sexta-feira, 6 de junho de 2014

RODRIGO AMARANTE+SKY FERREIRA+CAETANO VELOSO+HAIM+KENDRICK LAMAR+JAGWAR MA, Primavera Sound, Porto, 5 de Junho de 2014

















O Primavera Sound portuense vai-se refinando ano após ano. Não há filas na entrada, não há congestionamentos prévios e os sorrisos nas caras da maioria dos que deambulam ainda com sol pelo recinto são sinónimo de um regresso feliz a um local e a uma cidade que deixa saudades. Saudades temos nós da Tubitek, discoteca mítica da Praça D. João I que forneceu gerações de melómanos e que agora promete regressar muito em breve ao mesmo local repleta de vinil. Uma boa surpresa de acolhimento!   
  
Rodrigo Amarante, Palco Super Bock

As canções que repousam em "Cavalo", disco lindo de Rodrigo Amarante, tiveram apresentação em primeira mão aquando da vinda de Devendra Banhart ao Porto em Agosto do ano passado. Nessa noite já as canções sugeriam uma beleza que, quase um ano depois, se transformou em magia. Perfeito no fim de tarde, perfeito na simpatia, perfeito no alinhamento, só faltou, como suspirado, uma "perninha" com o Caetano... Belezura!        

Sky Ferreira, Palco Super Bock
















Já com estômago aconchegado (obrigado, Guedes!) e que nos desculpem os Spoon, acampamos ao longe para testar a menina Sky Ferreira. Conhecemos o nome e a sua suposta ascendência portuguesa mas nunca ouvimos o disco ou sequer espreitamos qualquer video. Reparamos na capa do álbum por razões óbvias e fomos notando algumas maledicências nas revistas linguarudas. Ou seja, estávamos prontos para tudo. Resultado: gostamos, mas não muito! Há imenso potencial, a voz cativa, as canções, algumas, até que não envergonham a pop ("Heavy Metal Heart") mas alguns tiques de desleixo ensaiados não lhe ficam nada bem. Vamos, contudo, ficar mais atentos.    

Caetano Veloso, Palco NOS
















Isto de ver o Caetano Veloso num festival algum dia tinha que acontecer. Que esse dia fosse no Porto e no melhor evento do género do país não foi, com toda a certeza, por acaso. O espectáculo com a banda Cê está mais que rodado e, por isso, nada havia a temer pois a variedade da ementa satisfaria, como se confirmou, a diversidade de exigências. Do funk, ao puro rock, passando pelo samba, o "abraçaço" rapidamente se espalhou sem exageros de vedeta ou venerações pindéricas porque é de um lenda luminosa com os pés bem assentes na terra de que estamos a falar. Caetano é de outro mundo, Caetano é um mundo, Caetano é de todos NOS (ups!) e todos somos Caetano. Valeu!
   
Haim, Palco Super Bock
Ter logo a abrir o "Falling " e o "If You Could Change Your Mind" até que foi cool. Duas das melhores canções das Haim rapidamente puseram a plateia 
em alvoroço por arrasto de um contagiante corropio das irmãs em cima do palco. O fôlego parecia até irresistível, parecia... porque o concerto entrou em "modo controlado" apesar de um suposto momento jam e algumas malhas rock. Os discursos estudados em gritaria, as "f words" e quejandos evidenciam uma juventude artística traçada a régua e esquadro por uma indústria ávida mas suicida e que em poucos anos lhes vai tirar o tapete. Vão ser grandes, não foram?

Kendrick Lamar, Palco NOS
















Kendrick Lamar é um fenómeno? A pergunta teve resposta contundente na imensa plateia que ondulava, braços no ar, sob comando do artista com pinta de rapper. Uma sedutora base instrumental tocada ao vivo (baixo, bateria, guitarra e teclas!) e sem samples exagerados, conduziu o concerto a excelentes momentos, nomeadamente os mais calmos de travo r&b de fino recorte e a captar adeptos como nós. Curto, mas incisivo, Lamar prometeu voltar e público não lhe irá, seguramente, faltar.     

Jagwar Ma, Palco Super Bock

Luz, muita luz de frente que são já duas da matina e a festa não pode ser às escuras. Jagwar Ma, disfarçado num dos lados do palco, tem atrás de si um baixista e alguém a comandar uma parafernália de aparelhos que quando se juntam não deixam ninguém indiferente. Balanço obrigatório e mais umas cervejas a rodar com insistência, pois muitos tem em "Howlin", álbum de 2013, um agitador de músculos e até mentes. Como se não chegasse, houve ainda espaço para Stella Mozgawa, baterista das Warpaint, acrescentar força em quase metade do concerto a uma sonoridade que não disfarça influências de Manchester e arredores mas que, mesmo assim, cumpre a função - proporcionar a dança nem que seja a da chuva que acabou mesmo por começar a cair. Será um sinal?

quinta-feira, 5 de junho de 2014

CLÃ TWEEDY!















