quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
SCOTT MATTHEWS, PRESENTE!
DANIEL JOHNSTON, A VOAR ALTO!
Depois de Brooklyn, Nova Iorque, no verão passado, a maior exposição individual dedicada a Daniel Johnston (1961-2019) está agora patente em Austin, Texas, cidade onde o artista viveu parte importante da sua formação.
A mostra tem curadoria de Lee Foster, co-proprietário do Electric Lady Studios e consultor do Daniel Johnston Trust, e revela a profundidade psicológica e a invenção formal dos desenhos de Johnston, inspirados em histórias de banda desenhada. Trata-se da segunda exposição na galeria LYDIA (Lydia Street Gallery) e segue-se a uma menor retrospectiva ocorrida na iniciativa Contemporary in Austin em 2022-23.
Denominada “Fly High, Fly Eye”, a programação e agendamento pretendeu aproximar a data de nascimento do artista - 22 de Janeiro - à abertura que ocorreu uma semana depois e se manterá disponível até final de Março. O dia natal foi já oficialmente designado "Hi, How are you? Day", reconhecida cortesia que Johnston não dispensava a todos os que acolhiam e acarinhavam, quer em concerto, quer em todos os processos artísticos ou terapêuticos requeridos pela sua doença mental.
O mundo muito próprio das personagens por ele criado compreendem um universo fascinante - Fly Eye, Eye Walker, God Eye, Dead Dog’s Eyeball, Fish Eye, SpEYEder e Double Fish Eye interagem de forma única, assumindo-se como comentadores sociais, espectadores, juízes, espiões e até parceiros. Flye Eyes, que representava a morte, era um desses olhares não lineares e corrosivo em que as frases emitidas, que parecem ter um significado, afinal significavam muitas vezes o oposto.
Em tempos conturbados pela América e não só, a esperança que ele manteve num mundo melhor, apesar do clima de pavor e injustiça, talvez seja hoje um mandamento involuntário de aprendizagem inspiradora... Let's go. A luta continua!
[alguns dos desenhos originais e uma t-shirt alusiva/exclusiva encontram-se ainda à venda online]
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
BROKEN SOCIAL CLUB, LEMBRETE PARA COLAR!
Centrado numa, ainda, pertinente promoção da realidade analógica, evidenciam-se linhas de baixo, guitarras e vozes sem que a melodia seja sequer posta em causa, confirmando que é a vontade e técnica manual que escolhe o controle a aplicar às canções. Ao leme está o mestre Kevin Drew, coadjuvado pelo resto da comandita onde se incluem Hannah Georgas, Lisa Lobsinger e a fiel Leslie Feist.
O primeiro single "Not Around Anymore", tema que também abre o álbum, mantém aquele nível de sedução nostálgica em que os de Toronto sempre se especializaram e que acentua um protagonismo indie de validade carimbada. Lá para Março, fica o aviso, a Rough Trade começa a enviar, só para alguns, uma versão em vinil de cortar a respiração.
A banda está, por isso, viva e bem viva, apesar da distância considerável das últimas notícias, talvez porque a proximidade geográfica ao imperador Trump tenha multiplicado anti-corpus de resistência que, quase sem querer, tinham já transparecido na canção antiga "Canada vs America", um atrevimento que Drew, como confessado ao El País, estava longe de imaginar como profético...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
THESE NEW PURITANS, Auditório de Espinho, 14 de Fevereiro de 2026
Serão poucos os discos que os These New Puritans editaram ao longo de uma carreira já vintenária. Contudo, essa mão cheia de trabalhos rodeou-se sempre de uma acutilância e exclusividade que só os irmãos Barnett parecem sinalizar como diferenciadora, assumindo as canções formatos arriscados de que se aprende a gostar por uma simples das razões - modernidade!
Ao vivo, como em anteriores passagens pelo Porto, quer na versão imberbe de 2008 quer na versão eloquente de 2013, foi com esse eficaz armamento experimental, permitido pelo rock, que a banda se estendeu em palco de forma densa e sublime, carregando uma negritude quase industrial e poderosa capaz de enervar os mais desprevenidos, mas conquistando a maioria daqueles para quem a subtileza não é inimiga da brutalidade.
O serão de sábado, de plateia sentada bastante ecléctica e diversa, foi só mais uma das viagens desafiantes em que os gémeos de Essex nos capturaram por magnetismo e rendição, ou não fosse "Crooked Wing", o disco do ano passado, mais uma lição talentosa de arte sonora de que "Bells", uma das nossas "canções do ano 2025", se assumiu inebriante - escolhendo-a, perfeita, para (a)largar o primeiro campo de visão da paisagem imersiva, o concerto como que ganhou, desde logo, um destino atmosférico cativante e ondeante e em que o quarteto se mostrou indefectível na cumplicidade.
