sexta-feira, 18 de novembro de 2011

3 X 20 NOVEMBRO











20 Canções:
. THE STEPKIDS - Shadows Of Behalf
. SANDRO PERRI - Changes
. MILAGRES - Moon On The Sea's Gate
. THURSTON MOORE - Space
. ANDREW BIRD - Night Sky
. FINK - Berlin Sunrise
. LONEY DEAR - D Major
. MY BRIGHTEST DIAMOND - I Have Never Loved Someone
. ELEANOR FRIEDBERGER - Scenes From Bensonhurst
. DIRTY BEACHES - Lord Know Best
. RYAN ADAMS - Kindness
. SCOTT MATTHEWS - Head First Into Paradise
. STILL CORNERS - Into the Trees
. KURT VILE - It's Alright
. BLACK LIPS - Spidey's Curse
. RACHEL YAMAGATA - Even If I Don't
. JOHN CALE - Whaddya Mean By That?
. BEIRUT - Port Of Call
. CANT - Believe
. LIITLE DRAGON - Seconds

20 Versões:
. THE HORRORS - Suffragette City (David Bowie)
. THE POSTMARKS - 11:59 (Blondie)
. THE WALKMEN - Holiday Road (Lindsey Buckinham)
. VOLANTES - Hard To Explain (The Strokes)
. FRIENDLY FIRES - The Edge Of Glory (Lady Gaga)
. ST. VINCENT - She Is Beyond Good And Evil (The Pop Group)
. PARENTHICAL GIRLS - Under The Ivy (Kate Bush)
. BIRDY - Shelter (The XX)
. MY BRIGHTEST DIAMOND - Lucky (Radiohead)
. THE NATIONAL & ST. VINCENT - Sleep All Summer (Crooked Fingers)
. BOMBAY BICYCLE CLUB - Video Games (Lana Del Rey)
. BOY FRIEND - Gimme Gimme Gimme (ABBA)
. BRIGHT EYES feat. FIRST AID KIT - We're Going to Be Friends (The White Stripes)
. EMILIE SIMON - I Wanna Be Your Dog (The Stooges)
. ASOBI SEKSU - Little House of Savages (The Walkmen)
. SOPHIE ELLIS-BEXTOR - Rebellion (Arcade Fire)
. TRACEY THORN - Night Time (The XX)
. RUFUS WAINWRIGHT feat. CHRIS STILLS - Harvest (Neil Young)
. BADLY DRAWN BOY - The Power Of Love (FGTH)
. SIMON BOOKISH - Sea Song (Robert Wyatt)

20 Remixes:
. THE ANTLERS - Parentheses (PVT Remix)
. GANG GANG DANCE - Chinese High (Gg Remix)
. LYKKE LI -Dance Dance Dance (Buraka Som Sistema Remix)
. CHILLY GONZALES - You Can Dance (Walter Sobcek Remix)
. DEEE-LITE - Groove Is In The Heart (Gigamesh Remix)
. LITTLE DRAGON - Ritual Union (Captain Planet Remix)
. GIGAMESH - When You're Dancing ft. Induce (RAC Remix)
. PATRICK WOLF - Together (Garçon Garçon Remix)
. DEATH CAB FOR CUTIE - Doors Unlocked And Open (Cut Copy Remix)
. TWIN SISTER - Kimmi in a Rice Field (Balam Acab Remix)
. JULIANNA BARWICK - Vow (Diplo & Lunice Remix)
. WASHED OUT - Amor Fati (Clams Casino Remix)
. PETER BJORN AND JOHN - Dig A Little Deeper (Mayer Hawthorne Remix)
. THE DRUMS - How It Ended (Jeremy Summer Camp Remix)
. CULTS feat. Freddie Gibbs - Bad Things (Remix)
. HOLY GHOST! - Static On The Wire (RAC Remix)
. MARINA & THE DIAMONDS - Radioactive (Starsmith Remix)
. CASIOKIDS - Det Haster! (Of Montreal Remix)
. NEON INDIAN - Sleep Paralysist (Com Truise 'Eyelid' Remix)
. DARWIN DEEZ - Up In the Clouds (Shoes Remix)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

