segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008



EBONY BONES
Theatro Circo, Braga, 2 de Fevereiro

O hype da imprensa inglesa e alguma portuguesa em torno de Ebony Bones espicaçava uma viagem tardia a Braga. Mas, mesmo assim, as dúvidas continuavam a ser muitas. Que esperar de um concerto iniciado depois da meia-noite, uma cave escura com lugares sentados e uma artista sem discos editados? Bom, Ebony Bones é uma actriz que deixou a série inglesa Family Affairs, criou um “boneco” negro loiro, misto Sítio do Pica-Pau Amarelo e M.I.A. e produziu, na totalidade, um som a que chamam pós-punk ou, no caso do Theatro Circo, “K-Pop Thrash Melodramatic Popular Song”. O quê e já agora, como? As respostas chegaria ao fim de meia-hora! Acompanhado por um irrequieto duo feminino no coro, um baterista vestido de coelho, um guitarrista e baixista e ainda um trompetista de cartola, Ebony não se fez rogada e despachou, sem tréguas, meia dúzia de canções fortíssimas e irreverentes: “Don’t fart on my heart”, “I’m Ur future Xwife” ou “Kissing the wrong boots” para terminar com “We know all about you”, sem dúvida o melhor tema, com um baixo altíssimo e batida carnavalesca, uma sátira às mais de 500 câmaras video que vigiam o dia dia de Londres! O fenómeno estava agora explicado. Os muitos “curiosos” que preeenchiam as cadeiras bem se esforçaram e, apesar das luzes acesas convidando à saida da sala, bateram mais palmas, mas sem resultados, já que a artista não voltou... O mini-concerto, apesar de intenso, merecia repetição! Serão estes os novos concertos/conceitos da geração Myspace? Se sim, queremos desconto ou umas minis... amarelas! (fotos: as possíveis com telemóvel!)

Ebony Bones – Don’t fart on my heart

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

DUETOS IMPROVÁVEIS # 33
TOM JOBIM & ROBERTO CARLOS

Lígia (Jobim)
TV brasileira, 1978


POP CAMBODJANA PSICADÉLICA?
Na verdade, quando em 2001 os Dengue Fever se formaram em Los Angeles o futuro era incerto, mas a frescura resultante de uma mistura inédita de influências, dá uma resposta positiva à questão de cima. Numa visita ao Cambodja dos irmãos Holtzman, revela-se Chhom Nimol, cantora kmer e o resultado é um redomoinho de sons que alguém já classificou como exoticpop. Em 2005 a banda haveria de inaugurar digressões triunfantes pelo Cambodja, furando pela primeira vez algumas “paredes” da ditadura ainda instalada. A aventura está, aliás, em video no documentário “Sleepwalking Through the Mekong”. O terceiro disco da banda (Venus on Earth) acaba de sair e confirma uma multicultura sonora salpicante - surfguitar, filmes de James Bond, noites quentes exóticas e “aquele” orgão Farfisa... Pelo que nos foi dado a ouvir ele poderá ser definitivamente o abrir da caixa de Pandora. Na imprensa os elogios avumulam-se e são assim resumidos “Sexy and eclectic, it's world music for the cool kids”. Primeiro estranha-se, depois... Mantenham-se atentos à globalização! Música (que é um) mundo.