Em algumas das paragens, deu-se entrada a Elisa Rodrigues, parceira portuguesa do projecto em 2013, quer em disco quer em palco, convidada a dar voz a uma selecção de peças de forma vincada e louvável e de que "Industrial Love Song", a primeira delas, resultou memorável. Poderoso, o alinhamento cruzou, por isso, temas antigos e recentes de forma sábia e mais que treinada, culminando num impressionante "Organ Eternal" de quinze minutos uma noite de regeneração auditiva que, sem reacções adversas, se confirmou terapêutica. Um abanão!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
KEVIN MORBY, DESERTO IDEAL!
Em "Little Wide Open", um novo álbum registado ao longo do ano passado no Long Pond Studio de Aaron, perto de Nova Iorque, Morby tratou de fazer dessa beleza muito própria o seu "deserto" narrativo e libertador, aventura tecnicamente partilhada na produção com Aaron Dressner, o gémeo dos The National já muito experimentado na tarefa. Trata-se do aguardado seguidor do excelente "This Is A Photograph" já com data de 2022.
Entre o rol de colaborações e ajudas contam-se, entre outros, Justin Vernon, Katie Gavin, Lucinda Williams, Mat Davidson, Meg Duffy ou Amelia Meath aka Sylvan Esso/Mountain Man, dando vozes, neste caso, ao primeiro single "Javelin", um dos treze novos temas de um disco a sair em Maio pela Dead Oceans.
Lá para Julho, o músico chega a Europa para uma série de concertos de apresentação, uma volta que, mais tarde ou cedo, acabará por alcançar terra firme nacional.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
KELLY MORAN, GNRation, Braga, 8 de Fevereiro de 2026
O piano tem sido, desde 2010, o recurso instrumental da norte-americana Kelly Moran não só na sua clássica função percussiva, mas também numa multiplicidade de possibilidades e arrojos técnicos onde o indutor eléctrico assume a primazia. O disco "Don't Trust Mirrors", que a Warp Records editou em Outubro passado, é o exemplo último de um projecto artístico onde piano preparado e sintetizado servem no aprofundamento de uma experiência a roçar a catarse sonora.
Ao vivo e como avisado, a primeira parte do concerto serviria para a apresentação e execução dessas peças mais recentes a que se juntaram imagens em tela grande de cariz geometrizada, e bastante distractivas, que não impediram notar a acentuada teatralização da execução imprimida pela pianista, um jogo alternado de ondulação dos braços e da farta cabeleira loira. A plastificação, melhor, a excessiva perfeição do que se ouviu talvez tenha estreitado a fruição numa simples partilha auditiva que, em alguns casos, as imagens certas disfarçaram de forma convincente - "Butterfly Phase" e a sequência sublime da patinadora de gelo afigurou-se exemplar. O melhor, contudo, estaria por vir.
Desligado o projector, aumentando a penumbra colorida, Moran dedicou a parte final para reverter o piano à sua essência, apostando numa sequência de tributos a compositores predilectos. Soaram, então, maravilhas de Nico Muhly, de Philip Glass e do mestre Ryuichi Sakamoto, elegendo duas das suas melhores obras de arte - "Merry Christmas Mr. Lawrence" e "Andata" - para que a luz, mesmo de olhos fechados, polarizasse, em todos, que a esperança num mundo melhor, e sem ICEbergues, será sempre a última a esvair-se.
HERMANOS GUTIERREZ A GOSTO!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
SESSA, Auditório de Espinho, 7 de Fevereiro de 2026
A chegada da paternidade trouxe a um Sessa quase quarentão a abençoada fonte de inspiração para um terceiro disco de originais a que chamou apropriadamente "Pequena Vertigem de Amor". Há nele variação suficiente para embalar o rebento, Bem de seu nome, e para encantar plateias acompanhado de uma trilogia de peso da nova música brasileira: Biel Basile, o bielsinho dos ex-O Terno, na bateria; Marcelo Cabral, baixista, produtor e arranjador, no baixo e Letícia Veras, jovem multi-instrumentista e que no moog e vozes costuma fazer maravilhas.
Desde logo e sem entradas, passou-se ao prato principal, ou seja, algumas das excelentes canções da referida novidade, com destaque para o tema título, magistral para levantar o pano, "Dodói", "Bicho Lento" ou "Planta Santa", um caso sério de mesclagem rítmica e tão tropical que só no Brasil floresce vigorosa e autóctone. Juntar-lhe, logo de seguida, o jovem clássico "Vale a Pena" assumiu-se como um perfume inebriante onde o moog se mostrou, para além de certeiro, de deslumbre extasiado.
