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terça-feira, 31 de março de 2020
MEMORABILIA #20
A colecção de t-shirts "Rock & Roll" acumulada ao longo de mais de duas décadas já merecia uma atenção de carinho e resguardo. Muitas delas não foram sequer usadas e poucas são relativas a compras no local do concerto, um hábito quase sempre substituído pela aquisição preferencial de um disco ou cartaz. Acresce que a maioria resultou da participação em passatempos de imprensa que, por exemplo, o "Blitz" ou "O Independente" promoviam semanalmente juntamente com as editoras e, por isso, tem o estatuto de um recuerdo oficial mas há exemplares que nos trazem à memória a simpatia de alguns amigos que se moviam e trabalhavam no meio jornalístico ou radiofónico e que sabiam da nossa paixão descontrolada por estas coisas.
O processo de "musealização" que já tínhamos iniciado há umas semanas atrás teve agora um epílogo adequado a que acrescentamos uma série de outras t-shirts relativas a séries de televisão ou filmes e até um pequeno conjunto desses adereços da marca "Metal Puro", uma aventura comercial de extrema qualidade que marcou durante alguns anos uma tendência de moda e bom gosto alternativo e nos trás tantas, tantas memórias como estas...
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
MEMORABILIA #19
Há mais de dez anos (!) quando começamos uma rubrica neste blog sobre memórias físicas da nossa paixão musical escolhemos, como tiro de partida, uma capa de argolas decorada com algumas das nossas bandas ou discos de eleição dos tempos de estudante pelo Liceu Rainha Santa Isabel em plenos anos oitenta. Tínhamos a certeza que a essa se juntava uma outra de recortes mais pequenos e muito mais variados e que só no passado fim-de-semana reencontramos em perfeito estado de conservação entre discos de vinil que tiramos de um armário. As explicações são as mesmas dadas nesse primeiro post sobre a dita Memorabilia... maluqueiras! Para que conste, aqui ficam duas das nossas predileções dessa época.
segunda-feira, 21 de março de 2016
UM POEMA NOSSO!

Há precisamente 40 anos a XIII edição do Festival da Canção que se realizou em duas datas de Fevereiro e Março de 1976 decorreu de forma inédita - o convite polémico da RTP a Carlos do Carmo para interpretar as oito canções seleccionadas mediante candidatura prévia dos compositores e letristas, resultou numa qualidade geral excepcional e talvez inigualável onde se destacam temas clássicos como "Estrela da Tarde", "Cantiga de Maio", "Novo Fado Alegre" e "Flor de Verde Pinho" que acabaria a eleita pelos votos do público. Todas viriam a fazer parte de um álbum curiosamente chamado "Uma Canção Para Europa" gravado ainda nesse ano e do qual existem em vinil, pelo menos, duas e raras versões. Seria, entretanto, reeditado em 2013 nos âmbito das comemorações dos 50 anos de carreira de Carlos do Carmo.
Mas há uma dessas canções que, no nosso caso, se tornou inesquecível. Classificada em terceiro lugar na tal votação pública, "No Teu Poema" é talvez o exemplo máximo do que deve ser um poema musicado, um legado de uma "portugalidade" sem tempo e que nos estremece sempre que o ouvimos. O autor de tal proeza chama-se José Luís Tinoco, um talentoso e multifacetado artista que foi devidamente reconhecido o ano passado com o Prémio de Consagração de Carreira pela Sociedade Portuguesa de Autores e que, sem se assumir como poeta, escreveu para todo sempre "o" poema que acaba por ser nosso e de ninguém. Merecia ser lido e proclamado em voz alta neste Dia Mundial da Poesia e em todos os outros dias...
