de Dezembro no C. C. Vila Flor em Guimarães, passando na véspera pela capital (ZDB). Eia!



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

GARETH DICKSON, REGRESSA A MAGIA!















A magia que emana da guitarra de Gareth Dickson tem data marcada para se fazer sentir outra vez - a 11 de Novembro próximo um álbum novo de nome "Orwell Court" sairá na Europa através Discolexique, casa de "sortido" seleccionado como por exemplo Corrina Repp. Para já, e não é mentira, destapa-se um primeiro tema chamado "The Big Lie" cujo video tem realização do próprio Dickson e que conta com a colaboração nas vozes da amiga Celine Brooks, uma artista escocesa que urge descobrir. Também não é mentira o regresso a Portugal, onde esteve em Outubro passado a fazer companhia a Vashti Bunyan, mas ainda não são conhecidos os locais nem as datas mas que se adivinham para perto e para breve.    

DO THE RESCUE!

Claro que a versão incluída no novo álbum "Foreverland", plena de cordas e orquestrações, é imbatível, mas os The Divine Comedy ainda andam a experimentar a como a fazer soar melhor. É só escolher...





TODOS TEMOS UMA HISTÓRIA...


















A eclética selecção que Keaton Henson apresentou pela primeira vez há uns dias atrás terminava de forma perfeita com o clássico "Stars"de 1974 na voz de Janis Ian. A canção andou, desde aí, a flutuar na nossa mente e acabamos a "escavar" um pouco mais. A autora desta pérola, que haveria depois por obter com "At Seventeen" um sucesso maior a que nem os Simpsons haveriam de resistir, tinha na altura uma forma quase estranha de se apresentar ao vivo como se comprova abaixo, um jogo onde a melodia e a lírica nos hipnotizam sem contemplações. Certo é que o tema deixaria um rastilho fumegante que no caso de Cher se dispensava mas que no caso de...  



Nina Simone simplesmente se traduz num momento único da história da música popular! No Festival de Montreux de 1976, uma mítica apresentação gravada em video e editada posteriormente em DVD, inclui uma versão do tema de Ian onde Simone manda sentar energicamente alguém da assistência para depois, à sua maneira, dar ainda mais sentido a uma canção a que vai acrescentando versos e improvisos sobre o poder feminino ou a falta dele, uma genialidade que nos absorve e emociona. Ficamos à espera de uma oportunidade de um dia destes assistir ao documento "What Happened, Miss Simone?" que estreou no Netfix em Junho passado e onde se conta uma história que, sem ser de encantar, devia e podia ter sido cinco estrelas!    


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

UAUU #342

SOU EU, O BRIAN WILSON!





















Em 1991 um livro maldito e, ao que parece, desautorizado de Brian Wilson chegou às bancas - "Wouldn't Be Nice: My Own Story" era uma autobiografia escrita a partir de uma série de entrevistas com o freelancer Todd Gold, mas o resultado acabaria numa catadupa de equívocos, tribunais e faltas graves de credibilidade. Repetindo a receita e, supostamente, limpando de vez a mancha deixada à 25 anos, uma nova e legitimada história do fundador dos Beach Boys estará disponível já em Outubro na Dacapo Press americana sob o título de "I Am Brian Wilson: A Memoir", uma parceria com o reputado jornalista Ben Greenman ("New York Times" ou "New Yorker"). Fala-se da infância, dos parceiros da banda, demónios e medos mas, acima de tudo, de música e canções. E sendo assim, vai ser nice lê-lo sem rodeios.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

WILLIAM TYLER A RONDAR!















O grande disco "Modern Country" do guitarrista William Tyler tem apresentação a solo agendada para Novembro em duas datas por perto: a 24 na Casa Independente em Lisboa e no dia seguinte no Café Pop Torgal de Ourense, uma casa que é uma verdadeira jóia da música ao vivo pela Galiza. Durante esse mês Tyler acompanhará os Wilco na digressão pela Europa juntando-se, entre outros, ao amigo Glenn Kotche percursionista dos de Chicago e que tocou a preceito no álbum referido. Aqui fica este maravilhoso "Highway Anxiety".

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

LAMBCHOP, CURTA + FLOTUS





















Para quem esteve numa noite especial do Festival Curtas de Vila do Conde em Julho do ano passado, recordará com toda a certeza a brilhante banda sonora que os Lambchop então executaram para uma sublime colagem de imagens recolhidas e resgatadas na Cinemateca Portuguesa pelo amigo e arqueólogo fílmico Bill Morrison e que acabaria por receber o nome de "The Dockworker's Dream". Melhor que o concerto que se seguiria, estes quase vinte minutos em grande ecrã resultaram numa simbiose perfeita que passa agora a estar disponível via Youtube numa co-produção do próprio Curtas e da americana Hipnotic Pictures. Fabuloso!  



