Imaginem os The Beatles, os Beach Boys, os The Byrds ou até o Rundgreen como que estetizados e, como não dizê-lo, valorizados sem dogmas, em magníficas e elaboradas harmonias vocais, acordes, dos mais simples aos mais complexos, de variação brusca e canções melodiosas que só devem fazer efeito assim, em pequenos palcos de feições cavernosas e liverpolianas. Juntem-lhe os trajes saídos de uns anacrónicos anos setenta, muito boa disposição e, caramba, todos os trejeitos performativos que uma guitarra eléctrica, alçeada e suspensa, foi permitindo acumular desde o Chuck Berry.
Tudo isto e muito mais em noventa minutos de alegria e diversão, como que parando o tempo e as horas de uma noite a que variadas gerações aderiram com contentamento, fazendo da nostalgia vintage uma saborosa festarola e lançando para as urtigas os que atiram com aquelas postas barrocas de "isto é igual aquilo" ou "aquilo é mesmo parecido com isto".
Que seja, o que raio é que estes cromos, a parecer novatos, fazem mais pelo rock'roll que muitos outros todos juntos, alinhando mais de vinte canções superiores, e de enciclopédia, como quem abre a porta da garagem aos amigos para testar a satisfação. E essa, não podia ter sido maior!
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