segunda-feira, 27 de setembro de 2010

NINA NASTASIA NA CIDADE BERÇO














O Café Concerto do CCVila Flor em Guimarães recebe no próximo Sábado, dia 2 de Outubro às 23h59, um concerto de Nina Nastasia. O local pode não ser o ideal, tendo em conta a delicadeza e suavidade da voz e guitarra da artista, mas, mesmo assim, é uma dádiva por 5€. Há o novo e elogiado álbum "Outlaster" para apresentar, editado em Junho passado via Fat Cat Records, o sexto longa duração em dez anos e que é, mais uma vez, produzido por Steve Albini. Música elegante e que merece uma casa cheia. 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

SINGLES #22


















JIMMI HENDRIX , The Best of 
Hey Joe/ Purple Haze/ The Wind Cries Mary /Stone Free
Polydor, EP 2229 083, Portugal, s/d
No mês em que passam quarenta anos sobre a morte de Jimi Hendrix, data devidamente assinalada por uma, certamente, excelente exposição na Handel House Museum de Londres, trazemos até aqui uma das nossas pérolas em 45 rpm. Trata-se de um verdadeiro best of em miniatura com origem em Portugal mas sem referência a qualquer ano de edição, embora o tipo de embalagem e prensagem aponte para a primeira metade da década 70. Aliás, um dos "m" de Jimmi que está a mais impresso na capa, na contra-capa e no próprio vinil é uma daquelas "distracções" muito típicas por estas bandas. Os quatro temas eleitos são todos do primeiro álbum "Are You Experienced" (1967), todos saíram como singles e qualquer um deles é um caso sério de genialidade e ruptura que caracterizam o mais mítico dos guitarristas do rock. Tal como muitos outros discos da nossa colecção, foi comprado, há já alguns anos, entre quinquilharia diversa, num sábado de Vandoma. Quem o vendeu, fez uma justa ressalva quanto a preços prévios: "os singles são todos a 0.50€ mas o do Hendrix vendo por 5€". Claro que não resistimos. Pouco tempo depois, vimos o mesmo EP à venda numa feira especializada pela módica quantia de 250€! Para todos os efeitos, um disco que é sinónimo de história e liberdade.  

DUETOS IMPROVÁVEIS #151

JEFF TWEEDY & AVI BUFFALO
Look Out For My Love (Neil Young)
Solid Sound Festival, North Adams, Massachusetts, E.U.A.
15 de Agosto de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

UM KIT DE HARMONIA














As irmãs Klara e Johanna Soderberg, que nasceram na Suécia em 1990 e 1993, não querem ser as estrelas maiores de uma constelação nórdica que não pára de se reproduzir. Simplesmente, auguram espalhar canções de índole folk cobertas por vozes, e que vozes, límpidas e seguras a que resolveram chamar First Aid Kit. Há por aqui um travo acústico de especiarias que os Fleet Foxes, de quem fizeram já uma versão, ou até os Midlake também experimentaram, mas o encantamento por este duo é, mesmo assim, instantâneo. O álbum "The Big Black and Blue", editado a meio deste ano, constitui uma peça delicada de beleza e o terceiro single "Ghost Town", que estará nas lojas na próxima segunda feira, é o exemplo maior dessa subtileza sem idade. O lado B incluirá uma corajosa versão de "When I Grow Up" da conterrânea Fever Ray, tema que o duo gentilmente interpretou e disponibilizou para descarga numa sessão gravada em Sidney a semana passada.    

"UM MANJERICO PARA LOU REED"


Aquando do concerto de Lou Reed na inauguração da Casa da Música em 2005, foi por alguns recordada a anterior e mítica passagem do ex-Velvet Underground pela cidade invicta. Estávamos em plena véspera de São João de 1981 e o que é certo é que o músico, depois da noitada, desmarcou o concerto, sem mais nem menos, para desgosto, certamente, de todos os fãs que tinham esgotado os bilhetes para o Pav. do Infante Sagres (?). Entre os desiludidos, aparentemente, esteve Carlos Tê, que num conto chamado "Um Manjerico Para Lou Reed", publicado em 2001, faz um relato ficcional e quase épico dessa noite maldita e que só ontem tivemos oportunidade de conhecer. São quinze páginas em que Reed é colocado no papel de narrador e onde relata, em resposta a uma pergunta de um suposto jornalista português, todos os pormenores, descobertas e circunstâncias da tal noite sanjoanina. Talvez tenham chegado até Tê alguns dados verídicos sobre Reed e a banda em plena baixa do Porto, de óculos escuros e blusão de couro, de martelinho de plástico na mão e a levar com alho-porro, entrando e saindo de tascas de barriga cheia, provando sardinhas assadas ou umas papas, toldados pela qualidade do vinho, do fogo do artifício ou a alegria da multidão em bailes de ocasião. Carlos Tê, com conhecimento de causa - basta lembrar a letra do tema "Elegia Sanjoanina" na voz de Rui Veloso - consegue, desta forma, um conto sublime e se um dia vos perguntarem o que é (era?) o São João no Porto, recomendem, sem hesitações, a leitura obrigatória destas páginas. Quanto ao concerto, talvez tivesse soado assim...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