Entretanto, a banda anunciou um novo disco para 4 de Novembro próximo na habitual Merge Records com nome de baptismo de FLOTUS, ou seja, "For Love Often Turns Us Still" e prometidas estão peças mais longas de forte hipnotismo e electrónica vintage como a composta para curta referida e que no disco terá o nome de "The Hustle". Aqui fica um primeiro mas curto sopro do álbum...

sábado, 17 de setembro de 2016

LAURA GIBSON, CAV, Coimbra, 16 de Setembro de 2016
















A data única de Laura Gibson para apresentar o disco de este ano "Empire Builder" teve em Coimbra noite cheia: cheia de gente, cheia de simpatia - de quem recebeu e organizou, de quem ouviu, de quem tocou e encantou - e, acima e tudo, cheia de encantamento. A raridade de ver Gibson com uma banda de suporte multi-instrumental, apurada e certeira elevou quase todas as canções a um nível tonificante de perfeição. Invejáveis, ainda, alguns dos momentos a solo como "Funeral Song", uma versão certeira de John Prine e, já no segundo encore, o incendiário "The Fire". Mas aquele "Milk Heavey, Polen Eyed" em jeito de dueto com a violinista de serviço na frente de palco e sem amplificação, acabou por ser uma surpresa difícil de esquecer mas demasiado fácil de adorar. Redentor!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

KEATON HENSON, O GENTIL!





















Ao longo dos últimos anos temo-nos constantemente vergado ao talento de Keaton Henson, que, amado por muitos ou desprezado pela maioria, vai confirmando gentilmente a sua notável e multifacetada veia artística em múltiplas expressões. A principal, ou seja, as canções, tem agora um novo capítulo com a edição de "Kindly Know", álbum que a Play It Again Sam disponibiliza precisamente hoje ao grande público mas que uma reduzida minoria, mais atenta, esgotou na versão personalizada pelo próprio em 100 diferentes capas pintadas à mão! Aliás, o desenho é, obrigatoriamente, outras das formas e fórmulas que Henson faz questão de cultivar e usar em lindíssimos cartazes promocionais de eventos, em exposições ou até para substituir muitas sentenças a perguntas sobre a sua recatada vida - confirmem só as ilustrações dadas como respostas numa das suas raras entrevistas... Entretanto, imperdível é uma selecção de canções para a NTS, radio online inglesa com base em Hackney, que recebeu o expressivo baptismo de "Audio Essays Through the Words and Songs of Others" e que na terça-feira passada teve uma notável primeira emissão onde se misturam falas de gente famosa e canções maravilhosas como a que termina o set na voz de Janis Ian. Nele foi incluído o novo tema "The Pugilist" que deixamos abaixo em versão íntima e a que juntamos, em idêntico ambiente, o já conhecido "Alright".          



terça-feira, 13 de setembro de 2016

(RE)LIDO #82





















M TRAIN
de Patti Smith. New York; Alfred A. Knoff, 2015
Tratada que foi a infância e o início da idade adulta no livro "Apenas Miúdos" e onde se destacava a relação decisiva com Robert Mapplethopre, Patti Smith traz-nos em "M Train" um outro conjunto de memórias quase intemporais mas onde a ferida pela morte do marido "Fred Sonic" Smith em 1994 funciona como catalizador de peripécias e intimidades. Tudo começa no café habitual, na mesa habitual, com a bebida habitual - café, muito - despoletando histórias verdadeiras de latitudes diversas e amplas, desde a Casa Azul de Frida Khalo no México a cemitérios e sepulturas de Jean Genet em França ou Sylvia Plath em Inglaterra, ou ainda conversas com Paul Bowles em Marrocos. Entre outras recordações, gostamos particularmente da confissão referente à descoberta dos livros de Murakami que a levou a uma leitura compulsiva das suas obras (sabemos bem o que isso é...) e a saborosa aventura na aquisição de um pequeno mas resistente bungalow junto à praia de Far Rockway, um esforço traduzido numa digressão pela Europa para juntar a verba necessária, refúgio que nem mesmo o furacão Sandy de 2012 teve força para destruir! Ao longo do livro vai sobressaindo uma calma e uma paz de espírito avassaladoras em que a mestria artística de Smith e a sua notável perspicácia - excelentes as Polaroids eleitas para ilustrar muitas destas memórias - nos conduzem irremediavelmente a uma dimensão de liberdade que, apesar de solitária, é como se fosse de todos nós. A Patti Smith dá-nos asas...




LOWER DENS, SINGLE NOVO!













