sexta-feira, 30 de março de 2018

SÃO LUBOMYR MELNYK EM BRAGA!

O Piano Day que se comemorou oficialmente ontem, 29 de Março, ficou em branco aqui pelo norte... Mas a falha está desde já desculpada porque no âmbito do segunda edição do festival "Respira! Piano Com Pulmão" organizado pelo Theatro Circo de Braga e que ano passado trouxe até nós Douglas Dare ou Rufus Wainwright, anuncia-se o regresso do santo Lubomyr Melnyk para uma noite de celebração imperdível marcada para dia 12 de Maio, sábado, com bilhetes já em pré-reserva! Programa completo aqui.

quinta-feira, 29 de março de 2018

RAY LAMONTAGNE, FAZ-SE LUZ!





















O mestre Ray Lamontagne, uma das melhores vozes da folk americana e uma das mais antigas rendições aqui da casa, está prestes a editar o sétimo álbum de originais de nome "Part Of The Light". Totalmente escrito e produzido pelo próprio, espera-se a habitual qualidade de um artista que, apesar de premiado com um Grammy em 2011 com o disco "God Willin' and Creek Don't Rise", merecia maior divulgação e atenção da sua iluminada música. Basta ouvir e saborear este "Such a Simple Thing" para o comprovar!   

DAMIEN JURADO, HORIZONTE RISONHO!





















O álbum número treze de Damien Jurado que sairá em Maio pela Secretly Canadian marca o regresso à auto-produção, uma estratégia de isolamento propositada que resultou numa maior simplicidade na composição e que, mesmo assim, teve a ajuda de alguns amigos fiéis. Do novo trabalho intitulado "The Horizon Just Laughed" há já um brilhante avanço quer na forma quer nas imagens que abaixo se reproduz. Prometida, como sempre, está uma digressão generosa!

quarta-feira, 28 de março de 2018

BOOGARINS, Maus Hábitos, Porto, 27 de Março de 2018

E assim, de um dia para o outro, os brasileiros Boogarins marcaram um concerto no Porto no âmbito da esgotada tour de primavera portuguesa, corrigindo desta forma o sacrilégio de não visitar a Invicta, cidade onde foram já muito felizes em 2015. Felicidade, aliás, foi o que não faltou na plateia e em cima do palco, o mesmo de há três anos atrás, muito por culpa de uma relação familiar que tem na língua e, acima de tudo, na liberdade psicadélica de inspiração universal uma formula instantânea de agitação, intensidade e partilha. Bastava reparar na atitude de total entrega da banda, particularmente na satisfação indisfarçável de Fernando "Dinho" em fazer soar a sua guitarra e voz nas canções do novo disco "Lá Vem a Morte" mas ainda com tempo para algumas recordações inevitáveis a pedido da público ou até dos próprios... Resultado, uma espontânea noite de divertimento que serviu para cimentar ainda mais a amizade e espantar um qualquer espírito pessimista que transparece do álbum mais recente. Cruzes!         

MARLON WILLIAMS, ABRAM ALAS PARA O AMOR!





















O segundo disco do neozelandês Marlon Williams de nome "Make Way For Love" saído o mês passado na Dead Oceans é já uma das nossas novas perdições. Divertido e descontraído, o óbvio travo vintage rock sugere uma série de comparações, de Richard Hawley a Cris Isaak, de Lee Hazlewood ao inevitável Roy Orbinson mas é o perfume do novo country que dá cartas numa produção refinada, mais uma, do mago californiano Noah Georgeson. As canções foram escritas depois de Marlon ter rompido com Aldous Harding, a namorada de longa data, ela própria com um álbum excelente editado o ano passado e o corte motivou uma correria desenfreada na construção de novas canções, quinze num único mês! O resultado, contudo, longe das tristezas e dos desníveis emocionais é muito mais que um simples "broke up record" havendo lugar até a uma aparente reconciliação no dueto "Nobody Gets What They Want Anymore" onde os dois se voltam a entender já depois do rompimento, repetindo parcerias e hábitos antigos. O regresso do amor, suspiro, esse...
 