Pelo meio, já outras peças mais antigas (p. ex., "Ponta de Faca") se tinham intrometido num alinhamento que teve direito a encore - a pedido, insistente, Sessa aventurou-se sozinho em "Gata Mágica", recordando o poder do violão e da simplicidade de uma matriz que continua a ferir sem dor, reconfirmando a timidez fofinha de outras presenças por perto. Tudo culminaria com "Grandeza", indispensável agitador que noutras circunstâncias logísticas teria motivado, como merece, bailarico obrigatório. Em grande!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
DUETOS IMPROVÁVEIS #310
ANNA CALVI & IGGY POP
God’s Lonely Man (Calvi)
EP "Is This All There Is?", Domino Record Co.,
Inglaterra, Março de 2026
SCOTT MATTHEWS, ENCONTRO ANUAL!
Prevê-se, pois, que na data de 30 de Abril, quinta-feira, véspera de feriado, em Torres Vedras, se repita a oportunidade de um salutar e fraterno convívio anual, tudo comprometido por uma banda sonora tangível e soberba. O palco é do Bang Venue e já há bilhetes. Pode ser que outros momentos de camaradagem acabem por se multiplicar nos dias seguintes...
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
FAZ HOJE (32) ANOS #118
. Diário de Notícias, por João Botelho da Silva, fotografias de Ricardo Bento, 8 de Fevereiro de 1994, p. 1 e p. 22
. A Capital, por João Portela, fotografias de Carlos Alberto, 7 de Fevereiro de 1994, p. 34
. Sete, por Rui Miguel Abreu, fotografias de Carlos Didelet, 10 de Fevereiro de 1994, p. ?
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
PULP, TRIPLA MEMÓRIA!
Os incontornáveis Pulp passaram ontem à noite pela Piano Room do estúdio de Maida Vale da BBC2 no oeste de Londres acompanhados pelo BBC Concert Orchestra.
Como seria esperado, fizeram memórias a triplicar - uma potente interpretação de "Hymn Of The North", uma recordação de "Something Changed" do álbum "Different Class" (1995) e uma versão de "Day Before You Came" dos Abba de 1982. Estava a pedi-las...
sábado, 31 de janeiro de 2026
SÉBASTIEN TELLIER, UMA FERA AMBICIOSA!
A etiqueta há muito que se agarrou a Sébastian Tellier de forma irremediável - nela pode ler-se em letras estilizadas "French Touch", um movimento de exploração pop que na primeira década do século, a partir de Paris, levantou voo em várias rotas continentais. Tellier, em jeito de guru da torrente, nunca se desprendeu do bom gosto que a sonoridade aportava e que fez espalhar por bandas sonoras, perfomances para desfiles de moda fina ou muitos dos discos em nome próprio que continuou a bombar.
O último, já com cinco anos, tem agora herdeiro irresistível baptizado de "Kiss the Beast" e assume-se como um capítulo avançado de maturidade e luz, somando à editora parisiense Because Music um artista de nível superior e que se eleva, pairando, ao lado de uns Justice, Parcels, London Grammar, Connan Mockasin ou os saudosos Les Rita Mitsouko.
As colaborações esticam-se, desta vez, a Nile Rodgers, a Kid Cudi ou à cantora Slayyter, numa produção partilhada com SebAstian, Oscar Holter e Victor Le Masne e orquestrações do sempre recomendável Owen Pallett concretizadas entre Londres e Paris. Tudo multi-sugestivo, tudo de frequente extravagância, mas ainda tudo de infindável e feroz ambição.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
HELP, URGÊNCIA SOLIDÁRIA 2!
Nos tempos que correm, em que a ajuda na educação, no suporte especializado e na protecção infantil resultante de conflictos de guerra se mostra ainda insuficiente, uma segunda vaga solidária terá edição no início de Março pela mesma organização.
Reunidas foram vinte e quatro canções gravadas numa semana de Novembro passado nos míticos estúdios Abbey Road londrinos e onde se notam laços diversos e inesperados entre Arooj Aftab & Beck ("Lilac Wine"), Ezra Collective & Greentea Peng ("Helicopters"), English Teacher & Graham Coxon ("Parasite"), Anna Calvi, Ellie Rowsell, Nilüfer Yanya & Dove Ellis ("Sunday Light") ou Damon Albarn, Grian Chatten & Kae Tempest ("Flags").
O espírito é, por isso, o mesmo a juntar outros tantos como Arlo Parks, Bat For Lashes, Beabadoobee, Beth Gibbons, Big Thief, Black Country, New Road, Cameron Winter, Depeche Mode, Ellie Rowsell, Foals, Fontaines D.C.,King Krule, Olivia Rodrigo, Pulp, Sampha, The Last Dinner Party e Wet Leg.
Coube aos Artic Monkeys, com este excelente "Opening Night", abrir a porta desta urgência solidária que se espera frutuosa e sem encerramento previsto... Help!
