terça-feira, 13 de setembro de 2011

ANNA CALVI, Hard Club, Porto, 12 de Setembro de 2011











































O desafio tinha sido lançado no fim-de-semana: vamos ver a Anna Calvi? Um outro desafio, mas de ténis na televisão, deixou-nos até à última indecisos. Já com os jogadores em campo e com mensagens de insistência a cair no telemóvel, decidimos dar a primazia à menina (primeiro as senhoras) e fazer a nossa estreia no Hard Club. Em boa hora o fizemos. Com um disco portentoso que cresce a cada audição, é ao vivo que a surpresa é ainda maior. Dotes são muitos e bons. Uma presença em palco arrebatadora, um misto de timidez entre músicas (veja-se a forma acanhada como respondeu ao pedido de um fã para dizer o seu nome depois de apresentar os seus dois companheiros de palco) e uma voz que se agiganta quando canta, a destreza técnica e subtil no manejar da Fender e, não menos importante, a beleza tentadora da sua figura. Sim, Calvi é linda em cima ou fora do palco, como confirmaram todos os que esperaram por ela para uma sessão de autógrafos improvisada no corredor do mercado. Juntando-se à sua simpatia uma cortesia de desfalecer, não será difícil adivinhar que, por cá (leia-se Portugal), teremos um caso de amor à primeira vista com muitas hipóteses de casamento. Para trás tinha ficado pouco mais de uma hora de magia, com um público adulto e conhecedor, mas, obviamente, na expectativa. Não é fácil escolher um ponto alto do recital, do buckleyniano "The Devil" ao som western de "I'll be you Man" ou o furor de "Desire", mas o que dizer da versão maravilhosa de "Surrender" de Elvis Presley que está no lado B do single "Blackout" ou o inesquecível "Jezebel" de Piaf, o seu primeiro hit, com que encerrou a noite? Todos brilhantes, todos cativantes e em nenhum momento nos lembramos da Pj Harvey ou da Siouxie porque Calvi soube, de forma fenomenal, pairar acima de qualquer comparação. Numa palavra, sublime. 





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