O convite amigo para o concerto no Coliseu foi, por isso, aceite na bondade inocente de uma descoberta artística, embora não fosse difícil prever o que aí vinha - samba e pop de feições MPB onde as influências ascendentes e de proximidade se denunciariam a cada passo. Bingo!
Desde o primeiro momento, com a sala bem composta e longe de qualquer lotação, o espectáculo seguiu o seu caminho seguro, um pouco sonolento, na apresentação das canções do disco "Eu Vejo Luz em Maior Proporção do Que Eu Vejo a Escuridão", lançado em Março passado.
Plateia desperta, mesmo assim, soletrando muitas das líricas e mais que pronta para outras euforias que o alinhamento foi requerendo em palmas e coros colectivos. Momentos altos: as versões de Novos Baianos, Caetano Veloso e, várias, do projecto Olodum. Balanço: um bom ba(i)lanço.
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