Dengue Fever - Lost in Laos


Dengue Fever - One Thousand Tears Of A Tarantula

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008


(RE)LIDO #7
IF YOU’RE FEELING SINISTER

de Scott Plagenhoef, Continuum Books, 2007
Para teminar a trilogia literária sobre os Belle & Sebastian, seleccionamos o recentemente editado nº 50 da já incontornável série 33 1-3, precisamente dedicado ao primeiro disco a sério da banda. O mítico “Tigermilk” editado em 1996 para uma reduzida faixa de fãs locais escoceses, despertara tal curiosidade que, no mesmo ano, sairia o por muitos considerado (inclusivamente nós) seu melhor disco – If You’re Feeling Sinister. Os temas continuam difíceis de ultrapassar e foi particularmente um deles (Fox in the Snow), seleccionado por António Sérgio nas noites da Comercial, que marcou, desde aí, a “atracção romântica” pela banda. Neste pequeno livro e contrariamente ao esperado, não encontramos um massivo rol de informações sobre o tal álbum, mas sim uma descrição bem feita da conjuntura musical e até social em que o grupo se desenvolveu. As “taras e manias” de Murdoch são decisivas na compreensão do som da banda, mas esse feitio iluminado define ainda outras situações iniciais, particularmente a relação com a imprensa e com outras bandas. Conclui-se facilmente que os Belle & Sebastian devem muito às potencialidades da Internet, sendo decisiva a sua utilização para o nascimento e florescimento de uma imensa onda fanática que rapidamente se espalhou do Japão ao Brasil, passando pela pouco permeável América. A criação de uma mailing list – Sinister List – permitiu, desde logo, ligações afectivas e até sentimentais (pelo descrito, dessa massa em comunicão exclusiva, surgiram alguns casamentos, incluindo o do autor!) que germinou até hoje um crescente número de acérrimos e fiéis admiradores. Só na parte final do livro se fazem algumas considerações sobre as faixas do disco, sendo “Fox in the Snow” descrita desta forma: “...is among B &S most purely beautiful songs. It’ also Murdoch’s most abstract lyrics”. Correcto e afirmativo! O disco é todo ele clássico, sendo compreensivelmente aquele que a banda escolheu para interpretar na totalidade, em Setembro de 2005, numa série de concertos em Londres chamados ”All Tomorrow's Parties Don't Look Back series “, em que um artista ou banda executou ao vivo a totalidade do seu melhor trabalho. A gravação da actuação viria depois a ser lançada exclusivamente no Itunes com objectivos de caridade com as vítimas do terramato na India e Paquistão desse ano. Por sinal é o único disco/edição que falta na nossa colecção...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008


WOW!!
O novíssimo clip e single da menina Minogue já aí (aqui) está! Há remixes de CSS, MSTRKFRT e David Guetta o que atendendo ao balanço/groove da canção (tipo Holiday da Madonna) terá resultados instantâneos em qualquer dancefloor... Mas há mais: simultâneamente foi lançado outro single – “In My Arms” – e video numa estratégia inédita de “assalto”. Mãos ao ar... Rendemo-nos!
Kylie Minogue - Wow



DUO OURO NEGRO...
Os The Kills, talvez o duo mais sexy do actual rock roll, tem novo álbum pronto que sairá já em Março. O disco chamado “Midnight boom” foi gravado em Michigan e na California e tem “URA Fever” como single de apresentação. Se tiveram jeito e disposição podem, alías, participar num desafio lançado online para a realização de remixes deste novo tema... Para o novo disco a banda contou com a colaboração de Spank Rock e do produtor Alex Epton, o que parece traduzir-se num som (ainda) mais negro e de forte inspiração urbana a que chamaram “modern playground songs”! Concertos ainda não estão agendados, mas com toda a certeza não faltará oportunidade para rever ao vivo (inesquecíveis passagens por Coura e Sudoeste) momentos intensos e desafiantes.
The Kills - URA Fever

terça-feira, 29 de janeiro de 2008


LUNARIDADES # 42

. um dia meio de cama por motivos físicos e virais (o chamado dois em um...), deu para acabar com a bateria do Ipod, não em discos novos, mas em clássicos. Dos Beatles aos Stones, de Tom Jobim a Dionne Warwick, só houve pachorra para ouvir a “nossa” música, aquela que reconforta, aquela que aconchega! Velhices...

