sábado, 14 de setembro de 2019

DRAHLA, Plano B, Porto, 12 de Setembro de 2019

O disco de estreia dos Drahla, banda de Leeds que não brinca em serviço quanto ao legado pós-punk que os Sonic Youth ou os Wire semearam sem pousio, segue todas as instruções que essa recreação sonora foi reinventando. As canções, como já foi sugerido, percorrem os tradicionais elementos instrumentais de baixo vincado a comandar a guitarra e a puxar a bateria que se reorganizam em novos padrões ao jeito de um jogo de Tetris mas há, contudo, um pormenor infeccioso que advêm do  uso de um saxofone em alguns temas a cargo de um tal Chris Duffin, tornando a dose anda mais saborosa e suculenta tal como acontece no recomendado disco new wave dos French Vanilla.

Ao vivo, no recanto portuense perante meia centena de curiosos, desse toque soprado não se ouviu sequer um laivo e o trio assentou a apresentação na tal receita habitual mas cuja qualidade de execução nos surpreendeu pela excelência de atributo, entrega e competência talvez fruto de alguns anos de muita estrada e boas companhias como os Ought ou os Metz. Pena alguma frieza da plateia, pouco reactiva e algo frouxa, talvez surpreendida pelo vigor e poderio de um som pleno e até bem calibrado que durou quarenta e cinco bons e intensos minutos. Zás, voos mais altos se adivinham para os Drahla e que bem os merecem!   

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

DEVENDRA BANHART, OH CAROLINA!

Numa primeira e atenta audição a "Ma", o novo de Devendra Banhart, há uma canção que de imediato se destaca pela subtileza e beleza da lírica cantada em português, uma opção que precisa de nítida prática mas que resulta num docinho de fofura.

Para aferirem da capacidade de Banhart, ouçam lá "Carolina" em duas recentes versões registadas em rádios norte-americanas, ambas com uma "abordagem" algo longe do original do disco, esse sim quase totalmente perceptível. Há ainda muito tempo até Fevereiro para confirmar a evolução linguística que se impõe para quando chegar a vez dos concertos portugueses, o verdadeiro teste final que, certamente, contará com a ajuda de toda uma plateia. E, sim, caro "caro" Devendra, deverias aprender português mas parabéns pelo esforço...     



WILCO, TRIBUTO DE PESO!





















Não é certamente fácil melhorar as canções que os Wilco têm feito ao longo de 25 anos de carreira que se assinalam este ano mas não há nada como tentar...

O desafio lançado a dezassete cotados artistas e bandas onde se incluem nomes, no feminino, como Courtney Barnett, Cate Le Bon, Mountain Man ou Sharon Van Etten e, no masculino, Kurt Vile, Ryley Walker, Low ou Whitney, tem a forma de um CD oferta na edição de Novembro da revista inglesa Uncut à venda dia 19 de Setembro! As covers foram propositadamente registadas para o efeito (ok, parece que uma delas era já pré-existente) e servem também para assinalar o lançamento de "Ode to Joy", o décimo primeiro trabalho de estúdio dos Wilco a sair a 4 de Outubro.

Aqui fica a excelente tentativa de Cate Le Bon remexer em "Company In My Back", original incluído no mítico álbum "Ghost Is Born" de 2004.

HAND HABITS JUNTA-SE A ANGEL OLSEN!





















O telefonema de um amigo atento que ainda não se apressou na aquisição de bilhete para o concerto de Angel Olsen no Porto em 24 de Janeiro próximo trazia a boa-nova - nas primeiras partes de todas as quase vinte datas programadas para Europa e que servem de apresentação do novo álbum "All Mirrors" a sair em Outubro, teremos o previlégio de ver e ouvir o projecto Hand Habbits a cargo da guitarrista Meg Duffy! A parceria repete uma digressão realizada por algumas cidades americanas em 2018 em que ambas se apresentaram sozinhas.