No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura
e, aberta, uma varanda para o mundo
Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço
do corpo que adormece em cama fria
Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte
No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha
No teu poema
existe um cantochão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
e um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas
Existe um rio
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte
No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda me escapa
e um verso em branco à espera do futuro
(José Luis Tinoco, 1976)
sexta-feira, 18 de março de 2016
MEMORABILIA #20
A propósito da segunda edição do Piano Day, uma ideia de Nilhs Frahm que se celebra no dia 28 de Março um pouco por todo o mundo (imperdível a playlist resultante do evento de 2015!), fomos ao baú resgatar o nosso velhinho e maltratado piano de miúdo, uma prenda nada inocente dos padrinhos já lá vão mais de 40 anos! A peça em madeira com pouco menos de 40 cm estava, coitada, com mazelas difíceis de curar como alguns furinhos de infestação de caruncho (correctamente designado por Anobium puncataum, para que conste) e a falta de múltiplas cordas de metal, o que torna impossível a execução do instrumento. De resto, como se comprova pelas imagens, a madeira avermelhada adquiriu aquela patine que só o tempo consegue alcançar e que é quase um pecado tentar disfarçar, mantendo assim um aspecto milagrosamente saudável. O pequeno logótipo a verde no canto superior esquerdo refere-se à fábrica Claudio Reig, casa espanhola com sede em Alicante que ainda hoje produz brinquedos semelhantes e que ganhou notoriedade precisamente na construção e comercialização de instrumentos musicais em madeira, actividade que conta já mais de 75 anos. De tradição musical, a família mais próxima tentou sempre incutir-nos o gosto pela música e esta prenda de aniversário comprada, quase de certeza, no mítico Bazar Paris da Rua da Bandeira era só uma primeira e estratégica abordagem à aprendizagem do piano que, pouco tempo depois, haveria de começar. Sessões de solfejo, escalas repetidas, leitura de pautas que um dedicado avô paterno pacientemente nos ensinou, são hoje uma espécie de memória virtual já que dessa prática nada guardamos, sendo um teclado de um piano um quebra-cabeças indecifrável. Obviamente que o brinquedo servia para uma série infindável de tropelias que iam para além do simples carregar nas teclas: retirada a tampa frontal, o pequeno compartimento guardava "tesouros" como ovos de rola, escondia personagens de plástico como os terríveis Snorre ou o Tjure dos Vikings ou o local perfeito para uma garagem anárquica de carrinhos metálicos! Sendo assim, raramente nos sentamos no chão ao jeito do Schroeder que líamos e víamos nos álbuns do Carlitos/Charlie Brown para tocar seja o que fosse, mas também não tínhamos a companhia de nenhum Snoopy inspirador... Viva o piano!
(sugestão para hoje: Quentin Serjacq no Salão Brazil de Coimbra)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
MEMORABILIA #18
Na chuvosa manhã de sábado passado, ali parados a contemplar a ruína à espera do verde do semáforo, o desgosto conduziu-nos involuntariamente a um leve abanar de cabeça... O quase irreconhecível edifício da Praça da República onde funcionou o Instituto Francês do Porto vai-se desfazendo e enegrecendo a olhos vistos, um encerramento e um posterior incêndio que nunca foram bem explicados e, pior, não devidamente solucionados. Por lá passamos horas infinitas de diversão no jardim traseiro, onde havia um espectacular retiro azulejado perfeito para umas futeboladas e correrias, e também importantes momentos de aprendizagem nas diversas salas do palacete, desde as da cave ate às dos dois andares superiores, as preferidas já que permitiam, à saída, percorrer as escadas sentados no corrimão de madeira em jeito de escorregão, desafio e hábito trazido do velhinho Liceu Rainha Santa Isabel da Rua do Heroísmo. A tradição familiar impôs-nos, desde o secundário, a frequência de verdadeiras lições de língua francesa, o que o Instituto cumpria rigorosamente já que a maioria dos professores, nativos de França, mantinham uma exigência pedagógica onde as acentuações e as regras gramaticais eram pedra de toque obrigatórias e tormentosas. Mas a essa formalidade juntava-se um imenso gosto pela cultura francesa onde as incontornáveis gastronomia, literatura e música ocupavam lugar destacado e que tinham na excelente biblioteca do Instituto um recurso permanentemente actualizado com livros, jornais, revistas e discos... em vinil!
Foi um deles que imediatamente nos veio à memória naquele momento. Trazido debaixo do braço da professora, Madame Millez de seu nome, enorme senhora de arqueado e intocável penteado branco, ela invadia a sala já a cantarolar o "La Bohême" de Charles Aznavour, canção que, como muitas outras de Brel, Piaf ou Bécaud, haveríamos de ouvir vezes sem conta até que a destrinça e a compreensão da letra não permitisse dúvidas. Repetido, muitas vezes a pedido, pelo mágico levantar da agulha do gira-discos previamente instalado na sala, esse clássico de Aznavour era (é!) um hino fascinante e intemporal à cidade de Paris e, já agora, à cultura gaulesa, que permitia ainda que a saudosa professora não dispensasse uns passos de valsa quando a canção se aproximava do fim para gáudio e sorriso colectivo da turma! Uma ida a Paris em 1985 (?), a primeira, numa viagem de uma semana organizada pelo próprio Instituto, foi o culminar desses tempos mas nessa época já os nossos gostos musicais começavam a apontar mais a Norte - os Smiths e os The Sound rolavam já em K7's gravadas em Campanhã onde o amigo HugTheDj mantinha e fazia crescer uma notável colecção de discos - lembramos bem que, a seu pedido, trouxemos da capital francesa o vinil do "Treasure" dos Cocteau Twins, uma verdadeira raridade por cá e que compramos numa enorme FNAC em pleno Centro George Pompidou.
