Artista referência do chamado neoclássico, movimento já documentado em filme, a presença no auditório minhoto motivou plateia luso-galega esgotada e, maioritariamente, a estrear-se na audição. Mesmo assim, alguns repetentes não perderam a oportunidade dourada para testar muitas das peças do novo álbum "Liminal" que a Deutsches Gramaphone editou em Março passado.
A harmonia obtida, com fonte primordial na recente novidade discográfica, foi-se engrandecendo de forma calma, subtil, criando uma atmosfera planante, quase onírica, e que um simples e pequeno piano vertical tornou milagrosa. Ao seu comando instrumental, a enorme figura de Beving, a fazer lembrar o miúdo louro Schroeder de "Peanuts", e mesmo na descontracção de umas férias familiares pelo país, obteve forte ovação perante o liminal sonoro apresentado, jornada saborosa e, ainda assim, admirável.
Lá para Janeiro, e já com concerto marcado no São Luís da capital (dia 6), pode ser que a viagem espiritual se volte a repetir...
Sem comentários:
Enviar um comentário