Este dois em um quase milagroso servirá assim também para a estreia em palcos nacionais de um conjunto maravilhoso de canções que preenche todo o álbum "placeholder" já por aqui merecidamente destacado, uma torrente talentosa que nos habituamos a ver ao vivo ao lado de Kevin Morby e em discos de William Tyer ou Weyes Blood. Adivinha-se, obviamente, um qualquer dueto ao longo de tamanho e prometedor serão...   



quinta-feira, 12 de setembro de 2019

UAUU #502

KEVIN MORBY, UM FILME DE OMG!

Disponível desde meados de Agosto no imenso tubo colectivo, os trinta minutos de "Oh My God" em filme merecem uma visualização pausada e, que se aconselha, despreocupada.

A tenacidade de Kevin Morby em conceber um acompanhamento visual para o trabalho deste ano com o mesmo nome funciona como um delírio criativo de pitada psicadélica alusiva, tal como o disco, à religião e às suas implicações metafísicas ou até filosóficas. Registado em Kansas City pelo amigo realizador Christopher Good e não God, foi com ele que escreveu um guião fantasioso que preenche de imagens algumas das grandes canções do álbum mas onde submergem situações e cenas de vincada e salutar alucinação como o diálogo fascinante com uma empregada de bar! 

Resumindo, um projecto arriscado e certamente inspirador mas que deve ter custado uma pipa de massa, tanta de que até nem o site oficial escapou à cativação!

O músico tem regresso marcado a Portugal para 23 de Novembro, sábado, no Super Bock Em Stock lisboeta mas suspeitamos que ainda haverá tempo, nos dias a seguir, para um salto à amada cidade do Porto, tal como prometido em Julho passado!

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

DANIEL JOHNSTON (1961-2019)















A vida de Daniel Johnston que hoje chegou ao fim sugere uma montanha de problemas e dependências enroladas mas que nem uma indefensável doença degenerativa o retirou das cassetes, das canções ou das digressões. Ver o documentário sobre essa turbulência deu-nos uma série de nós na garganta mas na altura aproximava-se uma surpreendente visita ao Porto maravilhosamente documentada pela La Blogothèque... Vê-lo, resistente, em 2013 no Parque da Cidade perante uma multidão unida na homenagem e aplauso é, ainda hoje, um daqueles memoráveis momentos que emociona e nos satura os olhos de água pelo simples amor à música. Peace!



JOSH ROUSE, NATAL EM CALÇÕES?





















Pode ser que, às tantas, as velozes mudanças climáticas nos levem à praia em pleno Natal ao jeito da Bondi Beach australiana carregada de surfistas com barrete de Pai Natal, mas o mais que espanhol vindo do Nebraska chamado Josh Rouse antecipa tudo e todos e anuncia um álbum natalício que, diz, pode ser ouvido ao longo de todo o ano!

O agora mediterrânico valenciano promete melodias harmoniosas de paisagem nostálgica, uma pop que Rouse pratica e bem há mais de vinte anos e que receberá o simples nome de "The Holiday Sounds of..." a sair no primeiro dia de Novembro. Numa edição limitada do disco, inclui-se um EP de 12" com algumas demos e uma versão incontornável de "All I Want For Christmas" da Maria Cárie.

Relembra-se que Josh Rouse tem concerto pré-natalício marcado para o Hard Club no dia 28 de Novembro. Oh, Oh, Oh!

d

TINY RUINS, UM CHAMAMENTO!















Caros e prezados promotores abençoados,

Tem esta casa primado por manter segredo quanto ao efeito das canções da menina Hollie Fullbrook aka Tiny Ruins. Estávamos a brincar. Queremos que a habituação de origem nos antípodas neozelandeses se espalhe sem contemplações por entre almas sensíveis e bondosas como quase todas as que se sentam no escuro dos vossos teatros, salas ou auditórios e que têm, certamente, o gosto e prazer em acolher e bem receber.

É certo que também temos a Jacklin, a Bedouine, a Tomberlain, a Pratt ou a Russack mas atendendo à dependência emitida pelo último disco "Olympic Girls", aqui fica o apelo para que, mesmo não desprezando uma qualquer oportunidade para fazer chegar perto alguma dessas feiticeiras, não se distraiam nos chamamentos logo agora que a menina Hollie tem uma rara digressão a solo no Outono marcada para a Europa que só termina em meados de Novembro.

