quarta-feira, 30 de novembro de 2011

THE STEPKIDS NO PLANO B












Pode não ser o concerto do ano, mas será, pelo menos, o mais apetitoso e imperdível do próximo mês de Dezembro. Com o selo de garantia da editora Stones Throw Records, casa onde começaram nomes como Mayer Hawthorne, Sharon Jones ou Aloe Blacc, os The Stepkids tem no seu disco homónimo de estreia uma colecção de canções entranhadas de jazz, funk, soul e alguma irreverência punk que, depois de misturados, se tranformam numa excelente receita psicadélica. A noite da próxima quarta-feira, dia 7, no Plano B é, por isso mesmo, momento de festa e fazemos figas para que, por lá, estejam à venda alguns dos vinis mais bonitos editados em 2011...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

WILCO NA PRIMAVERA

O Primavera Sound previsto para o parque da cidade em Junho de 2012 começa agora verdadeiramente a aquecer. Depois da confirmação de Björk, Yo La Tengo, Neon Indian, Other Lives, Jeff Mangum, Codeine, Shellac e The Walkmen, surgiu hoje a notícia que também os The Drums, Washed Out, Olivia Tremor Control, Veronica Falls e, yes, os Wilco, se alinham no mesmo festival! A jogada é de mestre, tendo em conta a proximidade de territórios galegos e castelhanos por onde a banda de Jeff Tweedy goza de uma reputação e fama longínqua. 

Actualização: + The xx, Spiritualized, Death Cab For Cutie, Beach House, The Dirty Three, Siskiyou e Explosions In The Sky. Xiiiiiii!



Já agora um pedido à organização: os Black Keys tem novo álbum na forja (que, fazendo batota, já ouvimos na totalidade e que é uma pedra rock assinalável) e este seria talvez o momento ideal para o duo se juntar à festa tripeira já que, pelo menos, a 6 de Junho eles estarão na Europa (Manchester)... Aqui vai disto!    


Black Keys - Lonely Boy (RSD) from Record Store Day on Vimeo.

MAGNÍFICOS DIAS ATLÂNTICOS
















O eixo atlântico Porto-Vigo foi nos anos 80 uma realidade cultural visível. A cidade espanhola, onde se ia em excursão comprar caramelos e vinis ao El Corte Inglês, recebeu uma "movida" famosa pela agitação nocturna onde a música teve um papel importante com bandas como os Siniestro Total, Resentidos ou os Semen Up, só para citar alguns. Essa história tem, desde a semana passada, um livro retrospectivo intitulado "Vigo a 80 Revolucións Por Minuto" do jornalista Emilio Alonso. O autor, ele próprio um radialista que viveu em pleno essa agitação e da qual tem dado conta no blog Vigo80RPM, recebeu nessa época imensas demos em cassete de bandas portuguesas que ainda hoje guarda em casa e que utilizou, em alguns casos, nos seus programas em FM ouvidos por terras vianenses ou bracarenses. A explosão musical viguense foi, assim, um fenómeno com forte impacto no país vizinho e mereceu recentemente a realização de um documentário intitulado "Galicia Canibal" estreado no Festival In-Edit de Barcelona que decorreu entre 27 de Outubro e 6 de Novembro. Dirigido por Luís Montenegro, o filme concorreu na secção EXCEDLENTS e será proximamente emitido pelo segundo canal da TVE. 

E nós com isso? Bem, lembramo-nos de ver os GNR na TV Galícia (1984?), tendo a banda chegado a actuar várias vezes em Vigo e também em Madrid. Por lá foi editado o vinil do álbum "Os Homem Não Se Querem Bonitos", disco que ainda hoje é possivel descarregar no iTunes espanhol! Por cá, a avalanche de concertos de bandas estrangeiras fazia, nessa altura, com que alguns, poucos, galegos se metessem ao caminho até ao Porto, ligação agora mais rápida e frutuosa, tendo em conta a quantidade de espanhóis que a Casa da Música recebe em muitos dos seus eventos. 
A realidade da invicta nestes tempos tem desde sábado também ela uma história. Lançado precisamente na CDM, o terceiro volume da obra "Casas da Música no Porto: para a história da cidade" da autoria de Sérgio C. Andrade, Ana Maria Liberal e Rui Pereira é dedicado à segunda metade do século XX e nele desfilam histórias sobre os artistas, os concertos, as salas e o público da música ao vivo dessa época, fenómeno hoje imparável. Um livro que, certamente, vamos querer muito ler.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

