Perante uma boa plateia, sem enchente, cruzaram-se maravilhas, outrora entaipadas, de Miguel Torga (São Martinho de Anta, Vila Real), Sebastião Alba (Torre de Moncorvo), Domingos Monteiro (Barqueiros, Mesão Frio) e Maria Ondina Braga, canções de ninar em mirandês e até uma abordagem ao clássico brasileiro "Mãe Preta" como lembrança involuntária do sítio do Palácio de Cristal onde, em 1934, decorreu, aos nosso olhos, a vergonhosa Exposição Colonial Portuguesa.
Juntou-se a contribuição da harpa feiticeira de Eleonor Picas, tudo em modo de lição literária e instrumental de evidente inquietude ou não fosse o verso "A música vinha duma mansidão de consciência" de António Gancho (1940-2006) o nome feliz do ciclo programado para FLIP deste ano. Uma sorte que a cidade agradece e que a secular Concha Acústica, em jeito de gema protectora, tem por hábito dar estremecido aconchego...
Sem comentários:
Enviar um comentário