. as estatisticas de 2006 não enganam: os concertos de música chamada ligeira renderam nesse ano 32 milhões de euros, mais 10 milhões que em 2005. Os espectadores foram na ordem dos 3,2 milhões... Atendendo ao ritmo a que surgem em agenda novos concertos, este parece ser, decisivamente, um negócio da China!

. a utilização do Mercado Ferreira Borges para um remodelado Hard-Club parece ter pernas para avançar... Os responsáveis lançaram já um inquérito on-line para testar reacções. Nós já respodemos!

. para terminar, duas notas/alertas solidários:


. já podem ser adquiridas nas lojas H & M algumas t-shirts desenhadas por músicos e bandas que revertem, em parte, para a luta contra a SIDA. Podem escolher, entre outros, designs de Nina Persson (Cardigans), Timbaland, Chicks on Speed ou... Rufus Wainwright;

. na luta contra a descriminação das doenças mentais, estarão disponiveis ao longo de 2008 doze temas (um por mês) em duetos inesperados de artistas e bandas portuguesas numa iniciativa da Encontrar+se. O pagamento do download serve de donativo.

(RE)VISTO # 15
STORYTELLING

dir. de Todd Solondz
New Line Cinema, DVD, 2002

Dando sequência ao destaque sobre os Belle & Sebastian, trazemos até aqui o filme Storytelling para o qual o grupo realizou uma banda sonora exclusiva. A verdade é que os problemas entre a banda/realizador e a indefinição que o projecto manteve até ao final, levaram a que só surjam ao longo da película pouco mais de cinco minutos de música! Os B & S, na altura, receberam o convite de forma entusiasmante, tendo viajado para Nova Iorque expressamente para o efeito, lisonjeados pelo convite de um realizador que admiravam. Aí, inteiraram-se do guião e de algumas filmagens e conceberam temas direccionados às cenas (p.ex. “Big John Shaft”, “Wandering Alone” sobre a personagem Consuelo) e créditos finais. Mas as indecisões da produção, cedo deram a perceber que a colaboração não teria muito êxito. Inicialmente à banda foi pedida música para a totalidade da película, depois só para a primeira parte ou, melhor, para a segunda... ah, não é melhor ser para o filme todo! Ao egocêntrico e turculento Solondz nada parece ter agradado, quer a música quer as letras, mas o grupo cedo percebeu que o trabalho efectuado poderia resultar, com alguns acertos, num novo álbum. Na realidade, os temas escritos não constituem nada de admirável, sendo quase sempre considerado o material da banda mais dispensável, mas uma audição mais atenta pode trazer surpresas e bons momentos.
Ou seja, muita música (17 temas) e pouco tempo de “antena”, entenda-se no filme, que pensamos ter chegado a estrear em Portugal (Maio de 2002) com o nome de “Conta-me Histórias”. Trata-se de uma curiosa e cruel panorâmica em duplicado: a primeira, chamada “Fiction”, sobre uma relação de uma aluna com um professor e a segunda, de nome “Non-Fiction”, sobre uma família suburbana americana, principalmente um dos filhos, que aceitam participar como tal na realização de um documentário. E mais não contamos. Disponível para empréstimo...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

DUETOS IMPROVÁVEIS # 32
SUZANNE VEGA & VANESSA PARADIS
Blowin’ in the wind (Dylan)

