sábado, 30 de janeiro de 2021

SUSPIRO #04

RUFUS WAINWRIGHT 
Live KEXP at Home Radio 
Seattle, E.U.A., Dezembro de 2020

DUETOS IMPROVÁVEIS #232

SAM EVIAN & ANDY SHAUF 
I'll Be Home (Randy Newman) 
Dezembro de 2020

ALLRED & BRODERICK, (RE)SUMO!














A colaboração entre David Allred e Peter Broderick deu já fruto maduro num excelente álbum editado em 2018 que confirmava parcerias antigas e amizade crescente quer na partilha da casa Erased Tapes quer em aventuras desafiantes. Uma delas, no mesmo ano, foi a composição original da música para o filme #monalisa, uma maratona fílmica de onze horas, que agora sofreu uma apertada e sumarenta selecção destinada a um álbum de quarenta e dois minutos chamado "What the Fog" editado pela Dauw, casa avant-garde de Ghent que associa música ao lindíssimo trabalho artístico de Femke Strijbol. A versão de vinil em edição limitada é, aliás e mesmo à distância, uma peça apetecível

Quanto ao filme, uma totalidade de imagens impressionante disponível para visualização ali a baixo, resulta de uma constatação evidente e questionável que confirma que oitenta por cento dos 10,2 milhões de visitantes do Museu do Louvre só querem ver a Monalisa de Leonardo da Vinci. A dupla de realizadores Jennifer Anderson e Vernon Lott, parelha que realizou já alguns videos para o próprio Broderick, decidiu filmar então o comportamento desse público em câmara-lenta ao longo de três dias - se efectivamente olham ou não para a pintura, como desprezam outras maravilhas ou como tiram as famosas selfies - o que nos proporciona uma panorâmica brutal sobre os saudosos tempos pré-pandémicos...



quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

FIELD MUSIC, UMA CANÇÃO E UMA EXPOSIÇÃO!















Talvez a melhor descrição dos nossos queridos irmãos Brewis de estimação, os britânicos Field Music, começava com qualquer coisa como "se a aclamação da crítica fosse trocada por dinheiro, os Field Music comprariam casas enormes no campo"... A qualidade dos discos e das canções pode, obviamente, espelhar muitas influências e géneros mas a banda alcançou, desde sempre, um som muito próprio de inegável mestria pop que, infelizmente, continua a passar ao lado de uma imensa maioria e que merceria outro reconhecimento. Aqui pela casa não perdemos nunca tempo a fomentar e divulgar a sua validade e urgência, o que torna a acontecer com o novo tema "Orion From The Street" surgido em Dezembro e que agora recebeu tratamento video a cargo do mano Peter e animação artística de Kevin Dosdale, multi-instrumentista da banda. Adivinha-se, assim, mais um potencial grande álbum sem data definida mas que será, como todos, bem recebido. 

Entretanto, à faceta de criadores de canções junta-se também a de curadores como se prova pelo convite recebido do Arts Council de Sunderland, cidade natal do noroeste de Inglaterra, para a definição de um percurso expositivo selecionado a partir das colecções públicas e que culminou na mostra "Paint the Town in Sound", uma exploração da relação da arte com a música e que inaugurou ainda um novo local de concertos e perfomances chamado The Fire Station. Entre peças de Helen Cammock, Jeremy Deller, Peter Blake, Anthea Hamilton, Graeme Hopper ou Roberta Smith contam-se também capas de discos dos The Kane Gang, Prefab Sprout, Pet Shop Boys, The Buggles ou até os Dire Straits a que se juntou uma lista de canções seleccionada pelos próprios em tons de banda sonora paralela e que podem ouvir aqui. A mostra pode ver-se e rever-se online até 21 de Fevereiro.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

BUZZY LEE, FILHO DE PEIXE (NÃO)...
