terça-feira, 27 de março de 2018

BENJAMIN CLEMENTINE, Centro Cultural de Viana do Castelo, 26 de Março de 2018

Passaram quase três anos sobre a estreia de Benjamin Clementine em Portugal. A então apoteótica visita a (quase) solo rapidamente derivou para uma dimensão extraordinária que chega hoje à dezena de concertos por estas bandas, uma comunhão fraterna compreensível atendendo à empatia da sua música e postura e à mais que testada sensibilidade do público português. Mesmo implicando exageros histéricos das posteriores apresentações e alguns arrelios que nos foram chegando aos ouvidos de adeptos incomodados, deixamos assentar essa poeira e logo agora que há disco novo excelente mas mal compreendido por muitos, a aposta no regresso ao vivo era irresistível mesmo que implicasse riscos imprevisíveis como a estreia do local ou a inédita versão com uma banda. Para ambos os temores a resposta foi inequívoca: auditório funcional, som de sala sem mácula e um artista e restantes músicos num apogeu intenso, divertido e meteórico onde um Benjamin bem disposto e imperial foi medindo a interacção com o público de forma crescente, um jogo de parada e resposta em jeito de aula de canto colectiva ora a propósito de "I'm sending my condolences to fear..." no final de "Condolence" ou da emblemática expressão ao ritmo das palmas "I'm an alien just passing... in Portugal" adaptada de "Jupiter" e que transportaram o espectáculo para um delírio máximo durante a volta literalmente completa ao recinto que o artista acelerou ao lado da banda enquanto se fazia ouvir em uníssono a repetição do nome "Porto Bello" do tema "The Ports of Europe". O que é isto? Pois, a festa e sorrisos transbordaram de fora e dentro da sala para o palco e o encore com "London", "Nemesis" e o inevitável "Adios" haveria de ser somente o apogeu vibrante de uma noite acima das nossas, das vossas, melhores expectativas e onde a aparição de um extraterrestre artístico, mesmo só de passagem, será para sempre relatado como verdadeiro e bem visível junto ao porto de Vi(e)na do Castelo. Funtástico!



segunda-feira, 26 de março de 2018

ANTÓNIO PINHO VARGAS, Auditório da Junta de Freguesia de Campanhã, 24 de Março de 2018















O tiro de partida do programa "Cultura em Expansão" de 2018 na sua variante "Fala-me ao Ouvido", uma notável iniciativa da Câmara Municipal do Porto que espalha música por locais inusitados das freguesias, não podia ter tido melhor estreia. António Pinho Vargas regressou ao Porto em noite de chuva e vento mas as gentes da cidade rapidamente abarrotaram o pequeno auditório da Corujeira para o ouvir contar histórias como se pretendia - umas já conhecidas, outras inéditas como a do disco abortado com a Amália gravado numa sala de estar lisboeta - e apresentar uma selecção de trechos ao piano. Perante a intimidade vivida, a partilha resultou em momentos de forte vibração, exemplar na genial modernidade de "General Complex" mesmo sem a contribuição de Maria João ou na clássica eternidade de "Tom Waits", esse pedacinho de património colectivo a merecer classificação imaterial! Um raro concerto, dez longos anos depois, que encheu os espíritos de todos os presentes, uma mistura geracional assinalável que prova que a boa música não tem idade nem rótulo e que calou bem fundo o coração do próprio compositor aquando da ovação final. Um Piano Day antecipado, mas dias de piano como este deviam ser todos os dias, vá lá, todas as semanas...

domingo, 25 de março de 2018

SHANNON LAY, Maus Hábitos, Porto, 23 de Março de 2018

Qualquer audição do reconfortante "Living Water", o segundo álbum de Shannon Lay, sugere uma considerável maturidade artística para uma tão jovem compositora mas se olharmos às boas companhias e padrinhos, de Kevin Morby a Ty Segall, a surpresa da sua ascensão será só a confirmação de muito talento e persistência. Faltava a prova dos nove a três dimensões mas a passagem pelo espaço portuense acabou por constituir um simples exercício de distinção em que a subtileza e a fragilidade das canções ganharam plena dimensão e onde o toque de classe do violino de Laena Geronimo elevou ainda mais o louvor. Vinte canções, vinte pérolas, nota vinte!