Bem hajam!

Assinado,
Um depedente desesperado



terça-feira, 10 de setembro de 2019

DUETOS IMPROVÁVEIS #218

TIM BERNARDES & SALVADOR SOBRAL
Anda Estragar-me os Planos (Cortesão/Cabral)
Versão original incluída no álbum "Paris Lisboa", 2019

3X20 SETEMBRO

















HOLLY MIRANDA, Festival Manta, C. C. Vila Flor, Guimarães, 7 de Setembro de 2019

Não há fome que não dê em fartura! Se Holly Miranda era até há pouco mais de um ano uma artista que perecia distante do norte do país, desde a sua estreia no Hard Club em Novembro passado que a curiosidade e atenção sobre as suas canções cresceu a olhos vistos, sendo esta dádiva do Manta a oportunidade para o culto se confirmar e alastrar.

Em sessenta minutos, só houve tempo para três originais, um deles inédito e posicional em relação à política norte-americana ("Exile in Alicante"), já que a bem disposta Miranda decidiu descomprimir de um outro concerto na mesma tarde por Espanha ao alinhar um série de dez versões distintas e poderosas! Queixou-se da voz, alérgica a um qualquer gramínea galega, mas não notamos o defeito já que a continua catadupa de covers recebeu um exemplar tratamento e afago quer ao piano quer à guitarra, uma invejável colecção que dispensou Jeff Buckley mas triplicou no songbook de Cohen, entre George Harrison, Sam Cooke, Van Morrison, Irving Berlin, Springsteen, Nina Simone e, caramba, Portished! Só faltou, diríamos, o "Under a Blanket of Blue" do Sinatra... Obrigato!


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O BOM, O MAU E O AZEVEDO + JP SIMÕES/BLOOM, Piquenique Dançante Sobre a Relva, Casa da Artes, Porto, 7 de Setembro de 2019

Como cantava Lou Reed, o dia era perfeito para um copo de sangria pelo parque, neste caso, o frondoso jardim da Casa das Artes. A oferta de bebidas era diversa e o ambiente descontraído, um misto de passeio de pais e filhos ou amigos em fim ou início de férias e um encontro informal de músicos e outros artistas, todos a pôr a conversa e as brincadeiras em dia sem pressões desde que houvesse música de fundo e sombra para juntar cerveja ou chá gelado aos snacks trazidos de casa.

No palco, quando chegamos, soava um género de surf-rock de guitarrada vincada quase em jeito de homenagem ao pioneiro Dick Dale, falecido este ano mas eternizado em "Pulp Fiction". A receita vintage a cargo de O Bom, O Mau e o Azevedo nada tem de novo ou moderno e ainda bem já que o quarteto do Porto pretende recriar-se sem sacrilégios no género e, nesse sentido, quer os originais apresentados quer a triologia de versões com que finalizaram a subida ao palco funcionaram na perfeição para ajudar a abanar a ramagem e disfarçar o calor. Só faltou o barulho das ondas!         



Já lá vão três anos desde que JP Simões criou o alter ego Bloom para percorrer canções originais cantadas em língua inglesa incluídos no disco "Tremble Like A Flower". É a guitarra, contudo, que continua a comandar uma composição mais despida mas notoriamente mais exuberante na atitude e animação, um género pop experimental que inclui até caixa de beats e camadas sobrepostas de acordes. Mantêm-se, claro, as histórias entre canções, os sarcasmos e as larachas que fazem sempre falta e que, desta vez, tornearam sorrisos entre cigarros sobre participações chuvosas em festivais brasileiros ou encomendas de outros concursos como o do Festival da Canção tuga para o qual escreveu e cantou "Alvoroço", um género de repto transformado em desabafo... que não tem cales é preciso cantar, sempre!