Quando retomamos o hábito do vinil, deparamos amiúde com singles de cantores franceses que fomos "catando" em catadupa, hábito que resultou já numa caixa inteira de referências desses tempos do Instituto Francês. Um dos primeiros que recolhemos, gasto e usado até à exaustão, foi a rodela pequena do "La Bohéme" editada em 1965 que acima se reproduz e que, mesmo assim, é a que menos vezes aparece entre os muitos que Aznavour editou, talvez porque a canção seja mesmo a que muitos procuram ou insistam em guardar, merecidamente, para sempre. Bem dita nostalgia!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
MEMORABILIA #17
A história que aqui trazemos no dia de hoje há muito que estava para ser escrita. O novelo que ela encerra começa a desenrolar-se a partir de uma simples mas saborosa coincidência com mais de dezassete anos e, por isso mesmo, de difícil memória e a pedir paciência da vossa parte. Começa assim...
Era uma vez quatro primos, entre os quais nos incluímos, que decidiram em 1998 marcar uma viagem de verão à Irlanda e Irlanda do Norte. Nada de transcendente atendendo à beleza do território mas com uma condicionante de última hora - uma semana antes da data da partida (15 de Agosto de 1998) o Reino Unido sofreu um dos piores atentados terroristas perpetrados pelo IRA na localidade de Omagh em pleno Ulster, onde um carro bomba tirou a vida a 29 pessoas e feriu mais de 200! A família sobressaltada recomendou o adiamento, a agência de viagens avançava com algumas reservas, mas a inquietude juvenil e alguma persistência levou-nos a manter o plano.
Chegada a Londres, aluguer de carro, descida até sul de Inglaterra, subida ao País de Gales, ferry para atravessar para a República da Irlanda, visita a Dublin, tudo em regime atraente de bed & breakfast, alguns sobressaltos de condução, paisagens fabulosas, cervejas e carnes da melhor qualidade e entrega do carro final marcada para Belfast de onde viajaríamos até Londres em trânsito para o Porto. O ponto de entrega já aquando do processo de aluguer no Aeroporto tinha merecido por parte do funcionário local alguns reparos atendendo ao período tenso que se vivia, o que rapidamente constatamos quando, no fim-de-tarde agendado, chegamos à cidade - ruas sem vivalma, carros patrulha em circulação lenta e um natural regime de recolhimento. Foi a única dormida em sete dias num chamado hotel e antes do sono, ainda em pleno dia, decidimos dar uma volta ao quarteirão. Aqui começa, então, a história que interessa para tão prolongado intróito!
Numa das ruas e sem cafés abertos decidimos, por insistência nossa, entrar numa das poucas lojas em funcionamento - uma loja de discos, claro, para passar tempo e, já agora, talvez comprar algumas pechinchas. No auge do CD e depois de algum tempo a percorrer as prateleiras, pegamos em dois discos de Andy White que desconhecíamos e fomos pagar. O homem por detrás do balcão ficou de boca aberta! Iniciou-se então um inquérito estranho mas natural - de onde éramos, como raio é que viemos ali parar e um carregado "caramba, em tantos discos escolheste logo dois do amigo Andy White!". Seguiu-se uma série de confissões - que Portugal era excelente, que a comida era a melhor do mundo e que tinha sido aqui o único local do planeta onde tinha ouvido uma canção de Andy White na rádio! Lá confessamos gosto pelas suas canções, que o tínhamos visto ao vivo há alguns anos atrás (29 de Novembro de 1990) na primeira parte de um concerto dos Vaya Con Dios no Porto e que até acabamos a beber uns copos com ele no bar do pavilhão Infante Sagres... Quanto ao privilégio radiofónico, teria sido de certeza no "Som da Frente" do António Sérgio, ele mesmo um aficionado do cantautor natural de Belfast e que, quase que juramos, teria comparecido nessa altura no programa do mestre para tocar algumas canções e trocar algumas palavras (quem ajuda?). Vai daí, o nosso entusiasmado anfitrião mandou-nos esperar um pouco, abriu a porta de um pequena arrecadação e, na volta, ofereceu-nos dois discos de vinil de Andy White, um deles o que acima se reproduz editado pela própria loja, o 12" do tema "Six String Street" com desenho de capa do próprio White, entre um forte aperto de mão e votos de boa viagem!
Pois bem, no retomar desta verdadeira memorabilia e com o novelo a desenrolar-se sem freio, acabamos por confirmar o agora óbvio - a loja e editora em questão chamava-se Good Vibrations e o homem desse encontro imediato, bastou ver uma das fotografias pela rede para o confirmar, era Terry Hooley, uma lenda viva do panorama punk-rock de Belfast e do Reino Unido que gravou e contratou os tenros Undertones de "Teenage Kicks", a icónica canção preferida de John Peel. A sua vida já deu um filme de nome "Good Vibrations" estreado em 2013, há planos para uma versão teatral e a loja com o mesmo nome só encerrou o ano passado por doença do próprio Hooley depois de vários contratempos e vicissitudes, como um inexplicável incêndio em 2004 que destruiu o quarteirão, queimando literalmente todos os discos e a história da música local. Da viagem a Portugal há um curioso vestígio, um galo de Barcelos colado no frigorífico lá de casa enquanto se mantêm activo na rede e a rodar música nos bares da cidade!