GALANDUM GALUNDAINA EM SERRALVES


Decorre no próximo Domingo mais uma edição da Festa do Outono em Serralves. Entre apresentações teatrais, actividades lúdicas, exposições, contadores de histórias ou uma feira de produtos biológicos, há também alguns concertos, com particular destaque para a apresentação dos Galandum Galundaina. Juntos há mais de 14 anos, o grupo mirandês lançou recentemente o novo trabalho "Senhor Galandum", uma prova sólida e importante de que a música tradicional portuguesa continua bem viva e actuante. O concerto está agendado para as 17h30 no jardim "Maria Nordman", mas antes (12h00) está marcada uma arruada em circuito pelos espaços do museu. Tudo com entrada livre.

NOVO FUJIYA & MIYAGI EM JANEIRO


Um novo disco dos sedutores Fujiya & Miyagi tem lançamento marcado para o início de 2011, via Yep Roc Records. Trata-se do quarto álbum de originais que irá receber o nome de Ventriloquizzing. Promete-se um som ainda mais negro e denso e a prova é "Sixteen Shades of Black & Blue", o tema, entretanto, disponibilizado para audição e download. A inspiração recaiu, desta vez, na longa-metragem "Dead Of Night" de 1945, no qual um ventríloquo acreditava que o seu boneco estava vivo. A banda estará em digressão a partir de Novembro e, quem sabe, acabem por voltar a Portugal, país onde serão, como sempre, bem recebidos.

Latest tracks by i_am_ampersand

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O XEQUE MATE DE GONZALES


Da cabecinha pensadora de Gonzales nunca se sabe o que esperar. Depois do concerto mais longo do mundo ou do super-produtor de estrelas, eis que surge um filme, sim, um filme com direito a argumento, director e actores consagrados. Chama-se "Ivory Tower", é dirigido por Adam Traynor e é, segundo o próprio Chilly Gonzales, uma "desportiva comédia existencialista" sobre a rivalidade de um jogador de xadrez (Gonzales no papel de Hershell Graves) com o seu irmão (Tiga no papel de Thadeus, o Campeão Canadiano de Xadrez) e sua misteriosa namorada (Peaches no papel da performer Marcha)... Não falta, ainda, a amiga Feist. A banda sonora é o álbum inteiro com o mesmo nome que já roda por aí e que foi produzido pelos Boyz Noize e lançado pelas Arts & Crafts. Um dos temas, "Never Stop", foi, entretanto, utilizado num spot publicitário do iPad e o novo single "I Am Europe" tem já video oficial da responsabilidade de mesmo Adam Traynor. O filme, depois da estreia no Festival de Locarno em Agosto passado, conta já com apresentações seleccionadas durante Setembro e Outubro em alguns cinemas de cidades europeias. Vamos fazer figas para que chegue até cá.



UM DELICIOSO SUN KILL MOON


Acontece sempre a mesma coisa. Por mais esquecido que o disco esteja no nosso iPod, quando o shuffle trata de nos lembrar que ele existe, pumba, nunca mais de lá saímos. A experiência é particularmente recorrente com Mark Kozelek e os seus Sun Kill Moon. Já com a magnífico "April" de 2008 a paixão foi-se avolumando a cada audição. Acontece agora o mesmo com o novo "Admiral Fell Promises", um trabalho não só bonito e admirável mas, simplesmente, arrepiante. Kozelek sozinho com a sua voz inconfundível e, inédito, uma única guitarra espanhola, de cordas de nylon, de efeito refrescante e temperador. Cada tema é, na sua maioria, como se fossem duas canções, com diferentes acordes e composições em duas partes, mas onde é notório um Kozelek mais livre e a brincar, suavemente, aos clássicos. Esperamos ansiosamente por uma visita nortenha muito em breve (Kozelek estará em Sintra no dia 16 de Outubro). Do iPod saiu, então, esta delícia entre delícias...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

LUNARIDADES #103


. já tínhamos tropeçado nesta desgraçada sugestão via Juramento Sem Bandeira, mas só agora verificamos os pormenores de tão sórdida ideia. Mete vinil, cinzas e uma mensagem eterna. Não gostamos foi das capas, dos preços e da ideia... Cruzes!

. à procura de estacionamento na Pç. Carlos Alberto, demos de caras com o Café Luso reaberto e não deu para acreditar! Tudo tão limpo, asséptico e asseado e, claro, um plasma para ver o futebol. Que saudades da mirabolante mistura de tribos, das discussões com alma e do tempo que passava a correr entre velhos copos de finos e francesinhas à maneira.

. enquanto o Fantasporto vai definhando, no Estoril o cinema parece envolto em sedução e actualidade. São tantos os convidados, que nos sentimos uns estranhos... e bem pequenos. Haja dinheiro!