NOVO EP DE PATRICK WOLF




















Com a chegada do tempo mais frio e cinzento, Patrick Wolf regressa aos discos com o mini-lp "Brumalia" que inclui seis novos temas e a faixa "Together" do último "Lupercalia", canção efusivamente recebido ao vivo na última digressão. Com data de lançamento prevista para 4 de Dezembro e ao jeito de "música de estação", Wolf assume um som mais íntimo e melancólico, recorrendo ao Ipad tão na moda, mas também a instrumentos mais clássicos como o piano e sopros de madeira. Na capa do disco surgem fotografias a preto e branco da autoria de Patti Smith, amizade que levou Wolf a fazer parte de alguns espectáculos da artista norte-americana. Aqui fica "Together" em versão de estúdio.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PETER BRODERICK, APARENTEMENTE





















Aparentemente, Peter Broderick tinha um concerto marcado para o próximo sábado no Passos Manuel. Aparentemente, porque o site do artista nada confirma, o próprio Passos nada garante e sabemos que o concerto prévio no Music Box de Lisboa foi formalmente anulado. Aparentemente, não há nada para ninguém. É pena, já que Broderick, como fez há quase um ano no mesmo local, não costuma desiludir. Razões do cancelamento são, aparentemente, fáceis de perceber, tendo em conta a imensidão de colaborações e participações. Há um novo sete polegadas para promover que inclui duas composições originais para dois filmes/documentário diferentes: o tema "Old Time" faz parte da banda sonora de "Confluence", fita realizada por Jennifer Anderson e Vernon Lott e a canção "Solace in Gala" corresponde a uma das catorze faixas compostas para "Grace And Mercy", película dirigida por Luis Peña sobre a reconstrução do Haiti. Broderick faz ainda uma perninha ao lado dos amigos Efterklang no novo disco de Yann Tiersen ("Skyline") e teve tempo ainda para escrever um livro de poemas intitulado "A Girl A Pond" que surgem como letras de algumas canções do disco de Caitlin Park. Junta-se um novo projecto de nome Oliveray (Ray Broderick + Nils Oliver Frahm) que tem já duas canções gravadas à espera de serem devidamente escutadas. Aparentemente, já chega!


Peter Broderick – Old Time (Official Music Video) from Erased Tapes on Vimeo.


Grace + Mercy. A Film of Haitians helping Haitians. from luis pena on Vimeo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A MAGIA DE JONATHAN WILSON














No início de Outubro ficamos caídinhos quando ouvimos pela primeira vez o álbum "Gentle Spirit" de Jonathan Wilson. Estavamos longe de imaginar que, um mês depois, teríamos a oportunidade única de o desfrutar ao vivo, mesmo que tivesse sabido a pouco. Como contado, Wilson na primeira parte dos Wilco em Vigo (foto) foi brilhante e a deixar muitas saudades. Conseguimos comprar o disco em vinil a bom preço (12€!) e descobrir outros temas que nunca tinhamos ouvido (a propósito, alguém desse lado consegue ajudar a identificar o nome de uma das canções dessa noite que recolhemos em video?). Na sua passagem por Espanha deu uma entrevista ao El País e chegou até a realizar uma pequena sessão acústica onde, mais uma vez, demonstra as suas capacidades. Um músico experimentado, com muitas histórias para contar e já com três excelentes videos para as novas canções... Mágico! 





terça-feira, 8 de novembro de 2011

MAZZY STAR, 15 ANOS DEPOIS!


