Filho de peixe sabe nadar. Em qualquer ditado dito popular a regra nem sempre se confirma, o que no caso de Sasha Spielberg, isso mesmo, filha de Steven Spielberg, é mesmo verdade apesar de uma semi-carreira de actriz em muitas películas do pai (de "Terminal de Areoporto", a "Munich" ou "The Post") e outras de teor secundário. A menina apostou foi a sério na música desde pelo menos 2013 ao lado do seu amigo de colégio Nicolas Jaar com quem formou o duo Just Friends de travo pop-electrónico mas que em 2018 ganhou contornos a solo atrás do nome Buzzy Lee. Manteve-se, no entanto, a colaboração decisiva do compadre Jaar no EP de estreia "Facepaint" que agora se alonga a um álbum inteiro a sair depois de amanhã. 

Do disco "Spoiled Love", registado em Los Angeles e inicialmente previsto para Novembro último mas, como muitos, forçosamente adiado, conhece-se o único e excelente tema "What Has A Man Done", aumentando a expectativa sobre as restantes oito canções, o que atendendo a uma ecléctica lista de escolhas divulgada e assumida nos sugere estarmos perante uma agradável surpresa. As encomendas físicas são já possíveis e podem até escolher a cor da capa (já não é só a cor do vinil) mas vão ter que esperar até Abril.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

PEARL CHARLES, RETRO-DELÍCIA!






















Se há por aí alguém que despreza os ABBA ou a Olivia Newton John pode passar à frente desta confissão. Como aqui pela casa fomos habituados a cantarolar bem alto e de cor muitas das suas canções com o gira-discos em modo repeat (sim, a tecnologia analógica também o permitia e sem avarias), acabamos rendidos, neste maldito início de ano, ao terceiro disco da jovem Pearl Charles

O seu título, nada ingénuo, "Magic Mirror" é mesmo uma alusão feliz ao regresso vibrante e simultaneamente nocturno e soalheiro a uma onda west coast com toques de slide guitar country, saxofones 80's e uma coceira disco de tirar o pó às lantejoulas. Nada de novo, é certo, se pensarmos noutras recentes tentativas bem sucedidas de Natalie Prass ou Kacey Musgraves, mas já não temos cura nem vacina eficaz para estas delícias retro. Dig in the dancing queen...



FUTURE ISLANDS DE SECRETÁRIA (CASA)!

WHITE & HOLLEY, UMA REFLEXÃO EXPERIMENTAL!

Prever o conteúdo do álbum que Matthew E. White e Lonnie Holley vão editar em Abril tem nos mais de sete minutos de "This Here Jungle of Moderness/Composition 14" uma misteriosa mas segura pista. A inesperada colaboração, motivada por um encontro ao vivo em 2019, aposta abertamente numa vertente experimental de poderosa energia onde às líricas surrealistas e de denúncia ecológica e social que Holley não dispensa se junta uma contínua e robusta sinfonia groove de cordas, coros e metais saídas do intocável dão de arranjador a que White nos foi habituando. 

São, assim, cinco as longas composições escritas a meias que integram "Broken Mirror: A Selfie Reflection" com desenho e artwork trabalhado por Holley com a ajuda de Travis Robertson e com selo da Spacebomb Records, casa de discos do próprio White fundada em 2012. Promissor!

domingo, 24 de janeiro de 2021

NICK CAVE, PARA MATAR SAUDADES!

Sabemos que o concerto de Nick Cave & The Bad Seeds na Royal Arena de Copenhaga registado em Outubro de 2017 e editado em disco um ano depois está quase todo aos bocadinhos no youtube. Mas, adivinhando a madorra da noite de hoje, sintonizem a RTP2 ali perto das 23h00 e vão com certeza dormir melhor...

KING KRULE, IMAGINE-SE!

Uma versão de "Imagine" de John Lennon talvez fosse uma das últimas coisas saídas da vontade de King Krule que a registou, mesmo assim, a pedido de um amigo no verão passado. Ao ouvi-la, afinal, tudo faz sentido. Magnífica! (o desenho é da autoria do irmão Jack Marchall).

sábado, 23 de janeiro de 2021

VAMOS LÁ, FIQUEM EM CASA PARTE II

Onze meses depois, o regresso penoso a um confinamento indesejável acrescenta medos e, infelizmente, multiplica receios. Valha-nos a boa disposição de Erland Oye e Cª. #stay Safe stay Strong!