Quanto a Andy White, emigrado na Austrália, continua felizmente a gravar discos e numa das fotografias surgida nesta nossa pesquisa parece-nos estar à porta da tal loja a tocar para os transeuntes certamente a pedido do amigo Hooley. O disco oferecido da nossa colecção continua disponível, entre quase todos, para venda e agora só falta mesmo ver a película que rapidamente acabamos por encomendar na expectativa de fechar um curioso círculo em que a sempre vibrante história rock & roll é fértil...
I wanna holdher, wanna hold her tight
Get teenage kicks right through the night
Alright
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
MEMORABILIA #15
Os britânicos The The de Matt Johnson são, sem dúvida, uma das bandas mais injustiçadas de sempre. É verdade que, instantaneamente, muitos reconhecem e vibram com o "Uncertain Smile" ou o "This Is The Day" que faziam parte obrigatória do alinhamento nocturno de muitos discotecas e bares dos anos oitenta, mas a obra e o legado que Johnson foi construíndo ao longo de mais de uma década e meia (1983-2000) merece uma maior atenção e envolvimento a que fomos dando toques aqui pela casa. Agora que o regresso está prometido para 2016 enquanto o génio de Johnson se vai espraiando a algumas bandas sonoras e auto-programas de rádio (a sua Radio Cineola teve, curiosamente, um contributo recente da portuense Rádio Manobras), desenterramos esta K7 do baú para contar uma historieta rock&roll: tínhamos, claro, marcado presença na vinda da banda ao Porto (Pavilhão das Antas, Julho de 1989) que marcou também a estreia do ex-The Smiths Johnny Marr por cá e mantivemos a atenção sobre qualquer disco novo. Foi o caso de "Dust" de 1993 que numa edição especial em CD que topamos na altura num hipermercado de Gaia (Carrefour?) tinha agarrada com fita-cola esta K7 bónus grátis com temas ao vivo em Nova Iorque (o "ao vivo" é o estúdio da Sony no dia 5 de Maio de 1993) e na qual se destacava um autocolante dando conta da digressão por lá com os Depeche Mode (estranho, mas sobre esta parceria não há na rede qualquer registo!). Como já tínhamos as canções desse álbum devidamente gravadas em K7 e adivinhando o pouco controle dessa grande superfície comercial, retiramos a cola e amarramos o bónus a um outro disco que há muito procurávamos - o "The First Day" do David Sylvian com o Robert Fripp - e passamos com o "conjunto" pela caixa sem qualquer incómodo ou chatice. "Yeah, It's a Bootleg" (Demonstration - Not For Sale) é o que nela se inscreve e, sendo assim, para quê pagar o que não está à venda... Já agora, esse álbum é um dos tais replecto de grandes canções, numa fase algo depressiva de Johnson pela morte do irmão (que homenageou na canção e no video de "Love Is Stronger Than Death"), mas onde a veia pop continuou a ser marcante. Ouça-se, por exemplo, este maravilhoso "Slow Emotion Replay" com video do amigo Tim Pope.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
O DIA DA CASSETE?
"É um formato que já não tem futuro." Assim acabava a crónica "Disco Riscado" de Miguel Guedes no JN de 15 de Julho passado sobre o mercado discográfico, a Tubitek e o finar da cassete como suporte sonoro mas com válidas analogias sobre a sociedade ou a política. Certo é que o Cassette Store Day tem data marcada de comemoração, o próximo sábado, dia 27 de Setembro, um ano após a primeira e bem sucedida edição! Voltando à tal crónica, este parece ser um revival inconsistente, ao contrário do Record Store Day, já que a qualidade do suporte sempre deu mostras de fragilidades e constrangimentos (então quando a fita se enrolava no aparelho, tal como o VHS, não havia pachorra). Há um armário lá em casa a abarrotar de cassetes, a grande maioria gravadas com paciência de pedra e somente com um objectivo: poupar umas massas a comprar os vinis e, mais tarde, os cd's e alinhar canções para ouvir no carro ou no Walkman (lembram-se?). Sendo assim, estamos ainda para perceber o porquê deste aparente sucesso mas atendendo à lista de lojas e bandas/artistas aderentes a "coisa" tem que ter uma explicação...
quinta-feira, 3 de abril de 2014
VINIL, PORQUÊ?
Já todos sabemos a resposta, todos podemos juntar argumentos e todos continuamos eternamente viciados. VINYL RULES!