KATE IMACULADA


















Uma das surpresas do ano foi a edição, em Março, de "Director's Cut", um disco onde Kate Bush fazia a reciclagem de material antigo e obscuro com resultados bem agradáveis. Mais surpreendente ainda é "50 Words For Snow", um segundo trabalho no mesmo ano, saído a semana passada e já a fazer furor nas tabelas de vendas inglesas. Gravado nas mesmas sessões do antecessor, o disco é um assombro imaculado! Sete longos temas à volta da neve, a maioria ao jeito de piano-voz, de nítido travo intimista e de recolhimento nocturno e onde, a cada audição, dá vontade que neve e o frio aumente! Quentes, pelo contrário, são as vozes de Stephen Fry e Elton John, duas colaborações recatadas e sóbrias que se ouvem em dois dos temas. Pela primeira vez, Kate Bush dirige uma sequência de três animações em video de canções do disco, a última das chamada quais elege parte do magnífico "Misty" sob o nome de "Mistraldespiar". Se cá nevasse...



O REGRESSO DE UM SÁBIO



















Tal como prometido, Leonard Cohen terá um novo álbum de originais já em final de Janeiro próximo. O disco "Old Ideas" é o regresso a material inédito ao fim de oito anos e pode, desde já, começar a ser descoberto através do tema "Show Me The Place" entretanto disponibilizado. Na cerimónia de entrega do prémio Príncipe das Asturias realizado em Outubro passado, Cohen sentenciou:

As I grew older, I understood that instructions came with this voice. And the instructions were these… Never to lament casually. And if one is to express the great inevitable defeat that awaits us all, it must be done wtihin the strict confines of dignity and beauty.”

Assinado, L Cohen, 77 anos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

TORTO + LAETITIA SADIER + NO KIDS + LEE RANALDO + DEAN WAREHAM, Clubbing, Casa da Música, 19 de Novembro de 2011


A ementa da noite Clubbing de sábado passado era, no mínimo, suculenta. Uma aura indie concentrada em nomes que remetiam para os Stereolab, Galaxie 500 ou Sonic Youth mostrava-se muito atractiva até para nuestros hermanos, atendendo à quantidade sonante de castelhano ou galego que por lá se ouvia, tendo a casa recebido uma moldura bem composta. No entanto, o que nos parece é que para este tipo de eventos (leia-se concertos simultâneos e de alguma intimidade), o local apresenta-se problemático, inadaptado e maçador. Já lá vamos.

A jogar em casa, os Torto, que faziam a sua estreia no palco mais pequeno (Sala 2) perante alguns curiosos, como nós, que arriscaram não ganhar lugar na sala grande (Sala Suggia), não desiludiram com a sua massiva e crescente dose de experimentalismo rock, onde uma bateria e baixo vincados se juntaram de forma convincente à guitarra de Jorge Coelho, tudo muito Tortoise, pois claro. Prometedor. 


Agora havia que descer rapidamente para o auditório maior onde Laetitia Sadier, cumprindo o horário, tinha já começado a cantar. O congestionamento junto das portas de entrada situadas a meio do recinto era já assustador e depois de conseguirmos penetrar só restavam, obviamente, lugares na segunda plateia. A cada trinta segundos, a sala era literalmente atravessada por mais gente a entrar, gente a sair, conversas em alta voz, procura de amigos e conhecidos ao telemóvel enquanto a ex-Stereolab lá continuava em palco para desprezo e desconhecimento de muitos. Pelo pouco que conseguimos ver e ouvir, Laetitia não parece ter deixado muitas saudades. Em relação ao concerto que presenciamos no Passos Manuel o ano transacto, a imensidão da sala não absorveu da melhor forma a pop conseguida no álbum “The Trip”, já que a solo e naquelas condições, a receita não funciona. Sadier contou as mesmas histórias já ouvidas (p. ex. que em pequena sonhava conhecer dois locais: a Austrália e o Porto...) e lançou, sem êxito, para desanuviar o ambiente frio, alguns comentários desconexos alusivos, por exemplo, à próxima greve geral... Tá bem, estava na hora certa para tornar a subir a escada rolante.