O ano de pousio do colectivo Wilco já resultou num novo disco dos Autumn Defense de John Stirratt e Pat Sansone ("Fifth"), num outro do guitarrista Nels Cline ("Macroscope") e até mais um do baterista Glenn Kotche ("Adventureland"). Faltava Jeff Tweedy! Pois a demora é só até Setembro quando "Sukierae" sair pela dBpm Records, casa do próprio Jeff, que incluirá 20 novas canções gravadas na companhia do filho Spencer que aparece atrás da bateria e que recebeu o singelo mas lógico nome de Tweedy. A experiência já passou por algumas datas ao vivo e continuará numa intensa digressão que se inicia este mês e onde se juntarão Jim Elkington na guitarra e Liam Cunningham nos teclados. Ou seja e nas palavras do pai Jeff, trata-se de um álbum a solo tocado por um duo! Aqui fica uma primeira amostra.  


JULIANNA BARWICK, NOVO EP DE MALTE!





















Música e cerveja! A casa Dogfish Head Brewing com sede em Rehoboth Beach no Delaware americano conhece bem a perfeição desta ligação, apostando na criação de diferentes cervejas com base em escolhas de músicos ou dos seus fãs, como foram já os casos de Grateful Dead, Dan the Automator, Pearl Jam, Robert Johnson ou até Miles Davis que teve direito a uma série especial obviamente chamada "Bitches Brew"... Surpreendentemente, chegou agora a vez de Julianna Barwick que se traduz numa nova e, certamente, refinada bejeca - a Rosabi! Mil packs de garrafas de 750 ml terão como bónus um 10" de vinil com quatro canções de títulos sugestivos - "Pure", "Meet You At Midnight", "Two Moons" e "Blood Brothers" - e onde são usados sons da própria destilaria, local onde a artista se apresentou ao vivo em final do ano passado. Já começamos a salivar... 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

SCOTT MATTHEWS CASEIRINHO!





















Como prometido no final do ano passado, está já disponível para aquisição e escuta na íntegra o novo disco de Scott Matthews. Ambiente caseiro e canções de arrepiar, seja o tema de abertura "Virgínia" ou o inebriante "86 Floors from Heaven", a fazer crescer a vontade  de "recolher as redes", fechar a porta e partir para um retiro espiritual... O melhor é que o disco chama-se "Home - Part 1" o que vaticina uma sedução prolongada. Para descobrir aqui.

terça-feira, 3 de junho de 2014

AVÉ AVI BUFFALO!

Já lá vão quatro longos anos desde que um ovni sonoro aterrou por estas bandas. Tratava-se do disco de estreia dos Avi Buffalo, monumento pop saído da mente de Avi-Zahner-Isenberg que mereceu a nossa imediata redenção, o melhor álbum de 2010 na humilde eleição aqui da casa. O miúdo Avi, na altura com 18 anos, juntou então os amigos da escola e partiu em digressão um pouco por toda a parte, inclusive Lisboa por onde passaram no Optimus Alive de 2011. O eclipse que se seguiu chegou a assustar, mas eis que hoje demos de frente com "So What", canção (e que canção...) que abrirá um segundo disco a editar pela Sub-Pop em Setembro e que receberá o nome de "At Best Cuckold". Avé, Avi!      





sábado, 31 de maio de 2014

MARK EITZEL, Café Concerto, CCVila Flor, Guimarães, 30 de Maio de 2014

Esta vida de artista não é fácil. Tocar à meia-noite, viagem de avião às 6h00 da matina para Barcelona para daqui a pouco subir outra vez ao palco. Resultado? Um Mark Eitzel acelerado e mais nervoso, sem contemplações ou histórias para contar e a trazer atrás de si o trio de músicos na rotação máxima. O alinhamento semelhante ao da noite anterior em Espinho, trouxe, no entanto, algumas novidades - tocou-se o "Patriot´s Heart", o "Bad Liquor" mesmo a acabar, estreou-se (mundialmente?) uma versão de "I'm Your Man" de Leonard Cohen e até uma surpreendente canção antiga e, talvez, ainda inédita dos American Music Club chamada "I Have Spent the Last Ten Years Trying to Waste Half An Hour". Tudo para conferir abaixo pela lente do amigo HugtheDj. E pronto, duas noites para "encher a barriga" e confortar a alma! 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

