terça-feira, 22 de setembro de 2026

JORGE PALMA (1950-2026)















Há nas canções de Jorge Palma um efeito radiofónico que se estendeu ao longo dos anos. Foi mesmo só pela rádio que as ouvimos, mas confessamos que nunca fomos impelidos a ir vê-lo ao vivo ou a comprar um disco seu. Duas excepções, contudo: o primeiro single, hoje peça rara, que preços proibitivos sempre o distanciaram da nossa colecção, substituído pela reedição manhosa de 2022; "Voo Nocturno", álbum de 2007, só para matar a curiosidade e confirmar a inspiração de "Gaivota dos Alteirinhos", praia da Zambujeira que, por essa altura, era também parte do nosso poiso veraneante. 

Admirávamo-lo naquele jeito Gainsbourg de levar a vida entre amigos, palcos e borga e de que o projecto Palma's Gang foi um expoente latente, mas lá está, de muita estroina arriscada. A carreira, de orografia montanhosa e de que cada disco era uma confessado diário de viagem, será, porventura, o maior exemplo de liberdade criativa de um compositor português em democracia. Não é pouco e deve  ser mesmo imbatível. Paz!

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