No centro do palco esteve Alex Malheiros, oitenta anos, mais de cinquenta dos quais nos Azymuth, um tratado de baixista que foi coadjuvado por Renato Massa na bateria e Dudu Viana nos teclados, uma máquina tripartida e revitalizadora de uma sonoridade tropical de jazz funk que chamou à sala mais pequena da CDM várias gerações saudosas de um paladar inconfundível.
Com a protecção da Far Out londrina, casa de discos onde o ano passado se juntou ao catálogo o álbum "Marca Passo", a actual digressão marcada um pouco por toda a Europa, da Croácia até à Alemanha ou Bulgaria, é a prova dos nove quanto ao fascínio do "samba maluco", como alguém já lhe chamou, um swing brasileiro melodioso e perfeitamente sedutor que se esticou em solos de Moog e Nord Stage, potentes linhas de baixo e a "massa" da percussão.
Separada na distância, entre os sentados e os de pé, a plateia pareceu algo mortiça e acanhada perante uma onda que pedia muito maior agitação e interacção, o que foi também notado em Espinho, em 2022, e a que faltou uma maior anarquia controlada que, já sabemos, a logística e os rigores do espaço têm aversão antiga.
Mesmo assim, o calibre crescente da perfomance acabaria em fortes aplausos e, mesmo assim, o conforto das cadeiras não foi abandonado em prol de um baile colectivo que se impunha. Velhices e PDI's, pô, é o que é...