Taratata - France 4 TV, 16th November 2007

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008


MEMORABILIA # 5
Já lá vão mais de dez anos! Havia tempo e disposição para ouvir rádio, muito por culpa da memorável XFM, desaparecida em 1997. O António Sérgio foi depois para a Comercial e a sua “A Hora do Lobo” convidava os ouvintes para a elaboração de uma lista/top, repto para o qual, de quando em vez, enviamos umas sugestões. Em troca recebíamos, às vezes, algumas “prendas” referentes à nossa participação, principalmente cd’s, promos e outros goodies que o mestre amavelmente oferecia aos ouvintes, mas que davam uma trabalheira levantar nas instalações da Comercial (Media Capital) no Porto. De entre estas ofertas, sempre guardamos com especial carinho esta cassete de um grupo português chamado Tracy Loba Massagens, principalmente pelo que a envolve. Trata-se, como deve ser, de uma maqueta em cassete com quatro temas no lado A (Xmas dirty mother fucker, Hey, Trilling Bills – repassed mix, Porquinhito) e três no labo B (Slow motion picture, Nice quiet band, and another) chamada Pyjamming/Jamming in Pyjamma. Como capa, a produção concebeu então um “pijama” devidamente costurado, com direito a colchete e tudo, no qual gravou, a quente, o nome do grupo na frente e o título da gravação nas costas. Da informação disponível no cartão atrevido e plastificado(!) incluído no interior, conclui-se que a maqueta é datada de Dezembro de 1997 (Xmas dirty mother fucker...) e o contacto telefónico de uma empresa (?) Indústria Rock da antiga rede 055, a actual zona de Paredes e/ou Marco de Canaveses. Da banda muito pouco sabemos (aceitam-se achegas), a não ser que teve alguns temas incluídos nos cd’s que saiam com a antiga revista Prómúsica entre 1997 e 2000 e que ganhou o prémio de Melhor Maqueta Rock de 1997 (será esta?) organizada pela (extinta?) Deixa Ser Duro de Ouvido de VNFamalicão. A música soa a experimentalismo (jamming) sónico e por vezes “industrial” (o Trent Reznor fazia mossa), estruturado, cantado em inglês ou português e, em alguns casos, muito bem conseguido (“and another” p.ex.). Sempre que olhamos para esta maqueta/cassete, faz-nos pensar no cuidado, ambição e crença de uma ou qualquer outra banda numa época sem mp3, myspaces ou youtubes e em que o único meio de dar a conhecer a sua música era, para além dos concertos, a rádio... em cassete!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008



VIDAS!
Possivelmente já sabem da trágica morte do actor Heath Leadger, conhecido pelo papel em "Brokeback Moutain" e um dos sete personagens de Bob Dylan no filme “I’m not there” ainda por estrear por cá. Quando ouvimos a notícia logo pela manhã, que dava conta da ingestão de comprimidos como provável causa da morte, logo pensamos em Nick Drake, cujo falecimento teve também semelhante origem. Estavamos longe de pensar que esta era a única coincidência! O canal VH1 divulgou que o actor era obcecado, nos últimos tempos, pela figura e música de Drake, tendo até gravado um clip/video do tema “Black Eye Dog”, por sinal a última canção que Drake gravou em vida e que tem inspiração na depressão! Mais, o actor demonstrou até vontade em desempenhar o papel do mítico trovador em qualquer futuro projecto videobiográfico. Ou seja, as coincidências são muitas e as especulações, tal como aconteceu com Nick Drake, ainda agora estão a começar.

Fame is but a fruit tree
So very unsound
It can never flourish
Till its stalk is in the ground...

JOSÉ GONZALEZ - Mais um...
A este ritmo a agenda esgota-se e o orçamento evapora-se. O sueco José Gonzalez passa pelo Porto a 30 de Abril próximo (Sá da Bandeira) e no dia anterior por Lisboa (Aula Magna). Já há bilhetes... Prometemos não dar mais notícias de concertos nos próximos tempos!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008


DIA DE PORTUGAL COM FEIST!
O ano de 2008 promete! As novidades sobre concertos chegam de todos os lados... Pois bem, Feist tem concertos marcados para o Porto (Coliseu, dia 10 de Junho) e Lisboa no dia seguinte (Aula Magna). Esperamos que desta vez traga a banda e já agora que ganhe nos Grammys (está nomeada para Melhor Voz Feminina, Melhor Novo Artista, Melhor Álbum Pop e Melhor Teledisco) Os bilhetes estão à venda a partir de quinta-feira. 1,2,3, 4...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008


LUNARIDADES # 41

. o título da notícia do JN não engana “Empresas de concertos num braço de ferro”. Em 2008 corre-se o risco de ter, coincidentemente e no mesmo fim-de-semana, diferentes festivais como o Oeiras Alive e o SBSR ou o Sudoeste e Paredes de Coura. Alguém se vai “aleijar”...