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
THE DIVINE COMEDY, RADIO ACTIVIDADE!
No seu último número, o 132, o destaque foi dado aos Kraftwerk e a rodela plástica, no seu amarelo radioactivo, comporta uma versão de "Radioactivity" (1975) pelos The Divine Comedy, recreação épica com mais de vinte cinco anos incluída no CD single de "National Express". No lado B, radiante, juntou-se "The Synthesiser Service Centre Super Summer Sale", um exercício de fulgor sintetizado e sarcástico que fez parte do álbum "Office Politics" de 2019.
Sintetizando, os The Divine Comedy regressam à Casa da Música no próximo dia 9 de Março. 💞
sábado, 17 de janeiro de 2026
BARWICK E LATTIMORE, DIVINA TRAGÉDIA!
Um álbum colaborativo entre Juliana Barwick e Mary Lattimore só deverá pecar por tardio. Apesar da longínqua troca de experiências sonoras e ambientais e com o suporte da Philarmonie de Paris - Musée e la Musique, só agora se concretiza um trabalho de exploração e arqueologia instrumental passada oficialmente para vinil e suportes digitais a cargo da editora InFiné.
O que temos em "Tragic-Magic" é, pois, filigrana de porosidade imersiva em sete composições, cinco originais e duas reconversões de temas de Vangelis ("Rachel's Song") e Roger Eno ("Temple of the Winds"), todas executadas e arranjadas pelo duo e co-produzidas por Trevor Spencer, colaborador e milagreiro de estúdio ao lado dos Beach House ou Fleet Foexes.
A cidade luz foi, por isso, em 2025, o berço como que pré-destinado para, em nove dias, se fazer "telepatia musical" que nem anos de amizade e digressões conjuntas tinham permitido assentar e encaixar, para o que se utilizaram peças raras de museu - Lattimore abraçando e dedilhando harpas de 1728 e 1873 e Barwick ligando sintetizadores analógicos como o Roland JUPITER e o Sequential Circuits PROPHET-5.
Da interacção sonora surgiu uma criativa meditação trágica, mesmo assim, longe de qualquer densidade depressiva que divertidas visitas a museus e monumentos de Paris ajudaram a pairar e a arejar espirituosamente. Magia, é o que é...
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
SONDRE LERCHE McALOON!
Cumprida a tradição, isto é, uma versão de "Die With A Smile" de Lady Gaga e Bruno Mars como prenda de Natal, o norueguês Sondre Lerche aposta num novo EP surpresa.
O material original, que se segue a uma variação do disco "Avatars of Love" e um trabalho de ambiência instrumental, recebeu o nome de um dos três temas ("Turning Up The Heat Again") e, embora seja exclusivo para esta edição, não esconde uma veia melódica a la Paddy McAloon que nunca foi disfarçada e que se saúda... sempre!
FAZ HOJE (32) ANOS #117
. Público, por Amílcar Correia, fotografia de Adelino Meireles, 15 de Janeiro, p. 27
sábado, 10 de janeiro de 2026
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
DRY CLEANING, O ASSEIO DO COSTUME!
A força inusitada desta torrente britânica iniciada em 2018 continua duradoira, se bem que as lenga-lengas irresistíveis de Florence Shaw sugiram estar em fase de refinamento irónico e até literário, mas de assumido pessimismo. São conhecidas quatro das onze canções, todas com imagens coreografadas por BULLYACHE, duo formado por Courtney Deyn e Jacob Samuel consagrado em videos conceptuais de dança para temas musicais, e todos dirigidos por Cuan Roche. Um tratado!
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
ED HARCOURT, ORFEUZINHO!
Gravado em Janeiro passado nos moldes, agora, tradicionais, isto é, sozinho a tocar quase todos os instrumentos no seu estúdio Wolf Cabin, o inglês confessa que a primazia foi dada à guitarra em detrimento do piano, uma onda de conforto destinada a meses de outono e inverno. São, por isso, tempos certos para este cházinho de orfeu...
BRUNO PERNADAS, (IM)PROVÁVEL TRIUNFO!
A (pro)fusão de sonoridades, em que o polvilhado nipónico se torna condimento saboroso, mantêm-se numa abrangência que só talvez o jazz abarque, mas que a pop continua a comandar. O gosto antigo pela experiência aporta, por isso, diferentes instrumentos e secções rítmicas cruzadas e comandadas em estúdio no verão passado pelo próprio Pernadas e onde se mesclam vozes de Margarida Campelo, Leonor Arnaut, Maya Blandy e Livia Nestrovski. Esta complementaridade e cumplicidade estão prometidas esticarem-se, como sempre, para cima dos palcos, o que é provável ser triunfal!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
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