Aí, sozinho em cima do palco estava Nick Krgovich, mentor e líder do trio canadiano No Kids e do projecto Gigi. Mas não estavam anunciadas como bandas? Ainda esperamos, em vão, que os restantes elementos surgissem, mas o logro parecia confirmar-se (pelo menos seria mais sincero anunciar Krgovitch a solo já que, como o próprio confirmou, os Gigi são para aí uns trinta e nunca deram um concerto!). Mesmo assim, servindo-se da sua voz segura, de samplers e um único teclado, a curta apresentação serviu para demonstrar as muitas potencialidades dos seus projectos pop. Entre novos temas, faltaram mais canções do magnífico disco de estreia “Come Into My House”, embora “Bluster In the Air” tenha conquistado imediatamente a atenção dos poucos aderentes. Surpreendeu ao terminar com uma versão ritmada de um tema de David Lynch a que responderam alguns com uma inesperada sessão de dança. Mesmo assim, não deixamos de sentir um travo amargo de desilusão.




De regresso ao piso inferior, a confusão agudizou-se. Enquanto Lee Ranaldo já em palco concentrava a atenção da primeira metade da sala, cujas portas de acesso situadas mais perto do palco se mantiveram, e muito bem, encerradas, na plateia da rectaguarda viviam-se momentos ao jeito de uma estação de metro: uns levantam-se, muitos sentam-se, uns preferem “viajar”de pé, outros conversam sobre futebol (“quem é o gajo? Lee Ronaldo!”), trocam-se piropos... Só faltou o sonoro “Próxima estação: Casa da Música”! Fartos de ser incomodados para deixar passar mais “paraquedistas”, só a muito custo lá conseguimos um lugar na terceira fila para as ultimas três músicas. Ufa! Rodeado por quatro guitarras acústicas, Ranaldo esteve igual a si próprio, isto é, brilhante instrumentista (embora com alguns precalços nos pedais), não tão bom cantor, mas, mesmo assim, a arriscar e experimentar muito pouco. Tempo para uma dedicatória ("Angles", ver video abaixo) a alguns bons amigos que vivem tempos atribulados, certamente pensando no processo de divórcio de Thurston Moore e Kim Gordon. Bom, mas devia (podia?) ter sido melhor. 


Já depois da “hora de ponta”, a sala principal, bem mais calma, recebeu o senhor Galaxie 500/Luna, Dean Wareham. A cada canção, rapidamente reconhecida por muitos fãs presentes, a banda afirmou-se pela sua competência instrumental, quer pelos solos irrepreensíveis de Wareahm mas também pela sobriedade da esposa, a baixista Britta Philips (Dean And Britta), que chegou a (en)cantar em alguns dos temas. Bem recebidos, tiveram até direito a merecido encore. 



Quanto a Mt Eerie, ainda nos esforçamos por subir a escada novamente, mas o acesso estava já em sentido descendente, ou seja, ala para casa dormir.   

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

(RE)VISTO #39


















A SOMBRA DE UM GÉNIO
de Allison Anders. Universal, Portugal, 1996/2007, DVD
O que fazem todos juntos, num filme produzido por Martin Scorcese, actores como Matt Dillon, John Turturro, Chris Isaak, Patsy Kensit ou Bridget Fonda? Sinceramente, não fazem grande coisa. A película conta a história fictícia de Denise Waverly, aspirante a cantora e compositora e tem uma aparente inspiração na vida de Carol King e do seu marido e produtor Gerry Gofin (Matt Dillon), mas são óbvias outras semelhanças biográficas com Brian Wilson ou Phil Spector. O melhor da fita é mesmo a música e algumas das recriações de época, já que a fraca realização leva a história por caminhos tão triviais e suicidas que dá pena. Caímos nesta charopada por uma só razão: foi aqui que começou a colaboração de Burt Bacharah com Elvis Costello e da qual saiu o tema "God Give Me Strenght". O entendimento foi tão salutar que, dois anos mais tarde, a dupla assinaria o álbum "Painted From Memory", um épico clássico da pop moderna e um dos (nossos) discos de uma vida. A cena em que a protagonista canta o tema acaba por ser o momento mais alto do filme, embora a versão do próprio Costello, que surge nos genéricos finais, esteja muitos furos acima. Uma historieta que vale mesmo o preço justo que custou (1€) e uma boa dose para repousar no sofá de um qualquer chuvoso domingo à tarde...
   