. por falar em cinema, a curta metragem que Manuel de Oliveira realizou com a sua visão do mistério dos Painéis de São Vicente, num encomenda de Serralves, deve ser o único filme do mestre que nos levará a uma estreia de um filme seu. Depois de Veneza, quando é que chega até cá?

. "Já Não Há Pachorra" nº 3.

WARPAINT EM VINIL A MEIAS


As Warpaint, que brilharam no Festival Curvo de Aveiro em Maio passado, surpreenderam meio mundo ao assinar pela mítica RoughTrade, casa onde editam o álbum de estreia "The Fool" no final de Outubro. Contudo, o seu primeiro single na Europa foi posto à venda no início do corrente mês pela Cargo Records, pois trata-se de um split de vinil com a cover de "Ashes to Ashes" de Bowie incluída no tributo, já por aqui aconselhado, "We Were So Turned On". O sete polegadas, que apresenta no outro lado uma outra versão de "The Bewley Brothers" a cargo dos Sister Crayon, tem uma tiragem de 1000 cópias, sendo a maioria delas em vinil vermelho. Segundo a promotora haverá, antes do Natal, um outro single com as mesmas características mas com outros eleitos. Talvez a Carla Bruni... Quanto ao mp3, se quiserem, podem ir adiantando serviço!

UM DUETO PROVÁVEL


Enquanto não surgem videos oficiais relativos ao novo álbum "Swanlights" de Antony & Johnsons, há sempre fãs dedicados e atentos que antecipam alguma da expectativa. O disco, para quem já ouviu, tem uma relaxada onda outonal de contornos bastante clássicos e entre os dez temas originais há um novo dueto com Bjork. Recupera-se, assim, uma colaboração já antiga de que "The Dull Flame of Desire" foi a face mais visível. Nesta nova investida é Bjork que tem a primazia, dando voz à quase totalidade de "Fletta", enquanto Antony se mantém bastante discreto. Quanto à utilização de baleias neste clip não oficial, basta entrar no site do cantor para perceber a analogia...

A SAUDÁVEL BARULHEIRA DE NEIL YOUNG


Produzido por Daniel Lanois, o novo álbum de Neil Young "Le Noise" estará nas lojas já na próxima semana. São oito temas, ao que parece, bastante eléctricos, sem banda e com Lanois e Young à frente de tão belo "ruído"... Aqui fica o primeiro single.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

DUETOS IMPROVÁVEIS #150

KYLIE MINOGUE & RUFUS WAINWRIGHT
Dont' Go Breaking My Heart (Elton John)
The Watermill Benefit Concert
Nova Iorque, 28 de Agosto de 2010


EP GRATUITO DE JOHN VANDERSLICE


Tal como testemunhado em Famalicão em 2008, Vanderslice é o exemplo perfeito de músico sempre activo e agitador. Ainda por cima escreve canções de assinalável consistência, apesar do seu último álbum "Romanian Names" (2009) ter passado ao lado de muito boa gente. O artista, mesmo assim, insiste e disponibiliza agora um novo EP gratuito no seu site a que deu o nome de "Green Grow The Rushes" e onde colaboram amigos dos St. Vincent ou Spoon. Vale a pena, tal como recordar um pedacinho de uma noite agitada...

(RE)VISTO #34


ODDSAC,
de Danny Perez e Animal Collective (2010)

Auditório de Serralves, 16 de Setembro de 2010

Juntando-se ao grupo de cidades privilegiadas com uma projecção em sala, o Porto acolheu ontem no Auditório de Serralves o último delírio dos Animal Collective. Casa quase esgotada, público expectante mas, sinceramente, sem saber muito bem o que ia ver. Uma folhinha de sala não tinha ficado nada mal...
A colaboração do realizador Danny Perez com os Animal Collective, que demorou quatro anos a concretizar, é de resultado, obviamente, não consensual. Os cinquenta e cinco minutos da película podem, no nosso entender, ser validados, pelo menos, em três perspectivas.
Assim, "ODDSAC" podia ser uma instalação sofisticada de um qualquer artista contemporâneo, encomendada por um museu ou adquirida por uma boa maquia por um qualquer magnata e incluída num percurso expositivo aleatório. Desta forma, podíamos ver o resto da mostra e voltar a qualquer momento ao filme, tal como fazemos tantas vezes no próprio Museu de Serralves.
Podia ser um enorme videoclip, um "álbum visual" como lhe chamaram os próprios Animal Collective, uma experiência manipulada de imagens alucinadas que fazem sobressair a música. A este nível, "ODDSAC" não desilude e os temas inéditos escritos pela banda são, na maioria dos casos, brilhantes exemplos de experimentalismo. Como o tal "álbum visual", podemos dizer que os objectivos foram plenamente alcançados.
E podia ser ainda um filme com uma banda sonora o que, no fundo, "ODDSAC" é. À mistura de filmagens reais (a sequência da canoa é particularmente bela) e de saturação psicadélica a la Syd Barrett, juntam-se os sons e os ruídos, o que, projectado em sala, alcança facilmente uma dimensão de cinema denso e dark. No suposto argumento, que nunca se concentra, propositadamente, demasiado tempo nas cenas, há algo de creepy, de filme de terror, entre
cogumelos alucinogénios e luz do sol que mata.
Aberto a interpretações diversas, o filme chega ao fim sem sabermos muito bem o que aconteceu. Coincidência, ou não, o último tema da banda sonora chama-se "What Happenned?"
...