Foi em 1996 que a dupla Hope Sandoval e David Roback assinou "Among My Swan", o último fôlego dos Mazzy Star. Renascida das cinzas, a banda volta ao activo na sua própria editora, curiosamente chamada Rhymes Of An Hour Records, com um single digital que agora tem versão limitada em vinil. São duas, as apetitosas canções: "Common People" e "Lay Myself Down". Para 2012 está prometido um novo álbum e uma digressão em nome próprio. Afinal, o dream-pop ainda faz sentido...


  Mazzy Star - Common Burn by weallwantsome1

  Mazzy Star - Lay Myself Down by frenchysymphony

EP OFERTA DE NICOLAS JAAR











Ao jeito de reconhecimento pelo bom acolhimento da sua música, Nicolas Jaar decidiu oferecer, via Soundcloud, duas novas canções! Antigamente a este formato chamava-se single, quedando a designação de Ep para quando, pelo menos, se registavam quatro temas... Mesmo assim, a oferta recebeu o nome de "Don't Break My Love EP" e nós agradecemos o gesto, claro!
   
  NICOLAS JAAR / Don't break my love EP by Clown & Sunset

sábado, 5 de novembro de 2011

WILCO + JONATHAN WILSON, Auditorio Mar de Vigo, 4 de Novembro de 2011

WILCO + JONATHAN WILSON, Auditorio Mar de Vigo, 4 de Novembro de 2011

Há um consenso generalizado sobre a excelência dos concertos dos Wilco. Descritos, quase sempre, como exemplos perfeitos de intensidade pela imprensa e pelos fãs, a fama não é um mito em si mesmo, levando ao rápido escoamento dos bilhetes nas últimas digressões pela Europa, excepção feita às duas datas portuguesas (Braga e Lisboa) de 2009 que se saldaram por plateias quase a metade da ocupação... Os Wilco são, sem dúvida, uma banda cara que gosta de espaços pequenos para apurar a sua música e a relação com os fãs e, claro, o preço das entradas dispara para números que por cá continua a fazer mossa. Lamentos à parte, tristezas continuam a não pagar dívidas! Em Espanha, pelo contrário, a banda é notoriamente um fenómeno de popularidade e consenso, com múltiplas datas ao vivo rapidamente esgotadas e dedicação venerada de uma imensidão de fanáticos à espera de uma nova oportunidade de serem surpreendidos. Em Vigo, ontem à noite, havia, contudo, algumas condicionantes que podiam causar, mesmo para repetentes, algumas incertezas, já que o novo e enorme auditório da cidade recebia um importante teste quanto as suas capacidades acústicas e de sobre-dimensão. Afinal, nada havia que temer. Ao fim da primeira meia-hora de concerto, iniciado surpreendentemente dez minutos antes da hora marcada, os medos haviam sido esquecidos e já todos se tinham rendido à grandeza da música, ou seja, ao mais importante. Apostando em “Art of Almost”, "I Might" e “Ashes of American Flags” para abrir a contenda de forma sublime, muitos perguntariam como seria possível manter o elevado nível até ao fim. A resposta foi clara. Sempre em crescendo, o alinhamento, escolhido a dedo preferencialmente entre os últimos cinco álbuns, permitiu um verdadeiro recital enciclopédico do que deve ser um concerto ao vivo: um melting-pot de emoções, dedicação, virtuosismo e, não menos importante, humildade. Os Wilco são, assim, uma banda com um único objectivo claro – melhorar sempre. O certo é que Tweedy, Cline e restantes músicos denotam um profissionalismo e entrosamento cada vez mais raro em bandas com tanta longevidade e que se transformam, aos nossos olhos e ouvidos, numa sempre fresca e delicada sonoridade que nos atropela a cada canção de forma avassaladora. Talvez o solo de “Impossible Germany” seja o exemplo perfeito desta redentora devassa emocional, como o prova a gritaria incontida de uma plateia em êxtase, arrebatada por um momento que o El Pais descreveu como "o melhor solo de guitarra do século". No único encore, a banda haveria de nos aplicar a todos alguns murros certeiros ("Dawned on me", "A Shot in the arm" ou "Heavy Metal Drummer") para que, de uma vez por todas, não restassem dúvidas quanto ao que vinham: deixar-nos maravilhosamente KO!















