quarta-feira, 30 de setembro de 2009

20 ANOS DA WARP


A Warp Records, casa inglesa de ecletismo musical inquestionável, faz 20 anos em 2009 e, tal como prometido, decidiu comemorar. Assim, desde segunda-feira passada estão já disponíveis uma série de compilações ultra recomendadas. A primeira, nomeada Warp20 (Recreated), reúne em dois CD’s uma série de covers de artistas da casa em recriação diversa, onde cabe Jamie Lidell a brincar com os Grizzly Bear, o Seu Jorge a fazer e muito bem, uma versão de Elvis Presley ou até os Máximo Park a arriscarem uma versão de Vincent Gallo! A segunda, Warp20 (Chosen), contempla um primeiro disco escolhido por fãs e um segundo da responsabilidade de Steve Beckett, um dos fundadores da editora. Ambos agrupam originais diversos mas qualificados, existindo, contudo, uma lindíssima edição especial com mais alguns atractivos.
Entretanto, uma série de eventos/concertos tem marcado o aniversário em inúmeras cidades como Paris, Tokyo, Shiefield e que terminará em Dezembro com actividades em Londres e Berlin, onde se destaca a presença dos Battles, repetindo, assim, o concerto de Nova Iorque em Julho passado.


UMA NOVA VERSÃO DE JAMES YUILL


Um dos álbuns que mais ouvimos ao longo do corrente ano foi (é) “Turning Down Water From Air”, estreia do inglês James Yuill. Pop bem feita, acutilante, num misto acústico e electrónico, que apesar de ter sido editado em 2008 constitui, sem dúvida, um dos grandes discos do ano de 2009… Yuill, que estará no próximo mês a fazer a primeira parte da digressão dos Zero7, decidiu agora regravar o álbum na totalidade, tornando os temas originalmente mais electrónicos em versões acústicas (Earth) e vice-versa (Fire). Em Inglaterra o resultado será publicado em dois vinis de 12” mas, tal como nos EUA, estará também disponível uma versão digital. Para deleite, aqui fica este docinho…

terça-feira, 29 de setembro de 2009

OS PERIGOS DO iPOD


No mesmo dia (ontem), duas curiosas notícias sobre a geração iPod:
- será uma arma de guerra?
- será um perigo real para a saúde?
Para meditar!

A GRANDEZA DOS PHOENIX


Sempre gostamos dos Phoenix. Desde “If I Ever Feel Better”, que Erlend Oye fez o favor de promover nos seu Dj Kicks, desde a banda sonora de “Lost in Translation” de Sofia Coppola onde um “To Young” caía que nem ginjas, a banda sempre fez boas canções e bons álbuns. É certo que ninguém lhes ligava nenhuma, basta ver a passagem despercebida pelo Sudoeste em 2007…
Mas os Phoenix vivem actualmente momentos, certamente, mais felizes. Depois de terem sido largados pelo antiga editora e arriscarem tudo no novo álbum “Wolgang Amadeus Phoenix”, a banda francesa conhece hoje um êxito inigualável, principalmente nos E.U.A., onde, só este mês, estiveram, por exemplo, no programa de Conan O’ Brian e deram sábado passado um concerto, há muito esgotado, no Central Park de Nova Iorque. São inúmeras as remixes dos seus temas por gente conceituada (Friendly Fires, p.ex.) e surge agora um pequeno bombom pela mão de Devendra Banhart que se encarregou, com prazer, de baralhar e tornar a dar o tema “Rome”. É uma oferta da própria banda que muito agradecemos…