LAURE BRIARD, TUDO NUMA BOA!






















Remonta a 2017 o encontro da francesa Laure Briard com os amigos Boogarins num estúdio de São Paulo, Brasil, uma parceria que floresceu no EP "Coração Louco" do ano seguinte que por aqui elogiamos e aplaudimos num esforço inteiramente cantado em português. A menina, contudo, voltaria à língua materna com o álbum "Un Peu Plus D'amour S'il Vous Plaît" motivo para uma alargada digressão nacional no final de 2019 a que alguns, poucos, compareceram. Em palco, essa marca tropical confirmou-se no entanto bem enraizada, assumindo sem medo a língua portuguesa mesmo que por vezes incompreensível mas notoriamente prazenteira. Há agora uma nova insistência...

A amizade referida com os Boogarins sugere ser a responsável por um outro EP de nome "Eu Voo", começado no registo há quatro anos mas que só recebeu os toques finais em Janeiro passado no Dissenso Studio pelo mesmo produtor Marius Duflot. O tema título tem já video oficial registado por terras espanholas e o disco de seis temas inteiramente em português estará disponível em Fevereiro pela Midnight Special Records, casa que editou em Junho último uma inesperada recreação de "Grandeza" da autoria de Sessa, outra amizade paulista, inicialmente pensada para uma adaptação em francês mas que se quedou na versão original de formosa onda pop. Tudo numa boa!



sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

MAX RICHTER DE SECRETÁRIA (CASA)!

MUNDO ESPERANÇA!

O mais tocante momento da tomada de posse do presidente Joe Biden está para sempre eleito - o poema "The Hill We Climb" da autoria e apresentação da jovem poetisa Amanda Gorman. Um dos que, como muitos, se emocionaram foi Rostam Batmanglij, teclista dos Vampire Weekend, que decidiu improvisar ao piano e em G Major um fundo musical para o poema, um esforço desnecessário que podem ouvir abaixo. Diríamos que os cinco minutos originais de transcendência e beleza bastam por si só para que a esperança, pouca, num mundo melhor se mantenha acesa...


quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

SUSPIRO #03

MATT BERNINGER 
Long Distance Call, Arte Concert Festival
Los Angeles, E. U. A., Novembro de 2020
 

BILL CALLAHAN, DOCES DA CASA!













O momento é, para além de saboroso e divertido, uma raridade - Bill Callahan em conversa (à distância?) com Stephan Kallao do programa World Cafe da WXPN, rádio pública da Universidade de Pensilvânia, Filadélfia e a partilha de três docinhos caseiros, a saber, "Let's Move to the Country", "35" e "Protest Song", todos do último "Gold Record". Para ouvir gostosamente em casa, como só pode e deve ser.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

ED HARCOURT, CELEBREMOS!






















Chama-se "Kakistocracy" o álbum comemorativo da partida de Trump, e o finar da sua caquistocracia, que o britânico Ed Harcourt decidiu oferecer para descarga gratuita durante vinte e quatro horas (já não fomos a tempo) e onde se revelam treze instrumentais criados, segundo o artista, aquando da tomada de posse há quatro anos. São de Harcourt a totalidade dos instrumentos com a excepção do violino de Gita Langley. Hip, hip...

UAUU #569

GO, JOE!

Em 1973 os The Honey Drippers lançaram a canção "Impeach the President" como forma de protesto no forçar da destituição do presidente Richard Nixon então envolvido no escândalo do "Watergate" que o obrigaria à renúncia e consequente demissão no ano seguinte. O tema, contudo, seria ao longo dos anos seguintes continuamente samplado por mais de 700 vezes muito à custa dos famosos breaks de bateria, mantendo a sua frescura e validade até sempre... 