Como que recuperados da anestesia, lá fomos recordando, afinal, que antes dos Wilco o senhor Jonathan Wilson tinha passado pelo mesmo palco para apresentar de forma curta, mas brilhante, o seu recente álbum. Com a ajuda de um banda bem oleada e contando com a guitarra de Pat Sansone dos próprios Wilco, o músico surpreendeu muitos dos presentes com canções-maravilha como o tema título "Gentle Spirit", “Desert Raven” ou “Canyon In The Rain”, a que só faltou a escolha de “Can We Really Party Today?”, um dos nossos hinos de Outono. Um pouco mais de meia-hora serviu, assim, para fazer esgotar os discos de vinil à venda no átrio do auditório, provando a qualidade e intemporalidade da música de Jonathan Wilson, a precisar de urgente apresentação em nome próprio, se possível, no aconchego de um pequeno teatro.




+ videos no Canal Eléctrico
+ crítica no "El País/Galícia"
+ crítica no "Faro de Vigo"
+ crítica & fotos na "La Voz de Galícia"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

(RE)VISTO #38


















ASHES OF AMERICAN FLAGS - WILCO LIVE
de Brendan Canty e Christoph Green, Nonesuch, DVD, 2009
Lançado em Abril de 2009 no âmbito do Record Store Day, este documentário é o resultado de uma colaboração antiga de Jeff Tweedy com a dupla Brendan Canty e Christoph Green iniciada formalmente com a edição, três anos antes, de "Sunken Treasure - Live in the Pacific Northest". Nesse filme, já revisto por aqui, faz-se o retrato fiel e cândido de uma digressão a solo de Tweedy pela America, receita que a dupla realizadora torna a repetir neste "Ashes of American Flags", alargando-a aos restantes músicos dos Wilco. Trata-se, assim, de uma viagem bem definida por auditórios clássicos, míticos e quase sempre lotados de Tulsa (Cain's Ballroom), Nashville (The Ryman Auditorium), New Orleans (Tripitina) ou Washington (9:30 Club), captando de forma única a energia e sabedoria dos Wilco depois do lançamento do álbum "Sky Blue Sky" de 2008. São seis músicos em viagem de autocarro, com os seus desabafos sobre o que resta da America rural ou os problemas físicos implícitos à dureza da digressão, mas, acima de tudo, revela-se a excelência, mestria intuitiva e intensidade em cima de um palco. O que dizer, por exemplo, das perfomances do guitarrista Nils Cline, verdadeiras torrentes electrizantes e virtuosas que tivemos já a felicidade de comprovar no Theatro Circo bracarense, em particular o solo de mais de três minutos do já clássico "Impossible Germany". Um documento simples e sem ornamentos supérfluos que atesta e sela os Wilco como uma banda que ama descaradamente aquilo que faz.

NOTA: Os Wilco tocam amanhã em Vigo no âmbito de uma digressão espanhola que está a fazer furor. Inicialmente agendado para um pavilhão, o local do concerto foi, quase em cima da hora, alterado para um moderno auditorio (Auditorio do Mar de Vigo) com lugares sentados mas sem marcação, o que obriga a uma maior antecipação da deslocação a fim de não perder as filas da frente. Acresce que esta mudança está já a ser contestada por fãs mais dedicados que pedem a devolução do dinheiro, argumentando a perca de intensidade do espectáculo e até a proibição de bebidas. Vimos os Wilco em Braga sentadinhos num camarote e percebemos a desilusão de muitos deles. Seja como for, lá estaremos!

