A etiqueta há muito que se agarrou a Sébastian Tellier de forma irremediável - nela pode ler-se em letras estilizadas "French Touch", um movimento de exploração pop que na primeira década do século, a partir de Paris, levantou voo em várias rotas continentais. Tellier, em jeito de guru da torrente, nunca se desprendeu do bom gosto que a sonoridade aportava e que fez espalhar por bandas sonoras, perfomances para desfiles de moda fina ou muitos dos discos em nome próprio que continuou a bombar.
O último, já com cinco anos, tem agora herdeiro irresistível baptizado de "Kiss the Beast" e assume-se como um capítulo avançado de maturidade e luz, somando à editora parisiense Because Music um artista de nível superior e que se eleva, pairando, ao lado de uns Justice, Parcels, London Grammar, Connan Mockasin os saudosos Les Rita Mitsouko.
As colaborações esticam-se, desta vez, a Nile Rodgers, a Kid Cudi ou à cantora Slayyter, numa produção partilhada com SebAstian, Oscar Holter e Victor Le Masne e orquestrações do sempre recomendável Owen Pallett concretizadas entre Londres e Paris. Tudo multi-sugestivo, tudo de frequente extravagância, mas ainda tudo de infindável e feroz ambição.

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