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O TALENTO DE JUDEE SILL


A história repete-se, sempre, algumas vezes: a cantora e compositora americana Judee Sill, a primeira artista que David Geffen contratou para a sua editora Asylum Records no início dos anos 70, viria a falecer em 1979 devido a uma suposta overdose de heroína. Para trás, esquecidos, tinham ficado dois álbuns de originais (Judee Sill de 1971 e Heart Food, de 1973), mas a inabilidade para lidar com concertos e o insucesso comercial, levou a artista a retira-se e a refugiar-se na droga. A triste história, a fazer lembrar o percurso similar de Nick Drake (1948-1974), só em 2005 ganharia novos capítulos. Nesse ano, foram reeditados ambos os discos em CD com a inclusão de demos de um inacabado terceiro disco e diversas versões ao vivo, trabalho devidamente misturado por Jim O’ Rourke, admirador de longa data da sua música. Desde aí, a redescoberta do legado de Judee Sill permitiu, entre discos de duvidosa proveniência, a edição inédita de um álbum de canções interpretadas a solo na BBC inglesa (vide vídeo abaixo) em começo de carreira (Live in London: The BBC Recordings 1972-1973) e ainda uma compilação de 2006 da responsabilidade da Rhino Records.
A culminar um reconhecimento mais abrangente, surge agora um disco tributo (Crayon Angel: A Tribute To The Music Of…) promovido pela editora independente American Dust, que reúne interpretações de alguns dos magníficos originais por artistas como Final Fantasy, Nicolai Dunger, Ron Sexmith ou Daniel Rossen, a voz dos Grizzly Bear e Department of Eagles. A principal novidade é, no entanto, a inclusão de dois temas de que só se conheciam as pautas originais, mas das quais não havia versões originais gravadas. A tarefa de dar vida a estes inéditos coube a Beth Orton, com a bonita reinterpretação de “Reach for the Sky” e a Bill Callahan que, ajudado por um antigo namorado de Judee Sill, reescreveu a balada “Like A Rainbow”.

Um talento que urge descobrir a que nem os Fleet Foxes resistiram!



(RE)VISTO #29


JEFF BUCKLEY – GRACE AROUND THE WORLD
DVD, Columbia, 2009
O património e legado que Buckley nos deixou no disco "Grace" de 1994, cedo obteve um reconhecimento global particularmente intenso no velho continente e em regiões, sempre atentas, como a Austrália e o Japão. As digressões associadas à promoção do disco, levou Buckley e respectiva banda a alguns programas televisivos de então, onde tocou quase todos os temas do disco. Estas interpretações, guardadas a sete chaves nos arquivos de diversos canais televisivos, circulavam em versões precárias entre fãs dedicados (basta ver o Youtube), masters cuja utilização legal Mary Guilbert, mãe do malograda artista, conseguiu, finalmente, reunir no primeiro DVD desta nova edição. Guilbert, produtora executiva, imaginou, então, uma versão de "Grace" com imagens, dando-lhe a mesma sequência do disco original, exceptuando "Corpus Christi Carol", difícil de encontar em boas condições e que aqui foi substituído por uma interpretação de “What Will You Say”. O resultado não desilude, mas não há aqui nada de novo que permita qualquer sensação de surpresa ou assombro.

Quanto ao segundo DVD, a desilusão é um pouco maior. As expectativas, sinceramente, não eram muito altas, mas desde 2004, data da sua estreia em alguns dos principais festivais de cinema, que "Amazing Grace" despertava inúmera curiosidade. Os prémios obtidos em alguns desses certames aguçavam ainda mais o apetite, a que se acrescentam os múltiplos e inexplicáveis adiamentos da sua edição em DVD. Recorrendo aos habituais testemunhos de amigos, músicos, etc. o filme vai, ao longo de uma hora, contando uma história já conhecida, repetida, que roça, por vezes, a banalidade. Comparando com o anterior "Jeff Buckley – Everyone Here Wants You" produzido pela BBC (e que pode ser visto, gratuitamente, online), onde participava um rendido Brad Pitt, nada há de arrojado ou particularmente interessante, transparecendo a sensação que a montanha pariu um rato, uma escavação desnecessária cujos resultados, tal como em alguma Arqueologia, seria preferível tapar tudo outra vez...
Uma palavra ainda para o design do embrulho, um exemplo demodée da responsabilidade do conceituado Edward Odowd, onde as fotografias de Merr Cyr são abafadas por um mau gosto de bradar aos céus. Jeff Buckley não merecia tamanha afronta!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

DUETOS IMPROVÁVEIS #111

JILL SCOTT & GEORGE BENSON
Summertime (Gershwin)
Broadway's Best Live, s/d

OLHA QUE DOIS!