No dia de hoje, em que nos despedimos de um político figurão que só esteve interessado em desunir pela mentira e prepotência gananciosa, nada como voltar a ouvir a canção na excelente versão lançada já em 2019 pela The Sure Fire Soul Ensemble com a ajuda de Kelly Finnigan na voz e do famoso Jake Najor na indispensável bateria. Para que o seu mau exemplo seja também uma lição de história que não se pode esquecer mas pela qual se pode prevenir na repetição, seria bom que a destituição acabasse mesmo por se concretizar como bandeira desfraldada de justiça e esperança. Go, Joe!


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

DANIEL JOHNSTON, A EXPOSIÇÃO!






















A faceta de cartoonista ou outsider do desenho de Daniel Johnston terá a partir do final do mês uma homenagem em forma de exposição sob tutela dos Electric Lady Studios de Nova Iorque, entidade que organizou e supervisionou em Setembro passado um tributo ao saudoso músico falecido em 2019. Em "Daniel Johnston: Psychedelic Drawings" serão apresentados cerca de trinta originais feitos no habitual marcador que poderão ser apreciados presencialmente mediante marcação prévia ou online de 28 de Janeiro a 7 de Fevereiro como fazendo parte da edição deste ano da Outsider Art Fair da cidade. 

A mostra com curadoria de Gary Panter, ele próprio um desenhador e músico em part-time, reforça e engrandece certamente um mundo muito próprio cheio de heróis pop de eleição como o Capitão América ou personagens (Satanás, p.ex.) revertidos pelo espelho das suas próprias aspirações, medos ou resistências como as que teve de enfrentar ao longo da sua vida e que foram já publicadas em livro em 2009. 


HANDS HABITS, MÃOS NO LIXO!






















Uma nova canção e uma versão inédita de Meg Duffy aka Hand Habits serão incluídas num novo EP a sair em Fevereiro pela Saddle Creek e com direito a 7" de vinil - "dirt" contempla o tema "4th of july", uma cover de "I Believe in You" de Neil Young (uma tendência coincidente nos últimos meses com reprises a cargo de Helado Negro, Kurt Vile ou Moutain Man) e ainda uma remistura de "what's the use" pela jovem australiana Katie Dey que recentemente fez também uma remix para "Hours", tema do último EP de Tomberlin. 

Já agora, continuam gratuitamente disponíveis as três covers (Fleetwood Mac, Simon & Garfunkel e AABondy) realizadas por Duffy para a The Lagniappe Sessions do sítio do costume.... 

sábado, 16 de janeiro de 2021

SUSPIRO #02

LAURA VEIRS 
Discoteca Music Millenium
Portland, E.U.A., 2 de Novembro de 2020

BEAUTIFY JUNKYARDS, VIBRAÇÃO CÓSMICA!






















O colectivo lisboeta Beautify Junkyards publicou ontem o quarto álbum de originais, neste caso o segundo na casa inglesa Ghost Box depois de "Invisible World" de 2018. A receita espalha-se em curtas distâncias entre o habitual psicadelismo pastoral e a tropicalia onde colaboram Nina Miranda (Smoke City), Alison Bryce (Lake Ruth) ou o harpista Eduardo Raon e que resultam numa colorida panóplia de sonoridades e perspectivas agregadas na sua plenitude a uma "Cosmorama", título virtuoso e metafórico do novo disco. Um reforço notável de um mundo cativante e muito próprio de uma banda cósmica de que nos devemos orgulhar...  
  

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

THE WEATHER STATION, BENDITA IGNORÂNCIA!

O lamiré de Outubro passado antecipava a boa novidade - um disco de originais de The Weather Station a sair em Fevereiro a que se chamou ironicamente "Ignorence" e onde a menina Tamara Lindman se aproxima de uma plenitude artística assinalável. 

O desiderato, já registado em 2019, nota-se ao longe na qualidade e conceitos dos videos para as novas canções, nota-se nos arranjos da própria ou de Owen Pallett para o conjunto de cordas, na sua auto-produção ou na masterização a cargo do consagrado português João Carvalho no seu famoso estúdio canadiano. Ou seja, só bom tempo que não se pode, de maneira nenhuma, ignorar.  


