quinta-feira, 22 de outubro de 2026

GILSONS, Coliseu do Porto, 20 de Outubro de 2026

Do trio Gilsons reparamos, já lá vão três anos, que faziam parte de uma noite ao lado de Josh Rouse no Festival Para Gente Sentada bracarense (já agora, o FPGS acabou?). Como não comparecemos ao evento, do trio brasileiro fomos perdendo o rasto e, logo, uma aferição das canções, discos e outros concertos depois várias vezes agendados em Portugal. Ficou a certeza que o projecto juntava José Gil, Francisco Gil e João Gil, filho e netos de Gilberto Gil. Ponto. 

O convite amigo para o concerto no Coliseu foi, por isso, aceite na bondade inocente de uma descoberta artística, embora não fosse difícil prever o que aí vinha - samba e pop de feições MPB onde as influências ascendentes e de proximidade se denunciariam a cada passo. Bingo! 

Desde o primeiro momento, com a sala bem composta e longe de qualquer lotação, o espectáculo seguiu o seu caminho seguro, um pouco sonolento, na apresentação das canções do disco "Eu Vejo Luz em Maior Proporção do Que Eu Vejo a Escuridão", lançado em Março passado. 

Plateia desperta, mesmo assim, soletrando muitas das líricas e mais que pronta para outras euforias que o alinhamento foi requerendo em palmas e coros colectivos. Momentos altos: as versões de Novos Baianos, Caetano Veloso e, várias, do projecto Olodum. Balanço: um bom ba(i)lanço.

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