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

THE RADIO DEPT. CONTRA A HIPOCRISIA


Os suecos The Radio Dept., que estiveram em digressão espanhola na semana passada, decidiram intervir. Como as eleições na Suécia se realizam já no próximo Domingo e como, segundo eles, o país assiste a movimentos perigosos de algum radicalismo isolacionista de direita, aliado a um extremo patriotismo, decidiram publicar um novo single inédito de nome "The New Improved Hypocrisy". A letra é explicitamente política, obviamente, o que em tempos de alguma xenofobia descontrolada mais a sul da Europa é um pertinente e certeiro alerta. A canção, que vinha já a ser tocada ao vivo desde 2008, encontra-se no site da banda para download totalmente gratuito.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

(RE)LIDO #25


O VOO MELANCÓLICO DO MELRO
de Carlos Tê, Assírio & Alvim, 1999

"(...) Contaram-me que um dia Salomão levou um gira-discos a pilhas para uma obra e pôs os serventes a ouvir os Beach Boys enquanto chapavam massa. O mestre deu com ele a dançar o Good Vibrations e insultou-o com rude jargão operário, mas ao chegar ao grau de "cabrão" levou com uma bobina de cabo multifilar na cabeça que o deixou sem saber quem era durante dias. (...)"

Sempre tivemos em Carlos Tê um exemplo raro de grande letrista em português. No caso da pop, só o Rui Reininho esteve, durante alguns anos, ao mesmo nível e não há que enganar quanto à sua qualidade inata de contar histórias e fixar personagens (ex. Chico Fininho). Essa capacidade de nos pôr a imaginar cenários e situações, como se revela no hilariante excerto acima transcrito, permitiu a toda uma geração, na qual nos incluímos, sonhar ao som de "A Ilha", "Sei de uma Camponesa" ou o incontornável "Bairro do Oriente" na voz de Rui Veloso...
A estreia em ficção de Carlos Monteiro, Carlo Tê para todos nós, é, por isso, uma extensão sublime das pequenas narrativas contidas em tantas e tantas canções de Veloso ou até dos Clã. No caso, trata-se de um retrato fabuloso de uma geração pré-25 de Abril, de narração múltipla, onde vários personagens masculinos nos enredam rapidamente em circunstâncias sócio-políticas ou económicas, muitas delas, certamente, autobiográficas. A censura, a igreja, o sexo reprimido, as mulheres, o desencanto de horizontes, a guerra ou a droga, são problemas abordados com tanto sentimento, humor e paixão, que um qualquer dos personagens podia ser um nosso irmão mais velho "libertado" com o 25 de Abril. E depois há, obviamente, a música que flutua ao longo de toda a prosa. Um dos narradores inicía sempre os capítulos do seu diário com o título de uma qualquer canção de Bob Dylan, dos Beatles, dos Kinks, do Adamo ou até um fado da Amália ouvida num baile de paróquia, num ensaio da banda, num quarto entre discos de vinil ou por sugestão de uma emissão de rádio. Juntam-se depois aqueles deliciosos pormenores de época com o Porto ou a Granja como cenário de fundo e que tanto pode ser uma referência ao Ademir, o tal jogador do Porto que deu o Campeonato ao clube ao fim de dezenas de anos, uma camisa Triple Marfel, um fogão Leão, uma Coca-Cola trazida às escondidas de Vigo ou o Melody Maker comprado na Rua de Santo António. Sim, porque a rua só haveria de voltar a ser de 31 de Janeiro depois do 25 de Abril, revolução abordada, aliás, de forma sábia neste romance e que nos permite perceber melhor a geração de políticos ainda hoje instalados.

Um livro surpreendente, intenso e tão bem escrito que é quase um segredo. Já salivamos por um novo romance, tarefa, ao que parece, entretanto iniciada. Sem perder tempo, enviamos um email S.O.S. na tentativa de não perder o rasto a um escondido caderno de contos da sua autoria...

JACK WHITE, O PROF. PARDAL DO VINIL


O amor pelos discos de vinil levou Jack White a fundar em Nashville a Third Man Records, empresa onde edita verdadeiras pérolas para coleccionadores das bandas e projectos por onde passeia o seu talento. Assim, não é de estranhar que os White Stripes, os Raconteurs, os Dead Weather e até Karen Olsen, a sua exótica esposa, tenham sido contemplados com discos em novo formato (13"), a cheirar a pêssego, que brilham no escuro ou até um 7" tricolor (foto) com entrevistas e spoken word de Conan O'Brian... Ainda não satisfeito, White preparou agora uma outra surpresa. O novo single "Blue Mood Blues" dos Dead Weather terá um formato "Triple Decker Record", uma inovação que junta três discos num só! A ideia e concretização é devidamente explicada pelo próprio no video abaixo e resta acrescentar que a pequena maravilha terá uma produção somente ao alcance de 300 felizardos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

UMA NOVA INROCKS


A revista francesa Les Inrockuptibles tem um novo visual a partir de amanhã e o respectivo programa de renovação é, por si só, um tratado de bom gosto e sobriedade que deve ser de obrigatória visita.