MARK EITZEL, Auditório de Espinho, 29 de Maio de 2014

Foto de Duarte Silva


Foto de Duarte Silva


























São já mais de trinta os anos de canções. São já muitos os altos e os baixos de uma carreira nem sempre reconhecida, mas onde a persistência tem servido continuamente de combustível inspirador. É certo que Mark Eitzel faz dela uma bandeira de resistência admirável que se reflecte nos discos que continua a editar, mas é em cima do palco que ela é desfraldada e agitada a todo o pano para gáudio de alguns fãs, nem sempre muitos, mas reconhecidamente fieis. Ontem, mais uma vez, confirmou-se a história. Em nítida fase positiva, longe de tempos de auto-comiseração e flagelo, deu gosto ver Eitzel sorridente, contente até, ao lado de um trio-banda que o envolve e respeita perante uma plateia de auditório quase completa e onde, notoriamente, muitos se estreavam para o ouvir. A voz, aquela voz, continua forte, sedutora e a não precisar de qualquer amplificação para contar, em canções, histórias de vida e de vidas. O mote de embalo foi dado com "What the World Holds Together", tema enorme que inicia as "The Konk Sessions", o disco europeu editado recentemente e onde o artista recria alguns clássicos e novos temas de forma quase jazzy. Mão no bolso do casaco, microfone ora perto ora longe da boca, seguem-se "Mission Rock" e "Apology For An Accident", assim, de enfiada, para nos atirar para canto sem demoras. Não faltaram, como sempre, comentários introdutórios, ora sarcásticos, ora confessionais, que podem ir do feitio dos sapatos, ao que esconde o título "I Love You But You're Dead", às desgraças que inspiraram "Why I'm Bullshit" ou o elogio traiçoeiro da cidade de Espinho traduzido no remoque "I love this city, is so depressing"! Quando ao trio de baixo, bateria e piano se juntou a guitarra do próprio, a leveza das canções saiu nitidamente prejudicada em alguns momentos mas Eitzel não quer e não quis saber. Há que perseguir o arrebatamento. Antes dos encores, "We All Have to Find Our Own Way Out" como que adiava uma despedida e enfiava a carapuça a alguns dos presentes a quem Eitzel prometeu retribuir o dinheiro da entrada por notório fastio. Nada disso, que faltavam, ora bem, dois incontornáveis clássicos cantados como se não houvesse amanhã: "Firefly" e "Western Sky" a tal canção que nos "lê a mente" e nos manda soletrar "Time for me to go away/I'll get a new name, I'll get a new face/Time for me to go away/No I don't belong in this place...". A luta continua mais logo em Guimarães.

Fotografias de Duarte Silva.
Full concert cortesia HugtheDJ.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

MARK EITZEL, IMPERDÍVEL... MESMO!













Hoje em Espinho, amanhã em Guimarães, não há desculpa - Mark Eitzel em dois concertos obrigatórios, a preços em desuso e onde certamente nos vamos divertir, surpreender e emocionar. Antes, nada como ler sobre as suas taras e manias confessadas ao jornal i e pôr as canções a rodar sem freio...  

quarta-feira, 28 de maio de 2014

MESMO A TEMPO!





















Está desde ontem disponível uma sessão exclusiva de Caetano Veloso gravada para o iTunes em Outubro passado no Rio de Janeiro. São oito canções renovadas por uma banda que junta os habituais Márcio Victor e Pedro Sá ao Baixista Danilo Tenebaum e ao baterista Nilton César. O registo, o primeiro de um artista brasileiro na série promovida pela mais famosa loja digital de música, funciona como um breve sumário de uma carreira já longa com canções de 1967 ("De Manhã") até 2009 ("Por Quem?"), passando por temas menos conhecidos ("Samba da Cabeça") ou a versão de "Cu-cu-ru-cu-cu Paloma" popularizada no filme "Habla Con Ella" de Pedro Almodóvar. Há ainda uma dedicatória especial a Devendra Banhart em "Lost In Paradise", tema incluído no "álbum branco" do artista registado em 1969 antes do exílio londrino. E é assim, com este magnífico aperitivo, que esperamos ansiosos a noite do próximo dia 5 de Junho no jardim primaveril do Parque da Cidade onde, certamente, o galo (en)cantará...          

DUETOS IMPROVÁVEIS #187

ANNA CALVI & DAVID BYRNE
Strange Weather (Keren Ann)
EP "Strange Weather", Domino Records, Julho 2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #5





















De volta à Rua 31 de Janeiro para tentar perceber a história da Casa Figueiredo. Não temos nenhuma recordação desta loja naquela rua e por isso decidimos investigar um pouco mais. O resultado foi, no mínimo, saboroso. Num magnífico artigo intitulado "Elementos para a história da rádio no Porto. Os 60 anos dos Emissores do Norte Reunidos" de Rogério Santos datado de 2013 e disponível online, encontramos estas duas referências que transcrevemos:  

"Ainda em 1939, a 15 de novembro, o Portuense Rádio Clube passou a estação centralizadora dos emissores particulares do Porto, justificação da sua importância na época. Rogério Russo adquirira os primeiros 200 discos do Portuense Rádio Clube, no valor de 500 escudos, na Casa Figueiredo, na rua de Santo António, atual 31 de Janeiro (Porto). Mais 200 discos, também no valor de 500 escudos e na mesma loja, foram pagos a prestações"(...).