"Someone was trying to tell me that CDs are better than vinyl because they don't have any surface noise… I said, listen, mate, LIFE has surface noise" - John Peel
"Someone was trying to tell me that CDs are better than vinyl because they don't have any surface noise… I said, listen, mate, LIFE has surface noise" - John Peel
"On April 19th, Record Store Day, Jack White will record the World’s Fastest Released Record, studio-to-store, in the history of mankind. Jack will take the stage at 10am in Third Man Records' blue room for a full performance and to record a limited edition version of his official single, title track "Lazaretto," direct-to-acetate. The masters will be rushed over to United Record Pressing, who will immediately begin pressing 45s, and then the finished records will be whisked back to Third Man to sell to awaiting fans.
An extremely limited number of "Ultra Tickets," which includes admission to Jack and Whirlwind Heat's shows (yes, they will be playing too), plus copies of both The World's Fastest Released Record 7" and Whirlwind Heat's Do Rabbits Wonder? Colored Vinyl RSD Reissue LP, will be available exclusively through the Third Man Records Vault to Platinum Members only starting at 3pm CT TODAY. For those who can’t score tickets, The World’s Fastest Record will be made available for sale from the Third Man Records Nashville storefront on Record Store Day ONLY as soon as copies are pressed."
sexta-feira, 21 de março de 2014
RECORD STORE PRAY 2014
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
STONES, DA FEIRA PARA A GALERIA!
Um achado dá origem a uma exposição com inéditos fotográficos dos Rolling Stones com quase 50 anos ou porque é que se deve gostar de feiras de velharias e vasculhanços. Um primor!
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
THE SMITHS EM EXPOSIÇÃO
A exposição de posters promocionais dos The Smiths acabou num café de Manchester já em Agosto passado mas há uma selecção que pode e deve ser vista virtualmente no site do The Guardian onde se acrescentam anotações sobre a origem dos personagens e outros pormenores de tão míticas imagens. Um prazer!
terça-feira, 7 de maio de 2013
ABBA IMORTAIS
Os ABBA são, para começar, o que esta capa da Flama destacava - uma noite de sábado pré-25 de Abril de 1974 sentados em frente à televisão a preto-e-branco para ver o Festival de Canção que se realizava em Brighton, Inglaterra. A vitória do quarteto sueco de fatos estranhos com o incontornável "Waterloo" deitava para segundo plano o último lugar do nosso Paulo de Carvalho e a fabulosa "E Depois do Adeus", canção que após poucas semanas se tornaria marcante como senha nocturna de uma revolução vitoriosa. Os suecos passaram, então, a ser companhia sonora por muitos e bons anos lá por casa e por muitas outras casas de todo o mundo. O resto é história que tem a partir de hoje uma sede própria chamada The Abba Museum inaugurado em Estocolmo, projecto que anunciamos por aqui já lá vão seis anos! Há de tudo, como seria de esperar, mas serão sempre as canções que brilharão, um espólio assinalável de composição "pró-menino e prá-menina" dos 8 aos 80 disponível no museu para diversas brincadeiras à distância de 20€! Não vai haver é reunião do grupo, como supostamente seria expectável, apontando-se agora o Festival da Canção deste ano que se realiza em Malmo (é, a Suécia ganhou o ano passado) como a próxima hipótese. Seja como for, com ou sem museu, a imortalidade estará sempre assegurada. Thank you for the Music!
terça-feira, 9 de abril de 2013
NICK DRAKE X 7
É já no próximo fim-de-semana que inaugura em Londres a exposição promovida pela organização Secret 7" que a partir de 7 canções de 7 artistas apresenta 700 capas e respectivo vinil de 7" para fins de solidariedade. O ano passado foram reunidas cerca de 33.500 libras e este ano o interesse parece ser ainda maior. Como demos conta em Janeiro, entre as canções escolhidas está "Rider On The Wheel" de Nick Drake que, aparentemente, despertou muita inspiração entre os criadores como se pode apreciar pela selecção que apresentamos abaixo. Não sabemos os nomes dos autores mas entre eles poderão estar os ingleses Gilbert & George ou o japonês Ai Wei Wei, reputados artistas que se associaram à iniciativa. Para quem possa aderir relembra-se que as capas, para além da divulgação online, terão exposição nos dias 13 e 14 próximos (Sábado e Domingo) e a venda será realizada durante o sábado seguinte, dia 20 de Abril, precisamente o Record Store Day. Cada peça vale 40 libras e os fundos reunidos reverterão a favor da organização Art Against Knives que promove o financiamento de iniciativas criativas em Londres. Apetecível!