PORTISHEAD EM VINIL


















Não é todos os dias que um novo 12" em vinil dos Portishead vê a luz do dia. Acontece agora com o magnífico tema "Chase The Tear", original lançado em 2009 via digital/download e cujas vendas revertiam para a Amnistia Internacional. O disco, de edição limitada pela XL Recordings, tem no lado B uma reinvenção da mesma canção pelos canadianos Doldrums e as receitas terão o mesmo destino.     

3 X 20 NOVEMBRO











20 Canções:
. THE STEPKIDS - Shadows Of Behalf
. SANDRO PERRI - Changes
. MILAGRES - Moon On The Sea's Gate
. THURSTON MOORE - Space
. ANDREW BIRD - Night Sky
. FINK - Berlin Sunrise
. LONEY DEAR - D Major
. MY BRIGHTEST DIAMOND - I Have Never Loved Someone
. ELEANOR FRIEDBERGER - Scenes From Bensonhurst
. DIRTY BEACHES - Lord Know Best
. RYAN ADAMS - Kindness
. SCOTT MATTHEWS - Head First Into Paradise
. STILL CORNERS - Into the Trees
. KURT VILE - It's Alright
. BLACK LIPS - Spidey's Curse
. RACHEL YAMAGATA - Even If I Don't
. JOHN CALE - Whaddya Mean By That?
. BEIRUT - Port Of Call
. CANT - Believe
. LIITLE DRAGON - Seconds

20 Versões:
. THE HORRORS - Suffragette City (David Bowie)
. THE POSTMARKS - 11:59 (Blondie)
. THE WALKMEN - Holiday Road (Lindsey Buckinham)
. VOLANTES - Hard To Explain (The Strokes)
. FRIENDLY FIRES - The Edge Of Glory (Lady Gaga)
. ST. VINCENT - She Is Beyond Good And Evil (The Pop Group)
. PARENTHICAL GIRLS - Under The Ivy (Kate Bush)
. BIRDY - Shelter (The XX)
. MY BRIGHTEST DIAMOND - Lucky (Radiohead)
. THE NATIONAL & ST. VINCENT - Sleep All Summer (Crooked Fingers)
. BOMBAY BICYCLE CLUB - Video Games (Lana Del Rey)
. BOY FRIEND - Gimme Gimme Gimme (ABBA)
. BRIGHT EYES feat. FIRST AID KIT - We're Going to Be Friends (The White Stripes)
. EMILIE SIMON - I Wanna Be Your Dog (The Stooges)
. ASOBI SEKSU - Little House of Savages (The Walkmen)
. SOPHIE ELLIS-BEXTOR - Rebellion (Arcade Fire)
. TRACEY THORN - Night Time (The XX)
. RUFUS WAINWRIGHT feat. CHRIS STILLS - Harvest (Neil Young)
. BADLY DRAWN BOY - The Power Of Love (FGTH)
. SIMON BOOKISH - Sea Song (Robert Wyatt)

20 Remixes:
. THE ANTLERS - Parentheses (PVT Remix)
. GANG GANG DANCE - Chinese High (Gg Remix)
. LYKKE LI -Dance Dance Dance (Buraka Som Sistema Remix)
. CHILLY GONZALES - You Can Dance (Walter Sobcek Remix)
. DEEE-LITE - Groove Is In The Heart (Gigamesh Remix)
. LITTLE DRAGON - Ritual Union (Captain Planet Remix)
. GIGAMESH - When You're Dancing ft. Induce (RAC Remix)
. PATRICK WOLF - Together (Garçon Garçon Remix)
. DEATH CAB FOR CUTIE - Doors Unlocked And Open (Cut Copy Remix)
. TWIN SISTER - Kimmi in a Rice Field (Balam Acab Remix)
. JULIANNA BARWICK - Vow (Diplo & Lunice Remix)
. WASHED OUT - Amor Fati (Clams Casino Remix)
. PETER BJORN AND JOHN - Dig A Little Deeper (Mayer Hawthorne Remix)
. THE DRUMS - How It Ended (Jeremy Summer Camp Remix)
. CULTS feat. Freddie Gibbs - Bad Things (Remix)
. HOLY GHOST! - Static On The Wire (RAC Remix)
. MARINA & THE DIAMONDS - Radioactive (Starsmith Remix)
. CASIOKIDS - Det Haster! (Of Montreal Remix)
. NEON INDIAN - Sleep Paralysist (Com Truise 'Eyelid' Remix)
. DARWIN DEEZ - Up In the Clouds (Shoes Remix)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