O que fazem Jens Lekman e Drew Barrymore tão juntinhos?
Lekman conta a história com um filme e canções pelo meio…

PRAZERES SIMPLES


Há trinta anos atrás, Stephen Morris, o baterista dos Joy Divison, sugeriu a Peter Saville uma imagem astronómica representando diferentes radiações da primeira estrela Pulsar conhecida, para a capa do disco “Unknown Pleasures”. Com algumas alterações dimensionais, Saville, com a ajuda de Chris Martin, colocou então a imagem em relevo sob fundo negro na frente da capa, sem acrescentar qualquer referência ao nome do grupo ou a títulos das canções. A história, já mítica, pode ser devidamente comprovada na primeira pessoa neste vídeo.
Pois bem, um laboratório inglês que desenvolve aplicações em Javascrip, decidiu investir algum tempo e engenho nesta imagem, dando-lhe movimento ao som de “Disorder”, canção que abre o álbum. O resultado é fantástico!

O MUNDO DOS FLAMING LIPS!


O novo álbum dos Flamings Lips “Embryonic”, que está prestes a sair, tem uma edição de luxo verdadeiramente surpreendente. Trata-se de uma embalagem com dois cd’s e um DVD em digipack cobertos por uma felpuda caixa em pele (esperemos que falsa…), onde ainda cabem mais alguns goodies como fotografias e uma litografia exclusiva. Em Inglaterra a edição é de 200 exemplares e ronda a módica quantia de 40€. No Inverno do próximo ano haverá uma edição de vinil do mesmo género!
A banda pretende lançar um conjunto de vídeos dos novos temas, iniciativa que teve já a primeira experiência. Trata-se da canção “I Can be a Frog” que conta com a contribuição de Karen O dos Yeah Yeah Yeah’s. A fértil imaginação de Wayne Coyne não pára, e para o vídeo seguinte, rodado quarta-feira passada em Portland, foram convocados um conjunto de ciclistas despidos que, a julgar pelas fotografias, carregaram Wayne Coyne em andamento dentro da famosa bola gigante, tudo ao som de “Watching the Planets”, tema épico que encerra o novo álbum.

Entretanto, a colaboração dos Flaming Lips com o programa “Colbert Nation” da Comedy Central americana continua activa, tendo sido divulgado uma sátira entre Wayne Coyne e o líder dos Deerhunter, Brad Cox, ou será, Brad Fox ou Benny The Cocks?

The Flaming Lips "I Can Be A Frog"

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

HEY BABY!


O tal video de “Mrs. Cold” dos Kings of Convenience rodado em Provins (França) por François Nemeta, o mesmo do já apresentado “Boat Behind”, estreou hoje. Reza assim...

BROOKVILLE, AT LAST!!!


Um disquinho chamado “Life in The Shade” foi lançado em 2006 pelos Brookville, projecto do músico e produtor nova-iorquino Andy Chase (Ivy). O trabalho continha algumas canções pop de registo como “Nothing Mean to Last”, prestando ainda homenagem ao saudoso Matt Johnson (The The) com uma notável versão de “Slow Emotion Replay”. Como é hoje comum, os Brookville passaram, injustamente, ao lado de qualquer sucesso, embora um pequeno culto de admiradores não tenha desistido de clamar por mais. Finalmente a Unfiltered Records, label do próprio Chase, lança para a semana a sequela requisitada com o nome de “Broken Lights”. O novo disco é produzido por Pedro Resende, amigo de longa data dos Tahiti 80, banda com que os Brookville partilharam digressões no passado. Além disso, há um dueto com Tim Yehezkely dos Postmarks em "Break My Heart" e mais uma versão, que desta vez recaiu em “Haunted House” de Grant McLennan, malogrado génio dos Go-Betweens. Para acompanhar a digressão americana entretanto agendada foram convidados os já referidos Postmarks, banda da mesma editora que tem o seu último álbum “Memoirs” produzido pelo próprio Andy Chase. Aqui fica o prometedor novo single “Great Mistake”.