quinta-feira, 4 de abril de 2013
LOJAS DE DISCOS
O mais que recomendável blog Sound--Vision iniciou esta semana uma série de memórias alusivas a lojas de discos, uma actividade em vias de extinção e que urge acarinhar. São testemunhos de diversas épocas e vivências para ler sem falta enquanto vamos recordando as nossas experiências... Fica prometido que traremos em breve a este espaço uma abordagem sobre o mesmo assunto por ruas portuenses.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
MEMORABILIA #14
O último poster/conjunto de bilhetes que ainda tivemos paciência de (des)organizar é um espelho da época, ou seja, de 1996 a inícios de 1999. Começa com os Underworld no Rock's de Vila Nova de Gaia (18 de Maio de 1996), evento excursionista com camionetas em peregrinação desde Lisboa e arredores para ver a banda do momento com baterista e tudo, num evento que abriu os ouvidos a muito boa gente para novas sonoridades e tendências. Estivemos na estreia de Bjork por cá (Coliseu de Lisboa, 25 de Junho de 1996), evento adiado, salvo o erro, para uma semana depois (2 de Julho) por doença/indisposição (?) da islandesa. Magnífico o Sakamoto em trio no Coliseu portuense (13 Julho 1996), intensos os Pearl Jam em estreia frenética pelas nossas bandas (24 de Novembro de 1996) com o Dramático de Cascais a assistir à queda livre do irrequieto Eddie Vedder, num super crowd-surf falhado que só parou no solo! O rei BB King, mais uma vez no Coliseu (22 de Março de 1997), mas sem o Rui Veloso, Bodycount, Morphine e Nada Surf num camarote das portas de Santo Antão (1 de Maio de 1977) entre muitas idas ao bar, o Shane MacGowen & The Popes a resvalar e a Neneh Cherry na Queima do Porto. Em Julho, no Parque da Alfândega à pinha e no limite do caos, despedimo-nos para sempre dos Smashing Pumpkins, demos as boas-vindas ao Beck, uma estreia há muito aguardada e, depois de um dia de interregno para uma noite metaleira, voltamos para dançar até mais não com os Fluke e os Prodigy de boa colheita. A "coisa" chamava-se Festival Imperial ao Vivo. Vimos os U2 de uma bancada de Alvalade (11 de Setembro de 1997) a sair de um limão gigante e a dizer adeus e é mesmo verdade - fomos ver os Bush (Coliseu do Porto, 1 de Novembro de 1997 ou 98?), os Offspring, os Foo Fighters (24 de Junho) e os Faith No More (6 de Abril) todos no mesmo sítio e numa onda rock mais dura que não durou muito tempo... Inauguramos o Hard Club com o Mick Taylor dos Stones (20 de Fevereiro de 1998) mas voltamos lá mais algumas vezes: Ocean Colour Scene (9 de Março), The Men They Couldn't Hang (12 de Junho 1998), Deus (9 de Maio), Young Gods, Theraphy? (2 Novembro 1998) e recordamos particularmente os Divine Comedy (9 de Janeiro de 1999), de que só vimos metade do concerto devido a atrasos voleibolísticos e um dos últimos concertos dos Morphine (22 de Outubro de 1998) com Mark Sandeman, com o clube de Gaia a abarrotar por todos os lados! Antes, estivemos na festarola que o Beck deu para a MTV em directo no Coliseu de Lisboa (28 de Maio de 1998) e em três festivais de verão memoráveis: o último Imperial ao Vivo (1 e 2 de Julho de 1998) no chamado Rockódromo das Antas com destaque, entre outros, para o Nick Cave, os Pulp, o Moby e um grande Ben Folds ao piano; a primeira vez no Sudoeste da Zambujeira (7 a 9 de Agosto de 1998) com os inesquecíveis, pela positiva, Portishead e PJ Harvey, uns desequilibrados Sonic Youth e, pelas piores razões, os The Cure; a estreia em Coura numa saltada de um só dia (já é habitual...) para ir ver os desprezados Red House Painters (14 de Agosto de 1998). Acompanhamos a família para assistir ao longe ao Plácido Domingo no relvado de Belém (15 de Julho de 1998) por dez contos ou a Carmen de Bizet no Coliseu, hábitos mais clássicos infelizmente perdidos, mas fomos a outros recitais: o dos Bauhaus em versão missa de consagração (Coliseu do Porto, 15 de Novembro de 1998) e o do Prince no Pavilhão Atlântico (15 de Dezembro de 1998), uma benesse de mais de três horas com continuação no Lux e a que, infelizmente, não pudemos aderir. Para terminar, um dia muito especial passado na EXPO 98 escolhido a dedo para ver o Lou Reed na Praça Sony (23 de Setembro de 1998) com oportunidade de ter o homem à distância de um aperto de mão e de uma pequena conversa de circunstância durante a tarde de soundcheck. Pena não termos o "Transformer" à mão para o autógrafo da praxe mas o concerto da noite haveria de ser o único até hoje em que o nosso pai foi a um concerto de rock... A Perfect Day!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
MEMORABILIA #13