UAUU #8

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DISCO NOVO DE ANNA TERNHEIM





















Entre as vozes delicadas vindas da Suécia, Anna Ternheim ocupa, ao lado de Lykke Li ou El Perro del Mar, um lugar de destaque. Quando em 2009 descobrimos o álbum "Leaving on a Mayday" e as versões magníficas e surpreendentes de canções de Sinatra, logo percebemos que por aqui andava mais um grande talento. Surge agora um novo disco baptizado "The Night Visitor" onde colaboram, entre outros, as meninas First Aid Kit e Matt Sweeney e que, na versão de luxo, apresenta o DVD "The Fingerpicking Party" com versão acústicas registadas no Tennessee americano. Aqui ficam duas prometedoras amostras do novo trabalho, sendo "The Night Visitor - Trailer #2" o dueto "The Longer The Waiting The Sweeter The Kiss" na companhia do produtor Dave Ferguson.



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PEDRA CERTA


















É novo, é muito bom, é Black Keys.
Primeiro single para o álbum "El Camino" que sai em Dezembro. Mais uma "pedra"...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

(RE)LIDO #37





















LIFE 
de Keith Richards e James Fox.
London: Weidenfeld & Nicolson, 2010
Poucos ou nenhuns dos figurões da história do rock se aventuraram a contar na primeira pessoa a sua vida. Ou porque não tiveram tempo para o fazer ou porque, simplesmente, não tiveram coragem e génio para pegar o touro pelos cornos. Ora, Keith Richards, talvez o principal figurão-mor do rock roll ainda vivo, deitou mãos à obra e com a ajuda do amigo e jornalista James Fox conseguiu uma biografia obrigatória para quem gosta e não gosta dos Rolling Stones. Ao longo dos dez intensos capítulos da obra, há, na versão original, uma expressão que talvez resuma da melhor forma o conteúdo desta biografia - "cold turkey". Não sabemos como é que a ela foi traduzida na versão portuguesa de "Life", que só agora foi editada por cá, mas atendendo às inúmeras vezes que surge citada, o significado só pode remeter para o óbvio, ou seja, sarilhos. Claro que "Cold turkey" é o título de uma canção de John Lennon supostamente inspirada na dependência de heroína do casal Lennon/Ono, o que aplicado ao caso de Richards talvez ainda faça mais sentido. A droga é aliás, sem rodeios, a principal temática biográfica, desde os primeiros impulsos inocentes até à completa dependência (ao ponto de ter entrado em lojas de brinquedos para comprar kits de enfermeira p/ crianças só porque essa era a única forma de obter uma seringa...), só que a fórmula satírica e sarcástica com que Richards aborda o assunto sério e o êxito obtido na sua cura, faz-nos quase sempre esboçar um sorriso de contentamento. Confronto, irreverência e, porque não, alguma arrogância, foram e continuam a ser atitudes típicas de quem viu numa guitarra a salvação e ganha-pão de uma vida necessariamente atribulada e esticada até ao limite. Tribunais, advogados, divórcios, litígios, separações, loucuras, algumas escaramuças e, claro, muita má imprensa, são pratos fortes de uma ementa explosiva e atractiva para o leitor e nitidamente saborosa de contar para o lúcido e orgulhoso Richards. Há, no entanto, um indisfarçavel motivo de fundo para que este livro tivesse visto a luz do dia: Mick Jagger. As alfinetadas são mais que muitas, numa relação quase de amor e ódio e que a publicação desta biografia veio definitivamente acicatar, como que à espera efectiva de uma resposta. Na contracapa cartonada Richards escreve: "This is the life. Believe it or not I haven't forgotten any of it. Thanks + praises". Por incrível que possa parecer, só temos mesmo é que acreditar, o que torna as mais de 550 páginas desta verdadeira maratona literária numa raridade cintilante e quase extraterrestre. Ao jeito de Fox Mulder dos saudosos "Ficheiros Secretos" diríamos "I Want To Believe"!



Parte 2; Parte 3; Parte 4; Parte 5; Parte 6.