"A relação com os produtores e vendedores de discos era uma actividade essencial de um locutor-programador de rádio, como diz Carlos Silva: “Eu tinha muito gosto naquilo e comecei a interessar muita gente: o Arnaldo Trindade, a Rádio Triunfo, que eram produtores de discos. O Arnaldo Trindade tinha a representação em Portugal dos discos da Vogue. [...] o Figueiredo aqui da rua Santo António, que era malas, carteiras de senhora, também tinha uma secção de discos. [...] A partir dessa altura, todos os dias fazia a minha ronda pelas capelinhas. Ia ao Arnaldo Trindade, ia ao Figueiredo: «então, o que é que há de novo»? E eles emprestavam-me os discos para eu tocar e eu tocava as novidades todas. Claro, tocava e devolvia, tudo muito limpinho”. (...)


Ou seja, a Casa Figueiredo parece ter sido das primeiras lojas de vendas de discos da cidade e misturava o negócio com malas, carteiras e luvas, produtos aliás característicos desta artéria comercial, fornecendo novidades discográficas a algumas rádios da Invicta! Por volta de 1979 o negócio foi integrado numa nova empresa chamada Edisco que se viria a destacar na produção de cassetes como se pode ler aqui. O envelope de cima, certamente de uma época pós-25 Abril de 1974, altura em que a rua foi rebaptizada de 31 de Janeiro, não apresenta nomes de editoras ou dos seus representantes mas há no espólio da Biblioteca Nacional um catálogo de discos datado de 1955 da Casa Figueiredo referente à marca alemã Telefunken (vide aqui). Hoje, como muitas, o nº 74 é ocupado por uma loja de vestuário e mantêm-se a dúvida sobre a ligação desta Casa Figueiredo a uma outra do mesmo nome situada na Rua Passos Manuel e que vendia (vende?) papéis pintados. Será que também vendia discos?       

Casa Figueiredo, Rua 31 de Janeiro, 74, Porto





sexta-feira, 23 de maio de 2014

BRINC DANCE DE VAYORKEN

Para esquecer agruras e contratempos, esta é mesmo uma canção-borboleta eficaz. A gente diverte-se imenso...  

terça-feira, 20 de maio de 2014

LOBO #4

























Unwound? White Hotel? Sim, são mesmo dois nomes de bandas "sem fama nem proveito" que António Sérgio arriscava lançar para o caldeirão sonoro do seu programa radiofónico e das quais nunca ouvimos uma única canção, o que pode ser aplicado a uma imensa maioria. Talvez por isso mesmo, o mestre deu-lhes um destaque em jeito de surpresa numa das suas crónicas de "O Independente" (22 de Junho) de 2001, juntando-as sem conexão aparente a não ser o tal "som alternativo" cuja extrema validade se pode confirmar abaixo. A este propósito não deixem de ler o último parágrafo destas "Notas Alternativas", uma constatação já com uma dúzia de anos mas, ainda assim, perfeitamente aplicável aos nossos dias... infelizmente! 



sexta-feira, 16 de maio de 2014

A JOGAR EM CASA!


















Habituados a "vasculhar" vinil sabe-se lá onde, amanhã teremos o privilégio de o fazer numa casa que muito bem conhecemos. No âmbito do Dia Internacional dos Museus que se celebra no Domingo, dia 18, o Flea Market joga pela antecipação, ocupando o exterior do edifício do Museu da Imprensa no Freixo já amanhã, sábado 17 a partir das 15h00, e para onde estão programadas uma série infindável de actividades paralelas. Apareçam!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

FUTURE ISLANDS NO PORTO















Quando no mês de Março demos por aqui conta do novo álbum dos Future Islands estávamos longe de imaginar o seu rápido e viral sucesso. À conta da passagem pelo programa de Letterman e das bizarrias do vocalista Samuel Herring, a banda é hoje mais que requisitada para espectáculos e, nessa onda, surge agora a notícia da sua estreia na Invicta a 24 de Outubro próximo no palco do Hard Club. Queremos acreditar que a música e as canções falarão mais alto...

ANNA CALVI, VERSÕES CINCO ESTRELAS




















Fazer versões de encantamento está no sangue de Anna Calvi. Ao vivo ou nos lados B dos singles a inglesa não se acanha e, de Springsteen a Elvis passando por Cohen, a façanha ganha quase sempre contornos de perfeição. O EP "Strange Weather" apontado para Julho é o espelho desse respeito pelo passado mas também o reconhecimento que, nos dias hoje, há artistas a merecer a sua admiração. Senão vejamos: o disco, produzido na companhia de Thomas Bartlett em Nova Iorque, terá covers de Connan Mockassin ("I'm the Man That Will Find You") onde conta com a ajuda de David Byrne, Suicide ("Ghost Rider") com Matt Johnson na bateria, Keren Ann ("Strange Weather") também com David Byrne, David Bowie ("Lady Grinning Soul") e FKA twigs ("Papi Pacify") com arranjos de Nico Muhly. Tudo, certamente, cinco estrelas! 