AS MENINAS DO MUSEU DE BELAS ARTES


Como qualquer banda sueca que se preze, as enigmáticas jovens que se escondem sob o inocente nome de Museum Of Bellas Artes sabem o que fazem. Um primeiro tema circulava já pela rede desde o ano passado, por sinal uma fantástica versão de "Who Do You Love", um velhinho êxito das Sapphires de 1964 e que deu origem a diversas remixes. Há agora um original de nome "Watch the Glow" a editar pela Transparent Records em formato de 7" de vinil, limitado a 300 cópias. O melhor é que no lado B repousará, finalmente, a referida cover de fazer bater qualquer pezinho preguiçoso.

3 X 20 SETEMBRO


20 canções:
. THE COURTEENERS - The opener

. FANFARLO - The walls are coming down

. MENOMENA - Killemall

. BROKEN SOCIAL SCENE - All to all

. JENS LEKMAN - The end of the world is bigger than love

. WILD NOTHING - Our composition book

. JAMES YUILL - Crying for Hollywood

. HOT CHIP - Take it in

. GYPSY AND THE CAT - Jona Vark

. WHITEY - The genius of the crowd

. GORILLAZ - Empire ants (feat. Little Dragon)

. PAUL WELLER - Aim high

. THE BLACK KEYS - Howlin' for you

. DEPARTMENT OF EAGLES - Flip

. THE DIVINE COMEDY - Napolean complex

. JOHN GRANT - TC and honeybear

. MIDLAKE - Core of nature

. THE NATIONAL - Runaway

. JESCA HOOP - Love and love again

. JIM O' ROURKE - Do you know the way to San Jose


20 versões:
. DENISON WITMER - Have You Forgotten (Red House Painters)

. GRIZZLY BEAR - Graceland (Paul Simon)

. JOSH RITTER - Chelsea Hotel No. 2 (Leonard Cohen)

. THE TALLEST MAN ON EARTH - These Days (Jackson Brown)

. VAMPIRE WEEKEND - I'm Going Down (Bruce Springsteen)

. LOU BARLOW - Bulletproof (La Roux)

. ANJULIE - Fuck You (Cee-Lo)

. SHE & HIM - Bring It On Home To Me (Sam Cooke)

. JENNY LEWIS & JOHNATHAN RICE - Love Hurts (Everly Brothers)

. ANE BRUN - Jóga (Björk - Live 2010)

. THE SOFT PACK - Fences (Phoenix)

. THE BEAUTIFUL SOUTH - Heaven Knows I'm Miserable Now (The Smiths)

. TORO Y MOI - Master of None (Beach House)

. FEVER RAY - Mercy Street (Peter Gabriel)

. FRIENDLY FIRES - Strange Love (Depeche Mode)

. ROBYN - Hyperballad (Björk)
. RED HOUSE PAINTERS - All Mixed Up (The Cars)
. HURTS - Confide In Me (Kylie Minogue)

. THE XX - Teardrops (Womack & Womack)

. HERE WE GO MAGIC - Deadbeat Summer (Neon Indian)


20 remixes:

. TRACEY THORN - Kentish Town (Walls Remix)

. GYPSY AND THE CAT - Time To Wander (Joan Of Arc Remix)

. ARIEL PINK'S HAUNTED GRAFITTI - Round & Round (Night Plane Disco Edit)

. CHRIS REA - On The Beach (Todd Terje Balearic Remix)

. THE XX - Shelter (Tiga Remix)

. DIRTY PROJECTORS - Stillness is The Move (Hidden Cat Remix)

. NEON INDIAN - Psychic Chasms (Anoraak Remix)

. BEACH HOUSE - Lover Of Mine (Roman Ruins Remix)

. KASPER BJORKE - Heaven (Prins Thomas Remix)

. HOT CHIP - Brothers (Caribou Remix)

. MSTRKRFT (Feat. John Legend) - Heartbreaker (Wolfgang Gartner remix)

. MARK RONSON & THE BUSINESS INTL - Bang Bang Bang (U-Tern's Disco Dub)

. VAMPIRE WEEKEND - White Sky (Basement Jaxx Club Mix)

. HERE WE GO MAGIC - Collector (PVT Remix)

. BJORK - Wanderlust (Ratatat Remix)

. LOCAL NATIVES - World News (The Soundmen Remix)

. BEST COAST - Boyfriend (Ghost Waves Edit)
. CRYSTAL CASTLES - Baptism Age (No Age Remix)

. MATTHEW DEAR - Slowdance (Bear In Heaven Remix)

. MGMT - Congratulations (Spell Your Name With Numbers Remix)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

LUNARIDADES #102


. "(...) Ler um livro é resistir; prestar atenção (hoje só falamos de «distúrbios da atenção»); recusar o ruído excessivo (...)". Este bocadinho de senso e tino faz parte do editorial da revista "Ler" de Setembro e é da responsabilidade de Francisco José Viegas. Em tempos de facilitismos, o alerta nada tem a ver com velhos do Restelo, mas sim com óbvios perigos para a cultura portuguesa. Obrigatório Ler.