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

UAUU #567

SUSPIRO #01

Atendendo a que a data de regresso aos concertos internacionais não se afigura fácil de adivinhar, quanto mais de concretizar, a nova rubrica pretende ser uma suspirada e paliativa selecção semanal de perfomances à distância a que infelizmente nos fomos habituando. Até quando? 

AOIFE NESSA FRANCES 
A Live Concert Film, Set Theatre 
Kilkenny, Irlanda, 22 de Dezembro de 2020

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

CASSANDRA JENKINS, O REEQUILÍBRIO!






















Cassandra Jenkins, habitual colaboradora de Eleanor Friedberger, Craig Finn (Hold Steady) ou dos extintos Purple Mountains, tem agora pronto um segundo disco de originais que sairá em Fevereiro próximo pela Ba Da Bing Records de Brooklyn, uma casa nos E.U.A. onde se dão a conhecer outras vozes maravilha como Aoefi Nessa Frances, Tiny Ruins ou Katie Von Schleicher. 

A própria confessa alguma dureza no cimentar das novas canções depois de um período definido como difícil na procura de conforto entre o caos vivido no passado e alguma estabilidade emocional mais recente, um limbo que "An Overview on Phenomenal Nature", nome nada inocente do disco, tenta ultrapassar. Na capa brilha "Light, kite and string" (acima), uma criação original do artista norueguês Ole Brodersen pertencente à série "Trespassing" (2015-2016). Como atestado primeiro avanço desse aparente reequilíbrio aqui fica "Michelangelo".  

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

MOLLY BURCH GOES WILD... NOTHING!
















Colegas de editora, a nova-iorquina Captured Tracks, a menina Molly Burch e o menino Jack Tatum aka Wild Nothing gravaram pelo menos uma canção juntos numa sessão realizada em Fevereiro passado em Richmond, Virginia, cidade natal de Tatum. Ao ouvir "Emotion", assim se chama a inesperada novidade, percebe-se melhor do que se trata: uma canção cuja híbridez traz alguma anomalia no tempo que demora a entranhar-se.... 

BUCK MEEK, SEGUNDO A SOLO!

Aproxima-se um segundo álbum a solo de Buck Meek, guitarrista dos Big Thief e peça fundamental na sonoridade da banda. Com "Two Saviors" a sair dia 15 de Janeiro talvez se perceba em definitivo que à magistral composição de Adrianne Lenker se deva juntar a perseverança e robustez das canções de Meek, um mundo muito próprio que se transmite no primeiro avanço "Pareidolia" que, aliás, tocou a solo em estreia misteriosa aquando da passagem pelo Parque da Cidade em Junho de 2019. 

O novo trabalho foi produzido por Andrew Sarlo, totalista nessa função nos quatro discos de Big Thief, e resulta de oito dias contados de azáfama em Julho passado numa antiga casa junto ao Mississipi e sob uma condição funcional - não podiam ser ouvidos nenhuns takes das canções até ao último dia e onde, obrigatoriamente, se utilizaram equipamentos e adereços analógicos sem recurso a qualquer tipo de auscultadores! Da banda fez parte o irmão Dylan Meek no piano, Mat Davidson no baixo e pedal steel, Adam Brisbin na guitarra e Austin Vaugh na bateria. A fotografia da capa é da amiga Adrianne Lenker. A edição limitada de vinil azul está já fase de evaporação...


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

CARLOS DO CARMO (1939-2021)















Em 2012 fomos com os amigos ouvi-lo e senti-lo em Famalicão, uma missão finalmente concretizada na confirmação de um artista que cá por casa sempre se ouviu com gosto no gira-discos da sala. Ficamos à conversa, boa, no camarim uns bons quinze minutos e ficamos conquistados para sempre. Um mestre da cortesia, da reinvenção artística onde cantou Sinatra e tantos outros, onde fez duetos e parcerias alargadas nos géneros e sinceras na partilha mas que no fado tem em "Um Homem na Cidade" uma das maiores obras da música portuguesa e da humanidade. Paz, mestre!