3X20 MAIO












terça-feira, 13 de maio de 2014

UAUU #198

GIL SCOTT-HERON, O MAIOR













A história está devidamente contada no site oficial por Richard Russell (ali na foto ao lado da lenda). Podemos atirar argumentos sobre o aproveitamento comercial, o timing da edição ou a pertinência do registo. Não restam é dúvidas quanto à grandeza de "Nothing New", um álbum póstumo de Gil Scott -Heron saído no Record Store Day na XL Recordings com um apanhado de canções de todo o seu reportório interpretadas ao piano e onde, entre comentários e conselhos, se eleva uma voz de arrepiar a alma. Soul, brother! 

YOUNG E WHITE, FAZEDORES DE HISTÓRIA!















Ontem, no programa de Jimmy Fallon, juntaram-se Jack White e Neil Young para contar as peripécias de um disco de versões - "A Letter Home" - gravado num antigo estúdio/caixa de 1940 chamado "Voiceograph". O aparelho foi deslocado para o palco para ser usado na interpretação de "Since I Met You Baby" de Joe Hunter e no registo de uma versão de "Crazy", original de Willie Nelson, que acabou prensada em vinil na hora e chegou mesmo a ser tocado no final do programa. História ao vivo!




segunda-feira, 12 de maio de 2014

GARETH DICKSON, LUSO CONEXÕES

Sobre Gareth Dickson e as suas qualidades artísticas não restam muitas dúvidas. As recriações que o escocês executa de Nick Drake são hoje em dia imbatíveis mas as composições em nome próprio não lhes ficam nada atrás, um verdadeiro tesouro sonoro ainda a descobrir por muita gente mas já incluído em diversos filmes, séries ou spots publicitários. Uma dessas pequenas pérolas chamada "Cara" que repousa em "Collected Recordings" de 2009, disco entretanto reeditado em edição limitada o ano passado, tem a partir de hoje um simples mas notável video da autoria do português André Marques e onde participa a também actriz portuguesa Joana de Verona, o que atendendo ao título luso da canção acaba por ser uma parceria perfeita!      

Gareth Dickson - Cara from André Marques on Vimeo.

MAC DeMARCO, UM RETRATO !

TAME IMPALA DE COPO CHEIO!





















Sabem qual foi o disco mais vendido no último Record Store Day no conjunto das lojas independentes? Pois é, foi este fabuloso "Live Versions" dos Tame Impala onde se dão a conhecer nove versões ao vivo de temas antigos e novos da banda australiana gravados em Outubro do ano passado em Chicago. Potente e irresistível, o álbum aguça ainda mais a vontade de os ver em concerto, sabendo ainda por cima que a banda voltará pela terceira vez a Portugal a 17 de Julho para o SBSR do Meco! Celebremos, então...

sábado, 10 de maio de 2014

THE NOTWIST, É AGORA!















Deixem-se desse zapping inconsequente e sintonizem agora, sim, agora mesmo, o canal Arte que neste momento transmite um concerto inteirinho dos fabulosos The Notwist gravado em Janeiro passado em Paris. Rápido! (Repete dia 18 de Maio...) 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

UAUU #197

JEHNNY BETH, UM ANO COM AS SAVAGES





















Passou quase um ano desde que as Savages se estrearam no Primavera Sound portuense, uma noite memorável de música do lado de cá e do lado de lá do palco. Jenhnny Beth conta agora, na primeira pessoa, esta e outras histórias num texto sincero e confessional devidamente acompanhado por excelentes fotografias. Para ler e ver, obrigatoriamente

JACK WHITE, O PROF. PARDAL DO VINIL #2















Já por aqui destacamos as invenções de Jack White no que diz respeito aos discos de vinil, às suas potencialidades e encantos. Surgem agora novas descobertas que conduziram ao baptizado ULTRA LP, uma saudável doidice aplicada ao novo álbum "Lazaretto" e que se "desdobra" assim...      

UAUU #196

sábado, 3 de maio de 2014

SHARON VAN ETTEN, A SEDUTORA





















Ou nos enganamos muito ou o novo álbum "Are We There" de Sharon Van Etten é um forte candidato a disco do ano. Basta uma única e simples audição para a sedução ser imediata! Aqui fica um delicioso aperitivo...


FRAMED BEATLES!





















Iniciado e pronto há meses, o quebra cabeças dos The Beatles só hoje foi colocado na moldura e na parede. Venha o próximo!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

WILLIAM TYLER, NOVO EP





















O disco "Impossible Truth" de William Tyler que o ano passado nos deu base sonora de eleição para algumas viagens, tem desde esta semana uma pequena sequela. O EP "Lost Colony" apresenta uma nova canção chamada "Whole New Dude" onde o guitarrista se junta a uma banda completa, confirmando o seu enorme talento e aproveitando a ainda para reinterpretar "We Can't Go Home Again", tema originalmente incluído no tal "Impossible Truth". Há ainda, para surpreender, uma versão de "Karussell", tema escrito por Michael Rother dos Neu! em 1977.



quinta-feira, 1 de maio de 2014

UAUU #195

TRACEY THORN, SÃO PÉROLAS!