. coincidência ou não, no período em que lemos (devoramos...) o surpreendente "O Voo Melancólico do Melro" de Carlos Tê, o autor confessa a Ana Sousa Dias na "Pública" de ontem o que sabe sobre as mulheres. Coincidência ou não, concordamos em quase tudo.

. Pedro Boucherie Mendes é um daqueles personagens a que somos alérgicos. Contudo, as crónicas que vem publicando na revista "Index" do jornal i têm, nos últimos tempos, algum sentido. Tirando os exageros, a última "A lei da bomba" sobre os empregados das bombas de gasolina consegue acertar na mouche. É que também nós sofremos, todos os dias, com esses minutos de desespero.

. depois de férias "levamos" com uma tal "F**k You" de Cee-Lo por todo lado em variadas versões. Ok, a coisa até tem a sua piada e provocou já uma carrada de reacções em cadeia. Entre elas está a cover acústica que uma tal Anjulie se lembrou de fazer... Brilhante!

. "Já não há pachorra" nº 2.

DOMINGO DE FOLK


A norte americana Dana Falconberry é uma jovem songwriter com sede em Austin, autora de canções folk simples e eficazes. Já com três álbuns, o último dos quais ("Hallets") lançado no início de 2010, Dana realiza ainda muitos dos seus videos, bem como as capas dos seus próprios discos (ver video abaixo), todos em edição de autor. A cantora vai passar por Portugal já no final desta semana para concertos em Lisboa, Coimbra e Porto, onde estará no próximo Domingo, 19, no Café Au Lait, para, provavelmente, uma apresentação de final de tarde. Na altura terá a companhia de Matt Bauer, outro cantautor norte-americano com quem Dana lançou recentemente o split single digital "Two Songs for Sadie" e que prometem um concerto intimista e saboroso.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DUETOS IMPROVÁVEIS #149

TOM JONES & RAQUEL WELCH
"Rip It Up, Slippin' and Slidin' + "Lucille" (Little Richard)
TV Special "Raquel", 1970

A VIAGEM DE LAETITIA SADIER


Tal como prometido em Março passado aquando do concerto no Passos Manuel, a voz sublime dos Stereolab tem pronto para lançamento (dia 21 de Setembro) o álbum "The Trip", a primeira aventura a solo que aproveitou o pousio de dois anos da banda. A casa acolhedora e promotora é a Drag City, por onde andam também os originais Stereolab e os Monade, mas por onde passeiam os Smog, Joanna Newson ou Jim O'Rourke. No disco confirmam-se alguns factos adiantados no tal concerto, como sejam a participação de Richard Swift e da amiga Elinore Blake dos April March e a inclusão de duas versões que foram, aliás, tocadas na altura. Trata-se da lindíssima "By the Sea" da dupla Wendy & Bonnie e "Un Soir Un Chien" dos franceses Les Rita Mitsouko, que se juntam, assim, aos dez originais.
Algumas das canções podem ser escutadas de forma acústica no myspace da artista, enquanto no site da editora há já o tema "
One Million Year Trip" em pré-escuta. Não se pode disfarçar que é muito difícil não pensar que este podia ser, perfeitamente, o novo single dos Stereolab. Não é, porque em Novembro a mesma casa põe cá fora um novo álbum com o nome curioso de "Not Music", mas que foi gravado há já dois anos ao mesmo tempo do último "Chemical Chords".

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

FEMME FATALE



O novo álbum de Brian Ferry, que recebeu o título de "Olympia", tem na capa uma imagem glamorosa de Kate Moss, uma escolha a preceito e devidamente justificada pelo cantor à revista Inrockptibles. Decidimos virar a imagem ao contrário e o look femme fatale pretendido aumentou, na nossa opinião, para o dobro. Mas não é a mesma coisa...

O LADO B DA JO JO'S


Temos pela Jo Jo's um carinho permanente, ou não fosse esta clássica loja de música de Cedofeita um dos últimos redutos que a cidade ainda mantêm para fruição, discussão ou aquisição de música em vinil ou CD. Pois bem, há agora um upgrade arriscado mas, certamente, saboroso com abertura amanhã, pelas 17h00, do Lado B, um bar e cafetaria a dois passos da loja original (Rua Sacadura Cabral, 29), num espaço anteriormente ocupado pelo café Mil Sabores. Em dia tão especial, prometem-se degustações de paladares em ambiente cuidado, sob a benção de nomes míticos do pop-rock, jazz ou bossa-nova e um concerto in loco do Jazz Trio.