NOVO EP DE PATRICK WOLF


















Com a chegada do tempo mais frio e cinzento, Patrick Wolf regressa aos discos com o mini-lp "Brumalia" que inclui seis novos temas e a faixa "Together" do último "Lupercalia", canção efusivamente recebido ao vivo na última digressão. Com data de lançamento prevista para 4 de Dezembro e ao jeito de "música de estação", Wolf assume um som mais íntimo e melancólico, recorrendo ao Ipad tão na moda, mas também a instrumentos mais clássicos como o piano e sopros de madeira. Na capa do disco surgem fotografias a preto e branco da autoria de Patti Smith, amizade que levou Wolf a fazer parte de alguns espectáculos da artista norte-americana. Aqui fica "Together" em versão de estúdio.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PETER BRODERICK, APARENTEMENTE





















Aparentemente, Peter Broderick tinha um concerto marcado para o próximo sábado no Passos Manuel. Aparentemente, porque o site do artista nada confirma, o próprio Passos nada garante e sabemos que o concerto prévio no Music Box de Lisboa foi formalmente anulado. Aparentemente, não há nada para ninguém. É pena, já que Broderick, como fez há quase um ano no mesmo local, não costuma desiludir. Razões do cancelamento são, aparentemente, fáceis de perceber, tendo em conta a imensidão de colaborações e participações. Há um novo sete polegadas para promover que inclui duas composições originais para dois filmes/documentário diferentes: o tema "Old Time" faz parte da banda sonora de "Confluence", fita realizada por Jennifer Anderson e Vernon Lott e a canção "Solace in Gala" corresponde a uma das catorze faixas compostas para "Grace And Mercy", película dirigida por Luis Peña sobre a reconstrução do Haiti. Broderick faz ainda uma perninha ao lado dos amigos Efterklang no novo disco de Yann Tiersen ("Skyline") e teve tempo ainda para escrever um livro de poemas intitulado "A Girl A Pond" que surgem como letras de algumas canções do disco de Caitlin Park. Junta-se um novo projecto de nome Oliveray (Ray Broderick + Nils Oliver Frahm) que tem já duas canções gravadas à espera de serem devidamente escutadas. Aparentemente, já chega!


Peter Broderick – Old Time (Official Music Video) from Erased Tapes on Vimeo.


Grace + Mercy. A Film of Haitians helping Haitians. from luis pena on Vimeo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A MAGIA DE JONATHAN WILSON














No início de Outubro ficamos caídinhos quando ouvimos pela primeira vez o álbum "Gentle Spirit" de Jonathan Wilson. Estavamos longe de imaginar que, um mês depois, teríamos a oportunidade única de o desfrutar ao vivo, mesmo que tivesse sabido a pouco. Como contado, Wilson na primeira parte dos Wilco em Vigo (foto) foi brilhante e a deixar muitas saudades. Conseguimos comprar o disco em vinil a bom preço (12€!) e descobrir outros temas que nunca tinhamos ouvido (a propósito, alguém desse lado consegue ajudar a identificar o nome de uma das canções dessa noite que recolhemos em video?). Na sua passagem por Espanha deu uma entrevista ao El País e chegou até a realizar uma pequena sessão acústica onde, mais uma vez, demonstra as suas capacidades. Um músico experimentado, com muitas histórias para contar e já com três excelentes videos para as novas canções... Mágico! 





terça-feira, 8 de novembro de 2011

MAZZY STAR, 15 ANOS DEPOIS!


