A surpreendente e tardia revelação das canções de Molly Drake continua a fazer efeito. Quando em 2013 o radialista Pete Paphides preparava uma emissão especial para a BBC Radio4 sobre a mãe de Nick Drake, convidou alguns artistas a reinterpretar algumas das canções originais de Molly. Entre eles contava-se uma rendida Tracey Thorn que escolheu os temas "How Wild The Wind Blows" e "Night Is My Friend" para se fazer acompanhar do parceiro Benn Watt ao piano e guitarra (que tem, a propósito, em "Hendra" um raro álbum a solo para ouvir e saborear) em duas simples e cruas versões. Aproveitando a onda do Record Store Day surgiu a oportunidade de editar tais pérolas num limitado single de vinil com capa cintilante de John Gilsenan, habituado que está a brilhar na sua iWant Design. Mais uma peça para a colecção drakeana!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

GUADALUPE PLATA NOS MAUS HÁBITOS





















Uma banda de blues a cantar em castelhano pode parecer estranho, mas ouvindo o terceiro disco dos Guadalupe Plata a rendição é imediata. O trio da Andaluzia, que adoptou o mesmo nome da virgem padroeira de terra natal Úbeda, apresenta uma consistência notável de um género intemporal e sem fronteiras que teremos oportunidade de ouvir no próximo dia 17 de Maio nos Maus Hábitos. Antes passam por Lisboa e Vila Real.



UAUU #194

terça-feira, 15 de abril de 2014

UAUU #193

(RE)LIDO #59





















OS BEATLES NA IMPRENSA PORTUGUESA 1963 - 1972
de Abel Soares Rosa. Lisboa; Blogue Beatles Forever, 2013
Este caderno colorido que nos chegou às mãos é mais uma aventura dos "tolinhos" dos de Liverpool que insistem em arriscar a edição cá pelo canto de matéria desprezível para muitos mas saborosa para mais alguns "tolinhos" como o aqui da casa. Nota-se, pelo entusiasmo do autor, que a "coisa" não vai parar e se o "assunto" parece esgotar-se a cada nova publicação é só uma questão de esperar pela próxima surpresa. Depois dos discos, o destaque cabe agora à imprensa portuguesa e ao florescimento do "fenómeno" por esse mundo fora. O conjunto de fac-símiles aqui incluídos incide em matéria leve e dita sensacional que revistas como a "Flama", "O Século Ilustrado", "Plateia" ou a "R&T Rádio Televisão" publicaram na época e que reflectem, quase sempre, um jornalismo acrítico mas também limitado por uma censura activa. Na edição da "Flama" de 28 de Agosto de 1964 (pag. 21), por exemplo, que na capa escreve "Os Beatles: Gente que faz pensar", recolhem-se no interior um conjunto de testemunhos curiosos e, certamente, controlados de alguns jovens estudantes e profissionais e onde um tal Armando Marques Ferreira, produtor radiofónico, conclui que "como pessoas e como artistas os "Beatles" reflectem o mais lamentável sector da época que atravessamos"! O padre João Cabeçadas, por seu turno, sobre esses "meninos ingleses, que já não se distinguem das meninas", afere, entre outras suposições, que "Não podemos julgar os nossos jovens por algumas centenas de meninos e meninas que se deixam arrastar por essa nova vaga". Está dito... e escrito! A imprensa, não fugindo à regra, preferiu a insistência no fait-divers à volta das namoradas, das mulheres, dos divórcios, das férias (como as Paul McCartney no Algarve em 1968), das fortunas e até um inacreditável artigo titulado "Os Beatles Conversam Com os Mortos" (pág. 109) onde se dá conta das conversas "espíritas" dos Fab Four com Brian Epstein falecido em Agosto de 1967 ("O Século Ilustrado" de 13 de Dezembro de 1969). Maldita cocaína! Não faltam, contudo, exemplos de bons artigos, ditos "mais sérios", sobre o importante - a música - como são o caso de "Beatles: Retrocesso ou Progresso?" assinado por Rui Manuel Pedroso Neves no "Século Ilustrado" de 4 de Janeiro de 1969 e a resenha certeira "The Beatles: recapitulação necessária ou quatro cabeça uma década" da autoria de Jorge Letria na revista "Diapasão" de Janeiro de 1972 onde profeticamente se atesta: "A influência desenvolvida pelos quatro Beatles na juventude da última década, é de certeza tão importante como assumida a um nível tecnológico pelas experiências espaciais. Quem duvidar que olhe bem para trás e responda então.". Ficamos, ansiosamente, à espera de um novo volume...     