sexta-feira, 23 de março de 2018

LIIMA, Café Concerto, C.C. Vila Flor, Guimarães, 22 de Março de 2018

Se houvesse prémio para as bandas mais irrequietas no panorama indie rock da última década, os Efterklang deveriam ocupar o pódio sem dificuldades. Discos com orquestras, concertos em jeito de epitáfio com direito a filme, rádios online, viagens etno-musicais por ilhas dinamarquesas ou colaborações diversas como as que o trio fundador decidiu inaugurar com o baterista finlandês Tatu Ronkko em 2016 sob o nome de Liima, são só alguns sinais dessa constante inquietude. O nosso país tem sido, aliás, um território previligiado para experiências e inspirações como as que Casper Clausen desenvolve actualmente por Lisboa e que teve já apresentação informal e algumas das canções que motivaram a estreia a norte dos Liima foram até compostas por Viseu ou pelo Funchal em tempos recentes, passando a fazer parte do álbum agora em rodagem chamado circunstancialmente "1982". Esse ano de nascimento de Clausen bem impresso no casaco desportivo com que se apresentou depois de despir o impermeável branco das primeiras canções, poderia ser uma simples marca para avivar memórias e suspirar nostalgias mas a música do novo disco vai muito mais longe nos trejeitos de época, alcançando uma sofisticação saborosa que foi recebida de braços abertos no espaço vimaranense. O último trabalho foi, por isso, o fio condutor do serão onde a bateria de Ronkko fez maravilhas, o baixo de Rasmus Stolberg encheu as canções de groove, as teclas e samples de Mads Bauer planaram a preceito e a boa disposição de Casper Clausen andou à solta entre microfones, piadas ou deambulações pelo público com direito a abraços como a que culminou a apresentação de "Amerika", uma das recordações do primeiro álbum. Excelente concerto, na altura certa e onde aquele ambiental "The Winner Takes It All" dos Abba a servir de adeus foi a cola (Liima em finlandês) certa para uma noite vitoriosa e memorável! Beside the victory that's her destiny...









quinta-feira, 22 de março de 2018

DUETOS IMPROVÁVEIS #205

KEVIN MORBY & KATIE CRUTCHFIELD
Downtown's Lights (Morby)
St. David's Episcopal Church, Austin
Festival SXSW, Março de 2018

A MAGIA DE ROBERT KIRBY!





















A vida do produtor e arranjador britânico Robert Kirby (1948-2009) ficou traçada no dia em que conheceu Nick Drake em Cambridge e quando ouviu pela primeira vez a intemporal orquestração para o poema sonoro "She's Leaving Home" dos The Beatles. Ao lado do amigo Nick haveria de gravar "Five Leaves Left" e "Bryter Later", discos onde repousam uma série de arranjos únicos e mágicos traduzidos em temas como "Day Is Done", "Hazey Jane" ou o instrumental "Introduction". É precisamente esse pedacinho que abre uma inédita e recente compilação da responsabilidade da casa inglesa Ace Records que dá conta dessa parceria e muito mais - bem notória no título do disco e até no desenho da capa muito ao jeito da de "Five Leaves Left" - mas entre os vinte temas há ainda uma notável variedade de colaborações datadas da década de setenta, de John Cale a Vashti Bunyan, de Ian Matthews a Sandy Denny, que confirmam o toque de Midas que Kirby emprestou ao chamado folk-rock inglês. Magia pura... basta ouvir abaixo os surpreendentes casos dos Spriguns ou Keith Christmas!   







quarta-feira, 21 de março de 2018

O DIA DA POESIA NUM FADO!

Porque gostamos de fado, daquele trágico, puro, de olhos fechados e de quando ele se junta a uma grande lírica, aqui fica um expoente desse arrepio com música de Marceneiro, poesia de Vasco Lima Couto e a imbatível Amália.

Meu nome sabe-me a areia
Que cresce num rio novo
Entre as verdades que sonho
E as tristezas que transponho
Meu nome sabe-me a povo

Corre os caminhos do mundo
Como um tronco de raiz
E se canto uma saudade
Eu limito à humanidade
Aos campos do meu País

Meu nome gastou os dias
Que eu tive de amor ao lado
Vivo a apagar uma estrela
E no desejo de vê-la
Meu nome sabe-me a fado

sexta-feira, 16 de março de 2018

SCOTT MATTHEWS, MEIA DÚZIA!





