Foi em 1996 que a dupla Hope Sandoval e David Roback assinou "Among My Swan", o último fôlego dos Mazzy Star. Renascida das cinzas, a banda volta ao activo na sua própria editora, curiosamente chamada Rhymes Of An Hour Records, com um single digital que agora tem versão limitada em vinil. São duas, as apetitosas canções: "Common People" e "Lay Myself Down". Para 2012 está prometido um novo álbum e uma digressão em nome próprio. Afinal, o dream-pop ainda faz sentido...


  Mazzy Star - Common Burn by weallwantsome1

  Mazzy Star - Lay Myself Down by frenchysymphony

EP OFERTA DE NICOLAS JAAR











Ao jeito de reconhecimento pelo bom acolhimento da sua música, Nicolas Jaar decidiu oferecer, via Soundcloud, duas novas canções! Antigamente a este formato chamava-se single, quedando a designação de Ep para quando, pelo menos, se registavam quatro temas... Mesmo assim, a oferta recebeu o nome de "Don't Break My Love EP" e nós agradecemos o gesto, claro!
   
  NICOLAS JAAR / Don't break my love EP by Clown & Sunset

sábado, 5 de novembro de 2011

WILCO + JONATHAN WILSON, Auditorio Mar de Vigo, 4 de Novembro de 2011

WILCO + JONATHAN WILSON, Auditorio Mar de Vigo, 4 de Novembro de 2011

Há um consenso generalizado sobre a excelência dos concertos dos Wilco. Descritos, quase sempre, como exemplos perfeitos de intensidade pela imprensa e pelos fãs, a fama não é um mito em si mesmo, levando ao rápido escoamento dos bilhetes nas últimas digressões pela Europa, excepção feita às duas datas portuguesas (Braga e Lisboa) de 2009 que se saldaram por plateias quase a metade da ocupação... Os Wilco são, sem dúvida, uma banda cara que gosta de espaços pequenos para apurar a sua música e a relação com os fãs e, claro, o preço das entradas dispara para números que por cá continua a fazer mossa. Lamentos à parte, tristezas continuam a não pagar dívidas! Em Espanha, pelo contrário, a banda é notoriamente um fenómeno de popularidade e consenso, com múltiplas datas ao vivo rapidamente esgotadas e dedicação venerada de uma imensidão de fanáticos à espera de uma nova oportunidade de serem surpreendidos. Em Vigo, ontem à noite, havia, contudo, algumas condicionantes que podiam causar, mesmo para repetentes, algumas incertezas, já que o novo e enorme auditório da cidade recebia um importante teste quanto as suas capacidades acústicas e de sobre-dimensão. Afinal, nada havia que temer. Ao fim da primeira meia-hora de concerto, iniciado surpreendentemente dez minutos antes da hora marcada, os medos haviam sido esquecidos e já todos se tinham rendido à grandeza da música, ou seja, ao mais importante. Apostando em “Art of Almost”, "I Might" e “Ashes of American Flags” para abrir a contenda de forma sublime, muitos perguntariam como seria possível manter o elevado nível até ao fim. A resposta foi clara. Sempre em crescendo, o alinhamento, escolhido a dedo preferencialmente entre os últimos cinco álbuns, permitiu um verdadeiro recital enciclopédico do que deve ser um concerto ao vivo: um melting-pot de emoções, dedicação, virtuosismo e, não menos importante, humildade. Os Wilco são, assim, uma banda com um único objectivo claro – melhorar sempre. O certo é que Tweedy, Cline e restantes músicos denotam um profissionalismo e entrosamento cada vez mais raro em bandas com tanta longevidade e que se transformam, aos nossos olhos e ouvidos, numa sempre fresca e delicada sonoridade que nos atropela a cada canção de forma avassaladora. Talvez o solo de “Impossible Germany” seja o exemplo perfeito desta redentora devassa emocional, como o prova a gritaria incontida de uma plateia em êxtase, arrebatada por um momento que o El Pais descreveu como "o melhor solo de guitarra do século". No único encore, a banda haveria de nos aplicar a todos alguns murros certeiros ("Dawned on me", "A Shot in the arm" ou "Heavy Metal Drummer") para que, de uma vez por todas, não restassem dúvidas quanto ao que vinham: deixar-nos maravilhosamente KO!