NEIL HANNON TAMBÉM EM AVEIRO


Entre os concertos do último trimestre, a vinda dos Divine Comedy (Neil Hannon a solo) a Portugal ocupava, no nosso caso, um lugar especial. Sabíamos que deslocação a Lisboa (Teatro Maria Matos, 29 e 30 de Novembro) não ia ser fácil e por isso é particularmente feliz e oportuno o concerto prévio que o músico tem agendado para o Teatro Aveirense no dia 28 do mesmo mês. Os bilhetes custam 18€ e havemos de descobrir onde e quando estarão à venda...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ADMIRÁVEL SURPRESA


Antes de férias e no meio de downloads sugeridos por blogs e afins, descarregamos um álbum nomeado "I Heart California" da autoria dos desconhecidos Admiral Radley. No fim de semana passado ao ligar iPod ao iTunes para proceder a uma limpeza geral e entre os discos nunca ouvidos, ele lá estava. Decidimos, então, dar-lhe uma chance e à primeira audição ficamos rendidos! Uma sonoridade tão familiar a fazer lembrar, entre outros, os Grandaddy de boa memória, não podia ser só uma coincidência. Fomos, obviamente, investigar e claro, a voz é mesmo de Jason Little dos Grandaddy, que ao fim de dez de amizade decidiu juntar-se ao amigo Aaron Espinoza dos Earlimart e, com mais dois músicos de ambas as bandas, decidiram gravar, sob aquele nome, esta pequena maravilha. Entre os onze fabulosos originais está "Ghosts of Syllables", uma das canções pop do ano e pela qual estamos perfeitamente "agarrados". A banda, que está em digressão pela costa californiana e tem datas marcadas para o Japão (Outubro) e Reino Unido (Novembro), esteve já em sessões de rádio nas obrigatórias KCRW, KEXP e SXSW (video abaixo). Um grande disco de final de verão que encaixa, na perfeição, por estes dias de sol e chuva.

DETALHES DO NOVO BELLE & SEBASTIAN

Uma série de episódios televisivos marcará a edição do novo álbum "Write About Love" dos Belle & Sebastian, com data de edição a 11 de Outubro. No primeiro deles podemos ouvir na totalidade as novas canções "I Want The World To Stop" e "I Didn't See It Coming", bem como alguns diálogos e questões captadas em estúdio e filmagens da lindíssima cidade de Glasgow. Alguns dos videos e fotografias enviados pelos fãs como resposta a um desafio da banda são também utilizados. O disco inclui um dueto de Stuart Murdoch com Norah Jones em "Little You" e a actriz inglesa Carey Mulligan ("Orgulho e Preconceito" ou "Doctor Who") dá ainda uma ajudinha no tema título "Write About Love".

terça-feira, 7 de setembro de 2010

NOVO EP DE OWEN PALLETT


O álbum "Heartland" de Owen Pallett, testado ao vivo com primor em Aveiro em Março passado, vai ter em breve continuação. Um novo EP de 10" em vinil com quatro originais tem edição marcada para o final do mês via Domino Records. Com o nome de "A Swedish Love Story", o disco incluirá as novas canções "A man with no ankles", "Scandal at the parkade", "Honour the dead, or else" e "Don't stop", todas gravadas em Nova Iorque utilizando um simples violino, um moog e um drum kit. Segundo o artista, estes novos temas aproximam-se, por isso mesmo, do som inicial dos extintos Final Fantasy, principalmente do álbum "Has a Good Home". O disco pretende ser também uma homenagem a algumas das estrelas pop com origem na Suécia que inspiraram, desde sempre, o artista e um tributo ao filme "En Karlekshsitoria" ("A Swedish Love Story") de Roy Anderson estreado em 1970.

Actualização: parece que Pallett faz hoje 31 anos e por isso decidiu oferecer uma pequena lembrança... Parabéns!

UMA DUPLA DE SUCESSO


A dupla Damien Jurado e Richard Swift tinha já colaborado intensamente na gravação e produção de "Saint Bartlett", enorme disco de Jurado que saiu em Maio passado. Pois bem, o entendimento parece ter germinado uma profunda e frutuosa amizade e os resultados não param de surpreender. Para além de algumas datas comuns ao vivo, há agora também um primeiro volume de versões, a que chamaram "Other People's Songs", registo espontâneo gravado no passado fim de semana de 21 e 22 de Agosto com um simples aparelho de cassetes de 4 pistas e um único microfone. Entre os títulos escolhidos estão canções dos Kraftwerk, Bill Fay, John Denver, Chubby Checker ou até os Yes. O melhor de tudo é que as covers se encontram disponíveis para download gratuito no site criado para o efeito!
Entretanto, Damien Jurado tem, nada mais nada menos, que dez datas marcadas para Espanha durante o mês de Outubro, mas, infelizmente, todas distantes.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

LUNARIDADES #101


A pedido de várias famílias (é mentira), regressam hoje a este blog os miseráveis apartes e desabafos de nome "Lunaridades".