ENTÃO NÃO ERA NO DRAGÃO?


Lemos no Juramento Sem Bandeira que os U2 tem já uma data para um concerto em Portugal em 2010: 2 de Outubro no Estádio de Coimbra... Ainda não é desta que os U2 vem tocar a Campanhã!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

DEUS CONTINUA A AJUDAR...


Sorrateiramente, o projecto God Help The Girl, da responsabilidade de Stuart Murdoch, disponibilizou mais cinco novas canções que não se encontram no álbum entretanto editado. Os originais fazem parte de um EP de nome “Stills”, editado pela Rough Trade em final de Agosto e que tem uma prensagem limitada de 10” em vinil. Quer o site oficial da banda quer o site dos Belle & Sebastian, não fazem qualquer referência a esta novo trabalho, o que é particularmente estranho…
Entretanto, o projecto dá os primeiros passos ao vivo, como se prova pelo documentário “We Play A Show”, transmitido pelo Channel4 inglês em Julho passado e que apresenta excertos de um concerto realizado na Landsdowne Parish Church de Glasgow. As meninas continuam lindas…


O LADO (MAIS) BOM


O single de vinil (cinzento…) já saiu em Agosto, mas só agora o temos, finalmente, entre mãos! O exemplo perfeito de que nem sempre um lado B é pior que o seu oposto. Ouçam SÓ isto…

terça-feira, 22 de setembro de 2009

THE RAKES + EBONY BONES, Clubbing, Casa da Música, 18 de Setembro de 2009


O primeiro clubbing da rentrée prometia muito, mas a dose dupla mostrou-se um pouco requentada. Os Rakes, detentores de algumas canções potentes, mostraram-se algo descuidados, sinónimo de que nem sempre uma aparente informalidade resulta… Ao fim de quatro ou cinco temas, já dois dos seus melhores e agitadores temas tinham animado as hostes (a saber, “We Danced Together” e “22 Grand Job”) e o concerto não mais levantou voo. A irritante postura de Alan Donahoe, vocalista em velocidade automática e sem piada, também não ajudou, embora ao colectivo não possam ser apontados grandes defeitos. Guitarras ao alto, baixo (nem sempre) ritmado, e pronto, mais uma banda da recente onda inglesa que muito prometia e que, ao vivo, deixa um travo de desilusão. Visto!
Segue-se Ebony Bones e a sua troupe colorida. Para quem, como nós, assistiu à sua curta, mas intensa, estreia portuguesa no Theatro Circo em Fevereiro do ano passado, a surpresa não foi muita. Nota-se, agora, um menor nervosismo e um maior entrosamento, pechas que a própria Bones admitiu quando se referiu a essa experiência minhota. Soaram bem alto temas do disco de estreia “Bone of My Bones”, resultado de um esforço e dedicação dignas de registo, num trabalho inteiramente escrito, arranjado e produzido pela artista. Acresce o desenho das roupas e restante decoração de todo o live-act, perfomance que Bones comandou efusivamente para gáudio da plateia, local para onde saltou logo à primeira oportunidade. Uma festa frenética que teve na versão surpresa de “Another Brick in the Wall” (Pink Floyd) uma cereja em cima do bolo. Em tempos incaracterísticos no que à música diz respeito, este é um verdadeiro case-studie e que em 2010 ainda promete mais surpresas.


Nota: não há fotografias dos Rakes devido à intensidade "policial" exercida, irritantemente, pela zeladora segurança da CDM, supervisão que milagrosamente desapareceu durante o concerto de Ebony Bones! Incongruências...