Uma nova canção de nome "Real Thing" é um sinal que Jana Hunter e os seus Lower Dens estarão de volta aos discos grandes talvez ainda este ano e, ainda melhor, com uma qualidade suprema. O tema, lindo, vem envolto num video retro de imagem granulada como que saída de uma fita VHS. Pormenores por aqui.

3X20 SETEMBRO













sábado, 10 de setembro de 2016

THE NOTWIST, SE A MONTANHA NÃO VAI A MAOMÉ...

vai Maomé à montanha! A frase aplica-se, no nosso caso, aos alemães The Notwist, um caso de longevidade e qualidade quer em disco (não são muitos desde 1991, mas todos bons) quer ao vivo... dizem. É que perdida a única oportunidade de o comprovar em Outubro de 2009 no âmbito do festival Imago do Fundão, só mesmo um álbum ao vivo para compensar a falha. A editar nos E.U.A. em Outubro pela Sub-Pop em versão digital, "Superheroes, Ghostvillains + Stuff" é o registo de um concerto - o último de três esgotados na cidade de Leipzig em Dezembro passado - que terá na Europa um tratamento diferente com edições físicas em duplo CD e triplo LP através da germânica Alien Transistor, casa antiga da banda. Mesmo assim, mantemos a esperança de uma futura ocasião a três ou mais dimensões!  


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

SINGLES #40




















ABBA - Dancing Queen/That's Me
Portugal: Polydor, 2001680, 45rpm, 1976
Uma coincidência feliz o facto do quadragésimo número da etiqueta desta casa referente a singles recair sobre o eterno "Dancing Queen" dos Abba que faz agora precisamente quarenta anos! O jornal "The Guardian" em artigo fresco intitulado "Why Abba's Dancing Queen Is The Best Pop Song Ever" insiste, e bem, na perfeição da composição, da produção e, já agora, da interpretação de uma canção de 1976 que surgia na Europa em clara resposta ao esplendor do som Disco americano. A sua irresistibilidade e imediatismo sempre as comprovamos quando rodamos o disquinho de cima em festas de amigos, em playlist's de clássicos ou quando, em qualquer noite de dança, o tema lá surge seleccionado na hora certa por um dj sem complexos e atento. A façanha dos Abba tinha começado em 1974 quando ganharam o Festival da Canção em Brighton, Inglaterra, com outra bomba chamada "Waterloo" e, desde aí, o grupo faria história e lenda - só deste single foram vendidos três milhões de cópias um pouco por toda a parte ("1º Lugar Europeu" bem impresso na capa e que teve lugar até a uma versão em espanhol no país vizinho)! A sua influência em inúmeras outras canções e composições é desmesurada, embora o "The Guardian" trilhe a sua imiscuidade noutras composições de gente tão diversa como Elvis Costello, Blondie e MGMT. Esta é, contudo, uma das tais canções imbatíveis em que arriscar qualquer versão irá ser sempre resultar uns furos abaixo do original por todas as voltas que lhe dêem! Por isso e como hoje ainda por cima é sexta-feira, toca a cantar...

You can dance, you can jive, 
having the time of your life
See that girl, watch that scene, 
digging the Dancing Queen

Friday night and the lights are low
Looking out for the place to go
Where they play the right music
getting in the swing
You come into look for a king






quarta-feira, 7 de setembro de 2016

UAUU #338

SCOTT WALKER, NOVA BANDA-SONORA!





















Uma canção, um disco ou, no caso, uma banda-sonora é sempre uma surpresa vinda do génio de Scott Walker. Desta vez trata-se da composição original para a totalidade do filme "The Childhood Of A Leader", a estreia de Brady Corbet, actor e agora realizador norte-americano, que se lançou na adaptação da história com o mesmo nome escrita por Jean-Paul Sartre em 1939. Para o efeito, Walker reuniu os seus fiéis colaboradores musicais Peter Walsh e Mark Warman para dirigir uma enorme orquestra de mais de sessenta elementos em estúdio, trabalho lançado em disco pela 4AD em Agosto passado com direito a versão de vinil translúcida, uma aventura nas bandas-sonoras que Walker já não vivia desde "Pola X" em 1999. Aquando do encerramento do festival de cinema de Roterdão em Fevereiro, a película teve uma apresentação especial com a música de Walker a ser executada ao vivo pela Codart Symphony Orchestra pertencente à universidade da cidade e que na altura foi dirigida por Mark Warman. Tudo boas razões para uma ida ao cinema - a estreia portuguesa do filme está marcada para 17 de Novembro próximo!




KEVIN MORBY DE SECRETÁRIA!

BIG THIEF DE SECRETÁRIA!