Culminando a recente presença por perto de uma sequência involuntária, mas imbatível, de grandes guitarristas (Sir Richard Bishop, Bill Orcutt, James Blackshaw), a há muito esgotada cave do Rivoli acabou com todas as nossas dúvidas - sozinho, na plenitude dos atributos e liberto de uma qualquer encomenda ou ajudante, a noite foi de viagem americana atracada a um songbook distinto na sua consistência e verossimilhança, mas em que a subtileza dos acordes e de alguns dos truques de repetição agravaram a contenda a um nível elevado.
Variada na origem e na datação, a sequência de oitenta minutos despertou na plateia, logo convidada a aproximar-se ao palco, um usufruto cada vez mais raro nestes tempos de distracções e impaciências, envolvendo Gunn de um reconhecimento e atenção merecidos, ou não fossem as suas canções autênticos monumentos de progressão prazerosa. Lá no meio, uma versão de "I'll Be Your Mirror" dos VU como que adornado à sua maneira, foi só mais um dos toques de classe de um já mestre inquieto...
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