O sexto álbum do inglês Scott Matthews está em fase adiantada de recolha de fundos com vista à sua publicação mas as gravações estão quase prontas. Chama-se "The Great Untold", tem capa magnífica pintada pelo holandês Rogier Willems e saída prevista para a primavera na sua editora Shedio Records, altura em que terá início a respectiva digressão por terras britânicas. Aqui fica um travozinho doce...

UAUU #423

MOLLY DRAKE, UM FILÃO INESGOTÁVEL?





















Em 2013, a divulgação surpreendente de muitas canções caseiras e inúmeros poemas escritos por Molly Drake confirmou, desde logo, a fonte principal da veia artística do filho Nick Drake, dando aso nos últimos anos a edições de discos oficiais por vontade e comando da filha e actriz Gabrielle, a única herdeira de tão valioso património. Se o ano passado esse filão foi já devidamente explorado pelas irmãs Unthanks num grande disco de versões tranquilizadoras já por aqui sugerido a que se seguiu uma intensa digressão de apresentação por terras britânicas, surge agora disponível uma edição luxuosa, mais uma, em forma de livro vintage baptizada de "The Tide's Magificient" onde se guardam, para além de fotografias, setenta e nove poemas escritos entre 1935 e 1993 e vinte sete canções reunidas em dois cd's! Os temas são na sua maioria uma repetição do disco inicial mas há, contudo, sete inéditos passados a forma digital por John Wood, produtor e engenheiro responsável por "Pink Moon", o último álbum de Nick Drake editado em 1971. De referir que Molly Drake não se coibiu de compor canções sobre o filho como é o caso de "Poor Mum", uma aparente resposta materna ao excelente bossanoviano "Poor Boy" escrito por Nick para o disco "Bryter Later" ou um desconhecido "The Bath Song", tema não incluído nesta edição o que nos leva a especular sobre a dimensão do legado à espera de oportunidade... 



quinta-feira, 15 de março de 2018

LEON BRIDGES, COISA BOA!

O muito esperado regresso de Leon Bridges aos discos acontece oficialmente a 4 de Maio com a edição de "Good Thing", efectivamente coisa boa atendendo aos dois temas entretanto já conhecidos. A fasquia está alta depois da enorme estreia com "Coming Home" e seria de todo conveniente fazê-lo aportar a um palco por perto no próximo verão (estará em Madrid a 14 de Julho)... 



SONDRE LERCHE, FINALMENTE SOZINHO!





















Passaram já treze anos desde a passagem de Sondre Lerche a solo pelo já mítico Festival Para Gente Sentada de Santa Maria da Feira, uma segunda edição onde também se estrearam em Portugal nomes como Damien Jurado ou Patrick Wolf. O serão ficou-nos sempre na memória pela destreza e savoir faire com que o norueguês enfrentou simplesmente com a guitarra eléctrica a apresentação das canções do agora clássico disco "Two Way Monologue", usando e abusando do humor e sarcasmo para disfarçar algum cansaço mais que notório causado pelas sessões de gravação em que estava nessa altura envolvido e que dariam origem ao disco de jazz "Dupper Sessions" no ano seguinte. Nesse tom semi-acústico ou parecido nunca mais lhe pusemos as vistas os ouvidos em cima e depois de emigrar em 2005 para os E.U.A. onde se dedicou a registar discos pop ou bandas sonoras, atingiu um pico criativo o ano passado com um grande álbum pleno de grandes e luxuriantes canções que recebeu o simples nome de "Pleasure". Pois bem, no Dia dos Namorados do mês passado passou a estar disponível uma versão acústica de todas esses temas que são um regresso às origens saboroso e a fazer lembrar a noite longínqua do Cine-Teatro António Lamoso...



quarta-feira, 14 de março de 2018

JONATHAN WILSON EM GRANDE!

O que faz a Bedouine num clip retro do Jonathan Wilson? E as Lucius lá trás nos coros? Apesar de serem bons sinais, isso agora não interessa para nada atendendo ao calibre da canção, do disco e do artista. Grande!

