quarta-feira, 29 de novembro de 2006

FESTIVAL PARA GENTE SENTADA
St. Maria da Feira, Sábado, 25 Novembro


Começando pelo primeiro dos vários concertos destes dias, estivemos na segunda jornada do festival, que juntava Ed Harcourt, Emiliana Torrini e Sparklehorse. Do inglês Ed Harcourt, a expectativa não era elevada, já que em Junho passado assistimos ao mesmo concerto no Cinema Batalha. Sozinho em palco, o músico, sob uma aparente descontracção, apresentou um conjunto de temas lustosos e brilhantes dos seus vários albuns, dos quais destacamos “Born in the Seventies” (não é verdade, we don´t give a fuck about you...) “Blackdress” ou “The Last Cigarette”. As semelhanças são muitas: ao piano parece por vezes Rufus Wainwright, à guitarra Jeff Buckley, mas a qualidade das letras e melodias é continua. Nalguns dos temas vai sobrepondo sons gravados em loop a partir de instrumentos diversos, como tambor, maracas (?), guitarra, etc, que funcionam depois como tela de fundo da canção a interpretar. Simples, mas nem sempre eficaz o que nos faz pensar no que seria o mesmo concerto com uma banda a sério. Resumindo, apresentação escorreita, agradável, mas sem surpresas.
A senhora seguinte, infelizmente, não pode comparecer. Adoentada ao que parece, Emiliana Torrini terá que ficar para outra oportunidade. Pena, já que sobre ela recaiam expectativas bem altas (já agora uma sugestão: bem sei que existiam cartazes a4 afixados a informar do cancelamento, mas não custava nada, pelo menos depois da actuação a de Ed Harcourt, ter anunciado e informado o público da ocorrência pela via sonora da sala. Era ver alguns no final, sentados ainda à espera “Então já acabou... Onde está a Emiliana...”).
Dos Sparklehorse ficou uma pontinha de desilusão. O concerto, há já muito esperado, decorreu de uma forma consistente, isto é, sem altos nem baixos, com escassa participação e interacção com o público, sem que estes factos sejam negativos. Bastante profissional, a banda de Mark Linkus tocou principalmente temas antigos e não do novo album, o que para a notória legião de fãs presentes foi surpreendente. Pena que alguns das principais canções de “It’s a Wonderful life” não tivessem sido seleccionados... Contudo gostamos da actuação, incompreendida por muitos e acima de tudo da oportunidade de confirmar a validade de uma grande banda americana. Em jeito de recordação aqui fica uma das que mais apreciamos:


Sparklehorse - Apple Bed


SPANKY WILSON & QUANTIC SOUL ORCHESTRA
Arena Lounge, Casino Lisboa, Segunda-feira, 27 de Novembro


Funk à moda antiga, bons músicos, excelente voz, som aceitável. Ou seja, condições reunidas para um concerto memorável. Faltou o essencial: um local condigno para tal. O espaço do casino é amplo, circular, pleno de escadas rolantes, tipo centro comercial. O palco, um buraco situado numa das paredes circulares da arena, está cerca de vinte metros acima do solo, rodeado por dois andares com varandins onde a maior parte do público assistiu ou concerto. Assistir é uma forma de dizer já que a distância entre a banda e o público era no mínimo de 30 metros! Quem se sentou nas mesas no espaço central da arena, de certeza que saiu com dores no pescoço já que o seu olhar teria que estar continuamente dirigido para o alto... Sabemos que o concerto era gratuito, mas se as condições se mantiverem no futuro (não há hipótese de mudanças) o resultado vai ser sempre limitado. Voltando à música – grande ritmo e grande banda old school apesar do lider ter uma vintena de anos... Ficamos à espera de nova oportunidade num espaço adequado, isto é um sítio para concertos no verdadeiro sentido da palavra. Mesmo assim, deu para abanar o corpinho!

LAURA VEIRS
Cinema Passos Manuel, Terça-feira, 28 Novembro


Concerto intimista, onde se fez acompanhar pelo baterista e multi-instrumentista Tucker Martine, com canções simples tocadas à guitarra eléctrica. Numa das fases do concerto, o baterista deixou o palco para Laura Veirs brilhar a solo. Letras pessoais e quotidianas, simples mas envolventes a que não será de estranhar a sua voz doce. Plateia bem composta, respeitadora e conhecedora, que sorveu em silêncio a maioria dos temas. Influências notadas e notórias dos blues, como a artista confirmou, com elegância e experiência acumulada já em cinco albuns quase autobiográficos a fazer lembrar bons tempos de Suzanne Vega e até Rickie Lee Jones. Para uma noite já fria de Novembro um verdadeiro bom-bom com recheio de licor!


Mais pormenores, surpresas e opiniões passem pelos brothers hugthedj, karmatoon ou aglidole... A ronda vai continuar hoje à noite!

3 comentários:

Anónimo disse...

Este Senhor fala bem...

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