Entre subidas e descidas do palco, coube ao David Freitas animar as hostes com as suas curtas mas animadas versões pimba de imediata replicação colectiva a que ninguém resiste ou não fossem José Malhoa ou Marco Paulo verdadeiros monumentos de imaterialidade. O momento serviu ainda para, mais a sério, promover o seu projecto Ambulance For Hearts que visa levar até a um orfanato da Guiné Bissau um carregamento generoso de leite de substituição materno. Toca a divulgar e/ou ajudar!
       

UAUU #501

sábado, 7 de setembro de 2019

HANIA RANI, Auditório CCOP, 5 de Setembro de 2019

Em noite calorenta, a anunciada sessão de terapia multi-sensorial permitiu, desde logo, preencher o renovado auditório portuense até à lotação máxima. A intensidade da procura residia numa expectativa quanto ao falado dão de Hania Rani se juntar ao seu piano para nos aplicar um tratamento simples e sem dor que previne irritações ou tensões, induzindo nos ouvintes praticantes um género de alienação periférica.

Há, no entanto, que manter a atenção e a concentração para que o efeito se instale como rapidamente se fez notar e sentir a que se juntou um por nós desconhecido método de cinco momentos - canções, sim, canções talvez ainda inéditas de voz perfeita e encantadora, o que é uma novidade bem vinda para quem só ouviu os instrumentais do magnífico disco de estreia e que, em dia de aniversário da artista, foram uma dádiva surpreendente de resposta fortemente aplaudida. Muitas felicidades, muitos anos de vida, cantam as nossas almas... Obrigado, Hania e parabéns!           

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

EMILY JANE WHITE, FOGO IMANENTE!





















Não, não, nada tem nada com o a calor que vai apertando e o regresso trágico dos incêndios. Trata-se, isso sim, de algo menos importante como um novo disco da menina Emily Jane White que terá o título de "Immanent Fire" a sair em meados de Novembro na independente francesa Talitres.

O trabalho, dedicado à mãe natureza e à sua sagração no feminino, serve de alerta contra a actual exploração violenta dos recursos naturais em acções totalmente descontroladas e cujas consequências são mais que evidentes. Ouça-se então, "The Light", um magnífico primeiro grito de revolta em forma de hino atmosférico.

Haverá digressão pela Europa já a partir de Dezembro e, neste âmbito, será previsível o regresso a palcos nacionais, costume antigo que remonta já ao ano de 2010!           

UMA PRENDINHA DOS THE INNOCENCE MISSION!

Passaram já vinte anos sobre a edição de "Birds of My Neighboord" dos sagrados The Innocence Mission, um quarto álbum que marcava a partida do baterista Steve Brown mas onde repousavam uma série de canções tesouro que poucos ouviram. No baú cintilava a magnífica "The Lakes of Canada" de que mais tarde (2007) um jovem atento chamado Sufjan Stevens haveria de fazer uma versão ao ar livre...

Em jeito comemorativo, surge agora uma reinterpretação dessa canção por Karen e Don Peris que não anda muito longe do original e que nos é simplesmente oferecida de forma bondosa e preciosa. 




quinta-feira, 5 de setembro de 2019

TIM BERNARDES, O RECOMEÇO DE RECOMEÇAR!

Antecipando a digressão a solo que se aproxima de Tim Bernardes, está agora disponível uma curta metragem evocativa do álbum "Recomeçar" editado em 2017, um género de making off dirigido por André Dip e José Menezes, os mesmos que realizaram há mais de um ano o video oficial que conhecíamos dessa fabulosa canção. O hábito em divulgar os processo de criação e filmagem foi também já aplicado à sua banda O Terno, com a promoção em Julho de uma pequeno documentário sobre o álbum mais recente "atrás/além". 

O novo filme, que sugere até paisagens portuguesas, foi registado em película de formatos antigos (S16 e S8) e posteriormente aprimorado digitalmente e nele podemos ainda ouvir novas versões dos temas "Não", "Pouco é Pouco" e "Calma". O novo Tim da canção brasileira regressará ao Porto no dia 23 de Setembro depois de ter passado por Loulé, Lisboa, Santarém e Aveiro, culminando a digressão em Braga dois dias depois.