(RE)VISTO #69





















BETTY DAVIS: LA REINE DU FUNK
de Phil Cox, França, Canal Arte, Março de 2018
A história da mítica Betty Davis é ainda hoje um enigma obscuro. O seu desaparecimento após gravar vários álbuns de puro funk plenos de raiva e revolta é o resultado aparente de uma vida de alvoroço e obstinação que ganhou contornos depressivos após a relação com Miles Davis com quem tinha casado em 1968. A sua influência na música do marido é bem notória durante o chamado período eléctrico (1968-1975) da carreira do trompetista, marcando alterações na sua personalidade e até da sua forma de vestir, uma relação curta e tempestuosa mas que incluiu a produção e colaboração em discos impressionantes. A fama, essa já ninguém a podia apagar mercê das arrojadas e provocadoras actuações ao vivo, das canções sedutoras e irresistíveis e uma atitude de confronto impagável que escondia um desespero diluído em muitos fantasmas e negritudes.
Realizar um documentário sobre este percurso na procura de respostas é, sem dúvida, uma tarefa arrojada que o canal Arte, sempre atento, suportou sem receios mas que deixa algum travo a desilusão. Como primeira abordagem com o aparente beneplácito da própria artista, o documento é, mesmo assim, curioso e interessante apesar de um lirismo a mais que não retira mérito ao esforço. Seja como for, recomendável. (disponível em streaming directo até dia 5 de Abril).

segunda-feira, 12 de março de 2018

3X20 MARÇO













LES FILLES DE ILLIGHADAD, Auditório de Espinho, 10 de Março de 2018

Há por vezes concertos que não precisam de muitas palavras. O simples acomodar-nos numa cadeira pode ser o princípio de uma viagem de que não custa nada levantar voo, planar e aterrar bem acordados. A "agência de viagens" com sede no Níger chama-se Les Filles de Illighadad e tem ao comando três primas que se apaixonaram pela música, pelas guitarras e decidiram partilhar o seu sonho com uns sortudos como todos os que compareceram em Espinho. Obrigado pela jornada e pela magnífica hipnoterapia!








domingo, 11 de março de 2018

DEAD SEA + SLOWDIVE, Hard Club, Porto, 9 de Março de 2018

E à terceira foi de vez! Depois de falharmos a primeira oportunidade em 2014 no Primavera portuense, depois de uma segunda investida à distância mas, mesmo assim, saborosa em Coura no ano seguinte, chegou o dia merecido para os Slowdive nos mostrarem o que ainda valem em nome próprio com um recinto e palco apropriados e, importante, a reunião sagrada de muitos fãs portuenses. Não será difícil concluir que a banda valeu ouro em cada uma das canções apresentadas, um alinhamento rodado, oleado e sem falhas que cresce e floresce entre clássicos e novos temas do grande disco de 2017 que encaixam na medida certa nos novos tempos de reinvenção e modernidade. Sem truques, sem floreados, os Slowdive seduzem pela insistência num estilo lendário de extremo bom gosto e beleza que alcançou um subliminar êxtase com a clássica a inimitável versão de "Golden Gair" de Syd Barrett mesmo antes do encore. Poderoso!

(+ videos no Canal Eléctrico)









Antes, apresentaram-se os franceses Dead Sea, um aquecimento que se mostrou do agrado da maioria já instalada e atenta num estilo apelidado de "turbo chillwave" eficaz na animação e agitação sempre difícil de concretizar para qualquer banda de abertura. A descobrir!   

quinta-feira, 8 de março de 2018

KING KRULE, GRANDE PASSO PARA A HUMANIDADE!

Um pequeno passo para o homem King Krule mas um grande passo para a humanidade dos discos ao vivo - o primeiro registado em solo lunar. Tá bem tá... Houston, temos um problema!

ROY AYRES DE SECRETÁRIA!

LUCY DACUS, UMA FORÇA DE MULHER!





















O Dia da Mulher que hoje se comemora talvez encontre na jovem norte-americana Lucy Dacus um bom exemplo de dedicação, persistência e talento a ter em atenção. O segundo trabalho "Historian" editado pela Matador esta semana é, sem dúvida, uma força da natureza equilibrada e consistente bem ao jeito de Sharon Van Etten ou até Cat Power e que vai, merecidamente, fazer furor e alguns knockouts em versão ao vivo. A história e entrevista que o New York Times publicou no mês passado foi, talvez, o disparar definitivo de um rastilho imparável que teve na canção "I Don't Wanna Be Funny" do primeiro álbum a faísca causadora de um fenómeno artístico pleno de potencialidades inatas e adquiridas.



quarta-feira, 7 de março de 2018

VON TEESE E TELLIER, A VIDA É UM JOGO!





















