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| Fotografia (editada): Facebook do Teatro Constantino Nery |
Desde que assistimos ao florescer dos The Rite of Trio numa festa de Seeralves, já lá vão mais de dez anos, percebia-se a destreza do então (ainda mais) jovem baterista, mas entende-se agora que a sua adaptação clássica a uma bateria de jazz foi moldando outras respostas e opções a sonoridades diferenciadas no timbre e na sequência de, dir-se-ia, erudição arriscada.
Um acordeão, um piano vertical ou uma guitarra électrica, por exemplo, não são só recursos instrumentais, eles passaram a ser fontes de incerteza, ora rudes, ora delicados, de uma partitura padronizada pelo inesperado e por uma notação articulada por dinamismos que, para nós leigos, soa a desarmonia.
Nada disso, o fundamental foi mesmo estar atento, concentrado na perfomance colectiva, deixando a atenção circular pela surpresa das vozes assonantes, pela incrível sobreposição de flautas ou a estranheza saborosa dos sustenidos do contrabaixo.
O serão, mesmo que de plateia reduzida e a que faltou, talvez, um pouco mais de improviso, articulou-se realmente, e a três dimensões, num impulso instrumental e vocal de nivelado calibre, confirmando a qualidade de muitos jovens executantes e a inquietude artística de um compositor que terá ainda muito para nos dar (ensinar) a ouvir!

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