segunda-feira, 3 de agosto de 2026

ANA FRANGO ELÉTRICO, Morro Sonoro, Jardim do Morro, VNGaia, 31 de Julho de 2026

O nome de Ana Frango Elétrico têm nos últimos anos assumido protagonismo entre a nova música brasileira. Versátil, irrequieta, sempre a jogar na intervenção e no activismo, cedo largou lastro por terras lusas com o seu pop inteligente, onde o funk, a soul e a MPB se misturam de uma frescura vintage que seduz e acelera interesse intercontinental. Que o diga a Mr. Bongo, casa de discos inglesa sempre interessada na actualização retro do seu catálogo. 

Não foi por isso surpresa que a aparição gratuita no Jardim do Morro tivesse juntado uma multidão de brasileiros, jovens lusos e muitos outros estrangeiros, já de si aconselhados a ir ver o pôr dos sol mais badalado da região, ali reforçado com banda sonora a condizer. Nada de exagerado, mas facilmente praticável numa onda descontraída, dançável, perfeitamente nivelada pelo caloraça bem-vinda de final de tarde a que muitos reduziram, ou multiplicaram, a temperatura aportando de casa diferentes beberagens ou outros estimulantes fumarentos. 

A receita, que tanto pode lembrar o clássico groove dos Chic como uma pérola de Rita Lee, teve nota artística muito saudada e participada, de maioria sabedora e repetente no replicar das letras de indifenição e acutilância arty qb. Para o fim, "Mulher homem bicho" e "Electric Fish" multiplicaram a jiga colectiva, mas foi o "larari larara" da incursão em "Não tem nada não / Gypsy Woman (She's Homeless)" que ganhou aos pontos. 

Para quem quiser a repetir a dose, e passar uma noite em cheio, sábado, dia 8 de Agosto, no festival EsteOeste do Parque da Ponte em Braga, há mais...