sábado, 23 de maio de 2026

ANGELO DE AUGUSTINE, DA FRAGILIDADE, FORÇA!





















Não se esperam surpresas de Angelo De Augustine. Basta que a cada novo álbum cintile aquele raiado de subtileza acústica, a que se junta uma voz inconfundível, para que não haja desilusões. O novo, "Angel in Plainclothes", é o perfeito exemplo dessas qualidades elevadas ao quadrado, ou não fosse ele resultado de um tempo longo de cura e recomposição. De Augustine produziu e tocou quase tudo, a não ser a magnífica "The Cure", tema co-produzido pelo mago Jonathan Wilson acabando ainda atrás de uma bateria no já mítico FivesSarStudios de Topanga.  

Há na toada sonora uma sensação de fragilidade, daquela que ajuda a vitaminar novas aprendizagens ou forças desconhecidas que uma doença, mesmo que não diagnosticada, não conseguiu tolher na motivação. Uma segunda vida, nas palavras do próprio, acolhida com espírito empreendedor centrado seu estúdio A Secret Place situado na Califórnia. Foi lá que acolheu uma série inédita de colaborações amigas como a de Oliver Hill, arranjador de Kevin Morby ou Helado Negro, da harpista Leng Bian, Wendy Fraser ou de Thomas Bartlett. 

A acompanhar o álbum, foi lançado um pequeno filme de nome “Can I Come Back to Earth?", dirigido por Ramez Silyan, um testemunho assumido do sofrimento vivido, mas também uma prova de vida dimensionada que, na sua imaterialidade, resguarda alguma da privacidade e do cometimento.


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