Resumindo, esta é uma sala onde o inesperado, daquele que só faz mossa, continua a ser, incompreensivelmente, tratado com desdém.
A este acumular de sinistros, Misch lá foi respondendo com risos de nervoso miudinho que sugeriram à plateia uma boa disposição, certamente, sincera e atenuante de um longo, mas ainda assim, coerente alinhamento.
O disco "Lithic" do verão passado foi o recurso principal, onde ao saxofone alto se juntou uma variedade analógica de instrumentos e sons da própria natureza que capta e explora de forma metódica, documentando e inovando a sua (de)formação de maneira sintetizada no nome das peças - "Echoes", "Siren", "Spiral" ou "Shell" são, pois, forças primárias de elevada subtileza onde a voz lhes aplicou carapaça protectora. Ainda assim, foi o inebriante instrumental "Fo(r)est", desempenhado junto do público, que nos ficou na retina memorizável.
A lembrar alguma da sofisticação da conterrânea Jasmine Myra, o serão, mesmo com imperfeições, resultou numa experiência sensorial amistosa que merecia um outro, e superior, palco e um maior cuidado encorajador. Talvez no CCB de Lisboa, no próximo mês...