Juntar a glamorosa Dita Von Teese a Sébastian Tellier parece uma jogada perigosa e arriscada mas o irrequieto compositor francês sempre soube como "calcar o risco" artístico de forma a deixar marcas fortes. Elas são bem notórias no álbum que escreveu e compôs na totalidade para a artista americana, dez canções sedutoras e acetinadas bem ao seu jeito que a Record Makers editou recentemente e que recebeu o nome da pin-up, ele próprio um cartão de visita mais que sedutor! Só nos resta entrar no jogo...





UAAU #421

terça-feira, 6 de março de 2018

LISA HANNIGAN RUMA A NORTE!















Como noticiado a semana passada, a irlandesa Lisa Hannigan tem dois concertos marcados para o norte do país em dois locais a descobrir em Fafe (Teatro Cinema, sexta-feira, dia 4 de Maio) e Chaves (Auditório do Centro Cultural, sábado, dia 5 de Maio). É o regresso depois da passagem pelo Alive em 2012 e uma óptima oportunidade para testar a três dimensões as canções do magnífico disco de 2016 chamado "At Swim". Aqui fica uma excelente dose tripla...






PIANO DAY, E O PORTO?












Como já é tradição, o 88º dia do ano (tantos como as teclas do instrumento) serve como marca para a comemoração do Dia do Piano, uma ideia inspiradora do alemão Nils Frahm. A quarta edição decorre já no próximo dia 29 de Março, quinta-feira, e entre os muitos eventos agendados por essa Europa fora não há, por agora, nenhum no Porto ou arredores ao contrario de Coimbra que, muito bem, terá Tiago Sousa. Anyone, anywhere?

PERRY BLAKE, ESPERANDO!

Os contratempos na promoção e edição do seu último álbum, trabalho já com cinco anos, leva-nos a especular que o novo disco de Perry Blake, que devia estar por agora disponível, não têm ainda título ou data certa para aparecer. Aparentemente em fase de mistura, ficamos pelo single "Diamonds In The Sun" lançado em Outubro passado acompanhado por uma versão de Billy Idol, nem mais! Resta-nos esperar... 


segunda-feira, 5 de março de 2018

domingo, 4 de março de 2018

COURTNEY E VILE & Cª, MARAVILHA!

Uma cidade, um teatro, dois músicos, um grupo de persistentes habitantes, a amizade e... a música. Grande documento!

JONATHAN WILSON, UM LUXO!

Acabamos agora de ouvir o novo álbum de Jonathan Wilson, para aí a décima vez desde sexta-feira! Conhecíamos a poção de muitos dos seus encantamentos, já a testamos ao vivo com efeitos mágicos, mas este regresso ao fim de cinco anos com o disco "Rare Birds" é um ainda de um nível mais avassalador. Wilson fala num acto de amor e diz-se orgulhoso de cada canção, de cada palavra e de cada som e não é coisa para menos - há por aqui um traço cintilante de tradição pop que bebe do caldeirão dos Beatles, dos incontornáveis ELO de Jeff Lyne ou na subtileza dos Fleetwood Mac mas com uma intuição sonora que nos deixa rendidos e a pedir, sempre, a repetição. Um dos discos companheiros do ano já cá canta e, de certeza, um luxo sem idade para ouvir muitas vezes de princípio ao fim sem contemplações ou freio! 

quinta-feira, 1 de março de 2018

SIVU, SEMPRE CATIVANTE!


















Na senda de uma notável e merecida ascensão, o britânico James Page aka Sivu pôs cá fora "The Unfruitful Love", um EP com duas novas versões de "Sweet Sweet Silent", tema título do magnífico álbum do ano passado a que acrescentou o inédito de alto calibre "Four Leaf Clover Love" composto durante um período conturbado que ainda vive na gestão do síndrome de Ménière, um incómodo problema na audição nada fácil para quem vive da música. Aqui fica esse inédito toque de classe e a canção "Kin and Chrome" com direito a novo video a preceito.