. O Porto como cidade mais in do país e até da Europa, segundo a catadupa de reportagens e destaques da imprensa, tem, obviamente, uma dupla face. O lamiré já tinha sido dado num artigo do JN, mas Manuel Carvalho no "Público" de Sábado coloca os pontos, como deve ser, nos iis.

. até gostamos bastante dos conteúdos da Time-Out Porto, mas fazer
sugestões para descobrir a cidade a pé e não incluir a zona do Freixo só pode ser, no mínimo, distracção. É que por ali há museus, património industrial, palácios, pousadas e quintas de acesso público, marinas, esplanadas ou bons exemplos de recuperação urbanística, já para não falar no novo parque oriental ou no passeio pedonal até Valbom. Quanto a tascos e restaurantes, é melhor continuarem no segredo dos deuses.

. o Hard Club vai reabrir dia 16 nas instalações do Mercado Ferreira Borges, mas há, pelo menos, na programação de inauguração alguns resquícios bafientos (Moonspeell, Atari Teenage Riot, Zero 7...) do velhinho Hard Club de Gaia que nos deixam preocupados. É preciso arejamento!

. há quem lhe chame trauma ou síndrome pós-férias! No nosso caso a coisa tem já nome desde que deixamos de ser estudantes a tempo inteiro e começamos a trabalhar. Chama-se preguiça...

. aqui fica o "já não há pachorra" da semana.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

(RE)LIDO #24


JULIET NUA
de Nick Hornby, Lisboa, Teorema 2010

Desde "Hight Fidelity" (1995) que temos em Hornby um dos nossos escritores de estimação. Fomos sempre atraídos pelas suas personagens obsessivas, pelas descrições simples mas detalhadas de situações e lugares, pelo crescente enredo ficcional, mas quase real, que nos agarra desde a primeira página. Depois há a música e essa é, sem dúvida, a base do seu sucesso junto da maioria dos leitores. Quem não passou bons momentos ao ver a fabulosa adaptação ao cinema do referido "High Fidelity"? Neste novo romance a música ganha ainda mais importância e actualidade e prova-se que é através dela que o autor se fortalece e inspira. A música e tudo à volta, o que em pleno Século XXI, passa por ligações de rede, blogs, mp3, mails, chats e downloads e nos aproxima duma realidade pela qual, também nós, temos nevegado na última década. Não vamos descrever por aqui a trama que Hornby idealizou, mas basta referir que "Juliet Naked" é um nome de um álbum de um artista imaginário em retiro profissional, para perceber que, a partir deste facto, Hornby escreve um livro que, como sempre, nos empolga e absorve por completo. Pleno, como é habitual, de aspectos autobiográficos, o livro é assim um retrato moderno sobre as relações humanas condicionadas pela Internet e nova comunicação, mas que prova que o amor ou amizade continuam a ser, mesmo assim, os valores mais importantes.
De recomendação
unânime, este foi, juntamente com o último Paul Auster ("Invisível"), o melhor romance lido em tempo de férias.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VAMOS NÃO VAMOS VAMOS NÃO VAMOS



PRÓS:
. é de borla;
. poupamos os 40€ do bilhete para o Pav. Atlântico;
. há o risco de não ver os Arcade Fire à custa do Obama;
. é ao ar livre;
. é ano de Xacobeo;
. Santiago de Compostela é bonita;
. as galegas também são bonitas;
. e percebemos o que elas dizem;
. é Domingo;
. não há futebol/liga na televisão;
. está calor;
. os pimentos Padrón marcham bem com umas Mahou;
. ou Estrela Galicia... fresquinhas;
. nunca vimos os Echo & The Bunnymen;
. já vimos os Arcade Fire, mas nunca é demais;
. os canadianos vão tocar durante noventa minutos;
. e estão em forma;
. quando chegarmos a Portugal é menos uma hora;
. o gasóleo é mais barato;
. não vai haver entrevistas do Mourinho.

CONTRAS:
. no Auditório Monte do Gozo cabem mais de 30.00 pessoas;
. a confusão parece certa;
. são mais de 200 kms;
. não dá para ir de bicicleta;
. vamos ter que andar muito a pé;
. não vai haver arrumadores para desenrascar;
. vamos gastar, pelo menos, 40€, fora comida e cerveja;
. vai estar frio;
. não vai haver pimentos Padrón dentro do recinto;
. os "perritos" e quejandos são do pior;
. também não vai haver pão com chouriço;
. nem Cimbalino
ou "Psicológico";
. o disco "The Suburbs" ainda não nos convenceu;
. e foi destronado no top português pelos Chave d'Ouro:
. os Echo & The Bunnymen não sabem quem são os Arcade Fire;
. dispensamos os Temper Trap;
. não há transmissão televisiva;
. vamos perder um episódio do Prof. Marcelo;
. os espanhóis falam que se fartam;
. e alto;
. no outro dia é dia de trabalho;
. vamos ser gozados pela derrota no Campeonato do Mundo;
. o Ronaldo ainda não convenceu nuestros hermanos;
. o Ronaldo não convence ninguém;
. estamos a ficar "velhos".

Por isso...