Do cruzamento e confluência de géneros, onde a vivência arménia se torna outra vez evidente, se faz o novo álbum "Manifeste", uma receita envolvente de dinamismo progressivo que, ao vivo, logo fez abanar algumas das cabeças dos que, orgulhosamente, vestiam t-shirts metaleiras. Mesmo que a acústica regulada não tenha ajudado na melhor das fruições, tornou-se evidente o poderio de um baixo extravagante de doze cordas e o peso sincopado da bateria para que a intensidade nunca se tenha perdido. Mas...
Nos seus meandros, como que flutuantes, teclas virtuosas do piano de Hamasyan e uns sussurros de canto coral tradicional foram desregulando, melodiosamente, um concerto de alta vivacidade e de destino imprevisível, acentuando que o jazz não tem limites. Ainda bem, ainda bom!
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