quinta-feira, 2 de agosto de 2012

KIM GORDON + IKUE MORI, C. C. Vila Flor, Guimarães, 1 de Agosto de 2012






















"Na música, a improvisação é principalmente a habilidade de, simultaneamente, produzir e interpretar, dentro de parâmetros harmónicos ou rítmicos, melodias, ritmos ou vocalizações. Se a peça musical é uma canção, também pode aplicar-se à criação e interpretação de letra dentro da mesma. Para poder improvisar, um intérprete deve ter um bom controle dos parâmetros dentro do que trabalha; do contrário, a música que cria pode soar ou parecer incongruente. Isto é particularmente certo quando o intérprete não toca sozinho. Em um sentido mais informal, também refere-se à composição instantânea de música." (Wikipedia).

Atendendo a esta definição de improvisão, certamente uma de muitas, a perfomance de Kim Gordon e Ikue Mori na sala mais pequena e, por isso esgotada, do Vila Flor assenta-lhe na perfeição. Claro que continuamos a ter muitas dúvidas sobre o que verdadeiramente foi improvisado e aquilo que foi, diríamos, recriado. Há um disco da série SYR gravado em conjunto em 2000 que pode funcionar como guião prévio, mas os cinquenta minutos de duração da experiência em palco atestaram uma dureza tormentosa de difícil adesão mas, mesmo assim, sem desistências aparentes. Guitarra, voz e muitos samples preencheram uma alucinante sequência de imagens de fundo, uma criação sempre naquele limite do sustentável vanguardista a que o mundo diverso dos Sonic Youth sempre nos habituou. Para o bem e para o mal, memorável!  
(video HugTheDj)

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