HANIA RANI, HOJE HÁ SESSÃO DE TERAPIA!














A jovem pianista polaca Hania Rani namora há muito com o piano vertical, dito de armário, com quem se arrolhou em definitivo para vida. De vez em quando ainda o troca por um mais comprido e imponente ao lado de orquestras ou quartetos de cordas mas é o conforto do primeiro amor que a inspirou no registo das suas composições plasmadas no álbum de estreia "Esja" editado este ano
na eclética Gondwana Records de Manchester ao lado, por exemplo, dos enormes Portico Qurtet.

Esses pedacinhos sonhadores já por cá tinham sido apresentados aquando da estreia por Vila Real e Portalegre no início do ano mas o regresso era inevitável e quase previsível. Hoje, na penumbra perfeita do auditório do Círculo Operário Católico, ali na rua Duque de Loulé, a sessão de terapia encantada afigura-se um momento de hipnose levitante de fazer espantar qualquer réstia de sonolência. Levem amor! 





quarta-feira, 4 de setembro de 2019

(RE)LIDO #89





















ESTOCOLMO
de Sérgio Godinho. Lisboa: Quetzal, 2019
O impulso é antigo e perigoso: ler romances de músicos respeitados e corajosos que se aventuram na ficção. São, certamente, muitos os exemplos de boas novelas - basta lembra o nome de Chico Buarque - mas não temos tido sorte nas nossas escolhas que alcançam num ápice o estatuto de pura desilusão ou aceleram uma prematura desistência.

No caso de Sérgio Godinho, um primeiro escrito romanceado chamado "Vida Dupla" parecia ser uma estreia segura e prometedora a fazer sonhar com desafios de maior risco e sedução. No caso de "Estocolmo", o seu segundo romance editado este ano, ao fim de poucas páginas o desapontamento começa a instalar-se flutuante numa trivialidade dispensável.

Pode ser mania, mas nunca gostamos das capas onde o nome do autor é bem maior que o título do livro, uma opção comercial que quase sempre é fraco sinal. O argumento metafórico sobre o que é a liberdade e a sujeição com contornos de predação sexual envolvendo uma quarentona apresentadora de televisão e um jovem estudante à procura de quarto numa grande cidade até que parece uma boa ideia mas a narrativa acelera num género de "nove semanas e meia" de má memória que surpreende pela audácia mas que está longe de convencer. Lê-se numa tarde para logo se esquecer à noite...         

FAZ HOJE (27) ANOS #10




































NICK CAVE & THE BAD SEEDS, Coliseu de Lisboa/Coliseu do Porto, 
3 e 4 de Setembro de 1992
. Público, por Luís Maio, fotografia de Bruno Portela, 5 de Setembro de 1992, p. 29
. Jornal de Notícias, por João Quaresma, 6 (?) de Setembro de 1992, p. 25






segunda-feira, 2 de setembro de 2019

DEVENDRA BANHART, NOVO VOO!

























Anunciam-se dois concertos de Devendra Banhart em Portugal para apresentar o novo disco "Ma", trabalho com data de saída prevista para 13 de Setembro. Como qualquer frente a frente com o artista é sempre uma experiência de intensidade compensadora, nada como repetir a viagem sonora a 15 de Fevereiro de 2020 no Hard Club e que no dia seguinte desce em vertigem até ao Capitólio lisboeta. Três dias antes de uma outra descolagem prevista para o mesmo "aeroporto" (Big Thief, 18 de Fevereiro), não arrisquem um qualquer overbook flight...


LITTLE WINGS, CALMANTES NATURAIS!





















Há nas canções da lenda viva que é Kevin Field uma narcótica poção de aproximação à aparente felicidade em estarmos vivos. A prescrição de Little Wings tem agora mais uma grande dose de nome "People", dez pílulas anti-depressivas com asas que contam com ajudas preciosas das guitarras milagreiras de Neal Casal, Jake Longsteth ou Lee Bagett. Ressacas pós-férias? Alunos barulhentos? Clientes irritados? Calma, people!