. a RTP ficou sem os Fedorento e ficou ressabiada! Agora temos que levar com repetições domingueiras de programas antigos. Será que é à revelia? Não foi esta a razão para a gatice ter saído há uns anos da SIC? Miau...

. o amigo NunoKarmatoon descobriu o video de um tema novo de Ed Harcourt que merece mais que cinco estreIas. O cantor confessa “I only wright songs when I’m sad”. Por favor, continua triste…

. a cara/metade masculina da dupla HugTheDj cumpriu mais um aniversário comemorado em festa rija. Agora só falta mesmo a sessão dj da praxe que sugerimos se chame, tal e qual os míticos disco dos anos oitenta, StarsOn45! Parabéns!

THE GO! TEAM
CLUBBING – CASA DA MÚSICA
19 Janeiro 2008

Verdadeira surpresa a lotação (esgotada) da CDM no sábado à noite! Para quem, como nós, já esteve em anteriores iniciativas mais calmas e a meio-gás, o êxito desta primeira edição de 2008 é, sem dúvida, um bom sinal. Como nota e bem o Diário Digital, o Clubbing é agora “Um conceito musical cada vez mais social (...) Inicialmente o conceito estranhou-se, mas está visto que se entranhou. Deixou-se de ir só pela música. Passou-se a ir pelo convívio e por ser aquele o sítio certo a estar, pelo menos uma noite por mês (...)”. Se a isto juntarmos uma banda em plena pré-fase de subida de divisão como os The Go!Team, então temos uma receita explosiva. O concerto no Oeiras Alive de 2007 tinha já despertado elogios merecidos, devidamente destacados por estas bandas e que o novo disco veio confirmar plenamente. No Sábado, desde o início do "jogo", o público esteve receptivo à dança e a voz/MC de comando, adequadamente chamada de Ninja, tinha a táctica bem definida: provocações regionalistas Porto/Lisboa, refrões previamente ensaiados, divisão do “recinto/público” ao meio, meninos vs meninas, etc. Temos quase a certeza que nada disto seria necessário para que a o concerto resultasse numa verdadeira onda frenética de dança pela simples razão que a música da equipa principal é irresistível. A mistura de influências e estilos que vão das sonicyouthianas “Junior Kickstar”, “Huddle Information” ou “Fake ID” até ao easylistening de “Thunder Lightning...”, num contínuo cola e cose de estilos bem feito, é obviamente apetecível e consistente. O ritmo é avalassador, os músicos tanto podem jogar a guarda-redes ou a ponta de lança (isto é, na bateria, baixo, guitarras...) que a equipa leva tudo à frente! O objectivo é só um: não parar, numa impressionante força colectiva que se poderá designar por TMR – Tudo ao Monte e Fé no Ritmo! The Power is On, em versão instrumental, cantada, com megafone ou aos gritos, não são precisos tonificantes que dão asas para fazer a festa (vá lá, umas cervejitas de oferta também ajudam). No encore grita-se pelo clube e a resposta é mais um complemento energético chamado “Doing it right”. As luzes da sala acendem-se, mas apetecia mesmo ouvir outra vez o excelente e já clássico/spaghetti “Everyone’s a VIP to Someone” para recuperar o folêgo. Ou muito nos enganamos ou esta é uma equipa que vamos ver muitas vezes nos nossos “relvados” e que, honra lhe seja feita, deverá cumprir a velha máxima “em equipa que ganha não se mexe”. De volta a casa, notamos que os “jogadores” masculinos do team treinam frisbee no empedrado exterior do recinto em alongamentos físicos reconfortantes e relaxantes. Seguiram-se, certamente, banhos e massagens merecidos.
Nota de reportagem: não conhecemos a Julinha, mas gostamos muito do seu kitsch mobile estacionado no exterior!



