Parece, mesmo assim, uma exploração sonora desafiante para público interessado na escuta e em muita da aparente ocultação de melodias ou polifonias. Para outros, mais novos, novos demais, a façanha foi só sinónimo de tormento, atendendo ao tempo que um miúdo ao nosso lado, irrequieto na cadeira, foi tapando os ouvidos...
Esta relação criativa com o aerofone tem servido à jovem artista de caminho circular entre a mitologia havaiana dos seus ancestrais e um futurismo electrónico de loops e dubs duplicados, que ganhou na referida novidade em disco um cada vez mais insistente emprego da voz, debitando lentas frases em jeito de uma lírica minimal.
As duas peças com este receituário que escolheu para o alinhamento foram mesmo as mais bem recebidas e, notoriamente, conseguidas, trilho que se adivinha apalavrado para continuar a servir de experiência espiritual e, como não, ambiental. A fragrância, mesmo a carecer de algum refinamento ao vivo, tenderá a conduzir a fruição nessa admirável e intrigante grandeza que é a música.
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