Concentrada no meio do palco, a parafernália tem por base o Roland TR-808 Rhythm Composer, a primeira caixa de ritmos programável nascida no dealbar dos anos 80, acelerando batidas efectivas, pelas baquetas, num conjunto de outras peças em metal. Esta máquina, em espiral, possibilita comparações a loops ou drum-machines electrónicas, mas a analogia do processo incitou, ainda mais, a que o corpo respondesse, sem esforço e com frenesim agitado, a alguns apelos vocais/tribais de transe eletrizante e artilheiro.
O resultado sonoro da experiência está já vertido em disco, datado de 2004, e titulado de "Drum Machine", um repositório inclassificável de género que recebeu produção e supervisão de Jonathan Uliel Saldanha, estudioso e comandante do colectivo nacional HHY & The Macumbas. Presente no palco, Saldanha acrescentou à perfomance uma pressão extra de filamentos dub e techno, subtilezas quase laboratoriais de consonância ensaiada que nunca substituíram a fortaleza crua impulsionada, em crescendo de intensidade, pelos percussionistas.
Frente a frente, em V e sem moderador, o trio deveria ser considerado/premiado como recordista de bpm's analógicos e também, já agora, de fitness natural sem estimulantes... Respira!
