O terceiro conjunto de bilhetes da nossa colecção ao jeito de poster diz respeito ao período de final 1993 a 1996. São quase quarenta concertos onde há um pouco de tudo, de Heroes del Silencio a George Martin, passando pelo Abrunhosa. Curiosos os de Radiohead na primeira parte dos James (28 de Novembro de 1993), com um Tom York feliz a cantar de um dos camarotes laterais ou um dos últimos espectáculos dos galeses Manic Street Preachers (6 de Dezembro de 1993) ainda com o guitarrista Richard Edwards que viria a desaparecer ipsis verbis em Fevereiro de 1995. Estivemos, claro, na noite dos Nirvana em Cascais, um grande abanão de rock com um Cobain sóbrio e inspirado. Reparamos que já em 1994 demos cinco contos e trezentos para ver o Brian Ferry do balcão do Coliseu ou cinco contos e duzentos para a estreia dos Cult (9 de Novembro de 1994) no mesmo local! O Cinema do Terço, entretanto demolido e situado junto ao Marquês, serviu de palco para surpreendentes noites de música organizadas pela Concertos de Portugal: Hector Zazou com Harold Budd (1 de Outubro de 1994) ou John Zorn (10 de Março de 1995). Tudo muito ecléctico, mas logo abaixo estão acessos a madrugadas de Queima com Ágata e Nel Monteiro ou Jesus & Mary Chain e Lloyd Cole... Há por aqui muitas desilusões e euforias: no primeiro grupo estão as apresentações dos Cocteau Twins, dos Everything But The Girl ou Siouxsie & The Banshees (18 de Março de 1995), todas uma lástima, mas compensadas por momentos triunfantes e arrebatadores como os de Nick Cave (11 de Julho de 1993) ou David Byrne. Continuamos fãs convictos dos Madredeus e dos Xutos, marcando presença nos 15 anos da banda no Coliseu e aderimos até à noite organizada para evitar que a Igreja do Reino de Deus comprasse a sala emblemática da cidade (3 de Dezembro de 1995). Quanto aos In The Nursery ou Gallianno estamos em branco, mas sobre os Fura Dels Baus no pavilhão do Boavista recordamos muito bem as tropelias perigosas com motas e uma intensidade anormal duma cenografia chamada "MTM". No tempo em que havia festivais temáticos na Invicta como o Intercéltico, um evento anual e com tradições que, incompreensivelmente, a cidade não soube preservar, são bem vivas as imagens de Cesária Évora a fumar em palco e aplaudida em pé ou os fabulosos Chieftains. Saíram caros os serões de jazz com Ornette Colmen ou Stanley Clark/Al Di Meola/Jean Luc Ponty (13 de Outubro de 1996) mas dar cinco contos e quinhentos para ver os Rolling Stones (24 de Julho de 1995) no relvado de Alvalade numa segunda feira calorenta era um preço muito em conta. A terminar duas referências, no nosso caso, obrigatórias: os The Smashing Pumpkins em Cascais (2 de Maio de 1995), uma noite molhada mas memorável e que, diz-se, terá edição oficial em disco e uma ida até Celorico da Beira para um torneio de voleibol à mistura com muito vinho e cerveja e que parece teve os Entre Aspas a cantar num palco no meio da praça, mas de que, obviamente, se apagaram as memórias logo no dia a seguir...
sexta-feira, 1 de junho de 2012
MEMORABILIA #12
Quando em 1995 um amigo da rádio nos ofereceu um pack com uma t-shirt e o álbum "The Ghost Of Tom Joad" de Bruce Springsteen confessamos-lhe a nossa distância de anos em relação ao Boss. Argumentava que este disco era um regresso ao passado e que íamos de certeza gostar. Na mouche! O trabalho é ainda um dos nossos favoritos de sempre, um misto de "Nebraska" e "The River" bastante simples e de alguma negritude, mas de uma pureza tocante e imortal. Contam-se histórias da América, de imigração ilegal, de algum desespero e um futuro bastante cinzento como só o Bruce sabe cantar, o que o levou a andar em digressão acústica os dois anos seguintes. "American Music for the 90's" - está escrito nas costas da t-shirt, o que não deixa de ser um sentença certeira em tempos meteóricos de Macarenas e Thechnotronics e o declínio, por exemplo, dos já extintos R.E.M. Se não sabem por onde começar a descobrir a imensa obra gravada de Springsteen, nada como por "The Ghost of Tom Joad" a tocar e não vai ser preciso esperar muito tempo para que se deixem contaminar. Quanto à t-shirt já velhinha, servirá na mesma para nosso fato domingueiro na celebração há muito esperada.
sábado, 5 de maio de 2012
MEMORABILIA #11
Este segundo poster com bilhetes de entrada em concertos compreende o período de 1991 a 1993. Começa com os brilhantes Psychedelic Furs no Vale Formoso (20 de Setembro de 1991) e, sim, eles cantaram o "Heaven" e os Stranglers no Infante Sagres (27 de Setembro de 1991), talvez o único espectáculo em que alguma vez saímos a meio, já que a voz de Cornwell foi nessa altura substituída por um tal Paul Roberts e a coisa era mesmo má.