PEDRAS/PÉROLAS ROLANTES PORTUGUESAS













Tem lançamento previsto para Novembro próximo o livro "The Rolling Stones - Discografia Portuguesa a 45 RPM" da autoria de Abel Rosa, Jorge Nogueira e Pedro Freitas Branco. Na senda do irmão mais velho dedicado aos Beatles editado em 2010, trata-se de uma recolha exaustiva das capas dos singles portugueses dos Stones, o que, atendendo à longevidade da banda, resultará certamente num volume maior e, por isso, a necessitar de trabalho de equipa tripartido. Cá estaremos para o bem receber e devorar, numa salutar iniciativa do blog Beatles Forever! que, rivalidades Beatles/Stones à parte, continua de parabéns.  

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O SOL, SEMPRE!












Ao fim de uma semana de chuva sentimos já falta de uma tarde de sol quentinho e reconfortante e ainda não chegamos ao inverno... Temos esperanças que, em Novembro, o afamado verão de São Martinho permita matar saudades. Para compensar, nada melhor que um disco soalheiro como o que Josh Rouse editou no início do verão passado na companhia dos Long Vacations, ou seja, os dois companheiros Xema Fuertes e Caio Bellveser. Gravado em Espanha, temos por ele desde essa altura um carinho especial. Rouse não traz nada de novo, é certo, mas consegue sempre ser certeiro nas fórmulas simples com que nos envolve. Canções como "Oh, Look What the Sun Did!” ou "Lazy Days" são como uma loção fresquinha que nos transporta para bem junto do mar, sensação pela qual os dois videos abaixo agora publicados ajudam a suspirar. A banda tem digressão marcada por algumas cidades do país vizinho e restante Europa, mas enquanto não aparecem por cá, podem sempre sintonizar um concerto gravado na televisão espanhola há apenas dois dias.      



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

25 ANOS DE INSUBMISSÃO


















Em 1986 um estudante parisiense arriscava a edição de uma revista produzida na intimidade do seu quarto sem imaginar que passados 25 anos a Les Inrockputibles continuaria a ser, sem restrições, sinónimo de irreverência e insubmissão. Para comemorar o feito, para além de um blog exclusivo, está já nas bancas uma edição especial com quatro capas diferentes onde os eleitos foram Morrissey, Björk, David Lynch e Michel Houellebecq, um livro retrospectivo e uma antologia de 10 CD com uma selecção de 150 canções. Já agora, parabéns!  

É A FESTA?


















O sempre recomendável Amplificasom decidiu comemorar os seus cinco anos de actividade da melhor forma, ou seja, com um festival. Chama-se Amplifest e está marcado para o próximo fim-de-semana no Hard Club, onde, entre filmes, vinil e outras tentações, haverá mais que uma mão cheia de espectáculos. Até aqui tudo jóia. Quanto ao (único) preço dos bilhetes (50€ para os dois dias) é que, sinceramente, nos parece um pouco exagerado e sem alternativas.
Não há descontos para blogs? 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O REGRESSO MELOSO DE TELLIER


















Estranhava-se o silêncio de Sebastien Tellier nos últimos tempos. Depois do álbum "Sexuality" e da intensa digressão que se seguiu, de múltiplos e apimentados videos e da célebre participação no Eurofestival, eis que surge um novo disco ao jeito de compilação. Reune uma vintena de temas ditos de amor, seja lá o que isso for para um compositor notável e com provas dadas na difícil arte de derreter corações. Basta ouvir "La Ritournelle" ou "L'Amour Et La Violence", canções que ao vivo, como testemunhado em Famalicão, recebem quase sempre um tratamento adequadamente satírico. Via iTunes ou Bandcamp, que os tempos não estão para edições físicas, esta é uma excelente oportunidade para redescobrir, de forma calma, a veia sedutora de um talentoso artista com mais de uma década de actividade.