FESTIVAL PARA GENTE SENTADA
St. Maria da Feira, Sábado, 25 Novembro
Começando pelo primeiro dos vários concertos destes dias, estivemos na segunda jornada do festival, que juntava Ed Harcourt, Emiliana Torrini e Sparklehorse. Do inglês Ed Harcourt, a expectativa não era elevada, já que em Junho passado assistimos ao mesmo concerto no Cinema Batalha. Sozinho em palco, o músico, sob uma aparente descontracção, apresentou um conjunto de temas lustosos e brilhantes dos seus vários albuns, dos quais destacamos “Born in the Seventies” (não é verdade, we don´t give a fuck about you...) “Blackdress” ou “The Last Cigarette”. As semelhanças são muitas: ao piano parece por vezes Rufus Wainwright, à guitarra Jeff Buckley, mas a qualidade das letras e melodias é continua. Nalguns dos temas vai sobrepondo sons gravados em loop a partir de instrumentos diversos, como tambor, maracas (?), guitarra, etc, que funcionam depois como tela de fundo da canção a interpretar. Simples, mas nem sempre eficaz o que nos faz pensar no que seria o mesmo concerto com uma banda a sério. Resumindo, apresentação escorreita, agradável, mas sem surpresas.
A senhora seguinte, infelizmente, não pode comparecer. Adoentada ao que parece, Emiliana Torrini terá que ficar para outra oportunidade. Pena, já que sobre ela recaiam expectativas bem altas (já agora uma sugestão: bem sei que existiam cartazes a4 afixados a informar do cancelamento, mas não custava nada, pelo menos depois da actuação a de Ed Harcourt, ter anunciado e informado o público da ocorrência pela via sonora da sala. Era ver alguns no final, sentados ainda à espera “Então já acabou... Onde está a Emiliana...”).
Dos Sparklehorse ficou uma pontinha de desilusão. O concerto, há já muito esperado, decorreu de uma forma consistente, isto é, sem altos nem baixos, com escassa participação e interacção com o público, sem que estes factos sejam negativos. Bastante profissional, a banda de Mark Linkus tocou principalmente temas antigos e não do novo album, o que para a notória legião de fãs presentes foi surpreendente. Pena que alguns das principais canções de “It’s a Wonderful life” não tivessem sido seleccionados... Contudo gostamos da actuação, incompreendida por muitos e acima de tudo da oportunidade de confirmar a validade de uma grande banda americana. Em jeito de recordação aqui fica uma das que mais apreciamos:
Sparklehorse - Apple Bed
1 comentário:
Este Senhor fala bem...
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