Excelente o quarteto de Philip Glass (1 de Maio de 1992), o que já não se pode dizer de uma noitada de Queima com os A Certain Ratio e Cabaret Voltaire com os Sitiados à mistura no Pav. Rosa Mota, já que a horrível acústica do espaço arrasou qualquer expectativa mínima. Também, nestas ocasiões, como agora, o povo queria é cerveja, muita. Pela mesma razão os James (9 de Maio de 1992) na Pavilhão da Antas não correu nada bem apesar da enchente.
Em quinze dias e de muletas por uma entorse no tornozelo devido a andanças voleibolísticas, não foi fácil chegar duas vezes ao Coliseu e mantermo-nos sentados durante o Chic Corea (15 de Maio de 1992), o que se tornou ainda mais problemática com os Gypsy Kings (31 de Maio de 1992), pois tivemos que trepar até ao "galinheiro", mas o esforço valeu a pena já que, com a ajuda e agitação da comunidade cigana no local, foi uma festa e risota do princípio ao fim.
Bem mais soturna foi a ida à capital para a estreia portuguesa (?) de Lou Reed (Coliseu de Lisboa, 4 de Abril de 1992) entre gritos de "Velvet, Velvet" dos fãs mais ansiosos, mas o artista não lhes ligou nenhuma e apresentou "Magic & Loss", um disco sobre a morte, na totalidade...
Uma vez mais o Nick Cave esgotou o Coliseu (4 Setembro de 1992),a June Tabor enfeitiçou o Rivoli (2 Março de 1992) e ficamos apanhadinhos com a Kate St. John a tocar e encantar com o Van Morrison (2 de Julho de 1992) no Cuartel de Conde Duque de Madrid, um espectáculo incomparavelmente superior ao que o mesmo Morrison haveria de apresentar no Porto no ano seguinte.
Eram tempos em que ainda não tinhamos desistido da música portuguesa e há por aqui entradas para ver os Resistência, o Rui Veloso, os Zero (lembram-se? Os Ban reformulados...) e até uns Sétima Legião como cabeças de cartaz de um festival Intercéltico (19 de Abril de 1993).
Memorável a Zoo Tv dos U2 (15 de Maio de 1993) em Alvalade com bilhete comprado sem filas umas semanas antes... Depois há também a Oyster Band no Rivoli (26 de Setembro de 1992), um dos concertos com menos público onde até hoje estivemos, o Julian Cope e a segunda incursão dos Pogues na cidade.
Quanto aos Cult na Gartejo (15 de Junho de 1993) na véspera de abrirem para os Metallica em Alvalade e em que os bilhetes eram de uma preciosidade invejável, fica para a posteridade uma queda do baterista pelas escadas abaixo quase no fim, talvez devido à humidade e fumaça sufocante do local e onde quase não se respirava mas se escorregava demasiado.
Da Anne Clark no Rivoli não nos lembramos de nada e quanto aos GNR a encherem o Estádio das Antas (19 de Junho de 1993) foi mesmo a último vez que os fomos ver ao vivo. Ver, vimos o mestre Ray Charles (27 de Junho de 2003) do "galinheiro" e deu para perceber toda a sua técnica e sabedoria ao piano.
Escolhemos os Depeche Mode (10 de Julho de 1993), um serão que tinha também na ementa o Bob Dylan no Coliseu e ainda hoje temos dúvidas se foi a melhor aposta! Gritamos bem alto o "We Care A Lot" com os Faith No More (30 de Junho de 1993) no demolido pavilhão do Boavista e quanto aos Gene Loves Jezebel na Praça de Touros Póvoa de Varzim (6 Agosto de 1993) só se explica como mais uma daquelas tontarias colectivas de verão que acabam por saber bem.
Fechamos com chave de ouro, uma semana depois, com um indefinido Prince (15 Agosto de 1993) na altura chateado com a Warner Brothers e por isso auto-baptizado de "O Artista", mas que em Alvalade foi tratado aos gritos por "Victor". Uma das boas surpresas da noite foi o "Sometimes It Snows In April" cantado nos batidores, ou seja, sem ser em palco, perante uma multidão já em extâse e em plena veneração.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
SOBREVIVÊNCIA DA ESPÉCIE
Em semana de Record Store Day, agendado para o próximo sábado, merece particular atenção um filme ainda em produção dedicado às lojas de discos ditas independentes no Reino Unido. Baseado no livro "Last Shop Standing" de Graham Jones publicado em 2008, o documentário recolhe testemunhos, opiniões e razões do êxito, recaída e reflorescimento daqueles locais tão ao nosso gosto, onde o amor pelas bandas, artistas e discos é garantia de paixão pela música. Previsto para edição em DVD em Setembro próximo, no documento aparecem "doentes" incuráveis como Jonnhy Marr, Norman Cook, Billy Bragg ou Richard Hawley. Para além do trailer e uma série de pequenos excertos avulsos, aqui fica o link para uma entrevista com o realizador.
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