DAVID DONDERO
Casa das Artes, VNFamalicão

18 de Janeiro 2008
No auditório não havia mais de trinta pessoas assistir ao primeiro concerto de David Dondero em Portugal! Poderão ser apontadas inúmeras razões para tão fraca adesão, mas tendo em conta, por exemplo, o reduzido preço dos bilhetes (8€), que o artista era/é capa da agenda de Janeiro da CAVNF e que a própria Antena3 tinha, na véspera, dado um bom destaque à sua música, algo não funcionou. Da qualidade da música parece não haver dúvidas. Ao longo de quase uma hora e meia, Dondero, sozinho e palco, vai interpretando de forma intensa e abnegada canções dos seus dois mais recentes discos, principalmente o último e sublime “Simple Love”, de forte influência folk tão ao jeito de trovadores míticos como Woodie Guthrie. Histórias divertidas e trágicas de amizades, vícios e dependências, amores e desamores, vividas pelo próprio nas suas muitas e conturbadas viagens pela América. A voz e a guitarra juntam-se, sem falhas, para contar episódios de vida inspiradores, em composições seguras e até surpreendentes. Temas como “The Transeunt”, “South of the South, “Journal Burning Party” ou “Pornographic love song” constituem, por isso, exemplos perfeitos de trovas sobre a condição humana nos tempos modernos. Inesquecível a interpretação, já no final, de “Double Murder Ballad Suicide”, o guião perfeito para uma curta metragem cinematográfica de cariz negro e mordaz. Ou seja, concerto intenso e motivador para a descoberta urgente de um artista em ascenção. Pena, mesmo assim, que o espectáculo não tivesse subido um andar, porque no café-concerto o resultado teria sido ainda melhor...

DEZ ANOS É MUITO TEMPO...
A notícia está em todo lado mas não podíamos deixar de a dar. Depois da única e mítica passagem pelo Sudoeste em 1998, os Portishead tem, surpreendentemente, concertos marcados para Portugal em Março próximo! O Coliseu do Porto recebe no dia 26, ao que parece, o primeiro espectáculo de uma digressão finalmente agendada e no dia seguinte é vez do Coliseu de Lisboa. O novo e difícil terceiro disco é editado em Abril e do qual se esperam mais pormenores em breve. Os bilhetes já estão à venda... Rápido!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008


SIMPLESMENTE DAVID DONDERO
Quase dez ano depois do seu primeiro álbum (já lá vão oito...) David Dondero sobe hoje ao palco da Casa das Artes de Famalicão. Trata-se da primeiro concerto em Portugal integrado, aliás, na primeira digressão europeia do músico! À conversa ontem nos Bons Rapazes da Antena3, ficou-se a saber que só agora leva a música mais a sério pois só agora também começa a ganhar algum dinheiro com ela. Na versão acústica e a solo, de tradição folk, espera-se a apresentação do seu último disco “Simple Love” editado em 2007 (Team Love) e aquela intensidade e brilhantismo de uma alma solitária em contínua procura da “terra do nunca”.
DAVID DONDERO Vestige Gone

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

DUETOS IMPROVÁVEIS # 31
PAUL McCARTNEY & KYLIE MINOGUE

Dance Tonight (McCartney)
Jools Holland Hootenanny New Year Special
BBC, 31 de Dezembro 2007 (gravado a 14 Dezembro)



FAROL # 45
Aproveitando a onda cool dos Midlake, sugere-se uma ligação a um concerto da banda em Setembro de 2007 no Crocodile Cafe de Seattle. O som não é o melhor e o grupo não parece em grande forma, mas nada como tirar as dúvidas.