Como que recuperados da anestesia, lá fomos recordando, afinal, que antes dos Wilco o senhor Jonathan Wilson tinha passado pelo mesmo palco para apresentar de forma curta, mas brilhante, o seu recente álbum. Com a ajuda de um banda bem oleada e contando com a guitarra de Pat Sansone dos próprios Wilco, o músico surpreendeu muitos dos presentes com canções-maravilha como o tema título "Gentle Spirit", “Desert Raven” ou “Canyon In The Rain”, a que só faltou a escolha de “Can We Really Party Today?”, um dos nossos hinos de Outono. Um pouco mais de meia-hora serviu, assim, para fazer esgotar os discos de vinil à venda no átrio do auditório, provando a qualidade e intemporalidade da música de Jonathan Wilson, a precisar de urgente apresentação em nome próprio, se possível, no aconchego de um pequeno teatro.




+ videos no Canal Eléctrico
+ crítica no "El País/Galícia"
+ crítica no "Faro de Vigo"
+ crítica & fotos na "La Voz de Galícia"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

(RE)VISTO #38


















ASHES OF AMERICAN FLAGS - WILCO LIVE
de Brendan Canty e Christoph Green, Nonesuch, DVD, 2009
Lançado em Abril de 2009 no âmbito do Record Store Day, este documentário é o resultado de uma colaboração antiga de Jeff Tweedy com a dupla Brendan Canty e Christoph Green iniciada formalmente com a edição, três anos antes, de "Sunken Treasure - Live in the Pacific Northest". Nesse filme, já revisto por aqui, faz-se o retrato fiel e cândido de uma digressão a solo de Tweedy pela America, receita que a dupla realizadora torna a repetir neste "Ashes of American Flags", alargando-a aos restantes músicos dos Wilco. Trata-se, assim, de uma viagem bem definida por auditórios clássicos, míticos e quase sempre lotados de Tulsa (Cain's Ballroom), Nashville (The Ryman Auditorium), New Orleans (Tripitina) ou Washington (9:30 Club), captando de forma única a energia e sabedoria dos Wilco depois do lançamento do álbum "Sky Blue Sky" de 2008. São seis músicos em viagem de autocarro, com os seus desabafos sobre o que resta da America rural ou os problemas físicos implícitos à dureza da digressão, mas, acima de tudo, revela-se a excelência, mestria intuitiva e intensidade em cima de um palco. O que dizer, por exemplo, das perfomances do guitarrista Nils Cline, verdadeiras torrentes electrizantes e virtuosas que tivemos já a felicidade de comprovar no Theatro Circo bracarense, em particular o solo de mais de três minutos do já clássico "Impossible Germany". Um documento simples e sem ornamentos supérfluos que atesta e sela os Wilco como uma banda que ama descaradamente aquilo que faz.

NOTA: Os Wilco tocam amanhã em Vigo no âmbito de uma digressão espanhola que está a fazer furor. Inicialmente agendado para um pavilhão, o local do concerto foi, quase em cima da hora, alterado para um moderno auditorio (Auditorio do Mar de Vigo) com lugares sentados mas sem marcação, o que obriga a uma maior antecipação da deslocação a fim de não perder as filas da frente. Acresce que esta mudança está já a ser contestada por fãs mais dedicados que pedem a devolução do dinheiro, argumentando a perca de intensidade do espectáculo e até a proibição de bebidas. Vimos os Wilco em Braga sentadinhos num camarote e percebemos a desilusão de muitos deles. Seja como for, lá estaremos!

UAUU #8

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DISCO NOVO DE ANNA TERNHEIM


















Entre as vozes delicadas vindas da Suécia, Anna Ternheim ocupa, ao lado de Lykke Li ou El Perro del Mar, um lugar de destaque. Quando em 2009 descobrimos o álbum "Leaving on a Mayday" e as versões magníficas e surpreendentes de canções de Sinatra, logo percebemos que por aqui andava mais um grande talento. Surge agora um novo disco baptizado "The Night Visitor" onde colaboram, entre outros, as meninas First Aid Kit e Matt Sweeney e que, na versão de luxo, apresenta o DVD "The Fingerpicking Party" com versão acústicas registadas no Tennessee americano. Aqui ficam duas prometedoras amostras do novo trabalho, sendo "The Night Visitor - Trailer #2" o dueto "The Longer The Waiting The Sweeter The Kiss" na companhia do produtor Dave Ferguson.