Centrado numa, ainda pertinente, promoção da realidade analógica, evidenciam-se linhas de baixo, guitarras e vozes sem que a melodia seja sequer posta em causa, confirmando que é a vontade e técnica manual que escolhe o controle a aplicar às canções. Ao leme está o mestre Kevin Drew, coadjuvado pelo resto da comandita onde se incluem Hannah Georgas, Lisa Lobsinger e a fiel Leslie Feist.
O primeiro single "Not Around Anymore", tema que também abre o álbum, mantém aquele nível de sedução nostálgica em que os de Toronto sempre se especializaram e que acentua um protagonismo indie de validade carimbada. Lá para Março, fica o aviso, a Rough Trade começa a enviar, só para alguns, uma versão em vinil de cortar a respiração.
A banda está, por isso, viva e bem viva, apesar da distância considerável das últimas notícias, talvez porque a proximidade geográfica ao imperador Trump tenha multiplicado anti-corpus de resistência que, quase sem querer, tinham já transparecido na canção antiga "Canada vs America", um atrevimento que Drew, como confessado ao El País, estava longe de imaginar como profético...


