3X20 ABRIL












segunda-feira, 14 de abril de 2014

BILL CALLAHAN EM SERÃO DE ALGIBEIRA













Entre as inúmeras propostas alternativas que a La Blogothéque oferece hoje em dia destaca-se a parceria com o canal Arte nomeada "Soirée de Poche". A ideia é ocupar um qualquer apartamento parisiense onde o anfitrião se junta a uma restrita plateia de sortudos para um concerto íntimo de um músico ou cantautor e por onde já passaram, por exemplo, Mac DeMarco, Jacco Gardner ou Angel Olsen! O último, o #39, gravado no passado dia 10 de Abril, diz respeito a Bill Callahan que, ao longo de meia-hora e em cinco canções, nos deixa roídos de inveja...  É só carregar e fechar os olhos!  

COURTNEY BARNETT DE SECRETÁRIA

FLEETWOOD MAC SOLO, COM COBERTURA





















Entre as centenas de edições do Record Store Day do próximo sábado haverá um split single muito especial com duas versões de canções de membros a solo dos Fleetwood Mac. Assim, num dos lados da rodela estará o clássico "Trouble" de Lindsey Buckingham interpretado por Josh Rouse e no outro "Sentimental Lady" de Bob Welch pela mão dos The Autumn Defense, banda paralela de John Stirratt e Pat Sansone, respectivamente o baixista e um dos guitarristas dos grandes Wilco e que recentemente editaram o magnífico "Fifth", o quinto disco em nome próprio. Aqui deixamos uma das covers e um dos originais para aguçar o apetite...    



sábado, 12 de abril de 2014

NOBODY FEELS OLD AT THE MUSEUM...

Podia a canção ter mais de quarenta anos, podia ter saído de uma isolada mansão no countryside inglês, podia estar escondida a fechar uma qualquer colectânea de folk, podia até ter sido tocada, sem que ninguém notasse, numa madrugada de um bar do Soho. Podia... Mas esta maravilha que fala de museus e jardins de inverno é do nosso tempo e de todos os tempos, foi escrita pela menina Hollie Fullbrook aka Tiny Ruins lá para os lados de Auckland na Nova Zelândia e o lamiré certeiro do amigo HugTheDj dá nisto - não há, por estes dias, manhã ou fim de noite sem esta boa dose de melancolia!      



sexta-feira, 11 de abril de 2014

SER DJ, O QUE É?

A propósito do hilariante video abaixo (reparem bem nas legendas/comentários) o The Guardian regressa à eterna questão do que é ser Dj por estes dias. Conclui o seguinte: "A good DJ is the medium rather than the message – and if the message is strong enough, it's OK to just press play." Será?
 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

ORCAS, O ESPLENDOR POP





















Se em 2012 o disco de estreia dos Orcas era já uma enorme contemplação sonora, o segundo agora editado está a caminho da adoração eterna. O duo norte-americano formado por Rafael Anton Irisarri e pelo irrequieto Thomas Melush, ou seja, Benoît Pioulard, regressa com "Yearling" onde, ao lado de Martyn Heyne dos Efterklang e Michael Lerner dos Telekenesis, apresentam uma brilhante lição de magia pop e bom gosto refinado. Um dos álbuns do ano, sem dúvida!   



quarta-feira, 9 de abril de 2014

JOHNNY CASH, HOMENAGEM EM FILME


O disco perdido "Out Among the Stars" de Johnny Cash editado em Março é o guião principal de um filme de pouco mais de quinze minutos promovido pela impoluta La Blogothéque no deserto da Califórnia e para onde foram convocados Brandon Flowers, Father John Misty (foto) e os Local Natives. Comentam-se influências, tocam-se covers ("I Came to Believe", "Baby Ride Easy" e "Out Among the Stars") e fica-se a gostar ainda mais do "homem de preto"...   

segunda-feira, 7 de abril de 2014

CIRCUIT DES YEUX EM GUIMARÃES















Antes do fabuloso concerto de Bill Callahan na Casa da Música em Fevereiro passado subiu ao palco a menina Haley Fohr que se esconde atrás do nome Circuit des Yeux. Um pouco mais de meia hora permitiu aferir a grandeza da voz e a fragilidade e intimidade de uma música praticamente desconhecida para a maioria das grandes plateias. A experiência, contada em nome próprio, valeu-lhe alguns sustos mas encorajaram-na a arriscar uma nova digressão pelo velho continente que chegará a Guimarães já no dia 16 de Maio, passando no dia a seguir pela Zé dos Bois de Lisboa onde terá a companhia de Sir Richard Bishop. Esperamos, obviamente, comparecer!

domingo, 6 de abril de 2014

MATTHEW E. WHITE, Centro de Arte de Ovar, 5 de Abril de 2014

Há em "Big Inner", o álbum de estreia do norte-americano Matthew E. White, muito por onde escolher para nos seduzir. Como tiro de partida, o tal "beginner", devia ser mesmo um exemplo a seguir por muitos dos que pretendem vingar no mundo conturbado da música pelo caminho mais estreito - a qualidade. Para a medir convenientemente, basta ouvir com atenção a maioria das canções lustrosas que White construiu e gravou, uma amálgama gloriosa de soul e funk de arranjos magistrais que purificam mesmo os ouvidos mais exigentes. Mudar o registo para uma simples guitarra e voz é, assim, um "jogo de risco" para os dois lados da "contenda" - o público conhecedor das tais canções e o próprio artista. Esta foi, aliás, a segunda vez que White o fez (a primeira, a estreia, tinha sido no concerto de véspera em Lisboa) mas ninguém pode ter razões de queixa. Pelo domínio da guitarra, pela voz potente e quente, pela simpatia e entrega, a noite foi de confirmação de um talento em bruto com uma "margem de progressão" inimaginável. Aqui ficam, para o provar, dois grandes exemplos!    