LAU NAU, Culturgest Porto, 18 de Setembro de 2009

Ao fundo, sobre uma parede branca destacam-se alguns desenhos em papel, um cenário, aparentemente, aleatório. No caso, a penumbra do espaço da Avenida dos Aliados, permite realçar, entre esse colorido, a simples figura de Lau Nau, sozinha com os seus apetrechos e uma guitarra eléctrica. A artista finlandesa, figura mais que habituada a tocar em locais inusitados, tem à sua frente uma plateia bem composta e em silêncio e que, desde logo, toma atenção a todos os pormenores - às formas e fórmulas quase mágicas com que aquela música se constroi pela sobreposição maquinal de simples assobios ou campainhas, de susussuros ou ruidos vocais, de letras impreceptíveis ou riffs de guitarra e uma voz que, vinda do frio, se torna quente. Tudo junto, faz-nos esquecer a frieza dos mármores ou a nobreza dos metais de uma sala requintada, para nos encher a alma de beleza e fascínio. Como se previa, uma hora de magia, num concerto para felizes sonâmbulos ocasionais.

LENNON, O FILHO DA MÃE DELE


A revista francesa Purple publica no seu número Fall Winter 2009-10 uma fotografia onde Sean Lennon surge como o principal personagem da recriação dos seus pais na famosa capa da Rolling Stone (1981) da autoria de Annie Leibovitz. Sean Lennon aparece no lugar da mãe, Yoko Ono, enquanto um modelo feminino (Kemp Muhl, a namorada) despido substitui o seu pai, John Lennon. A nova imagem é da responsabilidade do fotógrafo Terry Richardson e a ousadia tem, obviamente, suscitado reacções inflamadas. À primeira vista, a coisa não resulta, mas nos nossos dias (e desde sempre) vale de tudo, que rodeia os Beatles, para vender!
Já agora e a propósito da afirmação de Lennon pai que dizia que os Beatles seriam maiores que Jesus, o jornal Guardian confirma que, pelo menos na Internet, a premonição polémica tinha razão de ser!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DUETOS IMPROVÁVEIS #110

JESUS & MARY CHAIN & HOPE SANDOVAL
Sometimes Always (JAMC)
Late Night With David Letterman (CBS)
EUA, 3 de Novembro de 1994

(RE)LIDO #19


A WISHED – FOR SONG: A PORTRAIT OF JEFF BUCKLEY
Photos & Interviews by Merr Cyr.New York, Omnibus Press, 2002

Um conjunto de circunstâncias levou a fotógrafa Merri Cyr a realizar as primeiras fotografias de Jeff Buckley em início de carreira. Desde o primeiro encontro, um sentimento mútuo de confiança e amizade foi crescendo, levando a artista a fazer parte da entourage habitual do músico quer em digressão, em estúdio ou em ambientes privados. Nessa múltipla experiência, milhares de fotografias foram então efectuadas, sendo as 360 imagens incluídas neste álbum, uma pequena selecção captada em variados ambientes: sessões de autógrafos, almoços ou refeições agitadas, viagens cansativas, backstages anárquicos, mas também produções mais sofisticadas em estúdios ou em cenários preparados. Assim, todas as capas dos discos de Jeff Buckley viriam a ser da autoria de Cyr, sendo as míticas imagens dos álbuns “Grace” e do ep “Live-at-Siné” escolhas pessoais do próprio e malogrado artista, personagem afoito a opções óbvias ou banais. Uma parte destas imagens esteve patente durante o funeral em 1997, escolha que deu resultado a uma exposição itinerante de enorme êxito.
A esta magnífica colecção de fotografias, Cyr juntou uma imensidão de testemunhos avulsos de amigos, músicos, produtores, etc. que privaram pessoalmente com Buckley, mas também opiniões de mais alguns artistas recolhidos em revistas ou jornais. Em todos eles, sobressai a já afamada humildade de Buckley, mas acima de tudo, a sua talentosa e contagiante genialidade. Muitos e muitas se apaixonaram instantaneamente por ele, mas muitos mais continuam hoje afectados e pela sua música (o vídeo de “Hallelujah” no Youtube, p.ex., foi visto já por mais de 15 milhões de vezes…), paixão que este livro ajuda a compreender e perceber. Um documento fantástico!