sexta-feira, 4 de abril de 2014

UAUU #192

PVC - PORTO VINIL CIRCUITO #4





















A Rua de Cedofeita era, em modo "roteiro de vinil", sinónimo de Jo Jo's. Instalada inicialmente no Centro Comercial situado ao fundo da rua para quem vêm da Praça Carlos Alberto e transferida, mais recentemente, para um pouco mais à frente, a Jo Jo's foi sempre uma referência para melómanos dependentes. No caminho de volta, percorrer a rua era uma oportunidade para uma olhadela às montras de outras casas de discos mas onde raramente entramos. A Sanky era um desses casos e, do que recordamos, só lá compramos um disco - o "Boy" dos U2 - porque a edição portuguesa estava na altura esgotada por todo o lado e trouxemos o que estava pendurado no escaparate! A dono da Sanky haveria de comprar a Melodia da Rua 31 de Janeiro e para lá se transferiu em meados da segunda metade da década de oitenta. Hoje, entalada entre duas casa de fotografia encerradas, o que é, por si só, mais um sinal dos tempos digitais, o local é uma loja de roupa e vestuário, dos poucos negócios ainda com alguma vitalidade pela baixa portuense...       

Discoteca Sanky, Rua de Cedofeita, 95, Porto

quinta-feira, 3 de abril de 2014

UM MUSEU, DUAS RARIDADES!














Há praticamente um mês, uma noite de encantamento pela cidade de Vigo confirmou todo o talento de Damien Jurado e a descoberta de uma senhora, melhor, menina voz de nome Courtney Marie Andrews. Pois bem, a mesma dupla esteve recentemente pelo atractivo The Andy Warhol Museum em Pittsburg na Pensilvânia onde gravou, separadamente, duas pequenas sessões acústicas promovidas pelo museu no seu próprio estúdio - o Silver Studio - uma ideia e prática que gostávamos de ver copiada cá pelos nossos lados...     



VINIL, PORQUÊ?

Já todos sabemos a resposta, todos podemos juntar argumentos e todos continuamos eternamente viciados. VINYL RULES! 

"Someone was trying to tell me that CDs are better than vinyl because they don't have any surface noise… I said, listen, mate, LIFE has surface noise" - John Peel

"On April 19th, Record Store Day, Jack White will record the World’s Fastest Released Record, studio-to-store, in the history of mankind. Jack will take the stage at 10am in Third Man Records' blue room for a full performance and to record a limited edition version of his official single, title track "Lazaretto," direct-to-acetate. The masters will be rushed over to United Record Pressing, who will immediately begin pressing 45s, and then the finished records will be whisked back to Third Man to sell to awaiting fans.
An extremely limited number of "Ultra Tickets," which includes admission to Jack and Whirlwind Heat's shows (yes, they will be playing too), plus copies of both The World's Fastest Released Record 7" and Whirlwind Heat's Do Rabbits Wonder? Colored Vinyl RSD Reissue LP, will be available exclusively through the Third Man Records Vault to Platinum Members only starting at 3pm CT TODAY. For those who can’t score tickets, The World’s Fastest Record will be made available for sale from the Third Man Records Nashville storefront on Record Store Day ONLY as soon as copies are pressed." 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

UAUU #191

ELLIOTT SMITH, O FILME

A trágica vida de Elliot Smith (1969-2003) será finalmente retratada através de um filme com estreia marcada para 5 de Maio no Festival de San Francisco, EUA. Intitulado "Heaven Adores You", o documentário percorre três cidades - Portland, Nova Iorque e Los Angeles - onde o músico viveu e apresenta, entre canções e fotografias inéditas, uma série de testemunhos dos seus principais amigos e colaboradores, incluindo o da sua irmã Ashley Smith. Contrariamente a "Searching For Eliott Smith", tentativa bem intencionada mas não oficial publicada em 2009, o novo documento recebeu autorização formal para a produção através de uma campanha bem sucedida iniciada em 2011 via Kickstarter e tem já futuras estreias agendadas por outros festivais norte-americanos.    


terça-feira, 1 de abril de 2014

FAROL #112











Numa semana que marca o regresso de Cícero ao norte do país para dois concertos (sexta em Guimarães e sábado no Passos Manuel), aproveitem para descobrir a dupla de álbuns auto-produzidos e registados por este talento da nova MPB. É só carregar... legal(mente)!